Fim das cédulas? Congresso avança com proposta para limitar uso de dinheiro

O uso de dinheiro em espécie entrou no centro do debate no Congresso Nacional. Um projeto de lei em tramitação quer impor limites para transações de alto valor, com o objetivo de dificultar práticas como corrupção e lavagem de dinheiro. A proposta aposta na rastreabilidade das operações financeiras, seguindo a lógica do “follow the money”, para permitir um controle maior sobre a circulação de recursos.

O texto, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), não estabelece valores fixos. A ideia é transferir essa responsabilidade ao Conselho Monetário Nacional (CMN), com participação do Banco Central e do Coaf, que ficariam encarregados de definir os tetos e condições para uso do dinheiro em espécie. A regra valeria para qualquer cliente de instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Segundo Arns, o relatório foi construído após diálogo com órgãos como Banco Central, Coaf e Ministério da Fazenda, o que levou à mudança no modelo inicial da proposta.

Dinheiro não será proibido – O projeto não prevê o fim do dinheiro físico, mas propõe limites e condições para sua utilização. De acordo com o autor, a medida acompanha práticas já adotadas em países desenvolvidos e se adapta ao cenário atual, marcado pela predominância de transações digitais. Ele também argumenta que a proposta não fere a legislação que garante o curso legal da moeda nacional.

Proibição em imóveis avança na CCJ – Paralelamente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já aprovou um texto que vai além: a proibição do uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias. A proposta altera a Lei de Lavagem de Dinheiro e determina que o CMN defina limites e regras para pagamentos em espécie, incluindo cheques e boletos. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação no plenário do Senado.

Penalidades e combate à lavagem de dinheiro – O projeto também prevê punições para quem descumprir as regras, incluindo apreensão e até confisco de valores, respeitando o direito de defesa. A iniciativa foi inspirada em medidas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro e conta com apoio de parlamentares que defendem a redução do uso de grandes quantias em espécie como forma de coibir irregularidades.

A Tarde

ExpoRajada atrai visitantes e fortalece a economia local

Considerado um dos maiores e mais antigos Distritos de Petrolina, Rajada está completando neste mês de abril 95 anos de fundação. A sua economia destaca-se em torno da caprinoovinocultura, sendo considerado o maior rebanho de animais no município. Neste histórico cenário acontece a tradicional Feira de Caprinos e Ovinos, a ExpoRajada, que está em sua 13ª edição. Além da exposição, concurso e leilão de animais, a data conta também com uma programação de shows musicais com artistas locais e nacionais, atraindo milhares de visitantes e movimentando a economia local durante o período.

Segundo o comerciante Wellington Figueira, proprietário de lanchonete na comunidade, sempre ocorre um acréscimo na venda de lanches e salgados. “As vendas aumentam bastante, cerca de 60% a 70% neste período da feira e exposição, e tem aumentado a cada ano. É uma época que o distrito recebe muita gente que vem pra festa. É muito bom pra gente”, frisa Figueira.

O também comerciante do ramo de alimentos, Josimar Nunes, é outro que compartilha da movimentação econômica no distrito durante o evento. “Nesta época da Exposição nós triplicamos a quantidade de funcionários para poder atender a demanda que aumenta bastante durante os dias do evento”, falou Josimar Nunes.

Dono de um hotel construído recentemente no distrito de Rajada, Otávio Gabriel, conta que a exposição o ajudou a acreditar que poderia construir um hotel na localidade e que hoje se sente satisfeito. “Eu já pensava em construir um hotel no andar de cima do prédio onde tenho um outro comércio e este ano corri para terminar antes da festa, porque já imaginava que seria bom. Deu certo, porque antes de 30 dias antes do evento já estavam reservando quartos. E muita gente ligando, mas não temos mais como atender, infelizmente”, enfatizou Otávio.

A ExpoRajada continua até domingo (19), com a seguinte programação:

Dia 18/04 (Sábado) 

 08h – Julgamento e classificação dos animais.

 10h às 17h – Feira do Empreendedorismo

 10h Palestra – Métodos de cultivo intensivo da palma forrageira em regime de sequeiro. Palestrante: José Renaldo – Senar

 14h – Leilão e Comercialização Virtual

 18h – Desfile Artístico Alegórico com o tema “Casamento na Roça”

 21h Shows – Mastruz com Leite, Adãozinho de Rajada, Willy Vaqueiro

 Dia 19/04 (Domingo)

 08h – Julgamento dos Grandes Campeonatos das Raças Dorper e White Dorper.

