Anac investiga se helicóptero que colidiu fazia transporte clandestino

CBMRJ/Divulgação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que investiga se um dos helicópteros que se chocaram, neste domingo (14), estava realizando transporte aéreo clandestino.

Em nota, a agência informou ter recebido uma denúncia em 2025.

“Especificamente quanto à aeronave PP-MAC, em decorrência de processo de apuração, em 2025, após denúncia de transporte aéreo clandestino, além da autuação por recusa de informações à Anac e, em continuidade à apuração da denúncia, a aeronave foi incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização, presencialmente”, diz.

Em 2025 e 2026, a Anac fiscalizou 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos da cidade do Rio de Janeiro. Nessas fiscalizações, a aeronave prefixo PP-MAC não foi localizada.

Os dois helicópteros colidiram e caíram nos arredores da Avenida das Américas, altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). As seis pessoas que estavam nas aeronaves morreram.

LEIA MAIS

Colisão entre helicópteros deixa 6 mortos no Rio de Janeiro

Seis pessoas morreram após a colisão de dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, todas as vítimas estavam nas aeronaves. Os helicópteros caíram em um pátio com veículos na Avenida das Américas. Ao menos 20 carros foram atingidos e as chamas se alastraram.

Os bombeiros foram acionados às 9h e enviaram quatro unidades para a ocorrência. Por volta das 10h50, o trabalho dos bombeiros já havia sido praticamente finalizado. Como os veículos atingidos eram elétricos, havia um risco maior de o incêndio se alastrar ainda mais, segundo os bombeiros, mas as chamas foram extintas.Informações iniciais indicam que cinco vítimas estavam em um dos helicópteros e, a outra, pilotava a segunda aeronave envolvida no acidente. Esses dados, no entanto, só serão confirmados após perícia. Até a última atualização desta reportagem, as vítimas não tinham sido identificadas. Moradores relataram o incêndio nas redes sociais.

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver uma fumaça preta e espessa. Moradores afirmaram que se assustaram com fortes barulhos de explosões. Trecho da Avenida das Américas precisou ser fechado. Pedaços de helicóptero foram encontrados pelos bombeiros em vários pontos. O local foi isolado e a Polícia Civil já iniciou a perícia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, também foi acionado. Ainda não se sabe a causa da colisão.

Em nota, a FAB explicou que, neste momento, “profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”.

Helicópteros estavam em situação regular – As aeronaves envolvidas operavam em situação regular, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Um dos helicópteros, de matrícula PP-MAC, é um modelo Bell Helicopter 206B Jet Ranger. Possui capacidade para cinco pessoas. A outra aeronave é um Eurocopter France AS 350 B2, com matrícula PR-DJJ, conta com seis assentos.

Estadão Conteúdo

Caso Master: operação da PF mira ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes no Banco Master pelo Rioprevidência

O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.

É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.

LEIA MAIS

Ex-governador Cláudio Castro é alvo de operação da PF no Rio

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15), durante a Operação Sem Refino, deflagrada para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis.

A ação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública, nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

LEIA MAIS

Operação policial no Vidigal deixa turistas ilhados no Morro Dois Irmãos

Uma operação da Polícia Civil na comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, causou momentos de tensão para visitantes na manhã desta segunda-feira. O objetivo da ação é localizar e prender lideranças da facção criminosa Comando Vermelho.

Visitantes bloqueados na trilha
O reflexo imediato da operação foi o bloqueio do principal acesso ao Morro Dois Irmãos, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.

LEIA MAIS

Flávio Bolsonaro comemora rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula: “O próximo vai ser o do PT”

O rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 repercutiu no meio digital – e político – nesta Quarta-feira de Cinzas (18). A agremiação, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terminou na última colocação na apuração do Grupo Especial e voltará a disputar a Série Ouro no próximo ano. O resultado foi comemorado nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói havia conquistado acesso à elite do Carnaval carioca em 2025. Para o desfile deste ano, a escola apresentou o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória do presidente da República. A escolha do tema gerou controvérsia antes mesmo dos desfiles e motivou disputas judiciais, incluindo questionamentos analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após a divulgação do resultado oficial, que colocou a escola na última posição do Grupo Especial, Flávio Bolsonaro comentou o desfecho em publicação no Instagram, onde escreveu: “DOS PROJETOS DE DEUS NÃO SE ZOMBA! Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT.” Com o resultado, a Acadêmicos de Niterói deixa o Grupo Especial e volta a disputar a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro em 2027.

