Pernambuco tem sete municípios com chuva superior a 100 mm nas últimas 24 horas, segundo Apac

Pelo menos sete cidades de Pernambuco registraram acumulados de chuva acima de 100 milímetros nas últimas 24 horas, segundo informações divulgadas pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), na manhã deste sábado (2). Os maiores volumes foram registrados em Cabo de Santo Agostinho, Recife, Moreno, Glória do Goitá, Ipojuca e Camaragibe. Outros municipios apresentaram volumes próximos, como Chã de Alegria, Jaboatão dos Guararapes e Olinda.

Veja a lista dos locais com maior acumulado de chuva nas últimas 24h: 

Cabo de Santo Agostinho | 122,46 mm ([APAC] Torrinha); Cabo de Santo Agostinho | 122,2 mm ([CEMADEN] Enseada dos Corais); Recife | 117,43 mm ([CEMADEN] Pina); Moreno | 116,19 mm ([APAC] [ETA Compesa]); Moreno | 114,77 mm ([APAC] Bonança); Cabo de Santo Agostinho | 114,31 mm ([APAC] Charneca); Glória do Goitá | 114,2 mm ([APAC] Nissan Miojo); Recife | 112,1 mm ([CEMADEN] San Martin); Recife | 110,8 mm ([CEMADEN] Areias); Ipojuca | 105,65 mm ([APAC] Núcleo Maranhão); Recife | 103,78 mm ([CEMADEN] Alto Mandu); Recife | 102,31 mm ([APAC] UPA Nova Descoberta); Ipojuca | 101,92 mm ([APAC] IFPE); Camaragibe | 100,47 mm ([APAC] Jardim Primavera); Chã de Alegria | 99,8 mm ([APAC] [ETA Compesa]); Jaboatão dos Guararapes | 98,51 mm ([CEMADEN] Piedade); Olinda | 97,63 mm ([APAC] Ouro Preto); Recife | 97,1 mm ([CEMADEN] Campina do Barreto);

Informações da Defesa Civil notificam quatro mortos, cinco feridos, 1.096 desabrigados e 1.094 desalojados graças às fortes chuvas de sexta.

Previsão – Segundo a Apac, a previsão para este sábado (2) é que a chuva continue em todas as regiões do estado, principalmente pela manhã. À tarde, espera-se que o volume de água diminua até que se reduza à chuvas rápidas e isoladas à noite.

Diario de Pernambuco

Governo Trump mantém investigação contra Brasil e China e ameaça com novas tarifas

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que continuar investigando o Brasil e a China com base na Seção 301, ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Em comunicado emitido na sexta-feira (20), após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais de longo alcance impostas por Trump, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a administração Trump vai continuar as investigações em curso com base na Seção 301, incluindo aquelas que envolvem o Brasil e a China. “Se estas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que uma resposta ágil é justificada, tarifas são uma ferramenta que poderá ser imposta”, diz o comunicado.

Foi nesse mesmo comunicado que o governo americano reforçou uma sobretaxa temporária de 10% sobre artigos importados para os Estados Unidos de todos os países, nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após decisão contrária da Suprema Corte. A tarifa foi elevada para 15% neste sábado, 21, em anúncio feito pelo presidente Trump num rede social. O Brasil começou a ser investigado pelos americanos no ano passado, em meio ao tarifaço de Trump que atingiu as exportações brasileiras com taxas de 50%. A investigação ocorre com base na Seção 301, que faz parte da Lei de Comércio de 1974, assinada pelo então presidente Gerald Ford.

Em 2025, os Estados Unidos comunicaram que a apuração abordaria “atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Entre as medidas que o governo americano considerou prejudiciais ao abrir o expediente, em 2025, estão a propriedade intelectual, existência de tarifas preferenciais para outros países, taxas mais altas para o etanol americano, desmatamento ilegal e até mesmo o Pix. Neste sábado (21), Trump disse que aumentará as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15% com efeito imediato, mesmo após o revés imposto pela Suprema Corte. O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a decisão e sobre a menção da Seção 301 no comunicado.

