Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro. O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.

Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos onde o hacker tentava entrar. “A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil”, disse a PF em nota. Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro. Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.

No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro. “Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.

A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Z\ero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma.

Agência Brasil

Mulher é presa pela Polícia Federal com quase 7kg de cocaína no Aeroporto dos Guararapes

Uma mulher transportando quase 7kg de cocaína foi presa no Aeroporto Internacional dos Guararapes, na última quinta-feira (14). Conforme informações da Polícia Federal, a droga, cerca de 6,8kg, foi encontrada durante uma inspeção de rotina, escondida no interior de um objeto localizado na bagagem da passageira. A investigada foi encaminhada à audiência de custódia e poderá responder pelo crime de tráfico interestadual de drogas, com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão.

Diario de Pernambuco

PF contesta EUA e rejeita enquadramento de PCC e CV como terrorismo

A Polícia Federal encaminhou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) uma manifestação formal após a sinalização dos Estados Unidos de que pretendem classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A comunicação norte-americana teria sido feita ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No documento enviado, assinado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a corporação adota posição contrária ao enquadramento das facções nesse tipo de classificação dentro da legislação brasileira. A PF argumenta que, embora não exista uma definição única e universal sobre terrorismo, há “relativo consenso internacional quanto aos elementos essenciais que caracterizam esse fenômeno”.

O que é terrorismo, segundo a PF – Na avaliação apresentada, o terrorismo está ligado a ações violentas praticadas por motivações políticas, ideológicas, religiosas, xenófobas ou discriminatórias, com o objetivo de provocar medo generalizado na sociedade, pressionar populações ou influenciar governos. A partir dessa distinção, o documento separa o conceito de terrorismo das atividades das facções criminosas. O texto afirma: “Em contrapartida, as organizações criminosas são grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro”.

Facções atuam com lógica econômica –Segundo a PF, o funcionamento do PCC e do CV se encaixa nessa lógica econômica. Mesmo com estrutura complexa e uso recorrente de violência, essas organizações têm como foco principal a geração de lucro por meio de atividades como tráfico de drogas, armas e pessoas. Outro ponto abordado pela corporação é o uso da violência como critério de classificação. O documento sustenta que esse elemento, isoladamente, não é suficiente para caracterizar terrorismo. Nesse sentido, a PF registra: “Ao contrário, direcionam suas ações violentas principalmente contra adversários específicos, sejam eles forças policiais ou grupos criminosos rivais”.

PF reconhece risco à segurança pública – Apesar da distinção conceitual, a própria instituição reconhece a gravidade da atuação dessas organizações. O documento afirma que elas representam “risco severo à ordem pública e à segurança institucional”, exigindo ações permanentes e articuladas do Estado.

Alerta sobre impactos jurídicos – A PF também chama atenção para possíveis consequências jurídicas de uma eventual mudança de enquadramento. O alerta é de que a aplicação da Lei Antiterrorismo fora das condições previstas pode ferir o princípio da legalidade penal e gerar impactos em processos já em andamento, incluindo a possibilidade de anulação de provas. Além disso, o órgão reforça que uma eventual reclassificação não poderia ocorrer por interpretação, mas sim por alteração legislativa, já que hoje as facções são enquadradas na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013).

Estrutura e atuação das facções – O documento ainda detalha o nível de sofisticação dessas organizações, que operam de forma interestadual e internacional, utilizam empresas de fachada, movimentam recursos por estruturas financeiras complexas, incluindo criptomoedas, e mantêm cadeias hierárquicas de comando, muitas vezes a partir de dentro de presídios.

Combate ao crime organizado – No enfrentamento ao crime organizado, a PF cita a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) como modelo de ação coordenada. De acordo com os dados apresentados, somente em 2024 foram realizadas cerca de 180 operações, com aproximadamente 1,6 mil mandados de busca e apreensão cumpridos, cerca de 700 prisões e mais de R$ 300 milhões em bens e valores apreendidos.

Cooperação internacional – Ao final da manifestação, a corporação destaca que, mesmo com divergências conceituais sobre a classificação das facções, Brasil e Estados Unidos mantêm cooperação ativa no combate ao crime organizado.

A Tarde

 

Eduardo Bolsonaro é afastado de cargo na PF pela quantidade de faltas

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi afastado do cargo de escrivão da Polícia Federal até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura as recorrentes faltas não justificadas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no exercício da função. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira, 26.

