EUA preparam novas sanções contra o Brasil por condenação de Bolsonaro, diz Marco Rubio

EUA preparam novas sanções contra o Brasil por condenação de Bolsonaro, diz Marco Rubio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou à rede estadunidense Fox News que Washington adotará novas sanções contra o Brasil em resposta à condenação de Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal sobre a trama golpista. Segundo a coluna do jornalista Jamil Chade, do UOL, Rubio afirmou que os anúncios oficiais serão feitos já na próxima semana. Para ele, a decisão judicial contra Bolsonaro revela um enfraquecimento do sistema democrático brasileiro.

Críticas de Washington ao Judiciário brasileiro

Na entrevista, o chefe da diplomacia americana acusou juízes brasileiros de ultrapassarem os limites de sua atuação. “Você tem esses juízes ativistas — um em particular — que não só perseguiu Bolsonaro, como tentou fazer reivindicações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra alguém que postou online de dentro dos Estados Unidos, e chegou a ameaçar ir ainda mais longe nesse sentido”, afirmou em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Rubio classificou o julgamento do ex-mandatário como parte de uma escalada de repressão judicial. “O julgamento é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tem tentado atingir empresas americanas e até mesmo pessoas que operam fora dos Estados Unidos”, destacou.

Medidas adicionais dos EUA

O secretário de Estado não detalhou quais sanções estão em preparação, mas adiantou que Washington apresentará novas ações econômicas e diplomáticas contra o Brasil. “Haverá uma resposta dos EUA a isso, e é isso. Faremos alguns anúncios na próxima semana sobre as medidas adicionais que pretendemos tomar”, completou.

Trump quer regras eleitorais válidas para todo o território dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump declarou na noite de sábado (30) que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. A nova legislação seria válida em todo o território nacional. Além de defender a apresentação obrigatória de um documento de identificação na hora do voto pelos eleitores, o republicano afirmou que pretende restringir os casos onde o voto por correspondência é permitido.

“O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais”, escreveu.
O comunicado foi feito via publicação na Truth Social.

Nem todos os estados do país exigem a apresentação de um documento por parte dos eleitores na hora da votação. Essa identificação por ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em catorze estados – Califórnia, Colúmbia, Havaí, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Oregon e Vermont – e na capital federal, Washington D.C., não é exigida documentação alguma.

Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor. A maioria inclui a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora do município ou cidade de residência no dia da eleição ou ser estudante de uma faculdade ou universidade fora do estado.

Estadão Conteúdo

Venezuela diz que EUA ameaçam paz com navios e pede apoio à ONU

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, divulgou nesta terça-feira (26), um encontro com o coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela, Gianluca Rampolla. O objetivo da reunião, conforme Gil, foi o de fortalecer o encontro como o organismo multilateral para um marco de respeito à soberania da nação sulamericana.

Na prática, o encontro visa a tentar fortalecer a Venezuela diante da tensão entre o país e os Estados Unidos. O clima ficou quente após os EUA enviarem navios de guerra com 4 mil militares para a costa da Venezuela e os norte-americanos aumentarem para US$ 50 milhões o valor da recompensa para a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No encontro, Gil afirmou existirem “preocupações sobre a implantação de unidades militares dos EUA e até mesmo armas nucleares no Caribe, ameaçando a paz”. Ainda nesta terça, o ministro venezuelano questionou afirmações dos Estados Unidos a respeito do suposto envolvimento de Maduro com um cartel do tráfico de drogas.

Diario de Pernambuco

Carne bovina atinge R$ 150 o kg nos EUA após tarifaço ao Brasil

O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, já vem trazendo repercussões amargas. Uma delas é o preço da carne bovina no país norte-americano atingiu R$ 150 o quilo, maior preço das história dos EUA. Segundo a pesquisa mensal de inflação, a carne para churrasco atingiu US$ 11,875 a libra ou quase R$ 150 o quilo, alta de 3,3% em um mês e salto de 9% em seis meses. A carne moída também registrou aumento de 3,9% em julho. O preço médio atingiu US$ 6,338 a libra ou R$ 75 o quilo.

