Gilmar Mendes diz confiar em André Mendonça na relatoria do caso Master após críticas públicas

Gilmar Mendes afirmou confiar na atuação de André Mendonça na relatoria do caso Master e disse que divergências entre ministros não representam desunião no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta terça-feira (30) que confia na atuação do ministro André Mendonça como relator do chamado caso Master, mesmo após ter feito críticas públicas à condução do processo na semana passada. A declaração foi dada durante sessão da Segunda Turma do STF e representa uma tentativa de reduzir a percepção de divisão entre os integrantes da Corte.

LEIA MAIS

Jaques Wagner admite relação com ex-sócio do Banco Master, nega irregularidades e critica operação da PF

Senador afirma que conhecia empresário Augusto Lima, mas diz que nunca recebeu recursos do Banco Master e reclama da atuação da Polícia Federal

O senador Jaques Wagner (PT-BA) admitiu manter uma relação de proximidade com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, mas negou qualquer envolvimento em irregularidades investigadas pela Polícia Federal. Em entrevista publicada nesta sexta-feira (26), o parlamentar afirmou que a amizade não representa participação em eventuais práticas ilegais e voltou a negar ter recebido dinheiro da instituição financeira.

Segundo Jaques Wagner, Augusto Lima é uma pessoa de seu convívio, mas isso não significa que tenha participado de qualquer esquema investigado. O senador afirmou que jamais recebeu recursos do Banco Master e disse acompanhar com tranquilidade o andamento das investigações.

LEIA MAIS

Jaques Wagner deixa liderança do Governo no Senado após operação da PF sobre Banco Master

Senador afirma que decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Lula e diz que prioridade será concentrar esforços na própria defesa

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou nesta quarta-feira (24) a liderança do Governo no Senado Federal. A decisão foi anunciada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, e ocorre poucos dias depois de o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master.

Em publicação nas redes sociais, Jaques Wagner informou que o afastamento do cargo foi decidido em comum acordo com o presidente da República. Segundo o senador, o objetivo é dedicar prioridade absoluta à sua defesa, ao mesmo tempo em que preserva a articulação política do governo no Congresso Nacional.

LEIA MAIS

Deputado do PT defende afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo e caso amplia desafios políticos para Lula

Investigação envolvendo Jaques Wagner provoca debate interno no PT sobre permanência na liderança do governo

A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner provocou repercussão dentro do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) e passou a gerar reflexos diretos no cenário político nacional. Embora a direção da legenda mantenha apoio público ao parlamentar, lideranças petistas já defendem seu afastamento temporário da liderança do governo no Senado enquanto as investigações seguem em andamento.

A posição foi defendida pelo deputado federal Rogério Correia, vice-líder do governo na Câmara. Segundo o parlamentar, o afastamento permitiria que Jaques Wagner se dedicasse à própria defesa, preservando ao mesmo tempo a imagem do governo federal e da liderança governista no Congresso. Mesmo defendendo a medida, Correia ressaltou que todos têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

LEIA MAIS

Ministro André Mendonça impõe medidas cautelares ao senador Jaques Wagner

Decisão do STF ocorre no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o parlamentar e outros investigados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a aplicação de medidas cautelares ao senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).

Além das medidas cautelares, a decisão autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e a outros investigados. A operação é conduzida pela Polícia Federal e apura supostas irregularidades envolvendo empresários, agentes públicos e operações relacionadas ao Banco Master.

LEIA MAIS

Senadores de diferentes partidos saem em defesa de Davi Alcolumbre após reportagem sobre Banco Master

O senador Randolfe Rodrigues esteve entre os parlamentares que saíram em defesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão no Plenário

Senadores de governo e oposição se uniram nesta terça-feira (16) para manifestar apoio ao presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), após a divulgação de uma reportagem da revista Veja que o associa ao caso do Banco Master.

Durante sessão no Plenário, parlamentares classificaram as acusações como graves e criticaram a ausência de provas que sustentem as informações divulgadas. Na ocasião, Alcolumbre afirmou que adotará medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações e declarou que não será “intimidado, ameaçado, constrangido ou chantageado”.

LEIA MAIS

Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) negou nesta quinta-feira (11) mais uma proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. É a segunda proposta rejeitada pela corporação após Vorcaro ser preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão da PF já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisa a proposta de colaboração do banqueiro.