Estadão Conteúdo

Petrolina registra forte chuva; veja a previsão para este sábado (6) e contatos de emergência

A forte chuva que atingiu Petrolina, na noite desta sexta-feira (5), registrou 59,8 mm de chuva em alguns pontos da cidade, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). O volume de água causou alagamentos, congestionamentos e transtornos para moradores em diversos bairros da cidade.

Imagens veiculadas nas redes sociais registraram pontos de alagamento em bairros como o Centro e Vila Eduardo, São José e em vias importantes como as avenidas dos Tropeiros e Sete de Setembro, dificultando o retorno de moradores para casa. No Loteamento Park Massangano, houve relatos de pessoas que ficaram ilhadas e de carros que trafegavam com dificuldade.

A Avenida das Nações, próxima à rodoviária, também ficou completamente alagada. O trânsito ficou congestionado em pontos de grande circulação, como o Viaduto do Barranqueiro e a Orla. Os transtornos também atingiram estabelecimentos comerciais. No shopping da cidade, parte do forro de gesso de uma loja cedeu. Já no bairro Vila Eduardo, uma academia foi evacuada por precaução assim que a chuva começou.

Para este sábado (6), a APAC prevê tempo parcialmente nublado com possibilidade de chuva rápida e de intensidade fraca durante a tarde e à noite. As temperaturas devem variar entre a mínima de 23°C e a máxima de 34°C. A Prefeitura de Petrolina orienta a população a permanecer em locais seguros e evitar áreas de risco.

Em caso de emergência, a população pode acionar os seguintes serviços:
Defesa Civil: (87) 98134-1838
SAMU: (87) 98843- 0931
AMMPLA: (87) 99606-7339
Guarda Civil: 3983-7150 ou 153
Mais Luz: 0800 608 1022
Neoenergia: 116

G1 Petrolina

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas

A China sinalizou neste domingo, 12, que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% ao país e pediu aos Estados Unidos que resolvam as diferenças por meio de negociações, e não de ameaças. “A posição da China é consistente”, disse o Ministério do Comércio em comunicado. “Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma.”

Foi o primeiro comentário oficial da China sobre a ameaça de Trump de elevar o imposto sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às novas restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, que são vitais para uma ampla gama de produtos de consumo e militares. A troca de acusações ameaça atrapalhar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e acabar com a trégua de uma guerra comercial que, em abril, chegou a ter tarifas acima de 100% dos dois lados.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou os impostos sobre as importações de muitos parceiros comerciais dos EUA, buscando obter concessões. A China tem sido um dos poucos países que não recuaram, contando com sua influência econômica. “Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China”, disse o Ministério do Comércio em sua publicação, que foi apresentada como uma série de respostas de um porta-voz não identificado a quatro perguntas de veículos de comunicação. A declaração pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo.

“Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, afirmou a publicação. Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles de exportação sobre o que chamou de “software crítico”, sem especificar o que isso significa. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições comerciais. Trump disse em uma postagem nas redes sociais que a China está “se tornando muito hostil” e que estaria mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras.

O Ministério do Comércio chinês disse que os EUA introduziram várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação dos EUA. Sobre as terras raras, o ministério disse que as licenças de exportação seriam concedidas para usos civis legítimos, destacando que os minerais também têm aplicações militares. As novas regras incluem a exigência de que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo chinês para exportar itens que contenham terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados.

A China responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e controla cerca de 90% de seu processamento global. O acesso ao material é um dos principais pontos de disputa nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os minerais críticos estão presentes em diversos produtos, desde motores a jato, sistemas de radar e veículos elétricos até eletrônicos de consumo, como laptops e telefones. As restrições chinesas de exportação têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões.O comunicado do Ministério do Comércio afirmou que os EUA também estão ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entram em vigor nesta terça-feira. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que iria impor taxas portuárias aos navios americanos.

