Livro de Samuel Britto é tema de artigo especial do jornalista e poeta Carlos Laerte

O jornalista, poeta e diretor da Clas Comunicação e Marketing, Carlos Laerte, assina um artigo especial sobre o livro “A Impuderada do Sertão, histórias de mulheres agredidas”, do escritor e jornalista Samuel Britto. O texto traz uma profunda reflexão sobre a violência contra a mulher, o feminicídio e a força feminina no sertão nordestino.

No artigo, Carlos Laerte ressalta a importância cultural e social da obra, que mistura literatura de cordel, realismo fantástico, tradições sertanejas e elementos históricos do cangaço.

O livro será lançado no próximo dia 08 de maio, no Senac Petrolina, trazendo a trajetória de Maria das Dores, a “Maria Impuderada do Sertão”, personagem que representa resistência, coragem e luta contra os maus-tratos e a violência doméstica.

Confira abaixo a íntegra do artigo assinado por Carlos Laerte:

Samuel Britto e a “Impuderada do Sertão, histórias de mulheres agredidas”

Carlos Laerte

Na primeira noite, eles se aproximam, ameaçam, intimidam e violentam psicologicamente uma rosa do nosso jardim. E não dizemos nada.

Na segunda noite, conhecendo o nosso medo, já não se escondem. Abusam física e emocionalmente, matam o roseiral e, percebendo nossa fragilidade, arrancam-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.

A primeira imagem que nos remete à leitura do livro “A Impuderada do Sertão, histórias de mulheres agredidas”, do jornalista e escritor Samuel Britto, é um mergulho no poema “No caminho com Maiakóvski” (1968), do poeta Eduardo Alves da Costa.

No poema, assim como no livro — que será lançado no Senac Petrolina, no próximo dia 08 de maio — tulipas, rosas e orquídeas se confundem com Marias, Marielles e Ângelas, no perigoso e insano carrossel da violência que já registra, em 2026, o primeiro trimestre mais letal da história para as mulheres. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram contabilizadas 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março deste ano.

O número representa uma média de quatro mulheres mortas por dia no período, o equivalente a uma vítima a cada cinco horas no país.

Ancorado em exemplos femininos de luta e conquista, além de dados e estatísticas bem apurados, o livro do mesmo autor de “Maria Caminhoneira Sertanea e Seus Contos Heróicos, Românticos e Sertanejos” (2024) revela a incrível trajetória de Maria das Dores, a Maria Impuderada do Sertão.

“Impuderada”, assim mesmo, numa escrita informal, libertada das amarras estabelecidas pela gramática tradicional.

Valorizando as falas nordestinas, os costumes e os ritos do povo sertanejo, a obra transita entre o folclórico e o imaginário, desnudando lendas, contos e personagens de um realismo fantástico, povoado por seres sobrenaturais e fantasias arrepiantes.

Aventuras, crenças religiosas, rivalidades, feitos heroicos — e outros nem tanto — impregnam as mais de 300 páginas da obra com as cores da imprevisibilidade e das contradições que, somente à luz da determinação, da doçura e da paixão, “alguns (a que tal graça se consente) é dado lê-la”.

Ilustradas com imagens produzidas por recursos de Inteligência Artificial e mescladas por versos da literatura de cordel, as narrativas de ficção e de fatos reais se misturam numa velocidade estonteante, conduzindo o leitor por um fascinante labirinto de letras, signos e significados, semelhantes a livramentos em meio a um rio revolto de maretas e marolas.

Depois de revelar, à luz do dia, os antepassados de Cruz Credo — local onde se passa a história — Samuel Britto também envereda pelas aventuras do cangaço e do fanatismo religioso, ressaltando personagens como Lampião e Maria Bonita, fontes de inspiração para os Tomés Valentias e as Marias Impuderadas.

Principalmente Maria das Dores, heroína e guerreira da caatinga, que, além de eliminar os maus-tratos domésticos em sua própria família, ajuda a combater a violência contra toda e qualquer mulher do sertão.

