Em missão comercial na Coreia do Sul, Guilherme Coelho anuncia redução de tarifas para exportação de manga e avanço na abertura de mercado para a uva

O presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, integra a comitiva oficial do Governo Federal em missão à Coreia do Sul, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre os dois países e ampliar as oportunidades para a fruticultura brasileira. Nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Empresarial Brasil–Coreia, foram anunciadas medidas importantes para o setor.

Um dos principais avanços é a redução da tarifa de importação da manga brasileira de 30% para 5%. “Em 2023, abrimos o mercado para a manga brasileira e, em pouco mais de três anos, já conquistamos aproximadamente 18% do mercado de manga na Coreia do Sul. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, negociou a redução da tarifa para 5% no primeiro semestre, dentro de uma cota de 18 mil toneladas da fruta”, explicou Guilherme Coelho.

Os produtores de uva também têm motivos para comemorar. O processo de abertura do mercado coreano para a fruta avançou significativamente. “Ficou definida a realização da auditoria para o mês de setembro, e nossa expectativa é concluir todo o processo ainda este ano. Trata-se de um mercado rigoroso, com exigências fitossanitárias elevadas. No entanto, nossos produtores possuem experiência e capacidade técnica para atender plenamente a esses critérios”, ressaltou o presidente da Abrafrutas.

Fórum Empresarial Brasil–Coreia

O Fórum Empresarial Brasil–Coreia foi o principal compromisso da agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país asiático. Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento reuniu autoridades políticas e empresários brasileiros e coreanos.

Guilherme Coelho participou como palestrante no painel “Agrobusiness e Segurança Alimentar”. “Durante minha apresentação, destaquei o patamar de excelência que nossos fruticultores alcançaram em qualidade de produção, com respeito às exigências ambientais, sociais e fitossanitárias. A Coreia do Sul é um mercado estratégico, com 51,7 milhões de habitantes e a 13ª maior economia do mundo. Precisamos ampliar cada vez mais a presença das frutas brasileiras nesse mercado”, afirmou.

Frutas brasileiras na Coreia

Em 2025, o Brasil exportou para a Coreia do Sul aproximadamente 3,3 mil toneladas de frutas, gerando uma receita de US$ 10,2 milhões. As principais frutas comercializadas foram manga e açaí. Além da uva, o Brasil também trabalha para viabilizar a exportação de melão e limão Tahiti para o mercado coreano.

Ascom

Governo Trump mantém investigação contra Brasil e China e ameaça com novas tarifas

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que continuar investigando o Brasil e a China com base na Seção 301, ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Em comunicado emitido na sexta-feira (20), após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais de longo alcance impostas por Trump, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a administração Trump vai continuar as investigações em curso com base na Seção 301, incluindo aquelas que envolvem o Brasil e a China. “Se estas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que uma resposta ágil é justificada, tarifas são uma ferramenta que poderá ser imposta”, diz o comunicado.

Foi nesse mesmo comunicado que o governo americano reforçou uma sobretaxa temporária de 10% sobre artigos importados para os Estados Unidos de todos os países, nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após decisão contrária da Suprema Corte. A tarifa foi elevada para 15% neste sábado, 21, em anúncio feito pelo presidente Trump num rede social. O Brasil começou a ser investigado pelos americanos no ano passado, em meio ao tarifaço de Trump que atingiu as exportações brasileiras com taxas de 50%. A investigação ocorre com base na Seção 301, que faz parte da Lei de Comércio de 1974, assinada pelo então presidente Gerald Ford.

Em 2025, os Estados Unidos comunicaram que a apuração abordaria “atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Entre as medidas que o governo americano considerou prejudiciais ao abrir o expediente, em 2025, estão a propriedade intelectual, existência de tarifas preferenciais para outros países, taxas mais altas para o etanol americano, desmatamento ilegal e até mesmo o Pix. Neste sábado (21), Trump disse que aumentará as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15% com efeito imediato, mesmo após o revés imposto pela Suprema Corte. O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a decisão e sobre a menção da Seção 301 no comunicado.

Estadão Conteúdo

ANTT autoriza reajuste em tarifa do semiurbano entre Petrolina e Juazeiro

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou reajuste de 2,546% em tarifa do semiurbano entre Petrolina e Juazeiro. Medida vale para serviços interestaduais operados sob autorização especial e passa a vigorar a partir da zero hora do dia 22 de fevereiro. A atualização desse coeficiente segue os critérios estabelecidos pela Resolução ANTT nº 2.130/2007, que disciplina a estrutura de formação de preços nesse tipo de operação.

