Tradição, cultura e muito arrasta-pé marcaram primeiro dia do “Juazeiro Aqui Tem Forró” na Avenida Flaviano Guimarães

Juazeiro já está no clima do São João. Nesta sexta-feira (12), aconteceu mais uma edição do “Juazeiro Aqui Tem Forró” no polo da Avenida Flaviano Guimarães, levando a tradição e a cultura nordestina para todos os cantos do município, da sede ao interior. Com decoração típica da época, a avenida foi transformada em um grande arraiá a céu aberto, fazendo com que o público entrasse de vez no clima junino.

O trio Xote do Vale abriu os festejos da primeira noite com o autêntico forró pé de serra. Em seguida, o filho da terra, o sanfoneiro Flávio Baião, deu continuidade à programação com uma homenagem ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga. “Estou no terreiro da minha casa. Nasci nesta avenida e é uma satisfação participar dessa festa e levar a alegria do São João para esse povo”, destacou o sanfoneiro, morador da Avenida Flaviano Guimarães.

A festa continuou com a cantora Mariana Aydar, que uniu a sofisticação da MPB às raízes da música nordestina, animando ainda mais o público. “Em Juazeiro eu me sinto em casa. Amo estar aqui nessa cidade maravilhosa. Já tomei banho no Rio São Francisco e agora estou nesta festa linda, sentindo essa energia gostosa desse público maravilhoso”, afirmou a artista. A programação da noite seguiu com Júlio do Acordeon e o sanfoneiro Ivan Greg, que encerraram com chave de ouro a primeira noite do evento no polo da Flaviano Guimarães.

A primeira noite do evento foi marcada pela presença de público de todas as idades, que aproveitou a festa em um clima de alegria, harmonia e paz. O administrador Felipe Castro veio com a esposa, Márcia, e o filho, Nico, diretamente de Ubatuba (SP), para prestigiar os festejos juninos no Vale do São Francisco. “Vim com minha família prestigiar a festa junina da região e estou encantado com o que estou vendo em Juazeiro. É uma energia muito boa, com todos curtindo a festa com muita alegria”, comentou.

A noite também foi especial para os casais que celebraram o Dia dos Namorados ao som do forró. Muitos aproveitaram o clima romântico para dançar agarradinhos e comemorar a data. Foi o caso de Ricardo de Souza e Denise, que aproveitaram a festa para cair no arrasta-pé. “Nada melhor do que comemorar o Dia dos Namorados dançando forró juntinho com minha esposa”, disse Ricardo.

Durante o evento, diversos serviços foram ofertados ao público. Entre eles, a vacinação contra a influenza (gripe), que foi aproveitada por muitos participantes. A estudante Gabriele da Silva foi uma das pessoas que garantiu a imunização durante a festa. “Devido aos estudos e ao trabalho durante o dia, não tive tempo de ir tomar a vacina. Quando cheguei à festa e vi que estava acontecendo a vacinação, aproveitei para me imunizar e me proteger neste São João”, relatou.

O evento também contou com a presença da equipe do Observatório dos Direitos da Mulher, que realizou ações de conscientização junto ao público, com distribuição de materiais informativos, adesivagem e monitoramento de possíveis situações de violência. A iniciativa reforça o compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero, garantindo mais segurança e acolhimento durante os festejos juninos.

As festa continuam neste sábado (13). A partir das 18h, acontece o Concurso de Quadrilhas Juninas, no Colégio Paulo VI. Já às 19h, o polo da Flaviano Guimarães contará com a transmissão do jogo da Seleção Brasileira em um telão. Em seguida, sobem ao palco Sérgio do Forró, Maciel Melo, Sebastian Silva, Gel Barbosa e Jaidete, encerrando a programação da noite. O “Juazeiro Aqui Tem Forró” é uma iniciativa da Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), com apoio do Governo do Estado da Bahia, valorizando e fortalecendo as tradições da cultura nordestina.

Ascom

Prefeitura de Juazeiro fortalece tradição dos penitentes com entrega de mantimentos durante a quaresma

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (Sedes), segue fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais da cultura e religiosidade popular do município: a penitência. Na sexta-feira (13), a gestão realizou a entrega de mantimentos para representantes dos grupos penitentes, reafirmando o compromisso com a preservação dessa tradição centenária.

