Caso Master: operação da PF mira ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes no Banco Master pelo Rioprevidência

O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.

É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.

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Flávio visitou Vorcaro para ‘ver se conseguia o resto do dinheiro’ de filme, diz presidente do PL

Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro (Geraldo Magela/Agência Senado e Divulgação/Lide)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contradisse nesta segunda-feira, 25, fala do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o motivo de ter visitado o banqueiro Daniel Vorcaro em novembro de 2025. A visita ocorreu após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal.

Segundo Valdemar, o senador foi até Vorcaro para “ver se conseguia o restante do dinheiro” para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última terça-feira, 19, Flávio afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para “pôr ponto final nessa história”, em referência à negociação para o pagamento da produção.

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Mudança de Vorcaro para cela comum na PF indica que delação ‘subiu no telhado’

Fontes ligadas à investigação afirmam que proposta de delação não avançou em pontos considerados relevantes pelas autoridades

A transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal é vista por fontes ligadas à investigação como um forte indicativo de que o acordo de delação premiada do empresário perdeu força.

A mudança de local ocorreu nesta segunda-feira (18) e foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a avaliação de investigadores é de que as apurações devem continuar independentemente da colaboração de Vorcaro. Segundo essas fontes, a proposta de delação apresentada pela defesa do ex-banqueiro não teria avançado em pontos considerados relevantes pelas autoridades.

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Flávio Bolsonaro recorre ao TSE e pede suspensão de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg

Defesa do senador afirma que o questionário associou o pré-candidato ao caso Banco Master e pode ter influenciado as respostas dos entrevistados.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19).

Segundo a defesa do parlamentar, o levantamento teria utilizado perguntas consideradas “indutoras”, ao apresentar aos entrevistados informações e áudios relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master antes de questioná-los sobre intenção de voto, rejeição e imagem do senador.

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Flávio Dino manda abrir nova investigação sobre suspeita de emendas parlamentares para financiar filme sobre Jair Bolsonaro

Apuração preliminar vai analisar possível uso de recursos públicos na produção do longa Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de um novo processo para apurar suspeitas de uso de emendas parlamentares no financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação tramita em caráter preliminar e sob sigilo. O procedimento foi instaurado a partir de petições apresentadas pelos deputados federais Pastor Henrique Vieira e Tabata Amaral.

Em março, Flávio Dino já havia solicitado informações à Câmara dos Deputados sobre o repasse de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora Karina Ferreira Gama.

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Luciano Huck volta a ser citado nos bastidores como possível nome para a disputa presidencial de 2026

Desgaste de Flávio Bolsonaro após caso envolvendo Daniel Vorcaro reacende especulações sobre candidatura do apresentador

O nome do apresentador Luciano Huck voltou a circular nos bastidores políticos e empresariais como uma possível alternativa para a eleição presidencial de 2026.

As especulações ganharam força após o desgaste enfrentado pelo senador Flávio Bolsonaro com a divulgação de áudios e mensagens relacionados ao empresário Daniel Vorcaro, em tratativas para captar recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Áudio de Flávio a Daniel Vorcaro é “caso de polícia”, diz Lula

Presidente afirmou que cabe à Polícia Federal apurar pedido de recursos para o filme sobre Jair Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (14) que o áudio em que o senador Flávio Bolsonaro pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro é um “caso de polícia”.

A declaração foi dada durante visita à fábrica de fertilizantes da Petrobras, na Bahia, quando o presidente foi questionado sobre o conteúdo divulgado pelo The Intercept Brasil.

“Eu não vou comentar um caso de polícia. Não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. O meu papel é cuidar do povo brasileiro, da Petrobras e da geração de empregos”, declarou Lula.

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Crise entre aliados da direita se intensifica após críticas de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro

Episódio expõe tensões no campo conservador para 2026

A divulgação de áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro provocou uma crise pública entre importantes nomes da direita brasileira.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, classificou a atitude de Flávio como “imperdoável” e afirmou que o episódio representa “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A reação foi imediata. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir de forma oportunista. Já Carlos Bolsonaro elevou o tom e fez duras críticas ao ex-governador. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, também classificou a postura de Zema como oportunista.

