Ainda é carnaval em Olinda; confira blocos que desfilam no final de semana na cidade

Oficialmente, o carnaval acabou na quarta-feira (18), mas em Olinda, no Grande Recife, o período carnavalesco foi pouco para os 4 milhões de foliões que passaram pelas ladeiras. Ao menos sete blocos blocos ainda desfilam ao longo deste final de semana, em diferentes bairros da cidade. Para quem ainda quer estender a folia a programação é a seguinte:.

Sábado (21)

Jardim Brasil 5 em Folia
Saída: Principais vias do bairro de Jardim Brasil
Concentração: 13h

Troça Carnavalesca Mista O Besta é Tu
Saída: Espaço Aberto – Campo de Várzea
Concentração: 13h

Bloco Eu Quero Mais
Saída: Rua Quinze de Novembro, 146
Concentração: 19h30
Trajeto: Rua 27 de Janeiro – Rua Prudente de Morais – Quatro Cantos – Rua do Amparo até o Largo do Amparo – Rua do Amparo – Quatro Cantos – Ladeira da Ribeira – Rua de São Bento.

Domingo (22)
 
Camburão da AlegriaSaída: Praça Doze de Março – Bairro Novo
Concentração: 10h

Troça Carnavalesca Mista A Lindona
Saída: Cariri
Concentração: 12h
Trajeto: Cariri (saída), Rua José Ramalho, Rua Vital Henrique , Rua Ns. Guadalupe, Amparo, Quatro Cantos (encerramento).

Bloco Ô Polvo Feio
Saída: Rua Surubim, Peixinhos
Concentração: 13h
Trajeto: Rua Surubim, Avenida Nacional, Avenida Presidente Kennedy, Ruas Paulista, Vertentes, São Sebastião e encerramento na Rua Surubim.

Troça Carnavalesca Mista O Invejado
Saída: Bar de Do
Concentração: 16h
Trajeto: – Rua do Amparo, Quatro Cantos , Amparo / Guadalupe e Varadouro

G1 Pernambuco

Blocos carnavalesco mantém a tradição no carnaval de Petrolina

O carnaval de Petrolina ano a ano mantém a sua essência de preservação da cultural trazendo, com as escolas de samba e o colorido dos blocos de frevo independentes. São quatro dias de festa, alegria, com desfiles de fantasias, diversidade de ritmos e preservação de uma tradição que representa a história carnavalesca.

Durante os dias de folia, diversos os blocos carnavalescos percorrem as ruas da cidade até o Polo Colombina, na Praça 21 de Setembro. Formados, em sua maioria, por amigos, familiares e vizinhos, as agremiações levam o momento de confraternização e o simbolismo de festejar a festa de momo sempre com muita alegria,  acompanhados por uma orquestra de frevo. Entre as escolas de samba que puxam o ritmo na avenida, com 46 anos de fundação, a Império do São Francisco se mantém firme com seu legado histórico e tradicional no carnaval da cidade.

“É interessante o quanto a cultura ainda está presente  no carnaval daqui. Esses bloquinhos são muito legais, existe uma interação de família, jovens, crianças, pais, amigos, todos brincando e se divertindo de uma forma bem descontraída. É a primeira vez que passo a  festa na cidade e isso enriquece o carnaval, fica mais alegre”, destacou o professor e folião, José Carlos.

Ascom

Blocos e troças LGBTQIA+ ocupam ruas e reforçam diversidade no carnaval de Olinda e do Recife

Carnaval é sinônimo de festa, de alegria, de celebração, mas também é expressão popular, cultural e política. A prova disso são os diversos blocos que saem às ruas com a bandeira LGBTQIA+, como Quem Cola Entra, Maracadonna, Tesourada, Se Eu Flopar Me Beija e Transcoco.
A pauta da diversidade tem ganhado força nos últimos anos, inclusive com a criação de polos voltados para a comunidade no Recife, que tem programação até a Quarta-feira de Cinzas (18) em diferentes pontos da capital pernambucana. Embora a comunidade esteja presente em outros espaços, integrantes dos blocos defendem que pessoas LGBTQIA+ construam seus próprios grupos.