As mudanças climáticas têm prejudicado duramente a pecuária dos EUA, que viu o número de animais nos pastos cair gradativamente nos últimos anos. Além disso, a seca reduz a produtividade de cada cabeça de gado. Em 12 de agosto, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu mais uma vez a expectativa para a produção doméstica. Para 2025, a expectativa de entrada da carne importada caiu 1,9% em pouco mais de um mês – desde o anúncio das tarifas ao Brasil, em 9 de julho. O impacto maior será sentido em 2026, quando o USDA prevê importações 7,5% menores.

“A produção de carne bovina foi reduzida devido à redução do abate de bovinos alimentados e não alimentados e aos animais que têm registrado peso menor”, cita o relatório da semana passada. O relatório indica que a alíquota de 50% sobre produtos brasileiros reduzirá as importações dos EUA em cerca de 400 milhões de libras – 180 mil toneladas – só em carne bovina. “As importações de carne bovina para 2025 são reduzidas para refletir os dados comerciais reportados durante o primeiro semestre do ano, bem como a redução dos embarques devido a tarifas mais altas, principalmente do Brasil. A redução também ocorre em 2026”, diz o relatório da USDA.

A Tarde

Trump rompe isolamento de Putin, mas sai de cúpula sem acordo de paz

Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram nesta sexta-feira, 15, no Alasca para discutir o fim da guerra na Ucrânia. Após um recepção calorosa na pista da base aérea de Elmendorf-Richardson perto de Anchorage, os dois se fecharam por três horas cercados de diplomatas e assessores de segurança nacional. No fim, os dois realizaram um rápido pronunciamento, jurando terem chegado a um “acordo”, mas sem dizer qual.

Putin foi o primeiro a falar aos jornalistas – um gesto extremamente incomum, visto que o anfitrião normalmente tem a prerrogativa. O russo voltou a mencionar a necessidade de eliminar as “causas profundas” da guerra na Ucrânia, um jeito próprio de se referir a sua lista de exigências que já foram categoricamente rejeitadas por Ucrânia e Europa. O discurso sugere que Putin não mudou sua posição maximalista – anexação de parte do leste da Ucrânia, desarmamento total do país, veto à adesão à Otan e mudança de governo em Kiev.

Em seguida, Trump garantiu ter feito avanços, mas prometeu telefonar e contar os detalhes da reunião para os líderes europeus, para o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e para o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski. “Fizemos progresso. Mas não existe acordo sem que haja um acordo”, disse o americano em referência às consultas com os aliados.

Exigências

A reunião terminou muito antes do previsto e foi bem mais curta do que as seis ou sete horas que o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, disse que duraria. O fato de Putin e Trump não terem respondido a perguntas dos jornalistas deixou claro que nenhum dos dois queria ser pressionado a dar detalhes do que foi discutido – no caso do americano, é bastante incomum ele terminar um discurso sem conversar com a imprensa.

Autoridades ucranianas em Kiev acompanharam ansiosamente o pronunciamento após a reunião em busca de pistas sobre o futuro da guerra. Mas, quando os dois presidentes partiram, a sensação geral era de que a guerra continua, pelo menos por enquanto. “Foi um fracasso, porque Putin voltou a falar de questões de segurança e usou sua retórica habitual”, afirmou Oleksandr Merezhko, político ucraniano. “Não vi nenhuma mudança.”

Zelenski também reagiu com pouco entusiasmo. “No dia das negociações, os russos continuaram matando. E isso diz muito”, escreveu o presidente ucraniano no X, em referência aos ataques de ontem em Sumy, Dnipro, Zaporizhzia, Kherson e Donetsk. “A guerra continua, e é precisamente porque não há ordem ou sinal de que Moscou está se preparando para encerrá-la.”

Força – O que estaria por trás da intransigência de Putin, segundo analistas, é sua posição de força no campo de batalha. Nas últimas semanas, o exército russo abriu uma brecha nas defesas ucranianas na região de Donbas, e autoridades da Ucrânia afirmam que o Kremlin vem mobilizando forças e reunindo armamento para novas ofensivas. Quanto mais o cessar-fogo demorar, mais território a Rússia ocupa.