Muitas foram as reclamações de usuários do serviço de transporte urbano das duas cidades , principalmente porque a empresa suspendeu o funcionamento do serviço.  E já se soma um mês em que a população que depende do transporte coletivo interestadual entre Juazeiro e Petrolina aguenta os transtornos provocados pela suspensão da linha. O serviço foi interrompido no último dia 19 de janeiro após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identificar a operação irregular pela empresa Atlântico Transporte. De lá para cá quem precisou do transporte para se deslocar entre os dois municípios passou por muito sufoco.

Em publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19), a ANTT anunciou um reajuste de 2,54% no coeficiente tarifário dos serviços de transporte rodoviário semiurbano interestadual entre Juazeiro e Petrolina. Com o reajuste, o coeficiente tarifário passa a ser fixado em R$ 0,15 por passageiro x quilômetro (tipo único). A ANTT destaca ainda que a atualização desse coeficiente segue os critérios estabelecidos pela Resolução da agência nº 2.130/2007, que disciplina a estrutura de formação de preços nesse tipo de operação.

Em dezembro do ano passado, após um acordo entre as empresas Joafra Transportes e Atlântico Transportes, houve um aumento na tarifa que passou a custar R$ 5,00. Antes, o valor era de R$ 3,90.

Aneel mantém bandeira tarifária verde para fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será ecessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a Aneel. Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.

Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido. Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

Diario de Pernambuco

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas

A China sinalizou neste domingo, 12, que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% ao país e pediu aos Estados Unidos que resolvam as diferenças por meio de negociações, e não de ameaças. “A posição da China é consistente”, disse o Ministério do Comércio em comunicado. “Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma.”

Foi o primeiro comentário oficial da China sobre a ameaça de Trump de elevar o imposto sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às novas restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, que são vitais para uma ampla gama de produtos de consumo e militares. A troca de acusações ameaça atrapalhar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e acabar com a trégua de uma guerra comercial que, em abril, chegou a ter tarifas acima de 100% dos dois lados.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou os impostos sobre as importações de muitos parceiros comerciais dos EUA, buscando obter concessões. A China tem sido um dos poucos países que não recuaram, contando com sua influência econômica. “Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China”, disse o Ministério do Comércio em sua publicação, que foi apresentada como uma série de respostas de um porta-voz não identificado a quatro perguntas de veículos de comunicação. A declaração pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo.

“Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, afirmou a publicação. Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles de exportação sobre o que chamou de “software crítico”, sem especificar o que isso significa. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições comerciais. Trump disse em uma postagem nas redes sociais que a China está “se tornando muito hostil” e que estaria mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras.

O Ministério do Comércio chinês disse que os EUA introduziram várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação dos EUA. Sobre as terras raras, o ministério disse que as licenças de exportação seriam concedidas para usos civis legítimos, destacando que os minerais também têm aplicações militares. As novas regras incluem a exigência de que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo chinês para exportar itens que contenham terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados.

A China responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e controla cerca de 90% de seu processamento global. O acesso ao material é um dos principais pontos de disputa nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os minerais críticos estão presentes em diversos produtos, desde motores a jato, sistemas de radar e veículos elétricos até eletrônicos de consumo, como laptops e telefones. As restrições chinesas de exportação têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões.O comunicado do Ministério do Comércio afirmou que os EUA também estão ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entram em vigor nesta terça-feira. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que iria impor taxas portuárias aos navios americanos.

Estadão Conteúdo

Tribunal de apelação dos EUA considera tarifas globais de Trump ilegais

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos determinou nesta sexta-feira (29) que grande parte das tarifas impostas por Donald Trump é ilegal, confirmando uma decisão de um tribunal inferior e enfraquecendo a ofensiva protecionista do presidente, que prometeu recorrer à Suprema Corte. O caso se refere às tarifas globais, ou seja, aquelas que não afetam setores específicos, como o automotivo, aço, alumínio ou cobre. A decisão, adotada por uma maioria de 7 a 4, permite que as tarifas gerais permaneçam em vigor até meados de outubro.

Mas a medida representa um revés para o presidente, que desde que voltou à Casa Branca em janeiro impôs novas cobranças sobre os produtos que entram nos Estados Unidos, variando entre 10% e 50%, dependendo da situação e do país. Também abre a porta para dúvidas sobre os acordos que Trump alcançou com importantes parceiros comerciais como a União Europeia. Igualmente, levanta a questão do que aconteceria com os bilhões de dólares arrecadados pelos Estados Unidos desde que as tarifas foram implementadas se a Suprema Corte não as apoiar.