Dario de Pernambuco

Jurada que “esqueceu” de dar notas para 3 escolas não volta para a apuração do carnaval 2026

A jurada que gerou polêmica no ano passado ao se “esquecer” de dar três notas de samba-enredo no Grupo Especial do carnaval carioca não avaliará as agremiações em 2026. Ana Paula Fernandes não consta do rol de julgadores, embora a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) tenha aumentado o número de profissionais na função este ano – de quatro para seis, sendo que duas foram eliminadas por sorteio.

Na ocasião, Ana Paula não deu notas para os sambas de Paraíso do Tuiuti, Mocidade e Portela – pelo regulamento, as três receberam pontuação máxima, 10. Para o quesito este ano, foram sorteados os jurados Christiano Abelardo, Vandelir Camilo, Alfredo Del-Penho e Alessandro Ventura. A menor nota será descartada. Após a polêmica, Ana Paula respondeu ao Globo sobre as três notas que não foram registradas em seu caderno de julgamento. Além de lamentar o equívoco ocorrido na última noite de desfiles, ela revelou que se sentiu extremamente incomodada com o barulho “insuportável” após a apresentação final, o que acabou resultando em uma queda de pressão.

A jurada disse ter cometido um “lapso terrível” relatou que o intenso barulho vindo do camarote e da roda de samba próximos ao módulo 4 era “ensurdecedor”. “Segundo o regulamento da Liesa, as minhas justificativas não puderam ser consideradas, pois não haviam sido transcritas para a primeira página. Então, eu não esqueci de dar notas. O correto seria dizer que eu não as transferi para a primeira página. No momento em que escrevemos a nota, logo após o desfile, o barulho é insuportável. No módulo 4, onde fiquei, havia uma rave e uma roda de samba em volume altíssimo. Por ser novata, eu não tinha noção do quanto isso atrapalharia, senão teria levado tampões. Nesse momento, eu tive uma queda de pressão por ser o terceiro dia e estar mais cansada. Dai, cometi esse lapso terrível. Eu admito o meu erro e lamento pela confiança que me foi depositada”, disse ela.

Por ser sua primeira vez nesta função, Ana Paula contou que se preparou com antecedência, estudando os sambas das agremiações “de forma incessante durante um mês”.  Questionada sobre as críticas que recebeu, Ana Paula relatou que tentou “não entrar nessa loucura coletiva”. Ela apontou na época que recebeu xingamentos, ameaças e ataques de intolerância religiosa e racismo. A jurada disse frequentar o terreiro desde bebê pois sua avó é mãe de santo e ressaltou que não seguiu no candomblé por opção.

Ana Paula aproveitou para se desculpar sobre o ocorrido, porém reafirmou a lisura do processo de avaliação das escolas: “Muitas vezes, as escolas se sentem injustiçadas por todo trabalho e dedicação de um ano inteiro. Por respeito a elas, eu busco ser o mais neutra possível e muitas vezes o julgamento técnico parece contraditório com a beleza apresentada na avenida. Me desculpo pelos transtornos causados na apuração devido ao lapso inaceitável que cometi. Mas tenho confiança nas minhas análises e justificativas. Agradeço também a Liesa e reafirmo a lisura do processo”, disse.

Agência O Globo

Oposição anuncia 12 medidas judiciais contra desfile pró-Lula

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passou do campo cultural para o centro do debate jurídico e político nacional.

Em menos de 24 horas após a apresentação, partidos e parlamentares de oposição anunciaram pelo menos 12 medidas judiciais questionando o conteúdo do enredo, a presença do presidente e possíveis reflexos eleitorais do espetáculo.

LEIA MAIS

Cordão do Bola Preta celebra tradição de 107 carnavais no Rio

Como acontece há 107 carnavais, foliões vestindo roupas brancas com bolinhas pretas ocuparam as ruas do centro do Rio de Janeiro na manhã deste sábado (14). É o desfile do Cordão do Bola Preta, que destacou no tema deste ano a própria relevância histórica como bloco mais antigo em atividade no país: Bola Preta, DNA do Carnaval.

