Tarifa zero para uvas brasileiras na União Europeia amplia competitividade e abre novas oportunidades de exportação

Desde esta sexta-feira (1º), a uva brasileira passou a contar com tarifa de importação zerada para entrada no mercado da União Europeia, com o início da vigência provisória da etapa comercial do Acordo União Europeia–Mercosul. A medida representa um marco para a fruticultura nacional e fortalece a competitividade da uva brasileira em um dos mercados mais estratégicos e exigentes do mundo.

O Acordo União Europeia–Mercosul é um tratado de livre comércio firmado entre os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e os 27 países da União Europeia, com o objetivo de facilitar o comércio, ampliar investimentos e criar regras mais previsíveis para os negócios entre os blocos. Embora sua vigência ainda seja provisória, já permite que benefícios comerciais, como a redução tarifária, comecem a ser aplicados enquanto o acordo segue em tramitação para aprovação definitiva pelos parlamentos europeus.

A nova fase do acordo prevê a eliminação gradual de tarifas para cerca de 93% dos produtos exportados pelo Mercosul à Europa em até dez anos. Já neste primeiro momento, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros passam a ter tarifa zero, especialmente aqueles em que o Brasil já possui forte presença internacional, como a uva.

Em 2025, a uva brasileira manteve trajetória de crescimento no mercado internacional. Segundo dados do setor, os embarques superaram mais de 62 mil toneladas, crescimento de 5,62% comparado ao ano de 2024, com faturamento de US$ 158,7 milhões. O bom desempenho reforça a importância da cadeia produtiva dentro do agronegócio nacional e evidencia o potencial de expansão diante de novas condições comerciais.

A produção brasileira de uva tem papel estratégico na fruticultura nacional, com forte impacto econômico, social e geração de empregos no campo. De acordo com os dados mais recentes do setor, Pernambuco lidera a produção nacional, com 755,2 mil toneladas e participação de 41,5% do volume total produzido no país, consolidando o protagonismo do Vale do São Francisco na produção de uva de mesa voltada ao mercado interno e à exportação. Em seguida, o Rio Grande do Sul responde por 686,6 mil toneladas, o equivalente a 37,7% da produção nacional, com forte presença tanto na indústria de vinhos e sucos quanto no mercado in natura.

O cenário reforça a força da cadeia produtiva brasileira e a capacidade de abastecimento contínuo, fator estratégico para ampliar a competitividade da uva nacional no mercado internacional. A Europa já figura entre os principais destinos da uva brasileira, com destaque para mercados como Países Baixos (Holanda), Reino Unido e Espanha. Além do consumo direto, alguns países funcionam como plataformas logísticas de redistribuição para outros mercados europeus, ampliando o alcance da fruta brasileira dentro do continente.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a nova condição comercial fortalece a posição do Brasil no mercado europeu. “O Brasil já é reconhecido pela qualidade e regularidade da sua produção, e a retirada da tarifa amplia nossa competitividade frente a outros grandes exportadores mundiais. É uma oportunidade concreta de crescer em volume, ampliar mercados e gerar mais valor para toda a cadeia produtiva”, afirma. Segundo ele, o momento também reforça a importância de agendas ligadas à sustentabilidade e à conformidade com os padrões internacionais. “O consumidor europeu está cada vez mais atento à origem do alimento, às práticas ambientais e à responsabilidade social na produção. O Brasil está preparado para atender essa demanda e seguir avançando”, completa.

Além da uva de mesa, que teve a tarifa de 11,5% zerada imediatamente com a entrada em vigor da fase comercial do acordo, outras frutas estratégicas da pauta exportadora brasileira também serão beneficiadas pela redução gradual de tarifas no mercado europeu. O abacate terá sua tarifa de 4% eliminada em até quatro anos; limão e lima, que atualmente enfrentam tarifa de 12,8%, terão desgravação total em sete anos; o melão e a melancia, hoje taxados em 8,80%, também terão tarifa zerada no mesmo prazo; e a maçã terá a alíquota de 10% eliminada em até dez anos.