O PAD foi instaurado no fim de janeiro para apurar faltas não justificadas de Eduardo ao posto na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ), local para onde ele foi transferido após ter seu mandato como deputado federal cassado. A investigação vai analisar se houve abandono de cargo.O ex-parlamentar determina ainda que Eduardo entregue a carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis

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PF faz operação contra desvio de emendas. Fernando Bezerra, Fernando Filho e Miguel Coelho estão entre os alvos da operação

A Polícia Federal faz uma operação hoje (25) para combater uma organização criminosa acusada de movimentar um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. O objetivo da ação, denominada Operação Vassalos, é investigar a ocorrência de fraudes e desvios de emendas parlamentares. A suspeita é que o esquema tenha movimentado bilhões em recursos.

Segundo a TV Globo apurou, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e os filhos, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e deputado Fernando Filho (União-PE), estão entre os alvos da operação. De acordo com o blog da Camila Bomfim, a PF investiga suspeitas de negócios irregulares custeados com recursos de emendas parlamentares envolvendo a prefeitura de Petrolina.

Forças de segurança cumprem 42 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. De acordo com a PF, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos vindos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo. Em seguida, os valores desviados eram encaminhados para o pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

Defesa da família Coelho afirma que não teve acesso à decisão do STF após operação da PF

Após a deflagração da operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (25), a defesa de família Coelho informou que ainda não teve acesso à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que autorizou o cumprimento dos mandados judiciais. Em nota, os advogados declararam que “não tiveram acesso à decisão” e que os mandados foram cumpridos “desacompanhados dos fundamentos que ensejaram as medidas cautelares”. A defesa ressaltou que somente irá se manifestar de forma mais detalhada após ter acesso integral aos autos do processo.

As diligências foram autorizadas no âmbito de uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal. Até o momento, o procedimento segue sob sigilo, sem divulgação pública dos elementos que embasaram as medidas determinadas pela Corte. No mesmo sentido, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Procuradoria-Geral do Município, também informou que não teve acesso ao teor da decisão judicial. Em nota, a gestão municipal afirmou que os mandados apresentados não continham as justificativas detalhadas para as ações da Polícia Federal.

O município informou ainda que um posicionamento oficial será divulgado após a análise completa do conteúdo da decisão do STF. Até o momento, não houve manifestação pública do Supremo acerca dos fundamentos da operação.

G1 Pernambuco

Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa

A Operação Sem Remorso foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Federal (PF). O objetivo é apurar o crime de peculato envolvendo o desvio de recursos da Caixa Federal. As investigações indicam que o suspeito teria causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.

Durante a ação, policiais federais cumpriram mandado de busca na residência do investigado no município de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, onde foram apreendidos documentos, um aparelho celular e um carro de luxo.

A PF informou que, com o material apreendido, “dará continuidade às investigações para esclarecer completamente os fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas fraudes”.

Diario de Pernambuco

Operação erradica 200 mil pés de maconha e apreende três toneladas na Bahia

A maior apreensão de drogas registrada na Bahia em 2026 já soma três toneladas de maconha localizadas e 200 mil pés da erva erradicados, no domingo (22). A ação é resultado da Operação Nexus Nordeste, realizada de forma integrada pelas Polícias Militar e Federal no município de Brotas de Macaúbas.

De acordo com a Secretária de Segurança Pública, em quatro dias de ação, as equipes alcançaram 15 suspeitos e apreenderam uma submetralhadora, três pistolas, um revólver, 10 veículos, além de carregadores e munições. Nesta segunda-feira (23), quinto dia da operação, as forças estaduais e federais permanecem na região realizando novas varreduras para identificar outros plantios e possíveis envolvidos.

A Secretaria da Segurança Pública informou que denúncias podem ser feitas, de forma anônima, pelo telefone 181 (Disque Denúncia). O sigilo é garantido por lei.

A Tarde

STF diz que inquérito identificou ‘diversos e múltiplos’ acessos ilícitos ao sistema da Receita

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nota publicada nesta terça-feira (17) que a investigação sobre vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes identificou “diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”. A manifestação ocorreu em nota após a Polícia Federal (PF) realizar na manhã desta terça operações de busca e apreensão dos suspeitos de terem acessado e vazado indevidamente as informações fiscais de magistrados e seus familiares.

A Corte afirma que os alvos da operação foram quatro servidores da Receita Federal que estão cedidos a outros órgãos. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. O comunicado foi enviado à imprensa como de autoria do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, mas posteriormente o STF alterou o conteúdo da nota e afirmou que o texto deveria ser atribuído à instituição. O STF assume na nota que a investigação foi iniciada como um desdobramento do inquérito das fake news, do qual o ministro também é relator.

