Blocos e troças LGBTQIA+ ocupam ruas e reforçam diversidade no carnaval de Olinda e do Recife

Carnaval é sinônimo de festa, de alegria, de celebração, mas também é expressão popular, cultural e política. A prova disso são os diversos blocos que saem às ruas com a bandeira LGBTQIA+, como Quem Cola Entra, Maracadonna, Tesourada, Se Eu Flopar Me Beija e Transcoco.
A pauta da diversidade tem ganhado força nos últimos anos, inclusive com a criação de polos voltados para a comunidade no Recife, que tem programação até a Quarta-feira de Cinzas (18) em diferentes pontos da capital pernambucana. Embora a comunidade esteja presente em outros espaços, integrantes dos blocos defendem que pessoas LGBTQIA+ construam seus próprios grupos.

Coordenadora de comunicação do bloco Quem Cola Entra, Aída Polimeri contou ao g1 que a troça nasceu depois que uma das fundadoras sofreu um episódio de violência em Olinda. “A gente se ‘forçou’ a sair juntas para se proteger. Aquela coisa de sermos todas [mulheres com] corpos dissidentes que gostam muito de carnaval e que não queríamos aceitar ficar em casa por conta desse episódio”, explicou.

Além disso, segundo Aída, há a necessidade de garantir mais espaços para a comunidade se expressar no carnaval. “Mais troças e mais blocos declaradamente LGBT em Olinda. Foi um ano que o ‘Vai ou Racha’ [outro bloco LGBT] tinha terminado e a gente queria muito se fazer presente”.

Essa ideia de misturar carnaval com política também aconteceu por acaso em algumas situações, como é o caso do Maracadonna, que até este ano não tinha de fato se colocado como um bloco propriamente LGBTQIA+. O bloco nasceu para homenagear uma figura bastante conhecida na comunidade, a cantora Madonna, e por consequência acabou agregando ao longo do tempo um grande público LGBTQIA+.

Jo, idealizador do bloco, conta que apesar de inicialmente a ideia não ser levantar uma bandeira, mas sim fazer uma homenagem, com o passar do tempo a agremiação foi naturalmente sendo associada à causa. “Nascemos LGBTQIA+, mas fomos de fato de entender e nos posicionar dessa forma esse ano, abraçando essa causa como se fosse uma missa campal LGBT, celebrando o direito de ser livre em qualquer instância e celebrando a diva pop que mais abraça a causa. Era um desejo nosso, mas também do público”, disse.

Jô também falou da importância de reafirmar a presença desse público na rua. Segundo ele, antes o público LGBTQIA+ em Olinda ficava restrito à Rua 13 de maio, mas agora pode ocupar outros espaços dentro da festa: “O carnaval já é uma festa que abraça esse público, mas é importante reafirmar isso”.

Aída também pontuou a importância de ter um espaço com identificação: “É muito importante ter um lugar para a gente ir. Se for comparar, olha quantos blocos tem uma massa grande cis hetero, a maioria formada por pessoas cis heteros, os maiores e mais conhecidos são sempre pensados para pessoas cis heteros e a gente sempre achou que tinha corpo e força para juntar essa galera”.

Assim também como o Maracadonna, o Se Eu Flopar Me Beija, também se tornou uma troça aliada por acaso. A ideia inicial era criar uma prévia para se despedir da pessoa que, inclusive, idealizou o primeiro estandarte. Mas, de cara, mais de mil pessoas confirmaram presença.

Luca Delmas, fundador da troça, acredita que a identificação do público LGBTQIA+ se deu por conta do termo “flopar”, presente na comunidade, mas não foi só isso. A ideia cresceu, se organizou e desde 2016 virou um ponto de encontro da comunidade em meio ao carnaval. “Nunca foi objetivamente pensado um público LGBT, mas foi pensado para gente que queria se divertir, gente como a gente. Então, a gente sempre se atentou para também fazer o possível para ser lugar seguro para pessoas LGBT e mulheres. […] Todo mundo sendo o que é sem medo”, contou Luca.

