Em Campina Grande, Dorgival Dantas faz apelo pela valorização do forró e das raízes nordestinas

Dorgival Dantas destacou a importância de preservar o legado de Luiz Gonzaga e do forró para as futuras gerações

Durante apresentação no São João de Campina Grande, artista destacou a importância de transmitir às crianças o conhecimento sobre Luiz Gonzaga, os instrumentos do forró e as tradições nordestinas.

O cantor Dorgival Dantas emocionou o público durante uma apresentação no São João de Campina Grande ao fazer uma reflexão sobre a importância da valorização da cultura nordestina e do forró. Em sua fala, o artista defendeu que as tradições da região sejam ensinadas desde cedo nas escolas, como forma de preservar a identidade cultural do povo nordestino.

Segundo Dorgival, o ensino sobre a história do forró, seus instrumentos e seus principais representantes poderia despertar nas novas gerações um maior sentimento de pertencimento e respeito pelas raízes culturais do Nordeste.

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Campanha busca melhorar sistema de captação de som de Gerson Filho

Com o objetivo de aprimorar a qualidade do som em suas apresentações, o jovem sanfoneiro Gerson Filho (@gersonfilhosanfoneiro) iniciou uma campanha de arrecadação nas redes sociais. Os fundos serão destinados exclusivamente à compra e instalação de um novo sistema de captação de áudio para o seu instrumento.

Por se tratar de um equipamento técnico de alto custo financeiro, a mobilização busca o apoio de colaboradores e admiradores do trabalho do músico para viabilizar a melhoria técnica.

Os interessados em contribuir com qualquer valor podem realizar a transferência diretamente para os dados bancários do instrumentista:

Dados para contribuição:

Banco: Itaú

Beneficiário: Gerson de Andrade Filho

CPF (Chave): 149.059.274-12

Para acompanhar o andamento da campanha e conferir os detalhes técnicos do projeto, acesse o perfil oficial do músico.

53 anos de tradição: Jecana do Capim deve reunir mais de 30 mil pessoas em celebração à cultura nordestina

Fotos: Deivid Menezes

Mantendo viva uma das tradições mais autênticas do sertão, a comunidade do Capim se prepara para celebrar 53 anos de história da Jecana com uma programação que une cultura popular, religiosidade, esporte, música e muita animação. O evento, que já se tornou referência no calendário cultural da região, deve reunir mais de 30 mil pessoas durante os três dias de festa, fortalecendo as tradições nordestinas e valorizando os costumes do homem do campo.

Ao longo de mais de cinco décadas, a celebração se consolidou como um símbolo da identidade sertaneja, preservando manifestações culturais que atravessam gerações. Com forte participação popular, o evento movimenta a economia local, gera oportunidades para comerciantes e ambulantes e reforça o sentimento de pertencimento da população.

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Segurança na Jecana do Capim é tema de reunião entre vereador Ronaldo Cancão e comando do 5º BPM

O vereador Ronaldo Cancão reuniu-se com o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Tenente-Coronel Vieira, para alinhar as estratégias de segurança pública para a próxima edição da Jecana do Capim. O encontro contou também com a participação do presidente da Associação de Moradores do Capim, Reginaldo Batista Nunes.

Durante a reunião, o comando da PM apresentou sugestões e diretrizes para garantir a ordem e a integridade física de turistas, moradores e comerciantes que participam da festividade. O objetivo da articulação é assegurar a tranquilidade do evento, considerado uma das principais tradições culturais da comunidade e um importante vetor de movimentação econômica para a região.

Prefeito Simão Durando participa da tradicional Missa dos Vaqueiros da Caiçara

A zona rural de Petrolina viveu mais um momento de fé e celebração das tradições sertanejas neste domingo (24), durante a tradicional Missa dos Vaqueiros da Fazenda Caiçara. O evento contou com a presença do prefeito Simão Durando, do deputado estadual Antonio Coelho, do vice-prefeito Ricardo Coelho, além de agricultores, famílias da comunidade e fiéis católicos.