O tribunal emitiu a decisão “incorretamente”, “mas sabe que os Estados Unidos da América vencerão no final”, comentou Trump em sua plataforma Truth Social, acrescentando que lutará para manter as tarifas alfandegárias.  “TODAS AS TARIFAS CONTINUAM EM VIGOR!”, declarou. “Agora, com a ajuda da Suprema Corte dos Estados Unidos, as usaremos a serviço do nosso país”.

“Catástrofe” – Trump invocou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) para impor tarifas “recíprocas” a quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, com um mínimo de 10% e taxas mais altas para dezenas de economias.

Além disso, amparou-se em regulamentos semelhantes para impor tarifas separadas que afetam o México, o Canadá e a China, como penalidade pelo fluxo de drogas para os Estados Unidos. A decisão desta sexta-feira confirma a posição de um tribunal inferior. De acordo com o texto da resolução, “a lei concede ao presidente amplos poderes para tomar diversas medidas em resposta a uma emergência nacional declarada, mas nenhuma dessas ações inclui explicitamente a faculdade de impor tarifas e outros impostos”.

A execução da sentença foi suspensa até 14 de outubro para dar tempo a qualquer recurso apresentado à Suprema Corte. Durante esse período, as tarifas em disputa seguem em vigor.

AFP

 

Trump ameaça com tarifa de 200% se China não fornecer ímãs aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças à China, nesta segunda-feira (25), após semanas de calmaria na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo. O líder norte-americano ameaçou os chineses com uma taxação de até 200% caso o país asiático não forneça ímãs aos EUA.

O ímã é uma peça de aço magnetizado que tem a propriedade de atrair o ferro e algumas outras substâncias. “[Se a China não fornecer ímãs] Teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo parecido”, afirmou Trump, sem dar maiores detalhes.

Diario de Pernambuco

Trump amplia tarifas sobre aço e alumínio e mais de 400 itens derivados

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos ampliou, nesta terça-feira (19), as tarifas comerciais para o aço e o alumínio, incluindo mais 400 itens derivados desses produtos que estarão sujeitos à taxa de 50%. De acordo com o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Feldmann, por se tratar de uma medida geral o impacto não será direto para o Brasil. Contudo, isso pode fazer com que empresas brasileiras desses setores migrem para os EUA, gerando desemprego no país.

Feldmann explica que as empresas americanas produtoras de aço e de alumínio serão as grandes beneficiadas pela medida adotada pelo presidente norte-americano. “O que Trump está fazendo agora é uma reserva de mercado para as empresas americanas. As empresas que estão nos EUA não vão pagar essa tarifa. Porém, o lado ruim é que algumas empresas brasileiras dessas áreas vão migrar para os Estados Unidos para abrir fábricas lá. Nós vamos perder as empresas e os empregos”, destaca o economista.

O professor reforça ainda que algumas das empresas brasileiras mais fortes no setor do aço, como a Gerdau, por exemplo, já atua nos Estados Unidos. Segundo ele, outra empresa brasileira que não será afetada é a Embraer, já que possui fábricas nos EUA e poderá comprar o aço produzido nos EUA.

A nova lista confirmada nesta terça pela decisão norte-americana foi publicada pela agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras na última sexta-feira (15). Entre os principais derivados de aço e alumínio, incluídos na medida, estão vagões de trens, turbinas eólicas e suas peças e componentes; tratores, móveis, compressores e bombas, partes automotivas, ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres e químicos especiais, além de inseticidas. Com a medida, os importadores desses produtos terão que pagar uma tarifa de 50%. Ainda não se sabe se as tarifas serão acumuladas sobre as taxas que já estão aplicadas para cada país.

Brasil na mira de Trump

O economista destaca também que o Brasil continua na mira das barreiras tarifárias do presidente norte-americano e isso significa que novas estratégias comerciais podem surgir no futuro. “Quem pensou que o Trump ia parar naquele primeiro pacote, está muito enganado. Vai vir muita coisa ainda porque ele está furioso com o Brasil. Na hora que o Supremo Tribunal Federal condenar Bolsonaro, qual não será o pacote que virá contra nós?”, aponta Feldmann. Para ele, é necessário que o país se prepare urgentemente com uma nova política econômica.

