Flávio visitou Vorcaro para ‘ver se conseguia o resto do dinheiro’ de filme, diz presidente do PL

Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro (Geraldo Magela/Agência Senado e Divulgação/Lide)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contradisse nesta segunda-feira, 25, fala do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o motivo de ter visitado o banqueiro Daniel Vorcaro em novembro de 2025. A visita ocorreu após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal.

Segundo Valdemar, o senador foi até Vorcaro para “ver se conseguia o restante do dinheiro” para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última terça-feira, 19, Flávio afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para “pôr ponto final nessa história”, em referência à negociação para o pagamento da produção.

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PL dá 15 dias para avaliar se busca opção a Flávio após falas com Vorcaro

Pressionado pelo próprio partido a explicar sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, admitiu ontem mais um fato que havia sido omitido dos próprios aliados. Além de pedir dinheiro ao banqueiro para uma cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador confirmou que fez uma visita ao dono do Banco Master depois de ele ser preso, no fim do ano passado. À época, Vorcaro usava tornozeleira eletrônica e estava impedido de deixar São Paulo. A nova revelação abalou as bancadas do partido no Congresso e consolidou o entendimento, para parte dos colegas, de que um acontecimento novo pode sepultar a candidatura do senador.

Publicamente, integrantes do PL trataram o caso apenas como um novo revés, mas as justificativas apresentadas foram consideradas pouco plausíveis. Integrantes da cúpula avaliam que, de 10 a 15 dias, será o tempo para reavaliar se Flávio terá condições de prosseguir como candidato e se as denúncias serão relevantes eleitoralmente.

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Datafolha: maioria dos eleitores não se arrepende de voto em Lula ou Bolsonaro em 2022

Três anos e meio depois da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro pela Presidência da República, a maioria absoluta dos eleitores (91%) afirma não se arrepender do voto dado no segundo turno daquele pleito, segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16). Em 2022, Lula (PT) venceu com 50,9% dos votos, ante 49,1% de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento do Datafolha, 89% dos eleitores do Lula não se arrependeram do voto no segundo turno, enquanto 13% dizem ter se arrependido. Entre os eleitores de Bolsonaro, 94% não se arrependeram e 6% afirmam que sim.

A pesquisa do Datafolha foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), com 2.004 entrevistados em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

Estadão Conteúdo

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a autoridades do Judiciário que julgaram trama golpista

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo, sob o argumento de que ele atuou para constranger ministros da Corte e interferir no julgamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-deputado é acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — em um esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Foi neste processo que, em fevereiro, Moraes determinou a citação por edital do ex-deputado, em razão de ele se encontrar, “de forma transitória, fora do território nacional”.

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Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma. O ministro citou duas ações que questionam o constitucionalidade da lei, que devem ser julgadas pelo plenário da Suprema Corte.

Na prática, os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 terão que aguardar os ministros decidirem se a lei respeita as regras da Constituição Federal para obterem os benefícios da redução da pena.

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Lei da Dosimetria começa a valer; entenda o que muda para Bolsonaro e condenados por golpe

A Lei da Dosimetria começou a valer nesta sexta-feira (8) ao ser promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A medida prevê redução de penas para condenados por atentados golpistas no país e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O projeto de lei permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista, e aliados dele.

Apesar de já estar em vigor, a redução de penas não é automática. Conforme a lei, ainda cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições aos condenados, conforme as novas regras que o projeto determina.

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Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria, que pode beneficiar Bolsonaro

Nova legislação altera cálculo das penas e pode beneficiar condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8) a chamada Lei da Dosimetria, legislação que reduz penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A nova lei altera o entendimento sobre os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, determinando que as penas não sejam somadas, prevalecendo apenas a punição do crime mais grave.

Com isso, segundo informações divulgadas, Bolsonaro poderá antecipar a progressão de regime. Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente poderá ter redução significativa no tempo de reclusão.

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Bolsonaro mantém boa evolução após cirurgia no ombro, diz boletim médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, da Rede D’Or em Brasília, após ter sido submetido a um procedimento cirúrgico de reparo artroscópico do manguito rotador à direita neste domingo (03). De acordo com o boletim médico oficial emitido pela instituição, o paciente apresenta uma boa evolução clínica e mantém um controle satisfatório da dor após a intervenção no ombro.

Atualmente acomodado em um apartamento da unidade hospitalar, Bolsonaro segue um protocolo de recuperação que prioriza a analgesia (alívio ou supressão da dor sem perda de consciência) e a implementação de medidas preventivas contra a trombose.

O boletim detalha que os cuidados imediatos também englobam o início da reabilitação motora e funcional, etapas consideradas essenciais para o sucesso pós-operatório deste tipo de cirurgia.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março. A medida, com prazo inicial de 90 dias, foi concedida em razão das condições de saúde do ex-presidente.