 12h – Saída dos animais a partir das 12h.

Ascom

Prefeitura de Salgueiro e outras instituições lançam movimento para estimular a inovação no município

A Prefeitura de Salgueiro se uniu a outras importantes instituições no intuito de estimular a inovação no município, com consequente desenvolvimento tecnológico e econômico. O Núcleo de Inovação – Inova Salgueiro foi lançado na sexta-feira (27), em cerimônia realizada no auditório do Campus Salgueiro do IFSertãoPE.

Com o lema ‘Conectando talentos, território e oportunidades’, a iniciativa surge com a finalidade de transformar Salgueiro em um polo de inovação regional, a partir da integração entre diferentes setores (governo, instituições de ensino, empresas e organização do terceiro setor). A ideia é aproveitar as potencialidades e vocações locais para fomentar a economia, gerando mais empregos.

De caráter colaborativo, o movimento conta com a participação da prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; da Fachusc, UPE, IFSertãoPE, Univasf e ETE Professor Urbano Gomes de Sá, representando a educação; Sebrae e Instituto SAF Social, como instâncias do terceiro setor; e da classe empresarial, por meio das empresas Norpeças e Central da Construção.

O prefeito do município, Fabinho Lisandro, participou do lançamento e destacou a importância da ação. “Esse é um momento que a gente deve quebrar muitos paradigmas, com a tecnologia, a inovação e a capacidade de fazer construção [coletiva]; de inovar e empreender a partir das potencialidades e das vocações que nós temos”, disse.

Os representantes das instituições envolvidas no Núcleo de Inovação vão se reunir periodicamente para pensar e discutir ideias que possam fomentar a inovação em Salgueiro, beneficiando também a região.

Ascom

Diesel fica mais caro a partir deste sábado e e impacto pode chegar aos postos

Começa a valer neste sábado (14), o reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras pela Petrobras. A estatal confirmou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, fazendo com que o valor médio passe a ser de R$ 3,65 por litro. Apesar da mudança, os demais combustíveis não sofreram alteração.

Segundo a companhia, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel — que forma o diesel B comercializado nos postos — o reajuste representa um aumento de cerca de R$ 0,32 por litro ao consumidor. Com isso, a participação média da Petrobras no preço final do diesel vendido nas bombas passa a ser de aproximadamente R$ 3,10 por litro.

O último ajuste no valor do diesel para as distribuidoras havia ocorrido em 6 de maio de 2025, quando houve redução no preço. Já o último aumento havia sido registrado em 1º de fevereiro de 2025. De acordo com a empresa, portanto, o reajuste anunciado agora acontece após mais de 300 dias desde a última alteração e mais de 400 dias desde o último aumento.

A Petrobras também ressaltou que, mesmo com o novo reajuste, o preço do diesel acumula queda significativa desde o início do atual governo. Segundo a estatal, “Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período”, informou a companhia.

O aumento ocorre em meio à pressão internacional sobre o preço do petróleo. Em maio de 2025, o barril da commodity era negociado em torno de US$ 60, mas conflitos recentes no Oriente Médio elevaram o valor para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima utilizada na produção de combustíveis. Para reduzir o impacto ao consumidor final, o governo federal anunciou nesta semana uma série de medidas voltadas ao mercado de combustíveis. As iniciativas foram assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluem mudanças tributárias e incentivos ao setor.

Entre as ações está um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, medida que representa redução estimada de R$ 0,32 por litro. Além disso, uma medida provisória prevê o pagamento de subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores do combustível.

O pacote também prevê a tributação da exportação de petróleo, com o objetivo de incentivar o refino no mercado interno e garantir o abastecimento, além de um decreto que obriga postos de combustíveis a exibirem sinalização clara informando aos consumidores a redução de tributos federais e o impacto da subvenção no preço final. A estatal também informou que pretende aderir ao programa de subvenção econômica criado pelo governo federal. A iniciativa prevê pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas que participarem do programa, instituído pela Medida Provisória nº 1.340, publicada em 12 de março de 2026.

A adesão, entretanto, ainda depende da publicação dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que irá definir o preço de referência necessário para a operacionalização da política. Segundo a Petrobras, ao considerar o reajuste anunciado e o potencial benefício da subvenção, o efeito combinado pode chegar a R$ 0,70 por litro. Ainda assim, a empresa afirma que o impacto ao consumidor tende a ser amenizado pelas medidas tributárias adotadas pelo governo federal.