À frente do cortejo, a tradicional Corte Real reforçou o brilho do desfile. Além de Paolla, participaram Leandra Leal (porta-estandarte), Neguinho da Beija-Flor (padrinho), Maria Rita (madrinha), Emanuelle Araújo (musa da banda), João Roberto Kelly (embaixador), Tia Surica da Portela (embaixadora) e Selminha Sorriso (musa das musas).

Neste ano, a corte ganhou reforço com a estreia das novas musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins. Elas se juntam às musas Ju Knust, Thai Rodrigues, Taissa Marins e Luara Bombom, além do muso Amauri Junior. A animação ficou por conta da tradicional Banda do Cordão da Bola Preta, sob regência do maestro Altamiro Gonçalves.

Pelo terceiro ano consecutivo, o bloco mantém a parceria com a Liga Amigos do Zé Pereira, o bloco Vagalume O Verde e o Parque Nacional da Tijuca/ICMBio para a medição das emissões de gases poluentes dos geradores dos trios elétricos. A iniciativa permite a compensação de carbono do desfile. O desfile manteve o trajeto tradicional, com concentração na Rua Primeiro de Março e passagem pela Avenida Presidente Antônio Carlos, reunindo cariocas, turistas, famílias, idosos e crianças. Todos embalados pelas marchinhas e o hino oficial Quem não chora, não mama.

A carioca Luana Flor acabou de concluir a graduação em fisioterapia e decidiu comemorar o novo momento dançando e cantando no bloco. “Não tinha lugar melhor para eu curtir a minha formatura. Escolhi o Bola Preta, porque é um bloco tradicional. Ele traz a história do Rio e é sempre muito cheio, tem uma energia muito boa.” “Estou aqui para curtir mesmo, mas se a Paolla Oliveira e a Leandra Leal aparecerem, vou tentar tirar uma foto com as divas também”, complementou.

Ninguém estava mais empolgada com a possibilidade de encontrar a Paolla Oliveira do que a foliã Eliane Silva. Vestida com as cores do bloco, ela carregava um cartaz de mais de um metro de altura com um apelo para a atriz tirar uma foto com ela: Paolla, só mais um foto comigo? Prometo parar… (na próxima encarnação). “Acompanho o Bola Preta há 15 anos e, como acontece todo ano, estou aqui à espera da nossa grande rainha”, diz Eliane.

História do Bola Preta
Fundado em 13 de dezembro de 1918, o Cordão da Bola Preta surgiu a partir da reunião de amigos no bar Cave de Ouro, na Rua da Carioca, com o objetivo de preservar o carnaval de rua, em um momento que a cidade do Rio passava por transformações urbanas e culturais.

Desde sua criação, o bloco adotou as cores preto e branco. Entre as décadas de 1930 e 1970, o Bola Preta manteve o formato de cordão carnavalesco, com marchinhas, metais e percussão. A sede do bloco, que já funcionou na Avenida Treze de Maio, está instalada atualmente na Rua da Relação, tornando-se ponto de encontro de músicos e foliões.

Agência Brasil

OUTUBRO 2025: Rio de Janeiro entra em estágio 2 de atenção após megaoperação contra CV

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro informou, na tarde desta terça-feira (28), que o município entrou em estágio 2 de atenção devido a megaoperação policial realizada no Complexo do Alemão e na Penha, que busca prender integrantes da facção do Comando Vermelho (CV) – 64 pessoas morreram até o momento.

Esse estágio é estabelecido quando há risco de ocorrências de alto impacto na cidade. Em razões das ações policiais e as interdições de diversas ruas das Zonas Norte, Oeste e Sudoeste da cidade, a recomendação é se manter em um local seguro e evitar circulações pela região.

Castro e Lewandowski anunciam criação de escritório emergencial após megaoperação contra o CV

A medida foi anunciada em coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29/10), no Palácio Guanabara

Em coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29/19), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório emergencial para o combate do crime organizado. A medida é implemetada após o Rio de Janeiro (RJ) registrar a operação mais letal da história do estado. A ação policial terminou com 119 mortos, dos quais quatro eram policiais

O acordo foi feito durante uma reunião, realizada antes da coletiva, que contou com a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Fernando Oliveira.

“Independente de erros ou acertos, saímos daqui hoje com uma grande oportunidade”, declarou o governador Cláudio Castro.