Coordenadora de comunicação do bloco Quem Cola Entra, Aída Polimeri contou ao g1 que a troça nasceu depois que uma das fundadoras sofreu um episódio de violência em Olinda. “A gente se ‘forçou’ a sair juntas para se proteger. Aquela coisa de sermos todas [mulheres com] corpos dissidentes que gostam muito de carnaval e que não queríamos aceitar ficar em casa por conta desse episódio”, explicou.

Além disso, segundo Aída, há a necessidade de garantir mais espaços para a comunidade se expressar no carnaval. “Mais troças e mais blocos declaradamente LGBT em Olinda. Foi um ano que o ‘Vai ou Racha’ [outro bloco LGBT] tinha terminado e a gente queria muito se fazer presente”.

Essa ideia de misturar carnaval com política também aconteceu por acaso em algumas situações, como é o caso do Maracadonna, que até este ano não tinha de fato se colocado como um bloco propriamente LGBTQIA+. O bloco nasceu para homenagear uma figura bastante conhecida na comunidade, a cantora Madonna, e por consequência acabou agregando ao longo do tempo um grande público LGBTQIA+.

Jo, idealizador do bloco, conta que apesar de inicialmente a ideia não ser levantar uma bandeira, mas sim fazer uma homenagem, com o passar do tempo a agremiação foi naturalmente sendo associada à causa. “Nascemos LGBTQIA+, mas fomos de fato de entender e nos posicionar dessa forma esse ano, abraçando essa causa como se fosse uma missa campal LGBT, celebrando o direito de ser livre em qualquer instância e celebrando a diva pop que mais abraça a causa. Era um desejo nosso, mas também do público”, disse.

Jô também falou da importância de reafirmar a presença desse público na rua. Segundo ele, antes o público LGBTQIA+ em Olinda ficava restrito à Rua 13 de maio, mas agora pode ocupar outros espaços dentro da festa: “O carnaval já é uma festa que abraça esse público, mas é importante reafirmar isso”.

Aída também pontuou a importância de ter um espaço com identificação: “É muito importante ter um lugar para a gente ir. Se for comparar, olha quantos blocos tem uma massa grande cis hetero, a maioria formada por pessoas cis heteros, os maiores e mais conhecidos são sempre pensados para pessoas cis heteros e a gente sempre achou que tinha corpo e força para juntar essa galera”.

Assim também como o Maracadonna, o Se Eu Flopar Me Beija, também se tornou uma troça aliada por acaso. A ideia inicial era criar uma prévia para se despedir da pessoa que, inclusive, idealizou o primeiro estandarte. Mas, de cara, mais de mil pessoas confirmaram presença.

Luca Delmas, fundador da troça, acredita que a identificação do público LGBTQIA+ se deu por conta do termo “flopar”, presente na comunidade, mas não foi só isso. A ideia cresceu, se organizou e desde 2016 virou um ponto de encontro da comunidade em meio ao carnaval. “Nunca foi objetivamente pensado um público LGBT, mas foi pensado para gente que queria se divertir, gente como a gente. Então, a gente sempre se atentou para também fazer o possível para ser lugar seguro para pessoas LGBT e mulheres. […] Todo mundo sendo o que é sem medo”, contou Luca.

Em 2019, em Igarassu, dentro do Terreiro de Candomblé e de Matrizes Africanas e afro-indígenas, Raphaela, mulher trans, teve a iniciativa de criar um grupo de coco formado por pessoas transexuais. Segundo ela, a ideia era “combater a transfobia, todos os tipos de racismo, injúria racial, racismo religioso e todas as práticas discriminatórias”. “O preconceito, a exclusão, a discriminação de raça, de gênero e política, não deixar de existir de uma hora para outra. É uma construção de desconstrução, em busca de evolução. Só em estar, já é uma forma de resistência”, pontuou.

