Demora de Lula na compra de Coronavac causou desperdício de R$ 260 mi

Até R$ 330 milhões podem ter sido perdidos com doses não utilizadas

O governo Lula desperdiçou ao menos R$ 260 milhões em vacinas Coronavac, imunizante contra a Covid-19. O Tribunal de Contas da União concluiu que a demora do Ministério da Saúde em fechar o contrato de compra foi a principal causa do prejuízo.

A negociação se arrastou por mais de sete meses, entre fevereiro e setembro de 2023. Quando os lotes finalmente chegaram, em outubro, a vacina já estava em desuso no SUS e os imunizantes tinham validade curta. Ao menos 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas foram incineradas sem nunca ter saído do armazém do ministério.

O prejuízo pode ser ainda maior. Considerando as doses enviadas aos estados, das quais apenas 260 mil foram aplicadas, o rombo pode alcançar R$ 330 milhões, valor total do contrato. No pior cenário, 97% de toda a compra acabou no lixo.

O TCU agora cobra explicações de dois ex-diretores da área de compras do Ministério da Saúde. O governo, em sua defesa, culpa a gestão Bolsonaro pelo problema e diz ter seguido as normas da Organização Mundial da Saúde.

Há 5 anos, Brasil aplicava primeiras doses de vacina contra a covid-19

Há 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19.

Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da vacina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeu mais de 40 mil pacientes durantes a pandemia.

A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas:

“Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante, e o meu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que estava assolando o mundo”. “Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. O meu punho cerrado era uma mensagem de esperança e de vitória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível “

Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a distribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de ingrediente ativo enviado pela empresa Sinovac.

Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astrazeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional.

A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente.

Dado o limitado número de doses, a imunização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos em geral. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021.

Ainda assim, os benefícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil mostram que já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente. Os pesquisadores acreditam que apenas nos primeiros sete meses da campanha, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos foram evitadas. Nos meses seguintes, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz passaram a finalizar e envazar as vacinas no Brasil, o que possibilitou o aumento expressivo de doses, em conjunto com a chegada de imunizantes adquiridos de empresas privadas.

Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, atendendo a 84% da população brasileira. Especialistas calculam que isso preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas no Brasil, o que significa que mais de 300 mil vidas foram poupadas.

Atrasos

No entanto, o mesmo estudo do Observartório Covid-19 Brasil que calculou as vidas salvas pela vacina também concluiu que “um contingente adicional de 104.000 hospitalizações poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo” e “outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o governo brasileiro tivesse iniciado o programa de vacinação anteriormente”, apenas entre os idosos.

A vice-presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico), Paola Falceta, acredita que a mãe, falecida em janeiro de 2021, está nessas estatísticas. Para ela, não há dúvidas que houve atraso no início da vacinação no Brasil, e que ele é resultado da negligência do governo federal da época. “A gente não poderia salvar todo mundo, obviamente, até porque a vacina depende da vontade própria da pessoa e existiria ainda aquele grupo que não tomaria a vacina”.

“Mas a maioria das pessoas queria acesso à vacina, e muitos dos que morreram foram as pessoas que poderiam ter tomado a vacina antes e não conseguiram. E essa falta foi imposta pela própria gestão, que decidiu não comprar, não negociar todos os tipos de vacina existentes”. A avaliação de Paola é corroborada por um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Se a vacinação no Brasil tivesse começado 40 dias antes, na mesma data em que foi iniciada no Reino Unido, com mais doses, e associada a medidas de isolamento e proteção, o Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, concluem os pesquisadores. Isso é mais do que a metade das cerca de 700 mil mortes causadas pela doença no país.

Por trás dos números, há histórias como as de Paola e de Ana Lucia Lopes, que perdeu o companheiro em maio de 2021. “Um mês depois que o Cláudio faleceu, eu fui tomar vacina. Nós tínhamos a mesma idade, então, ele iria tomar no mesmo momento. E é muito revoltante pensar isso, que ele não teve essa oportunidade. Imagina quanta gente poderia ter tomado a vacina, e tido a chance de sobreviver”.

