Lula sobre tarifaço: “Os filhos de Bolsonaro são piores do que ele. São traidores”

Lula e Trump em encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ao comentar a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros. “Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores” afirmou. (VEJA O VÍDEO)

Lula afirmou que Flávio tentou negar apoio à nova taxação contra o Brasil, mas relembrou declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções e disse que outro filho – o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro – também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

Segundo o petista, as declarações evidenciam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o País. “Foi lá (pedir) para o Trump: ‘Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.’ Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro”, afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

LEIA MAIS

EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras como punição

Lula e Trump em encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert

Prazo legal para aplicação de medidas corretivas vai até 15 de julho de 2026, segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Órgão propôs imposição de tarifas a ‘todas as mercadorias’, porém, apresenta uma lista de itens isentos.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) determinou, nesta segunda-feira (1º), que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções (o documento tem 73 páginas listando os produtos isentos).

LEIA MAIS

“Ninguém respeita lambe-botas”, diz Lula sobre reunião com Trump

Presidente afirmou que não há temas vetados na relação bilateral e cobrou respeito mútuo entre as nações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta sexta-feira (8), os detalhes da reunião bilateral mantida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida na véspera na Casa Branca. Durante evento de renovação de contratos de energia elétrica, Lula enfatizou que a postura do Brasil no diálogo com Washington é de total abertura temática, desde que preservada a autonomia nacional.

LEIA MAIS

Reunião com Trump: Lula quer debater combate ao crime organizado

Reunião é vista pela diplomacia brasileira como passo para normalizar relações comerciais dos dois países; PIX e minerais críticos também devem ser discutidos durante encontro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos (EUA) para encontrar o presidente estadunidense, Donald Trump. A previsão é que o encontro aconteça na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira (7).

LEIA MAIS

Trump compartilha montagem que renomeia Estreito de Ormuz com seu próprio sobrenome

A publicação ocorre em meio ao prolongamento do bloqueio naval dos EUA na região; Teerã afirma que estratégia americana está “condenada ao fracasso”.

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou nova controvérsia diplomática ao republicar em suas redes sociais uma montagem do Estreito de Ormuz renomeado como “Estreito de Trump”. A imagem, que circulou nesta quinta-feira, mostra o mapa da via marítima estratégica ocupada por navios de guerra com a bandeira norte-americana, substituindo a nomenclatura geográfica oficial pelo nome do republicano.

LEIA MAIS

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

EUA sinalizam ao Banco Central ofensiva financeira contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos enviou um comunicado estratégico ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, detalhando a ofensiva que pretende lançar contra as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Em reunião técnica, autoridades de Washington sinalizaram que o Departamento de Estado caminha para classificar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A medida ocorre a despeito da resistência diplomática da administração Lula, que prefere tratar o tema sob a ótica da segurança pública tradicional.

LEIA MAIS

“Não estão lá por nós”, Trump questiona Otan por Estreito de Ormuz

\O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (27) sua decepção com os aliados da Otan por não enviarem apoio militar para garantir a segurança do Estreito de Ormuz durante a guerra no Oriente Médio.

“Eles não estiveram lá por nós”, disse Trump em um evento econômico em Miami. “Gastamos centenas de bilhões de dólares por ano na Otan, centenas, protegendo-os, e sempre estaríamos lá por eles, mas agora, por causa de suas ações, suponho que já não temos por que estarmos lá, não é?”

“Por que estaríamos lá para eles se eles não estão lá por nós? Eles não estiveram lá por nós”, insistiu Trump sobre seus aliados europeus, com os quais protagonizou fortes embates desde que retornou à Casa Branca em 2025.

AFP

Trump afirma que Irã está “totalmente derrotado” e busca acordo que ele rejeitaria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado (14), que o Irã, que está “totalmente derrotado” e quer fazer um acordo que o republicano não aceitaria. “A mídia de notícias falsas detesta noticiar o quão bem as Forças Armadas dos EUA se saíram contra o Irã, que está totalmente derrotado e quer um acordo – mas não um acordo que eu aceitaria! Agradeço a atenção dispensada a este assunto”, escreveu o republicano na Truth Social.

O conflito entre os EUA e o Irã está em curso há duas semanas. Neste sábado, inclusive, Trump disse que foram destruídas instalações militares em uma ilha vital para a rede petrolífera do Irã e alertou que a infraestrutura petrolífera iraniana poderá ser o próximo alvo caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Estadão Conteúdo

Trump desafia Suprema Corte e ameaça Irã em discurso recorde

Durante discurso proferido ao Congresso sobre o Estado da União na noite de terça-feira (24), no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a política anti-imigração do governo, voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã. Com mais de 1h47, o republicano fez a fala mais longa da história norte-americana.

O evento contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. O discurso do Estado da União dá a oportunidade ao presidente dos Estados Unidos de destacar os principais feitos do governo. Ele é feito em uma sessão conjunta do Congresso e é transmitido pela televisão em horário nobre.

