Meteoro explode sobre EUA com uma explosão equivalente a 300 toneladas de TNT

Um meteoro que se dirigia para a Terra explodiu sobre o nordeste dos Estados Unidos neste sábado, 30, informou a NASA, e provocou uma série de estrondos que foram ouvidos na região com uma potência equivalente a 300 toneladas de TNT. A bola de fogo se desintegrou sobre o nordeste de Massachusetts e o sudeste de New Hampshire às 14h06 locais (18h06 GMT), disse à AFP a vice-diretora de imprensa da agência espacial, Jennifer Dooren, em um comunicado.

“Essa bola de fogo não estava associada a nenhuma chuva de meteoros atualmente ativa, mas era um objeto natural e não a reentrada de lixo espacial nem de um satélite”, disse ela. “Estima-se que a energia liberada na desintegração tenha sido equivalente a cerca de 300 toneladas de TNT, o que explica os fortes estrondos”.

O meteoro viajava a mais de 120.000 quilômetros por hora a uma altitude de mais de 60 quilômetros quando se desintegrou. Moradores da região ficaram alarmados com os ruídos inesperados e usuários nas redes sociais relataram que foram tão intensos que algumas casas tremeram.

AFP

Número dois do Estado Islâmico é morto em ação conjunta dos EUA e Nigéria

Estados Unidos e Nigéria anunciaram que mataram o número dois na linha de comando global do grupo Estado Islâmico (EI) em uma operação conjunta no país africano, cenário frequente de ataques do movimento extremista. O norte da Nigéria, o país mais populoso da África, enfrenta a violência de grupos jihadistas e de grupos criminosos, chamados localmente de “bandidos”, que atacam vilarejos com frequência e recorrem a sequestros em massa para extorquir os moradores.

“Abu Bilal al Minuki, segundo na linha de comando do EI em todo o mundo, pensou que poderia se esconder na África, mas não sabia que tínhamos fontes que nos mantinham informados sobre o que ele estava fazendo”, afirmou na sexta-feira o presidente americano Donald Trump. Em sua rede Truth Social, Trump escreveu que “o terrorista mais ativo do mundo” foi eliminado em “uma missão meticulosamente planejada e muito complexa” e seguindo suas ordens.

Abu Bilal al Minuki nasceu em 1982 no estado de Borno, noroeste da Nigéria. “Com a eliminação dele, as capacidades operacionais do EI em todo o mundo ficam consideravelmente reduzidas”, acrescentou Trump. O presidente nigeriano Bola Tinubu e seu Exército confirmaram a informação neste sábado.

“Nossas Forças Armadas nigerianas, determinadas e em estreita colaboração com as Forças Armadas dos Estados Unidos, executaram uma ousada operação conjunta que desferiu um duro golpe às fileiras do Estado Islâmico”, afirmou Tinubu em um comunicado.
O Exército nigeriano descreveu Abu Bilal al Minuki como um “alto dirigente do Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos do mundo”. Trump alega que os cristãos da Nigéria são “perseguidos” e vítimas de um “genocídio” perpetrado por “terroristas”.

Abuja e a maioria dos especialistas negam categoricamente a afirmação, já que a violência afeta cristãos e muçulmanos de maneira indistinta. O Exército americano, em coordenação com as autoridades nigerianas, bombardeou o estado de Sokoto no período de Natal, ações direcionadas, segundo Washington, contra jihadistas do Estado Islâmico. Desde então, os dois países reforçaram sua cooperação militar.

AFP

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

PF contesta EUA e rejeita enquadramento de PCC e CV como terrorismo

A Polícia Federal encaminhou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) uma manifestação formal após a sinalização dos Estados Unidos de que pretendem classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A comunicação norte-americana teria sido feita ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No documento enviado, assinado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a corporação adota posição contrária ao enquadramento das facções nesse tipo de classificação dentro da legislação brasileira. A PF argumenta que, embora não exista uma definição única e universal sobre terrorismo, há “relativo consenso internacional quanto aos elementos essenciais que caracterizam esse fenômeno”.