Cinzas da Diversidade

Além dos dias oficiais de folia, ainda há programação voltada à comunidade LGBTQIA+ na Quarta-feira de Cinzas. O Cinzas da Diversidade acontece no Polo do Ibura, Zona Sul do Recife, reunindo shows, performances de drag queens e concurso da Rainha da Diversidade, a partir das 19h. O encerramento acontece às 22h com Cybelle do Cavaco, levando samba e pagode para finalizar a programação.

G1 Pernambuco

 

Cordão do Bola Preta celebra tradição de 107 carnavais no Rio

Como acontece há 107 carnavais, foliões vestindo roupas brancas com bolinhas pretas ocuparam as ruas do centro do Rio de Janeiro na manhã deste sábado (14). É o desfile do Cordão do Bola Preta, que destacou no tema deste ano a própria relevância histórica como bloco mais antigo em atividade no país: Bola Preta, DNA do Carnaval.

À frente do cortejo, a tradicional Corte Real reforçou o brilho do desfile. Além de Paolla, participaram Leandra Leal (porta-estandarte), Neguinho da Beija-Flor (padrinho), Maria Rita (madrinha), Emanuelle Araújo (musa da banda), João Roberto Kelly (embaixador), Tia Surica da Portela (embaixadora) e Selminha Sorriso (musa das musas).

Neste ano, a corte ganhou reforço com a estreia das novas musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins. Elas se juntam às musas Ju Knust, Thai Rodrigues, Taissa Marins e Luara Bombom, além do muso Amauri Junior. A animação ficou por conta da tradicional Banda do Cordão da Bola Preta, sob regência do maestro Altamiro Gonçalves.

Pelo terceiro ano consecutivo, o bloco mantém a parceria com a Liga Amigos do Zé Pereira, o bloco Vagalume O Verde e o Parque Nacional da Tijuca/ICMBio para a medição das emissões de gases poluentes dos geradores dos trios elétricos. A iniciativa permite a compensação de carbono do desfile. O desfile manteve o trajeto tradicional, com concentração na Rua Primeiro de Março e passagem pela Avenida Presidente Antônio Carlos, reunindo cariocas, turistas, famílias, idosos e crianças. Todos embalados pelas marchinhas e o hino oficial Quem não chora, não mama.

A carioca Luana Flor acabou de concluir a graduação em fisioterapia e decidiu comemorar o novo momento dançando e cantando no bloco. “Não tinha lugar melhor para eu curtir a minha formatura. Escolhi o Bola Preta, porque é um bloco tradicional. Ele traz a história do Rio e é sempre muito cheio, tem uma energia muito boa.” “Estou aqui para curtir mesmo, mas se a Paolla Oliveira e a Leandra Leal aparecerem, vou tentar tirar uma foto com as divas também”, complementou.

Ninguém estava mais empolgada com a possibilidade de encontrar a Paolla Oliveira do que a foliã Eliane Silva. Vestida com as cores do bloco, ela carregava um cartaz de mais de um metro de altura com um apelo para a atriz tirar uma foto com ela: Paolla, só mais um foto comigo? Prometo parar… (na próxima encarnação). “Acompanho o Bola Preta há 15 anos e, como acontece todo ano, estou aqui à espera da nossa grande rainha”, diz Eliane.

História do Bola Preta
Fundado em 13 de dezembro de 1918, o Cordão da Bola Preta surgiu a partir da reunião de amigos no bar Cave de Ouro, na Rua da Carioca, com o objetivo de preservar o carnaval de rua, em um momento que a cidade do Rio passava por transformações urbanas e culturais.

Desde sua criação, o bloco adotou as cores preto e branco. Entre as décadas de 1930 e 1970, o Bola Preta manteve o formato de cordão carnavalesco, com marchinhas, metais e percussão. A sede do bloco, que já funcionou na Avenida Treze de Maio, está instalada atualmente na Rua da Relação, tornando-se ponto de encontro de músicos e foliões.

Agência Brasil

Bloco Acolher é Nossa Alegria transforma a folia em um grande encontro de inclusão em Petrolina

A alegria do Carnaval tomou conta da Praça 21 de Setembro nesta sexta-feira (13) com a realização do Bloco Acolher é Nossa Alegria. Promovido pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, o evento reuniu usuários dos serviços socioassistenciais em uma tarde marcada por música, cores, dança e muita emoção.

