Trump diz ter deixado ordem para atacar Irã caso seja assassinado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter deixado ordens para uma ofensiva militar de grandes proporções contra o Irã caso Teerã cumpra as ameaças de assassiná-lo. Na prática, porém, o governo americano não dispõe de um mecanismo legal que autorize uma retaliação automática após a morte do presidente.

Nesse cenário, a transferência de poder seria regida pela 25ª Emenda à Constituição e pela Lei de Sucessão Presidencial de 1947. O vice-presidente JD Vance assumiria imediatamente a Presidência e o comando das Forças Armadas, com autoridade para decidir sobre qualquer resposta militar. Ele poderia seguir a orientação de Trump, adotar outra forma de retaliação ou optar por não executá-la.

“Os Estados Unidos nunca utilizaram um mecanismo automático desse tipo, por uma série de razões”, disse Garrett M. Graff, autor de um livro sobre os planos de continuidade do governo americano em situações de catástrofe. Segundo ele, mesmo que Trump tenha deixado ordens prévias, a autoridade para determinar um ataque passaria imediatamente ao vice-presidente ou ao sucessor designado.

Trump escreveu neste sábado (11) em sua rede social que o Irã fez ameaças de assassiná-lo e afirmou que “mil mísseis estão prontos e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros que seriam lançados imediatamente caso o governo iraniano leve a ameaça adiante”. O presidente não mencionou o uso de armas nucleares.

Horas depois, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país continuará buscando vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques americanos e israelenses que deram início à guerra em fevereiro. “Essa vingança é a vontade de nossa nação e certamente será levada adiante”, disse em pronunciamento transmitido pela televisão estatal iraniana.

O Wall Street Journal informou nesta semana que Israel alertou autoridades americanas sobre novos planos iranianos para matar Trump. A Casa Branca não comentou a reportagem, mas o presidente fez referência às ameaças durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Turquia. “Eles querem eliminar o líder dos Estados Unidos, que sou eu”, afirmou. Questionado depois sobre o tema a bordo do Air Force One, Trump respondeu: “Sou o número um na lista deles.”

Ameaças iranianas contra Trump e outras autoridades americanas não são inéditas. Em 2022, o governo de Joe Biden advertiu Teerã de que ataques contra cidadãos dos Estados Unidos teriam consequências graves, após a revelação de um plano para assassinar John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Trump. Em 2024, durante a campanha presidencial, autoridades americanas voltaram a alertar o Irã e afirmaram que um ataque contra Trump seria considerado um ato de guerra.

Estadão Conteúdo

Trump concorda em retomar negociações com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje nas redes sociais que aceitou o pedido do Irã de regressar à mesa das negociações, apesar de insistir, no entanto, que o cessar-fogo entre os dois países terminou. “A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as negociações. Nós concordamos, mas os Estados Unidos destacaram de forma inequívoca que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu. Segundo a mídia iraniana, uma delegação do Catar, um dos mediadores do conflito, já esta em Teerã para conversações a fim de tentar recuperar o caminho para um cessar-fogo e o fim da guerra. A imprensa dos EUA também confirma a notícia.

O Catar instou ambas as partes a honrarem o memorando de entendimento e a darem continuidade às conversações para evitar uma nova escalada do conflito. O primeiro-ministro e chanceler catari, o xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, disse na rede social X que fez o apelo durante uma chamada com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, outro mediador nas negociações. Al Thani ainda ressaltou a necessidade de proteger a liberdade de navegação através do Estreito de Ormuz, alertando que a passagem segura continua a ser essencial para a segurança regional.

A embaixadora adjunta dos EUA na ONU, Tammy Bruce, também declarou na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que os EUA preferem uma solução diplomática para o conflito com o Irão, mas, ao mesmo tempo, disse que estão prontos para responsabilizar o Irã pelos seus atos que desafiam a paz e a segurança internacionais. “Esperamos que o Irã opte por voltar a cumprir as suas obrigações e se envolva seriamente em negociações para alcançar um acordo final. Embora o diálogo ainda seja possível, não podemos negociar enquanto o Irã não cumprir obrigações básicas, obrigações simples como não disparar sobre alvos civis”, afirmou Bruce.