O que é terrorismo, segundo a PF – Na avaliação apresentada, o terrorismo está ligado a ações violentas praticadas por motivações políticas, ideológicas, religiosas, xenófobas ou discriminatórias, com o objetivo de provocar medo generalizado na sociedade, pressionar populações ou influenciar governos. A partir dessa distinção, o documento separa o conceito de terrorismo das atividades das facções criminosas. O texto afirma: “Em contrapartida, as organizações criminosas são grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro”.

Facções atuam com lógica econômica –Segundo a PF, o funcionamento do PCC e do CV se encaixa nessa lógica econômica. Mesmo com estrutura complexa e uso recorrente de violência, essas organizações têm como foco principal a geração de lucro por meio de atividades como tráfico de drogas, armas e pessoas. Outro ponto abordado pela corporação é o uso da violência como critério de classificação. O documento sustenta que esse elemento, isoladamente, não é suficiente para caracterizar terrorismo. Nesse sentido, a PF registra: “Ao contrário, direcionam suas ações violentas principalmente contra adversários específicos, sejam eles forças policiais ou grupos criminosos rivais”.

PF reconhece risco à segurança pública – Apesar da distinção conceitual, a própria instituição reconhece a gravidade da atuação dessas organizações. O documento afirma que elas representam “risco severo à ordem pública e à segurança institucional”, exigindo ações permanentes e articuladas do Estado.

Alerta sobre impactos jurídicos – A PF também chama atenção para possíveis consequências jurídicas de uma eventual mudança de enquadramento. O alerta é de que a aplicação da Lei Antiterrorismo fora das condições previstas pode ferir o princípio da legalidade penal e gerar impactos em processos já em andamento, incluindo a possibilidade de anulação de provas. Além disso, o órgão reforça que uma eventual reclassificação não poderia ocorrer por interpretação, mas sim por alteração legislativa, já que hoje as facções são enquadradas na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013).

Estrutura e atuação das facções – O documento ainda detalha o nível de sofisticação dessas organizações, que operam de forma interestadual e internacional, utilizam empresas de fachada, movimentam recursos por estruturas financeiras complexas, incluindo criptomoedas, e mantêm cadeias hierárquicas de comando, muitas vezes a partir de dentro de presídios.

Combate ao crime organizado – No enfrentamento ao crime organizado, a PF cita a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) como modelo de ação coordenada. De acordo com os dados apresentados, somente em 2024 foram realizadas cerca de 180 operações, com aproximadamente 1,6 mil mandados de busca e apreensão cumpridos, cerca de 700 prisões e mais de R$ 300 milhões em bens e valores apreendidos.

Cooperação internacional – Ao final da manifestação, a corporação destaca que, mesmo com divergências conceituais sobre a classificação das facções, Brasil e Estados Unidos mantêm cooperação ativa no combate ao crime organizado.

A Tarde

 

Manifestações anti-Trump ocupam ruas dos EUA e ultrapassam fronteiras

Grandes multidões protestaram neste sábado (28) nos Estados Unidos e em outros países contra o presidente Donald Trump, com milhões de pessoas indignadas com seu estilo autoritário de governar, suas duras políticas migratórias e a guerra com o Irã. Os organizadores das mobilizações afirmaram que “pelo menos oito milhões de pessoas se reuniram em mais de 3.300 atos nos 50 estados”, de grandes cidades até pequenos povoados. As autoridades americanas não divulgaram uma estimativa nacional da participação.

Esta é a terceira vez que os americanos saem às ruas em menos de um ano como parte de um movimento chamado “No Kings” (Sem Reis), a forma mais visível de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Em Nova York, a metrópole mais populosa dos Estados Unidos, dezenas de milhares de manifestantes se juntaram ao protesto, entre eles o ator ganhador do Oscar Robert De Niro, um crítico frequente de Trump. De Niro classificou o presidente como “uma ameaça existencial para nossas liberdades e nossa segurança”.