Participaram da ação Jesulene Ribeiro, conhecida como Dona Nenezinha, do cordão de alimentadeiras de almas, e Nonato de Souza, do cordão de disciplinadores, dois nomes importantes na manutenção do movimento em Juazeiro. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela Sedes em apoio aos penitentes durante o período da quaresma. Além da entrega de mantimentos, a secretaria também tem promovido lanches coletivos para os membros dos cordões, disponibilização de materiais religiosos e transporte para ida e volta dos participantes.

Em Juazeiro, a tradição dos penitentes teve início em 1901 e, desde então, mobiliza homens e mulheres de diferentes idades, que saem às ruas nas noites de segunda, quarta e sexta-feira, cobertos por vestes brancas, conhecidas como mortalhas. Em um ritual marcado pela fé e pela devoção, os penitentes rezam pelos mortos, entoam “benditos” e intercedem pelas almas, mantendo viva uma prática que faz parte da identidade cultural do município.

Com o passar dos anos, no entanto, a manifestação tem enfrentado o desafio da diminuição no número de adeptos. Diante disso, a Prefeitura de Juazeiro tem buscado oferecer apoio e melhores condições para que a tradição continue sendo vivenciada e transmitida às novas gerações. “Enquanto gestão, estamos fazendo o possível para que possamos garantir essa tradição viva dentro de Juazeiro”, destaca Ermerson Oliveira, o Pai Bimbo, coordenador de Políticas de Igualdade Racial e Povos Tradicionais da Sedes.

Para Dona Nenezinha, o apoio da gestão é essencial para a continuidade do movimento, especialmente por envolver pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Eu luto com pessoas carentes e o apoio da Sedes é muito importante”, afirma. Por meio de ações de valorização, incentivo e cuidado com os grupos tradicionais, a Prefeitura de Juazeiro reafirma seu compromisso com a preservação da cultura popular, reconhecendo nos penitentes uma expressão de fé, memória e resistência.

Ascom

Blocos carnavalesco mantém a tradição no carnaval de Petrolina

O carnaval de Petrolina ano a ano mantém a sua essência de preservação da cultural trazendo, com as escolas de samba e o colorido dos blocos de frevo independentes. São quatro dias de festa, alegria, com desfiles de fantasias, diversidade de ritmos e preservação de uma tradição que representa a história carnavalesca.

Durante os dias de folia, diversos os blocos carnavalescos percorrem as ruas da cidade até o Polo Colombina, na Praça 21 de Setembro. Formados, em sua maioria, por amigos, familiares e vizinhos, as agremiações levam o momento de confraternização e o simbolismo de festejar a festa de momo sempre com muita alegria,  acompanhados por uma orquestra de frevo. Entre as escolas de samba que puxam o ritmo na avenida, com 46 anos de fundação, a Império do São Francisco se mantém firme com seu legado histórico e tradicional no carnaval da cidade.

“É interessante o quanto a cultura ainda está presente  no carnaval daqui. Esses bloquinhos são muito legais, existe uma interação de família, jovens, crianças, pais, amigos, todos brincando e se divertindo de uma forma bem descontraída. É a primeira vez que passo a  festa na cidade e isso enriquece o carnaval, fica mais alegre”, destacou o professor e folião, José Carlos.

Ascom

“Abram Alas Pra Folia”: Simão Durando abre o Carnaval de Petrolina com foco na tradição e público familiar

Confetes, serpentinas, alegria e diversão marcaram o início do Carnaval de Petrolina, que este ano traz como tema “Abram Alas Pra Folia”. A festa começou neste sábado (14), reunindo tradição, música e um público formado majoritariamente por famílias. A programação segue até a próxima terça-feira (17), consolidando o evento como uma das festas de momo que mais crescem na região e fortalecendo Petrolina como referência carnavalesca no interior de Pernambuco.

Dando início oficial à festa, o prefeito Simão Durando participou da abertura e, simbolicamente, passou o comando da cidade ao Rei Titico e à Rainha Nancy, os homenageados deste ano. Após a cerimônia, o prefeito percorreu os três polos da festa (21 de Setembro, Orla e Multicultural Matingueiros), acompanhando de perto a movimentação e prestigiando as apresentações.

