Ambulantes fortalecem a economia durante o Carnaval de Petrolina

Os ambulantes desempenham um papel importante na dinâmica dos grandes eventos públicos, garantindo não apenas a oferta de produtos e serviços, mas também contribuindo diretamente para a movimentação da economia local. Durante os quatro dias do Carnaval de Petrolina, realizado pela Prefeitura, a expectativa é que cerca de 39 milhões sejam injetados na economia.

Natural de Salvador, Elson Soares de Souza trabalha há mais de 20 anos como ambulante, vendendo chicletes em festas e eventos públicos. Ele chegou a Petrolina, constituiu família e hoje conta com o apoio dos filhos no trabalho. “Eu trabalho com isso todas as noites e finais de semana. Formei minha família e criei meus filhos sendo ambulante, e participar desses eventos aumenta muito o meu lucro”, destaca.

Já Ivanilda Carvalho Batista, paraibana mas que vive em Petrolina há mais de 30 anos, atua no segmento de adereços e acessórios. Com planejamento estratégico, ela adapta o estoque conforme o perfil de cada festa. “Eu trabalho com adereços e acessórios, então minhas vendas são específicas para cada evento. Eu me programo, vejo o que vai sair mais e monto meu estoque”, afirma, orgulhosa da própria organização.

No setor de alimentos, outro segmento de grande relevância nos eventos, João Luiz Silva Bonfim e a esposa percorrem diversas cidades do Vale do São Francisco com a banca de cachorro-quente. Natural de Juazeiro, ele ressalta que o Carnaval de Petrolina representa um impulso financeiro importante. “São 25 anos vendendo comida em festas. No Carnaval as vendas são muito boas. No nosso caso, o cadastro é específico, porque precisamos da liberação da Vigilância Sanitária, garantindo que o produto está dentro das normas”, explica.

Também com mais de 30 anos de experiência, Francisco Souza Neto trabalha ao lado da esposa na venda de espetinhos. “Eu já tive ponto fixo, mas o custo é alto e a gente fica preso ao local. Como ambulante, podemos levar nossos produtos para várias festas e, às vezes, lucrar mais em uma noite de evento do que em um ponto fixo”, relata.

O Carnaval de Petrolina segue até esta terça-feira com grande programação distribuída em três polos culturais, atendendo a todos os públicos. A programação completa está disponível no @prefeiturapetrolina.

Ascom

Prefeitura de Juazeiro abre inscrições para ambulantes atuarem nos festejos do 7 de Setembro

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Ordem Pública e Habitação/SOPH, vai abrir entre os dias 27 e 29 de agosto as inscrições para o cadastro de ambulantes interessados em comercializar produtos durante os festejos do 7 de Setembro. O cadastramento contemplará tanto o desfile cívico, realizado durante o dia, quanto a festa na parte da noite. As inscrições serão feitas presencialmente, na sede da secretaria localizada no Shopping Juá Garden (Rod. BR 407, Km 05, nº 5318, Distrito Industrial), das 8h às 14h.

Para efetuar o cadastro, é necessário apresentar RG e comprovante de residência. A Prefeitura reforça que apenas os ambulantes devidamente cadastrados terão autorização para comercializar durante os eventos. Quem não realizar o cadastro não poderá atuar nos festejos.

O secretário de Ordem Pública e Habitação, Giovanne Silva, destacou a importância da organização para garantir segurança e tranquilidade. “A regularização dos ambulantes é fundamental para mantermos a ordem durante os eventos. Com esse cadastramento, garantimos que todos possam trabalhar de forma organizada e, ao mesmo tempo, oferecer mais segurança e conforto para a população que vai prestigiar os desfiles e comemorações”, afirmou.

Ascom

`Carnaval é o nosso 13º salário`, diz liderança de camelôs

Em praticamente todo o Brasil, a temporada é de folia nas ruas. O espírito do carnaval atrai foliões para blocos e desfiles de escolas de samba. Para muita gente, é sinônimo de dias seguidos de diversão. Mas para uma categoria específica de trabalhadores, é a convocação para um período com grande apelo de faturamento. O carnaval faz a festa de vendedores ambulantes, quando o assunto é venda.

“Carnaval é o nosso 13º salário”, diz, ressaltando a importância da data, a vendedora ambulante Maria do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, fundadora e coordenadora-geral do Movimento Unido dos Camelôs (Muca). “É quando a gente consegue tirar uma grana para pagar IPVA, IPTU, comprar material de escola das crianças e uniforme, muitas pessoas fazem mais um puxadinho na casa. Então, o carnaval é o momento que a gente vai para a rua para ganhar uma graninha a mais”, completa a camelô, de 49 anos de idade, que trabalha desde os 20 anos em blocos no tradicional bairro de Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, vendendo caipirinha.

Adereços

O aquecimento que os dias de carnaval causa nas vendas faz a ambulante Cristina de Oliveira mudar o foco dos produtos oferecidos. Ao longo do ano, ela trabalha com artesanato, como cordões, bolsas e pulseiras. Quando se aproxima o período de folia, Cristina preenche a barraca, em Copacabana – um dos bairros mais turísticos do Rio -, com itens carnavalescos, como adereços e partes de fantasias.

Com experiência de quem já vendeu quase de tudo na barraquinha por mais de duas décadas, Cristina, de 56 anos de idade, não hesita em dizer qual o melhor período para ganhar dinheiro.

“Para mim, a melhor data é o carnaval. Já fui camelô de praia, de comida, sanduíche natural, churrasquinho, sempre ligada a trabalho de rua. Só não vendo pirataria”, lista a ambulante, que tem orgulho em dizer que conseguiu pagar escola particular para a filha, hoje com 26 anos de idade. “Ela vai se formar em veterinária este ano. Faculdade federal. Mas sempre paguei a escola particular”, disse.