Os protestos foram registrados de costa a costa, desde Atlanta até San Diego, e era esperado que os habitantes do Alasca também aderissem às mobilizações mais tarde, devido ao fuso horário. “Nenhum país pode governar sem o consentimento do povo”, declarou à AFP, em Atlanta, Marc McCaughey, um veterano militar de 36 anos. Em Washington, os participantes atravessaram uma ponte sobre o rio Potomac para seguir em direção ao Lincoln Memorial, cenário de manifestações históricas pelos direitos civis. Trump, por sua vez, está passando o fim de semana na Flórida.

A onda de reprovação a Trump ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, com mobilizações registradas neste sábado em cidades europeias como Amsterdã, Madri e Roma, onde 20.000 pessoas marcharam sob um forte dispositivo policial. “Não queremos um mundo governado por reis… que tomam decisões de cima para baixo”, afirmou Andrea Nossa, um pesquisador nascido em Milão, de 29 anos.

Exibição do poderio militar – Milhões de pessoas participaram da primeira manifestação do “No Kings”, em junho do ano passado, com atos de Nova York a San Francisco, enquanto a segunda edição do protesto, em outubro, reuniu cerca de sete milhões de participantes, segundo os organizadores. Muitos apoiadores veneram o presidente dentro do movimento “Make America Great Again” (MAGA, Torne os Estados Unidos grandes novamente), enquanto opositores, do outro lado da profunda divisão política americana, rejeitam Trump com a mesma intensidade.

Os críticos de Trump questionam sua propensão a governar por decreto, seu uso do Departamento de Justiça para perseguir opositores, sua negação das mudanças climáticas e a ofensiva contra programas de diversidade racial e de gênero. Os críticos também apontam seu recente gosto por exibir o poderio militar americano após uma campanha em que ele se apresentou como um homem de paz. “Desde a última vez que marchamos, esta administração nos arrastou ainda mais profundamente para a guerra”, afirmou Naveed Shah, da Common Defense, uma associação de veteranos que integra o movimento “No Kings”.

“Em casa, testemunhamos cidadãos sendo mortos nas ruas por forças militarizadas. Vimos famílias destruídas e comunidades de imigrantes transformadas em alvo de ataques. Tudo em nome de um único homem que tenta governar como um rei”, acrescentou.

Springsteen em Minnesota – O estado de Minnesota foi um ponto central das manifestações, meses depois de virar o epicentro do debate nacional sobre a repressão violenta aos imigrantes impulsionada por Trump. O senador de esquerda Bernie Sanders declarou à multidão em Minnesota: “Nunca aceitaremos um presidente que seja um mentiroso patológico, um cleptocrata e um narcisista que mina a Constituição dos Estados Unidos e o Estado de Direito todos os dias”. O astro do rock Bruce Springsteen, crítico ferrenho do presidente, interpretou sua canção “Streets of Minneapolis” na cidade vizinha de St. Paul, a capital estadual, na presença de milhares de manifestantes.

Springsteen compôs e gravou a balada em 24 horas, em memória de Renee Good e Alex Pretti, dois cidadãos americanos mortos a tiros por agentes federais durante operações da polícia migratória de Trump na cidade. “Sua coragem, seu sacrifício e seus nomes não serão esquecidos”, disse Springsteen neste sábado, antes de começar a cantar.

AFP

Flávio Bolsonaro pede monitoramento internacional das eleições brasileiras em discurso nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu neste sábado que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro e façam pressão diplomática para garantir o que chamou de eleições livres e justas. A declaração foi feita durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas.

