Crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro expõe disputa por espaço político e sucessão na direita

 

Desentendimento envolve estratégias eleitorais, articulações do PL e a sucessão política do ex-presidente Jair Bolsonaro

Um desentendimento que antes permanecia restrito aos bastidores da política ganhou repercussão nacional e evidenciou uma disputa por influência dentro do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A crise envolve a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e foi detalhada em reportagem publicada pelo Congresso em Foco.

O conflito veio à tona após Michelle divulgar vídeos nas redes sociais relatando que foi “desrespeitada”, “maltratada” e “humilhada” por Flávio durante uma conversa sobre as articulações do Partido Liberal (PL) no Ceará. Segundo ela, o senador teria minimizado sua participação nas decisões políticas e considerado seu apoio à pré-candidatura presidencial como algo sem importância.

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A divulgação de áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro provocou uma crise pública entre importantes nomes da direita brasileira.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, classificou a atitude de Flávio como “imperdoável” e afirmou que o episódio representa “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A reação foi imediata. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir de forma oportunista. Já Carlos Bolsonaro elevou o tom e fez duras críticas ao ex-governador. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, também classificou a postura de Zema como oportunista.

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