A CPI da Covid-19, realizada em 2021, também concluiu que o governo federal impôs uma “escassez” de doses de vacina, que foi determinante para aumentar o número de casos e de mortos, e possibilitar a disseminação de novas variantes. Uma das provas consideradas foram as propostas de venda feitas pela farmacêutica Pfizer em agosto de 2020, oferendo 1,5 milhão de doses a serem entregues ainda no primeiro ano da pandemia. O governo brasileiro sequer respondeu.

“A aquisição de imunizantes deveria ter figurado como a principal providência no processo de prevenção à disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, de proteção à saúde das pessoas, mas, infelizmente, essa medida foi negligenciada. Não obstante, as tratativas e a conclusão das negociações do governo federal sofreram injustificável e intencional atraso, que impactou diretamente na compra das vacinas e no cronograma de imunização da população brasileira”, diz o relatório final da CPI.

A comissão também sugeriu o indiciamento de 68 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. O pedido, no entanto, foi arquivado a pedido do procurador-geral da República da época, Augusto Aras, em julho de 2022. No ano passado, entretanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar os fatos denunciados pela CPI.

Agência Brasil

Covid-19 pode causar ansiedade hereditária

A infecção por Covid-19 causa alterações no esperma de ratos que podem aumentar a ansiedade em seus descendentes, sugerindo possíveis efeitos duradouros da doença em gerações futuras, revelou um estudo publicado neste sábado (11). Para o estudo, pesquisadores do Instituto Florey de Neurociência e Saúde Mental em Melbourne, Austrália, infectaram ratos machos com o vírus que causa a covid, cruzaram-nos com fêmeas e avaliaram os impactos na saúde de seus descendentes.

“Descobrimos que os descendentes apresentaram comportamentos mais ansiosos em comparação com os descendentes de pais não infectados”, disse Elizabeth Kleeman, primeira autora da pesquisa. O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, descobriu que todos os descendentes de pais infectados com covid apresentaram essas mesmas alterações.

As fêmeas, em particular, apresentaram “mudanças significativas” na atividade de certos genes no hipocampo, a parte do cérebro que regula as emoções.Isso “pode contribuir para o aumento da ansiedade que observamos nos filhos, por meio da herança epigenética e do desenvolvimento cerebral alterado”, disse Carolina Gubert, coautora da pesquisa.

As pesquisadoras afirmaram que seu trabalho é o primeiro do gênero a demonstrar o impacto a longo prazo da infecção por covid-19 no comportamento e no desenvolvimento cerebral das gerações futuras. Elas descobriram que o vírus alterou moléculas no RNA do esperma dos pais, algumas das quais estão “envolvidas na regulação de genes conhecidos por serem importantes no desenvolvimento cerebral”, afirmou o instituto.

“Essas descobertas sugerem que a pandemia de covid-19 pode ter efeitos duradouros nas gerações futuras”, disse Anthony Hannan, pesquisador principal. No entanto, Hannan esclareceu que mais estudos são necessários para determinar se as mesmas alterações ocorrem em humanos.

“Se nossas descobertas forem aplicadas a humanos, isso poderá impactar milhões de crianças e suas famílias em todo o mundo, com implicações significativas para a saúde pública”, disse Hannan. A pandemia de covid-19, que começou no início de 2020, causou mais de sete milhões de mortes em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, embora o número real de vítimas seja provavelmente muito maior.

Tanto a doença quanto as respostas oficiais a ela tiveram impactos profundos na saúde mental a nível global. Pesquisas mostraram que pessoas mais jovens, que foram forçadas ao isolamento durante um período social crucial de suas vidas, sofreram o maior golpe na saúde mental.

A TArde

Secretaria de Saúde recomenda e orienta população para isolamento de casos de COVID-19

 Considerando o recente aumento no número de casos de COVID-19 registrados em Juazeiro, a prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde resolveu intensificar as medidas de vigilância e prevenção no ambiente escolar, com o objetivo de conter a disseminação do vírus entre estudantes, docentes e demais profissionais da educação.

