EUA e Irã anunciam acordo de paz e fim “permanente” das ações militares no Oriente Médio

Cerimônia de assinatura do acordo de paz está prevista para acontecer na próxima sexta-feira (19), em Genebra

Os Estados Unidos e o Irã chegaram neste domingo (14) a um acordo de paz e ao fim “imediato e permanente” das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. É o sinal mais forte de que a guerra no Oriente Médio está se aproximando do fim após mais de três meses. Em 19 de junho será realizada uma cerimônia de assinatura em Genebra.

“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social, pouco depois de o mediador Paquistão afirmar que ambas as partes haviam alcançado um acordo. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou no X que um acordo “FOI ALCANÇADO”.

“Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, afirmou.

Pouco depois, no entanto, ele afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira (19). Acrescentou na rede Truth Social que “este Grande Acordo trará Paz e Segurança para toda a Região”.

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Trump diz que acordo de paz com o Irã será assinado no domingo (14)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (13) que o acordo para acabar com a guerra no Oriente Médio está programado para ser assinado no domingo (14), abrindo caminho para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

A declaração de Trump contrasta com uma mensagem do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que indicou neste sábado que o acordo não seria assinado no domingo, segundo a imprensa estatal.

“O acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará ABERTO PARA TODOS”, escreveu Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social.

AFP

Trump anuncia morte do chefe do Tren de Aragua, maior facção da Venezuela

O chefe do grupo criminoso de origem venezuelana Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na sexta-feira (12) à noite. “Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua”, publicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social. “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, acrescentou.

A Venezuela confirmou pouco depois que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, havia sido “neutralizado” e que houve “confrontos” com integrantes de “estruturas do crime organizado”. El Niño Guerrero morreu em uma “operação coordenada” com os Estados Unidos, executada no estado de Bolívar, no sudeste do país, afirma um comunicado do Ministério das Comunicações venezuelano. “Teve apoio tecnológico especializado e aconteceu com mecanismos de cooperação e de troca de informações de inteligência”, acrescentou a pasta.

Os Estados Unidos realizaram em janeiro uma incursão militar em Caracas e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, acusado de narcotráfico. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa como presidente interina, sob as pressões de Washington. “Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar”, afirmou Trump na Truth Social.

A mensagem do republicano foi acompanhada por um vídeo de 10 segundos que mostra a vista aérea de um edifício rodeado de vegetação, quando ocorre uma explosão, que levanta uma nuvem de fumaça. Não é possível distinguir claramente ninguém nas imagens.

‘Organização terrorista’ – Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025. O grupo, que atua em vários países da América Latina, surgiu em 2014, na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, e se dedica à prática de extorsão, assassinatos encomendados, tráfico de drogas, prostituição, tráfico de pessoas e até garimpo ilegal, embora também tenha empreendido em alguns negócios legalizados.

O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) por informações que levassem à prisão ou condenação do líder do Tren de Aragua. Ele foi alvo de sanções dos Estados Unidos em julho de 2025, juntamente com outros cabeças da organização. Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da gangue, entre eles Guerrero, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas de fogo.

Após ocupar militarmente a prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo Maduro anunciou que havia “desmantelado totalmente” a gangue. Naquela época, Niño Guerrero era um fugitivo da Justiça. Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, que teria 42 anos, tornou o grupo “o que ele é hoje durante sua prisão em Tocorón”. Sob sua liderança, o local “se tornou uma das prisões mais notórias do país, em grande parte devido à política não oficial do governo venezuelano de entregar o controle de algumas prisões a chefões do crime conhecidos como ‘pranes'”.

AFP

Fachin autoriza AGU a defender Moraes em processo nos EUA

Presidente dos EUA, Donald Trump; e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. — Foto: Jim WATSON / POOL / AFP e Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble.

Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário.

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Lula sobre tarifaço: “Os filhos de Bolsonaro são piores do que ele. São traidores”

Lula e Trump em encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ao comentar a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros. “Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores” afirmou. (VEJA O VÍDEO)

Lula afirmou que Flávio tentou negar apoio à nova taxação contra o Brasil, mas relembrou declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções e disse que outro filho – o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro – também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

Segundo o petista, as declarações evidenciam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o País. “Foi lá (pedir) para o Trump: ‘Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.’ Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro”, afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

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EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras como punição

Lula e Trump em encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert

Prazo legal para aplicação de medidas corretivas vai até 15 de julho de 2026, segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Órgão propôs imposição de tarifas a ‘todas as mercadorias’, porém, apresenta uma lista de itens isentos.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) determinou, nesta segunda-feira (1º), que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções (o documento tem 73 páginas listando os produtos isentos).

