
Relator afirma que mudanças na composição da comissão garantiram a derrota do parecer que previa indiciamentos de ministros do STF e do procurador-geral da República
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a rejeição de seu relatório, ocorrida nesta terça-feira (14), foi resultado de uma “intervenção direta” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parecer foi derrotado por seis votos a quatro.
Segundo o parlamentar, a decisão dos senadores ocorreu após uma manobra articulada pelo Palácio do Planalto, com alterações estratégicas na composição do colegiado. Para Vieira, a medida teve como objetivo impedir a aprovação do documento.
“A missão foi cumprida. Quando você assume uma relatoria importante, o seu objetivo é entregar o conteúdo. Isso foi feito de forma inédita na história desta Casa. A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, com a mudança de integrantes, reflete apenas o atraso na pauta. Essa é uma pauta permanente”, declarou o senador.






