Por fim, a companhia lembra que o valor pago pelo motorista nos postos não depende apenas do preço praticado pela Petrobras. O preço final inclui ainda custos e margens de distribuidoras e revendedores, impostos federais como Cide, PIS/Pasep e Cofins, além do ICMS estadual, cuja alíquota varia de acordo com cada unidade da federação.

A Tarde

Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão

Modalidade criada para acelerar as transações via Pix, o Pix por aproximação completa um ano neste sábado (28) com o desafio de atrair o interesse do público. Segundo as estatísticas mais recentes do Banco Central (BC), as transferências de dinheiro nessa categoria corresponderam a apenas 0,01% do total de transações Pix e a 0,02% do valor movimentado em janeiro.

De um total de 6,33 bilhões de transferências Pix no mês passado, apenas 1,057 milhão foi realizado por meio da aproximação do celular a uma maquininha de cartão ou a uma tela de computador. Em relação aos valores, R$ 568,73 milhões foram movimentados, de um total de R$ 2,69 trilhões em janeiro.

Segundo o diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), Gustavo Lino, as restrições de segurança do Banco Central e os limites operacionais tornam a adesão ao Pix por aproximação mais lenta. No entanto, ele diz que os últimos meses mostram tendência de expansão na modalidade, principalmente entre empresas. “O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento”, afirma.

Para Lino, com a consolidação da oferta do Pix por aproximação pelo comércio e pelas demais empresas, o uso tende a expandir-se, principalmente em pontos de venda com grande fila. “Um ano depois, o Pix por aproximação reforça a direção de evolução do Pix para estar mais presente em pagamentos de alta recorrência e no ponto de venda”, acrescenta.

No caso de pagamentos no ambiente corporativo, em que uma filial transfere recursos para a matriz, por exemplo, o diretor executivo da Init acredita que o desenvolvimento de jornadas (procedimentos de pagamento) específicas para empresas ampliará o interesse. Segundo ele, todo o processo está sendo feito com a preservação dos controles de segurança.

Evolução – Apesar da baixa participação no sistema Pix, a modalidade de aproximação tem crescido. Em julho de 2025, cinco meses depois do lançamento, apenas 35,3 mil transações nessa opção tinham sido feitas. Em novembro do ano passado, o número de transferências ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão. Os montantes crescem de forma exponencial. De R$ 95,1 mil em julho do ano passado, pulou para R$ 1,103 milhão no mês seguinte, para R$ 24,205 milhões em novembro e atingiu R$ 133,151 milhões movimentados em dezembro.

Limites de segurança – Para inibir golpes por criminosos que usam maquininhas de cartões para retirar valores, o BC estabeleceu limite padrão de R$ 500 a cada Pix por aproximação quando a transação é feita via Google Pay, carteira digital para dispositivos Android, presente em pouco mais de 80% dos celulares dos brasileiros. Quando a transferência é feita pelos aplicativos das instituições financeiras, obrigadas a oferecer o Pix por aproximação, os limites podem ser alterados.  O correntista pode diminuir o valor por transação e também criar um valor máximo por dia.

Diferencial – O grande diferencial do Pix por aproximação está na rapidez da transação. No Pix tradicional, o usuário tem de abrir o aplicativo do banco, conectar-se à internet, inserir a chave ou escanear um Código QR e digitar a senha. Para usar a modalidade por aproximação, basta abrir a carteira digital ou o aplicativo da instituição e encostar o celular na maquininha ou na tela do computador em caso de compras em sites. Basta ativar a função Near Field Communication (NFC) nas configurações do smartphone. A modalidade aproxima a experiência de pagamento à dos cartões de crédito e de débito com aproximação. Isso reduz o tempo de pagamento em comércios com alto fluxo de público ou grandes filas.

Cuidado com juros – Diversas instituições financeiras usam o Pix por aproximação para oferecer o Pix pago com cartão de crédito. O pagador, no entanto, precisa estar atento porque, nesses casos, há cobrança de juros. Em dezembro, o BC desistiu de regular o Pix Parcelado, mas as instituições financeiras podem oferecer o parcelamento com juros do Pix, desde que usem nomes similares, como Pix no Crédito ou Parcele o Pix.