A cerimônia é considerada uma das mais simbólicas manifestações culturais e religiosas da região, reunindo vaqueiros de várias gerações e reforçando a ligação do homem sertanejo com a religiosidade e a vida no campo. O evento também foi marcado por momentos de agradecimento pelas graças alcançadas e pedidos de proteção para os trabalhadores rurais e suas famílias, fortalecendo os laços de união e espiritualidade da comunidade rural de Petrolina.

Simão Durando destacou a importância de preservar manifestações culturais que fazem parte da identidade do povo sertanejo. “Estar na Missa do Vaqueiro do meu amigo Bosquinho da Caiçara nos traz um momento ímpar de agradecer, pedir proteção e celebrar a tradição do vaqueiro, que é a verdadeira alma do nosso Sertão. Essa é uma tradição que atravessa gerações e mantém viva a essência do homem do campo e da cultura nordestina, por isso faço questão de estar presente”, afirmou o prefeito.

Seletiva do Concurso Rainha do Interior movimenta Casa Nova e define 21 classificadas

As 21 classificadas disputarão o título de Rainha do Interior no dia 20 de junho

A tradicional Festa do Interior já começou a movimentar o município de Casa Nova. Na noite deste sábado (16), a Escola Joias de Cristo foi palco da seletiva do Concurso Rainha do Interior, reunindo beleza, elegância e simpatia em um evento que celebrou a força e a representatividade das comunidades do interior.

Ao todo, 56 candidatas participaram da seleção, disputando 21 vagas para o concurso oficial, que será realizado no dia 20 de junho. Durante o desfile, as participantes foram avaliadas por uma comissão julgadora com base em critérios como postura, desenvoltura na passarela, beleza, elegância e carisma.

Mais do que um concurso de beleza, o Rainha do Interior representa a valorização da cultura local, das tradições e do orgulho das raízes do povo casanovense, fortalecendo ainda mais o espírito da Festa do Interior.

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Inscrições para concurso Rainha da Festa do Interior 2026 estão abertas em Casa Nova

A contagem regressiva para a Festa do Interior 2026 já começou em Casa Nova, e a expectativa cresce em torno de um dos momentos mais tradicionais da programação cultural do município: o concurso Rainha da Festa do Interior. As inscrições já estão abertas e seguem até o próximo dia 12 de maio.

Mais do que um desfile de beleza, o concurso celebra a força, a identidade e o brilho da mulher do interior, valorizando a cultura e as tradições casanovenses. Podem participar candidatas com idade entre 16 e 28 anos, que desejam representar a beleza e a essência da mulher de Casa Nova em um dos maiores eventos da região.

Além da visibilidade e do reconhecimento, as vencedoras também receberão premiações em dinheiro. A Rainha da Festa do Interior ganhará R$ 5 mil. Já a 1ª Princesa será premiada com R$ 3 mil, enquanto a 2ª Princesa e a Miss Simpatia receberão R$ 2 mil cada.

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Prefeitura de Juazeiro fortalece tradição dos penitentes com entrega de mantimentos durante a quaresma

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (Sedes), segue fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais da cultura e religiosidade popular do município: a penitência. Na sexta-feira (13), a gestão realizou a entrega de mantimentos para representantes dos grupos penitentes, reafirmando o compromisso com a preservação dessa tradição centenária.

Participaram da ação Jesulene Ribeiro, conhecida como Dona Nenezinha, do cordão de alimentadeiras de almas, e Nonato de Souza, do cordão de disciplinadores, dois nomes importantes na manutenção do movimento em Juazeiro. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela Sedes em apoio aos penitentes durante o período da quaresma. Além da entrega de mantimentos, a secretaria também tem promovido lanches coletivos para os membros dos cordões, disponibilização de materiais religiosos e transporte para ida e volta dos participantes.