Os últimos confrontos entre norte-americanos e iranianos recomeçaram na terça-feira com troca de ataques, considerados os mais intensos desde a assinatura do acordo preliminar em 17 de junho. Os Estados Unidos atacaram o Irã por duas noites seguidas, acusando Teerã pelos recentes bombardeios contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã retaliou com ofensivas contra bases militares norte-americanas em países aliados do Oriente Médio.

Por sua vez, Trump declarou o fim da trégua e criticou duramente os líderes iranianos, que classificou de doentes e malucos. A escalada das tensões decorreu em plenas cerimônias fúnebres do líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra iniciada a 28 de fevereiro por bombardeios israelenses e americanos. Enquanto isso, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, adiantou que o seu país está pronto para a defesa total, caso isso seja necessário. Ghalibaf acusou Washington de trair o memorando de entendimento, avisando que esta nova fase da guerra nunca vai terminar com a rendição do Irã.

Diario de Pernambuco

Tarifaço: Brasil e EUA reconhecem ser preciso mais tempo para detalhar propostas e aproximação

Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Às vésperas das Eleições, ministro brasileiro indica avanço positivo, mas lento; segundo ele, Lula enfatiza que gestores insistam em negociações

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta terça-feira (2) que o Brasil e o representante do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, reconhecem que será preciso mais tempo para detalhar propostas e aproximar posições.

O chefe do MDIC, Márcio Elias Rosa, afirmou que, nesta manhã, teve a quinta conversa de alto nível sobre a taxação dos Estados Unidos, cujo prazo para defesa do Brasil vence em 15 de julho. O ministro esteve acompanhado das equipes do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria Especial do Presidente da República. Elias informou que o objetivo é construir uma solução de consenso.

“Ambos reconhecemos que o diálogo tem sido construtivo e que mais tempo será preciso para detalhar propostas e aproximar posições. Nesse sentido, determinamos que nossas equipes técnicas se reúnam no início da próxima semana, em preparação para nova reunião de alto nível antes de 15 de julho”, escreveu o governo em nota.

Segundo Elias Rosa, a cada reunião o Brasil avança um pouco, mas o tempo está trabalhando contra. “Nós estamos separando item por item e debatendo”, disse Elias, ressaltando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repete sempre para que os ministros não saiam da mesa de negociação.

EUA e Irã anunciam acordo de paz e fim “permanente” das ações militares no Oriente Médio

Cerimônia de assinatura do acordo de paz está prevista para acontecer na próxima sexta-feira (19), em Genebra

Os Estados Unidos e o Irã chegaram neste domingo (14) a um acordo de paz e ao fim “imediato e permanente” das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. É o sinal mais forte de que a guerra no Oriente Médio está se aproximando do fim após mais de três meses. Em 19 de junho será realizada uma cerimônia de assinatura em Genebra.

“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social, pouco depois de o mediador Paquistão afirmar que ambas as partes haviam alcançado um acordo. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou no X que um acordo “FOI ALCANÇADO”.

“Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, afirmou.

Pouco depois, no entanto, ele afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira (19). Acrescentou na rede Truth Social que “este Grande Acordo trará Paz e Segurança para toda a Região”.

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Trump diz que acordo de paz com o Irã será assinado no domingo (14)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (13) que o acordo para acabar com a guerra no Oriente Médio está programado para ser assinado no domingo (14), abrindo caminho para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

A declaração de Trump contrasta com uma mensagem do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que indicou neste sábado que o acordo não seria assinado no domingo, segundo a imprensa estatal.

“O acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará ABERTO PARA TODOS”, escreveu Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social.

AFP

Trump anuncia morte do chefe do Tren de Aragua, maior facção da Venezuela

O chefe do grupo criminoso de origem venezuelana Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na sexta-feira (12) à noite. “Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua”, publicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social. “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, acrescentou.

A Venezuela confirmou pouco depois que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, havia sido “neutralizado” e que houve “confrontos” com integrantes de “estruturas do crime organizado”. El Niño Guerrero morreu em uma “operação coordenada” com os Estados Unidos, executada no estado de Bolívar, no sudeste do país, afirma um comunicado do Ministério das Comunicações venezuelano. “Teve apoio tecnológico especializado e aconteceu com mecanismos de cooperação e de troca de informações de inteligência”, acrescentou a pasta.

Os Estados Unidos realizaram em janeiro uma incursão militar em Caracas e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, acusado de narcotráfico. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa como presidente interina, sob as pressões de Washington. “Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar”, afirmou Trump na Truth Social.