Agência Brasil

Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%. Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

Setores – Ao detalhar o comportamento setorial da economia, o Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025. A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento da economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 3,6% no ano. No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações, 5,1%. O estudo estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes –De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB brasileiro em valores correntes atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. Já o PIB per capita valor do PIB dividido pelo tamanho da população do país alcançou R$ 59.182, também um patamar recorde.

Análise – De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, os juros altos foram um dos motivos que levaram à perda de força no crescimento da economia em 2025. “Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente [ajuste que permite a comparação entre meses e trimestres imediatamente seguidos], tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025”.

Efeito dos juros – Juliana Trece assinala que 2025 foi “um ano de forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasil”. O aperto monetário se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo. O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos. Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tarifaço – O outro efeito citado pela economista é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em agosto de 2025. A aplicação de taxas adicionais sobre o Brasil levou à redução das vendas externas aos americanos. O governo dos Estados Unidos afirma que a medida pretende proteger a economia americana, já que,?com a taxação, o país tende a fabricar produtos localmente?em vez de adquiri-los no exterior.?Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária de Trump. Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calculou que 22% das exportações para os Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas.

Resultado oficial – O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetros da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quarta-feira (19), que indicou expansão de 2,5% em 2025. O resultado oficial do PIB é aferido e apresentado pelo IBGE. O comportamento de 2025 será divulgado no próximo dia 3 de março.

Agência Brasil

Imóveis do Atacadão são vendidos por R$ 1 bilhão no Brasil; saiba o que muda

O Grupo Carrefour confirmou a venda de 22 imóveis localizados no Brasil por um montante que chega a R$ 975 milhões, de acordo com as demonstrações financeiras publicadas pelo grupo no exterior. Os imóveis vendidos pelo Carrefour abrigam lojas da marca Atacadão. Do total, 15 imóveis foram vendidos para a Guardian, por um valor líquido de R$ 679 milhões. Outros sete imóveis foram vendidos ao fundo de investimento TRX, por R$ 296 milhões.

O Carrefour vai fechar o Atacadão?
Apesar da venda dos imóveis, o Carrefour não vai fechar as 22 unidades do Atacadão presentes nestes imóveis. A ideia da varejista é permanecer como inquilina. Essa operação é chamada de sale and leaseback. O acordo do Carrefour é para contratos de inquilinato a 15 anos de duração, podendo ser estendidos por mais cinco.

O que motivou o Carrefour?
O grupo Carrefour destacou que a operação resultou no reconhecimento de um ganho de capital de cerca de R$ 100 milhões em receita não recorrente no seu balanço de 2025.

Carrefour lidera supermercados no Brasil
O processo faz parte de um reposicionamento do Carrefour, que mantém a liderança no Brasil e teve um faturamento de R$ 120 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Nesse cenário, o Carrefour lidera com folga, apresentando faturamento 50% maior que o segundo colocado, o Assaí Atacadista. O ranking segue com: Grupo Mateus, Supermercados BH e GPA.

Confira o Ranking ABRAS 2025 – As 30 maiores redes supermercadistas do Brasil:
Grupo Carrefour Brasil (R$ 120.594.000.000)
Assaí Atacadista (R$ 80.570.000.000)
Grupo Mateus (R$ 36.385.706.000)
Supermercados BH (R$ 21.278.845.531)
GPA (R$ 20.047.800.000)
Grupo Muffato (R$ 17.433.234.858)
Grupo Pereira (R$ 15.326.536.185)
Mart Minas & Dom Atacadista (R$ 11.432.757.233)
Cencosud Brasil (R$ 11.235.202.790)
Grupo Koch (R$ 10.340.540.000)
Plurix (R$ 9.373.456.010)
Companhia Zaffari (R$ 8.410.000.000)
DMA Distribuidora (R$ 8.302.489.851)
Tenda Atacado (R$ 7.405.907.800)
Costa Atacadão (R$ 7.303.847.334)
Savegnago Supermercados (R$ 6.948.502.052)
Atacadão Dia a Dia (R$ 6.039.333.061)
Sonda Supermercados (R$ 5.870.241.552)
Novo Atacarejo (R$ 5.832.007.330)
Comercial Zaffari (R$ 5.752.584.741)
Grupo Líder (R$ 5.248.083.717)
Atacadão Atakarejo (R$ 5.232.874.797)
Grupo ABC (R$ 4.944.674.000)
Grupo Supernosso (R$ 4.728.101.662)
Grupo Bahamas (R$ 4.321.150.318)
Comercial Zaragoza (R$ 4.158.000.000)
Giassi Supermercados (R$ 4.097.475.545)
Roldão Atacadista (R$ 4.049.890.000)
Supermercados Pague Menos (R$ 3.860.000.000)
Angeloni (R$ 3.817.355.605).