Ao som de marchinhas carnavalescas, e da animada da fanfarra, o público entrou no clima da festa e mostrou que inclusão e convivência também fazem parte da folia. Idosos, famílias e equipes dos serviços participaram juntos do momento, reforçando o espírito de pertencimento e celebração coletiva.

Entre os foliões, estavam as idosas do Centro de Convivência Mimi Cruz, que não escondiam a animação. Dona Francisca Calixto, de 60 anos, disse:”É maravilhoso poder brincar o Carnaval assim, com segurança e com tanta gente querida. Aqui a gente se sente parte da festa de verdade!”, destacou.

Já Francimar Soares, de 73 anos, completou:”Eu nunca pensei que fosse me divertir tanto! Ver todos sorrindo e dançando junto é um presente para a nossa vida”, disse.

Em sua quarta edição, o Carnaval da Assistência Social virou um dos momentos mais esperados pelo público. Entre confetes, fantasias coloridas e muitos sorrisos, o Bloco Acolher é Nossa Alegria mostrou que a folia também pode ser feita com cuidado, diversão e carinho, onde cada pessoa tem espaço para brincar, dançar e ser feliz.

Ascom

‘Eu só queria brincar o carnaval’: mulher denuncia agressão de policiais militares em Olinda

A publicitária Leila Perci denunciou ter sido agredida por policiais militares durante o desfile do bloco Homem da Meia-Noite, na madrugada do domingo (2), em Olinda. Ela afirma que foi empurrada e atingida com um cassetete na cabeça, costas e braços após entrar sem perceber no cordão de isolamento do bloco.

Leila registou boletim de ocorrência na Delegacia do Varadouro e passou por um exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) de Santo Amaro, no Recife. “A polícia, que deveria me proteger, me agrediu”. A publicitária conta que estava aproveitando o bloco quando, sem perceber, acabou entrando no cordão de isolamento. Ao notar que estava dentro da área restrita, foi abordada de forma agressiva.

“Eu estava no meio do bloco, já dentro do cordão de isolamento, e um policial veio até mim, me empurrou e foi extremamente grosso. Eu falei, ‘calma, meu amigo’. Quando meu amigo tentou intervir, três policiais começaram a bater nele com cassetetes”, conta Leila. Ela continua: “Quando vi o que estava acontecendo, fui até eles pedindo para pararem, e foi quando me agrediram. Eles me empurraram, me bateram com o cassetete na cabeça, nas costas, nos braços”.

Leila levou três pontos na testa. “Olhei no espelho e vi meu ombro roxo e as minhas costas com a marca de cassetete. O policial que me atendeu na delegacia até me disse que eles são orientados a não bater na cabeça, porque é muito perigoso. Mas o que me atingiu fez isso sem hesitar”, afirma. Além das marcas físicas, Leila diz que a agressão a deixou emocionalmente abalada. “Estava saindo de um tratamento contra a depressão e, agora, sinto que voltei à estaca zero”.

Ela também afirma que seu amigo, que tentou defendê-la, está machucado, mas ainda não registou boletim de ocorrência. Apesar da violência, Leila recebeu apoio imediato dos paramédicos da Prefeitura de Olinda. “Os paramédicos me deram toda a atenção, enfaixaram minha cabeça e me levaram para a UPA. Hoje (4), entraram em contato comigo oferecendo suporte psicológico através da ONG Livre de Assédio”, explica.

Leila cobra justiça e afirma que o episódio vai além da sua própria dor. “O que aconteceu comigo foi uma violência gratuita. A policia deveria estar lá para nos proteger, mas agiu com brutalidade.”, concluiu.

O que diz a Polícia Militar

O g1 procurou a Polícia Militar de Pernambuco, que se pronunciou em nota, afirmando que:  O efetivo empregado no carnaval é orientado a atuar dentro da legalidade, respeitando os cidadãos e garantindo a segurança de quem está nos polos de animação; Não há registro de denúncia formal sobre o caso; Vítimas podem formalizar a queixa junto à Corregedoria da PM, presencialmente, na Avenida Conde da Boa Vista, 428, no bairro da Boa Vista, pelo e-mail [email protected] e pelo pelo telefone (81) 3184-2772.