Ascom

Em missão comercial na Coreia do Sul, Guilherme Coelho anuncia redução de tarifas para exportação de manga e avanço na abertura de mercado para a uva

O presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, integra a comitiva oficial do Governo Federal em missão à Coreia do Sul, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre os dois países e ampliar as oportunidades para a fruticultura brasileira. Nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Empresarial Brasil–Coreia, foram anunciadas medidas importantes para o setor.

Um dos principais avanços é a redução da tarifa de importação da manga brasileira de 30% para 5%. “Em 2023, abrimos o mercado para a manga brasileira e, em pouco mais de três anos, já conquistamos aproximadamente 18% do mercado de manga na Coreia do Sul. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, negociou a redução da tarifa para 5% no primeiro semestre, dentro de uma cota de 18 mil toneladas da fruta”, explicou Guilherme Coelho.

Os produtores de uva também têm motivos para comemorar. O processo de abertura do mercado coreano para a fruta avançou significativamente. “Ficou definida a realização da auditoria para o mês de setembro, e nossa expectativa é concluir todo o processo ainda este ano. Trata-se de um mercado rigoroso, com exigências fitossanitárias elevadas. No entanto, nossos produtores possuem experiência e capacidade técnica para atender plenamente a esses critérios”, ressaltou o presidente da Abrafrutas.

Fórum Empresarial Brasil–Coreia

O Fórum Empresarial Brasil–Coreia foi o principal compromisso da agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país asiático. Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento reuniu autoridades políticas e empresários brasileiros e coreanos.

Guilherme Coelho participou como palestrante no painel “Agrobusiness e Segurança Alimentar”. “Durante minha apresentação, destaquei o patamar de excelência que nossos fruticultores alcançaram em qualidade de produção, com respeito às exigências ambientais, sociais e fitossanitárias. A Coreia do Sul é um mercado estratégico, com 51,7 milhões de habitantes e a 13ª maior economia do mundo. Precisamos ampliar cada vez mais a presença das frutas brasileiras nesse mercado”, afirmou.

Frutas brasileiras na Coreia

Em 2025, o Brasil exportou para a Coreia do Sul aproximadamente 3,3 mil toneladas de frutas, gerando uma receita de US$ 10,2 milhões. As principais frutas comercializadas foram manga e açaí. Além da uva, o Brasil também trabalha para viabilizar a exportação de melão e limão Tahiti para o mercado coreano.

Ascom

Fruticultura do Vale do São Francisco deve retomar envios pelo Porto de Suape

Pernambuco deve retomar envios da produção de frutas do Vale do São Francisco para o mercado internacional através do Porto de Suape. Nesta sexta-feira (21), o Pacto pelo Agro, parceria do Complexo Industrial Portuário de Suape e a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, avançou nas negociações com o setor.

Para o avanço das tratativas foi assinado em Petrolina, um protocolo de intenções com lideranças do setor produtivo da região para firmar o interesse em estabelecer cooperação institucional e técnica para buscar caminhos para garantir a exportação da produção local pelo Porto de Suape. O objetivo é debater os desafios operacionais do escoamento da fruticultura por Suape. O atracadouro pernambucano é o 6º mais porto público mais movimentado do país.

Na noite anterior, a governadora do estado, Raquel Lyra, reforçou, na abertura da Vinhuva Fest, no município vizinho de Lagoa Grande, o compromisso de levar para Suape a produção da fruticultura do Vale do São Francisco. Ela enfatizou a logística e a infraestrutura do atracadouro pernambucano como atrativos para o escoamento da produção local para o exterior.

O presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, projeta um cenário de crescimento do setor. “Suape está recebendo muito investimento do Governo Raquel Lyra e nós estamos, aqui no Vale, prontos e preparados para que esse porto volte a operar nossas frutas. É justo, é digno e importante porque Pernambuco é o estado que mais exporta frutas do Brasil. É um momento de muita animação, muito compromisso, e nós estamos muito felizes com a vinda do secretário e do diretor-presidente de Suape para fazer esse anúncio”, pontuou..

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, o protocolo é um símbolo da aproximação do setor com o governo e do interesse mútuo. Ele reforça que é importante fazer um trabalho com Suape para que a sua importância no segmento seja resgatada. “É essencial que o porto seja nosso canal de exportação, principalmente para as novas rotas marítimas, com destino ao mercado chinês e europeu, nos dando estrutura, para que a gente tenha capacidade de chegar cada vez mais rapidamente a esses mercados”, avaliou.