O ministro da Justiça detalhou que o escritório funcionará como um fórum de diálogo, no qual decisões serão pensadas rapidamente. Lewandowski informou que o efetivo federal no estado também será ampliado.

Ministros de Lula devem se reunir com Castro no Rio nesta quarta-feira (29)

Megaoperação no Rio de Janeiro já deixa mais de 64 mortos e se torna a mais letal da história do estado

Em meio à crise desencadeada pela operação policial realizada nos complexos da Complexo do Alemão e da Complexo da Penha — que deixou pelo menos 64 mortos — o governo federal decidiu enviar uma comitiva ao Rio de Janeiro para reunião emergencial marcada para esta quarta-feira (29).

A delegação será composta pelos ministros Rui Costa e Ricardo Lewandowski, entre outros, e atende a um pedido formalizado pela Casa Civil para um encontro com o governador do Estado do Rio, Cláudio Castro (PL).

LEIA MAIS

Tragédia no Rio: operação policial deixa dezenas de mortos e gera crise entre governo estadual e federal

Nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, o Rio de Janeiro viveu um dos capítulos mais violentos de sua história recente: uma operação policial de grande escala contra a facção Comando Vermelho (CV) resultou em confrontos intensos, dezenas de mortes e acusações entre o governo estadual e a União.

O que aconteceu

Batizada de Operação Contenção, a ação teve como palco os complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Cerca de 2.500 agentes entre Polícia Militar, Polícia Civil e forças especiais foram mobilizados para cumprir mandados de prisão e desmantelar estruturas da facção em até 26 comunidades.

Os confrontos foram violentos: barricadas erguidas nas vias, disparos intensos, uso de artefatos explosivos, e até drones para lançamento de cargas explosivas por parte de membros do CV contra equipes de segurança.

O resultado até o momento: 64 pessoas mortas — inclusive policiais — e dezenas de presos.  Em relatórios preliminares, fala-se em mais de 100 presos e apreensão de armas de grosso calibre, como fuzis.

A operação está sendo considerada a mais letal da história do estado do Rio, eclipsando episódios anteriores de grandes confrontos.

Muitas comunidades ficaram em situação de isolamento. Escolas suspenderam aulas em determinados bairros da Zona Norte, rotas de ônibus foram interrompidas e moradores relataram pânico diante dos tiroteios constantes nas ruas.

Confronto entre governo estadual e federal

Além da violência nas ruas, o episódio desencadeou um embate político entre os governos estadual e federal sobre responsabilidade, recursos e apoio nas operações de segurança.

Fala do governador do Rio de Janeiro

O governador Cláudio Castro usou tom duro em coletiva, afirmando que o Rio está “sozinho nesta guerra” e que não teria recebido o respaldo necessário da União. Ele reclamou que o estado teria solicitado reforços e equipamentos que foram negados.  Em suas palavras:

“Não temos ajuda das forças de segurança [federais], nem [da] Defesa. É o Rio de Janeiro sozinho.”

Essa acusação incendiou o debate político entre os poderes.

Nota do governo federal

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reagiu prontamente por meio de nota, classificando a declaração de falta de apoio como “infundada e politicamente motivada”. Segundo a nota, o governo federal “tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado”. A nota ainda menciona que o Estado recebeu cooperação técnica e logística, além de acordos para atuação integrada com a Polícia Federal.

Declaração do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

Em contraposição ao governador, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que não recebeu pedido formal do governo do Rio para apoio específico na operação atual. Ele posicionou que o ministério está sempre à disposição dos estados, mas que, naquele caso, a acusação de omissão não procedia:

“Não procede a afirmação de que houve ausência de colaboração.”

Lewandowski também enfatizou que há cooperação contínua entre instituições federais e estaduais no combate ao crime organizado.

Panorama e implicações

  • Escala e gravidade: A operação marca uma escalada significativa no confronto entre Estado e facção armada — com uso de drones, armas pesadas e múltiplos pontos de choque — tudo sob um ambiente urbano densamente ocupado.

  • Vítimas civis e policiais: A contagem oficial indica mais de 60 mortos — entre eles policiais — e dezenas de detidos. A quantidade exata ainda pode variar conforme a investigação final.