Estadão Conteúdo

Brasil e China terão nova rota marítima comercial

Brasil e China terão, a partir deste sábado (30) uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagem dos produtos brasileiros até o país asiático.

“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong-Hong Kong-Macau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai – um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do comércio entre os dois países.

De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro Oeste brasileiro. “As vantagens são gigantes. Na comparação com o porto de Santos, a saída de produtos do Centro-Oeste por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por tonelada. Isso, sem falar do além do tempo de viagem, que diminui”, acrescentou.

A vantagem, segundo Góes, agregará muito no trabalho, no lucro e na recompensa do produtor. Seja ele da Amazônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país. “Daí para frente, vai da nossa capacidade. Da capacidade da Região Amazônica de articular produtos de interesse da China”, completou.

O ministro ressaltou que as cooperações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, tem muito por crescer economicamente.“Vai demorar, mas a melhor estratégia para Amazônia é se industrializar. É agregava valor, beneficiar os produtos da Amazônia para agregar valor, gerar emprego e renda. Isso para o açaí, o cacau, o café, a castanha, a madeira, o pescado, a piscicultura e demais atividades, como os fármacos. Temos um potencial grande nos fármacos porque a Amazônia só faz fornecer matéria-prima”, argumentou.

Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. “Para você ter uma ideia, o café, que já entra muito forte na China, tem um consumo per capita de um café por mês. Imagina se dobrarmos isso, e passar a ser de dois cafés por mês. Isso vale para o café, para a soja e para o agro de modo geral. Eles têm muito interesse por mel, açaí, chocolate, Cacau”, detalhou ao ressaltar que produtos da biodiversidade têm uma abertura muito grande na China.

Agência Brasil

Trump ameaça com tarifa de 200% se China não fornecer ímãs aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças à China, nesta segunda-feira (25), após semanas de calmaria na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo. O líder norte-americano ameaçou os chineses com uma taxação de até 200% caso o país asiático não forneça ímãs aos EUA.

O ímã é uma peça de aço magnetizado que tem a propriedade de atrair o ferro e algumas outras substâncias. “[Se a China não fornecer ímãs] Teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo parecido”, afirmou Trump, sem dar maiores detalhes.

Diario de Pernambuco

China veta importação de todos os produtos derivados de aves do Brasil

A China proibiu todas as importações de aves e produtos relacionados do Brasil devido ao surto de gripe aviária no país. Segundo agências internacionais, a Administração Geral de Alfândegas chinesa informou o veto em um aviso em seu site na última quinta-feira (29/5).

O banimento ocorre duas semanas após a identificação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, que motivou a China, a União Europeia (UE) e outros países a suspenderem os pedidos de importação das granjas avícolas do país por 60 dias.Além do país asiático e da UE, México, Canadá e África do Sul estão entre os países que fizeram a suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil. Emirados Árabes Unidos e Japão limitaram a suspensão limitada ao município de Montenegro (RS).

Diario de Pernambuco

Presidente Lula embarca para viagens à Rússia e à China

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma a agenda de viagens internacional essa semana. O primeiro compromisso será em Moscou, na Rússia. A convite do presidente Vladimir Putin, Lula participará das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na segunda guerra mundial.

É o feriado mais importante da Rússia, que ocorre no dia 9 de maio, com um grandioso desfile cívico-militar em Moscou. Ambos os presidentes também manterão reunião bilateral durante a visita, entre 8 e 10 de maio. Na sequência, Lula segue para China, onde cumprirá agendas nos dias 12 e 13 de maio. A visita de Lula ao país asiático ocorrerá no contexto da Cúpula entre China e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O encontro bilateral previsto entre Lula e Xi Jinping ocorrerá em meio ao acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do planeta. A imposição de tarifas mútuas, desencadeada por iniciativa do presidente norte-americano Donald Trump, vem causando sucessivas turbulências nos mercados de ações e alimenta o temor de uma recessão global.