Evocando as orações do Credo e de Santo Expedito, o autor segue revelando a continuidade das famílias e convidando para a mesma mesa a mulher, a mulher trans, parceiros íntimos ou ex-parceiros e casais homoafetivos. Todos nos mesmos pratos e talheres, com a mais legítima intenção: espalhar uma nova fase de paz, união e amor no sertão.

O empoderamento feminino é um movimento político, social e filosófico que luta pela equidade de gênero e pela participação ativa da mulher na sociedade. Essencial para o combate à violência, o movimento fomenta a autonomia econômica, emocional e política, permitindo que as mulheres façam suas próprias escolhas.

Carlos Laerte é poeta, jornalista e diretor da Clas Comunicação e Marketing

Jornalista Carlos Laerte vence Prêmio de Jornalismo Cooperativista de Pernambuco

(Foto: Maurício André)

O jornalista do Vale do São Francisco, nascido em Juazeiro (BA) e criado em Petrolina (PE), Carlos Laerte foi o grande vencedor do 1º Prêmio de Jornalismo Cooperativista de Pernambuco, na categoria ‘Jornalismo Cooperativo’. O evento aconteceu na noite dessa quinta-feira (30).

Diretor da Clas Comunicação e Marketing, Carlos Laerte venceu com a matéria ‘Saúde e sustentabilidade marcam história de sucesso cooperativista no Vale do São Francisco’, que conta a trajetória da Unimed Vale do São Francisco. A obra concorreu com inúmeras produções jornalísticas de profissionais que atuam em cooperativas do sertão ao litoral pernambucano.

Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Pernambuco (OCB/PE), Malaquias Ancelmo de Oliveira, a primeira edição do Prêmio de Jornalismo Cooperativista de Pernambuco reconheceu e valorizou temas importantes para o cooperativismo a exemplo do desenvolvimento sustentável que transforma vidas.

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Espaço do leitor: “Um ano que passou” – por Carlos Laerte

Com a proximidade do fim de ano, o jornalista e poeta Carlos Laerte produziu um texto relembrando o ano que se aproxima do fim e vislumbrando 2022. Confira a seguir:

Pensei escrever em linha reta o verso torto que escorreu pelas retinas com o peso do ano que passou. A canção que saltou pela janela enquanto corria o trem e muita gente nem viu pra onde os trilhos levavam. Então, procurei fotografar 2021 como se tudo dependesse apenas de planos, ângulos e enquadramentos. Mas, aprendizado e prática à parte, não teve olhar poético que sublimasse a iluminação, a profundidade de campo e a velocidade do disparador a semear tantas perdas. Se 2020 será eternamente lembrado como um dos piores da história mundial, este ano também não fica atrás com tantas esperanças e sonhos frustrados pela Covid – 19.

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Espaço do Leitor: ‘Seu Padilha e sua Petrolina’

(Foto: Maurício André Anjos/Arquivo Pessoal)

Hoje, 21 de setembro Petrolina completa 123 anos de história e o jornalista, publicitário e poeta Carlos Laerte enviou ao Blog um texto sobre uma das figuras mais importantes da cidade: seu Antônio de Santana Padilha. Nascido e criado na cidade, Seu Padilha prestou relevantes serviços na cultura e a data de seu nascimento, 5 de setembro é conhecido como Dia Municipal do Livro.

Confira a seguir o texto escrito por Laerte para celebrar o aniversário de Petrolina e relembrar a história de Seu Padilha:

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Jornalista escreve poema “Silêncio” em homenagem a menina Beatriz

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O poema foi escrito pelo jornalista Carlos Laerte. Foto: reprodução 

Nesta sexta-feira (10), faz seis meses do crime que abalou a população do Vale do São Francisco. Seis meses em que a menina Beatriz Mota foi assassinada em um colégio em Petrolina, Sertão de Pernambuco. O crime ainda não tem solução, nem culpados. A Polícia segue investigando em silêncio. E foi esse silêncio que fez o jornalista Carlos Laerte, escrever um poema.

Leia na íntegra:

Silêncio 

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