G1 Pernambuco

 

Bloco Olodum Mirim homenageia Bob Marley em desfile no Pelourinho

O Bloco Olodum Mirim desfilou mais uma vez pelas ruas do Pelourinho no Carnaval 2025. Este ano, o tema escolhido para o desfile foi uma homenagem ao cantor jamaicano Bob Marley. A apresentação destacou a conexão entre a cultura afro-brasileira e o reggae, reforçando a influência do artista no movimento musical e na luta por igualdade racial.

O cortejo reuniu 130 percussionistas e 30 bailarinas, sob a regência do mestre Geraldo Marques e da maestrina Tainara Meliane.

O bloco, formado por jovens integrantes da Escola Olodum, trouxe elementos visuais e sonoros inspirados na estética e na mensagem de Marley. O desfile reafirma o compromisso do grupo com a formação cultural e musical de crianças e adolescentes.

A Tarde

Encontro dos Blocos Líricos emociona foliões no Marco Zero

O encontro dos tradicionais blocos líricos reuniu foliões de várias gerações nesta segunda-feira (3), no Marco Zero. Com trajes repletos de cores e muito brilho, os participantes das agremiações desfilaram e emocionaram o público, que relembrou os costumes dos antigos carnavais.

O início da programação da segunda de carnaval atraiu diversas famílias, que trouxeram as crianças para curtir a folia no Bairro do Recife. Esse foi o caso do servidor público Breno Ribeiro, de 46 anos, que estava acompanhado da esposa Daniela, dos filhos Artur, de três anos, e Pedro, de um ano e quatro meses. Eles viajaram de Caruaru, Agreste de Pernambuco, para passar o carnaval no Recife.

Além de elogiar a organização do carnaval do Recife, Breno destacou a importância cultural dos blocos líricos no carnaval pernambucano, que é passado de geração em geração. “O carnaval é alegria e a gente queria mostrar isso para os nossos filhos, incentivando a nossa cultura. O carnaval do Recife é tradicional e cada vez vem melhorando. Então a gente quer vivenciar isso com os nossos filhos e passar a tradição, que foi dos meus pais”, destacou.

Para a funcionária pública recifense Romilda Paes, de 66 anos, a tradição dos blocos líricos merece ainda mais apoio do pelo poder público para que a tradição se prolongue ao longo dos anos. “Eu sinto falta da população participar desse tipo de bloco, principalmente do público mais jovem. O sentimento é que talvez um dia essa essa cultura se acabe por conta da falta de valorização dos jovens de manter a tradição. Os governantes deveriam estimular esses blocos para que eles tenham condições ainda melhores para se apresentar”, declarou Romilda.

A foliã recifense estava acompanhada da amiga, Lourdes Tavares, de Limoeiro, Agreste de Pernambuco, de 69 anos, que veio ao Recife para curtir a folia. Ela destaca que o encontro dos blocos líricos traz lembranças dos carnavais da sua juventude. “Eu me sinto bem e recordo da minha infância e adolescência. Na minha época, a diversão era mais nos clubes, com bandas, todo mundo enfeitado e arrumado. As brincadeiras eram de molha molha, de talco e de lama e por aí vai”, relembrou Lourdes.

Diario de Pernambuco

Bloco ‘Os que ficaram’ celebra 25 anos de história e resistência no Carnaval de Petrolina

“De dezembro até fevereiro, eu tenho uma missão, trabalhar pela cultura do Carnaval pernambucano aqui em Petrolina”, é o que descreve o aposentado Domingos Manoel de Souza. Aos 66 anos, durante três meses, ele deixa o descanso de lado à serviço da folia, colocando o bloco ‘Os Que Ficaram’ para desfilar no Carnaval de Petrolina. O bloco celebra as bodas de prata neste Carnaval. São 25 anos de história e resistência.