O caso teve início por iniciativa de Moraes após diversos veículos de imprensa revelarem relações da sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e dos irmãos de Dias Toffoli com investigados no caso do Banco Master. Na nota divulgada nesta terça-feira, o STF reproduz a avaliação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de que a “exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais”.

O ministro cita que a Receita enviou ao STF um relatório sobre a atuação dos seus servidores no qual admite a existência de um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”. A PGR avaliou preliminarmente que os acessos podem configurar o crime de violação de sigilo funcional.

Nesta terça-feira, Moraes autorizou a operação da PF e medidas cautelares complementares contra os suspeitos, o que inclui:

– busca e apreensão domiciliar e pessoal;

– afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático;

– proibição de se ausentar da Comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica;

– afastamento imediato do exercício da função pública, proibição de ingresso nas dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e da Receita Federal do Brasil e proibição de acesso a seus sistema e bases informatizadas;

– proibição de se ausentar do país, cancelamento de todos os passaportes e determinação de impedimento migratório.

A nota conclui com a informação de que os investigados prestarão depoimentos à PF, que prosseguirá nas investigações. Mais cedo, a Receita publicou nota na qual assume ter detectado violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação. O órgão, no entanto, não especificou se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes.

Estadão Conteúdo

PF faz buscas para investigar vazamento de dados da Receita de ministros do Supremo

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira de Carnaval (17) quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros da Corte e de seus familiares. A medida foi tomada após representação da Procuradoria-Geral da República.

Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do País dos investigados. Em janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

Segundo apurou o Estadão, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão. As suspeitas de que dados sigilosos de ministros e seus familiares foram vazados surgiu após o estouro da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

Em dezembro, o jornal O Globo revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional. De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

Quando o inquérito que apura possíveis vazamentos de dados fiscais de ministros do Supremo e de familiares foi aberto por Alexandre de Moraes, o Estadão apurou, sob reserva, que um grupo de ministros defende que a investigação esclareça se houve vazamento de informações sigilosas por parte de órgãos federais. Outra ala da Corte, no entanto, avalia que o novo inquérito pode ser interpretado como uma forma de pressão ou represália a órgãos de controle.

Estadão Conteúdo

Caso Master: Mendonça se reúne com PF e quer alinhamento

Novo relator da investigação do Banco Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), alinhou, ontem (13), os primeiros procedimentos de seu gabinete com a Polícia Federal. O magistrado se reuniu via videoconferência por duas horas com o diretor-executivo da corporação, Willian Marcelo Murad, e com outros delegados que atuam no inquérito. A PF deve entregar, na semana seguinte ao Carnaval, um relatório com informações sobre a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga a suposta fraude na venda da instituição financeira de Daniel Vorcaro para o Banco Regional de Brasília (BRB). O documento trará novas provas da apuração.

Mendonça foi escolhido na noite de quinta-feira, por sorteio, para o lugar do ministro Dias Toffoli, que deixou o caso após muitas críticas e pressão dos pares. O novo relator também é responsável pela apuração sobre o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aos interlocutores, ele disse que agirá com serenidade, técnica e discrição.

O gabinete do ministro iniciou o processo para assumir o recebimento de todas as informações sobre o Master e dividir a equipe interna que cuidará da investigação. Existe uma expectativa sobre a atuação de Mendonça, considerado um magistrado pouco afeito a aparições públicas e que se conduz discretamente, dentro e fora da Corte. Nos bastidores do caso Master, há quem o considere um magistrado difícil de ser “lido”.

A tendência é de que o relacionamento com a PF não seja tempestuoso, ao contrário do antecessor na condução do inquérito. Da mesma forma, a avaliação no Supremo é de que a exposição da Corte diminua, apesar das pressões em torno do caso Master. Isso porque a análise é de que prevaleceu a institucionalidade, a unidade do STF — os 10 integrantes assinaram a nota de apoio a Toffoli — e o ex-ministro-relator não ficou exposto, o que era o grande temor dos magistrados que o apoiavam, pois isso poderia abrir a porta para ações de desgaste, sobretudo no Congresso.