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“Ninguém respeita lambe-botas”, diz Lula sobre reunião com Trump

Presidente afirmou que não há temas vetados na relação bilateral e cobrou respeito mútuo entre as nações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta sexta-feira (8), os detalhes da reunião bilateral mantida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida na véspera na Casa Branca. Durante evento de renovação de contratos de energia elétrica, Lula enfatizou que a postura do Brasil no diálogo com Washington é de total abertura temática, desde que preservada a autonomia nacional.

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Reunião com Trump: Lula quer debater combate ao crime organizado

Reunião é vista pela diplomacia brasileira como passo para normalizar relações comerciais dos dois países; PIX e minerais críticos também devem ser discutidos durante encontro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos (EUA) para encontrar o presidente estadunidense, Donald Trump. A previsão é que o encontro aconteça na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira (7).

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Trump compartilha montagem que renomeia Estreito de Ormuz com seu próprio sobrenome

A publicação ocorre em meio ao prolongamento do bloqueio naval dos EUA na região; Teerã afirma que estratégia americana está “condenada ao fracasso”.

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou nova controvérsia diplomática ao republicar em suas redes sociais uma montagem do Estreito de Ormuz renomeado como “Estreito de Trump”. A imagem, que circulou nesta quinta-feira, mostra o mapa da via marítima estratégica ocupada por navios de guerra com a bandeira norte-americana, substituindo a nomenclatura geográfica oficial pelo nome do republicano.

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Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

EUA sinalizam ao Banco Central ofensiva financeira contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos enviou um comunicado estratégico ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, detalhando a ofensiva que pretende lançar contra as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Em reunião técnica, autoridades de Washington sinalizaram que o Departamento de Estado caminha para classificar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A medida ocorre a despeito da resistência diplomática da administração Lula, que prefere tratar o tema sob a ótica da segurança pública tradicional.

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“Não estão lá por nós”, Trump questiona Otan por Estreito de Ormuz

\O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (27) sua decepção com os aliados da Otan por não enviarem apoio militar para garantir a segurança do Estreito de Ormuz durante a guerra no Oriente Médio.

“Eles não estiveram lá por nós”, disse Trump em um evento econômico em Miami. “Gastamos centenas de bilhões de dólares por ano na Otan, centenas, protegendo-os, e sempre estaríamos lá por eles, mas agora, por causa de suas ações, suponho que já não temos por que estarmos lá, não é?”

“Por que estaríamos lá para eles se eles não estão lá por nós? Eles não estiveram lá por nós”, insistiu Trump sobre seus aliados europeus, com os quais protagonizou fortes embates desde que retornou à Casa Branca em 2025.

AFP

Trump afirma que Irã está “totalmente derrotado” e busca acordo que ele rejeitaria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado (14), que o Irã, que está “totalmente derrotado” e quer fazer um acordo que o republicano não aceitaria. “A mídia de notícias falsas detesta noticiar o quão bem as Forças Armadas dos EUA se saíram contra o Irã, que está totalmente derrotado e quer um acordo – mas não um acordo que eu aceitaria! Agradeço a atenção dispensada a este assunto”, escreveu o republicano na Truth Social.

O conflito entre os EUA e o Irã está em curso há duas semanas. Neste sábado, inclusive, Trump disse que foram destruídas instalações militares em uma ilha vital para a rede petrolífera do Irã e alertou que a infraestrutura petrolífera iraniana poderá ser o próximo alvo caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Estadão Conteúdo

Trump desafia Suprema Corte e ameaça Irã em discurso recorde

Durante discurso proferido ao Congresso sobre o Estado da União na noite de terça-feira (24), no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a política anti-imigração do governo, voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã. Com mais de 1h47, o republicano fez a fala mais longa da história norte-americana.

O evento contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. O discurso do Estado da União dá a oportunidade ao presidente dos Estados Unidos de destacar os principais feitos do governo. Ele é feito em uma sessão conjunta do Congresso e é transmitido pela televisão em horário nobre.

Principais pontos do discurso:

Oriente Médio – Ao falar sobre a situação com o Irã, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano disse ainda que não pode deixar o país desenvolver uma arma nuclear própria.  “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou. Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.

Suprema Corte “decepcionante” – Sobre a insatisfação com a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço, Trump afirmou que foi por meio das tarifas que ele conseguiu resolver guerras. “Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou. O republicano reforçou ainda que a sentença da Corte, publicada há quatro dias, foi “muito infeliz” e garantiu que os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão interessados em “manter o acordo que já negociaram”.

Imigração – Em relação às políticas anti-imigração do governo, Trump disse que, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses. Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, afirmou. Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

A Tarde

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