População deve se vacinar contra a influenza em Petrolina

Até agora, apenas 30% do público-alvo está imunizado

Mesmo após o encerramento oficial da campanha nacional, a Prefeitura de Petrolina segue ofertando a vacina contra a influenza para os grupos prioritários. A medida atende a uma recomendação da Secretaria Estadual de Saúde, diante da baixa cobertura vacinal registrada nos municípios de Pernambuco.

A imunização continua disponível para crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde e da educação, caminhoneiros, entre outros públicos preconizados. Em Petrolina, cerca de 81 mil pessoas integram o grupo prioritário, no entanto, aproximadamente 30 mil foram vacinadas até o momento. Isso representa uma cobertura de aproximadamente 30%, índice considerado abaixo do ideal pelas autoridades de saúde.

A vacina está disponível nas 57 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), tanto na zona urbana quanto na rural. Durante o feriado de Corpus Christi (04) e o ponto facultativo (05), a imunização será ofertada exclusivamente na Policlínica Municipal, localizada no Centro da cidade. Para receber a dose, é necessário apresentar cartão de vacina, cartão do SUS ou CPF. Trabalhadores incluídos nos grupos prioritários também devem apresentar documento que comprove o vínculo profissional.

A Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra complicações causadas pelo vírus da influenza, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.

Vacina contra gripe é liberada para toda a população em Juazeiro

A partir desta segunda-feira (1º), a vacinação contra a influenza foi ampliada para toda a população de Juazeiro. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Na sede, o atendimento acontece das 8h às 17h. Já nas unidades do interior, a vacinação é realizada das 8h às 13h.

A Secretaria de Saúde (SESAU) realizará uma série de ações para ampliar o acesso da população à vacinação ao longo desta semana, com pontos estratégicos de atendimento em diferentes locais da cidade. Entre os dias 2 e 7 de junho, a SESAU manterá um ponto de vacinação no Estádio Adauto Moraes, durante a realização da Copa do Mundo de Futebol de Base. A iniciativa busca facilitar a imunização de atletas, equipes técnicas, familiares e do público que acompanhará a competição.

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Sesau divulga balanço da vacinação contra Influenza e reforça alerta para baixa procura entre crianças em Juazeiro

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), através da Vigilância em Saúde, divulgou o balanço atualizado da campanha de vacinação contra a Influenza no município. Até o momento, foram aplicadas 15.065 doses do imunizante.

Apesar do esforço das equipes de saúde, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários ainda está em 21,9%, distante da meta preconizada pelo Ministério da Saúde, que é de 90% para idosos, gestantes e crianças.

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Anvisa autoriza produção nacional de vacina contra chikungunya pelo Instituto Butantan

Imunizante, que já integra estratégia piloto do SUS, será formulado e envasado no Brasil, reduzindo custos de aquisição.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar em território nacional a vacina contra a chikungunya, denominada Butantan-Chik. Com a decisão, o instituto passa a ser oficialmente um centro de fabricação do imunizante, o que viabiliza sua oferta em larga escala pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Campanha de vacinação contra gripe começa neste sábado (28) em grande parte do país

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe (influenza) começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. A mobilização terá início com o “Dia D”, que contará com horários ampliados de atendimento nas unidades de saúde. A imunização segue até o dia 30 de maio. Na região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, período de maior circulação do vírus.

De acordo com o Ministério da Saúde, a influenza já representa 28% dos casos de infecções respiratórias graves no país em 2026. Até meados de março, foram registrados cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave e 840 mortes.

A vacinação é considerada essencial porque o vírus sofre constantes mutações e a proteção da vacina tem duração limitada, geralmente de até seis meses, o que exige a atualização anual da dose.

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Bahia inicia distribuição de vacina 100% brasileira contra a dengue para os 417 municípios

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) deu início à distribuição da primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante, que utiliza tecnologia 100% nacional, será enviado aos 417 municípios baianos, seguindo os critérios de priorização estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Nesta etapa inicial, a Bahia recebeu cerca de 40 mil doses. Diferentemente de outros imunizantes já utilizados no país, a vacina do Butantan tem como principal diferencial a aplicação em dose única, facilitando a logística de imunização e garantindo proteção mais rápida.