Em 2019, em Igarassu, dentro do Terreiro de Candomblé e de Matrizes Africanas e afro-indígenas, Raphaela, mulher trans, teve a iniciativa de criar um grupo de coco formado por pessoas transexuais. Segundo ela, a ideia era “combater a transfobia, todos os tipos de racismo, injúria racial, racismo religioso e todas as práticas discriminatórias”. “O preconceito, a exclusão, a discriminação de raça, de gênero e política, não deixar de existir de uma hora para outra. É uma construção de desconstrução, em busca de evolução. Só em estar, já é uma forma de resistência”, pontuou.

Cinzas da Diversidade

Além dos dias oficiais de folia, ainda há programação voltada à comunidade LGBTQIA+ na Quarta-feira de Cinzas. O Cinzas da Diversidade acontece no Polo do Ibura, Zona Sul do Recife, reunindo shows, performances de drag queens e concurso da Rainha da Diversidade, a partir das 19h. O encerramento acontece às 22h com Cybelle do Cavaco, levando samba e pagode para finalizar a programação.

G1 Pernambuco

 

Brasil adere a declaração sobre direitos da população LGBTQIA+

O Ministério das Relações Exteriores informou, pelas redes sociais, que o Brasil aderiu à declaração conjunta proposta pela Espanha em favor dos direitos das pessoas LGBTQIA+. Além dos governos brasileiro e espanhol, o comunicado foi assinado pelos representantes da Colômbia, Austrália, Bélgica, Cabo Verde, Canadá, Chile, Eslovênia, Islândia, Irlanda, Noruega, Holanda, Portugal e Uruguai.

De acordo com o texto divulgado pelo governo espanhol, o Brasil e mais 14 países unem esforços pela promoção de políticas de diversidade e de combate à violência. O comunicado foi elaborado em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, comemorado nesse sábado (28).

“Reiteramos nosso compromisso com o respeito aos direitos humanos das pessoas LGBTQIA+ para que sua igualdade na lei seja indiscutível e para que nenhuma pessoa seja criminalmente perseguida ou discriminada por razão de sua orientação sexual e identidade de gênero”, diz a declaração. De acordo com o governo brasileiro, a adesão mostra o comprometimento do país com a promoção da igualdade e o combate à discriminação.

“Ao apoiar essa declaração, o Brasil reafirma o seu compromisso em atuar no plano multilateral para promover avanços e impedir retrocessos nos direitos da população LGBTQIA+”, declarou o Itamaraty.

Agência Brasil

Serviço público uniformiza coleta de dados da população LGBTQIA+

Órgãos públicos federais deverão usar um formulário padrão para atendimento de pessoas LGBTQIA+, sigla que representa a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, trans (transgêneros e travestis), queer, intersexuais, assexuais e demais orientações sexuais e identidades de gênero. O documento foi disponibilizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) na sexta-feira (6).

De acordo com a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, a uniformização da coleta de dados sobre este público tem os objetivos de combater a violência e garantir que o acesso às informações no espaço público ocorra de maneira ética e respeitosa.

A secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, explica que o formulário orienta como deve ser a coleta de dados dessa população nos sistemas de cadastro do governo. “A uniformização dos questionamentos direcionados às pessoas LGBTQIA+ visa garantir o acesso às ações reparatórias e afirmativas da gestão pública e promover um atendimento qualificado e humanizado para essas pessoas”.

A inclusão de campos para identificação de gênero e orientação sexual em formulários e sistemas de informação é considerada fundamental para garantia de direitos a elaboração de políticas públicas mais adequadas à população LGBTQIA+, como prioriza a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides. “Saber quantas somos e quem somos é medida básica para a democracia e para o reconhecimento da cidadania de grupos minoritários”, diz.

Coleta de dados

O formulário padrão apresenta um conjunto de questões relativas à identidade de gênero, orientação sexual e características sexuais. O documento chama atenção ainda para direitos já conquistados pela população LGBTQIA+, como a obrigatoriedade do uso do nome social. O direito garante à pessoa ser reconhecida pelo nome com o qual ela se identifica, com respeito à sua identidade de gênero, independentemente do nome do registro civil de nascimento.

