BC proíbe apostas sobre política, esportes e reality shows no Brasil

O Banco Central do Brasil anunciou uma nova regra que proíbe apostas envolvendo política, esportes, reality shows e outros temas no país. A medida foi estabelecida por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) e passa a valer a partir do dia 4 de maio.

A norma impede que plataformas internacionais como Kalshi e Polymarket operem no Brasil com esse tipo de aposta. Esses sites funcionam com contratos baseados em eventos futuros, onde os usuários apostam se algo vai ou não acontecer.

Diferente das bets tradicionais, esse modelo é mais parecido com o mercado financeiro. O valor dos contratos varia conforme a probabilidade do evento, como eleições, jogos ou até resultados de reality shows.

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Deputada propõe proibição de tabaco para quem nasceu a partir de 2009

A deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE) apresentou à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.961/2026, que propõe proibir a venda de produtos derivados do tabaco para pessoas nascidas a partir de 2009.

A proposta segue um modelo semelhante ao adotado no Reino Unido e tem como objetivo criar uma geração livre do tabagismo. O texto inclui na restrição itens como cigarros, vapes, narguilés e produtos similares.

Pelo projeto, a proibição será permanente e acompanhará o indivíduo ao longo da vida, independentemente da idade. A medida substitui o modelo atual, que permite o consumo a partir dos 18 anos.

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Projeto em Pernambuco quer barrar publicidade de “bets” em eventos e transportes

Uma proposta em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco pode proibir a veiculação de publicidade de casas de apostas em eventos, espaços e transportes públicos no estado. A medida também se aplica a contratos firmados com a administração estadual, incluindo concessões e permissões de uso.

O texto em análise é um substitutivo que reúne quatro projetos de lei apresentados pelos deputados Coronel Alberto Feitosa, Joel da Harpa, Socorro Pimentel e William Brigido.

A proposta estabelece que todos os contratos, editais, convênios e demais instrumentos firmados pelo Poder Público estadual deverão conter cláusula proibindo qualquer tipo de publicidade, patrocínio ou ação comercial vinculada a empresas de apostas. Caso a regra não seja incluída, os documentos poderão ser suspensos.

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Caminhões com cinco ou mais eixos seguem proibidos de circular na ponte Presidente Dutra

Desde setembro do ano passado, caminhões com cinco ou mais eixos estão proibidos de circular na ponte Presidente Dutra por conta da obra do Complexo Viário da Travessia Urbana de Juazeiro. Apesar da restrição, motoristas insistem em atravessar a ponte, provocando congestionamentos e transtornos para quem precisa transitar entre as cidades de Petrolina e Juazeiro.

A multa por desrespeitar a proibição é considerada média e custa cerca de R$ 130. No entanto, veículos que ficam presos na descida da ponte são enquadrados por conduta deliberada e recebem punições mais rigorosas. “A PRF já fez mais de 800 multas para os veículos que desrespeitam os horários de circulação, para essas cegonhas e pranchas que ficam travadas, enganchadas, literalmente, por conta de uma geometria, do excesso, do fato de ela não ter altura suficiente para aquela geometria. São aplicadas as multas de obstrução deliberada do trânsito. São multas gravíssimas, multiplicadas por 20, que ele faz com o intuito de atravessar, sabendo que não consegue. E, talvez, tentando se utilizar dos meios da pressão social e que a gente vai promover a retirada daquele veículo de alguma maneira. Alguns agentes têm atravessado, outros têm voltado em marcha ré. Como é verificado, a situação vai depender do quanto ele está enganchado”, explicou o chefe substituto da delegacia da PRF de Petrolina, Moacir Gomes.

De acordo com o Dnit, cerca de 60 mil veículos transitam por dia na ponte Presidente Dutra por diversos motivos, como trabalho, estudo e viagens. Para manter o bem-estar e reforçar a segurança no trânsito, a Polícia Rodoviária Federal tem realizado fiscalizações em diversos pontos para orientar os motoristas de caminhões.

“Existe também uma proibição que é feita previamente nos postos de Afrânio, nos postos de Santa Maria da Boa Vista, de Picos, de Capim Grosso. No sentido de identificar esses veículos, as equipes da PRF abordam e orientam, deixando clara a proibição de passagem nesses pontos. É importante ressaltar também que os veículos que precisam de autorização especial de trânsito, todos eles estão proibidos de passar na travessia urbana, mas a gente ainda se depara com muitos veículos sem autorização especial de trânsito tentando fazer essa travessia no intuito de economizar o diesel, enfim, e tentam manter as rotas antigas ao invés de desviar pelas rotas que são possíveis”, destacou Gomes.