“Meu apelo aqui, não só aos Estados Unidos, mas a todo o mundo livre, é este: observem as eleições do Brasil com enorme atenção, entendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”, afirmou. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que não quer interferência nas eleições brasileiras, mas acompanhamento externo para assegurar que “a vontade do povo seja preservada”. Flávio condicionou o resultado eleitoral à liberdade nas redes sociais e à contagem dos votos.  “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, disse.

Ao longo do discurso, o senador criticou o sistema político e judicial brasileiro e afirmou que seu pai foi condenado por motivos políticos. Disse que Bolsonaro é o maior líder político do Brasil e está preso “por defender nossos valores conservadores”. Flávio não mencionou que a condenação foi por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) citou que o ex-presidente e outros sete aliados tentaram derrubar a democracia e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre o fim de 2022 e o início de 2023. O STF entendeu que Bolsonaro é culpado por todos os cinco dos quais era acusado: golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

Flávio, no discurso, associou o governo do presidente Lula ao avanço do crime organizado e criticou a atuação do país na área de segurança. Na área econômica e geopolítica, o senador destacou o papel estratégico do Brasil para os EUA, especialmente no fornecimento de minerais críticos. Disse que o país pode ajudar a reduzir a dependência americana da China, que hoje domina a produção e o processamento de terras raras.

Flávio também criticou a política externa do governo Lula, que classificou como contrária aos interesses americanos, afirmou que o Brasil se aproximou da China e de países como Irã e Cuba e o presidente brasileiro associou ao venezuelano Nicolás Maduro. O senador também citou um episódio recente envolvendo a relação entre Brasil e EUA. Lembrou que o governo brasileiro cancelou o visto do assessor do Departamento de Estado Darin Beattie após ele pedir para visitar Jair Bolsonaro em Brasília. Segundo Flávio, a decisão seria inédita e indicaria um agravamento das tensões diplomáticas. “O Brasil agora está expulsando diplomatas americanos”, disse

Ao encerrar, voltou a pedir atenção internacional ao processo eleitoral brasileiro e disse que o país está diante de uma escolha sobre seu alinhamento externo. A participação no evento ocorre no momento em que Flávio intensifica a agenda internacional como pré-candidato. O CPAC é um dos principais fóruns do movimento conservador nos Estados Unidos e reúne lideranças políticas alinhadas à direita global.

Agência O Globo

Nos EUA, Flávio Bolsonaro prega valores conservadores e promete lutar contra “agenda woke”

Em um dos discursos mais conservadores desde que anunciou a intenção de concorrer à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adotou um tom antissistema e afirmou que, caso eleito, lutará contra o que chamou de “agenda ambientalista radical”, a “agenda woke” e contra os “interesses das elites globais”. Flávio também se definiu como “Bolsonaro 2.0” e disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrentou a “tirania da Covid”.

“Ele, Jair Bolsonaro, lutou contra cartéis de drogas. Ele lutou contra interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destruiu famílias, mas acima de tudo ele lutou pela liberdade. Meu pai também era aliado de Donald Trump e o último líder mundial a reconhecer Joe Biden ex-presidente dos EUA como presidente”, disse o senador.

As declarações foram feitas no evento conservador Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, em inglês), nos Estados Unidos conhecido por reunir nomes do campo da direita conservadora, e vem em um momento em que o senador tem tentado adotar um discurso mais moderado, a fim de atrair o apoio do Centrão e do mercado financeiro. Flávio iniciou sua fala mostrando fotos de quando seu pai, Jair Bolsonaro, visitava o presidente americano Donald Trump, na Casa Branca, em 2019, e afirmou que hoje seu pai está preso em um processo parecido com o que passou Trump.

“A acusação formal é semelhante à que o Presidente Donald Trump enfrentou. Mas a verdadeira razão é a mesma. O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha”, disse Flávio Bolsonaro. Flavio disse que Jair Bolsonaro foi preso pelas mesmas pessoas que tiraram o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da cadeia. “As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram este homem, o ex-presidente socialista Lula, condenado várias vezes por corrupção, da prisão e o colocaram de volta na presidência. Tudo isso sob uma enxurrada de dinheiro e uma interferência massiva da administração Biden. O resultado? O Brasil está vivendo outra devastadora crise econômica. Uma crise de segurança pública com enorme expansão dos cartéis de narcoterrorismo e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até mesmo membros da família de Lula.”