Diario de Pernambuco

Planalto encomenda pesquisas sobre tarifaço de Trump

Integrantes do Palácio do Planalto solicitaram pesquisas para medir como a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos do Brasil está sendo recebida pela opinião pública. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, o objetivo central do levantamento é entender os efeitos políticos do episódio, com atenção especial para a percepção da população sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das linhas adotadas pelo governo federal é transformar a taxação em um tema político, responsabilizando Bolsonaro e seus aliados pela tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Na noite de quarta-feira, 9, ministros com atuação direta no núcleo político do governo, como Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), usaram as redes sociais para reforçar esse posicionamento.

Ambos destacaram a diferença entre os projetos políticos dos dois líderes: enquanto Lula “luta para taxar os super-ricos”, Bolsonaro, segundo eles, “quer taxar o Brasil”.

A Tarde

 

Trump anuncia aumento de tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (30), que aumentará as tarifas sobre o aço e o alumínio de 25% para 50% a partir de quarta-feira, 4 de junho.

“Nossos setores de aço e alumínio estão se recuperando como nunca antes. Essa será mais uma GRANDE sacudida de ótimas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores”, escreveu ele na Truth Social.

Durante discurso na fábrica da US Steel na noite desta sexta-feira, o republicano havia mencionado apenas tarifas de 50% para o aço.

Estadão Coteúdo

Trump ignora colapso de bolsas e persiste na defesa de tarifas

Negociações para aliviar as tarifas anunciadas por Donald Trump ocorrem nos bastidores, mas o presidente dos Estados Unidos ignora o colapso das bolsas e acusa a China de ter entrado em pânico. O governo americano alertou seus parceiros comerciais para não responderem às tarifas, para não correrem o risco de sofrer taxas adicionais sobre suas exportações. “A China se equivocou, entrou em pânico. A única coisa que não podiam se permitir fazer”, escreveu Trump em letras maiúsculas em sua rede Truth Social ante de ir ao seu clube de golfe na Flórida.

Pequim anunciou na sexta-feira (04) que vai impor tarifas aduaneiras adicionais de 34% aos produtos americanos a partir de 10 de abril. Também anunciou controles de exportação de terras raras, incluindo o gadolínio, utilizado para a ressonância magnética, e o ítrio, usado na eletrônica.  A resposta da China aumentou os prejuízos nos mercados financeiros, já sacudidos pela último anúncio de tarifas americanas, que se traduziu em +10% para a maioria dos produtos a partir de sábado, 34% para a China e 20% para a União Europeia (UE) a partir da semana que vem.

Muitas tarifas são cumulativas. Antes de quarta-feira, Trump já havia imposto taxas de 25% sobre o aço e o alumínio e na quinta entraram em vigor outras de 25% sobre automóveis e seus componentes importados para os Estados Unidos. Com exceções para o México e Canadá por serem parceiros do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC).

Enriquecer

Wall Street fechou em queda de 6%. Investidores abandonam as empresas muito dependentes das importações da Ásia, como, por exemplo, a indústria têxtil. O mesmo desastre se deu nos fechamentos na Europa (Paris caiu 4,3%, e Frankfurt e Londres, 5%) e na Ásia (em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 2,75%, e o Topix, 3,37%). As bolsas chinesas não abriram, devido a um feriado.

Os preços do petróleo continuam em queda livre, de mais de 7%. O cobre vai pelo mesmo caminho. Mas Trump se manteve inabalável diante dos efeitos de sua ofensiva comercial. “Para os muitos investidores que vêm aos Estados Unidos e investem enormes quantias, minhas políticas nunca mudarão. Esse é um grande momento para enriquecer. Ficar mais rico do que nunca!!!”, publicou em letras maiúsculas, na Truth Social. “Apenas os fracos vão fracassar!”, clamou Trump em outra publicação. Em mensagem posterior, afirmou: “As grandes empresas não estão preocupadas com as tarifas, porque sabem que estão aqui para ficar.”

‘Muito cedo’

Vários países tentam reduzir os efeitos com negociações bilaterais, como o Vietnã, um dos mais afetados.  O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, reuniu-se nesta sexta-feira com seus pares americanos e informou que a UE está “comprometida com negociações sérias” e “disposta a defender seus interesses”.  Os vietnamitas também tentaram a sorte. “O Vietnã quer reduzir suas tarifas aduaneiras a zero se conseguir chegar a um acordo com os Estados Unidos”, informou Trump após uma conversa por telefone com o mandatário vietnamita, To Lam. Foi uma “discussão muito produtiva”, acrescentou.