A PRF destaca que mesmo aqueles motoristas que não são flagrados por uma blitz, se infringirem as regras, vão receber as penalidades.
“A maior parte dessas multas é feita na nossa central de videomonitoramento. Os veículos são capturados pelas câmeras de segurança e um agente que está acompanhando em tempo real vai fazendo essas notificações para esses veículos que estão passando fora do horário permitido”, reforçou Gomes.

Entenda as regras:
1 – Veículos leves, ônibus e caminhões de 2 e 3 eixos com Peso Bruto Total (PBT) até 26t, permitidos em qualquer horário.
2 – Caminhões de 4 eixos com PBT até 36t, bi-truck, não articulados, permitidos nos períodos entre 10h e 16h e entre 22h e 6h.
3 – Caminhões articulados a partir de 4 eixos, com PBT até 46t, permitidos no período entre 22h e 06h.
4 – Caminhões com 9 eixos não tem permissão de circulação em qualquer horário.
5 – Caminhões tipo cegonha e caminhões pranchas rebaixados não tem permissão de passagem em função da geometria da rampa de acesso.

G1 Petrolina

Alerta máximo: Anvisa proíbe uso de “caneta emagrecedora”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu nesta semana a importação, venda e uso de mais um medicamento para emagrecimento fabricado no Paraguai. O alvo da vez é o Tirzec, produto que contém tirzepatida como princípio ativo. Segundo a agência, o medicamento não possui registro no Brasil e a fabricante, a Quimfa S/A, não tem autorização para produzir lotes destinados ao mercado brasileiro.

A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União por meio da Resolução-RE nº 641, de 18 de fevereiro de 2026.Além da comercialização, ficam proibidos armazenamento, transporte, propaganda e distribuição do produto. A medida também alcança pessoas físicas, empresas e até veículos de comunicação que promovam o medicamento.

Outras marcas também estão na lista – Junto ao Tirzec, seguem com circulação impedida no Brasil os emagrecedores Lipoless Esticos, Tirzapep, Royal Pharmaceuticals e TG Indufar. Mesmo vetados, os produtos continuam sendo facilmente encontrados no Paraguai. A combinação entre alta demanda e preços elevados impulsionou o contrabando, especialmente na região de Foz do Iguaçu.Apreensões quase dobram em 2026

As interceptações cresceram de forma expressiva neste início de ano. Em 2025, equipes de fiscalização apreenderam 7.479 unidades de medicamentos voltados ao tratamento da obesidade na fronteira. Já nos primeiros 40 dias de 2026, foram recolhidas 13.321 unidades — aumento de 78%. As abordagens ocorrem principalmente na aduana da Ponte Internacional da Amizade, com reforço da Receita Federal, além de operações da Polícia Federal no aeroporto da região.

O que é permitido trazer do Paraguai? – De acordo com a Receita Federal, apenas duas marcas de canetas emagrecedoras têm importação autorizada pela Anvisa: Lipoland e Gluconex. A compra é permitida para uso pessoal, desde que o consumidor apresente receita médica e respeite o limite máximo de três meses de tratamento. Quando há transporte de grandes quantidades sem comprovação ou armazenamento adequado, o caso pode ser enquadrado como contrabando, descaminho e até crime contra a saúde pública.

Onda de furtos e mercado ilegal – O aumento da procura também provocou reflexos no país vizinho. Em Ciudad del Este, farmácias e depósitos de medicamentos passaram a ser alvo de furtos nas últimas semanas. Dois suspeitos foram presos em operação da Polícia Nacional paraguaia.

Especialistas alertam para riscos – O uso de medicamentos para emagrecimento exige acompanhamento médico, preferencialmente de um endocrinologista. Produtos armazenados de forma inadequada ou aplicados em dosagens incorretas podem causar infecções, reações alérgicas e até quadros anafiláticos. Mesmo quando utilizados corretamente, medicamentos da classe dos GLP-1 podem provocar refluxo, náuseas, alterações intestinais e possíveis impactos no fígado. Embora apresentem eficácia na perda de peso, a indicação adequada deve ser feita por profissional habilitado, reduzindo riscos e efeitos adversos.  O cerco regulatório se intensifica em meio ao avanço do mercado ilegal — e o alerta das autoridades é claro: além de crime, o uso irregular pode trazer sérias consequências à saúde.