Na quinta-feira, houve uma sequência de reuniões. A primeira foi antes da sessão plenária, da qual participaram o presidente Edson Fachin, o vice Alexandre de Moraes e os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, além de Toffoli. Já ali o então ministro-relator deixou claro que não abriria mão do caso. Houve um novo encontro, horas depois, no qual Toffoli continuava irredutível. Dessa vez, os debates duraram aproximadamente três horas e, ao final, o ministro deu-se por convencido a deixar a condução do inquérito do Master. Fachin apresentou aos pares o relatório da PF em que aparecem menções de Vorcaro a Toffoli.

Para os magistrados, o documento em que o então ministro-relator aparecia era, na verdade, uma investigação contra ele. Toffoli vinha em rota de colisão com a PF há algum tempo, pois algumas das decisões que tomou na condução do inquérito desagradaram a corporação, que via interferência do ministro.

Os desentendimentos teriam começado em 3 de dezembro de 2025, quando ele traz para si a competência de toda a investigação que corria na primeira instância da Justiça. Apesar de validar as medidas cautelares anteriores, determinou que o caso seguisse exclusivamente no STF — argumentou o envolvimento do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem prerrogativa de foro.

Mas, em 24 de dezembro, ao determinar a realização de uma acareação entre Vorcaro, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton Aquino, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a temperatura subiu. Isso porque a prerrogativa de fazer acareações é da PF, que viu sua competência ser ultrapassada pelo ministro.

O confronto com a corporação atingiu o auge em 30 de dezembro. O que seria a acareação tornou-se uma sessão de depoimentos — na sequência é que houve o cotejo de versões apenas entre Vorcaro e PHC. As oitivas aconteceram no STF e foram conduzidas pela delegada federal Janaína Palazzo. Porém, o juiz auxiliar do ministro, Carlos von Adamek, que acompanhava a sessão, tentou fazer com que a agente federal lesse perguntas elaboradas pelo gabinete do magistrado. Ela recusou. A sessão foi marcada pelo mal-estar entre a PF e o ministro.

Em 14 de janeiro — mesma data em que PF desfechava a fase complementar da Compliance Zero, cujos alvos foram o empresário e cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel (apontado como intermediário do ex-banqueiro com os bastidores políticos), o empresário Nelson Tanure, o financista José Carlos Mansur (dono da Reag Investimentos, liquidada extrajudicialmente pelo BC no dia seguinte) e Felipe Cançado Vorcaro (primo e então sócio do ex-banqueiro) —, Toffoli determinou que a corporação justificasse o atraso na deflagração desta segunda incursão. Visivelmente irritado, criticou a PF por “inércia” e de “inobservância expressa e deliberada” de sua decisão.

No dia seguinte, novo desgaste com os federais: determinou quais os peritos da corporação poderiam analisar os celulares de Vorcaro. Em 21 de janeiro, outro confronto: negou o pedido da PF para ouvir Vorcaro novamente ao argumentar que ele já havia sido ouvido em 30 de dezembro de 2025.

Como último ato na condição de ministro-relator, horas antes de abrir mão da condução do caso Master, Toffoli emitiu despacho determinando que a PF entregasse ao STF, imediatamente, todos os dados, laudos e dispositivos apreendidos e relacionados a Vorcaro.

Correio Braziliense

Mendes manda PF apurar suposta espionagem contra secretário do Recife

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal (PF) que investigue o possível monitoramento ilegal de integrantes do governo de João Campos, prefeito do Recife. Sorteado relator do caso no Supremo, Mendes determinou ainda que uma apuração conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco seja paralisada, enquanto o caso é investigado em âmbito federal.

O alvo da espionagem teria sido o secretário municipal de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo, que é assessor da prefeitura. Segundo a acusação feita pela gestão municipal, os dois foram monitorados e seguidos por agentes da Polícia Civil do estado, sendo que um rastreador chegou a ser instalado em um dos carros utilizados pelo secretário.

A suposta espionagem teria avançado também no meio digital, por meio da coleta de dados, incluindo “rastreamento e o reconhecimento facial”, destacou Mendes em despacho publicado na sexta-feira (30). “Não se trata, aqui, de apuração dirigida e fundamentada, mas de requisição massiva e horizontal de dados que, por sua abrangência e falta de delimitação, evidencia a prática típica, como dito, de ‘fishing expedition’”, escreveu o ministro.

A expressão fishing expedition, em inglês, se refere à chamada pesca probatória, isto é, quando uma investigação busca indiscriminadamente e sem delimitação específica por algum crime que possa eventualmente ter sido praticado por um alvo. Essa prática é ilegal no Brasil. O caso ganhou notoriedade após uma reportagem da TV Record, veiculada na semana passada, segundo a qual o rastreador teria sido instalado no carro de Monteiro em setembro do ano passado.