Pelos corredores da folia, Simão cumprimentou foliões, conversou com comerciantes e destacou a organização do evento, ressaltando o crescimento da festa e o foco na convivência familiar. “Nosso carnaval é pura tradição. É aquele em que você leva sua família, as crianças, os avós para brincar e se divertir. Queremos que as pessoas celebrem o carnaval de rua na sua essência, com segurança, alegria e valorizando nossa cultura”, afirmou o prefeito.

Entre os foliões, a moradora do bairro Vila Marcela, Ana Vitória Santos, acompanhada do esposo e dos dois filhos, destacou a organização, segurança e o clima familiar da festa. “A gente vem todo ano, mas este está ainda mais organizado. Dá para trazer as crianças com tranquilidade, ver as apresentações e sentir que o nosso carnaval está vivo”, afirmou.

Nos palcos, atrações locais e regionais deram o tom da celebração, reforçando o compromisso com a valorização dos artistas da terra. A diversidade de ritmos e expressões culturais reforça o caráter multicultural da festa, reunindo diferentes estilos e tradições em um mesmo espaço. Entre os destaques da noite estiveram as apresentações da cantora Mádara, da banda MPA, do grupo Por do Som, do cantor Alan Cler e da banda Forró Pegado, que animaram o público com repertórios que passearam pelo frevo, marchinhas, forró, axé e ritmos contemporâneos.

O turista Rafael Oliveira, que veio de Teresina, capital do Piauí, elogiou a estrutura e a diversidade da programação. “Fiquei impressionado com a segurança e com a mistura de ritmos e expressões culturais. É um Carnaval que respeita as raízes, mas também se renova e se consolida como uma grande festa do interior do Nordeste”, pontuou.

Neste ano, o Carnaval de Petrolina aposta na tradição como sua principal marca. A decoração traz personagens clássicos como pierrô, colombina e arlequim, além de elementos do folclore regional, como a Mãe d’Água e outras figuras populares. Blocos, fantasias, escola de samba e marchinhas ajudam a manter viva a essência do carnaval de rua, transformando a festa em um momento de encontro e celebração entre diferentes gerações e reafirmando o Carnaval de Petrolina como um evento consolidado no calendário cultural da região.

Ascom

Cordão do Bola Preta celebra tradição de 107 carnavais no Rio

Como acontece há 107 carnavais, foliões vestindo roupas brancas com bolinhas pretas ocuparam as ruas do centro do Rio de Janeiro na manhã deste sábado (14). É o desfile do Cordão do Bola Preta, que destacou no tema deste ano a própria relevância histórica como bloco mais antigo em atividade no país: Bola Preta, DNA do Carnaval.

À frente do cortejo, a tradicional Corte Real reforçou o brilho do desfile. Além de Paolla, participaram Leandra Leal (porta-estandarte), Neguinho da Beija-Flor (padrinho), Maria Rita (madrinha), Emanuelle Araújo (musa da banda), João Roberto Kelly (embaixador), Tia Surica da Portela (embaixadora) e Selminha Sorriso (musa das musas).

Neste ano, a corte ganhou reforço com a estreia das novas musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins. Elas se juntam às musas Ju Knust, Thai Rodrigues, Taissa Marins e Luara Bombom, além do muso Amauri Junior. A animação ficou por conta da tradicional Banda do Cordão da Bola Preta, sob regência do maestro Altamiro Gonçalves.

Pelo terceiro ano consecutivo, o bloco mantém a parceria com a Liga Amigos do Zé Pereira, o bloco Vagalume O Verde e o Parque Nacional da Tijuca/ICMBio para a medição das emissões de gases poluentes dos geradores dos trios elétricos. A iniciativa permite a compensação de carbono do desfile. O desfile manteve o trajeto tradicional, com concentração na Rua Primeiro de Março e passagem pela Avenida Presidente Antônio Carlos, reunindo cariocas, turistas, famílias, idosos e crianças. Todos embalados pelas marchinhas e o hino oficial Quem não chora, não mama.

A carioca Luana Flor acabou de concluir a graduação em fisioterapia e decidiu comemorar o novo momento dançando e cantando no bloco. “Não tinha lugar melhor para eu curtir a minha formatura. Escolhi o Bola Preta, porque é um bloco tradicional. Ele traz a história do Rio e é sempre muito cheio, tem uma energia muito boa.” “Estou aqui para curtir mesmo, mas se a Paolla Oliveira e a Leandra Leal aparecerem, vou tentar tirar uma foto com as divas também”, complementou.