“Eu me sinto muito feliz, porque eu acho que eu fui um herói da resistência. Para ter o carnaval de hoje, houve uma resistência dos pequenos blocos, mostramos ao poder público que existe carnaval em Petrolina. Foi nós que levantamos a bandeira para fazer o carnaval estar do tamanho que é hoje”. Domingos relembra que o bloco surgiu nos anos 2000, a partir de um brincadeira com os amigos que não tiveram como sair de Petrolina para curtir o festejo em outros lugares.

 “Antes eu viajava para outra cidade, mas eu fiquei em Petrolina. Uns pensaram em ‘Os Que Não Foram’, outros escolheram ‘Os Que Ficaram’. O nome foi sugestivo na hora. Então, ‘Os Que Ficaram’ foi aprovado por 25 pessoas, e a gente foi para uma manhã de sol no Sesc de Petrolina, que era o único lugar que tinha na cidade com movimento de Carnaval”.

A agremiação enfrentou desafios para se firmar na folia momesca, nem sempre teve apoio, mas resistiu ao anos em nome da paixão pelo Carnaval. “Então, a gente ficou, assim, forçadamente. No período de carnaval, a gente juntava turma e ia para a praça, fazia camisa. Teve um ano que nem batedor não tinha, isso foi em 2004. A gente saia de um bar da Orla e seguia para a Praça da 21 para terminar lá, porque não tinha carnaval em outro canto da cidade”.

De lá para cá, ‘Os que ficaram’ se enraizou no Carnaval de Petrolina e abriu caminho para o surgimento de novas agremiações. “Se em 2000, tinha dois ou três blocos, hoje se você catalogar os blocos de Petrolina, tem quase 30 bloquinhos. Então, isso cabe aos blocos que ficaram, ao Carranca Dourada, que foram a resistência e responsáveis pela continuação do carnaval de rua”.

G1 Petrolina

Sábado de Carnaval em Petrolina será repleto de shows, blocos, diversas atrações e cortejo afro


O Carnaval em Petrolina inicia nesse sábado (01) com muita animação e alegria. Nas ruas do Centro, blocos e cortejo afro irão animar diversos foliões petrolinenses e turistas. Os polos Táxi Lunar (Orla), Canta Coração (Praça 21 de Setembro) e Bicho de 7 Cabeças (Multicultural Matingueiros) também serão tomados por uma diversidade de ritmos e valorização dos artistas locais e nacionais.

A partir das 8h, a Feira da Cohab Massangano será tomada de muita alegria, com a Orquestra de frevo Velho Chico. Às 18h, o Bloco Vira Copos, com a Orquestra Bandinha do Chicão, tomará conta das Avenidas Souza Filho e Guararapes. Já às 19h é a vez da Orquestra Rebarba do Samba, seguindo com o bloco Cortejo Afro, que sai da Praça Maria Auxiliadora, seguirá em desfile pelas ruas do Centro. No mesmo horário desfila o bloco Os que Ficaram, a animação fica por conta da Orquestra Serpente Imperial. E fechando a noite os foliões vão contar com os blocos Abre Alas Tô Chegando e Derruba Cerca, embalados com a Orquestra Levanta Poeira. Todos os blocos seguem até a Praça 21 de Setembro.

No Polo Táxi Lunar (Orla), que concentra um maior número de pessoas, a festa será animada por Pagodança, Trio Granah, Luan Estilizado e Jonathan Araújo, a partir das 20h. Já no Canta Coração (Praça 21 de Setembro), as famílias vão dançar e brincar, a partir das 18h, ao som da banda Pôr do Samba, Mauro Lima e Banda e Dalmo Natan. No polo Bicho de 7 Cabeças (Multicultural Matingueiros), o primeiro dia será marcado pelo Samba da Beira, Tio Zé Bá, Edésio César & Banda, Coletivo Baile da Liberdade (Dj N4nd e Dj Aizen), com início às 19h. A programação completa do Carnaval 2025 pode ser conferida no site da prefeitura e no perfil oficial do Instagram, @prefeiturapetrolina.

Ascom