A mensagem do republicano foi acompanhada por um vídeo de 10 segundos que mostra a vista aérea de um edifício rodeado de vegetação, quando ocorre uma explosão, que levanta uma nuvem de fumaça. Não é possível distinguir claramente ninguém nas imagens.

‘Organização terrorista’ – Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025. O grupo, que atua em vários países da América Latina, surgiu em 2014, na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, e se dedica à prática de extorsão, assassinatos encomendados, tráfico de drogas, prostituição, tráfico de pessoas e até garimpo ilegal, embora também tenha empreendido em alguns negócios legalizados.

O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) por informações que levassem à prisão ou condenação do líder do Tren de Aragua. Ele foi alvo de sanções dos Estados Unidos em julho de 2025, juntamente com outros cabeças da organização. Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da gangue, entre eles Guerrero, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas de fogo.

Após ocupar militarmente a prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo Maduro anunciou que havia “desmantelado totalmente” a gangue. Naquela época, Niño Guerrero era um fugitivo da Justiça. Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, que teria 42 anos, tornou o grupo “o que ele é hoje durante sua prisão em Tocorón”. Sob sua liderança, o local “se tornou uma das prisões mais notórias do país, em grande parte devido à política não oficial do governo venezuelano de entregar o controle de algumas prisões a chefões do crime conhecidos como ‘pranes'”.

AFP

Fachin autoriza AGU a defender Moraes em processo nos EUA

Presidente dos EUA, Donald Trump; e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. — Foto: Jim WATSON / POOL / AFP e Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble.

Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário.

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Lula sobre tarifaço: “Os filhos de Bolsonaro são piores do que ele. São traidores”

Lula e Trump em encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ao comentar a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros. “Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores” afirmou. (VEJA O VÍDEO)

Lula afirmou que Flávio tentou negar apoio à nova taxação contra o Brasil, mas relembrou declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções e disse que outro filho – o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro – também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

Segundo o petista, as declarações evidenciam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o País. “Foi lá (pedir) para o Trump: ‘Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.’ Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro”, afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

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EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras como punição

Lula e Trump em encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert

Prazo legal para aplicação de medidas corretivas vai até 15 de julho de 2026, segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Órgão propôs imposição de tarifas a ‘todas as mercadorias’, porém, apresenta uma lista de itens isentos.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) determinou, nesta segunda-feira (1º), que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções (o documento tem 73 páginas listando os produtos isentos).

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“Ninguém respeita lambe-botas”, diz Lula sobre reunião com Trump

Presidente afirmou que não há temas vetados na relação bilateral e cobrou respeito mútuo entre as nações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta sexta-feira (8), os detalhes da reunião bilateral mantida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida na véspera na Casa Branca. Durante evento de renovação de contratos de energia elétrica, Lula enfatizou que a postura do Brasil no diálogo com Washington é de total abertura temática, desde que preservada a autonomia nacional.

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Reunião com Trump: Lula quer debater combate ao crime organizado

Reunião é vista pela diplomacia brasileira como passo para normalizar relações comerciais dos dois países; PIX e minerais críticos também devem ser discutidos durante encontro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos (EUA) para encontrar o presidente estadunidense, Donald Trump. A previsão é que o encontro aconteça na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira (7).

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Trump compartilha montagem que renomeia Estreito de Ormuz com seu próprio sobrenome

A publicação ocorre em meio ao prolongamento do bloqueio naval dos EUA na região; Teerã afirma que estratégia americana está “condenada ao fracasso”.

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou nova controvérsia diplomática ao republicar em suas redes sociais uma montagem do Estreito de Ormuz renomeado como “Estreito de Trump”. A imagem, que circulou nesta quinta-feira, mostra o mapa da via marítima estratégica ocupada por navios de guerra com a bandeira norte-americana, substituindo a nomenclatura geográfica oficial pelo nome do republicano.

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Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

EUA sinalizam ao Banco Central ofensiva financeira contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos enviou um comunicado estratégico ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, detalhando a ofensiva que pretende lançar contra as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Em reunião técnica, autoridades de Washington sinalizaram que o Departamento de Estado caminha para classificar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A medida ocorre a despeito da resistência diplomática da administração Lula, que prefere tratar o tema sob a ótica da segurança pública tradicional.

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