Neste primeiro momento, a vacinação será voltada exclusivamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades. Entre os beneficiados estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.

A vacina é indicada tanto para pessoas que já tiveram dengue (soropositivas) quanto para aquelas que nunca foram infectadas (soronegativas). No entanto, o profissional não deve ter histórico de vacinação prévia com outros imunizantes contra a dengue. A estratégia de vacinação na Bahia será progressiva, acompanhando o cronograma de envio das doses pelo Ministério da Saúde. A orientação da Sesab é que cada município realize seu planejamento estratégico, agendando a aplicação de acordo com o recebimento das remessas, a fim de evitar aglomerações e garantir a cobertura total do público prioritário.

A administração do imunizante é feita por via subcutânea. Por se tratar de vacina de vírus atenuado, ela passa a integrar o arsenal brasileiro no enfrentamento da doença, unindo a expertise nacional à necessidade de proteção da rede pública de saúde. “A expectativa é que, com o envio regular de novas remessas de doses, o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde amplie a vacinação para outros grupos prioritários na faixa etária de 15 a 59 anos. No momento, somente os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde estão contemplados, podendo ser atendidos nas salas de vacina, conforme disponibilidade de estoque local”, explica Vânia Rebouças, coordenadora de Imunizações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia (Divep).

Ascom Sesab

Spray nasal promete proteção contra Covid, gripe e pneumonia

Um spray nasal experimental pode abrir caminho para uma futura vacina universal contra vírus e bactérias respiratórias, como Covid, gripe e pneumonia. Desenvolvido por uma equipe liderada por Bali Pulendran, da Universidade Stanford, o imunizante ainda está em fase de testes, mas já demonstrou resultados promissores em laboratório.

Diferentemente das vacinas tradicionais, que usam fragmentos específicos de um patógeno, a nova fórmula combina dois adjuvantes, substâncias que estimulam o sistema imunológico, e uma proteína da clara do ovo (ovalbumina). A estratégia não mira um microrganismo específico, mas mantém o organismo em estado de alerta prolongado.

Em estudo publicado na revista Science, camundongos vacinados resistiram à exposição a variantes de coronavírus, incluindo o SARS-CoV-2, e à bactéria Staphylococcus aureus, mantendo peso e saúde estáveis, além de apresentarem pouca inflamação pulmonar. O diferencial está na ativação conjunta da imunidade inata (resposta imediata) e da adaptativa (resposta de longo prazo). A ovalbumina funciona como um alvo inofensivo que mantém as células T ativas, prolongando a proteção por pelo menos três meses, período superior ao alcançado por abordagens anteriores.

Os testes em humanos ainda não começaram, mas os pesquisadores acreditam que, no futuro, um simples spray nasal possa oferecer proteção ampla contra covid-19, gripe, vírus sincicial respiratório e até infecções bacterianas respiratórias.

A Tarde

Vacina da dengue: Butantan antecipa entrega de 1,3 milhão de doses

O Instituto Butantan anunciou, nesta segunda-feira (23), a antecipação de 1,3 milhão de doses da vacina da dengue, a Butantan-DV, para o Ministério da Saúde. O lote, que estava previsto apenas para o segundo semestre de 2026, começará a ser distribuído imediatamente para reforçar o esquema vacinal do país.

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de 125 anos do instituto em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do diretor do Butantan, Esper Kállas. Segundo o governador, a estratégia visa acelerar a proteção da população ainda no primeiro semestre. “Começando com 200 mil doses que vão ser entregues já agora em fevereiro”, destacou Tarcísio.

Cronograma e investimento
Ao todo, o Governo Federal contratou 3,9 milhões de doses da vacina da dengue produzida pelo Butantan, um investimento que soma R$ 368 milhões.

A produção segue um cronograma rigoroso:

Janeiro de 2026: Finalizada a entrega da primeira remessa de 1,3 milhão de doses.
Fevereiro a Junho de 2026: Entrega antecipada do segundo lote de 1,3 milhão de doses.
Até 2027: Previsão de entrega da última leva contratada.

A Tarde

Há 5 anos, Brasil aplicava primeiras doses de vacina contra a covid-19

Há 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19.

Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da vacina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeu mais de 40 mil pacientes durantes a pandemia.