Para muitos observadores, no entanto, Putin saiu mais forte da cúpula. Foi a primeira visita dele aos EUA em mais de uma década. Com um mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra na Ucrânia, ele está ameaçado de prisão se viajar para países que são membros da corte, o que não é o caso dos EUA. Além disso, ele não apenas saiu do isolamento internacional imposto pelas potências ocidentais, como rompeu o cerco com estilo. Na chegada coreografada ao Alasca, Trump recebeu um sorridente presidente russo.

Palmas – O tradicional aperto de mãos foi precedido de aplausos de Trump, enquanto Putin desfilava pelo tapete vermelho na pista do aeroporto. De forma surpreendente, Putin aceitou uma carona na limusine presidencial – chamada de “Besta” -, e parecia confortável ao se acomodar no banco de trás, ao lado de Trump. Foi a primeira vez que presidentes de EUA e Rússia apareceram juntos desde a cúpula de 2018 em Helsinque, quando Trump afirmou com todas as letras que acreditava mais na palavra de Putin do que nos relatórios de inteligência americanos sobre a interferência da Rússia nas eleições vencidas por ele, em 2016.

O encontro do Alasca foi o sétimo entre os dois presidentes e o primeiro no segundo mandato do americano. A primeira presidência de Trump foi ofuscada por questionamentos sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016, à qual Trump se refere repetidamente como “farsa da Rússia”. A cúpula do Alasca também teve momentos de bajulação, incluindo um presente de Putin a Trump, endossando a afirmação de que, se o republicano estivesse na Casa Branca, a Rússia não teria invadido a Ucrânia, em 2022. “O presidente Trump disse que, se ele fosse presidente, não haveria guerra, e posso confirmar isso.”

Analistas, no entanto, lembram que a Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, e paramilitares apoiados pelo Kremlin passaram todo o primeiro mandato de Trump – entre 2017 e 2021 – em guerra no leste da Ucrânia.

Próxima vez – O encontro terminou como uma confraria. “Provavelmente nos veremos novamente em breve”, disse Trump. “Da próxima vez, em Moscou”, respondeu Putin, em inglês macarrônico. “Vou receber algumas críticas, mas acho que pode ser”, disse o americano. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS).

Estadão Conteúdo

 

Embaixada dos EUA faz novo ataque a Moraes e governo Lula reage

Autoridades dos Estados Unidos voltaram a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes neste sábado, 9. O número dois do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, fizeram postagens na rede social X (antigo Twitter), onde não citam nominalmente Moraes, mas afirmam que “um juiz” teria “usurpado o poder” da Corte.

Em resposta, o governo brasileiro afirmou que as postagens são vistas como “um novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que derrotou uma tentativa de golpe de Estado”, mas que “não se curvará a pressões, venha de onde vierem”. A publicação da embaixada está em português e parece traduzir a de Landau. As duas mensagens, inclusive, estão vinculados no X. O Itamaraty classificou as declarações de Landau como “falsas”.

As postagens foram divulgadas no dia seguinte à ida do encarregado de Negócios da embaixada, Gabriel Escobar, ao Itamaraty. Escobar foi chamado para dar explicações sobre uma nota anterior da embaixada com ameaças a aliados de Moraes.

Ataques a Moraes
Tanto a publicação Landau como a da embaixada falam sobre a importância da separação de poderes para garantia da liberdade. Mencionam também que a separação formal “não significa nada” se um dos poderes tiver meios de intimidar os demais.

“O que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz um trecho do texto da embaixada.

A postagem ainda afirma que a situação “é sem precedentes e anômala”, já que é possível negociar com poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com “um juiz”.

“O usurpador se reveste do Estado de Direito, enquanto os demais poderes afirmam estar impotentes para reagir. Se alguém conhecer um precedente na história humana em que um único juiz, não eleito, tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, avise. Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!”, prossegue a mensagem.

Na semana passada, o governo americano anunciou que Moraes havia sido incluído na lista de pessoas alvos de sanções da com a Lei Magnitsky — usada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala.

A Tarde

Anvisa suspende venda de remédio de até R$ 20 milhões após EUA investigar morte no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente o uso, a distribuição e a venda no Brasil do remédio Elevidys, terapia genética da farmacêutica Sarepta Therapeutics para distrofia muscular de Duchenne, uma doença rara. O preço do produto pode chegar a R$ 20 milhões. A decisão foi tomada após a Administração de Alimentos e Medicamentos americana (FDA, equivalente à Anvisa) divulgar dados sobre três mortes associadas a terapias genéticas dessa tecnologia. Um dos óbitos, de um criança, foi reportado no Brasil.