  • Batalha institucional: O episódio escancarou divergências sobre quem deve prover apoio logístico e recursos em operações de segurança. A polêmica das acusações entre estado e União pode afetar a coordenação futura de ações integradas.

  • Impacto social: Moradores das favelas e comunidades atingidas sofreram com interrupções de transporte, aulas suspensas e medo constante. Em muitas áreas, o direito de ir e vir ficou comprometido.

  • Possível repercussão política: O tema da segurança pública volta a ganhar força nacional, e já há articulações para acelerar projetos como a PEC da Segurança Pública, que pode ampliar poderes federais no combate a organizações criminosas.

Bolsonaro diz em ato que será um ‘problema’ para o STF ‘preso ou morto’

No discurso feito para apoiadores, o ex-presidente disse que já tem votos suficientes para emplacar a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 16, na Praia de Copacabana que, mesmo “preso ou morto” vai continuar sendo um “problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF). No discurso feito para apoiadores no Rio, o ex-presidente disse que já tem votos suficientes para emplacar a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, que também pode beneficiá-lo.
“Eu estava nos Estados Unidos [no dia do vandalismo em Brasília]. Se eu estivesse aqui, estaria preso até hoje ou quem sabe morto por eles. Eu vou um problema para eles, preso ou morto. Mas eu deixo acesa a chama da esperança, da libertação do nosso povo”, disse Bolsonaro.
Como mostrado pelo Estadão, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) como “líder” do plano golpista para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.
LEIA MAIS

Seis escolas voltam hoje ao Sambódromo do Rio para desfile das campeãs

As seis escolas com melhor classificação do Grupo Especial do carnaval carioca retornam ao Sambódromo na noite deste sábado (8), para o tradicional desfile das campeãs. A festa começa às 22h com o desfile da Estação Primeira de Mangueira, que terminou o campeonato na sexta colocação.

A verde e rosa da zona norte, segunda maior vencedora da história do carnaval carioca, com 20 títulos, apresenta o enredo À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões. A escola voltará à Passarela do Samba para apresentar a cultura bantu, comum a diversos povos da África e trazida com os escravos para o Brasil.

Quinta colocada no carnaval deste ano e maior vencedora da história, com 22 títulos, a Portela entra no Sambódromo em seguida, com o enredo Cantar Será Buscar o Caminho que Vai dar no Sol, que homenageou o cantor e compositor mineiro Milton Nascimento. Milton inclusive desfilou em um dos carros alegóricos, na terça-feira (4).

A terceira escola a entrar no Sambódromo será a campeã do carnaval de 2024 que, neste ano, ficou na quarta posição, a Unidos de Viradouro. O desfile, que começa já na madrugada de domingo (9), homenageia o líder quilombola João Batista, conhecido como Malunguinho, com o enredo Malunguinho: o Mensageiro de Três Mundos.

A Imperatriz Leopoldinense, terceira colocada neste ano, será a quarta escola a entrar na avenida, com o enredo Ómi Tútu ao Olúfon – Água Fresca para o Senhor de Ifón, sobre a viagem de Oxalá ao reino de Xangô.

Vice-campeã, a Acadêmicos do Grande Rio deve entrar na avenida entre as 2h20 e as 3h de domingo. Após ter perdido o título por apenas um décimo, a escola de Duque de Caxias volta à Passarela do Samba com o enredo Pororocas Parawaras: as Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós, sobre as encantarias do Pará.

Fechando a noite de festa, a campeã Beija-Flor de Nilópolis, que conquistou neste ano seu 15º título, entra na avenida, entre as 3h25 e as 4h15. O enredo Laíla de todos os Santos, Laíla de todos os Sambas, homenageia Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, músico, compositor e carnavalesco que participou de diversos títulos da escola de Nilópolis.

Regras
Apesar de não ser um desfile competitivo, uma vez que o resultado do carnaval 2025 já foi divulgado, existem algumas regras que as escolas precisam cumprir, sob pena de pagamento de multas. Entre as exigências para o desfile das campeãs estão os compromissos de se apresentar entre 60 e 70 minutos, com pelo menos 150 ritmistas na bateria e 45 pessoas na Ala das Baianas, sendo todos completamente fantasiados.  Será permitida a ausência de até uma alegoria e a maior parte dos componentes da escola precisam estar presentes.

Agência Brasil

123