Já Arthur Grimaldi, da Valexport, considerou o protocolo um grande avanço: “Lutamos muito por essa aproximação. Se conseguirmos exportar por Suape, vamos reduzir custos, gerar eficiência e a nossa fruta vai sofrer menos. Com esse chamamento para a safra do próximo ano, é possível fazer uma programação coincidindo com uma nova fase de Suape”.

Assinaram o protocolo o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o secretário de Desenvolvimento Agrário, Cícero Moraes; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho; o presidente da Associação dos Exportadores de Hortifrutigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Almeida (representado pelo diretor institucional, Arthur Grimaldi); e o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira

Armando Bisneto reforçou a importância da iniciativa para a competitividade do Porto. “Esse protocolo significa a formalização de que a gente vai trabalhar de acordo com o que foi combinado na reunião que antecedeu a assinatura. A gente precisa dessa aproximação com os produtores porque eles entendem bem os caminhos que a gente vai percorrer para atingir o nosso objetivo”, disse.

“Sob a orientação da governadora Raquel Lyra, estamos cada vez mais próximos do setor produtivo. Este é mais um avanço na interiorização das ações, de forma proativa, e um reconhecimento da enorme contribuição do Vale do São Francisco para a nossa economia e para a geração de empregos”, disse o secretário Cícero Moraes.

Diario de Pernambuco

Encontro discute logística e competitividade para exportação de frutas do Vale do São Francisco

A competitividade das frutas do Vale do São Francisco no mercado internacional; o transporte de cargas e linhas marítimas e a infraestrutura logística de exportação. Estes foram os temas principais de uma reunião que trouxe à Petrolina, na sexta-feira (20), o secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes e o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

O evento foi aberto pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, e contou com a participação de produtores, exportadores de manga e uva e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho.

Durante o encontro, na sede do SPR, Os representantes do Governo de Pernambuco, anunciaram a intenção de resolver os gargalos de logística, de tarifas e de linhas marítimas para que o Porto de Suape possa exportar as frutas do Vale do São Francisco. “Esta ação faz parte do Pacto pelo Agro, uma iniciativa que busca criar um ambiente de colaboração entre governo, produtores e o setor logístico, visando aumentar a competitividade das frutas no mercado nacional e internacional”, ressaltou Cicero Moraes.

 Na sequência, Armando Monteiro Bisneto, colocou o porto pernambucano como mais uma opção para os fruticultores do Vale, que hoje fazem o transporte pelos portos de Salvador-BA e Pecém-CE. “Suape está vivendo um novo momento com a chegada de um terminal, que vai dar uma melhor infraestrutura. A gente está fazendo um trabalho para buscar novas linhas e também para colocar para os dois terminais que vão operar lá, a partir de julho de 2026, que eles precisam competir, mas que eles precisam ter uma atenção com a carga de mangas e uvas do Vale do São Francisco”, frisou, acrescentando que, logo a partir de 2026, o Porto estará mais presente no Vale com um representante de Suape em Petrolina, escolhido pelos produtores e exportadores.

De acordo com Jailson Lira, os fruticultores regionais tem todo interesse em fazer esse trabalho conjunto com o Governo do Estado. “Nós queremos efetivamente exportar frutas e importar insumos através de Suape, fazendo com que esse Porto volte a ser um player importante no nosso canal de exportações, principalmente para as novas rotas marítimas, como, por exemplo, a China e outros países da Europa, chegando cada vez mais rápido ao nosso destino”.

Após a assinatura de um protocolo de intenções para cooperação institucional e técnica, com foco no apoio à fruticultura do Vale do São Francisco e no desenvolvimento de seu escoamento por meio do Porto de Suape, os produtores e exportadores participaram de um debate, dando contribuições e apresentando sugestões para problemas de infraestrutura e processos que impedem o escoamento eficiente da produção. Para o produtor e exportador de uva e representante da Valexport, Arthur Grimaldi, o encontro trouxe boas novas para o setor. “Agora temos uma possibilidade real de exportar nossas frutas e importar os insumos por Suape, de contar com a retomada da Transnordestina, diminuindo nossos custos e aumentando nossa competitividade. Foi um evento muito positivo”, concluiu.