“A utilização de instrumentos técnicos de vigilância com finalidade política, dissociada de qualquer controle judicial, representa não apenas um desvio funcional, mas uma afronta direta aos preceitos fundamentais de inviolabilidade da intimidade, da legalidade, da impessoalidade e da igualdade de condição em disputa eleitoral”, escreveu Mendes no despacho.
O ministro determinou que a PF apure se há “indícios mínimos” da prática de crimes por agentes do estado de Pernambuco.

O caso surge no momento de pré-campanha eleitoral no estado. Campos é pré-candidato ao governo de Pernambuco, devendo enfrentar a atual governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Os dois disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo de Pernambuco nega monitoramento ilegal de adversários e afirma que as ações da Polícia Civil foram regulares, tendo sido realizadas no âmbito de investigações criminais sobre supostos desvios na prefeitura do Recife.

Agência Brasil

Delegados da PF apontam cenário “manifestamente atípico” em inquérito sobre Master

Delegados da Polícia Federal (PF) se dizem altamente “preocupados” com o andamento do inquérito sobre o caso Master em razão de “indícios” de que prerrogativas da classe “vêm sendo indevidamente mitigadas”. Em nota divulgada neste sábado (17) a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”.

A manifestação é assinada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que diz esperar que a PF e o Supremo Tribunal Federal possam “restabelecer uma atuação institucional harmônica, cooperativa e estritamente balizada pelo ordenamento jurídico”. A nota não cita diretamente Toffoli, mas faz referência a decisões do magistrado.

Os delegados destacam que, no bojo da investigação sobre o caso Master, foram determinadas acareações e “prazos exíguos para buscas e apreensões e inquirições”. Segundo o grupo, tais procedimentos se dão “à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial”.

Em dezembro, Toffoli chegou a marcar uma acareação entre o Banco Central, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ao fim, o representante do BC foi dispensado do procedimento. Além disso, Toffoli externou mal-estar com a PF e atribuiu a corporação “inércia” na abertura da segunda etapa da Operação Compliance Zero. A nota dos delegados de Polícia Federal menciona ainda determinações sobre o encaminhamento de materiais para “outros órgãos” e a escolha nominal de peritos para a realização de exames nos objetos apreendidos com os alvos da Compliance Zero.

Tal indicação, por sua vez, faz referência a uma série de decisões de Toffoli: inicialmente o ministro determinou que os objetos apreendidos na segunda etapa da ofensiva fossem encaminhados ao STF; depois, houve um recuo, com a determinação de remessa dos objetos à procuradoria-Geral da República; ao fim foram escolhidos eritos para análise dos materiais. No entanto, segundo a ADPF, nem mesmo no âmbito interno da corporação, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal.

Estadão Conteúdo

PF quebra sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso Master

A Polícia Federal (PF) quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso do Banco Master. A medida foi autorizada em 6 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão teve o sigilo retirado na sexta-feira (16). As quebras de sigilo abrangeram as movimentações no período de 20 a 21 de outubro de 2025. A solicitação foi pela Polícia Federal (PF) com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a decisão, a apuração aponta indícios da prática de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

“Também verifico que, na linha do que consignado pelo Procurador-Geral da República e pela Polícia Federal, que há elementos suficientes que apontam para o ‘aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais.'”, argumentou Toffoli.

O ministro afirmou que o procurador-geral da República acertou ao pedir a remessa do caso ao Supremo, ao destacar que as investigações conduzidas na 8ª Vara Federal Criminal de São Paulo são mais amplas do que aquelas da Operação Compliance Zero.

Na decisão, Toffoli também determinou o sequestro e o bloqueio de bens de 38 envolvidos em valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões. As medidas foram cumpridas no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro e, seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.

Como mostrou o Estadão, Zettel é o dono dos fundos de investimento da Reag Investimentos que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná. A participação valia, à época, R$ 6,6 milhões. Documentos com a movimentação financeira de um fundo de investimento chamado Leal mostraram que Zettel foi seu único cotista entre 2021 e 2025. Foi com uso desse e de um outro fundo que o pastor passou a ser sócio do resort Tayayá. Os fundos foram usados para aportar R$ 20 milhões no empreendimento. Os familiares de Toffoli foram os principais acionistas do empreendimento.

Procurados, o ministro Dias Toffoli, seus irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, a administração do resort e a Reag não se manifestaram. O ministro não tem participação direta no Tayayá, mas frequenta o resort.