Diante desse cenário, recomenda-se a adoção de medidas já conhecidas por todos com isolamento social de quem apresentar sintomas ou confirmação para covid-19 por qualquer um dos critérios. O isolamento e as medidas de precaução poderão ser suspensos após 10 dias do início dos sintomas, desde que a pessoa esteja sem febre há pelo menos 24 horas, sem uso de antitérmicos, e apresente melhora dos sintomas respiratórios.

Orienta-se ainda que casos suspeitos podem fazer a testagem no Laboratório Central de Saúde Pública municipal (LACEN) localizado na Rua Antônio Pedro, 146, Centro com funcionamento das 8h às 17h. A vacinação é uma das principais estratégias para o controle da COVID-19.

Desde sua implementação no Brasil, em janeiro de 2021, as vacinas tiveram um papel fundamental na redução de casos graves e óbitos, contribuindo significativamente para a proteção da população e o alívio do sistema de saúde.

A Vigilância Epidemiológica reforça que todas as pessoas devem manter seu esquema vacinal atualizado, conforme orientações do Ministério da Saúde. A vacinação é gratuita e está disponível nas unidades de saúde do município.

Ascom

Covid-19: Brasil ultrapassa 130,5 mil casos em 2025

De 1° a 22 de fevereiro deste ano, o Brasil já soma 130.507 casos de Covid-19. Já os óbitos pela doença somaram 664. Na Semana Epidemiológica (SE) 08/2025, correspondente ao período de 16/02 a 22/02, foram registrados 22.097 novos casos da doença e 153 mortes. Os dados podem ser acessados no painel do Brasil 61, feito com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde. .

Na SE 08/2025, os estados de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso registram os maiores números de novos casos positivos para Covid-19 no país. Apenas em SP foram 8.874 novos registros. Já no TO houve 4.255 pessoas positivas para a doença e em MT foram 1.762 novos casos de Covid-19 em uma semana. As UFs foram as únicas que registraram mais de mil positivos no período.

Em comparação à SE 07/2025, que diz respeito aos dias 9 a 15 de fevereiro, houve uma alta de 61,1% nos casos positivos na SE 08/2025. Em relação aos óbitos, houve um aumento de 86,6%. Os registros na Semana Epidemiológica 7 foram de 13.709 casos e 82 óbitos.

Cenário epidemiológico
O mais recente Boletim InfoGripe da FioCruz, referente à Semana Epidemiológica (SE) 09/2025 – que corresponde o período de 23/02 a 01/03 – aponta que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 81,4% dos óbitos foram por Covid-19 e entre os casos positivos, o percentual da doença ficou em 39,9%

O documento destaca, ainda, que nove das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Confira os estados:  Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Dentre as nove UFs, sete apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Distrito Federal, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Conforme o Boletim, a manutenção do aumento de casos de SRAG, com incidências de moderada a alta em vários estados da Região Norte, como PA, RO e RR e TO, e em alguns estados das regiões Centro-Oeste e Nordeste, sendo DF, GO e SE, é justificada pela alta de casos entre crianças e adolescentes de até 14 anos.

Já em GO e no DF, o avanço de SRAG entre crianças de até quatro anos está relacionado, em especial, ao vírus sincicial respiratório (VSR). Em SE, GO e DF, o crescimento de SRAG na faixa etária de 5 a 14 anos está associado ao rinovírus. Nos demais estados, a FioCruz afirma que ainda não é possível determinar qual vírus é o responsável pelo aumento.

O Informe da FioCruz detalha que a Covid-19 continua sendo a principal responsável pelos casos e óbitos de SRAG entre os idosos nas últimas semanas. Porém, os casos da Síndrome associados à doença nessa faixa etária seguem em níveis baixos ou moderados, sem sinal de crescimento na maior parte do país.

Brasil 61

Covid-19: cinco anos da pandemia que devastou o mundo

O primeiro caso de Covid-19 na Bahia, registrado em 6 de março de 2020, é um marco que atravessa não apenas o calendário, mas a memória coletiva dos baianos. Foi o início de um novo ciclo, marcado por perdas, saudades e um lento aprendizado diante de uma doença invisível que mudou o curso da história.