A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas:

“Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante, e o meu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que estava assolando o mundo”. “Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. O meu punho cerrado era uma mensagem de esperança e de vitória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível “

Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a distribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de ingrediente ativo enviado pela empresa Sinovac.

Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astrazeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional.

A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente.

Dado o limitado número de doses, a imunização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos em geral. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021.

Ainda assim, os benefícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil mostram que já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente. Os pesquisadores acreditam que apenas nos primeiros sete meses da campanha, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos foram evitadas. Nos meses seguintes, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz passaram a finalizar e envazar as vacinas no Brasil, o que possibilitou o aumento expressivo de doses, em conjunto com a chegada de imunizantes adquiridos de empresas privadas.

Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, atendendo a 84% da população brasileira. Especialistas calculam que isso preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas no Brasil, o que significa que mais de 300 mil vidas foram poupadas.

Atrasos

No entanto, o mesmo estudo do Observartório Covid-19 Brasil que calculou as vidas salvas pela vacina também concluiu que “um contingente adicional de 104.000 hospitalizações poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo” e “outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o governo brasileiro tivesse iniciado o programa de vacinação anteriormente”, apenas entre os idosos.

A vice-presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico), Paola Falceta, acredita que a mãe, falecida em janeiro de 2021, está nessas estatísticas. Para ela, não há dúvidas que houve atraso no início da vacinação no Brasil, e que ele é resultado da negligência do governo federal da época. “A gente não poderia salvar todo mundo, obviamente, até porque a vacina depende da vontade própria da pessoa e existiria ainda aquele grupo que não tomaria a vacina”.

“Mas a maioria das pessoas queria acesso à vacina, e muitos dos que morreram foram as pessoas que poderiam ter tomado a vacina antes e não conseguiram. E essa falta foi imposta pela própria gestão, que decidiu não comprar, não negociar todos os tipos de vacina existentes”. A avaliação de Paola é corroborada por um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Se a vacinação no Brasil tivesse começado 40 dias antes, na mesma data em que foi iniciada no Reino Unido, com mais doses, e associada a medidas de isolamento e proteção, o Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, concluem os pesquisadores. Isso é mais do que a metade das cerca de 700 mil mortes causadas pela doença no país.

Por trás dos números, há histórias como as de Paola e de Ana Lucia Lopes, que perdeu o companheiro em maio de 2021. “Um mês depois que o Cláudio faleceu, eu fui tomar vacina. Nós tínhamos a mesma idade, então, ele iria tomar no mesmo momento. E é muito revoltante pensar isso, que ele não teve essa oportunidade. Imagina quanta gente poderia ter tomado a vacina, e tido a chance de sobreviver”.

A CPI da Covid-19, realizada em 2021, também concluiu que o governo federal impôs uma “escassez” de doses de vacina, que foi determinante para aumentar o número de casos e de mortos, e possibilitar a disseminação de novas variantes. Uma das provas consideradas foram as propostas de venda feitas pela farmacêutica Pfizer em agosto de 2020, oferendo 1,5 milhão de doses a serem entregues ainda no primeiro ano da pandemia. O governo brasileiro sequer respondeu.

“A aquisição de imunizantes deveria ter figurado como a principal providência no processo de prevenção à disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, de proteção à saúde das pessoas, mas, infelizmente, essa medida foi negligenciada. Não obstante, as tratativas e a conclusão das negociações do governo federal sofreram injustificável e intencional atraso, que impactou diretamente na compra das vacinas e no cronograma de imunização da população brasileira”, diz o relatório final da CPI.

A comissão também sugeriu o indiciamento de 68 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. O pedido, no entanto, foi arquivado a pedido do procurador-geral da República da época, Augusto Aras, em julho de 2022. No ano passado, entretanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar os fatos denunciados pela CPI.

Agência Brasil

Anvisa pode aprovar vacina do Butantan contra a dengue neste mês

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada a partir do final da semana que vem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio foi feito na sexta (7), em coletiva de imprensa que tratou sobre a necessidade de acelerar as filas para aprovação de medicamentos sintéticos e produtos biológicos.

“A vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”, afirmou o diretor da Anvisa Daniel Pereira. Ele explicou que, na semana passada, houve uma reunião com o comitê de especialistas para suprir dúvidas que ficaram em relação à vacina. “A nossa expectativa é que, na primeira quinzena de novembro ainda, ou alguns dias a mais, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa, para a gente autorizar o registro”, explicou.