Minerais críticos – O pré-candidato falou também sobre as terras de minerais críticos, e destacou que a América ainda depende da China para cerca de 70% das importações de produtos vindos de terras raras, com o país asiático controlando 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento, segundo Flávio Bolsonaro. “Por que isso importa? Essas terras raras são essenciais para processadores de computador e a revolução da inteligência Artificial que está transformando nosso mundo e o equipamento de defesa americano. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível. E a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos de adversários. Sem eles, a revolução tecnológica da América fica estagnada e a segurança nacional se torna vulnerável”, afirmou Flavio Bolsonaro. O Brasil é solução para acabar com a dependência que os EUA têm da China por minerais críticos, ressaltou ele.

Ao final do discurso, Flávio voltou a criticar Lula, dizendo que o atual presidente do Brasil é antiamericano. “Lula e seu partido são abertamente antiamericanos. Ele fala publicamente sobre minar o dólar como moeda global. Ele aliou o Brasil à China em grande escala. Ele se opôs aos interesses americanos em todos os itens de política externa”, disse.

Estadão Conteúdo

Manifestantes anti-Trump protestam em várias cidades dos Estados Unidos

Milhões de pessoas protestam neste sábado (28) nos Estados Unidos contra o presidente Donald Trump, irritadas com o que consideram uma guinada autoritária e contrária à lei. Esta é a terceira vez que os americanos saem às ruas em menos de um ano como parte de um movimento chamado “No Kings” (Sem Reis), a forma mais visível de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Os manifestantes agora têm um novo motivo de indignação: a guerra no Irã que Trump lançou junto com Israel, com objetivos e prazos de conclusão em constante mudança.

Os protestos acontecem em várias cidades, entre elas Atlanta, onde milhares de pessoas se reuniram em um parque para denunciar o autoritarismo. Um homem exibia um cartaz com a frase: “Estamos perdendo nossa democracia”. Na cidade de West Bloomfield, em Michigan, perto de Detroit, as pessoas desafiaram temperaturas abaixo de zero para protestar. E em Washington, os participantes atravessaram uma ponte sobre o rio Potomac para seguir em direção ao Monumento Lincoln, cenário de manifestações históricas pelos direitos civis.

Milhões de pessoas participaram da primeira manifestação do “No Kings”, em junho do ano passado, com atos de Nova York a San Francisco, enquanto a segunda edição do protesto, em outubro, reuniu cerca de sete milhões de participantes, segundo os organizadores. A meta para este sábado é uma mobilização ainda maior, diante do baixo índice de aprovação de Trump – em torno de 40% – e das eleições de meio de mandato em novembro, nas quais os republicanos podem perder o controle das duas casas legislativas. Muitos apoiadores veneram o presidente dentro do movimento “Make America Great Again” (MAGA, Tornar os Estados Unidos grandes novamente), enquanto opositores, do outro lado da profunda divisão política americana, rejeitam Trump com a mesma intensidade.

Os críticos de Trump questionam sua propensão a governar por decretos executivos, seu uso do Departamento de Justiça para perseguir opositores, sua negação das mudanças climáticas e a ofensiva contra programas de diversidade racial e de gênero. Os críticos também apontam seu recente gosto por exibir o poder militar americano após uma campanha em que ele se apresentou como um homem de paz. “Desde a última vez que marchamos, esta administração nos arrastou ainda mais profundamente para a guerra”, afirmou Naveed Shah, da Common Defense, uma associação de veteranos que integra o movimento “No Kings”. “Em casa, testemunhamos cidadãos sendo mortos nas ruas por forças militarizadas. Vimos famílias destruídas e comunidades de imigrantes transformadas em alvo de ataques. Tudo em nome de um único homem que tenta governar como um rei”, acrescentou.