A Tarde

Ozempic Natural é proibido pela Anvisa devido a irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de lotes de medicamentos por conter irregularidades. O órgão proíbe a comercialização, propaganda e uso das medicações. A decisão foi tomada na quarta-feira (18).

As informações sobre os medicamentos, lotes, fabricantes e motivos da apreensão foram divulgadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 20.Um dos alvos foi a Shoopnatu, que é uma marca de suplementos alimentares naturais, amplamente conhecida por sua linha ‘Ozempic Natural’, formulada para auxiliar no emagrecimento, controle de apetite e regulação do metabolismo.

A Tarde

Justiça proíbe trabalho infantil artístico no Instagram e Facebook sem autorização judicial

Uma decisão liminar da Justiça do Trabalho determina que o Instagram e o Facebook (ambos da Meta) não podem permitir trabalho infantil artístico sem autorização judicial prévia. Caso descumpram a ordem, a multa será de R$ 50 mil por criança ou adolescente envolvido.

A juíza Juliana Petenate Salles, da 7ª Vara do Trabalho de São Paulo, atendeu a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e destacou os riscos à saúde física e mental, além de impactos na educação e no desenvolvimento social das crianças. Segundo ela, a exposição de menores nas redes com fins lucrativos, sem controle, pode causar danos irreversíveis.

A decisão cita um inquérito que identificou perfis infantis atuando de forma comercial, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição e normas da OIT.

O caso ganhou repercussão após vídeo do influenciador Felca denunciar a “adultização” de menores nas redes sociais.

O MPT moveu uma ação civil pública contra a Meta, pedindo indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos e exigindo medidas de proteção nas plataformas. O órgão reforça que não é contra a participação artística de crianças, desde que respeitada a legislação.

Anvisa proíbe versão manipulada de Ozempic, Wegovy e Rybelsus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, através de um despacho publicado nesta segunda-feira (25), a produção manipulada da Semaglutida, conhecida também como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, medicamentos utilizados para o tratamento de diabetes e obesidade. A medida vale para as versões “biotecnológicas” dos medicamentos, ou seja, fármacos que possuem moléculas biologicamente modificadas. Moléculas sintéticas continuam liberadas para manipulação, se já houver medicamento registrado no país com esse princípio ativo.

No início de 2024, a Anvisa já havia emitido uma nota técnica esclarecendo esse tema. A Dra. Carolina Almeida, diretora médica do Núcleo GA, explica. “Para que uma substância seja manipulada, é necessário que ela já tenha registro na Anvisa no mesmo formato que será manipulado. No caso da Semaglutida, é uma substância fabricada com processos que envolvem biotecnologia, ou seja, uma parte é sintética, outra parte vem de moléculas biologicamente modificadas, e as farmácias de manipulação ainda não dispõem de tecnologia para produção nesse formato”, pontua.

Embora o veto da Anvisa também atinja a Tirzepatida “biotecnológica”, ela não existe no mercado. O Mounjaro, proveniente da Tirzepatida, é fabricado com molécula sintética que imita o GLP-1, ou seja, sua manipulação não foi proibida, se seguir as normas do órgão regulamentador e da Lei nº 9.279/96, que regulamenta a produção de medicamentos com doses individualizadas a partir de substâncias patenteadas.

Apesar da manipulação da Tirzepatida ser liberada, a Dra. Carolina alerta. “A manipulação dessa substância só é autorizada em laboratórios regulamentados pela Anvisa. Sendo assim, nada de comprar medicamentos de procedência duvidosa. Além de colocar sua saúde em risco, você está alimentando uma rede ilegal de comércio de medicamentos”, finaliza.

Ascom

Anvisa suspende venda de remédio de até R$ 20 milhões após EUA investigar morte no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente o uso, a distribuição e a venda no Brasil do remédio Elevidys, terapia genética da farmacêutica Sarepta Therapeutics para distrofia muscular de Duchenne, uma doença rara. O preço do produto pode chegar a R$ 20 milhões. A decisão foi tomada após a Administração de Alimentos e Medicamentos americana (FDA, equivalente à Anvisa) divulgar dados sobre três mortes associadas a terapias genéticas dessa tecnologia. Um dos óbitos, de um criança, foi reportado no Brasil.