Cinco dias depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou oficialmente a pandemia global e trouxe a confirmação do que se temia. A doença, que antes parecia uma preocupação distante, era agora uma ameaça global. Os hospitais começaram a se encher, o medo se espalhou e, em pouco tempo, a luta contra a Covid-19 se tornou a maior batalha do século, afetando não apenas a saúde, mas a economia, a cultura e a própria maneira de viver. A partir daquele momento, a vida em Salvador, em todo o estado e no mundo entrou em um impasse, onde o ritmo de festas e encontros foi silenciado, as ruas ficaram vazias e os abraços se tornaram impossíveis.

O primeiro caso de Covid-19 na Bahia

O primeiro caso de Covid-19 na Bahia foi uma mulher de 34 anos, moradora de Feira de Santana, que retornou da Itália no dia 25 de fevereiro de 2020. No país europeu, ela teve passagens pelas cidades de Milão e Roma. A mulher manifestou sintomas depois de ter chegado ao Brasil, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). À época, ela foi o nono caso de coronavírus confirmado no país, os outros foram: 6 em São Paulo, 1 no Espírito Santo e outro no Rio de Janeiro. Poucos dias depois, o número de casos aumentou de forma acelerada.

No primeiro ano da pandemia, o Brasil viveu momentos de dor e sofrimento. As cenas de hospitais lotados, filas para leitos de UTI e a angústia das famílias foram um retrato da gravidade da situação. Em 2020, pelo menos 1,8 milhão de pessoas morreram de covid-19 em todo o mundo. Estados Unidos (342.450 mortes), Brasil (194.976 mortes), Índia (148.738) e México (124.897) foram os países com o maior número de óbitos. Em casos confirmados, 7.675.781 brasileiros tiveram a doença naquele ano.

O país ultrapassava mais de mil mortes diárias por Covid-19 até que, em abril de 2021, o número chegou a 4.195 óbitos por dia, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Foi o ano com os piores números da doença, que teve 14.611.548 casos e 424.107 mortes. Por semana, em média foram 275 mil casos e 8.000 óbitos.

Os números relacionados à doença foram diminuindo aos poucos a partir do início da vacinação, em 17 de janeiro de 2021. Apesar dos óbitos voltarem a crescer em fevereiro de 2022, nos meses seguintes foram se estabilizando e entrando em queda. Em 2024, por exemplo, foram 862.680 casos e 5.959 mortes, os menores números para um único ano desde o surgimento da Covid-19.

Desde o primeiro caso no país, em 26 de fevereiro de 2020, 39 milhões de casos e 715 mil mortes foram confirmadas, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Já na Bahia, até o momento, o estado registrou mais de 32 mil mortes e cerca de 1,8 milhões de casos da doença, de acordo com a Sesab. Em janeiro de 2021, o Brasil iniciou a vacinação de sua população com o imunizante CoronaVac, seguido por outros produtos como AstraZeneca, Pfizer e Johnson & Johnson.

Até o início de janeiro deste ano, o Brasil já aplicou quase 560 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. Foram 552,6 milhões de doses do imunizante monovalente (desenvolvida para combater uma única cepa ou variante da doença), considerando a primeira, segunda e todas as doses de reforço.

A Tarde

Aumento de casos de Covid-19 em Pernambuco gera alerta para o carnaval

Pernambuco registrou um aumento expressivo nos casos de Covid-19 nas últimas semanas, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Em seis semanas, foram confirmados 645 casos leves da doença, além de 12 ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

Entre a Semana Epidemiológica 47 e a Semana 52, o número de casos leves saltou de 52 para 218, um aumento de 282%. Esse crescimento ocorre em um contexto de possíveis subnotificações, o que pode indicar que o problema é ainda maior do que os números oficiais revelam.