A Roche, responsável pela comercialização do produto no Brasil, afirma que o médico avaliou que o caso não teve elo com o uso do remédio.A farmacêutica ainda diz não houve mortes ligadas ao tratamento entre os cerca de 760 pacientes deambuladores (que conseguem andar) que já receberam a terapia e que, com base nos dados atuais, o benefício-risco segue positivo. Diz ainda dialogar com a Anvisa e autoridades globais.

A Anvisa, por sua vez, destaca que todas mortes estavam ligadas a indicações não autorizadas por aqui. No País, o remédio foi autorizado em dezembro de 2024, em caráter excepcional, exclusivamente para pacientes pediátricos que conseguem caminhar, na faixa etária de 4 a 7 anos, com mutação confirmada no gene DMD. Ainda assim, a suspensão foi tomada “de forma prudente e preventiva”, enquanto novas análises de segurança são conduzidas em parceria com reguladores internacionais.

FDA

Segundo o comunicado do FDA na sexta-feira, 25, a investigação mais recente envolve a morte de uma criança de oito anos, ocorrida no dia 7 de junho. O órgão pediu a suspensão voluntária da distribuição do produto enquanto investiga se há problemas com segurança do produto. Houve outras duas mortes – de um adulto e de uma criança.

Conforme o FDA, os três relatos de falência hepática aguda com morte envolvendo terapias genéticas da Sarepta baseadas no vetor AAVrh74 são em dois meninos não deambuladores (não caminham) com Duchenne e tratados com Elevidys e de um adulto com Distrofia Muscular de Cinturas que participava de ensaio clínico com terapia experimental.

Em nota, a farmacêutica Sarepta Therapeutics, desenvolvedora do produto, ressalta que a segurança dos pacientes é sua prioridade e disse colaborar com a agência reguladora, reforçando a importância da Elevidys como a única terapia gênica aprovada para a distrofia muscular de Duchenne. A Elevidys é uma terapia genética administrada em dose única intravenosa. A distrofia muscular de Duchenne é uma condição genética rara caracterizada por fraqueza muscular progressiva e ocorre devido a um gene defeituoso.

Em outro desdobramento, o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), ligado à Agência Europeia de Medicamentos (EMA), recomendou não conceder autorização de comercialização para a Elevidys, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira. A Roche lamentou a decisão. A substância foi aprovada pelo FDA em junho de 2023.

Estadão Conteúdo

Paciente nos EUA morre com bactéria da ‘Grande Peste’ da Idade Média

Uma pessoa no norte do Arizona, Estados Unidos, morreu após contrair peste pneumônica, uma das doenças causadas por contração da bactéria Yersinia pestis. O paciente morreu menos de 24 horas depois de dar entrada no hospital Flagstaff Medical Center Emergency, situado no condado de Coconino. Esta foi a primeira morte causada pela doença no condado desde 2007.

Na nota divulgada pela imprensa norte-americana, o hospital disse que o paciente recebeu um tratamento inicial adequado, e esforços para realizar sua reanimação foram realizados, mas sem sucesso. As formas mais comuns da peste são a bubônica, a pneumônica e a septicêmica. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, a peste pneumônica surge quando as bactérias se espalham para os pulmões de um paciente que não recebeu tratamento para a peste bubônica ou septicêmica, ou quando uma pessoa inala gotículas infectadas expelidas pela tosse de outra pessoa ou animal com peste pneumônica.

Embora rara nos dias de hoje, a peste bubônica — conhecida por ter matado entre 30% e 60% de toda a população da Europa na Idade Média — ainda é reportada em áreas rurais.

Sintomas, transmissão e prevenção

Os sintomas geralmente surgem entre dois e seis dias após a infecção e incluem febre e gânglios linfáticos inchados e doloridos, mais comumente encontrados nas axilas, virilha e pescoço. A bactéria Yersinia pestis é usualmente transmitida de um animal para o outro, por meio de pulgas infectadas. Normalmente atinge pequenos mamíferos, como ratos. Em humanos, a transmissão se dá de três formas:

-pela mordida de pulgas infectadas;
-por contato direto com materiais contaminados ou com fluidos corporais de alguém doente;
-pela inalação de gotículas respiratórias de pacientes contaminados com a peste pneumônica.
-quando a transmissão é feita pela pulga, normalmente a pessoa desenvolve a versão bubônica da doença. Já a transmissão entre humanos normalmente leva à forma pneumônica da infecção.