A Tarde

Contribuintes têm até 19 de fevereiro para atualizar e regularizar patrimônio com o fisco

Os contribuintes têm até 19 de fevereiro para entregar as declarações do Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp). O regime foi instituído pela Lei nº 15.265/2025 e regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 2.302/2025.

Na modalidade “Atualização”, a Declaração de Opção pelo Regime Especial de Atualização Patrimonial (Deap) permite que pessoas físicas e jurídicas atualizem o valor de bens móveis e imóveis já declarados, localizados no Brasil ou no exterior, desde que tenham sido adquiridos com recursos de origem lícita até 31 de dezembro de 2024.

Para pessoas físicas, a diferença entre o valor atualizado e o valor de aquisição dos bens será tributada, de forma definitiva, pelo Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) à alíquota de 4%. No caso das pessoas jurídicas, a diferença entre o valor de mercado e o custo de aquisição será tributada de forma definitiva pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), à alíquota de 4,8%, e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), à alíquota de 3,2%.

Regularização
Já a Declaração de Opção pelo Regime Especial de Regularização Patrimonial (Derp) permite que pessoas físicas e jurídicas, residentes ou domiciliadas no país em 31 de dezembro de 2024, regularizem recursos, bens ou direitos de origem lícita — mantidos no Brasil ou no exterior, ou repatriados — que não tenham sido declarados ou que tenham sido informados com omissão ou incorreção. A regularização também alcança bens ou direitos relativos a espólio, com sucessão aberta em 31 de dezembro de 2024.

Declaração e pagamento
A Deap e a Derp estão disponíveis no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Tanto na modalidade “Atualização” quanto na modalidade “Regularização”, o pagamento da primeira quota ou da quota única dos tributos devidos deve ser realizado até 27 de fevereiro de 2026. A Receita Federal alerta que, caso as declarações não sejam transmitidas ou os tributos não sejam recolhidos dentro dos prazos estabelecidos, a opção pelo regime perderá a validade.

Brasil 61

Ambulantes fortalecem a economia durante o Carnaval de Petrolina

Os ambulantes desempenham um papel importante na dinâmica dos grandes eventos públicos, garantindo não apenas a oferta de produtos e serviços, mas também contribuindo diretamente para a movimentação da economia local. Durante os quatro dias do Carnaval de Petrolina, realizado pela Prefeitura, a expectativa é que cerca de 39 milhões sejam injetados na economia.

Natural de Salvador, Elson Soares de Souza trabalha há mais de 20 anos como ambulante, vendendo chicletes em festas e eventos públicos. Ele chegou a Petrolina, constituiu família e hoje conta com o apoio dos filhos no trabalho. “Eu trabalho com isso todas as noites e finais de semana. Formei minha família e criei meus filhos sendo ambulante, e participar desses eventos aumenta muito o meu lucro”, destaca.

Já Ivanilda Carvalho Batista, paraibana mas que vive em Petrolina há mais de 30 anos, atua no segmento de adereços e acessórios. Com planejamento estratégico, ela adapta o estoque conforme o perfil de cada festa. “Eu trabalho com adereços e acessórios, então minhas vendas são específicas para cada evento. Eu me programo, vejo o que vai sair mais e monto meu estoque”, afirma, orgulhosa da própria organização.

No setor de alimentos, outro segmento de grande relevância nos eventos, João Luiz Silva Bonfim e a esposa percorrem diversas cidades do Vale do São Francisco com a banca de cachorro-quente. Natural de Juazeiro, ele ressalta que o Carnaval de Petrolina representa um impulso financeiro importante. “São 25 anos vendendo comida em festas. No Carnaval as vendas são muito boas. No nosso caso, o cadastro é específico, porque precisamos da liberação da Vigilância Sanitária, garantindo que o produto está dentro das normas”, explica.

Também com mais de 30 anos de experiência, Francisco Souza Neto trabalha ao lado da esposa na venda de espetinhos. “Eu já tive ponto fixo, mas o custo é alto e a gente fica preso ao local. Como ambulante, podemos levar nossos produtos para várias festas e, às vezes, lucrar mais em uma noite de evento do que em um ponto fixo”, relata.