Assim, todas as publicações, chamadas orais, ou quaisquer outras atividades públicas realizadas e que incluam o nome das pessoas, devem adotar o nome social do cidadão e não do nome civil, conforme o Decreto nº 8.727, de 2016. Para a presidente da Antra, Bruna Benevides, o uso da linguagem inclusiva e livre de preconceitos ajuda a criar um ambiente mais acolhedor e respeitoso. “O nome social é uma política que assegura a dignidade das pessoas trans e precisa estar em todos os bancos de dados de forma simplificada precedendo o nome de registro”, ao falar sobre a demanda histórica do movimento LGBTQIA+.

Direitos

O tratamento respeitoso às pessoas LGBTQIA+ em órgãos públicos federais é um direito fundamental e uma obrigação legal. Entre as medidas que promovem a inclusão e a equidade nos serviços prestados estão o respeito à identidade de gênero e orientação sexual; o acesso igualitário aos serviços públicos, sem qualquer tipo de barreira ou discriminação a pessoas LGBTQIA+.

Os espaços de órgãos públicos devem ser seguros e acolhedores dentro dos órgãos públicos a pessoas LGBTQIA+. A realização de treinamentos de servidores públicos e campanhas de conscientização sobre a diversidade sexual e de gênero contribui para que os profissionais compreendam a importância do respeito e da inclusão.

Disque 100

O Disque Direitos Humanos, o Disque 100, recebe denúncias de violências. O serviço gratuito e anônimo do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebe, analisa e encaminha as denúncias de violações de direitos humanos. O serviço está disponível 24 horas por dia, todos os dias, incluindo sábados, domingos e feriados.

Agência Brasil

Juazeiro: Público LGBTQIAP+ ganha visibilidade com realização do 1° Concurso de beleza transexual, travesti, transgênero e não-binário de Juazeiro

O 1° Concurso de Beleza transexual, travesti, transgênero e não-binário  de Juazeiro foi realizado neste sábado pela prefeitura , através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes). O evento promoveu o fortalecimento da autoestima da comunidade LGBTQIAP+ e deu visibilidade às causas desta população.

O concurso iniciou com o desfile de causa, em que os/as participantes puderam expressar suas conquistas e conflitos. Foram muitas as causas levantadas como a violência sofrida pela população LGBTQIAP+, o não reconhecimento por parte da sociedade e da família, a invisibilidade deste público no ambiente profissional, entre tantos outros temas.

O 1° Concurso de Beleza transexual, travesti, transgênero e não-binário organizado pela Diretoria de Diversidade da Sedes, foi acompanhado pela prefeita Suzana Ramos, pelo secretário da Sedes, Fernando Costa, e pela superintendente de Políticas Sociais da Sedes, Janileide Pereira. “O concurso de beleza trans é mais uma ação pioneira da nossa gestão, que entende e respeita a todos. Presenciamos aqui um ambiente familiar e ouvimos depoimentos de discriminação que nos emociona, nos entristece bastante e nos dá forças para seguir trabalhando para fazer ainda mais por esta população que precisa e quer ser entendida e respeitada”, ressaltou a prefeita Suzana Ramos.

Participaram do 1° Concurso de Beleza transexual, travesti, transgênero e não-binário, 13 pessoas, sendo 8 mulheres e 5 homens. “Um evento como este é para ser acompanhado por todos da sociedade. Estamos mostrando que esta gestão em que estamos é para todos e todas. Estamos de portas abertas para este público que, muitas vezes, é marginalizado, não é respeitado na nossa sociedade e estamos aqui para chamar a atenção para estas pessoas que merecem respeito”, destacou o secretário Fernando Costa.

As causas, conflitos e conquistas postas ao público emocionaram todos que estavam assistindo. Ana Vera é do movimento “Mães da Resistência” é mãe de um menino trans e não conteve as lágrimas durante o desfile. “A gente luta por estes direitos porque uma pessoa trans não nasce com 18 anos de idade. A gente luta desde criança, porque as crianças trans e os adolescentes trans existem e têm que ter o direito de existir e viver em todos os espaços. Esse é um lugar de visibilidade. Um movimento como este, certamente, potencializa, visibiliza e dá nome a estas pessoas”, disse Ana Vera.

