Nova gestão será responsável pela condução das eleições de outubro
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, marcou para o dia 12 de maio a posse do ministro Nunes Marques como novo presidente da Corte.
A mudança ocorre após a saída antecipada de Cármen Lúcia da presidência do tribunal. Com isso, Nunes Marques assumirá o comando do TSE, tendo como vice o ministro André Mendonça.
A nova gestão será responsável pela condução das eleições de outubro, um dos principais desafios da Justiça Eleitoral neste ano.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para apurar a suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A investigação foi solicitada pela Polícia Federal com base em representação do Ministério da Justiça e contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O caso tramita no STF em razão do foro privilegiado do parlamentar.
O inquérito tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro, na rede social X. No post, o senador associou o presidente a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio ao terrorismo e fraudes eleitorais, além de afirmar que Lula seria delatado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta terça-feira (14), às 19h, uma votação simbólica para eleger o ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte. Atualmente vice-presidente do tribunal, ele assumirá o comando após o término do mandato da ministra Cármen Lúcia, previsto para o fim de maio.
O novo vice-presidente do TSE será o ministro André Mendonça. A data da posse ainda não foi definida. A votação ocorre de forma simbólica, uma vez que a escolha da presidência segue o critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal que integram a Justiça Eleitoral.
Durante o julgamento das duas ações que tratam do rito de eleição do governo provisório do Rio de Janeiro, o ministro Luiz Fux, relator em um dos processos, comentou em defesa da reputação da classe política do Estado. O magistrado ressaltou que há bons e maus políticos representando a população fluminense, e que a criminalidade que se apresenta ao resto do país não é um fenômeno exclusivamente local.
“Há bons políticos no Estado do Rio de Janeiro, que representam o Estado na Câmara Federal, são excelentes políticos. De sorte que se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades”, declarou Fux.
Confira sua fala:
O comentário foi proferido enquanto os demais ministros comentavam o aprofundamento da crise de segurança pública do Rio de Janeiro em sua classe política, relembrando casos de grande repercussão como o julgamento dos irmãos Brazão por encomendarem o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e a prisão recente do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar.
Gilmar Mendes chegou a desabafar sobre a situação do Rio: “Deus tenha piedade do Rio de Janeiro. Isso não pode ser causa de decidir, mas é preciso ter isso como motivo”. Carioca de nascença, Fux considerou injusto o tratamento ao seu Estado. “Verifiquei que houve uma manifestação de profundo descrédito em relação ao Rio de Janeiro de forma generalizada”, pontuou.
Segundo Fux, “essa perplexidade não seria tão grande se colegas tivessem participado do julgamento do Mensalão, do julgamento da Lava Jato, desse julgamento agora do INSS e do Banco Master, porque os escândalos não estão concentrados no Estado do Rio de Janeiro”.
O ministro André Mendonça foi escolhido nesta quinta-feira (12/2) como o novo relator do inquérito que investiga as suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu após o ministro Dias Toffoli solicitar a saída da relatoria do processo, que já vinha gerando repercussão na Corte e na mídia nacional.
A redistribuição foi feita por meio de sorteio eletrônico, conforme prevê o regimento interno do STF. Toffoli estava à frente das investigações desde novembro de 2025, quando o caso chegou à Corte. Sua saída ocorreu no dia em que os ministros tomaram ciência de um relatório da Polícia Federal que indicava a presença de menções ao nome do ministro em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — embora o conteúdo faça parte de segredo de Justiça.
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), deixou hoje a relatoria do caso Master após reunião com os demais ministros do STF, que assinaram uma nota conjunta.
O que aconteceu
STF diz que a saída ocorreu a pedido de Toffoli. A nota assinada por todos os ministros diz que “acolhe comunicação de Sua Excelência” para a redistribuição dos processos do Master a um novo relator (leia a íntegra abaixo). Segundo o STF, a distribuição será feita ainda hoje, por sorteio.
A quinta-feira (12) foi marcada por desdobramentos importantes no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o chamado “caso Banco Master” e o ministro Dias Toffoli.
Logo no início do dia, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório da Polícia Federal que trata das mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento também incluiu a resposta formal de Dias Toffoli à Arguição de Suspeição apresentada contra ele no processo.