Springsteen em Minnesot – Os organizadores afirmam que mais de 3.000 manifestações estão programadas nas principais cidades, assim como em áreas suburbanas e rurais; até mesmo na localidade de Kotzebue, no Alasca, acima do círculo polar ártico. O estado de Minnesota se tornará um ponto central, meses depois de virar o epicentro do debate nacional sobre a repressão migratória violenta impulsionada por Trump. O astro do rock Bruce Springsteen, crítico ferrenho do presidente, deve se apresentar em St. Paul, capital do estado, para interpretar a canção ‘Streets of Minneapolis’.

Springsteen compôs e gravou a balada em 24 horas, em memória de Renee Good e Alex Pretti, dois cidadãos americanos mortos a tiros por agentes federais durante operações da polícia migratória de Trump na cidade. Os organizadores afirmam que dois terços dos participantes previstos para este sábado não vivem nas grandes cidades, que costumam ser redutos democratas. “Os Estados Unidos estão em um ponto de inflexão”, afirmou Randi Weingarten.

“As pessoas estão com medo e não conseguem arcar com as necessidades básicas. Já é hora de que a administração escute e as ajude a construir uma vida melhor, em vez de alimentar o ódio e o medo”, disse.

AFP

“Não estão lá por nós”, Trump questiona Otan por Estreito de Ormuz

\O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (27) sua decepção com os aliados da Otan por não enviarem apoio militar para garantir a segurança do Estreito de Ormuz durante a guerra no Oriente Médio.

“Eles não estiveram lá por nós”, disse Trump em um evento econômico em Miami. “Gastamos centenas de bilhões de dólares por ano na Otan, centenas, protegendo-os, e sempre estaríamos lá por eles, mas agora, por causa de suas ações, suponho que já não temos por que estarmos lá, não é?”

“Por que estaríamos lá para eles se eles não estão lá por nós? Eles não estiveram lá por nós”, insistiu Trump sobre seus aliados europeus, com os quais protagonizou fortes embates desde que retornou à Casa Branca em 2025.

AFP

Febre entre turistas, Dubai também é atingida pela guerra

De longe, o suntuoso hotel Burj Al Arab, de Dubai, parece um enorme veleiro que, durante muito tempo, representou a opulência da cidade. Mas um drone iraniano o incendiou e o transformou em um símbolo da crise que assola a região. Os moradores ficaram horrorizados no sábado e neste domingo (1º) ao ver centenas de drones e mísseis atacando os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, durante muito tempo à margem dos conflitos regionais.

Dubai, que em questão de décadas passou de um miserável posto avançado a um paraíso fiscal cosmopolita e repleto de arranha-céus, viu seus alvos atingidos carregados de simbolismo. Junto com o Burj Al Arab, um edifício muito querido de 1999, as explosões também sacudiram um hotel cinco estrelas situado na luxuosa área de Palm Jumeirah, um ostentoso polo de lazer para pessoas abastadas.

O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em tráfego internacional, e o porto de Jebel Ali também foram atingidos. As duas instalações representam cerca de 60% das receitas de Dubai, segundo estimativas oficiais. Dalia, uma libanesa expatriada de 33 anos, estava na popular praia de Kite Beach, perto do Burj Al Arab, no sábado, quando os sistemas de defesa aérea começaram a destruir mísseis e drones no céu. Mais tarde, um drone interceptado provocou um incêndio na parte inferior da fachada do edifício.

“Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab (…) ao ver uma nuvem de fumaça sobre Kite Beach”, disse Dalia, que preferiu não revelar seu sobrenome. “Não me senti insegura nem pensei que Dubai pudesse perder seus monumentos emblemáticos, mas isso me fez perguntar: e se as coisas realmente saírem do controle?”, acrescentou.