Vencedores

Foi difícil para os jurados escolherem os/as melhores candidatos/candidatas já que todos/todas expressaram suas causas e distribuíram glamour e elegância pela passarela. Na modalidade masculina, o terceiro lugar ficou com Júnior Tainã. A segunda colocação foi para Jorge Lorenzo. O grande campeão da modalidade masculina foi Kauê Ryan. “É uma sensação maravilhosa. É muito importante para essa visibilidade que a gente não tem. Eu não pensava muito em primeiro lugar, vim para representar a todos, mas fiquei muito honrado por estar ganhando em primeiro lugar”, declarou Kauê.

Na modalidade feminina a terceira colocada foi Bianka Bezerra. A segunda colocação ficou com Messis Fernandes. A grande campeã do 1° Concurso de Beleza transexual, travesti, transgênero e não-binário de Juazeiro foi Valéria Macedo. “Muito obrigada a todos pelo esforço, à Prefeitura de Juazeiro pelo evento. Apesar da correria para participar e muita coisa dando errado, deu certo no final. A ficha ainda não caiu”, disse a vencedora.

 

Texto: Amanda Franco – Ascom Sedes

Fotos: Luan Medrado e Edinazio Dias

Ministério dos Direitos Humanos restabelece conselho LGBTQIA+

Quatro anos após ser extinto pelo governo anterior, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania criou o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers, Intersexos, Assexuais e Outras, o CNLGBTQIA+.

A medida está publicada no Diário Oficial da União e prevê a participação de representantes de 19 órgãos públicos e de 19 organizações da sociedade civil. Todos vão atuar de forma voluntária, sem remuneração.

A presidente da Associação Maranhense de Travestis e Transexuais, Andressa Dutra, enxerga a criação do conselho como importante para a fiscalização e representação da comunidade. “A gente sofre atualmente ataques contra a dignidade da população LGBT. você leva ao poder público as nossas inquietações, nossos anseios, e de que forma a gente quer que o estado nos olhe, e que as politicas públicas sejam implantadas. Acredito demais, não só na importância, mas nesse poder de dar resposta para comunidade LGBT no que tange as nossas políticas publicas”.

O decreto que cria a entidade define atribuições como colaborar na elaboração de políticas públicas para essa comunidade; propor formas de avaliar e monitorar as ações voltadas às pessoas LGBTQIA+; acompanhar propostas no legislativo sobre o assunto; promover estudos, debates e pesquisas sobre a temática de direitos e a inclusão das pessoas LGBTQIA+; entre outras.

Além do quadro do conselho nacional LGBTQIA+, também vão participar de forma permanente, representantes de outros órgãos e entidades, mas sem direito a voto. O conselho deve se reunir a cada três meses, mas outros encontros podem ser convocados de forma extraordinária.

Fonte – Agência Brasil

Servidores da Prefeitura de Juazeiro participam de capacitação para combater LGBTfobia institucional

A campanha “Maio da Diversidade” também contou com a capacitação dos servidores da Prefeitura de Juazeiro para o combate à LGBTfobia institucional. O curso foi realizado na segunda-feira (30) e contou com a participação dos trabalhadores que atuam diretamente no atendimento ao público.

O curso foi ministrado pelo advogado e assessor jurídico da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), Márcio Murilo.

“Essa foi uma formação pensada pela nossa Diretoria de Diversidade, que aproveitou a campanha ‘Maio da Diversidade’ para orientar os nossos servidores, no sentido de combater a LGBTfobia institucional e melhorar o atendimento para essa população”, disse a superintendente de Políticas Sociais da Sedes, Bethânia Amorim.

Estão abertas inscrições para a 2ª edição do Festival Fervo, que acontece em fevereiro

A segunda edição do Festival Fervo está com inscrições abertas de 24 a 31 de janeiro. O evento que será realizado nos dias 11 e 12 de fevereiro, reúne obras e performances de artistas que se identifiquem como integrantes da comunidade LGBTQIA+ e sejam residentes no Sertão do São Francisco.

Farão parte da programação do Festival, 04 apresentações musicais e 06 videoartes, selecionadas conforme orientações previstas na convocatória divulgada nesta segunda (24).

Para participar, artistas LGBTQIA+ devem se inscrever através do formulário online (https://bityli.com/UcIYV), que estará disponível até às 23h59 do dia 31 de janeiro de 2022. As inscrições são gratuitas e as propostas selecionadas receberão uma ajuda de custo no valor de R$ 3 mil para apresentações musicais e R$ 1 mil para videoartes.

