Em missão comercial na Coreia do Sul, Guilherme Coelho anuncia redução de tarifas para exportação de manga e avanço na abertura de mercado para a uva

O presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, integra a comitiva oficial do Governo Federal em missão à Coreia do Sul, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre os dois países e ampliar as oportunidades para a fruticultura brasileira. Nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Empresarial Brasil–Coreia, foram anunciadas medidas importantes para o setor.

Um dos principais avanços é a redução da tarifa de importação da manga brasileira de 30% para 5%. “Em 2023, abrimos o mercado para a manga brasileira e, em pouco mais de três anos, já conquistamos aproximadamente 18% do mercado de manga na Coreia do Sul. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, negociou a redução da tarifa para 5% no primeiro semestre, dentro de uma cota de 18 mil toneladas da fruta”, explicou Guilherme Coelho.

Os produtores de uva também têm motivos para comemorar. O processo de abertura do mercado coreano para a fruta avançou significativamente. “Ficou definida a realização da auditoria para o mês de setembro, e nossa expectativa é concluir todo o processo ainda este ano. Trata-se de um mercado rigoroso, com exigências fitossanitárias elevadas. No entanto, nossos produtores possuem experiência e capacidade técnica para atender plenamente a esses critérios”, ressaltou o presidente da Abrafrutas.

Fórum Empresarial Brasil–Coreia

O Fórum Empresarial Brasil–Coreia foi o principal compromisso da agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país asiático. Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento reuniu autoridades políticas e empresários brasileiros e coreanos.

Guilherme Coelho participou como palestrante no painel “Agrobusiness e Segurança Alimentar”. “Durante minha apresentação, destaquei o patamar de excelência que nossos fruticultores alcançaram em qualidade de produção, com respeito às exigências ambientais, sociais e fitossanitárias. A Coreia do Sul é um mercado estratégico, com 51,7 milhões de habitantes e a 13ª maior economia do mundo. Precisamos ampliar cada vez mais a presença das frutas brasileiras nesse mercado”, afirmou.

Frutas brasileiras na Coreia

Em 2025, o Brasil exportou para a Coreia do Sul aproximadamente 3,3 mil toneladas de frutas, gerando uma receita de US$ 10,2 milhões. As principais frutas comercializadas foram manga e açaí. Além da uva, o Brasil também trabalha para viabilizar a exportação de melão e limão Tahiti para o mercado coreano.

Ascom

Tribunal sul-coreano emite ordem de prisão contra presidente suspenso

Um tribunal sul-coreano emitiu uma ordem de prisão contra o presidente Yoon Suk Yeol, atualmente suspenso de suas funções após uma votação de impeachment no Parlamento, informaram nesta terça-feira (31, data local) os responsáveis pela investigação sobre sua breve declaração de lei marcial.

“As ordens de busca e prisão contra o presidente Yoon Suk Yeol […] foram emitidas nesta manhã”, afirmou em comunicado o órgão responsável pela investigação conjunta contra ele. “Não foi definido nenhum cronograma para os próximos procedimentos”, acrescentou.

Essa é a primeira vez na história da Coreia do Sul que um presidente no exercício do cargo, mesmo suspenso de suas funções, é alvo de uma ordem de prisão. Embora a Assembleia Nacional tenha aprovado o impeachment de Yoon em 14 de dezembro, a decisão ainda precisa ser ratificada pelo Tribunal Constitucional, que tem até meados de junho para tomar uma decisão final.

Yoon mergulhou o país em uma grave crise política ao declarar, de forma surpreendente, uma lei marcial na noite de 3 de dezembro e enviar o exército à Assembleia Nacional para impor sua implementação. Contudo, com milhares de manifestantes nas ruas, deputados opositores conseguiram entrar na câmara legislativa, utilizar sua maioria para votar contra a lei e obrigar o presidente a recuar.

O mandatário de 64 anos, que antes era um popular procurador na Coreia do Sul, ignorou até três convocações para ser interrogado sobre os acontecimentos, o que levou os investigadores a solicitar, na segunda-feira, uma ordem de prisão contra ele.

AFP