Ninguém estava mais empolgada com a possibilidade de encontrar a Paolla Oliveira do que a foliã Eliane Silva. Vestida com as cores do bloco, ela carregava um cartaz de mais de um metro de altura com um apelo para a atriz tirar uma foto com ela: Paolla, só mais um foto comigo? Prometo parar… (na próxima encarnação). “Acompanho o Bola Preta há 15 anos e, como acontece todo ano, estou aqui à espera da nossa grande rainha”, diz Eliane.

História do Bola Preta
Fundado em 13 de dezembro de 1918, o Cordão da Bola Preta surgiu a partir da reunião de amigos no bar Cave de Ouro, na Rua da Carioca, com o objetivo de preservar o carnaval de rua, em um momento que a cidade do Rio passava por transformações urbanas e culturais.

Desde sua criação, o bloco adotou as cores preto e branco. Entre as décadas de 1930 e 1970, o Bola Preta manteve o formato de cordão carnavalesco, com marchinhas, metais e percussão. A sede do bloco, que já funcionou na Avenida Treze de Maio, está instalada atualmente na Rua da Relação, tornando-se ponto de encontro de músicos e foliões.

Agência Brasil

Tradicional Meia Maratona de Tiradentes abre inscrições neste domingo (9)

As inscrições para a 39ª edição da Meia Maratona de Tiradentes, em Juazeiro, abrem neste domingo (09), às 20h. Os interessados poderão garantir sua vaga até o dia 14 de abril, com a corrida marcada para o dia 27 do mesmo mês. Tradicional na região, a prova de corrida de rua contará com vagas em diversas categorias e duas modalidades: 5 km e 21 km. Este ano, a expectativa é reunir até 600 atletas na competição, que é promovida pela prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte).

As inscrições podem ser feitas pela plataforma digital Chronoschip (https://cronoschip.com.br/). O valor da inscrição para o primeiro lote, disponível até o dia 17 de março, é de R$85,00. Os atletas com deficiência e idosos têm direito a 50% de desconto.

As premiações variam de R$100,00 a R$3.700,00, conforme colocação, categoria e tipo de prova. Além dos prêmios, como novidade este ano, a prova contará com o “Pós-Prova Surreal” – uma experiência única para os atletas ao fim da competição, com atrações a serem realizadas na área do Vaporzinho.

O assessor especial de esportes da Seculte, Bruno Lopes, destaca que as novidades visam valorizar o evento, que é aguardado por muitos atletas de dentro e de fora da região. “A meia maratona é uma competição que modifica o cenário da cidade e, em atenção a sua relevância, este ano vamos trazer muitas novidades, dando um gás especial para a experiência dos atletas”.

Ao se inscrever, os atletas receberão um kit atleta, que inclui camiseta, número de identificação do corredor e chip eletrônico. A entrega dos kits será feita nos dias 26 e 27 de abril, no Vaporzinho, das 15h às 19h. Para mais informações, os interessados podem acessar o regulamento completo no site da Cronoschip.

O chefe da pasta de Cultura, Turismo e Esportes, Targino Gondim, reforça que a Meia Maratona, além de um evento esportivo que destaca os atletas regionais, é uma importante tradição em Juazeiro. “Por isso, queremos fazer uma competição maravilhosa, bem organizada e com uma excelente recepção para que todos se sintam bem cuidados dentro dos circuitos”, completa.

Ascom

Noite dos Tambores Silenciosos reúne cerca de 40 nações de maracatu para celebrar a ancestralidade

O Pátio do Terço, no bairro de São José, no Recife, foi palco de um dos momentos mais marcantes da folia pernambucana na noite desta segunda-feira (3): a 61ª edição da Noite dos Tambores Silenciosos. O evento carnavalesco reuniu  cerca de 40 nações de maracatu de baque virado, entre grupos mirins e adultos, em um ritual de reverência à ancestralidade africana.