Para prevenir a doença, é recomendado evitar contato com roedores, tomar cuidados com mordidas de pulgas e não manusear carcaças de animais, além de evitar contato com tecidos e fluidos corporais contaminados.

G1

EUA aprovam taxa extra de R$ 1,4 mil para visto de estrangeiros

O governo dos Estados Unidos aprovou recentemente um projeto de lei que prevê a cobrança de uma taxa extra no valor de US$ 250 (o equivalente a R$ 1.390 na cotação atual) para a emissão de visto para estrangeiros que quiserem entrar no país.  A nova regra está entre as medidas aprovadas dentro do megaprojeto fiscal de Donald Trump apelidado de One Big Beautiful Bill (algo como “Um grande e belo projeto”).

Em determinada seção, consta: “Em geral – em adição a qualquer outra taxa autorizada pela lei, o Secretário de Segurança Nacional requer o pagamento de uma taxa, equivalente à quantia especificada nesta subseção, por qualquer estrangeiro que tenha emitido um visto de não imigrante à época da emissão.” O valor inicial será de US$ 250 ou “a quantidade que o Secretário de Segurança Nacional estabeleça”, e deverão ser feitos reajustes anuais com base na inflação.

A Visa Integrity Fee, como foi chamada a taxa extra, será cobrada quando o visto for emitido, se somando às taxas já existentes. O visto para não imigrante, citado na lei, engloba, por exemplo: turistas, estudantes, jornalistas, Au pairs, diplomatas e seus familiares, e pessoas que fazem tratamento médico nos EUA e seus familiares. Atualmente, os interessados em emitir um visto de não-imigrante para turismo, por exemplo, já tem que desembolsar U$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.029).

O governo americano não informou quando a cobrança da nova taxa entrará em vigor, mas o próximo ano fiscal americano tem início em outubro. Ao contrário da taxa já existente, que é obrigatória para a marcação da entrevista do visto, a nova taxa só é cobrada caso o estrangeiro tenha o visto aprovado. O projeto fiscal One Big Beautiful Bill chegou a ser visto como um dos principais triunfos políticos do mandato de Trump, mas deve aumentar o déficit fiscal do país em cerca em US$ 3 trilhões e quase US$ 4 trilhões a dívida do governo federal nos próximos dez anos.

Estadão Conteúdo

 

 

Vanessa Rios leva forró pernambucano aos Estados Unidos

A pernambucana Vanessa Rios, que já integrou diversas bandas e atualmente é uma das vocalistas da Capim com Mel, é uma das atrações do São João do Pitstop, que acontece neste sábado (28), na Flórida (Estados Unidos). O evento reúne centenas de pessoas todos os anos e conta com apresentações musicais, quadrilhas e comidas típicas, recriando o clima do Nordeste brasileiro em solo americano.

Vanessa se apresenta no São João do Pitstop à meia-noite do horário local (22h, horário de Brasília) levando o autêntico forró nordestino à terra do Tio Sam. No repertório, clássicos do forró e sucessos que embalam as festas juninas até hoje.

“Estou muito feliz em me apresentar pela primeira vez fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos. Vai ser um show especial e emocionante. Quero levar o melhor do nosso forró para todo mundo que estiver lá”, conta a artista.

Folha PE

Irã ameaça fechar importante rota de petróleo e pode afetar Brasil

O parlamento do Irã aprovou, neste domingo (22), o fechamento doEstreito de Ormuz, como retaliação aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do país, na noite deste sábado (21). O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã, é considerado essencial para o escoamento da produção de países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes, Catar e Kuwait.

O Estreito de Ormuz é o corredor marítimo mais importante do mundo para o transporte de petróleo, por onde passam mais de 20% do petróleo consumido no mundo. Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto sejam transportados por ali diariamente, segundo dados da Vortexa, consultoria do mercado de energia e frete.

