STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses por coação no curso do processo

Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pelo STF após ministros entenderem que houve tentativa de pressionar a Corte durante julgamento relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime entre os ministros que compõem o colegiado.

Além da pena privativa de liberdade, o ex-parlamentar foi condenado ao pagamento de multa. Conforme a decisão, o cumprimento da pena somente ocorrerá após o trânsito em julgado do processo, quando não houver mais possibilidade de recursos.

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Cotada para vice de Flávio Bolsonaro, Júlia Zanatta diz estar “pronta para o combate”

Deputada federal Júlia Zanatta publicou vídeo nas redes sociais e voltou a ser apontada como possível vice em uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) voltou ao centro das articulações políticas para as eleições de 2026 após publicar um vídeo nas redes sociais reforçando sua disposição para novos desafios políticos. A postagem foi divulgada em meio às especulações de que seu nome estaria sendo considerado para ocupar a vaga de vice-presidente em uma eventual chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No vídeo, a parlamentar reúne manchetes de reportagens que destacam seu nome como possível vice na disputa presidencial. A publicação é encerrada com a frase “Sempre pronta para o combate”, enquanto a legenda afirma: “Haverá sinais de que o Brasil tem jeito”.

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Produtora de filme de Bolsonaro diz que usou R$ 75 mi de fundo ligado a Eduardo

A produtora no Brasil responsável pelo filme ficcional sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, Karina Ferreira Gama, apresentou um laudo pericial declarando que foram gastos R$ 75 milhões na produção de “Dark Horse” e que a totalidade desses valores saiu de um fundo sediado nos Estados Unidos e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

Foi esse mesmo fundo, Havengate, que recebeu cerca de US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) de aportes do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, solicitados pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O laudo pericial, revelado na sexta-feira, 12, pelo site Metrópoles, não diz quem foram os financiadores. De acordo com as informações já tornadas públicas sobre os repasses determinados por Vorcaro, os dados indicam que os recursos do dono do Banco Master bancaram mais de 80% dos custos do filme.

A perícia afirma que a produção do longa no Brasil custou US$ 3,7 milhões (o equivalente a R$ 20,9 milhões), enquanto os custos nos Estados Unidos foram de US$ 9,6 milhões (R$ 54,2 milhões). A defesa de Karina Gama encomendou o laudo para rebater as suspeitas de um inquérito da Polícia Civil de que um contrato da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil tenha sido desviado para abastecer a produção do filme. A ONG é de Karina.

O laudo pericial conclui que os recursos usados em “Dark Horse” foram de origem privada e abastecidos pelo fundo Havengate, mas não apresenta detalhes sobre esses financiadores. “Conforme apurado por esta perícia, o fundo Havengate Development Fund LP celebrou contrato em 24 de fevereiro de 2025 para investimento no filme Dark Horse. Até a data de elaboração deste laudo, o aporte realizado soma US$ 13.393.081,29”, diz o laudo.As mensagens do celular de Daniel Vorcaro mostram que os pagamentos feitos por ele a pedido de Flávio tiveram como destino esse fundo Havengate e totalizaram ao menos US$ 10,6 milhões. O fundo tinha como representante o escritório de Paulo Calixto, que também é advogado de Eduardo Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro se reúne com Donald Trump na Casa Branca e encontro repercute no cenário político brasileiro

Flávio Bolsonaro participou de reunião com Donald Trump na Casa Branca

O senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República, se reuniu nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O encontro também contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo.

A reunião ganhou forte repercussão política no Brasil principalmente pelo simbolismo do encontro. Diferentemente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocupa atualmente o cargo de chefe de Estado, Flávio Bolsonaro participou da agenda apenas como senador e pré-candidato à Presidência da República.

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Fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro comprou casa em estado onde vive o deputado

Um fundo vinculado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro e administrador do Havengate Development Fund, que recebeu parte dos R$ 61 milhões pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para bancar Dark Horse, o filme biográfico de Jair Bolsonaro, comprou uma casa no Texas, mesmo estado em que Eduardo Bolsonaro mora nos EUA. O imóvel foi comprado por outro fundo privado de gestão de patrimônio, o Mercury Legacy Trust, e custou R$ 3,6 milhões. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

A matéria revela ainda que André Porciúncula, ex-secretário de Fomento à Cultura do governo Bolsonaro, consta nos documentos como responsável pela assinatura de compra no imóvel no Texas. Ex-PM, Porciúncula atuou na gestão de Jair Bolsonaro como o 02 de Mário Frias que, na época, era secretário de Cultura e hoje é produtor executivo do filme sobre Bolsonaro.