Pereira acrescentou que essa análise demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram a decisão. Segundo a Anvisa, não houve solicitações de registro de outros imunizantes por parte dos demais laboratórios.

Inteligência artificial
Na reunião com a imprensa desta sexta, diretores da Anvisa ainda explicaram que a agência pretende utilizar ferramentas de inteligência artificial para acelerar em pelo menos 50% o tempo de análise de medicamentos.

O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, contextualizou que há um aumento constante, de aproximadamente de 10%, de petições de novos registros junto à agência. Isso faz com que análises cheguem a demorar até três anos. “Trata-se de um conjunto de ações que estão sendo pensadas que, em conjunto, tende a reduzir os prazos de análise que estão tendo na Anvisa”, afirmou Safatle.

Segundo o presidente da Anvisa, as ferramentas de inteligência artificial estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. “É um instrimento que pode ajudar muito no processo de otimização de análise e no processo de aumento da produtividade”, disse Safatle.

O diretor da Anvisa Daniel Pereira informou que a agência tem hoje na fila aproximadamente 1,1 mil medicamentos sintéticos e cerca de 100 produtos biológicos para a análise. Com as propostas para acelerar as avaliações, a ideia é que, até dezembro do ano que vem, a Anvisa consiga atender aos prazos legais de um ano de fila para análise em todas as áreas. “A gente já tem uma série de instrumentos sendo desenvolvidos na parte de inteligência artificial dentro da Anvisa. Tem uma área específica que está cuidando muito desse tema aqui dentro”, afirmou Safatle.

Aporte de recursos
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, que está na África do Sul com autoridades da saúde dos 20 países mais ricos do mundo, anunciou, por vídeo, durante a reunião, o investimento de R$ 25 milhões para que a Anvisa possa ampliar ferramentas de inteligência artificial e, assim, reduzir o prazo de análise dos pedidos.

Padilha defendeu, na gravação, que uma das questões principais para liderar a atração de investimentos para a inovação e produção de medicamentos no Brasil é acelerar os registros, que dão acesso o mercado brasileiro.  “Acreditamos que isso vai reduzir, dar mais qualidade à análise, reduzir o tempo para os projetos de inovação e, com isso, fazer com que medicamentos novos cheguem mais rápido à nossa população”, disse o ministro.

Outra iniciativa é a criação de um comitê de acompanhamento do plano envolvendo o setor. Na reunião com ministros da saúde do G20, ele divulgou que foram feitas parcerias com empresas da África do Sul e Indonésia para acelerar a produção de vacina para tuberculose no nosso país.

Agência Brasil

Vacina brasileira contra gripe aviária entra em fase teste

A primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em humanos, desenvolvida pelo Instituto Butantan, entrou na fase de teste, após ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Inicialmente, o imunizante será testado nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, em cerca de 700 voluntários, a partir dos 18 anos.Os participantes, que serão divididos em dois grupos, receberão duas doses em um intervalo de 21 dias. Nos sete meses seguintes, os voluntários serão observados.

A Tarde

Alexandre Padilha anuncia vacina contra Influenza durante todo o ano

Em um vídeo animado com a presença de Zé Gotinha, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a vacinação contra a influenza será realizada durante todo o ano no Brasil. De acordo com o ministro, as primeiras doses foram entregues na sexta-feira (21), e até o final do mês, o país receberá 30 milhões de doses.

Em abril, esse número será ampliado para 60 milhões de doses. “Tem uma grande mudança na vacinação da influenza esse ano: vai ter vacina o ano inteiro nos postos de saúde, Zé Gotinha. A vacinação começa no mês de abril e, no mês de maio, vamos fazer um grande dia D de vacinação contra influenza”, afirmou Padilha no vídeo.

O ministro ainda ressaltou que todos os grupos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) serão contemplados com a vacina do Zé Gotinha. “Essa vacina é 3 em 1 e não só salva a vida das pessoas imunizadas como contribui para a proteção de toda a comunidade ao reduzir o risco de casos graves e óbitos em relação à influenza”, concluiu Padilha em suas redes sociais.