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central) , Jerome Powell, alertou que as tarifas de Trump “provavelmente aumentarão a inflação” e  podem aumentar o desemprego e desacelerar o crescimento dos Estados Unidos.    Mas o presidente se mostrou relutante e disse que este é “o momento perfeito” para baixar as taxas de juros nos Estados Unidos. É “muito cedo” para ajustar a política monetária, respondeu Powell. Segundo a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, sigla em inglês), Rebeca Grynspan, o aumento das tarifas aduaneiras “atingirá mais duramente os vulneráveis e os pobres”.

AFP

Trump diz que não vai ceder sobre tarifas que afetam o Brasil

Donald Trump afirmou que não cederá no que diz respeito às últimas tarifas aplicadas por seu governo, incluído a taxação sobre aço e alumínio que afetam o Brasil. A declaração do presidente dos Estados Unidos aconteceu nesta quinta-feira (13), na Casa Branca.

“Não vou ceder nem um pouco”, declarou o líder norte-americano quando questionado sobre sua guerra tarifária. Para Trump, os EUA foram “enganados durante anos”, cenário que ele busca reverter por meio da imposição de taxas. Além disso, o presidente norte-americano também afirmou que não vai mudar de ideia sobre a aplicação de tarifas recíprocas contra países que taxam os EUA. Elas estão previstas para entrar em vigor no próximo dia 2 de abril, de acordo com a Casa Branca.

Diario de Pernambuco

Tarifas de Trump sobre aço e alumínio entram em vigor

As tarifas de 25% sobre as importações dos Estados Unidos de aço e alumínio entraram em vigor nesta quarta-feira (12). Em um comunicado, o porta-voz da Casa Branca afirmou que a decisão anunciada por Donald Trump no início de fevereiro vale para “o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais”.

“De acordo com suas ordens executivas anteriores, uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio, sem exceções ou isenções, entrará em vigor para o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais à meia-noite de 12 de março”, disse Kush Desai.

A medida afeta diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores do material para os norte-americanos. A medida vai atingir importações de metal de todos os países, incluindo antigos aliados e importantes exportadores de aço e alumínio para os EUA, como é o caso brasileiro.

De acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA, o Brasil é atualmente o terceiro maior fornecedor de aço para os norte-americanos, atrás apenas de Canadá e México.

A Tarde

EUA e China estão à beira de uma guerra comercial à medida que se aproxima o prazo final das tarifas

A China e os EUA correm o risco de reacender uma guerra comercial em grande escala, a menos que as duas maiores economias consigam resolver a disputa antes que as tarifas chinesas sobre US$ 14 bilhões em exportações americanas entrem em vigor na segunda-feira, disseram analistas ao Financial Times.

Semana passada, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 10% sobre produtos chineses para pressionar Pequim a tomar mais medidas contra exportações relacionadas ao fentanil para os EUA e o México, ameaçando impor tarifas ainda maiores caso a China retaliasse.

Quando as tarifas dos EUA entraram em vigor três dias depois, Pequim respondeu imediatamente, anunciando tarifas adicionais de 10% a 15% sobre exportações de energia e equipamentos agrícolas dos EUA. As tarifas chinesas estão previstas para entrar em vigor na segunda-feira.

“Isso pode ser apenas o começo desta fase da guerra comercial”, disse ao FT Zhang Yanshen, especialista do Centro Chinês de Intercâmbios Econômicos Internacionais. “Isso pode se tornar uma situação muito, muito ruim”.
Segundo o FT, alguns analistas esperavam que os EUA e a China realizassem negociações para evitar hostilidades comerciais graves.

Inicialmente, Trump disse que esperava conversar com o presidente Xi Jinping, mas, após a retaliação chinesa, afirmou que não tinha pressa e que as tarifas eram um “tiro de abertura”, com medidas “muito substanciais” ainda por vir.

Quando questionado se a equipe de Trump estava lidando com a China da mesma forma que fez com o Canadá e o México — que enfrentaram tarifas mais altas antes de receberem uma trégua de um mês —, um funcionário da Casa Branca disse que os EUA estavam “em contato constante com nossos colegas, tanto em Pequim quanto aqui em Washington”.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou ao FT que não houve “nenhum novo desenvolvimento” desde que a China anunciou suas tarifas retaliatórias.

Especialistas em Pequim disseram que a tática de choque de Trump, destinada a pressionar Xi a fechar um acordo rapidamente, pode ter saído pela culatra. O presidente dos EUA deu apenas dois dias entre o anúncio e a implementação das tarifas — um prazo que provavelmente foi inaceitável para Xi.