Diario de Pernambuco

Bolsonaro já começa a mexer dedos das mãos e passa bem após cirurgia, diz Michelle

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou na conta dela no Instagram, na noite desta sexta-feira, 1º, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já consegue mexer os dedos do braço direito, onde foi submetido a uma cirurgia no ombro. Já na manhã deste sábado (02)\\, Michelle disse que ele passou a noite bem no Hospital DF Star de Brasília, onde está internado.

“O Galego (Bolsonaro) já está sem o oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento, que é normal não se mexerem por conta do anestésico, já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus”, disse Michelle no Instagram.

Segundo boletim do Hospital DF Star divulgado na sexta, foi realizado em Bolsonaro um “reparo artroscópico do manguito rotador à direita”, relacionado à articulação do ombro direito. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, se queixava de dores recorrentes que exigiam uso diário de analgésicos.

A defesa de Bolsonaro pediu a autorização para que o ex-presidente fizesse a cirurgia no dia 21 de abril e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, permitiu na quinta-feira, 30.

Depois do término da cirurgia, o cardiologista da equipe médica que atende Bolsonaro, Brasil Caiado, afirmou na saída do hospital que a cirurgia demorou três horas e que não há previsão de alta do ex-presidente.

Estadão Conteúdo

Michelle atualiza estado de saúde de Bolsonaro após a cirurgia

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais, neste sábado, 2, para atualizar os seguidores sobre o estado de saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro passou por um procedimento cirúrgico na região do ombro, na sexta-feira, 1. Segundo Michelle, o político já respira sem auxílio e já começou a se alimentar. Além disso, a mão do braço em que foi realizada a cirurgia, segundo a dirigente do PL Mulher, já voltou a se movimentar.

“O Galego já está sem o oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento – que é normal não se mexerem por conta do anestésico – já voltaram a se movimentar nesta noite”, escreveu Michelle no Instagram.

PL da Dosimetria – O ex-presidente Bolsonaro pode ter sua pena de 27 anos e três meses de prisão, fruto da condenação por tentativa de golpe de Estado, reduzida para 22 anos. A mudança deve ocorrer por conta do PL da Dosimetria, que teve o veto presidencial derrubado na quinta-feira (30). O projeto, que havia sido vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reduz a pena dos envolvidos nas tramas que tinham como objetivo a execução de um golpe de Estado, articulado após o resultado das eleições de 2022.

A Tarde

Defesa de Jair Bolsonaro solicita ao STF autorização para cirurgia no ombro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para a realização de um procedimento cirúrgico no ombro direito. O ex-presidente encontra-se em regime de prisão domiciliar humanitária temporária desde o dia 27 de março, benefício concedido em virtude de seu estado de saúde.

De acordo com a petição, a cirurgia está prevista para ocorrer nos dias 24 ou 25 de abril de 2026. O objetivo é a reparação do manguito rotador e de lesões associadas, conforme indicação de médico especialista.

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Lula cita condenação de Bolsonaro: “Extremismo não acabou e vai disputar eleição outra vez”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos generais quatro estelas pela trama golpista ao discursar neste sábado na Espanha. Em tom eleitoral, o petista afirmou que “extremismo no Brasil não acabou” e vai disputar a corrida presidencial neste ano: “No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo, temos um ex-presidente preso condenado a 27 anos de cadeia, temos quatro generais quatro estrela presos porque tentaram dar o golpe, mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez, mas esse é um problema nosso, do povo brasileiro, esse a gente lida com as nossas forças e as nossas armas”,  disse Lula em Barcelona, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre.

Lula não mencionou nominalmente o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e nem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O petista, porém, fez críticas indiretas ao líder americano ao citar a postura de Trump na guerra do oriente médio e suas ameaças de novos conflitos pelas redes sociais. “Não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia a noite com um Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra. Todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho.”

Agência O Globo

Bolsonaro tem evolução clínica ‘satisfatória’ e ‘melhora sutil’ no pulmão, dizem médicos ao STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta evolução clínica satisfatória e melhora discreta no pulmão esquerdo, segundo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (17). Apesar da melhora, os relatórios fisioterapêuticos indicam que ele ainda apresenta episódios de dor e fadiga muscular durante o tratamento.

O ex-presidente teve a prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para sua recuperação, após ter alta do hospital. No último mês, ele foi diagnosticado com “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa” e precisou ficar internado em tratamento intensivo por duas semanas.

Os relatórios foram enviados pela defesa de Bolsonaro ao STF. No documento desta sexta, o médico Brasil Caiado, da equipe de saúde de Bolsonaro informou que ele está respondendo de forma positiva ao tratamento. Segundo o cardiologista, a pressão de Bolsonaro está controlada, mas ele ainda se queixa de fadiga e cansaço, além de “desequilíbrio”, devido as medicações.

“O paciente apresenta boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, relata melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, com maior disposição física para realização das atividades diárias de rotina”, escreve o médico. “Devido a ação central dos medicamentos indicados para as crises de soluço, com consequência perda de equilíbrio, optamos por ajuste na posologia e redução das doses diárias, com resposta satisfatória até o momento”.