A via tem 33 quilômetros de largura, por onde transitam navios vindos do Golfo Pérsico em direção ao Mar Arábico. No seu ponto mais estreito, o trecho onde os navios podem navegar tem apenas 3,2 quilômetros de largura em cada direção, o que o torna congestionada e perigosa.

Como afetaria o Brasil?
Um fechamento do estreito poderá provocar turbulência em todo o globo, inclusive no Brasil. Especialistas apontam que se a ameaça for concretizada, o preço do barril do petróleo pode passar dos atuais US$ 70 para US$ 120, um aumento de 70% no valor. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras Claudio Schlosser, minimizou os impactos no mercado local no caso de um fechamento da via marítima.

“Historicamente é muito difícil acontecer esse fechamento. Pode ter uma restrição, redução, fluxos menores dos navios. Até porque tem aliados do Irã como Catar e Kuwait, que escoam óleo por ali. Abastecimento da China também passa por aquela região. Para nossas atividades, está mais ligado com a saída do petróleo leve. Mas existem alternativas logísticas para suprir esse petróleo”, disse Schlosser.

Além do petróleo, o Estreito de Ormuz é vital para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente do Catar, segundo maior exportador global. Um eventual bloqueio, mesmo parcial, também teria efeito sobre a oferta de energia para a Europa e a Ásia, ampliando os custos logísticos e potencialmente reconfigurando rotas comerciais.

Expectativa
A expectativa é de que o Irã não leve adiante uma interdição completa na região, afirmam especialistas. Afinal, o país também depende da própria exportação de petróleo pelo Estreito, além de arriscar represálias severas. O Irã tem costume usar a ameaça de fechamento do Estreito como ferramenta de pressão diplomática, o que pode se repetir.

Além disso, o bloqueio da via marítima poderia levar a uma intervenção militar dos EUA. A Quinta Frota do país americano, estacionada no vizinho Barein, tem a tarefa de proteger o transporte comercial na área. Qualquer movimento do Irã para interromper o fluxo de petróleo pela hidrovia também poderia comprometer as relações de Teerã com os países árabes do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos —países com os quais o Irã tem melhorado as relações nos últimos anos de forma meticulosa.

A Tarde

EUA na guerra: Trump anuncia ataque a três instalações nucleares do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, na noite deste sábado (21), que as tropas norte-americanas atacaram três instalações nucleares no Irã. O caso acontece em meio ao embate entre o Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos.

“Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. AGORA É A HORA DA PAZ! Agradecemos a sua atenção a este assunto”, completou Trump.

Autoridade diz que EUA usaram bombardeiros B-2 em ataques ao Irã

Após o presidente do EUA, Donald Trump anunciar em publicação no Truth Social, que mandou atacar bases nucleares do Irã, especialistas disseram que bombardeiros norte-americanos B2 foram usados ​​na operação do fim de semana para atingir as três instalações nucleares iranianas mencionadas pelo presidente. Mais cedo no sábado o movimento de bombardeiros B-2 havia sido reportado. As aeronaves podem ser equipadas para transportar bombas que, segundo especialistas, seriam ideais para atacar os locais.

O B-2 Spirit é a única aeronave dos EUA capaz de lançar a bomba antibunker GBU-57, de 13,6 toneladas, capaz de penetrar até 61 metros no subsolo antes de explodir. Trata-se do único armamento conhecido com capacidade para destruir instalações nucleares fortemente protegidas, como as do complexo subterrâneo iraniano de Fordow. Cada bombardeiro pode carregar até duas dessas bombas.

A Tarde

Milhares de pessoas protestam contra Trump em várias cidades dos EUA no sábado

Opositores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram protestos em várias cidades dos Estados Unidos no sábado (19), denunciando o que classificam como “ameaças aos ideais democráticos do país”. Os organizadores afirmam se opor ao que chamam de violações dos direitos civis e constitucionais de Trump, incluindo os esforços para deportar dezenas de imigrantes e reduzir o governo federal, demitindo milhares de funcionários públicos e efetivamente fechando agências.

Os protestos acontecem apenas duas semanas após manifestações semelhantes em todo o país. As manifestações incluíram uma marcha pelo centro de Manhattan e um comício em frente à Casa Branca. Em Boston, manifestantes se concentraram na reconstituição das Batalhas de Lexington e Concord, alegando que o país vive um momento perigoso para sua liberdade.