De acordo com a reportagem, o fundo adquiriu o imóvel em fevereiro na cidade de Arlington, no Texas, onde vive atualmente Eduardo Bolsonaro. O advogado Paulo Calixto é o administrador do fundo ligado ao filme biográfico do ex-presidente, que recebeu R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025, a pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, como foi revelado pelo Intercept Brasil nesta semana.

A Polícia Federal investiga o destino dos recursos repassados ao Havengate pelo ex-controlador do Banco Master por suspeita de campanha eleitoral antecipada, e se o montante foi usado para custear Eduardo Bolsonaro nos EUA. O Correio tentou contato com Eduardo Bolsonaro, mas até a publicação desta matéria não obteve respostas. A reportagem também não conseguiu contato com o advogado Paulo Calixto — cuja secretária afirmou à Folha que não falaria com a imprensa — nem André Porciuncula, que afirmou a Mônica Bergamo que a compra não tem relação com Eduardo ou o Banco Master. O espaço segue aberto para manifestação.

Correio Braziliense

Crise entre aliados da direita se intensifica após críticas de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro

Episódio expõe tensões no campo conservador para 2026

A divulgação de áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro provocou uma crise pública entre importantes nomes da direita brasileira.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, classificou a atitude de Flávio como “imperdoável” e afirmou que o episódio representa “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A reação foi imediata. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir de forma oportunista. Já Carlos Bolsonaro elevou o tom e fez duras críticas ao ex-governador. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, também classificou a postura de Zema como oportunista.

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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a autoridades do Judiciário que julgaram trama golpista

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo, sob o argumento de que ele atuou para constranger ministros da Corte e interferir no julgamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-deputado é acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — em um esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Foi neste processo que, em fevereiro, Moraes determinou a citação por edital do ex-deputado, em razão de ele se encontrar, “de forma transitória, fora do território nacional”.

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Mendonça interrompe julgamento de Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é acusado de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento começou na sexta-feira (17). Até o momento, o placar está 4 votos a 0 pela condenação do ex-parlamentar.

Além de Alexandre de Moraes, relator, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A data para retomada do julgamento ainda não foi definida.

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STF forma placar de 3 a 0 para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral

O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento da queixa-crime apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Até o momento, três ministros votaram pela condenação do réu pelo crime de difamação.

Votos e Penalidades
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação e sugeriu a aplicação das seguintes sanções:

Pena de detenção: Um ano.
Multa: 39 dias-multa, com valor unitário fixado em dois salários mínimos (totalizando aproximadamente R$ 80 mil).

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Eduardo Bolsonaro é afastado de cargo na PF pela quantidade de faltas

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi afastado do cargo de escrivão da Polícia Federal até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura as recorrentes faltas não justificadas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no exercício da função. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira, 26.

O PAD foi instaurado no fim de janeiro para apurar faltas não justificadas de Eduardo ao posto na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ), local para onde ele foi transferido após ter seu mandato como deputado federal cassado. A investigação vai analisar se houve abandono de cargo.O ex-parlamentar determina ainda que Eduardo entregue a carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis

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Eduardo Bolsonaro, após ordem para retornar a posto no RJ: Não entregarei meu cargo na PF

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 2, que “é óbvio que não tem condição de retornar ao Brasil agora”, mas “não entregará” seu cargo na Polícia Federal de “mãos beijadas”. A indicação ocorre após portaria publicada determinar o “retorno imediato” do ex-parlamentar ao cargo na Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

“Ficarei firme. … Vou lutar por ele (meu cargo na Polícia )Federal. Porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso. Eu sei que querem pegar minha aposentadoria da PF, bem como o meu porte de arma e minha pistola Glock, que é brasonada da Polícia Federal até hoje. Querem me prejudicar”, disse o ex-parlamentar em vídeo publicado no X nesta tarde.

A reação se dá a ato da diretoria de gestão de pessoas da PF que determinou a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo de Eduardo Bolsonaro a partir de 19 de dezembro – após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato parlamentar em razão de faltas.