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Casos de rinovírus e covid-19 crescem no país, aponta Fiocruz

As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram em Goiás, Bahia, Paraíba, Sergipe e São Paulo. Em Goiás, a principal causa é a covid-19 entre a população idosa. Nos demais estados, a maior ocorrência é de rinovírus entre crianças e adolescentes de 2 até 14 anos de idade. Os dados estão no Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em relação às capitais, sete apresentam crescimento nos casos de SRAG: Aracaju, Brasília, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Salvador e São Paulo. A análise é referente à Semana Epidemiológica 33, do período de 11 a 17 de agosto. Nos dados nacionais, os casos de SRAG oscilaram na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e há indícios de aumento na de curto prazo (últimas três semanas).

As ocorrências de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A mantêm tendência de queda na maior parte do país. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, os casos positivos tiveram prevalência de 22,6% por VSR; 19,4% por Sars-CoV-2 (covid-19); 16,3% por influenza A; e 1,8% por influenza B.

Sobre o aumento dos casos de covid-19, a pesquisadora Tatiana Portela, do Programa de Processamento de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e do Boletim InfoGripe, reforça a importância da vacinação em dia para todas as pessoas dos grupos de risco.

“Apesar dos casos de influenza A estarem diminuindo em todo o país, geralmente agora é a época em que a influenza B começa a aumentar. Por isso, é importante também que todos estejam em dia com a vacinação contra a influenza”, recomenda a pesquisadora.

No ano epidemiológico 2024, foram notificados 115.152 casos de SRAG. Desse total, 55.912 (48,6%) tiveram resultado laboratorial positivo, 45.477 (39,5%) negativo, e ao menos 7.499 (6,5%) aguardam resultado. Dos casos positivos, 43,1% são VSR; 19,1% são influenza A; 7,7% são Sars-CoV-2 (covid-19); e 5% são influenza B.

Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade semanal média mantêm o cenário de maior impacto nos extremos das faixas etárias.Entre as crianças até 2 anos de idade, a incidência e mortalidade de SRAG são causadas em maior parte pelo VSR e do rinovírus. Entre os maiores de 65 anos de idade, a incidência e a mortalidade de SRAG por covid-19 já se aproxima da incidência e mortalidade por influenza A.

Agência Brasil

COVID-19: Novo imunizante XBB está disponível para os públicos prioritários em Petrolina

Em vigilância as novas variantes que circulam no Brasil, um novo imunizante contra a COVID-19 está disponível para aplicação, é o imuno XBB.  A vacina está indicada para imunização ativa na prevenção da doença em crianças, a partir de 6 meses de idade, e em adultos dentro do público prioritário.

O objetivo principal da vacinação é reduzir casos graves de Síndromes Respiratórias Agudas Graves e óbitos pela COVID-19. Em Petrolina, o imuno está disponível em 11 Unidades Básicas de Saúde, entre zona urbana e rural.

A vacina contra a COVID-19 agora faz parte do calendário básico vacinal da criança de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) e a partir de 5 anos para público prioritário.

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Bahia recebe 72 mil doses de nova vacina contra Covid-19

A Bahia vai receber, na segunda-feira (3), 72 mil doses da vacina mais recente contra Covid-19, a XBB, produzida pela empresa Moderna. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), o novo imunizante é mais eficaz no combate à variante XBB.1.5, responsável, atualmente, pelo maior número de casos e de internações no Brasil e exterior.

De acordo com a pasta, a distribuição será iniciada ainda na segunda-feira e todos os municípios receberão, ao menos, 20 doses do imunizante.O quantitativo e a distribuição das doses foram decididos durante uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que conta com a participação de todos os 417 municípios baianos e do Governo do Estado, nesta sexta-feira (31).

O imunizante, distribuído pelo Ministério da Saúde, necessita de condições especiais de armazenamento, com temperatura entre -15° C e -50° C, e possui validade de 30 dias quando é retirado de ambiente controlado. Para garantir o armazenamento e distribuição veloz, o Governo da Bahia preparou uma operação logística com a distribuição em parceria o Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer), a aquisição de 44 ultrafreezers para armazenamento e o apoio institucional do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems/BA) e da União dos Municípios da Bahia (UPB).