Principais pontos do discurso:

Oriente Médio – Ao falar sobre a situação com o Irã, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano disse ainda que não pode deixar o país desenvolver uma arma nuclear própria.  “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou. Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.

Suprema Corte “decepcionante” – Sobre a insatisfação com a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço, Trump afirmou que foi por meio das tarifas que ele conseguiu resolver guerras. “Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou. O republicano reforçou ainda que a sentença da Corte, publicada há quatro dias, foi “muito infeliz” e garantiu que os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão interessados em “manter o acordo que já negociaram”.

Imigração – Em relação às políticas anti-imigração do governo, Trump disse que, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses. Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, afirmou. Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

A Tarde

Vaticano recusa convite para participar do Conselho da Paz de Trump

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou, nessa terça-feira (17), que a Santa Sé não participará do Conselho da Paz, a organização criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para combater conflitos internacionais. Parolin declarou que o Vaticano não integrará o órgão “devido à sua natureza particular”. A declaração foi dada à imprensa depois de o cardeal deixar uma reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

O secretário também saiu em defesa do papel da Organização das Nações Unidas (ONU) na resolução de conflitos. Segundo ele, o entendimento do Vaticano é de que cabe à ONU “gerir as situações de crise”. Em janeiro, ao confirmar que o Papa Leão XIV tinha recebido o convite de Trump, Parolin disse que o Vaticano avaliaria a proposta norte-americana. “O papa recebeu um convite, e estamos analisando o que fazer. Acredito que será algo que exigirá um pouco de tempo para reflexão antes de darmos uma resposta”, afirmou.

Segundo ele, a avaliação envolve tanto o escopo do novo órgão quanto implicações diplomáticas. O Conselho da Paz foi lançado oficialmente por Trump em janeiro. O presidente americano convidou dezenas de países, como o Brasil, a integrar o órgão. Ao menos 19 países endossaram a carta de criação do conselho, assinada pelo americano. Entre os governos que rejeitaram participar da organização, estão a Itália, França e Alemanha. O Brasil ainda não respondeu ao convite. A comunidade internacional avalia que a criação do conselho, que terá os EUA como presidente, é uma estratégia de Trump para esvaziar a atuação da ONU na mediação de crises.

Por meio do grupo, o americano tem dito que vai promover um plano de reconstrução e “estabilização” da Faixa de Gaza. Em uma rede social, Donald Trump afirmou que os membros do conselho devem investir cerca de US$ 5 bilhões nas ações em Gaza.

Metrópoles

Trump convida Lula para ‘Conselho de Paz’ para Faixa de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o “Conselho de Paz”, organismo internacional proposto pelo governo americano para discutir uma saída política para o conflito na Faixa de Gaza. A carta chegou para Lula na sexta-feira(16) via Embaixada brasileira em Washington. A informação foi noticiada pelo ICL Notícias e confirmada pela reportagem. Ainda não há informações se o presidente brasileiro aceitará o convite.

O anúncio da criação do conselho foi feito por Trump nesta quinta-feira (15), como um elemento chave da fase dois de um plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino. “É para mim uma grande honra anunciar que o Conselho de Paz foi formado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, e adicionou que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.

A Casa Branca anunciou ontem a composição do conselho executivo do organismo, que será presidido por Trump e contará com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o diretor-executivo da Apollo Global Management Marc Rowan e o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Robert Gabriel.

O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-alto funcionário das Nações Unidas, atuará como Alto Representante para Gaza. Os detalhes operacionais e o alcance efetivo da atuação do conselho ainda deverão ser definidos, segundo informou a Casa Branca. Trump também convidou a Argentina para integrar como membro fundador o “Conselho da Paz”. O convite foi confirmado pelo presidente argentino, Javier Milei, que divulgou no sábado (17), em suas redes sociais a carta enviada por Trump com o convite formal.

Na mensagem, Trump afirmou que a iniciativa baseia-se em um plano de 20 pontos para a região e prevê a criação de um novo organismo internacional com funções ampliadas. “No centro do plano está o Conselho da Paz, que será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição”, escreveu o presidente americano. Trump destacou que o grupo reunirá países dispostos a assumir a responsabilidade de construir uma “paz duradoura” e que cada integrante poderá designar um representante para participar das reuniões.

Milei agradeceu o convite e sinalizou convergência com a proposta americana. “É uma honra para nós fazer parte de uma organização criada para promover uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza”, escreveu o presidente argentino em publicação na rede social X. “A Argentina sempre estará ao lado das nações que combatem o terrorismo, defendem a vida, a propriedade e promovem a paz e a liberdade”, acrescentou.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também publicou em rede social sobre o convite. “Aceitamos com orgulho a responsabilidade de trabalhar ao lado dos Estados Unidos por uma paz duradoura para todos”, disse, também ao publicar a carta de Trump.