Esta foi a primeira vez em que a  cerimônia foi conduzida por Mãe Lu de Oxalá, Iyá-Kekere da Casa de Raminho de Oxóssi, e por Jorge de Bessen, babalorixá Jejê-Nagô. “Foi uma mistura de saudade e gratidão. Meu pai sempre me preparou para esse momento, mas estar aqui sem ele é difícil. Ao mesmo tempo, sinto sua energia em cada toque de tambor, em cada olhar que me cerca. Sei que ele está comigo, e isso me dá força para seguir honrando seu legado”, afirmou Jorge de Bessen. Para ele, este também foi um momento de conexão  espiritual, especialmente por suceder seu pai, Tata Raminho de Oxóssi, que por décadas esteve à frente do ritual e faleceu em 8 de dezembro do ano passado.

O ponto alto da cerimônia aconteceu à meia-noite, quando todas as luzes do pátio foram apagadas, e os tambores, que durante todo o carnaval ecoam em ritmos vibrantes, silenciaram por cerca de 30 minutos. Esse momento simboliza o respeito aos negros escravizados e a memória dos antepassados. Centenas de pessoas acompanharam o ritual em silêncio, que traz reflexão sobre a resistência da cultura afro-brasileira.

“Essa celebração não é apenas um ritual, é um compromisso com aqueles que vieram antes de nós. Carregar esse legado é uma grande responsabilidade, pois estamos aqui para honrar a memória dos nossos ancestrais, reforçar nossa fé e garantir que essa tradição continue viva para as futuras gerações. O silêncio dos tambores é um grito de resistência e de respeito à nossa história”, registrou Mãe Lu de Oxalá, Iyá-Kekere da Casa de Raminho de Oxóssi.

Durante o cortejo, tochas foram acesas e levadas até a porta da Igreja de Nossa Senhora do Terço, onde foram entoados cânticos em homenagem a Nossa Senhora do Rosário e à orixá Iansã, que simboliza o vento e a conexão entre os mundos espiritual e terreno. Em seguida, quatro pombas brancas foram soltas, representando a paz e a ligação com os espíritos dos ancestrais.

História

Criada na década de 1960, a Noite dos Tambores Silenciosos foi idealizada por Maria de Lourdes Silva, conhecida como Badia, moradora do Pátio do Terço. O evento nasceu como uma homenagem aos negros escravizados que passaram pelo local, que, no período colonial, serviu como mercado de escravizados e um dos primeiros espaços de prática do candomblé nagô em Pernambuco. Inicialmente, a cerimônia tinha um caráter teatral e era encenada pelo grupo de teatro Equipe. Com o tempo, tornou-se um dos rituais mais importantes do Carnaval do Recife, reunindo nações de maracatu e fiéis das religiões de matriz africana.

Com o passar dos anos, o ritual cresceu e se tornou um dos momentos mais emblemáticos da folia pernambucana, reunindo maracatus, lideranças religiosas e fiéis em um ato de fé e resistência. “Esse ritual sempre existiu. Antigamente, os negros celebravam a liberdade na segunda-feira de Carnaval. Hoje fazemos isso de forma ainda maior, mas mantendo o respeito e a fé dos nossos ancestrais”, destacou João Jhadyell, de 15 anos, que participou da cerimônia pela primeira vez como ogã, responsável por tocar os ilús, instrumentos sagrados do candomblé.

Diario de Pernambuco

Encontro dos Blocos Líricos emociona foliões no Marco Zero

O encontro dos tradicionais blocos líricos reuniu foliões de várias gerações nesta segunda-feira (3), no Marco Zero. Com trajes repletos de cores e muito brilho, os participantes das agremiações desfilaram e emocionaram o público, que relembrou os costumes dos antigos carnavais.

O início da programação da segunda de carnaval atraiu diversas famílias, que trouxeram as crianças para curtir a folia no Bairro do Recife. Esse foi o caso do servidor público Breno Ribeiro, de 46 anos, que estava acompanhado da esposa Daniela, dos filhos Artur, de três anos, e Pedro, de um ano e quatro meses. Eles viajaram de Caruaru, Agreste de Pernambuco, para passar o carnaval no Recife.

Além de elogiar a organização do carnaval do Recife, Breno destacou a importância cultural dos blocos líricos no carnaval pernambucano, que é passado de geração em geração. “O carnaval é alegria e a gente queria mostrar isso para os nossos filhos, incentivando a nossa cultura. O carnaval do Recife é tradicional e cada vez vem melhorando. Então a gente quer vivenciar isso com os nossos filhos e passar a tradição, que foi dos meus pais”, destacou.