Class

Namíbia e Chile retomam importação de frango do Brasil após gripe aviária

Namíbia e Chile retomaram a compra de frango brasileiro sem quaisquer restrições, informou o Ministério da Agricultura em nota. Ambos os países comunicaram ao governo brasileiro nesta segunda-feira o fim das restrições temporárias ao frango nacional, sem qualquer impedimento.

Até então estavam suspensas as exportações de frango de todo o território nacional para o Chile e do produto proveniente do Rio Grande do Sul para Namíbia. A decisão do governo chileno foi publicada no Diário Oficial do país com data de 15 de agosto, como mostrou mais cedo o Broadcast Agrom sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 41 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem nenhum tipo de embargo para: África do Sul, Albânia, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Catar, Cingapura, Chile, Coreia do Sul, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Macedônia do Norte, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Namíbia, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para seis destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Canadá, China, Malásia, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia. A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do Estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores. Há, ainda, oito mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso da Armênia, Belarus, Casaquistão, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Já o Japão mantém suspensa a importação de frango dos municípios de Meleiro (SC), São Paulo, Sorocaba (SP), Monte Azul Paulista (SP), Quixeramobim (CE) e Esmeraldas (MG) onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência. Outros quatro mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Usbequistão.

Estadão Conteúdo

Tarifaço de Trump afeta 3,3% das exportações brasileiras, diz Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (23) que o Brasil vai superar a crise comercial aberta com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) e lembrou da menor dependência em relação ao mercado norte-americano, comparado a décadas passadas.

“Vai passar. Na década de 1980, era 24% a nossa exportação para os EUA, praticamente um quarto das exportações brasileira. Hoje, é 12%. E o que está afetado é 3,3%. Isso é o que está afetado no tarifaço”, observou o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante participação em debate sobre conjuntura política promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília.

Alckmin lembrou que, no momento, cerca de 36% das exportações aos EUA são as mais afetadas pela tarifa de 50%, e que elas atingem de forma mais preocupante alguns setores da indústria de manufatura, como máquinas e equipamentos e indústria têxtil.

“Indústria de máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. Esses são os que sofrem mais. Porque comida, [como] carne, se eu não vendi lá, eu vou ter outros mercados. Não vai cair o mundo. Café, se eu não vendi lá, vou vender em outro lugar. Agora, produto manufaturado é mais difícil de você realocar. Acaba realocando, mas demora um pouco mais”, pontuou o vice-presidente, que vem atuando como o principal negociador do Brasil nessa questão.

“Não vamos desistir de baixar essa alíquota e tirar mais produtos”, insistiu o vice, ao lembrar que cerca nem todo produto exportado pelo Brasil foi sobretaxado. Cerca de 42% deles ficaram de fora da alíquota de 50%, enquanto outros 16% foram incluídos em taxas que atingem outros países na mesma proporção, como é o caso do aço, alumínio e cobre.Como alternativa, ressaltou Alckmin, o país deverá expandir mercados, com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, que pode ocorrer até o fim do ano, além de outras tratativas, como o acordo do Mercosul com o EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), Singapura e Emirados Árabes Unidos.

Alckmin também destacou as medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir os impactos negativos causados aos exportadores brasileiros com o tarifaço, como abertura de linha de crédito, suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados (drawback) e aumento do percentual de restituição de tributos federais a empresas afetadas.

No âmbito internacional, o vice-presidente citou a reclamação aberta pelo governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas norte-americanas e prevê que o caso pode chegar também a tribunais dos EUA. “Você não pode usar política regulatória por razões partidárias, políticas”, comentou.