Ministro Dias Toffoli, presidente do STF. (Foto: Internet)
A Polícia Federal (PF) apresentou arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi entregue ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que tem a atribuição de analisar esse tipo de ação.
Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.
Sessão extraordinária do pleno do STJ foi convocada pelo presidente da Corte, Herman Benjamin, após nova denúncia de assédio contra Buzzi
O pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou o ministro Marco Buzzi de suas atribuições até que denúncias de assédio sexual contra ele sejam apuradas. Buzzi chegou a apresentar atestado de 90 dias, nesta terça-feira (10/2), mas, ainda assim, os colegas decidiram que ele não deve estar no cargo enquanto corre a sindicância. Há ainda apurações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão do pleno pelo afastamento cautelar foi unânime dentro de sindicância já instaurada na Corte. No período em que a decisão permanecer, o ministro ficará impedido de usar seu local de trabalho, o veículo oficial e as demais prerrogativas inerentes ao exercício da função. Uma comissão de sindicância para deliberar sobre o resultado das apurações foi marcada para o dia 10 de março.
Uma revelação trazida pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, colocou o Ministério da Justiça e Segurança Pública sob os holofotes de um novo debate ético. Segundo a publicação, o Banco Master efetuou o pagamento de R$ 5 milhões ao escritório de advocacia vinculado a Ricardo , em um período no qual o magistrado aposentado já exercia o cargo de ministro de Estado no governo Lula.
O ministro do STF Dias Toffoli e o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro
A Polícia Federal (PF) deflagrou, em 14 de janeiro de 2026, a segunda fase da Operação Compliance Zero — investigação que mira supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seus controladores, incluindo o empresário Daniel Vorcaro.
A operação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre 42 mandados de busca e apreensão em vários estados e inclui medida de sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões.
A medida foi anunciada em coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29/10), no Palácio Guanabara
Em coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (29/19), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório emergencial para o combate do crime organizado. A medida é implemetada após o Rio de Janeiro (RJ) registrar a operação mais letal da história do estado. A ação policial terminou com 119 mortos, dos quais quatro eram policiais
O acordo foi feito durante uma reunião, realizada antes da coletiva, que contou com a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Fernando Oliveira.
“Independente de erros ou acertos, saímos daqui hoje com uma grande oportunidade”, declarou o governador Cláudio Castro.
O ministro da Justiça detalhou que o escritório funcionará como um fórum de diálogo, no qual decisões serão pensadas rapidamente. Lewandowski informou que o efetivo federal no estado também será ampliado.
O presidente Lula decidiu indicar o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o STF. A informação foi confirmada à coluna por pelo menos cinco auxiliares e aliados do petista.
Messias será indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente da Corte, aos 67 anos de idade — o magistrado poderia ter continuado no STF até os 75 anos.
Em reclamação feita por áudio, o juiz Airton Vieira, que auxiliou Alexandre de Moraes no STF entre 2018 e março de 2025, relatou pressões sofridas enquanto atuava no gabinete do ministro.
Na conversa à qual a coluna teve acesso, Vieira disse que teve a família “extremamente prejudicada” e que havia chegado ao limite físico, psicológico e emocional. O desabafo foi endereçado em 14 de janeiro de 2023 a Eduardo Tagliaferro, que chefiava a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época presidido por Moraes.
“Olha, realmente a coisa está feia, viu? Eu não estou aguentando mais em termos físicos, psicológicos, emocionais. Eu não consigo dormir sossegado, eu não tenho tranquilidade, eu estou perdendo completamente a higidez mental, o pouco que eu ainda tinha, viu? Realmente a coisa está feia”, diz Vieira a Tagliaferro.
Ministro do STF, Gilmar Mendes e o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. (Fotos: Agência Brasil)
O conflito de interesses e a falta de ética pública no Judiciário brasileiro foram expostas em recente reportagem da revista Piauí.
A matéria trouxe à tona uma série de questões envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Documentos e movimentações judiciais indicam que a atuação do ministro coincidiu com decisões estratégicas em favor da entidade esportiva.
A matéria detalha a parceria estabelecida entre o IDP, instituição fundada por Gilmar Mendes e dirigida por Francisco Schertel Mendes, filho do ministro, e a CBF Academy, braço educacional da CBF responsável por cursos de formação no futebol.