As razões pelas quais o acordo foi rejeitado estão em sigilo e não foram divulgadas pela corporação.

LEIA MAIS

Caso Master: operação da PF mira ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes no Banco Master pelo Rioprevidência

O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.

É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.

LEIA MAIS

Flávio visitou Vorcaro para ‘ver se conseguia o resto do dinheiro’ de filme, diz presidente do PL

Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro (Geraldo Magela/Agência Senado e Divulgação/Lide)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contradisse nesta segunda-feira, 25, fala do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o motivo de ter visitado o banqueiro Daniel Vorcaro em novembro de 2025. A visita ocorreu após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal.

Segundo Valdemar, o senador foi até Vorcaro para “ver se conseguia o restante do dinheiro” para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última terça-feira, 19, Flávio afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para “pôr ponto final nessa história”, em referência à negociação para o pagamento da produção.

LEIA MAIS

Daniel Vorcaro aceita subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões valor a ser devolvido em eventual delação com a PGR

Diante da resistência da Polícia Federal (PF) em fechar uma delação premiada com ele, o banqueiro Daniel Vorcaro aceitou subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido caso seja fechada uma colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A informação é de interlocutores que acompanham o caso.

Do seu lado, a PGR informou aos advogados de Vorcaro que, além de elevar o valor a ser devolvido, será necessário refazer seu roteiro de delação.

Do jeito que está, a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, concorda com a PF de que não é possível fechar qualquer acordo com o dono do Banco Master

Na avaliação de investigadores, a Procuradoria-Geral da República pode ser uma derradeira janela de oportunidade para uma delação de Daniel Vorcaro ser aceita.

LEIA MAIS

Mudança de Vorcaro para cela comum na PF indica que delação ‘subiu no telhado’

Fontes ligadas à investigação afirmam que proposta de delação não avançou em pontos considerados relevantes pelas autoridades

A transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal é vista por fontes ligadas à investigação como um forte indicativo de que o acordo de delação premiada do empresário perdeu força.

A mudança de local ocorreu nesta segunda-feira (18) e foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a avaliação de investigadores é de que as apurações devem continuar independentemente da colaboração de Vorcaro. Segundo essas fontes, a proposta de delação apresentada pela defesa do ex-banqueiro não teria avançado em pontos considerados relevantes pelas autoridades.

LEIA MAIS

Flávio Bolsonaro recorre ao TSE e pede suspensão de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg

Defesa do senador afirma que o questionário associou o pré-candidato ao caso Banco Master e pode ter influenciado as respostas dos entrevistados.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19).

Segundo a defesa do parlamentar, o levantamento teria utilizado perguntas consideradas “indutoras”, ao apresentar aos entrevistados informações e áudios relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master antes de questioná-los sobre intenção de voto, rejeição e imagem do senador.

LEIA MAIS

Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro. O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.

Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos onde o hacker tentava entrar. “A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil”, disse a PF em nota. Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro. Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.

No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro. “Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.

A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Z\ero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma.

Agência Brasil

Áudio de Flávio a Daniel Vorcaro é “caso de polícia”, diz Lula

Presidente afirmou que cabe à Polícia Federal apurar pedido de recursos para o filme sobre Jair Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (14) que o áudio em que o senador Flávio Bolsonaro pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro é um “caso de polícia”.

A declaração foi dada durante visita à fábrica de fertilizantes da Petrobras, na Bahia, quando o presidente foi questionado sobre o conteúdo divulgado pelo The Intercept Brasil.

“Eu não vou comentar um caso de polícia. Não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. O meu papel é cuidar do povo brasileiro, da Petrobras e da geração de empregos”, declarou Lula.

LEIA MAIS

Crise entre aliados da direita se intensifica após críticas de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro

Episódio expõe tensões no campo conservador para 2026

A divulgação de áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro provocou uma crise pública entre importantes nomes da direita brasileira.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, classificou a atitude de Flávio como “imperdoável” e afirmou que o episódio representa “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A reação foi imediata. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir de forma oportunista. Já Carlos Bolsonaro elevou o tom e fez duras críticas ao ex-governador. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, também classificou a postura de Zema como oportunista.

LEIA MAIS
12