Agência Brasil

Brasil conquista novo mercado de carne bovina após tarifaço de Trump

O Brasil vem conquistando novos mercados para exportar carne bovina após a guerra comercial com os Estados Unidos (EUA), que resultou na adoção de sobretaxas de 50% nas exportações brasileiras para o país de Donald Trump. O novo destino encontrando pelo Brasil para exportar o produto foi as Filipinas. O acordo foi assinado na última quarta-feira (13), e, posteriormente, oficializado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O processo para firmar o negócio contou com o apoio da embaixada do Brasil nas Filipinas, chefiada pelo embaixador Gilberto Moura, e da Adidância Agrícola. Ao novo parceiro comercial, o Brasil exportará carne bovina com osso e miúdos, na tentativa de mitigar a perda dos EUA no leque de compradores do produto, visto que os norte-americanos era o segundo maior comprador de carne bovina do país.

Brasil Soberano
No mesmo dia em que fez acordo com as Filipinas, o presidente Lula (PT) oficializou a medida provisória que institui o plano Brasil Soberano,para as empresas afetadas pelo tarifaço de 50% do governo de Trump. A decisão do petista publicada em versão extra do Diário Oficial da União (DOU) e vai além do incentivo de R$ 30 bilhões, por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), anunciado pelo chefe do Palácio do Planalto na manhã da quarta-feira passada.

A nova medida é norteada por três eixos:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial e multilateralismo.

Quatro pontos para entender as medidas de enfrentamento ao tarifaço:
Reintegra: trata sobre a devolução de parte dos tributos pagos aos exportadores brasileiros. Os valores serão restituídos em forma de crédito tributário, ajudando as empresas a reduzirem custos e melhorar competitividade no mercado externo;
Drawback: prorrogação dos prazos do regime de drawback, recurso que possibilita a suspensão de tributos sobre insumos importados para utilização em produto exportado. Medida é válida para empresas que exportarem para os Estados Unidos até dezembro deste ano.
Compras públicas: órgãos públicos terão facilidade para as compras de alimentos para escolas e hospitais. Essa foi uma das maneiras encontradas pelo governo Lula para amparar os produtores rurais e as agroindústrias.
Sistema de importação: ampliação das regras de garantia à exportação.

A Tarde

Acordo entre Mercosul e União Europeia zera tarifas sobre a exportação das uvas brasileiras

O acordo de livre comércio fechado nesta sexta-feira (06) entre os líderes do Mercosul e da União Europeia traz uma grande notícia para os fruticultores brasileiros: as taxas de exportação de uva serão zeradas. A medida trará reflexos positivos para a economia do Vale do São Francisco, maior exportador da fruta no país.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Frutas (Abrafurtas), Guilherme Coelho, o modelo de tarifação atual prejudica os exportadores brasileiros. “Alguns países como África do Sul e Peru não pagam o chamado Imposto Duty para exportar suas frutas, o que prejudica seriamente o Brasil”, explicou.

“Dediquei o meu mandato de deputado federal, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro permanente da Comissão de Agricultura da Câmara, para colaborar com o governo brasileiro nas negociações desse acordo e de outras medidas para diminuir as desigualdades competitivas enfrentadas pelos nossos exportadores” completou Guilherme CoelhoCom o acordo, as tarifas para exportação de frutas serão zeradas gradualmente, mas para a uva será imediato. “O imposto sobre a uva será zerado. O setor vai aumentar suas vendas, consequentemente, irá gerar mais emprego e renda”, destacou o presidente da Abrafrutas.

Redução das tarifas

O acordo prevê a isenção gradativa ou total das tarifas. Veja alguns exemplos:
Maçã – tarifa atual 10% – decrescendo a 0% em 10 anos
Melancia e melão – tarifa atual 9% – decrescendo a 0% em sete anos
Uvas – tarifa atual de 11% – chegará a 0% imediatamente que o acordo entrar em vigor (previsão 2025)

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Após 25 anos de negociações, o acordo irá reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados.

Ascom

 

Brasil bate recorde de exportações mais dependente da China e de trio de commodities

Celebrada pelo governo, a sucessão de recordes na balança comercial desvia as atenções da dificuldade do Brasil de diversificar o comércio com o resto do mundo. Para chegar à marca histórica de US$ 339,7 bilhões exportados em 2023, o Brasil contou, como poucas vezes antes, com a China e seu inesgotável apetite por commodities.