Estadão Conteúdo

Fundação do Nobel reage após María Corina dar medalha a Trump: ‘Prêmio é inseparável’

A Fundação Nobel, responsável por conceder o prêmio de mesmo nome anualmente para quem se destaca como promotor da paz ou de progressos científicos, afirmou nesta sexta-feira, 16, que o prêmio e o premiado são “inseparáveis”. A nota foi divulgada após a venezuelana María Corina Machado dar seu diploma e sua medalha para Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Ao conceder o prêmio, a Fundação dá uma medalha, um diploma e, separadamente, uma quantia em dinheiro (11 milhões de coroas suecas, ou R$ 6,4 milhões, na cotação atual).  Segundo o Comitê, um laureado não pode compartilhar o prêmio com outras pessoas, nem transferi-lo depois de anunciado, mesmo que a medalha ou o diploma sejam dados a outra pessoa. Assim, o Prêmio Nobel da Paz nunca pode ser revogado – a decisão é definitiva e válida para sempre. A organização também se recusa a comentar ações posteriores das pessoas que receberam o prêmio.

Segundo a Fundação, quem recebeu o prêmio é livre para fazer qualquer coisa com a medalha ou o diploma, de forma que podem ser doado a museus, leiloado para causas beneficentes ou qualquer outro destino que a pessoa deseje. Machado recebeu o prêmio por combater a ditadura liderada por Nicolás Maduro na Venezuela. Trump já havia tornado sua vontade de receber o Nobel da Paz pública e notória, mas como o reconhecimento se trata do ano de 2024, quando ele ainda não havia voltado ao cargo de presidente americano, não seria possível premiá-lo.

Trump afirmou que “encerrou oito guerras” em 2025, apesar de muitos dos conflitos terem sido apenas pausados, e não encerrados definitivamente. A líder da oposição ao chavismo na Venezuela enfrenta uma relação deteriorada com o governo Trump após a operação que levou à captura do ditador Nicolás Maduro.

Depois da incursão no país da América do Sul, o presidente dos EUA não ofereceu apoio político imediato para a detentora do Nobel da Paz. Segundo informes da inteligência americana, ela não possuía apoio suficiente para governar a Venezuela após a captura do ditador. No entanto, após a reunião, ela afirmou que “conta com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela” e que “espera ser presidente da Venezuela “no momento certo”.

Horas depois, Trump comentou sobre o encontro em postagem na sua rede social. “Foi uma grande honra para mim encontrar María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muita coisa. María me presenteou com o seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que eu fiz. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!”

Estadão Conteúdo

 

 

Trump diz que EUA vão governar Venezuela e irá controlar o petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que os EUA vão governar a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro, coordenada pelos Estados Unidos. O presidente deu mais detalhes sobre a operação que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante uma coletiva de imprensa realizada neste sábado (03).

Apesar da fala, ele não deixou claro como isso será feito, sob qual autoridade ou com que tipo de acordos. “Não queremos que outra pessoa assuma o poder e continuemos na mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país. Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição de poder”.

Trump também confirmou que os EUA vai ter empresas atuando para mexer com a estrutura do petróleo venezuelano. “Vamos levar nossas maiores companhias de petróleo dos EUA. Vão consertar a infraestrutura do petróleo e fazer dinheiro para o país”, disse ele em coletiva.

Celebração
Empolgado com o feito, Trump disse que “este foi um dos ataques mais impressionantes e uma das demonstrações mais eficazes e poderosas do poderio e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”,

Ainda segundo ele, “nenhuma nação no mundo conseguiria fazer o que os Estados Unidos conseguiram ontem, ou, francamente, em tão pouco tempo. Todas as capacidades militares venezuelanas foram neutralizadas quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando com as forças de segurança americanas, capturaram Maduro com sucesso na calada da noite.”

Segundo ataque?
Trump também disse que seu Exército estava pronto para “lançar um segundo ataque, muito maior, se necessário” e acrescentou que havia operações militares subsequentes em fase de planejamento, mas seu mas seu governo “provavelmente não precisará realizá-las”.

A Tarde

“Isso é muito ruim”, reage Trump sobre a prisão de Jair Bolsonaro

Jornalistas brasileiros abordaram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco antes de ele embarcar no helicóptero Marine One, nos jardins da Casa Branca, em Washington. O líder republicano foi perguntado sobre a prisão de Jair Bolsonaro. “O senhor tem algum comentário a fazer sobre a prisão de Bolsonaro, um ex-presidente brasileiro?”, perguntou o repórter.

Talvez se confundindo, Trump responde: “Eu falei, na noite passada, com o senhor que você acabou de mencionar. Acredito que vamos nos encontrar em um futuro muito próximo”. Os repórteres, então, insistiram: “Algum comentário sobre a prisão do ex-presidente brasileiro hoje?”. Em meio ao barulho intenso do helicóptero, Trump disse: “O quê? Não sei nada sobre isso. Eu não ouvi. Foi isso que aconteceu? Isso é muito ruim, muito ruim”.

Correio Braziliense

12345