“Meu refúgio seguro” – Um médico, na casa dos sessenta anos, contou à AFP que se mudou para Dubai fugindo da crise econômica em que seu Líbano natal está mergulhado. No domingo, evitou ir a Kite Beach, como costuma fazer toda semana, porque “teria sido deprimente demais ver qualquer sinal de dano no Burj”.

“Dubai é meu refúgio seguro, mas a guerra nos seguiu do Líbano até aqui”, comentou o médico, que não quis revelar seu nome. “Ainda considero Dubai um lugar seguro, mas está claro que dessa escalada ninguém escapou”, acrescentou. Muitos têm mais carinho pelo Burj Al Arab, o primeiro edifício de Dubai mundialmente conhecido, do que pelo impressionante Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 no centro da cidade. Às vezes promovido como um hotel sete estrelas, ele é lembrado por muitos pela partida de tênis disputada por Roger Federer e André Agassi em 2005 em seu heliporto, a 210 metros de altura.

The Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira com elegantes mansões e hotéis de luxo, é igualmente famosa, em parte pelas celebridades que viveram ali, como os Beckham. Os sábados em Dubai costumam ser dominados pelos famosos e longos “brunches” regados a álcool — um pilar fundamental da vida social da cidade —, mas os desta semana foram interrompidos por uma enorme explosão, seguida de um incêndio, no hotel Fairmont.

Atacar um projeto  – “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, disse uma expatriada britânica que vive nas proximidades e que correu para se abrigar no porão de seu prédio junto com outras 150 pessoas. No domingo, ainda se via fumaça no porto de Jebel Ali, e vários seguranças afastavam curiosos que tentavam dar uma olhada na fachada danificada do hotel e nos arbustos carbonizados. Em frente ao local havia um táxi com o vidro traseiro estilhaçado, e um prédio próximo, do outro lado da rua, tinha uma janela quebrada, feita em pedaços.

“Nunca esquecemos que estamos em um país do Oriente Médio e isso é uma prova de que nunca se sabe o que vai acontecer”, afirmou a britânica. Ao atingir as joias econômicas de Dubai e os símbolos de seu sucesso, o Irã atacou um projeto que ganhou inúmeros imitadores, incluindo a Arábia Saudita, que está tentando atrair turistas, talentos e dinheiro. Mas, apesar da ofensiva repentina, os moradores de Dubai ainda não estão fazendo as malas. “Continuamos vivendo praticamente no lugar mais seguro do mundo. Isso é perturbador, mas não a ponto de irmos embora de Dubai”, apontou seu marido.

AFP

Guarda Revolucionária do Irã promete “a ofensiva mais feroz da história” contra Israel e EUA

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, prometeu neste domingo (1º) a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e Estados Unidos, após os ataques lançados na véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei. “A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveu a Guarda Revolucionária no Telegram.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária também condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista” e acrescentou: “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”.

A república islâmica também decretou neste domingo um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Khamenei, aos 86 anos, que estava no poder desde 1989, anunciou a televisão estatal.

AFP

Forças iranianas reagem a ataque dos EUA e lançam mísseis contra Israel

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado (28). O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. “Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las”, afirmou a organização de Israel nas redes sociais. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas “iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis”.

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado “medidas prévias” para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Sobe para 51 número de mortos em ataque a escola iraniana – Pelo menos 51 alunas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou uma autoridade provincial citada pela imprensa estatal. “No ataque israelense com mísseis desta manhã contra uma escola primária de meninas no condado de Minab, 51 alunas morreram até o momento e 60 ficaram feridas”, indicou o governador do condado. O balanço anterior registava 24 mortos neste ataque, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos. Pelo menos 45 outras pessoas ficaram feridas no ataque em Minab, na província de Hormozgan, no Irã. A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã tem uma base na cidade.