No vídeo, Eduardo diz que “não tem condição de retornar ao Brasil” citando o fato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro retornar para a carceragem da PF, em Brasília, após cirurgias. O ex-chefe do Executivo recebeu alta nesta quinta, 1, e voltou a cumprir a pena de 27 anos a que foi condenado pelo golpe de Estado gestado em seu governo em 2022.

O ex-deputado repetiu a alegação de que é “alvo de perseguição” e ainda criticou a cúpula da corporação da qual faz parte. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu. “Que a ‘Gestapo’ faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, completou.

Entenda o caso

Com a determinação da Polícia Federal (PF) desta sexta-feira (02), para que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retome o cargo de escrivão, o ex-deputado volta a ter como lotação a delegacia da corporação em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU). O período de afastamento de Eduardo da PF chegou ao fim após a Câmara dos Deputados declarar a perda do mandato dele, em 18 de dezembro, por faltas. Com isso, a licença concedida para o exercício do mandato eletivo perdeu validade.

Eduardo vive no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025. Na ocasião, ele se licenciou do mandato na Câmara para tentar barrar, com auxílio da Casa Branca, o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo ocupou o cargo de escrivão da Polícia Federal entre 2010 e 2014. Ele passou por departamentos em Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de tomar posse como deputado federal, segundo consta sua biografia no site da Câmara. Ele é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Estadão Conteúdo

Gonet se manifesta contra pedido de prisão de Eduardo Bolsonaro

(Foto: Fernanda Calgaro/G1)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou parecer contrário ao pedido dos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSol-RJ) para que fosse decretada a prisão preventiva do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (14/10), Gonet afirmou que os parlamentares não têm legitimidade processual para solicitar tal medida, uma vez que o artigo 311 do Código de Processo Penal restringe esse tipo de requerimento à polícia judiciária e ao Ministério Público.

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Eduardo Bolsonaro associa assalto na casa de avós a Alexandre de Moraes

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) insinuou nas redes sociais que o assalto na casa de familiares dele em Resende, no sul fluminense, na manhã deste domingo (24), estaria associado às recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra ele e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em um post publicado no X, neste domingo, Eduardo questiona se os criminosos estariam seguindo “ordens de Moraes”, e diz que o assalto ocorreu após “vazamentos seletivos e perseguições de Moraes”. “Bandidos sequestraram meus avós e minha mãe. Ordens de Moraes? (…) E tudo isso acontece depois dos vazamentos seletivos e perseguições de Moraes, que expõem nossos familiares como alvos fáceis. Até onde vai a sede de vingança desse homem? Até onde irá a obediência cega de policiais que cumprem suas ordens sem questionar?”, escreveu.

De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, policiais militares do 37º BPM (Resende) foram acionados na manhã do domingo para uma ocorrência de roubo a residência no bairro Vila Julieta, em Resende. Segundo informações da PM, “as vítimas não ficaram feridas durante a ação criminosa”.

“Após buscas na região, os policiais recuperaram um automóvel levado pelos assaltantes. A Corporação, por meio de seus setores de inteligência, segue trabalhando para identificar e prender os responsáveis pelo crime. A ocorrência foi registrada na 89ª DP (Resende)”, diz a PM do Rio em nota.

Em outra publicação, Eduardo culpa a Polícia Federal e questiona se os agentes vazaram informações para os criminosos. “Vocês que dizem que só estão seguindo ordem, vocês da Polícia Federal, vocês são os responsáveis por isso, por entrar nessa onda, desse maluco do Alexandre Moraes, tem que me segurar aqui para não falar um palavrão, para tentar fazer esse tipo de coisa (…) Quem é que me garante que vocês não vazaram para esses criminosos entrarem na casa dos meus avós?”, afirmou.

Procurados pelo Estadão, a Polícia Federal e o STF não se pronunciaram sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro. O deputado, na publicação, voltou a associar o crime com o ministro Alexandre de Moraes: “Se esses caras forem realmente mandados do Alexandre Morais, boato diz que tem relação com o Primeiro Comando da Capital, maior organização criminosa do País não sei se é verdade ou não, mas e aí, como é que a gente fica? Tem o juízo final. Mas a gente vai correr atrás e muito para fazer valer a justiça dos homens, porque o que vocês estão fazendo é errado. Nem polícia, nem bandido, vai na casa do familiar de um do outro. Olha o que o vocês estão fazendo”.