A viagem à China será a segunda visita oficial de Lula neste terceiro mandato. A visita anterior ocorreu em abril de 2023, que foi retribuída por Xi Jinping em visita de Estado em novembro do ano passado, após a Cúpula do G20, sediada pelo Brasil. Além disso, eles haviam se encontrado outra vez em 2023 na Cúpula dos Brics, na África do Sul.

Agência Brasil

Abiec confirma suspensão de importação de carne de 3 empresas brasileiras pela China

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) confirmou a suspensão temporária de importação de carne bovina de três empresas brasileiras pela China. A medida, que passa a valer nesta segunda-feira (03), abrange uma unidade da JBS em Mozarlândia (Goiás), uma da Frisa em Nanuque (Minas Gerais) e uma da Bon Mart em Presidente Prudente (São Paulo).

Em nota, a Abiec informou que a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) realizou auditorias remotas em três estabelecimentos exportadores de carne bovina do Brasil, dois da Argentina, um do Uruguai e um da Mongólia, este último referente às carnes bovina e ovina. “Em todos os casos, foram identificadas não conformidades em relação aos requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros”, diz a entidade.

Com isso, o GACC determinou a suspensão temporária das importações destes estabelecimentos a partir de 3 de março de 2025. As empresas envolvidas já foram notificadas e estão adotando medidas corretivas para atender às exigências das autoridades chinesas, segundo a Abiec.

No pronunciamento, a associação destaca que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, assegurando o fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês.

A Abiec afirma ainda que, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), segue em diálogo com as autoridades competentes “para garantir a rápida resolução da questão”. A entidade encerra a nota dizendo que “o Brasil reafirma sua confiança na robustez do controle sanitário nacional, conduzido pelo Mapa, e segue trabalhando ativamente para solucionar os questionamentos apresentados com celeridade, garantindo a segurança e qualidade da carne bovina exportada”.Procurada, a JBS afirmou que, por ser um tema setorial, o assunto está sendo tratado pela Abiec.

Estadão

EUA e China estão à beira de uma guerra comercial à medida que se aproxima o prazo final das tarifas

A China e os EUA correm o risco de reacender uma guerra comercial em grande escala, a menos que as duas maiores economias consigam resolver a disputa antes que as tarifas chinesas sobre US$ 14 bilhões em exportações americanas entrem em vigor na segunda-feira, disseram analistas ao Financial Times.

Semana passada, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 10% sobre produtos chineses para pressionar Pequim a tomar mais medidas contra exportações relacionadas ao fentanil para os EUA e o México, ameaçando impor tarifas ainda maiores caso a China retaliasse.

Quando as tarifas dos EUA entraram em vigor três dias depois, Pequim respondeu imediatamente, anunciando tarifas adicionais de 10% a 15% sobre exportações de energia e equipamentos agrícolas dos EUA. As tarifas chinesas estão previstas para entrar em vigor na segunda-feira.

“Isso pode ser apenas o começo desta fase da guerra comercial”, disse ao FT Zhang Yanshen, especialista do Centro Chinês de Intercâmbios Econômicos Internacionais. “Isso pode se tornar uma situação muito, muito ruim”.
Segundo o FT, alguns analistas esperavam que os EUA e a China realizassem negociações para evitar hostilidades comerciais graves.

Inicialmente, Trump disse que esperava conversar com o presidente Xi Jinping, mas, após a retaliação chinesa, afirmou que não tinha pressa e que as tarifas eram um “tiro de abertura”, com medidas “muito substanciais” ainda por vir.

Quando questionado se a equipe de Trump estava lidando com a China da mesma forma que fez com o Canadá e o México — que enfrentaram tarifas mais altas antes de receberem uma trégua de um mês —, um funcionário da Casa Branca disse que os EUA estavam “em contato constante com nossos colegas, tanto em Pequim quanto aqui em Washington”.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou ao FT que não houve “nenhum novo desenvolvimento” desde que a China anunciou suas tarifas retaliatórias.

