Lucas Ramos prestigia a 53ª Jecana do Capim e reforça compromisso com a zona rural de Petrolina

Deputado Lucas Ramos participou da tradicional corrida de jegues ao lado de lideranças políticas, entre elas o pré-candidato a deputado estadual Elismar Gonçalves

O deputado federal Lucas Ramos participou, neste fim de semana, da 53ª Jecana do Capim, realizada na zona rural de Petrolina. Considerado um dos eventos mais tradicionais do ciclo junino do Sertão, o encontro reuniu milhares de pessoas e diversas lideranças políticas da região.

Durante a visita, Lucas Ramos acompanhou a tradicional corrida de jegues, principal atração da festa, e ressaltou a importância da preservação das manifestações culturais que fazem parte da identidade do povo sertanejo. O parlamentar destacou ainda o impacto positivo da Jecana para a economia local, movimentando o comércio, o turismo e gerando oportunidades para a comunidade.

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Força e Fé no Sertão: Lucas Ramos e Marcelo Pereira marcam presença na histórica Cavalgada à Pedra do Reino

Lucas Ramos e Marcelo Pereira participaram da tradicional Cavalgada à Pedra do Reino, em São José do Belmonte.

A tradicional Cavalgada à Pedra do Reino, um dos maiores e mais expressivos patrimônios culturais do interior de Pernambuco, reuniu uma multidão de cavaleiros, devotos e diversos políticos. O evento contou com a presença marcante do deputado federal Lucas Ramos, que acompanhou de perto as festividades ao lado do ex-prefeito e forte liderança local, Marcelo Pereira.

O cortejo, que une fé, história e a mística da literatura de Ariano Suassuna, transformou as ruas de São José do Belmonte em um cenário de celebração e identidade. Lucas Ramos destacou a emoção de retornar ao município para vivenciar a festividade e reforçar seus laços com a região.

“A cultura é a alma do nosso povo, e a Cavalgada à Pedra do Reino é o símbolo vivo da tradição”, afirmou Ramos, enaltecendo a importância de preservar a memória sertaneja.

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Livro de Samuel Britto é tema de artigo especial do jornalista e poeta Carlos Laerte

O jornalista, poeta e diretor da Clas Comunicação e Marketing, Carlos Laerte, assina um artigo especial sobre o livro “A Impuderada do Sertão, histórias de mulheres agredidas”, do escritor e jornalista Samuel Britto. O texto traz uma profunda reflexão sobre a violência contra a mulher, o feminicídio e a força feminina no sertão nordestino.

No artigo, Carlos Laerte ressalta a importância cultural e social da obra, que mistura literatura de cordel, realismo fantástico, tradições sertanejas e elementos históricos do cangaço.

O livro será lançado no próximo dia 08 de maio, no Senac Petrolina, trazendo a trajetória de Maria das Dores, a “Maria Impuderada do Sertão”, personagem que representa resistência, coragem e luta contra os maus-tratos e a violência doméstica.

Confira abaixo a íntegra do artigo assinado por Carlos Laerte:

Samuel Britto e a “Impuderada do Sertão, histórias de mulheres agredidas”

Carlos Laerte

Na primeira noite, eles se aproximam, ameaçam, intimidam e violentam psicologicamente uma rosa do nosso jardim. E não dizemos nada.

Na segunda noite, conhecendo o nosso medo, já não se escondem. Abusam física e emocionalmente, matam o roseiral e, percebendo nossa fragilidade, arrancam-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.

A primeira imagem que nos remete à leitura do livro “A Impuderada do Sertão, histórias de mulheres agredidas”, do jornalista e escritor Samuel Britto, é um mergulho no poema “No caminho com Maiakóvski” (1968), do poeta Eduardo Alves da Costa.

No poema, assim como no livro — que será lançado no Senac Petrolina, no próximo dia 08 de maio — tulipas, rosas e orquídeas se confundem com Marias, Marielles e Ângelas, no perigoso e insano carrossel da violência que já registra, em 2026, o primeiro trimestre mais letal da história para as mulheres. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram contabilizadas 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março deste ano.

O número representa uma média de quatro mulheres mortas por dia no período, o equivalente a uma vítima a cada cinco horas no país.

Ancorado em exemplos femininos de luta e conquista, além de dados e estatísticas bem apurados, o livro do mesmo autor de “Maria Caminhoneira Sertanea e Seus Contos Heróicos, Românticos e Sertanejos” (2024) revela a incrível trajetória de Maria das Dores, a Maria Impuderada do Sertão.

“Impuderada”, assim mesmo, numa escrita informal, libertada das amarras estabelecidas pela gramática tradicional.

Valorizando as falas nordestinas, os costumes e os ritos do povo sertanejo, a obra transita entre o folclórico e o imaginário, desnudando lendas, contos e personagens de um realismo fantástico, povoado por seres sobrenaturais e fantasias arrepiantes.

Aventuras, crenças religiosas, rivalidades, feitos heroicos — e outros nem tanto — impregnam as mais de 300 páginas da obra com as cores da imprevisibilidade e das contradições que, somente à luz da determinação, da doçura e da paixão, “alguns (a que tal graça se consente) é dado lê-la”.

Ilustradas com imagens produzidas por recursos de Inteligência Artificial e mescladas por versos da literatura de cordel, as narrativas de ficção e de fatos reais se misturam numa velocidade estonteante, conduzindo o leitor por um fascinante labirinto de letras, signos e significados, semelhantes a livramentos em meio a um rio revolto de maretas e marolas.

Depois de revelar, à luz do dia, os antepassados de Cruz Credo — local onde se passa a história — Samuel Britto também envereda pelas aventuras do cangaço e do fanatismo religioso, ressaltando personagens como Lampião e Maria Bonita, fontes de inspiração para os Tomés Valentias e as Marias Impuderadas.

Principalmente Maria das Dores, heroína e guerreira da caatinga, que, além de eliminar os maus-tratos domésticos em sua própria família, ajuda a combater a violência contra toda e qualquer mulher do sertão.

Evocando as orações do Credo e de Santo Expedito, o autor segue revelando a continuidade das famílias e convidando para a mesma mesa a mulher, a mulher trans, parceiros íntimos ou ex-parceiros e casais homoafetivos. Todos nos mesmos pratos e talheres, com a mais legítima intenção: espalhar uma nova fase de paz, união e amor no sertão.

O empoderamento feminino é um movimento político, social e filosófico que luta pela equidade de gênero e pela participação ativa da mulher na sociedade. Essencial para o combate à violência, o movimento fomenta a autonomia econômica, emocional e política, permitindo que as mulheres façam suas próprias escolhas.

Carlos Laerte é poeta, jornalista e diretor da Clas Comunicação e Marketing