A Tarde

Pais que não vacinam filhos contra Covid-19 podem ser multados, diz STJ

Pais ignoraram recomendação de vacinação contra a Covid-19 e avisos do conselho tutelar e do Ministério Público

A recusa dos pais a vacinar os filhos contra a Covid-19 representa descumprimento dos deveres inerentes ao poder familiar, o que autoriza a aplicação de multa.

Essa conclusão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que manteve a punição de três salários mínimos imposta a uma família que se recusou a vacinar a filha de 11 anos, em 2022.

A falta de vacinação da criança foi identificada na escola municipal que ela frequentava. A instituição avisou os pais, bem como o conselho tutelar, mas os genitores se recusaram a encaminhá-la à imunização.

O Ministério Público do Paraná também fez a notificação dos pais. Em resposta, eles apresentaram atestado médico de contraindicação à aplicação da vacina.
No entanto, a equipe técnica do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública do MP-PR analisou o caso e concluiu que a contraindicação foi indevida.

Isso porque o médico que a lavrou não se guiou pelas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e/ou da Sociedade Brasileira de Imunizações, nem se apoiou em literatura médica.

Assim, houve aplicação da multa no valor de três salários mínimos.

Combate à Covid-19

O caso gerou uma representação por infração administrativa, que culminou na aplicação da multa prevista no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente, por descumprimento dos deveres inerentes ao poder familiar.

Essa infração se baseia no artigo 14, parágrafo 1º, do ECA, segundo o qual é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

A vacina contra a Covid-19 foi recomendada por autoridades federais, estaduais e municipais como forma de conter os avanços da pandemia que paralisou o mundo em 2020.

Multa mantida

Os pais recorreram ao STJ, sem sucesso. Relatora do recurso especial, a ministra Nancy Andrighi observou que a decisão do TJ-PR de manter a multa está de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Ainda em 2020, o STF concluiu que o Estado pode determinar que a vacinação da população é obrigatória, inclusive contra a Covid-19, afastando, porém, medidas invasivas como o uso da força para exigir a imunização.

Covid: além de Nísia, 14 ministros de Lula têm vacinação incompleta

Titulares da Esplanada a partir de 60 anos não tomaram 2 doses de reforço da vacina contra Covid, o que contraria orientação do governo

Catorze ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com idade superior a 60 anos, além da recém-demitida Nísia Trindade (Ministério da Saúde), não tomaram ou não completaram o reforço da vacinação contra a Covid em 2024, contrariando recomendação do próprio governo. Por isso, estão com as cadernetas de vacinas incompletas.

A diretriz do Ministério da Saúde é de uma dose a cada 6 meses para pessoas com mais de 60 anos.

Como a coluna revelou, nem mesmo Nísia Trindade, 67 anos, está com a vacinação em dia. A agora ex-ministra da Saúde recebeu somente uma única dose em fevereiro de 2024. Após a publicação da reportagem, ela assegurou que iria atualizar a caderneta “nesta semana”.

Nísia foi demitida nessa terça-feira (25/2), após conversa com Lula.

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Vacina vai combater câncer de próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais prevalente entre os homens. A boa notícia para os homens é que já existe uma vacina a caminho para combater a doença. O oncologista João Paulo Medrado, que trabalha no Hospital Aristides Maltez, disse que quem está à frente do projeto é o cientista Fernando Tomé Kreutz, um pesquisador brasileiro da PUC, do Rio Grande do Sul e iniciou seus estudos no Canadá desde 1996.

Ele identificou um antígeno relacionado ao câncer de próstata, o que permite desenvolver uma resposta imunológica mais eficiente contra a doença. Medrado disse que esta etapa da pesquisa é decisiva para determinar se o medicamento pode reduzir as chances de recidiva em pacientes já tratados com a cirurgia.

“Esse fármaco tem como objetivo aumentar a proteção do paciente, tentando diminuir as chances de o câncer voltar após uma cirurgia da próstata. Essa substância trabalha mobilizando o sistema imunológico da pessoa para atacar as células cancerígenas, caso o câncer volte a se manifestar”, explica o oncologista.Se os resultados forem favoráveis, essa vacina pode ser uma inovação muito grande no tratamento do câncer de próstata, afirma o médico.

A Tarde

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