Além do relatório médico, a defesa também enviou o relatório fisioterapêutico, assinado por Kleber Caiado de Freitas. O profissional afirma que na última segunda-feira, 12, Bolsonaro teve uma crise de aproximadamente oito horas de soluços, o que dificultou a realização da fisioterapia. “Durante a execução, na metade dos exercícios propostos, o paciente passou a relatar fadiga muscular acentuada, aumento de tensão e dor na região dorsal, quadro associado a episódio prévio de aproximadamente oito horas de soluços”, escreve o fisioterapeuta.

Ele recomendou a continuidade do acompanhamento fisioterapêutico “com progressão controlada das cargas e manutenção das estratégias de controle de dor, mobilidade e preparo pré-operatório”. A defesa de Bolsonaro já informou ao STF que há indicação para o ex-presidente realizar cirurgia para tratar das dores no ombro direito. O ex-presidente recebeu, nesta semana, a visita de um ortopedista, que prescreveu analgésicos e avaliou as dores. Os atendimentos são realizados na residência do ex-presidente desde o dia 30 de março.

Estadão Conteúdo

Datafolha: 40% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; aprovação recua para 29%

A pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana aponta que 40% da população brasileira consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ruim ou péssimo. O índice permanece estável em relação ao levantamento anterior, realizado no início de março, e revela a manutenção de um cenário de avaliação negativa significativa por parte dos eleitores. Por outro lado, a avaliação positiva do governo apresentou recuo, passando de 32% para 29%, enquanto a avaliação regular subiu de 26% para 29%. O percentual dos que não souberam opinar variou de 1% para 2%, evidenciando pequenas oscilações dentro da margem de erro.

Os dados também permitem uma comparação com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período do mandato, em abril de 2022. Naquela ocasião, Bolsonaro registrava 46% de avaliação ruim ou péssima, 28% de regular e 25% de ótimo ou bom, números que indicam que a gestão de Lula apresenta desempenho superior ao do antecessor na mesma etapa administrativa. O levantamento reforça a relevância das pesquisas de opinião pública como termômetro da percepção popular sobre a condução do país.

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Base do governo pede indiciamento de Bolsonaro na CPMI do INSS

A base do governo no Congresso Nacional apresentou relatório à Comissão parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em oposição ao parecer do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), apresentado na manhã da sexta-feira (27). O documento propõe indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro como comandante de uma suposta organização criminosa que fraudou descontos associativos do INSS.

Além de Bolsonaro, o parecer também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por organização criminosa. Ao todo, o relatório pede o indiciamento ou encaminha à Polícia Federal para aprofundamento das investigações o nome 201 pessoas. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da CPMI, afirmou que as mudanças realizadas pelo governo de Bolsonaro propiciaram que entidades associativas fraudassem os descontos do INSS.

“Em 2019, no governo Bolsonaro, começam a ocorrer as grandes mudanças internas, com a publicação de portarias, de decreto, que vão cada vez mais abrindo a possibilidade para que outras instituições e entidades pudessem fazer descontos de aposentados e pensionistas”, disse. Do total, 130 são pedidos de indiciamento, entre agentes públicos e privados, envolvidos nas fraudes, e 71 são encaminhados à Polícia Federal (PF) para aprofundar as investigações, sendo 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas. O relatório indicia ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

“As conclusões que nós chegamos são baseadas em documentos, em provas. As pessoas que nós estamos propondo um indiciamento são pessoas em que nós individualizamos as condutas e conseguimos demonstrar de forma categórica os crimes que elas cometeram”, disse. O deputado ressaltou que não há indiciamento em série e que “não há tentativa de responsabilização de ninguém com o objetivo de fazer disputa política pré-eleitoral”.

Recomendações – O relatório recomenda a criação de nove proposições legislativas para combater o assédio comercial a beneficiários da previdência social, proteger aposentados e pensionistas em operações de crédito consignado contra práticas abusivas caracterizadoras de venda casada de produtos ou serviços acessórios. O documento sugere ainda projetos legislativos para ampliar a segurança e proteção de dados de aposentados e pensionistas, combater a lavagem de dinheiro por intermédio de escritórios de advocacia e de contabilidade, entre outras medidas. O texto também recomenda ao presidente do Congresso Nacional a instituição de uma comissão de juristas de alto nível, com vistas à elaboração de pré-projeto de modernização da lei sobre as CPIs.

Relatório alternativo – Para os governistas, o relatório apresentado por Alfredo Gaspar não tem maioria de votos da Comissão, e cabe ao presidente da CPMI, após votação do relatório oficial, colocar para votação o relatório alternativo proposto pelos parlamentares. “Tem vinte e poucos parlamentares que apoiam esse relatório e nós achamos que será uma irresponsabilidade do presidente da CPMI se ele não permitir que esta CPI tenha um relatório como resultado do trabalho que aqui foi realizado”, disse Pimenta.

Agência Brasil

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