O Carnaval de Petrolina segue até esta terça-feira com grande programação distribuída em três polos culturais, atendendo a todos os públicos. A programação completa está disponível no @prefeiturapetrolina.

Ascom

Vila do Empreendedorismo movimenta Polo Arlequina, na 21 de setembro, durante o Carnaval de Petrolina

Os empreendedores que foram selecionados para participar da Vila do Empreendedorismo – Edição Carnaval, estão se preparando para oferecer seus produtos durante os quatro dias do Carnaval de Petrolina – “Abram alas para a folia”, de 14 a 17 de fevereiro. A Vila, iniciativa da Prefeitura de Petrolina, através da Agência Municipal de Empreendedorismo, será montada no Polo Arlequina, na Praça 21 de Setembro, e irá funcionar das 17h às 22h.

Participando pela primeira vez, a artesã de laços e acessórios, Carla Menezes, está ansiosa para mostrar seu trabalho. “Fiquei sabendo que ia ter a edição de Carnaval e que a AGE iria ceder o espaço de forma gratuita. Vim rápido realizar minha inscrição. Estou muito feliz e empolgada, ansiosa para mostrar meu trabalho, fazer contatos. Estou inclusive preparando acessórios novos para expor”, afirmou.

Também estreante na Vila do Empreendedorismo, Fernanda Chaves, que trabalha com caldos de diversos sabores, já garantiu que o folião vai poder contar com um produto de qualidade para se nutrir antes da folia ou antes de voltar pra casa. “Nada melhor do que uma festa como essa pra gente conseguir aumentar nossa renda. Essa oportunidade da AGE vai ser muito boa para levar meu produto para a folia, prevejo que vai ser muito bom”, destacou.

As Vilas de Empreendedorismo promovidas pela AGE são planejadas para fortalecer o trabalho dos empreendedores e a economia local. Elas acontecem durante todo o ano em datas comemorativas, como Carnaval, São João e aniversário da cidade.  Em cada edição, são realizadas avaliações com os participantes para que, juntos, a experiência possa ser cada vez melhor tanto para os empreendedores quanto para os clientes.

Ascom

Dólar cai 1% e Real lidera ganhos globais na estreia de 2026

Os primeiros dias de 2026 começaram com uma surpresa na economia mundial. O Real registrou um desempenho melhor que o dólar nesta sexta-feira, 2, sendo um dos melhores ganhos com relação a outras moedas mundiais.

Ao todo, o avanço da moeda brasileira foi de cerca de 1,19% contra a norte-americana, negociando a venda a R$ 5,4238. Essa mudança se dá devido a um pregão de baixa liquidez nos mercados, causado pelas festas de fim de ano.

Entretanto, investidores esperam uma mudança significativa na posição das moedas. Eles aguardam a lista com os dados econômicos de todas as análises da semana, que devem orientar a política monetária do Federal Reserve e os mercados globais.

A Tarde

Juá Literária movimenta R$ 7 milhões em livros e aquece economia local com aumento de até 90% nas vendas

A primeira edição da Juá Literária entrou para a história do Vale do São Francisco como um dos maiores festivais de literatura do Nordeste. Em quatro dias de programação, o evento reuniu 80 atrações e promoveu a venda de cerca de R$ 7 milhões em livros adquiridos dentro da Flijua, feira literária que integrou a programação. O resultado reflete o alcance do projeto como um forte estímulo à leitura e à formação de novos leitores, impactando as mais de 80 mil pessoas que circularam pelos espaços do festival.

Além dos lucros para a educação, o evento trouxe benesses para os mais diversos setores econômicos. Na Vila Bossa Nova, restaurantes registraram aumento médio de 30% nas vendas. Já na praça de alimentação da Orla, formada por food trucks, o crescimento chegou a 90%, segundo empreendedores. “Foi bom demais! Além de ser educativo, atraiu muitos clientes. Em seis anos que moro em Juazeiro, nunca havia visto um evento assim”, afirmou o comerciante Rodolfo Caldas.

A Feira Solidária, que reuniu pequenos produtores e artesãos no festival, também registrou bons resultados. Foram contabilizadas, em média, R$750,00 em vendas diárias de alimentos e R$400,00 de artesanato, roupas e acessórios. Além disso, o setor hoteleiro também registrou uma movimentação alta.