A Roche, responsável pela comercialização do produto no Brasil, afirma que o médico avaliou que o caso não teve elo com o uso do remédio.A farmacêutica ainda diz não houve mortes ligadas ao tratamento entre os cerca de 760 pacientes deambuladores (que conseguem andar) que já receberam a terapia e que, com base nos dados atuais, o benefício-risco segue positivo. Diz ainda dialogar com a Anvisa e autoridades globais.

A Anvisa, por sua vez, destaca que todas mortes estavam ligadas a indicações não autorizadas por aqui. No País, o remédio foi autorizado em dezembro de 2024, em caráter excepcional, exclusivamente para pacientes pediátricos que conseguem caminhar, na faixa etária de 4 a 7 anos, com mutação confirmada no gene DMD. Ainda assim, a suspensão foi tomada “de forma prudente e preventiva”, enquanto novas análises de segurança são conduzidas em parceria com reguladores internacionais.

FDA

Segundo o comunicado do FDA na sexta-feira, 25, a investigação mais recente envolve a morte de uma criança de oito anos, ocorrida no dia 7 de junho. O órgão pediu a suspensão voluntária da distribuição do produto enquanto investiga se há problemas com segurança do produto. Houve outras duas mortes – de um adulto e de uma criança.

Conforme o FDA, os três relatos de falência hepática aguda com morte envolvendo terapias genéticas da Sarepta baseadas no vetor AAVrh74 são em dois meninos não deambuladores (não caminham) com Duchenne e tratados com Elevidys e de um adulto com Distrofia Muscular de Cinturas que participava de ensaio clínico com terapia experimental.

Em nota, a farmacêutica Sarepta Therapeutics, desenvolvedora do produto, ressalta que a segurança dos pacientes é sua prioridade e disse colaborar com a agência reguladora, reforçando a importância da Elevidys como a única terapia gênica aprovada para a distrofia muscular de Duchenne. A Elevidys é uma terapia genética administrada em dose única intravenosa. A distrofia muscular de Duchenne é uma condição genética rara caracterizada por fraqueza muscular progressiva e ocorre devido a um gene defeituoso.

Em outro desdobramento, o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), ligado à Agência Europeia de Medicamentos (EMA), recomendou não conceder autorização de comercialização para a Elevidys, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira. A Roche lamentou a decisão. A substância foi aprovada pelo FDA em junho de 2023.

Estadão Conteúdo

Moraes proíbe acampamentos na Praça dos Três Poderes e em frente a quartéis das Forças Armadas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, assinou despacho na noite desta sexta-feira, 25, determinando que a força policial fosse usada para retirar deputados bolsonaristas acampados na Praça dos Três Poderes, próximo ao prédio da Corte. Atendendo pedido da Procuradoria Geral da República, Moraes autorizou a prisão dos parlamentares, caso não aceitassem deixar o local.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi intimado por Moraes para tomar providências. Na decisão, Moraes fala em deputados estariam “participando de possível prática criminosa”. Após a ordem, o ministro do STF assinou um complemento da decisão proibindo a instalação de novos acampamentos num raio de 1 quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e até mesmo de quartéis das Forças Armadas. Moraes justificou que adotava a medida para evitar um novo 8 de Janeiro.

“Para garantir a segurança pública e evitar novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8/1/2023, determinou a proibição de qualquer acampamento em um ario de 1KM da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e, obviamente, em frente aos quartéis das Forças Armadas”, determinou Moraes.

O “acampamento” dos deputados começou na tarde de sexta-feira, quando o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) foi sozinho para o local, montou uma barracada, colocou esparadrapo na boca para protestar contra as medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele recebeu apoio de alguns populares e de outros parlamentares bolsonaristas que também foram para a Praça. A ordem de Moraes alcançava, além de Hélio Lopes, Sóstenes Cavalcante (PL-AL), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT).

O governador do DF foi pessoalmente negociar a saída dos deputados para fazer cumprir a ordem de Moraes. Sob risco de prisão, os parlamentares aceitaram transferir as barracas para outro local na Esplanada dos Ministérios, mas fora da Praça dos Três Poderes. Ao desmontar as barracas foram avisados que havia uma nova decisão de Moraes, bloqueando acampamentos no raio de 1 quilômetro da Praça e da Esplanada.