Em Juazeiro, a tradição dos penitentes teve início em 1901 e, desde então, mobiliza homens e mulheres de diferentes idades, que saem às ruas nas noites de segunda, quarta e sexta-feira, cobertos por vestes brancas, conhecidas como mortalhas. Em um ritual marcado pela fé e pela devoção, os penitentes rezam pelos mortos, entoam “benditos” e intercedem pelas almas, mantendo viva uma prática que faz parte da identidade cultural do município.

Com o passar dos anos, no entanto, a manifestação tem enfrentado o desafio da diminuição no número de adeptos. Diante disso, a Prefeitura de Juazeiro tem buscado oferecer apoio e melhores condições para que a tradição continue sendo vivenciada e transmitida às novas gerações. “Enquanto gestão, estamos fazendo o possível para que possamos garantir essa tradição viva dentro de Juazeiro”, destaca Ermerson Oliveira, o Pai Bimbo, coordenador de Políticas de Igualdade Racial e Povos Tradicionais da Sedes.

Para Dona Nenezinha, o apoio da gestão é essencial para a continuidade do movimento, especialmente por envolver pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Eu luto com pessoas carentes e o apoio da Sedes é muito importante”, afirma. Por meio de ações de valorização, incentivo e cuidado com os grupos tradicionais, a Prefeitura de Juazeiro reafirma seu compromisso com a preservação da cultura popular, reconhecendo nos penitentes uma expressão de fé, memória e resistência.

Ascom

Blocos carnavalesco mantém a tradição no carnaval de Petrolina

O carnaval de Petrolina ano a ano mantém a sua essência de preservação da cultural trazendo, com as escolas de samba e o colorido dos blocos de frevo independentes. São quatro dias de festa, alegria, com desfiles de fantasias, diversidade de ritmos e preservação de uma tradição que representa a história carnavalesca.

Durante os dias de folia, diversos os blocos carnavalescos percorrem as ruas da cidade até o Polo Colombina, na Praça 21 de Setembro. Formados, em sua maioria, por amigos, familiares e vizinhos, as agremiações levam o momento de confraternização e o simbolismo de festejar a festa de momo sempre com muita alegria,  acompanhados por uma orquestra de frevo. Entre as escolas de samba que puxam o ritmo na avenida, com 46 anos de fundação, a Império do São Francisco se mantém firme com seu legado histórico e tradicional no carnaval da cidade.

“É interessante o quanto a cultura ainda está presente  no carnaval daqui. Esses bloquinhos são muito legais, existe uma interação de família, jovens, crianças, pais, amigos, todos brincando e se divertindo de uma forma bem descontraída. É a primeira vez que passo a  festa na cidade e isso enriquece o carnaval, fica mais alegre”, destacou o professor e folião, José Carlos.

Ascom

“Abram Alas Pra Folia”: Simão Durando abre o Carnaval de Petrolina com foco na tradição e público familiar

Confetes, serpentinas, alegria e diversão marcaram o início do Carnaval de Petrolina, que este ano traz como tema “Abram Alas Pra Folia”. A festa começou neste sábado (14), reunindo tradição, música e um público formado majoritariamente por famílias. A programação segue até a próxima terça-feira (17), consolidando o evento como uma das festas de momo que mais crescem na região e fortalecendo Petrolina como referência carnavalesca no interior de Pernambuco.

Dando início oficial à festa, o prefeito Simão Durando participou da abertura e, simbolicamente, passou o comando da cidade ao Rei Titico e à Rainha Nancy, os homenageados deste ano. Após a cerimônia, o prefeito percorreu os três polos da festa (21 de Setembro, Orla e Multicultural Matingueiros), acompanhando de perto a movimentação e prestigiando as apresentações.