“A China não quer um acordo como esse”, disse ao jornal o pesquisador do Institute of American Studies, (IAS) afiliado ao governo chinês, Ma Wei,. “É preciso ter conversas e acordos iguais, e não um acordo em que primeiro você me impõe uma tarifa alta e depois diz que temos que fazer um acordo.” Ma disse que as táticas dos Estados Unidos têm ecos de um ditado chinês “cheng xia zhi meng” – lidar com seu inimigo sob coação quando ele está nos portões de seu castelo.

No entanto, analistas observaram que o alcance limitado da retaliação da China — que incluiu investigações antitruste contra o Google e a Nvidia, mas afetou uma gama mais restrita de bens em comparação com as tarifas dos EUA — sugeria espaço para negociações.

Autoridades da administração Trump enfatizaram que o presidente dos EUA queria que a China contivesse o fluxo de fentanil, um opioide mortal que se tornou a principal causa de morte de americanos com idades entre 18 e 45 anos. Mas especialistas em Pequim disseram que as negociações podem ter sido interrompidas porque Trump estava exigindo cooperação em outras frentes, como pressionar a Rússia sobre sua invasão da Ucrânia ou ceder a propriedade da plataforma de vídeos curtos TikTok a um comprador americano.

“O fentanil é uma questão que pode ser facilmente resolvida — a China já tem cooperado com os Estados Unidos sobre isso”, disse John Gong, professor da Universidade de Negócios e Economia Internacional ao jornal. “Então, provavelmente, Trump quer algo mais que eles não podem discutir publicamente.”
Trump disse na sexta-feira que revelaria “tarifas recíprocas” sobre os países na próxima semana, mas não forneceu informações sobre quais nações seriam visadas.

A Casa Branca também suspendeu temporariamente as chamadas isenções de minimis sobre as tarifas para remessas de baixo custo da China, o que proporcionou uma vantagem para empresas como a Shein e a Temu. Wendy Cutler, especialista em comércio e vice-presidente do Asia Society Policy Institute, disse ao FT que, ao contrário do Canadá e do México, a China jogaria um jogo mais longo.

Segundo ele, Pequim provavelmente adotará uma abordagem do tipo “esperar para ver” antes de considerar o engajamento, “inclusive para ter mais certeza se será ainda mais impactada por tarifas adicionais recíprocas, setoriais ou universais”.

Especialistas chineses afirmaram que seria difícil para Pequim chegar a uma “grande barganha” em um prazo curto, especialmente em assuntos espinhosos, como a guerra na Ucrânia, na qual os EUA acusaram a China de ajudar a Rússia. Em recente fórum da Universidade da Califórnia em San Diego e do Conselho de Relações Exteriores sobre a China, especialistas disseram que Pequim estava mais preocupada com os controles de exportação de tecnologia dos EUA do que com as tarifas.

“Mas alguns economistas acreditam que a totalidade da força das tarifas ameaçadas por Trump — como a tarifa de 60% sugerida durante a campanha presidencial — teria um grande impacto na economia da China.
No entanto, alguns economistas disseram ao FT acreditar que a força total das tarifas ameaçadas por Trump – como a taxa de 60% sugerida durante a campanha presidencial – teria um grande impacto na economia da China.

Hui Shan, economista-chefe na China do Goldman Sachs, estimou que cada aumento de 20 pontos percentuais nas tarifas dos EUA reduziria o crescimento do PIB da China em 0,7 ponto percentual.” Pequim poderia compensar parte desse golpe com a depreciação da moeda, pacotes de estímulo ao consumidor e outras medidas, mas ainda assim provavelmente absorveria um impacto de cerca de 0,2 ponto percentual no crescimento do PIB, disse ela.

Agência O Globo

Outubro terá bandeira tarifária mais cara do sistema nas contas de luz

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira vermelha patamar 2, a mais cara do sistema, para o mês de outubro. Ou seja, haverá cobrança extra de R$ 7,877 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh).

A baixa previsão de chuva para os reservatórios das hidrelétricas e a elevação do preço do mercado de energia elétrica foram os fatores determinantes para que a Aneel precisasse acionar a bandeira vermelha patamar 2 em outubro.

A Agência chegou a anunciar que o mês de setembro já contaria com a cobrança extra, mas corrigiu a informação dias depois, reduzindo para o patamar 1.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias, a depender de fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, e o acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.

Agencia Brasil

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