Após a interrupção de tendência nos dois anos anteriores, explicada pela rígida política de covid zero, determinada por Pequim mesmo quando o resto do mundo relaxava as restrições da pandemia, a dependência da China nas exportações brasileiras voltou a subir em 2023. O país, conforme mostra o balanço final do ano passado, foi destino de 30,7% do total de produtos brasileiros embarcados.

Quando se acrescenta à conta os mercados do sudeste asiático que estão na zona de influência da China – como Malásia, Tailândia, Vietnã e Indonésia -, além de Cingapura, um hub portuário na Ásia, o porcentual somado das exportações diretas e a economias cujo crescimento está ligado ao gigante asiático sobe para 37,9%.

Para especialistas em comércio exterior, mesmo com a tendência de desaceleração da economia chinesa, essa dependência comercial não é por enquanto motivo de preocupação. O Brasil, avaliam, deve continuar sendo um pilar na segurança alimentar da China, ao mesmo tempo em que a expansão da classe média chinesa abre oportunidades para enriquecer a pauta com seu maior parceiro comercial.

Os prognósticos do mercado para este ano apontam para manutenção das exportações em nível próximo ao recorde de 2023, com projeções também otimistas – de crescimento das vendas internacionais – para os próximos três anos. Haverá problemas, no entanto, se o ciclo das commodities, por ora favorável ao Brasil, virar, já que os demais produtos não têm a mesma competitividade e escala para entrar em mercados internacionais. “No médio e longo prazo, é complicado depender tanto das exportações de commodities a um único país, seria melhor exportar produtos de maior valor agregado”, comenta João Ferraz, economista da Coface.

Nas últimas duas décadas, o caminho trilhado pelo Brasil foi na direção contrária ao da diversificação e qualificação de sua pauta de exportações, tanto em produtos quanto em destinos. Enquanto a indústria extrativa e a agropecuária expandiram a produção para atender, sobretudo, a China, a indústria de transformação perdeu espaço para a concorrência da própria China em mercados vizinhos, assim como teve que enfrentar as sucessivas crises na Argentina, mercado no exterior importante para máquinas e bens de consumo, incluindo automóveis, produzidos no Brasil.

Como resultado, soja, minério de ferro e petróleo, os três produtos mais vendidos pelo Brasil ao exterior, já respondem juntos por 37,2% das exportações brasileiras – até 18 anos atrás, não passavam de 10%. Por outro lado, os produtos da indústria de transformação, uma gama vasta e diversificada que vai de alimentos a aeronaves, caíram para 52,2% no ano passado. Na série estatística da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997, o último dado da parcela da indústria nas exportações brasileiras só não é pior do que o registrado em 2021 (51,3%), quando a produção foi afetada pela falta de componentes nas fábricas.

“Temos que torcer para a reforma tributária reduzir o mais rápido possível o custo Brasil e, assim, abrir a perspectiva de aumento nas exportações de produtos manufaturados”, afirma o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Com a criação do IVA, o imposto sobre valor agregado, a reforma vai eliminar os resíduos tributários que minam a competitividade de produtos brasileiros no exterior.

Estadão

Justiça suspende abate de jumentos no Brasil para exportação à China

A Justiça Federal decidiu suspender o abate de jumentos no Brasil para exportação à China. A medida foi tomada por 10 dos 13 desembargadores da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, na noite da quinta-feira (3).

Desde 2016, o Brasil passou a exportar a couro do animal para a produção de um remédio conhecido como ejiao, bastante popular na China. Não há comprovação científica de que ele funcione, mas, no país asiático, o ejiao é utilizado com a promessa de tratar diversos problemas de saúde, como menstruação irregular, anemia, insônia e até impotência sexual. Ele é consumido de várias maneiras, como em chás e bolos.

Para fabricar o produto, os animais são recolhidos da caatinga e de zonas rurais do Nordeste em grande volume, sem que exista uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado. Ou seja, eles são abatidos em uma velocidade maior do que a capacidade de reprodução, o que acendeu um alerta de que a população de jegues pode ser eliminada nos próximos ano no Nordeste.