A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, reforçou o pedido para que a população e imunize contra a Covid-19.
“Reforço o pedido para que todos se vacinem, é essencial para que sigamos avançando no combate ao Covid, ainda mais que o período de maior ocorrência de síndromes respiratórias está se aproximando”, afirmou a gestora.

G1 Bahia

Nova vacina contra a covid-19 chega à população em 15 dias

O Ministério da Saúde confirmou a compra de 12,5 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 da farmacêutica Moderna. Os imunizantes devem chegar à população nos próximos 15 dias. O contrato foi fechado na sexta-feira (19).

A pasta informou que iniciou o processo de aquisição emergencial em dezembro de 2023, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a versão mais atualizada do imunizante. Em nota, o ministério diz que essa é a primeira vez que empresas farmacêuticas disputam o fornecimento de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Todas as aquisições anteriores foram feitas em um ambiente sem concorrência. A medida, segundo o governo, possibilitou uma economia de R$ 100 milhões.

Agência Brasil

Retrospectiva 2023: OMS determina fim do estado de emergência sanitária da Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta sexta-feira (5), o fim do estado de emergência sanitária da Covid-19. No Brasil, a doença foi responsável por mais de 700 mil mortes. A pandemia teve início no primeiro trimestre de 2020 e, no mundo, resultou em mais de seis milhões de óbitos.

“É, portanto, com grande esperança, que declaro o fim da covid-19 como uma emergência de saúde global”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Apesar do avanço, a OMS  lembra que a covid-19 não acabou.

Pernambuco notifica quase 2,5 mil casos de Covid-19 em uma semana

Pernambuco registrou 2.468 casos de Covid-19 na semana epidemiológica 51 – de 17 a 23 de dezembro -, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Desse total, 38 foram casos graves. O Estado também notificou uma morte em decorrência da doença no período.

Essa também foi a primeira semana desde o final de outubro que o Estado apresentou uma tendência de estabilidade, já que, na semana 50, de 10 a 16 de dezembro, foram notificados 2.404 casos — o aumento, portanto, foi de 2,66%.

Desde a semana epidemiológica 44, Pernambuco observa uma alta nos casos de Covid-19. Naquela semana, de 29 de outubro a 4 de novembro, foram diagnosticados 89 casos. Desde então, o número de casos escalou em todas as semanas.

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Casos de Covid-19 seguem em alta e quase dobram em uma semana em Pernambuco

O número de casos de Covid-19 segue em tendência de alta em Pernambuco. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o total de diagnósticos da doença na semana epidemiológica 49, de 3 a 9 de dezembro, foi de 1.497. Esse total é 92,9% maior do que o registrado na semana anterior, 26 de novembro a 2 de dezembro, quando foram confirmados 776 casos.

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Covid-19: pesquisa reforça segurança de vacinas para gestantes e bebês

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforçou as evidências científicas de que as vacinas CoronaVac e Pfizer contra covid-19 são seguras para gestantes e bebês, independentemente da fase da gestação. O trabalho faz parte do projeto Vigivac e foi publicado no periódico científico International Journal of Epidemioloy, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O pesquisador Manoel Barral, um dos que assina o artigo, considera que o trabalho é mais uma evidência da segurança do uso das vacinas contra a covid nessa população, que merece atenção especial pelas suas características imunológicas. “As vacinas [contra a covid] usadas no Brasil são efetivas e seguras”, assegurou.

Resultados

Os dados apontam que a vacinação contra covid-19 não aumenta o risco de resultados adversos no nascimento. Não foi encontrado um aumento significativo de bebês com nascimento prematuro, com baixo peso ou pequeno para a idade gestacional, com Apgar abaixo de cinco (escala de avaliação clínica rápida de recém-nascidos) ou de morte neonatal.

Além disso, foi constatada uma proteção leve, mas consistente, contra o nascimento prematuro em mulheres que receberam diferentes plataformas de vacinas durante o terceiro trimestre de gravidez. As conclusões partem de dados de mais de 17 mil nascidos vivos no Rio de Janeiro em 2021, em uma parceria com a prefeitura carioca.

Agência Brasil

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