Em Denver, centenas de manifestantes se reuniram no Capitólio do Estado do Colorado com faixas expressando solidariedade aos imigrantes e dizendo ao governo Trump: “Tirem as Mãos!”. Milhares de pessoas também marcharam pelo centro de Portland, Oregon, enquanto em São Francisco, centenas soletraram as palavras “Impeach & Remove” em uma praia de areia ao longo do Oceano Pacífico, também com uma bandeira dos EUA de cabeça para baixo.

As pessoas protestaram pelo centro de Anchorage, Alasca, com cartazes feitos à mão listando os motivos pelos quais estavam protestando. Em outros lugares, protestos foram planejados em frente a concessionárias da Tesla contra o bilionário e conselheiro de Trump, Elon Musk, e seu papel na redução do governo federal.

Outros organizaram eventos mais voltados para o serviço comunitário, como campanhas de arrecadação de alimentos, palestras e trabalho voluntário em abrigos locais. Em Washington, manifestantes citavam preocupações com as ameaças aos direitos ao devido processo legal, protegidos pela Constituição, à Previdência Social e a outros programas federais de segurança.

Em Columbia, Carolina do Sul, centenas de pessoas protestaram na sede do governo estadual segurando cartazes com slogans como “Lute Ferozmente, Harvard, Lute”. E em Manhattan, manifestantes se reuniram contra as contínuas deportações de imigrantes enquanto marchavam da Biblioteca Pública de Nova York em direção ao Central Park e passavam pela Trump Tower.

Estadão Conteúdo

Avião pega fogo em aeroporto e deixa 12 feridos nos EUA

Um avião da American Airlines sofreu um incêndio depois de uma parada na quinta-feira, 13, no aeroporto internacional de Denver, no Colorado (EUA) e 12 passageiros foram hospitalizados com ferimentos leves. Para tentarem fugir das chamas, os passageiros se aglomeraram na asa da aeronave.

O voo 1006 da American Airlines entre Colorado e Dallas foi desviado para o aeroporto de Denver depois que a tripulação sofreu “vibrações no motor”, informou a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos. A FAA afirmou que, “depois de aterrissar e enquanto taxiava”, um motor do Boeing 737-800 “pegou fogo e os passageiros deixaram o avião usando os ‘slides'”.

A companhia aérea informou que 172 passageiros e seis tripulantes estavam a bordo do avião. Segundo o aeroporto de Denver, todos foram retirados com segurança, mas 12 foram hospitalizados devido a ferimentos leves.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram uma grande coluna de fumaça e passageiros em pé na asa do avião aguardando pela chegada dos serviços de emergência. Uma série de acidentes aéreos nos Estados Unidos aumentou os temores sobre a segurança nos voos, que também pode ser prejudicada pelos cortes orçamentários nas agências de aviação realizadas pelo governo do presidente Donald Trump. A FAA anunciou que investigará as causas do incidente em Denver.

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A Tarde

 

Ucrânia apoia proposta dos EUA para cessar-fogo na guerra com a Rússia

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comunicou que Kiev aceita “negociações imediatas” com a Rússia. “A Ucrânia manifestou a sua prontidão para aceitar a proposta dos EUA de promulgar um cessar-fogo imediato e provisório de 30 dias, que pode ser prorrogado por acordo mútuo entre as partes e que está sujeito à aceitação e implementação simultânea pela Federação Russa”, diz o comunicado divulgado pelo governo americano.

O acordo foi firmado em meio às negociações entre os EUA e a Ucrânia na Arábia Saudita. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que os EUA devem convencer a Rússia a aceitar o cessar-fogo de 30 dias proposto nas conversações entre as delegações ucranianas e norte-americanas. “A Ucrânia encara a trégua proposta de forma positiva”, declarou Zelensky.

O chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Andrii Yermak, considera que este acordo de cessar-fogo vai mostrar se a Rússia quer paz ou não. Yermak também revelou que foram discutidas várias opções de garantias de segurança com os EUA. “Uma vez mais, demonstramos que queremos paz”, acrescentou

Diario de Pernambuco

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