Pelos corredores da folia, Simão cumprimentou foliões, conversou com comerciantes e destacou a organização do evento, ressaltando o crescimento da festa e o foco na convivência familiar. “Nosso carnaval é pura tradição. É aquele em que você leva sua família, as crianças, os avós para brincar e se divertir. Queremos que as pessoas celebrem o carnaval de rua na sua essência, com segurança, alegria e valorizando nossa cultura”, afirmou o prefeito.

Entre os foliões, a moradora do bairro Vila Marcela, Ana Vitória Santos, acompanhada do esposo e dos dois filhos, destacou a organização, segurança e o clima familiar da festa. “A gente vem todo ano, mas este está ainda mais organizado. Dá para trazer as crianças com tranquilidade, ver as apresentações e sentir que o nosso carnaval está vivo”, afirmou.

Nos palcos, atrações locais e regionais deram o tom da celebração, reforçando o compromisso com a valorização dos artistas da terra. A diversidade de ritmos e expressões culturais reforça o caráter multicultural da festa, reunindo diferentes estilos e tradições em um mesmo espaço. Entre os destaques da noite estiveram as apresentações da cantora Mádara, da banda MPA, do grupo Por do Som, do cantor Alan Cler e da banda Forró Pegado, que animaram o público com repertórios que passearam pelo frevo, marchinhas, forró, axé e ritmos contemporâneos.

O turista Rafael Oliveira, que veio de Teresina, capital do Piauí, elogiou a estrutura e a diversidade da programação. “Fiquei impressionado com a segurança e com a mistura de ritmos e expressões culturais. É um Carnaval que respeita as raízes, mas também se renova e se consolida como uma grande festa do interior do Nordeste”, pontuou.

Neste ano, o Carnaval de Petrolina aposta na tradição como sua principal marca. A decoração traz personagens clássicos como pierrô, colombina e arlequim, além de elementos do folclore regional, como a Mãe d’Água e outras figuras populares. Blocos, fantasias, escola de samba e marchinhas ajudam a manter viva a essência do carnaval de rua, transformando a festa em um momento de encontro e celebração entre diferentes gerações e reafirmando o Carnaval de Petrolina como um evento consolidado no calendário cultural da região.

Ascom

Fé e tradição: Petrolina inicia contagem regressiva para a Festa de Nossa Senhora Rainha dos Anjos

Com o tema “Rainha dos Anjos, Mãe da Esperança, ensina-nos a peregrinar para teu Filho, razão da nossa esperança”, a comunidade católica de Petrolina já vive intensamente os preparativos para o novenário e a festa da sua padroeira, Nossa Senhora Rainha dos Anjos, que será celebrada entre os dias 5 e 15 de agosto de 2025.

Este ano, a programação começou bem antes, no dia 8 de junho, com uma novena ampliada, marcada pela visita da imagem peregrina a várias paróquias do sertão pernambucano e do Vale do São Francisco. A imagem já passou por comunidades de Rajada, Afrânio, Dormentes, Santa Filomena, Orocó, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e outras localidades da Diocese, fortalecendo a fé e a união entre os fiéis.

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Editorial – Camisa vermelha na seleção? Um desrespeito à tradição do futebol brasileiro

A Seleção Brasileira é mais do que um time de futebol. Ela é um símbolo nacional, um patrimônio do povo, carregando uma identidade que atravessa gerações. O verde e amarelo da camisa canarinho representa a alegria do nosso futebol, a nossa história e as cinco estrelas conquistadas em campo. Por isso, a ideia absurda de adotar uma camisa vermelha como segundo uniforme na Copa do Mundo de 2026 não é apenas uma afronta à tradição, mas também um desrespeito ao que a Seleção representa para os brasileiros.

Desde 1954, quando o Brasil adotou oficialmente a camisa amarela após o Maracanazo de 1950, a identidade da Seleção se consolidou. O azul, usado como segundo uniforme, foi eternizado na conquista da Copa de 1958. Essas cores não foram escolhidas por acaso: são as mesmas da bandeira do Brasil e estão previstas no próprio estatuto da CBF.