Injeção de dinheiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro estima que o carnaval deste ano deve movimentar R$ 5 bilhões na economia carioca. Essa injeção de dinheiro vem de diversas atividades, de hotelaria à publicidade, passando, claro, pelas vendas de ambulantes. Em dia de bloco, Maria dos Camelôs trabalha cerca de 10 horas por dia nas ladeiras de Santa Teresa. “Mas se estiver bombando, fico até mais tarde”. Ela estima que, em “dias bons”, consegue faturar entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Desse dinheiro, ainda precisa deduzir os custos da matéria prima para fazer o lucro. “Com uma garrafa de cachaça você faz várias caipirinhas, o investimento é muito pouco”, avalia. “Quem vende comida e tem mais estrutura consegue vender mais”, complementa.

Desafios

Independentemente de quanto de dinheiro será gasto pelos foliões durante o carnaval, a representante do Muca e a camelô de Copacabana enxergam um desafio para este ano, a concorrência. “Tem muita gente na rua disputando os espaços para trabalhar. Então eu acho que o faturamento individual desse ano não vai ser melhor que o do ano passado”, estima Maria dos Camelôs.

“A cada ano que passa, é mais gente na rua trabalhando”, concorda Cristina. “A nossa expectativa de retorno é menor porque [o dinheiro que circula] é dividido”, explica. Outra insatisfação do Movimento Unido dos Camelôs é a forma com que são selecionados pela prefeitura os camelôs habilitados para trabalhar nos blocos de rua. Na opinião de Maria do Carmo, não há uma preferência para ambulantes que trabalham nas ruas durante todo o ano, que passam a ter a concorrência de vendedores sazonais, ou seja, gente que só trabalha como camelô no período do carnaval.

“A gente que já trabalha na rua não deveria ter que ser sorteado. A gente já é patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. A gente já trabalha todos os dias, enfrentando sol, chuva, vento e enfrentando a fiscalização, podendo perder nossa mercadoria, carregando o peso”, defende a coordenadora-geral do Muca.

Garçons da festa

Na cidade que tem mais de 450 blocos, alguns deles com capacidade de atrair uma multidão maior que a população de muitas cidades do país, Maria do Carmo criou uma espécie de apelido para os camelôs, os “garçons da festa”. “Imagine um bloco como Bola Preta, que coloca milhões de pessoas na rua, se os bares vão atrás para vender cerveja? Não, quem está ali são os camelôs, servindo bebidas geladas. Somos os garçons da festa. Tenho certeza de que não existe bloco sem camelô, e não existe camelô sem bloco”, diz.

Mas a ambulante vê um contraponto negativo. “A gente não ganha os 10%. Somos aquele garçom que não tem 13º salário, não tem carteira assinada, nem seguro-desemprego”.

Ordem pública

A Riotur, empresa da prefeitura do Rio de Janeiro, que promove o turismo na cidade, explicou à Agência Brasil que todo o processo de cadastramento e seleção dos vendedores autônomos que atuam no carnaval de rua é feito por meio da empresa Dream Factory, ganhadora da licitação para a realização do evento.

Em 2024, o número de credenciados chegou a 15 mil. Os credenciados recebem um kit com colete, credencial com foto, cordão e isopor com capacidade para 44 litros. Há também treinamento segmentado, no qual os sorteados passam por palestras obrigatórias sobre noções de posturas municipais, legislação básica, forma de atuação da fiscalização e sobre as vedações e obrigações dos promotores de vendas.

Agencia Brasil

7 de Setembro: Prefeitura de Juazeiro realiza entrega do credenciamento de ambulantes para o Desfile Cívico

A prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaurb), finalizou nesta quarta-feira (06) o processo de credenciamento dos ambulantes que irão comercializar alimentos e bebidas durante o Desfile Cívico de 7 de setembro, com a entrega dos adesivos que comprova sua legalidade para operar durante o evento. A intenção é garantir um Desfile Cívico Militar seguro para todos os participantes e população.

De acordo com o secretário da Semaurb, Islédio Bandeira, aproximadamente 150 ambulantes foram beneficiados com o adesivo de autorização para trabalhar de forma legal durante o Desfile Cívico. “Os ambulantes atenderão o público nas áreas da Adolfo Viana, Praça da Bandeira e Praça Cordeiro de Miranda. É uma orientação da Prefeita Suzana, realizarmos todas as ações prezando pelo cuidado e humanização. Todo o apoio e acolhimento que temos proporcionado aos ambulantes é resultado direto dessa orientação da Prefeita”, ressaltou o secretário.

A ambulante Neide dos Santos, que trabalhará pela primeira vez no evento vendendo bebidas, falou da importância do cadastro dos ambulantes. “Vim logo pegar minha credencial para não correr o risco de perder minhas mercadorias caso a fiscalização chegue. É melhor trabalhar de forma legal e regular para evitar situações desagradáveis, garantindo ordem e evitando problemas com a fiscalização”, afirmou.

 

Gabriel Filliph/Ascom

Fotos: Ícaro Alexandre/Ascom

Arcoverde abre inscrições para comerciantes temporários no São João 2023

Até a próxima sexta-feira (26), a prefeitura de Arcoverde, no Sertão, realiza as inscrições para comerciantes temporários interessados em vender em tendas no São João 2023. Esse cadastramento é realizado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, na sede da repartição municipal, que fica na Avenida Barbosa Lima, sem número, no térreo do Centro de Cultura, na área central da cidade.

A prefeitura disponibilizou ainda dois contatos para os interessados em tirar dúvidas a respeito das inscrições: (87) 3821-9019 e (87) 99106-8441 (WhatsApp).

G1 Pernambuco