Eduardo Bolsonaro é afastado de cargo na PF pela quantidade de faltas

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi afastado do cargo de escrivão da Polícia Federal até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura as recorrentes faltas não justificadas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no exercício da função. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira, 26.

O PAD foi instaurado no fim de janeiro para apurar faltas não justificadas de Eduardo ao posto na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ), local para onde ele foi transferido após ter seu mandato como deputado federal cassado. A investigação vai analisar se houve abandono de cargo.O ex-parlamentar determina ainda que Eduardo entregue a carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis

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Esposa de empresário que matou gari é afastada de cargo na Polícia

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou o afastamento da delegada Ana Paula Balbina, esposa do empresário René da Silva Nogueira Júnior, preso pelo assassinato de um gari em Belo Horizonte. A medida foi formalizada no Diário Oficial do Estado, onde consta que a servidora recebeu uma licença médica de 60 dias para tratamento de saúde, conforme prevê a legislação.

Enquanto isso, o inquérito que apura a morte de Laudemir de Souza Fernandes continua em andamento. O caso ganhou grande repercussão após o crime, ocorrido em 11 de agosto, na Rua Modestina de Souza, bairro Vista Alegre, na capital mineira.

Na ocasião, Laudemir trabalhava na coleta de lixo quando o carro de René, um BYD cinza, parou de frente para o caminhão da coleta. Testemunhas relataram que o empresário se irritou com a situação, sacou uma arma e chegou a ameaçar a motorista do veículo de limpeza, dizendo que “daria um tiro na cara” dela.

Ao ultrapassar o caminhão, René desceu armado, o carregador de sua pistola caiu, ele o recolocou, fez o manejo e, logo depois, atirou contra o gari, que não resistiu. O empresário, diretor de negócios de uma rede de alimentos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil.

A Tarde

Operação Publicanos: diretor e policiais penais da Penitenciária Doutor Edvaldo Gomes são afastados

Um dia após a deflagração da Operação Publicanos, da Polícia Civil de Pernambuco, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização publicou uma portaria confirmando o afastamento cautelar, por ordem judicial, do diretor da Penitenciária Doutor Edvaldo Gomes, em Petrolina, além de cinco policiais penais investigados.

A suspensão das funções inclui o recolhimento das identidades funcionais dos investigados, além de armas e outros materiais que ainda estejam em posse deles. A portaria também determina o envio de cópia da documentação à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, que será responsável por instaurar processo administrativo disciplinar contra os policiais penais envolvido.

Entenda o caso

Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) cumpriu16 mandados de busca e apreensão domiciliar, afastamento de função e bloqueio judicial de ativos financeiros, expedidos pela Primeira Vara Criminal da Comarca de Petrolina, no Sertão, no dia 19 de agosto. O alvo foi a penitenciária Doutor Edvaldo Gomes, em Petrolina.

Segundo a nota da PCPE, a investigação foi iniciada em maio de 2024, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e introdução de aparelho celular em presídio.

Os mandados foram cumpridos por 100 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações contaram com apoio da Polícia Civil da Bahia. A operação, batizada de “Publicanos”, é comandada pela Delegacia de Crimes contra a ordem tributária (DECCOT) e pelo grupo de operações especiais (GOE).

G1 Petrolina

Presidente da Câmara dos Deputados enviou pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enviou à Corregedoria da Casa os pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 deputados da oposição que participaram do motim no Congresso Nacional e de uma deputada acusada de agressão. As medidas precisam ser votadas pelo Conselho de Ética da Casa.

Os oposicionistas são, em maioria, do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do Novo, e participaram da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, obstruindo a retomada dos trabalhos legislativos. Já a deputada do PT é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Os deputados citados são: Marcos Pollon (PL-MS); Zé Trovão (PL-SC); Júlia Zanatta (PL-SC); Marcel van Hattem (Novo-RS);  Paulo Bilynskyj (PL-SP);  Sóstenes Cavalcante (PL-RJ); Nikolas Ferreira (PL-MG); Zucco (PL-RS); Allan Garcês (PL-TO); Caroline de Toni (PL-SC); Marco Feliciano (PL-SP); Bia Kicis (PL-DF); Domingos Sávio (PL-MG); Carlos Jordy (PL-RJ); e Camila Jara (PT-MS).

A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Câmara após reunião na tarde desta sexta-feira (8).  “A Mesa da Câmara dos Deputados se reuniu na sexta-feira (08), para tratar das condutas praticadas por diversos deputados federais nos dias 5 e 6. A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise”, informou em nota a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.

Após passarem pela corregedoria, onde as imagens serão analisadas, os processos voltarão à Mesa Diretora para, então, irem ao Conselho de Ética.

Agência Brasil

CNJ afasta desembargador por mensagens públicas de apoio a Bolsonaro

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou por 60 dias o desembargador Marcelo Lima Buhatem, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pela publicação de mensagens político-partidárias nas redes sociais. Pela decisão, Buhatem fica em disponibilidade, afastado de suas funções, mas continua recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

O desembargador, que respondia a processo administrativo disciplinar por possíveis infrações, foi acusado de tráfico de influência, paralisação irregular de processos e de não comunicar suspeição em processos onde uma familiar atuava como advogada. No entanto, o relator do processo, conselheiro Alexandre Teixeira, defendeu punição apenas para as publicações político-partidárias, por entender que não há provas de conduta ilícita nas outras acusações.

Buhatem compartilhou por diversas vezes publicações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro em seu perfil na rede Linkedin. Além disso, conforme noticiado pela imprensa, o desembargador aparece em uma foto, jantando com o ex-presidente e sua comitiva durante uma viagem a Dubai. Ele também enviou mensagem a uma lista de transmissão no WhatsApp associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo a defesa do desembargador, ele apenas “curtiu” postagens institucionais feitas pelo então presidente Jair Bolsonaro, “sem tecer manifestação pessoal sobre o conteúdo das publicações em redes sociais”. O plenário do CNJ entendeu, no entanto, que as mensagens tiveram grande alcance e fomentaram a desconfiança social acerca da justiça, segurança e transparência das eleições.

O relator do processo votou pelo afastamento por 90 dias, mas a maioria dos conselheiros decidiu reduzir a pena a 60 dias, acompanhando a punição aplicada em casos semelhantes. O acórdão da votação destaca que “as mensagens divulgadas pelo desembargador em seus perfis nas redes sociais caracterizam indevida publicidade de preferência político-partidária, conduta imprópria, nos termos da Constituição Federal e das demais normas legais e regulamentares que disciplinam os deveres da magistratura”.

Agência BRasil

STJ afasta servidora em investigação sobre venda de sentenças

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou uma servidora, de maneira cautelar, por suspeitas de irregularidades nos gabinetes dos magistrados da corte. As investigações apuram um suposto esquema de venda de decisões judiciais. É o segundo integrante do quadro técnico da corte que é afastado em razão deste tipo de suspeitas.

O primeiro funcionário afastado trabalhou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti e de desembargadores do Mato Grosso do Sul que atuaram na corte. Agora, foi afastada a servidora que atuou no gabinete do ministro Moura Ribeiro.

Em nota, o STJ informou que “até o momento, não há qualquer indício de envolvimento de ministros”, e que o processo disciplinar em relação ao servidor “seguirá as fases de instrução, defesa e relatório, garantindo-se, a um só tempo, os esclarecimentos necessários e a possibilidade do contraditório”.

O suposto esquema foi descoberto após a apreensão do celular do advogado Bruno Zampierri, assassinado no ano passado. A Polícia Federal investiga o caso.

Diário de Pernambuco