Especialistas em Pequim disseram que a tática de choque de Trump, destinada a pressionar Xi a fechar um acordo rapidamente, pode ter saído pela culatra. O presidente dos EUA deu apenas dois dias entre o anúncio e a implementação das tarifas — um prazo que provavelmente foi inaceitável para Xi.

“A China não quer um acordo como esse”, disse ao jornal o pesquisador do Institute of American Studies, (IAS) afiliado ao governo chinês, Ma Wei,. “É preciso ter conversas e acordos iguais, e não um acordo em que primeiro você me impõe uma tarifa alta e depois diz que temos que fazer um acordo.” Ma disse que as táticas dos Estados Unidos têm ecos de um ditado chinês “cheng xia zhi meng” – lidar com seu inimigo sob coação quando ele está nos portões de seu castelo.

No entanto, analistas observaram que o alcance limitado da retaliação da China — que incluiu investigações antitruste contra o Google e a Nvidia, mas afetou uma gama mais restrita de bens em comparação com as tarifas dos EUA — sugeria espaço para negociações.

Autoridades da administração Trump enfatizaram que o presidente dos EUA queria que a China contivesse o fluxo de fentanil, um opioide mortal que se tornou a principal causa de morte de americanos com idades entre 18 e 45 anos. Mas especialistas em Pequim disseram que as negociações podem ter sido interrompidas porque Trump estava exigindo cooperação em outras frentes, como pressionar a Rússia sobre sua invasão da Ucrânia ou ceder a propriedade da plataforma de vídeos curtos TikTok a um comprador americano.

“O fentanil é uma questão que pode ser facilmente resolvida — a China já tem cooperado com os Estados Unidos sobre isso”, disse John Gong, professor da Universidade de Negócios e Economia Internacional ao jornal. “Então, provavelmente, Trump quer algo mais que eles não podem discutir publicamente.”
Trump disse na sexta-feira que revelaria “tarifas recíprocas” sobre os países na próxima semana, mas não forneceu informações sobre quais nações seriam visadas.

A Casa Branca também suspendeu temporariamente as chamadas isenções de minimis sobre as tarifas para remessas de baixo custo da China, o que proporcionou uma vantagem para empresas como a Shein e a Temu. Wendy Cutler, especialista em comércio e vice-presidente do Asia Society Policy Institute, disse ao FT que, ao contrário do Canadá e do México, a China jogaria um jogo mais longo.

Segundo ele, Pequim provavelmente adotará uma abordagem do tipo “esperar para ver” antes de considerar o engajamento, “inclusive para ter mais certeza se será ainda mais impactada por tarifas adicionais recíprocas, setoriais ou universais”.

Especialistas chineses afirmaram que seria difícil para Pequim chegar a uma “grande barganha” em um prazo curto, especialmente em assuntos espinhosos, como a guerra na Ucrânia, na qual os EUA acusaram a China de ajudar a Rússia. Em recente fórum da Universidade da Califórnia em San Diego e do Conselho de Relações Exteriores sobre a China, especialistas disseram que Pequim estava mais preocupada com os controles de exportação de tecnologia dos EUA do que com as tarifas.

“Mas alguns economistas acreditam que a totalidade da força das tarifas ameaçadas por Trump — como a tarifa de 60% sugerida durante a campanha presidencial — teria um grande impacto na economia da China.
No entanto, alguns economistas disseram ao FT acreditar que a força total das tarifas ameaçadas por Trump – como a taxa de 60% sugerida durante a campanha presidencial – teria um grande impacto na economia da China.

Hui Shan, economista-chefe na China do Goldman Sachs, estimou que cada aumento de 20 pontos percentuais nas tarifas dos EUA reduziria o crescimento do PIB da China em 0,7 ponto percentual.” Pequim poderia compensar parte desse golpe com a depreciação da moeda, pacotes de estímulo ao consumidor e outras medidas, mas ainda assim provavelmente absorveria um impacto de cerca de 0,2 ponto percentual no crescimento do PIB, disse ela.