Durante a negociação – feita com o desembargador aposentado Sebastião Coelho, bolsonarista e crítico do STF – Ibaneis admitiu desconforto com a situação. “Eu não concordo com as coisas que estão acontecendo, Sebastião”, disse o governador. Na primeira decisão, Moraes atendeu todos os pedidos do Ministério Público que havia relatado risco à segurança por conta do acampamento dos deputados. “Defiro integralmente os pedidos da Procuradoria Geral da República, no sentido de:

A) Remoção imediata e proibição de acesso e permanência dos Deputados Federais Hélio Lopes, Sóstenes Cavalcante, Cabo Gilberto Silva, Coronel Chrisóstomo e Rodrigo da Zaeli, assim como de quaisquer outros indivíduos que se encontrem em frente ao Supremo Tribunal Federal participando de possível prática criminosa.

B) Prisão em flagrante com base na prática de resistência ou desobediência ao ato de autoridade pública, a fim de garantir a efetividade das probabilidades e a preservação da ordem pública na hipótese de resistência de indivíduos que, mesmo após intimados, insistirem em permanecer na via pública em manifestação de oposição à ordem.

C) Notificar a Polícia Militar do Distrito Federal e a Polícia Federal para imediato cumprimento da medida, competindo especialmente à Polícia Militar do Distrito Federal a adoção de todas as providências necessárias à efetiva remoção dos referidos indivíduos do local”, escreveu Moraes. Segundo a decisão, a remoção teria que ser feita imediatamente. Ele ainda acrescentou que o governador do DF deveria ser intimado da decisão. “Nossa luta é pela liberdade. Não temos mais tempo. De poder falar, liberdade ao nosso grande líder Bolsonaro, e queremos votar o PL da anistia. É tudo que queremos”, disse o deputado Coronel Chrisóstomo, após desmontar as barracas.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, antecipou ao Estadão a ordem de prisão ao grupo de deputados bolsonaristas. Rocha avisou que estava indo para a Praça para tentar negociar uma saída pacífica, mas se não houvesse concordância, estava autorizando a polícia local a prender os parlamentares. “Vamos tentar tirar pacificamente. Se não saírem, serão presos”, disse o governador ao Estadão. A Praça é considerada área de segurança. Para reforçar a proteção ao local, o acesso para veículos à Praça dos Três Poderes foi interditado pela Polícia Militar. Na Praça estão os prédios do Congresso, do STF e o Palácio do Planalto.

Mais cedo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, mencionou o risco de um novo 8 de Janeiro para evacuar os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) que manifestam na Praça dos Três Poderes nesta sexta-feira, 25. Segundo Avelar, a ideia era que os manifestantes seguissem para a Praça das Bandeiras, na Esplanada dos Ministérios. Já o entorno do STF deveria ser isolado por grades ainda na noite da sexta, segundo o plano.

Estadão Conteúdo

Celular segue sendo usado nas escolas mesmo após proibição, mas de forma esporádica, diz pesquisa

Levantando do Equidade.info em parceria com a Frente Parlamentar Mista da Educação mostra, no entanto, que 16% dos alunos mantém utilização de maneira consistente

A maior parte dos alunos segue utilizando seus celulares nas escolas, mas apenas de forma esporádica, aponta uma pesquisa do Equidade.info em parceria com a Frente Parlamentar Mista da Educação.

O levantamento mostra, no entanto, que um grupo de 16% dos estudantes mantém a utilização do aparelho de maneira consistente.

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Editorial: Marco regulatório da EaD impõe aulas presenciais e limita cursos a distância

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 19 de maio de 2025, que estabelece o novo marco regulatório da Educação a Distância (EaD) no Brasil, representa uma inflexão significativa na política educacional do país. Ao extinguir os cursos 100% online e exigir atividades presenciais ou síncronas mediadas, o governo busca enfrentar as fragilidades que se acumularam na oferta desenfreada do EaD nos últimos anos .

A medida proíbe a oferta de cursos de graduação totalmente a distância, exigindo que pelo menos 20% da carga horária seja presencial ou composta por aulas síncronas mediadas. Além disso, cursos como Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser ofertados exclusivamente no formato presencial, enquanto outras áreas da saúde e licenciaturas terão restrições específicas quanto à carga horária a distância.

A explosão de matrículas em cursos EaD, de 1,7 milhão para 4,9 milhões em oito anos, evidenciou a necessidade de regulamentação mais rigorosa. A falta de infraestrutura adequada, a precarização do ensino e a ausência de interação efetiva entre alunos e professores comprometeram a qualidade da formação em diversas áreas, especialmente na saúde e nas licenciaturas .