No final de dezembro, uma reportagem da BBC News Brasil mostrou que cidades do centro-sul da Bahia se tornaram dependentes economicamente do abate de jumentos. No entanto, o setor cresceu em consonância com o aumento da fome e da pobreza em uma região historicamente já castigada por esses problemas, além de denúncias de maus-tratos, contaminação de animais por mormo (uma doença mortal), trabalho análogo à escravidão e abandono de jegues à morte por inanição.

A decisão do TRF-1 é mais um passo jurídico de uma ação que corre desde 2018, quando entidades de defesa do direito dos animais entraram com um processo solicitando a proibição. Em um primeiro momento, a Justiça da Bahia concedeu uma liminar proibindo os abates no Estado.

Em 2019, porém, a medida foi suspensa por Kassio Nunes Marques, hoje ministro do STF e à época desembargador do TRF-1. Ele voltou a liberar os abates atendendo a um pedido dos governos estadual e federal, além prefeitura de Amargosa, onde funciona o maior frigorífico de abates de jegues do país. O magistrado concordou com o argumento de que a proibição do mercado prejudicava a economia do município e da Bahia.

A maioria dos desembargadores do TRF-1 refutou esse argumento, alegando que a prefeitura de Amargosa não conseguiu provar os supostos prejuízos econômicos provocados pela suspensão inicial do setor. “Não se demonstrou (no argumento) a existência de uma grave lesão à economia pública”, afirmou o desembargador Carlos Eduardo Moreira Alves, que votou pela nova suspensão. Segundo ele, também não ficou comprovada a existência de uma cadeia produtiva para abate no Brasil, o que coloca a espécie em risco. “Não há noticia de que haja rastreabilidade em cadeias de produção ou algo semelhante com que ocorre com o abate de gados”, disse.

“Há músicas e poemas sobre o jumento. Há uma música do Luiz Gonzaga (Apologia ao Jumento) que fala que o animal é nosso irmão, que relata essa proximidade do jumento como um animal de estimação. Imagina se a gente começa a exportar carne de cachorro e de gato para outras culturas que não têm essa proximidade com o animal”, disse. A decisão foi comemorada por ativistas que há anos lutam contra o mercado de ejiao no Brasil.

A suspensão do abate vale para todo território nacional, mas ainda cabe recurso. Além disso, há outros processos na Justiça e investigações do Ministério Público sobre esse mercado.

Mercado lucrativo
Estima-se que o mercado de ejiao movimente bilhões de dólares por ano. Uma peça de couro de jumento, por exemplo, pode ser vendida na China por até U$ 4 mil (cerca de R$ 22,6 mil) — uma caixa de ejiao sai por R$ 750.

No Brasil, os valores do comércio são bem menores — jegues são negociados por R$ 20 no sertão do Nordeste, e depois repassados aos chineses, conforme mostrou a BBC News Brasil em dezembro.

Em relatório recente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA) afirmou que, sem uma cadeia produtiva, o ritmo dos abates e a demanda chinesa pelo ejiao poderiam praticamente dizimar a população de jumentos no Nordeste em poucos anos.

Apenas em Amargosa, são abatidos 4,8 mil animais por mês — 57,6 mil por ano. Há outros dois frigoríficos com permissão para a atividade nas cidade de Simões Filho e Itapetinga, também na Bahia. Com 40 mil habitantes, Amargosa é o ponto final do jumento nordestino antes de ele ser abatido e exportado para virar remédio na China. Desde 2017, o município abriga o frigorífico Frinordeste, local onde mais se abate jegues no país. Ele é comandado pelos chineses Ran Yang e Zhen Yongwei, ambos residentes no exterior, e pelo brasileiro Alex Franco Bastos.

Em entrevista recente à BBC News Brasil, o prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro (PT), afirmou que o setor é o terceiro maior empregador da cidade, atrás só da própria prefeitura e de uma fábrica de sapatos. Para ele, o recente mercado é fundamental para a economia do município, gerando cerca de 150 empregos diretos, além de renda e impostos.

A BBC News Brasil tentou ouvir o frigorífico, mas não obteve resposta.