Agência O Globo

China enfrenta aumento de casos de Metapneumovírus Humano durante o inverno

Cinco anos após a pandemia de Covid-19, a China está enfrentando um aumento nos casos de infecção pelo metapneumovírus humano (HMPV), especialmente nas províncias do norte e entre crianças menores de 14 anos.

O fenômeno ocorre em um momento de alta esperada para infecções respiratórias devido ao inverno rigoroso.

Em dezembro, o país implementou um sistema de monitoramento para pneumonia de origem desconhecida, que ajudou a identificar o aumento de casos de HMPV. Além desse vírus, o atual surto também inclui agentes como vírus da gripe A, Mycoplasma pneumoniae e coronavírus.

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Dilma recebe medalha de presidente chinês Xi Jinping

A ex-presidente Dilma Rousseff recebeu neste domingo (29) a Medalha da Amizade da China, maior honraria concedida pelo governo do país a um estrangeiro, por contribuições à modernização do país asiático, segunda maior economia do planeta, atrás dos Estados Unidos.

Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), vinculado ao grupo dos Brics, com sede em Xangai, desde 2023. A honraria foi assinada e concedida pelo presidente chinês Xi Jinping, por ocasião do 75º aniversário da fundação da República Popular da China.

“Eu me sinto muito honrosa e orgulhosa por receber a Medalha da Amizade de um país que tem uma história milenar e que hoje obteve realizações tão importantes”, disse a presidente do NBD, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

“Dificilmente em algum momento no passado um país conseguiu se transformar em 75 anos na segunda maior economia do mundo, no país que conseguiu elevar o nível educacional do seu povo para competir com os níveis dos países desenvolvidos, (no país) que lidera hoje em ciência e tecnologia e na aplicação de inovações em todos os campos e áreas, especificamente na indústria”, acrescentou a ex-presidente brasileira.

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial e uma importante origem de investimentos para o Brasil, que, por sua vez, é o maior parceiro comercial do país asiático na América Latina. Em agosto, Brasil e China celebraram o 50º aniversário das relações diplomáticas.

Agência Brasil

Greenpeace: China aumenta capacidade de produção de energia a partir do carvão

China aprovou no primeiro trimestre de 2023 um aumento de suas capacidades de produção de energia elétrica partir do carvão, em detrimento do objetivo de redução das emissões procedentes de combustíveis fósseis, lamentou nesta segunda-feira (24) a ONG Greenpeace.

A China é o maior emissor mundial de gases do efeito de estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas, o que significa que os compromissos do país nesta área são considerados essenciais para limitar o aumento das temperaturas mundiais.

No primeiro trimestre do ano, as autoridades chinesas aprovaram a construção de centrais de carvão, com capacidades de pelo menos 20,45 gigawatts (GW), segundo a organização ecológica Greenpeace.

O número representa mais que o dobro dos 8,63 GW registrados no mesmo período do ano passado. E mais que os 18,55 GW aprovados para todo o ano de 2021. O aumento provoca temores de que a China recue em seus objetivos climáticos: atingir o pico de emissões de carbono entre 2026 e 2030, para alcançar a neutralidade de carbono até 2060. No ano passado, a China produziu quase 60% de sua energia elétrica eletricidade a partir do carvão.

O aumento do número de centrais de carvão “pode provocar catástrofes climáticas”, lamentou Xie Wenwen, diretor do Greenpeace. Alguns novos projetos aprovados no primeiro trimestre de 2023 estão localizados em províncias que sofreram escassez de energia elétrica no ano passado em consequência das ondas de calor sem precedentes, que reduziram a produção de energia hidrelétrica, segundo o Greenpeace.

A ONG alerta para um círculo vicioso: o funcionamento das centrais a carvão, em particular para alimentar os aparelhos de ar condicionado no verão, produz mais emissões que, por sua vez, acelerarão as mudanças climáticas e produzirão ondas de seca.

AFP