Crise entre aliados da direita se intensifica após críticas de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro

Episódio expõe tensões no campo conservador para 2026

A divulgação de áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro provocou uma crise pública entre importantes nomes da direita brasileira.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, classificou a atitude de Flávio como “imperdoável” e afirmou que o episódio representa “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A reação foi imediata. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir de forma oportunista. Já Carlos Bolsonaro elevou o tom e fez duras críticas ao ex-governador. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, também classificou a postura de Zema como oportunista.

A crise teve início após o The Intercept Brasil divulgar áudios e mensagens atribuídos a Flávio Bolsonaro. Segundo a reportagem, o senador buscou junto a Daniel Vorcaro recursos para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro admitiu o contato com o empresário, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, tratava-se apenas da busca por patrocínio privado para um projeto privado, sem uso de dinheiro público, sem contrapartidas e sem recebimento de recursos pessoais.

O episódio expôs a disputa pela liderança do campo conservador para as eleições de 2026. Com Jair Bolsonaro inelegível, nomes como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema vêm sendo apontados como possíveis candidatos à Presidência da República.

Daniel Vorcaro está preso no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal apura suspeitas de fraudes no sistema financeiro que, segundo as investigações, podem chegar a R$ 12 bilhões.

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