Irã levará inimigos ao arrependimento, diz embaixador do país no Brasil – O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado (28) o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico “levará todos os inimigos ao arrependimento”. Assim como o Irã entrou seriamente nas negociações, agora, com seriedade e poder, levará todos os inimigos ao arrependimento.  Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque. “Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país”, diz o texto.

Diario de Pernambuco

Radiohead exige que ICE remova vídeo com música usada sem autorização

A banda britânica Radiohead manifestou indignação contra o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE). O motivo da revolta é a utilização da faixa “Let Down” como trilha sonora em um vídeo institucional postado na última semana, que apresenta uma montagem sobre supostas vítimas de violência envolvendo imigrantes.

Em comunicado oficial, os músicos foram enfáticos ao afirmar que o órgão americano não entrou em contato para solicitar permissão de uso da obra. A banda classificou a atitude como uma apropriação indevida de uma música que possui profundo significado emocional para os integrantes e para os fãs.Os integrantes exigiram que o vídeo fosse retirado do ar imediatamente, referindo-se aos responsáveis pela publicação como “amadores”.

“Exigimos que os amadores que controlam a conta do ICE nas redes sociais a retirem do ar. Não tem graça, essa música significa muito para nós e para outras pessoas, e vocês não têm o direito de se apropriar dela sem lutar”, declarou a banda britânica.

Até o momento, o ICE dos Estados Unidos não se pronunciou sobre o pedido de remoção ou se pretende contestar a reclamação da banda.

A Tarde

“Fúria épica”: EUA e Israel anunciam que atacaram Irã

Anunciado várias vezes pelo presidente Donald Trump, o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã aconteceu neste sábado (28). Em parceria com o governo de Israel, os EUA lançaram mísseis contra Teerã, a capital do país do Oriente Médio, e outras cidades. Segundo o portal G1, até as 6h30, não havia informações concretas sobre danos, mortos e feridos. Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a meta dos ataques acabar com o programa nuclear do Irã. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo.

Trump – O presidente Donald Trump se manifestou sobre a ação. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social. Trump reconheceu que poderia haver baixas americanas em caso de retaliação do Irã.
O presidente americano disse que “isso acontece frequentemente em guerras”. Trump afirmou que pretende destruir o arsenal de mísseis do Irã e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.”

Tensão – A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta (26), em Genebra, na Suíça. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (2). Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Crise – O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

História – EUA e Irã têm desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, em vigor até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.

Diario de Pernambuco/Com informações do G1

Spray nasal promete proteção contra Covid, gripe e pneumonia

Um spray nasal experimental pode abrir caminho para uma futura vacina universal contra vírus e bactérias respiratórias, como Covid, gripe e pneumonia. Desenvolvido por uma equipe liderada por Bali Pulendran, da Universidade Stanford, o imunizante ainda está em fase de testes, mas já demonstrou resultados promissores em laboratório.

Diferentemente das vacinas tradicionais, que usam fragmentos específicos de um patógeno, a nova fórmula combina dois adjuvantes, substâncias que estimulam o sistema imunológico, e uma proteína da clara do ovo (ovalbumina). A estratégia não mira um microrganismo específico, mas mantém o organismo em estado de alerta prolongado.

Em estudo publicado na revista Science, camundongos vacinados resistiram à exposição a variantes de coronavírus, incluindo o SARS-CoV-2, e à bactéria Staphylococcus aureus, mantendo peso e saúde estáveis, além de apresentarem pouca inflamação pulmonar. O diferencial está na ativação conjunta da imunidade inata (resposta imediata) e da adaptativa (resposta de longo prazo). A ovalbumina funciona como um alvo inofensivo que mantém as células T ativas, prolongando a proteção por pelo menos três meses, período superior ao alcançado por abordagens anteriores.

Os testes em humanos ainda não começaram, mas os pesquisadores acreditam que, no futuro, um simples spray nasal possa oferecer proteção ampla contra covid-19, gripe, vírus sincicial respiratório e até infecções bacterianas respiratórias.

A Tarde

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