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Flávio Bolsonaro confirma áudio sobre filme de Jair Bolsonaro e nega qualquer irregularidade

Senador afirma que conversa com Daniel Vorcaro tratava apenas de patrocínio privado para a produção da cinebiografia do ex-presidente

O senador Flávio Bolsonaro confirmou a autenticidade do áudio que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação do país nesta semana. Na gravação, o parlamentar conversa com o empresário Daniel Vorcaro sobre o pagamento de parcelas em atraso de um contrato de patrocínio para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O conteúdo do áudio foi divulgado inicialmente pelo The Intercept Brasil e, posteriormente, repercutido por diversos veículos de imprensa. Na conversa, Flávio cobra a regularização dos pagamentos acertados para viabilizar a conclusão do longa-metragem, que deverá ser lançado nos cinemas até o final deste ano.

A divulgação do áudio foi amplamente explorada por adversários políticos do senador, especialmente por setores da esquerda, que passaram a levantar suspeitas sobre a natureza da conversa. Apesar disso, até o momento não há qualquer indício de propina, favorecimento indevido ou utilização de recursos públicos.

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Delação de Daniel Vorcaro cita contrato de R$ 129 milhões com escritório da esposa de Moraes

Vorcaro afirma que contrato não resultou em favorecimento no STF

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que não houve troca de favores entre ele e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em razão do contrato firmado com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do magistrado.

Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Vorcaro declarou que o objetivo do contrato não teria sido obter benefícios judiciais, apesar de admitir que buscava proximidade com Moraes. O banqueiro também sustentou que o acordo de R$ 129 milhões não foi o maior já firmado pelo Banco Master, alegando existirem contratos ainda mais robustos dentro da instituição financeira.

O contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci previa a prestação de serviços jurídicos em diversas áreas e estabelecia pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos. O acordo vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sendo encerrado após a liquidação do banco pelo Banco Central e a prisão de Vorcaro durante a Operação Compliance Zero.

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Governo Lula contrata cruzeiros para COP30 por meio de empresa ligada a empresário associado a Daniel Vorcaro

O governo federal contratou navios de cruzeiro para servirem como hospedagem durante a Conferência do Clima da ONU, a COP30, realizada em Belém (PA), por meio de uma empresa cujo proprietário é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo.

De acordo com documento da Casa Civil, a contratação foi realizada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada ao governo, por meio da Embratur. A agência, por sua vez, subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., responsável por intermediar os contratos com as empresas de cruzeiros.

Segundo o documento, a Qualitours firmou acordos com as companhias Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros para disponibilização de cabines que serviram como hospedagem para delegações durante o evento internacional.

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Dono do Banco Master enviou mensagem a Moraes horas antes de ser preso

Uma troca de mensagens envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tem repercutido após a prisão do banqueiro.

De acordo com informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, uma das últimas mensagens enviadas por Vorcaro no dia em que foi preso teve como destinatário o ministro do STF.

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Investigado por atuar como “sicário” de Daniel Vorcaro entra em protocolo de morte encefálica após tentativa de suicídio

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”

O caso envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ganhou grande repercussão após sua prisão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Mourão, de 43 anos, foi internado em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele utilizou a própria camisa para tentar se enforcar dentro da cela da Superintendência da PF em Minas Gerais.

Agentes federais realizaram manobras de reanimação por cerca de 30 minutos até a chegada do Samu, que levou o investigado ao hospital.

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Escândalo do Banco Master estremece a República e acende alerta institucional

Ontem, terça-feira, 27 de janeiro, nós informamos sobre um episódio que vem gerando forte repercussão no Brasil: o encontro do presidente Lula com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ocorrido em 2024, fora da agenda oficial, no Palácio do Planalto, o que, por si só, já gera muitas interrogações.

De acordo com as informações divulgadas pela imprensa nacional, a reunião teria sido articulada pelo ex-ministro Guido Mantega. Na oportunidade, o próprio presidente Lula teria envidado esforços no sentido de agilizar ou interceder por uma possível colocação de Guido Mantega no Banco Master.

Além disso, ontem também informamos outro dado que amplia ainda mais o alcance do escândalo. Segundo a colunista Andreza Matais, do Portal Metrópoles, o escritório de advocacia do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, teria recebido cerca de R$ 5 milhões do Banco Master por serviços de consultoria, mesmo após Lewandowski já ter assumido o cargo de ministro da Justiça do governo Lula.

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