A introdução da modalidade semipresencial, que combina atividades presenciais, síncronas mediadas e a distância, visa equilibrar flexibilidade e qualidade. A obrigatoriedade de pelo menos uma prova presencial por unidade curricular, com peso maior na nota final, reforça o compromisso com a integridade acadêmica.

Embora as instituições de ensino tenham um prazo de dois anos para se adequar às novas regras, é fundamental que o processo de transição seja acompanhado de investimentos em infraestrutura, capacitação docente e suporte aos estudantes. A regulamentação é um passo necessário, mas sua eficácia dependerá da implementação cuidadosa e do compromisso de todos os envolvidos com a qualidade da educação superior no Brasil.

Em suma, o novo marco regulatório do EaD representa uma tentativa legítima de corrigir distorções e assegurar que a educação a distância cumpra seu papel de forma responsável e eficaz. A medida é um avanço na busca por uma formação acadêmica que una acessibilidade e excelência, preparando profissionais competentes para os desafios do mercado e da sociedade.

Waldiney Passos

Governo Lula proíbe EAD para medicina, direito e enfermagem

Decreto com novas regras da EAD já foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anunciado pelo ministro Camilo Santana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (19/5) um decreto para proibir o ensino a distância para os cursos de medicina, direito e enfermagem. A decisão foi anunciada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em reunião com representantes das universidades e demais entes da sociedade civil relacionadas ao setor.

“O que estamos apresentando é um processo construído com diálogo e para melhorar a qualidade, com princípios norteadores para uma nova política”, disse Camilo Santana. O decreto também determinou que cursos presenciais ofereçam até 30% da carga horária em práticas a distância. Antes, o teto era de 40%.

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Lula sanciona lei que restringe celulares nas escolas. Veja o que muda

Com a lei, os alunos ficarão impedidos de utilizar eletrônicos inclusive no recreio e intervalo das aulas. Há exceções

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta segunda-feira (13/1), a sanção ao Projeto de Lei nº 4.932/2024, em solenidade com o ministro da Educação, Camilo Santana. O texto restringe o uso de celular e outros aparelhos eletrônicos portáteis em escolas públicas e privadas por todo o Brasil.

O que muda?

  • Alunos ficam impedidos de utilizar celulares e outros aparelhos eletrônicos, inclusive no recreio e intervalo entre as aulas;
  • Há exceções, como uso em atividades pedagógicas e com autorização do colégio;
  • Em casos de “perigo, de necessidade ou caso de força maior”, os estudantes poderão ter acesso aos aparelhos;
  • Também fica permitido celular para acessibilidade, inclusão e atendimento às condições de saúde dos alunos.

Depois da assinatura, começa prazo de 30 dias para regulamentar a lei por meio de decreto. Os aparelhos podem ser levados para o colégio, mas não devem ser acessados durante o período das aulas.

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Proibição de pesca segue até 28 de fevereiro de 2025 na bacia do rio São Francisco

Já está em vigor o período da Piracema – época em que é proibida a pesca com rede de emalhar. O período de defeso, como é denominado, visa garantir a reprodução dos peixes na cabeceira dos rios. A restrição teve início no dia 1º de novembro e segue até 28 de fevereiro de 2025, na bacia do rio São Francisco, e a 30 de março, em lagoas marginais.

Durante esta fase, apenas a pesca de subsistência é permitida, com o limite máximo, por pescador,  de 5kg de espécies nativas e mais um exemplar de outras espécies.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a pesca fica restrita em todos os rios, afluentes, lagos, lagoas marginais e reservatórios. Com a proibição da comercialização dos peixes, os pescadores são contemplados com o seguro defeso, benefício pago como forma de compensação financeira pela proibição da pesca comercial, com o uso de redes de emalhar, já prevista na Portaria IBAMA nº 50/2007.

Embora a Piracema exista há quatro décadas, algumas espécies da bacia do rio São Francisco estão sob ameaça de extinção, como é o caso do surubim e pacamã (ou pacamão), incluídos na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção no Brasil, divulgada em 2022, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA).

Segundo o pesquisador Ruy Albuquerque Tenório, da Universidade do Estado da Bahia, um dos responsáveis pelo Museu da Biota do Rio São Francisco, no município de Paulo Afonso, diversas espécies de peixes já entraram em extinção. “Muitas espécies não serão mais identificadas porque já entraram em extinção. Ninguém vai encontrar mais para identificar”, afirmou. O museu já catalogou mais de 90 espécies e 433 espécimes de peixes nativos do Rio São Francisco.

Ascom/CHBSF

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