Estadão Conteúdo

BB denuncia vídeo de Eduardo Bolsonaro por fake news e pede ação da AGU contra corrida bancária

O Banco do Brasil denunciou à Advocacia-Geral da União uma série de postagens feitas na última semana nas redes sociais com informações falsas sobre o banco e incitando a retirada maciça de recursos por correntistas. Segundo ofício encaminhado pelo banco, os ataques nas redes sociais começaram na última terça-feira, 19. Entre eles, há um vídeo feito por Eduardo Bolsonaro no dia 20, em que o deputado federal afirma que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. Eduardo tem mais de 1,7 milhão de seguidores em seu canal no Youtube.

O Estadão/Broadcast procurou o deputado, mas ainda não obteve resposta. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, reclamou publicamente desse movimento em evento no dia 20, sem citar nomes. O BB denunciou outros autores, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor da Presidência do governo Jair Bolsonaro Filipe Martins, com postagens, segundo o banco, difamatórias e contra a soberania nacional.

Na comunicação à AGU, os advogados alertam que esses ataques podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, contra a soberania nacional, contra o Sistema Financeiro Nacional, além de representar violação de sigilo bancário e difamação. Por isso, o BB quer que a AGU avalie a ação na Justiça para coibir a disseminação desse tipo de informação. As postagens mencionadas foram feitas no X, no Instagram e no Threads, além de vídeos no Youtube.

“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirma o BB, no mesmo ofício. A informação de que o BB havia comunicado a AGU sobre as postagens foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. Do dia para noite, surgem especialistas em Lei Magnitsky.

No documento, o BB relata à AGU que a campanha pode levar à uma corrida bancária contra a instituição, em razão de entendimentos falsos e incorretos sobre a aplicação da Lei Magnitsky e as consequências para o banco. Na semana passada, o BB cancelou o cartão internacional do ministro Alexandre de Moraes, de bandeira Mastercard, como consequência da aplicação da medida restritiva decretada por Donald Trump. No lugar, ele recebeu um cartão com da Elo, bandeira brasileira cujos acionistas são o próprio BB, além da Caixa e do Bradesco.

“O cenário de risco é que, do dia para noite, e cada vez mais, surgem especialistas em Lei Magnitsky, formados em redes sociais que recomendam a retirada de recursos de bancos brasileiros, especialmente do Banco do Brasil, controlado pelo Estado brasileiro”, afirma o BB. “Esse raciocínio enviesado, que pode fomentar uma corrida de clientes para retirada de recursos de instituições financeiras brasileiras, sem qualquer conhecimento de causa, gera tensão em seus clientes e risco à economia nacional.”

O banco relatou que, em razão da campanha, clientes começaram a pedir “esclarecimentos pelo temor de sanções secundárias falsamente propagadas”. Neste sábado (23), os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) atribuíram essa campanha nas redes sociais a bolsonaristas.

Estadão Conteúdo

 

Alckmin detona Eduardo Bolsonaro ‘trabalha contra interesse do país’

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, visitou neste sábado, (16), em Brasília, uma concessionária para acompanhar as vendas de carros que integram o programa “Carro Sustentável”.

Questionado por jornalistas sobre a reunião do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Alckmin não poupou críticas ao parlamentar, que está nos Estados Unidos articulando sanções contra o Brasil.

“Primeiro, lamentar que maus brasileiros trabalhem contra o interesse do país, de maneira injusta”, disse o vice-presidente. Eduardo e o secretário se encontraram na última quarta-feira, 13, nos Estados Unidos. O encontro foi divulgado pelo deputado licenciado. A Casa Branca não confirmou a agenda.

Falta de agenda

O chefe do Tesouro americano cancelou uma reunião que teria com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A conversa, que seria virtual, aconteceria no mesmo dia do encontro de Bessent com Eduardo.

Após o cancelamento, Haddad criticou o que chamou de “militância antidiplomática”, em referência à atuação de Eduardo em Washington. Os americanos justificaram o cancelamento alegando falta de agenda.O vice-presidente também falou do plano de contingência do governo para combater o tarifaço. Alckmin afirmou que espera que o PLP (projeto de lei complementar) enviado para excepcionalizar da meta fiscal R$ 9,5 bilhões em gastos com o pacote seja aprovado rapidamente.

A Tarde

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