Ao Estadão, Zettel, cunhado de Vorcaro, confirmou que foi cotista do fundo e disse ter deixado o investimento em 2022; e que este foi liquidado em 2025. A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não tem “qualquer conhecimento a respeito dos negócios dos referidos fundos”. Primo do ministro, Mario Umberto Degani, controlador das empresas que receberam o aporte, não foi localizado.

Estadão Conteúdo

Eduardo Bolsonaro, após ordem para retornar a posto no RJ: Não entregarei meu cargo na PF

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 2, que “é óbvio que não tem condição de retornar ao Brasil agora”, mas “não entregará” seu cargo na Polícia Federal de “mãos beijadas”. A indicação ocorre após portaria publicada determinar o “retorno imediato” do ex-parlamentar ao cargo na Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

“Ficarei firme. … Vou lutar por ele (meu cargo na Polícia )Federal. Porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso. Eu sei que querem pegar minha aposentadoria da PF, bem como o meu porte de arma e minha pistola Glock, que é brasonada da Polícia Federal até hoje. Querem me prejudicar”, disse o ex-parlamentar em vídeo publicado no X nesta tarde.

A reação se dá a ato da diretoria de gestão de pessoas da PF que determinou a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo de Eduardo Bolsonaro a partir de 19 de dezembro – após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato parlamentar em razão de faltas.

No vídeo, Eduardo diz que “não tem condição de retornar ao Brasil” citando o fato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro retornar para a carceragem da PF, em Brasília, após cirurgias. O ex-chefe do Executivo recebeu alta nesta quinta, 1, e voltou a cumprir a pena de 27 anos a que foi condenado pelo golpe de Estado gestado em seu governo em 2022.

O ex-deputado repetiu a alegação de que é “alvo de perseguição” e ainda criticou a cúpula da corporação da qual faz parte. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu. “Que a ‘Gestapo’ faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, completou.

Entenda o caso

Com a determinação da Polícia Federal (PF) desta sexta-feira (02), para que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retome o cargo de escrivão, o ex-deputado volta a ter como lotação a delegacia da corporação em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU). O período de afastamento de Eduardo da PF chegou ao fim após a Câmara dos Deputados declarar a perda do mandato dele, em 18 de dezembro, por faltas. Com isso, a licença concedida para o exercício do mandato eletivo perdeu validade.

Eduardo vive no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025. Na ocasião, ele se licenciou do mandato na Câmara para tentar barrar, com auxílio da Casa Branca, o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo ocupou o cargo de escrivão da Polícia Federal entre 2010 e 2014. Ele passou por departamentos em Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de tomar posse como deputado federal, segundo consta sua biografia no site da Câmara. Ele é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Estadão Conteúdo

PF diz que Bolsonaro tem até 40 soluços por minuto

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem entre 30 e 40 episódios de soluço por minutos, segundo o relatório da Polícia Federal. O político está preso desde novembro, cumprindo pena por liderar a trama golpista articulada pós-eleições de 2022. O documento tem a assinatura de quatro médicos peritos da PF. O mesmo laudo foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar a cirurgia do ex-presidente da República.

“Notou-se que os episódios de soluços permaneceram durante todo o exame sem qualquer remissão ou melhora, com frequência de aproximadamente 30 a 40 episódios por minuto”, diz trecho do documento assinado pelos médicos, e divulgado pelo Portal A TARDE.

Recomendação de cirurgia
Diagnosticado com hérnia inguinal bilateral, Bolsonaro terá que passar por um procedimento cirúrgico. De acordo com o relatório, apesar de existir a alternativa de um tratamento, a intervenção é o caminho mais recomendado para casos como o do ex-presidente da República.

“Apesar de existir uma possibilidade segura de tratamento não operatório(conservador/“espera vigilante”), a maioria dos cirurgiões recomenda a intervenção cirúrgica quando da descoberta de uma hérnia inguinal, pois sua história natural é de aumento progressivo e enfraquecimento da parede circundante – com potencial complicação de encarceramento e estrangulamento –, além da morbidade e mortalidade pós-operatória ser baixa”, destacam os médicos no laudo.

Prisão domiciliar negada
Alexandre de Moraes negou o pedido para prisão domiciliar solicitado pela defesa de Jair Bolsonaro, em decisão desta sexta-feira, 19. Apesar da negativa, o ministro do STF autorizou a realização do procedimento ciúrgico.Bolsonaro cumpre 27 anos de três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, na sede da Superintendência da Polícia Federal.

A Tarde

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