O capítulo III, artigo 13, inciso III do estatuto da CBF (versão de 2017) é claro:

“A Seleção Brasileira só poderá usar uniformes com as cores existentes na bandeira da entidade (azul, amarelo, verde e branco).”

A única exceção prevista é para eventos comemorativos, mediante aprovação da diretoria. Mas não há justificativa comemorativa plausível para vestir a Seleção com uma camisa vermelha. Qual é a motivação real dessa mudança? Quem quer enfiar goela abaixo do torcedor algo que fere a identidade do nosso futebol?

A ideia da camisa vermelha já gerou revolta entre torcedores e comentaristas esportivos. O icônico narrador Galvão Bueno criticou duramente a proposta:

“A Seleção Brasileira é amarela! É verde e amarela! Se alguém quiser inventar moda, vá fazer isso em outro lugar!”

O ex-jogador e apresentador Neto, sempre sem papas na língua, também detonou a ideia:

“Os caras querem acabar com a Seleção Brasileira! Camisa vermelha? Pelo amor de Deus! Isso não é Brasil!”

Jornalistas esportivos, ex-jogadores e até torcedores se manifestam contra essa mudança descabida, que não tem respaldo histórico nem técnico. A CBF deveria estar preocupada com a reestruturação do futebol brasileiro, com a volta do protagonismo da Seleção, com a busca pelo hexacampeonato — e não com modismos que só servem para gerar polêmica e descontentamento.

Vale lembrar que o atual presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, já foi filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). E agora, justamente sob sua gestão, surge essa proposta de introduzir o vermelho na Seleção Brasileira. Coincidência? Difícil acreditar.

A Seleção é do povo, não de partidos políticos. Vermelho é a cor associada a diversos regimes comunistas ao redor do mundo, e não podemos permitir que o futebol seja usado para fazer qualquer tipo de sinalização ideológica. Não importa se é comunismo, socialismo, liberalismo ou qualquer outra corrente política: a Seleção tem que estar acima disso!

O futebol brasileiro não precisa e não deve ser politizado. A camisa verde e amarela é um símbolo nacional, não pode ser alterada para atender interesses ocultos ou agendas políticas. O futebol é do povo, e o povo já deu o recado: não queremos camisa vermelha na Seleção Brasileira!

Se a CBF realmente respeita a tradição do futebol brasileiro, deve enterrar essa ideia imediatamente. O torcedor brasileiro não quer ver a Seleção com uma camisa que não representa suas cores, sua história e sua identidade.

Mexer na camisa da Seleção sem justificativa legítima é um desrespeito ao passado glorioso do Brasil no futebol mundial. Querem homenagear algo? Homenageiem os jogadores que fizeram história. Querem inovar? Resgatem o espírito vencedor da equipe. Mas não tentem destruir um dos maiores símbolos do nosso país.

A Seleção Brasileira é verde e amarela. E assim deve permanecer.

Noite dos Tambores Silenciosos reúne cerca de 40 nações de maracatu para celebrar a ancestralidade

O Pátio do Terço, no bairro de São José, no Recife, foi palco de um dos momentos mais marcantes da folia pernambucana na noite desta segunda-feira (3): a 61ª edição da Noite dos Tambores Silenciosos. O evento carnavalesco reuniu  cerca de 40 nações de maracatu de baque virado, entre grupos mirins e adultos, em um ritual de reverência à ancestralidade africana.

Esta foi a primeira vez em que a  cerimônia foi conduzida por Mãe Lu de Oxalá, Iyá-Kekere da Casa de Raminho de Oxóssi, e por Jorge de Bessen, babalorixá Jejê-Nagô. “Foi uma mistura de saudade e gratidão. Meu pai sempre me preparou para esse momento, mas estar aqui sem ele é difícil. Ao mesmo tempo, sinto sua energia em cada toque de tambor, em cada olhar que me cerca. Sei que ele está comigo, e isso me dá força para seguir honrando seu legado”, afirmou Jorge de Bessen. Para ele, este também foi um momento de conexão  espiritual, especialmente por suceder seu pai, Tata Raminho de Oxóssi, que por décadas esteve à frente do ritual e faleceu em 8 de dezembro do ano passado.