“Muitas pessoas vieram como integrantes da feira, além de artistas e visitantes de cidades vizinhas, que encontraram no evento uma opção de entretenimento e educação”, destacou Maraiza Carvalho, presidente do Sindicato Patronal dos Meios de Hospedagem de Juazeiro/Sindhaj.

Para o economista Fernando Holanda, docente da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina/FACAPE, o festival é um exemplo do potencial da economia criativa. “Este é um evento que, naturalmente, movimenta milhões em todos os elos da cadeia produtiva”, avaliou. A expectativa é de que iniciativas deste porte retornem aos municípios realizadores, ao menos, o dobro do investimento, além do valor imensurável ligado à leitura, cultura e educação.

O impacto, de fato, não é só econômico. A Juá Literária reforçou o protagonismo de autores locais, com mais de 40 livros lançados, sendo 30 de escritores de Juazeiro. A programação também contou com apresentações musicais, como o show de Arnaldo Antunes, que destacou a importância da literatura em tempos digitais.

“Eu amei o show! O público daqui é muito amoroso e vibrante”, celebrou o cantor, reservando um carinho especial ao formato do evento. “É algo que tem que ser prestigiado e alimentado. A gente vive em tempos digitais, de luta pela expressão e circulação de muita informação, e a literatura é um veículo de reflexão e formação das pessoas como indivíduos melhores na sociedade.”

O público compartilhou o entusiasmo. “Acredito no poder da leitura e das palavras, por isso faço questão de estar em eventos desse tipo. É um momento muito rico. E hoje também estive aqui para ver Arnaldo Antunes, trazendo a minha irmã, que é muito fã. Poder prestigiá-lo às margens do Rio São Francisco é uma oportunidade única”, disse o psicólogo Leonardo Victor.

O prefeito Andrei Gonçalves reforçou o papel do movimento da Juá Literária como um investimento no desenvolvimento local. “Este projeto vai além do festival: é um movimento de incentivo à leitura e à educação, com ações nas escolas e fortalecimento da cultura local. E é assim que queremos transformar Juazeiro, com educação, cultura e mais!”, afirmou.

Ascom

Multinacional japonesa abre fábrica milionária no Brasil

A empresa multinacional japonesa Yanmar, responsável pela fabricação de máquinas e soluções compactas, vai construir uma nova fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, com investimento de R$ 280 milhões. A nova unidade será construída em etapas até 2030, no Distrito Industrial da cidade. O objetivo da nova fábrica é aumentar a capacidade de produção, unificar operações e melhorar os processos. A gigante japonesa atua nos setores:

  • Agrícola;
  • Construção civil;
  • Motores industriais;
  • Marítimos;
  • Sistemas de energia
  • Especificações

A planta da nova fábrica terá 140.000 metros quadrados, cerca do triplo da área atual, e as obras deverão começar nos próximos meses, embora ainda sem data exata definida. Já a primeira fase do projeto, que terá aproximadamente 36.000 metros quadrados, terá operação prevista para 2027. Além disso, a nova fábrica terá uma linha de montagem automatizada com controle automático de torques, sistemas de inspeção e melhorias logísticas. Parte do investimento também será destinado à compra de novos equipamentos e a construção de docas

Emprego- Segundo a empresa, a nova unidade deve gerar cerca de 100 empregos diretos e indiretos até 2029. Após a conclusão da nova estrutura, a Yanmar aumentará sua produção de tratores de 5 mil para 7 mil unidades por ano.

Ações sustentáveis – O projeto incluirá ações sustentáveis, alinhadas ao plano de negócios global da companhia, como:aproveitamento de luz natural; automação da iluminação; uso de energia fotovoltaica. A empresa quer reduzir emissões e promover eficiência energética.

A Tarde

Preço da cesta básica volta a subir em Petrolina no mês de julho

A cesta básica em Petrolina, registrou um leve aumento de preço no mês de julho de 2025. Segundo pesquisa realizada pelo Colegiado de Economia da Facape, o custo da cesta teve inflação de 0,28% em comparação com o mês anterior, passando a custar R$ 612,37.

Entre os produtos que mais influenciaram essa elevação estão o tomate e a carne bovina. O tomate voltou a subir de preço após um período de quedas, causado pelo fim da grande oferta no campo que durou cerca de dois meses. Já a carne bovina teve aumento devido à redução no abate de animais, impactada por tarifas impostas pelos Estados Unidos, o que reduziu a oferta no mercado interno.