Para a funcionária pública recifense Romilda Paes, de 66 anos, a tradição dos blocos líricos merece ainda mais apoio do pelo poder público para que a tradição se prolongue ao longo dos anos. “Eu sinto falta da população participar desse tipo de bloco, principalmente do público mais jovem. O sentimento é que talvez um dia essa essa cultura se acabe por conta da falta de valorização dos jovens de manter a tradição. Os governantes deveriam estimular esses blocos para que eles tenham condições ainda melhores para se apresentar”, declarou Romilda.

A foliã recifense estava acompanhada da amiga, Lourdes Tavares, de Limoeiro, Agreste de Pernambuco, de 69 anos, que veio ao Recife para curtir a folia. Ela destaca que o encontro dos blocos líricos traz lembranças dos carnavais da sua juventude. “Eu me sinto bem e recordo da minha infância e adolescência. Na minha época, a diversão era mais nos clubes, com bandas, todo mundo enfeitado e arrumado. As brincadeiras eram de molha molha, de talco e de lama e por aí vai”, relembrou Lourdes.

Diario de Pernambuco

Bloco ‘Os que ficaram’ celebra 25 anos de história e resistência no Carnaval de Petrolina

“De dezembro até fevereiro, eu tenho uma missão, trabalhar pela cultura do Carnaval pernambucano aqui em Petrolina”, é o que descreve o aposentado Domingos Manoel de Souza. Aos 66 anos, durante três meses, ele deixa o descanso de lado à serviço da folia, colocando o bloco ‘Os Que Ficaram’ para desfilar no Carnaval de Petrolina. O bloco celebra as bodas de prata neste Carnaval. São 25 anos de história e resistência.

“Eu me sinto muito feliz, porque eu acho que eu fui um herói da resistência. Para ter o carnaval de hoje, houve uma resistência dos pequenos blocos, mostramos ao poder público que existe carnaval em Petrolina. Foi nós que levantamos a bandeira para fazer o carnaval estar do tamanho que é hoje”. Domingos relembra que o bloco surgiu nos anos 2000, a partir de um brincadeira com os amigos que não tiveram como sair de Petrolina para curtir o festejo em outros lugares.

 “Antes eu viajava para outra cidade, mas eu fiquei em Petrolina. Uns pensaram em ‘Os Que Não Foram’, outros escolheram ‘Os Que Ficaram’. O nome foi sugestivo na hora. Então, ‘Os Que Ficaram’ foi aprovado por 25 pessoas, e a gente foi para uma manhã de sol no Sesc de Petrolina, que era o único lugar que tinha na cidade com movimento de Carnaval”.

A agremiação enfrentou desafios para se firmar na folia momesca, nem sempre teve apoio, mas resistiu ao anos em nome da paixão pelo Carnaval. “Então, a gente ficou, assim, forçadamente. No período de carnaval, a gente juntava turma e ia para a praça, fazia camisa. Teve um ano que nem batedor não tinha, isso foi em 2004. A gente saia de um bar da Orla e seguia para a Praça da 21 para terminar lá, porque não tinha carnaval em outro canto da cidade”.

De lá para cá, ‘Os que ficaram’ se enraizou no Carnaval de Petrolina e abriu caminho para o surgimento de novas agremiações. “Se em 2000, tinha dois ou três blocos, hoje se você catalogar os blocos de Petrolina, tem quase 30 bloquinhos. Então, isso cabe aos blocos que ficaram, ao Carranca Dourada, que foram a resistência e responsáveis pela continuação do carnaval de rua”.

G1 Petrolina

2ª edição da Festa do Vaqueiro de Sento-Sé celebra a tradição sertaneja

Neste sábado (1º) Sento-Sé foi palco da 2ª edição da Festa do Vaqueiro. O evento, realizado pela Prefeitura Municipal, iniciou com um café da manhã servido para os vaqueiros na Arena Beira Rio, onde aconteceu a concentração para a cavalgada, que percorreu as principais ruas e avenidas da cidade até chegar à Igreja do bairro Tombador, onde numa missa campal foi pedida proteção para todos os vaqueiros.

A programação seguiu com o retorno dos vaqueiros à Arena Beira Rio onde participaram de um almoço. Encerrando o evento, o Forró da Espora animou todos os participantes sob o comando de Robinho Vaqueiro e Samuka do Gado.