Agência Brasil

Fenagri 2021 é lançada nesta quinta-feira ao vivo para todo País

A 28ª Feira Nacional de Agricultura Irrigada (Fenagri 2021), a maior do agronegócio na América Latina foi lançada ao vivo, nesta quinta-feira (22) para todo país no programa Agro 360, que foi transmitido pelo Canal Terraviva e também pelas redes sociais Instagram, YouTube e Facebook.

Participaram do debate o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o presidente da Valexport, José Gualberto, o ex-ministro da Agricultura e indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021, Alysson Paolinelli, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, Linda Pfeiffer (CEO – INMED Partnerships for Children), o diretor de Sustentabilidade da Bayer para América Latina, Eduardo Bastos e o produtor, ex-prefeito de Petrolina e ex-deputado federal, Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados – Abrafrutas.

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Reunião entre representantes da prefeitura de Petrolina e Valexport discute realização da Fenagri

(Foto: Ascom/PMP)

Em uma reunião realizada nesta quarta-feira (20), o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Petrolina, Flávio Guimarães; o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico, Thiago Brito e o presidente da Valexport, José Gualberto, discutiram como será realizada e quando será feito o lançamento oficial da 28ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada, a FENAGRI.

Com o tema ‘Agricultura 4.0: Tecnologia e Inovação’, a feira tem entre seus objetivos fortalecer e ampliar as relações do agronegócio em toda a cadeia produtiva, contribuindo para a consolidação do Brasil como produtor de frutas no mercado internacional.

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Agronegócio brasileiro exportou US$ 96,8 bilhões em 2019

(Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

As exportações do setor do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado. Esse valor representa 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dados mostram leve crescimento do setor nas exportações totais do país. Em 2018, essa participação havia sido de 42,3%.

O destaque foi o comércio de milho, carnes e algodão. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas.

Ainda de acordo com o ministério, a China se tornou o principal cliente da carne bovina brasileira. O país asiático é responsável por 26,8% do volume total exportado. Com isso, ultrapassou Hong Kong, que ficou na segundo posição, com 18,6%.

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Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pretende fazer do Vale do São Francisco um polo de fronteira de irrigação

(Foto: Divulgação)

Transformar o Vale do São Francisco num polo de produção agrícola com as mais modernas práticas de cultivo mundiais, a exemplo do uso adequado da água para irrigação, de produtos biológicos capazes de combater eficazmente pragas e da difusão de novas cultivares BRS produzidas pela Embrapa, a exemplo da uva ‘Vitória’.

Este foi o compromisso feito pelo secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fernando Camargo, durante reunião no Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR) na tarde da última quinta-feira (3).

O secretário, que esteve no município na companhia do presidente da Embrapa, Celso Moretti e grande comitiva, incluindo o diretor do AgroNordeste, Danilo Forte, ouviu uma série de demandas do setor produtivo e demonstrou interesse em remover entraves para o sucesso de vendas das frutas do Vale no mercado nacional e internacional.

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Governos de Pernambuco e da Bahia unificam ações para combater a Mosca das Frutas

(Foto: Divulgação)

Os Governos de Pernambuco e da Bahia vão unificar as ações de controle da Mosca das Frutas no Vale do São Francisco. A decisão foi formalizada na última sexta-feira (30), com a assinatura de um protocolo de intenções entre a Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco (SDA), Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) e Agências Estaduais de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) e da Bahia (Adab). Também subscreveram o protocolo a Embrapa, o Sebrae, as Federações de Agricultura dos dois Estados, Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Valexport, Codevasf e a Biofábrica Moscamed Brasil.

A iniciativa tem como meta atender às exigências do mercado europeu, que passou a exigir ações de controle e monitoramento da Mosca das Frutas para a entrada de produtos na Europa. Até então, para exportar frutas para os países da Zona do Euro bastava a adoção de procedimentos para a eliminação de larvas, como o processo hidrotérmico para as mangas ou o tratamento a frio para as uvas.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, a unificação das ações tem grande importância para a competitividade da fruticultura do Vale do São Francisco e a manutenção dos mercados para os produtores dos dois Estados. “Não adianta um produtor de Pernambuco ou da Bahia realizar o controle e o monitoramento da Mosca das Frutas se o seu vizinho não implantar essas ações. A mosca não reconhece limite de propriedades nem divisas entre os Estados”, destacou.

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