Apesar da alta geral, alguns itens apresentaram queda nos preços. A banana segue em tendência de redução pelo terceiro mês consecutivo, reflexo de uma boa oferta e demanda mais baixa. O arroz teve uma forte queda, influenciado pela entrada de produto importado, e o feijão também ficou mais barato, com destaque para a boa safra anual. Ambos apresentaram redução tanto no mês quanto no acumulado dos últimos 12 meses.

Outro destaque foi o café, que teve uma leve queda de -0,29% em julho, após meses seguidos de alta, devido ao avanço da colheita nacional. No entanto, o produto ainda acumula uma alta superior a 65% no período de um ano. O açúcar também teve redução no preço, graças ao aumento da oferta.

No acumulado de 2025, de janeiro a julho, a cesta básica em Petrolina registra uma alta de 4,55%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento chega a 17,24%. A pesquisa destaca ainda que há grandes variações nos preços coletados, e reforça a importância de os consumidores compararem valores antes das compras para economizar.

Ascom

Em 2024, 81% das contratações públicas de Pernambuco foram de pequenas empresas

Em Pernambuco, 81% das contratações públicas foram realizadas com micro e pequenas empresas (MPEs) em 2024. O dado foi revelado em levantamento recente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). De acordo com o professor de economia do centro universitário UniFBV Wyden, Filipe Braga, a alta parcela de contratação de pequenos negócios, além de movimentar os setores da economia local, também apresenta menor complexidade e menor custo para os governos.

Segundo Braga, com a contratação de micro e pequenas empresas, o setor público também estimula a formalização profissional. “As pessoas que prestam serviços para o governo ou entidades públicas precisam emitir notas fiscais e, para isso, é necessário estar formalizado. Isso acaba criando mais oportunidade e incentivando empresas informais a entrar na formalidade para poder prestar serviço para o governo, que é um ótimo pagador”, destaca.

O economista também aponta que, além de impulsionar os pequenos negócios, essa também é uma boa prática para os governos, pois reduz o risco da dependência das grandes empresas, diversificando a quantidade de fornecedores. Além disso, o setor público também aumenta a quantidade de empregos e a quantidade de empresas em atividade.

Ainda de acordo com o TCE-PE, cresceu também a participação das pequenas empresas no volume financeiro contratado. Esse montante representava 27% em 2021, 30% em 2022, 29% em 2023 e 31% no ano passado. Em 2024, as contratações de pequenas empresas somaram R$ 6,6 bilhões. De acordo com o órgão, esse é o maior valor registrado desde quando o Tribunal passou a medir os dados. Além disso, desse total, R$5,9 bilhões (91%) foram contratados pelos municípios.

Para o economista, essa alta fatia de contratações pelos municípios reflete também na dinamização da economia local. “Geralmente essas empresas contratadas já fazem parte daquela localidade. Além de gerar emprego e renda para o município, também estimula a inovação, já que as empresas vão começar a contratar mais e devem se adequar melhor para para promover esse tipo de serviço para as instituições públicas”, aponta.

Municípios – Ainda de acordo com os dados apresentados pelo TCE-PE, o município de São José do Egito, no Sertão pernambucano, lidera as contratações de MPEs com 84% dos contratos públicos fechados em 2024. Já nas cidades onde a demanda por empresas de grande porte é maior esse percentual diminui, como é o caso do Recife, que teve 10% das contratações com as empresas de pequeno porte. Mesmo assim, a capital do estado foi a que pagou o maior volume financeiro no ano: R$ 199 milhões. Os dados do órgão também mostram que em Ipojuca essa fatia chegou a 13% e em Olinda foi de 14%. Já no governo do estado, o valor de contratações de pequenas empresas representou 11% do total contratado.

Processo mais simples – Braga analisa que a contratação de pequenas empresas é positiva também para os governos e municípios, pois a depender do serviço que a empresa forneça, pode haver dispensa de licitação pública. Além disso, acaba sendo menos custoso para o setor público. Em compras públicas, a legislação brasileira garante benefícios para as MPEs, como a exclusividade em licitações de até R$ 80 mil. Além de cotas de até 25% nas concorrências para aquisição de bens.

Segundo dados do governo federal, Pernambuco tem cerca de 680 mil MPEs. Essa classificação inclui as empresas de pequeno porte (EPP), com faturamento entre R$ 360 mil e R$4,8 milhões. Além das microempresas (MEs), que faturam até R$360 mil e os microempreendedores individuais (MEI) (R$81 mil).

Diario de Pernambuco

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