“Essa é uma festa que tem como objetivo celebrar o papel tão importante dos vaqueiros, pessoas fundamentais no nosso sertão. É uma festa marcada por muita alegria, atraindo crianças, jovens e idosos. É uma grande felicidade realizarmos mais esta edição e ver que agradou a todos”, afirmou Ana Passos, prefeita de Sento-Sé.

Manoel Marcos da Silva, o Marquinhos Vaqueiro, é presidente da Associação dos Vaqueiros de Sento-Sé e um dos organizadores do evento, ele conta que a festa cresceu em comparação ao ano anterior. “Temos aqui cerca de 200 vaqueiros, de mais 10 comunidades do interior, este é o segundo ano e com certeza virão muitos outros para consolidar essa festa linda”, destacou.

Aprovação – o vaqueiro Israel Menezes Muniz, mais conhecido como Jarrinha Aboiador, 67 anos, veio de Piri para participar da festa. “Participei no ano passado e não podia perder esse ano. Sou nascido e criado vaqueiro e me orgulho disso, por isso não perco uma festa de vaqueiro, é um grande reconhecimento ao nosso trabalho e a nossa cultura”.

Lei – Sento-Sé também tem instituído através da Lei Nº 479/2022, de autoria do vereador José Cláudio, o Dr. Claudio, o Dia do Vaqueiro, que é comemorado no último domingo do mês de março. “Buscamos apresentar o projeto de lei para fortalecer, enriquecer ainda mais essa nossa cultura tão importante, e que é popular entre o nosso povo. Olha que festa linda, é o segundo ano de realização e temos aqui toda essa alegria e uma participação efetiva dos vaqueiros de toda Sento-Sé”, avaliou o vereador.

Participaram ainda de toda a programação o vereador e presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Afonso, secretários municipais, vaqueiros de várias regiões e a população em geral.

Texto e fotos: Gardennia Garibalde – Ascom PMSSE

Tradição e cultura: famílias se divertem com programação da ‘Vila São Francisco’ durante São João de Petrolina

Cultura, tradição e clima típico da época junina em pequenas cidades, com direito a brincadeiras, apresentação de quadrilhas e causos. Estas são as noites que milhares de visitantes vivenciam na ‘Vila São Francisco’, estrutura montada que simula uma vila e está localizada na entrada do Pátio de Eventos Ana das Carrancas. Além de réplicas de prédios históricos de Petrolina, como a Igreja Matriz e a antiga Estação Ferroviária, outras casas simulam botecos e uma praça, proporcionando uma experiência agradável para quem vai conferir.

Durante as noites do São João de Petrolina, as famílias encontram um espaço projetado para diversão mais tranquila, com apresentações culturais de quadrilha junina, causos nordestinos e forró pé de serra, além de ser um ambiente colorido e divertido especialmente para as crianças que por lá encontram um lugar ideal para brincadeiras.

Para Édson Gonçalves e Fernanda Souza, que levaram o filho de três anos, Miguel de Souza, pela segunda vez ao espaço, a ‘Vila São Francisco’ é um ambiente muito agradável e vale a pena ser incluído no roteiro junino. “Nesse ano, chegamos um pouquinho mais cedo para usufruir melhor da vila, e é um espaço ideal pro meu filho, onde ele pode brincar à vontade. Super recomendo que outras famílias possam vir e trazer seus filhos e filhas para a Vila São Francisco e dá para curtir bastante mesmo. Miguel mesmo está brincando que não para!”, destacou Édson.

A ‘Vila São Francisco’ estará aberta para visitação gratuita do público até o dia 25 de junho, próximo domingo, e conta com apresentações do ‘Trio Ivan do Acordeon’, das 20h às 22h, além do casal de atores recifenses, Mart Júpiterquest e Anitson Monique, que participam pela terceira vez do São Joao de Petrolina, fazendo um trabalho de animação, bem inusitado, e preferem ser chamados de ‘prefeito’ e ‘primeira-dama’, levando os visitantes a cair no riso e na dança do tradicional forró pé de serra.

Jaquelyne Costa/Ascom Secretaria de Governo, Secretaria de Agricultura e Agência Municipal do Empreendedor

Fotos: Deivid Menezes