O Festival Fervo se propõe a discutir questões de gênero e identidade através da arte. “O Fervo veio pra ficar e ser um espaço de resistência de artistas que trazem discursos que ecoam. A primeira edição, mesmo com menos recursos, foi muito potente e reverberou”, lembra Adriano Alves, coordenador do projeto. Ele informa que os trabalhos apresentados na primeira edição foram posteriormente exibidos na TVE Bahia, então “esperamos que esse alcance continue aumentando e a gente consiga ampliar esse espaço”, completa Adriano.

Desta vez, o evento será realizado em dois dias e deve contar com maior representatividade. Para Adriano, a Lei Aldir Blanc possibilita “valorizar os artistas locais, celebrando a possibilidade de continuar produzindo arte e colocando no palco temas da comunidade LGBTQIA+”. É importante destacar que o conteúdo das produções a serem inscritas devem se voltar para a visibilidade LGBTQIA+, considerando o protagonismo, empoderamento e possibilidades de debater a arte produzida pela referida comunidade.

O resultado da seleção será divulgado no dia 03 de fevereiro, no Instagram @fervofestival e demais redes sociais do projeto. O Festival, que teve a sua primeira edição realizada em 2021, O projeto tem apoio financeiro do Edital de Festival, Mostra e Celebrações LAB PE 2021, do Governo Estado de Pernambuco, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, da Secretaria de Cultura (Secult–PE), com recurso oriundo da Lei Aldir Blanc Bahia, da Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

A convocatória do evento pode ser encontrada  Instagram da @fervofestival ou no link (https://bityli.com/qvZRt ), dúvidas e outros esclarecimentos podem ser enviados para o e-mail da produção do festival: [email protected].

Ambulatório Trans de Juazeiro é modelo para a Coordenação Estadual de Saúde Integral LGBT de Pernambuco

O Ambulatório Trans, mantido pela Prefeitura de Juazeiro, em parceria com o Hospital São Lucas e a Faculdade Estácio de Sá, recebeu, nesta quarta-feira (22), a equipe técnica da Coordenação Estadual de Saúde Integral LGBT de Pernambuco. A visita teve como objetivo conhecer a experiência juazeirense com o acompanhamento das pessoas em transição de gênero, para que o modelo seja implantado em Petrolina.

De acordo com a diretora de Diversidade da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade de Juazeiro (SEDES), Eva Suene, é uma satisfação perceber que o serviço já é referência para outros municípios. “Eu estou muito feliz em ver o resultado desse trabalho que é feito com muito carinho, por nós e pela prefeita Suzana Ramos. A gente percebe isso quando ajudamos a melhorar a qualidade de vida das pessoas trans em Juazeiro, com a hormonização assistida, e também ao perceber que nos tornamos referência de algo que está dando certo”, revelou Eva.

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Dia do Orgulho Gay: ‘Combate à LGBTfobia depende de mudanças estruturais’, alerta diretor de ONG

Nesta segunda-feira (28), o mundo celebra o Dia Internacional do Orgulho Gay. Também conhecido como Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA + (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo), a data tem como um dos objetivos conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia.

Mas um estudo aponta que o reconhecimento da criminalização da homofobia ainda está longe de ser realidade. O levantamento, feito pela ONG All Out e pelo Instituto Matizes, aponta 34 obstáculos que ainda dificultam a tipificação dos crimes de preconceito por orientação sexual.

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Prefeitura de Petrolina e OAB ampliam debate sobre ações voltadas à comunidade LGBTQIA+

Integrantes da comunidade LGBTQIA+ estiveram reunidos nesta quinta-feira (17), em Petrolina, em uma mesa-redonda onde puderam compartilhar suas experiências e lutas diárias contra o preconceito. O evento foi resultado de uma parceria entre a prefeitura e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e reforça as ações alusivas ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado no próximo dia 28 de junho.

O debate contou com a colaboração do publicitário e fotógrafo, Jonas Santos; do advogado, Carlos Eduardo Romeiro; da advogada, Lícia Loltran e da técnica em agroindústria, Mycaella Bezerra. Durante o encontro, os participantes puderam narrar experiências de preconceito e expor as dificuldades vividas devido a questões ligadas à orientação sexual e gênero.

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