O ponto alto da cerimônia aconteceu à meia-noite, quando todas as luzes do pátio foram apagadas, e os tambores, que durante todo o carnaval ecoam em ritmos vibrantes, silenciaram por cerca de 30 minutos. Esse momento simboliza o respeito aos negros escravizados e a memória dos antepassados. Centenas de pessoas acompanharam o ritual em silêncio, que traz reflexão sobre a resistência da cultura afro-brasileira.

“Essa celebração não é apenas um ritual, é um compromisso com aqueles que vieram antes de nós. Carregar esse legado é uma grande responsabilidade, pois estamos aqui para honrar a memória dos nossos ancestrais, reforçar nossa fé e garantir que essa tradição continue viva para as futuras gerações. O silêncio dos tambores é um grito de resistência e de respeito à nossa história”, registrou Mãe Lu de Oxalá, Iyá-Kekere da Casa de Raminho de Oxóssi.

Durante o cortejo, tochas foram acesas e levadas até a porta da Igreja de Nossa Senhora do Terço, onde foram entoados cânticos em homenagem a Nossa Senhora do Rosário e à orixá Iansã, que simboliza o vento e a conexão entre os mundos espiritual e terreno. Em seguida, quatro pombas brancas foram soltas, representando a paz e a ligação com os espíritos dos ancestrais.

História

Criada na década de 1960, a Noite dos Tambores Silenciosos foi idealizada por Maria de Lourdes Silva, conhecida como Badia, moradora do Pátio do Terço. O evento nasceu como uma homenagem aos negros escravizados que passaram pelo local, que, no período colonial, serviu como mercado de escravizados e um dos primeiros espaços de prática do candomblé nagô em Pernambuco. Inicialmente, a cerimônia tinha um caráter teatral e era encenada pelo grupo de teatro Equipe. Com o tempo, tornou-se um dos rituais mais importantes do Carnaval do Recife, reunindo nações de maracatu e fiéis das religiões de matriz africana.

Com o passar dos anos, o ritual cresceu e se tornou um dos momentos mais emblemáticos da folia pernambucana, reunindo maracatus, lideranças religiosas e fiéis em um ato de fé e resistência. “Esse ritual sempre existiu. Antigamente, os negros celebravam a liberdade na segunda-feira de Carnaval. Hoje fazemos isso de forma ainda maior, mas mantendo o respeito e a fé dos nossos ancestrais”, destacou João Jhadyell, de 15 anos, que participou da cerimônia pela primeira vez como ogã, responsável por tocar os ilús, instrumentos sagrados do candomblé.

Diario de Pernambuco

Encontro dos Blocos Líricos emociona foliões no Marco Zero

O encontro dos tradicionais blocos líricos reuniu foliões de várias gerações nesta segunda-feira (3), no Marco Zero. Com trajes repletos de cores e muito brilho, os participantes das agremiações desfilaram e emocionaram o público, que relembrou os costumes dos antigos carnavais.

O início da programação da segunda de carnaval atraiu diversas famílias, que trouxeram as crianças para curtir a folia no Bairro do Recife. Esse foi o caso do servidor público Breno Ribeiro, de 46 anos, que estava acompanhado da esposa Daniela, dos filhos Artur, de três anos, e Pedro, de um ano e quatro meses. Eles viajaram de Caruaru, Agreste de Pernambuco, para passar o carnaval no Recife.

Além de elogiar a organização do carnaval do Recife, Breno destacou a importância cultural dos blocos líricos no carnaval pernambucano, que é passado de geração em geração. “O carnaval é alegria e a gente queria mostrar isso para os nossos filhos, incentivando a nossa cultura. O carnaval do Recife é tradicional e cada vez vem melhorando. Então a gente quer vivenciar isso com os nossos filhos e passar a tradição, que foi dos meus pais”, destacou.

Para a funcionária pública recifense Romilda Paes, de 66 anos, a tradição dos blocos líricos merece ainda mais apoio do pelo poder público para que a tradição se prolongue ao longo dos anos. “Eu sinto falta da população participar desse tipo de bloco, principalmente do público mais jovem. O sentimento é que talvez um dia essa essa cultura se acabe por conta da falta de valorização dos jovens de manter a tradição. Os governantes deveriam estimular esses blocos para que eles tenham condições ainda melhores para se apresentar”, declarou Romilda.

A foliã recifense estava acompanhada da amiga, Lourdes Tavares, de Limoeiro, Agreste de Pernambuco, de 69 anos, que veio ao Recife para curtir a folia. Ela destaca que o encontro dos blocos líricos traz lembranças dos carnavais da sua juventude. “Eu me sinto bem e recordo da minha infância e adolescência. Na minha época, a diversão era mais nos clubes, com bandas, todo mundo enfeitado e arrumado. As brincadeiras eram de molha molha, de talco e de lama e por aí vai”, relembrou Lourdes.

Diario de Pernambuco

Bloco ‘Os que ficaram’ celebra 25 anos de história e resistência no Carnaval de Petrolina

“De dezembro até fevereiro, eu tenho uma missão, trabalhar pela cultura do Carnaval pernambucano aqui em Petrolina”, é o que descreve o aposentado Domingos Manoel de Souza. Aos 66 anos, durante três meses, ele deixa o descanso de lado à serviço da folia, colocando o bloco ‘Os Que Ficaram’ para desfilar no Carnaval de Petrolina. O bloco celebra as bodas de prata neste Carnaval. São 25 anos de história e resistência.

“Eu me sinto muito feliz, porque eu acho que eu fui um herói da resistência. Para ter o carnaval de hoje, houve uma resistência dos pequenos blocos, mostramos ao poder público que existe carnaval em Petrolina. Foi nós que levantamos a bandeira para fazer o carnaval estar do tamanho que é hoje”. Domingos relembra que o bloco surgiu nos anos 2000, a partir de um brincadeira com os amigos que não tiveram como sair de Petrolina para curtir o festejo em outros lugares.

 “Antes eu viajava para outra cidade, mas eu fiquei em Petrolina. Uns pensaram em ‘Os Que Não Foram’, outros escolheram ‘Os Que Ficaram’. O nome foi sugestivo na hora. Então, ‘Os Que Ficaram’ foi aprovado por 25 pessoas, e a gente foi para uma manhã de sol no Sesc de Petrolina, que era o único lugar que tinha na cidade com movimento de Carnaval”.

A agremiação enfrentou desafios para se firmar na folia momesca, nem sempre teve apoio, mas resistiu ao anos em nome da paixão pelo Carnaval. “Então, a gente ficou, assim, forçadamente. No período de carnaval, a gente juntava turma e ia para a praça, fazia camisa. Teve um ano que nem batedor não tinha, isso foi em 2004. A gente saia de um bar da Orla e seguia para a Praça da 21 para terminar lá, porque não tinha carnaval em outro canto da cidade”.

De lá para cá, ‘Os que ficaram’ se enraizou no Carnaval de Petrolina e abriu caminho para o surgimento de novas agremiações. “Se em 2000, tinha dois ou três blocos, hoje se você catalogar os blocos de Petrolina, tem quase 30 bloquinhos. Então, isso cabe aos blocos que ficaram, ao Carranca Dourada, que foram a resistência e responsáveis pela continuação do carnaval de rua”.

G1 Petrolina

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