Dengue: Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan

Vacina contra a dengue do Instituto Butantan (Walterson Rosa/MS)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV.

De acordo com a Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após a aplicação do imunizante.

Segundo a norma, o grupo de trabalho atuará na avaliação de informações complementares apresentadas pelo detentor do registro da vacina e na consolidação de dados necessários para revisar o perfil de risco e benefício do produto.

A iniciativa ocorre no contexto do monitoramento contínuo da segurança de vacinas, conhecido como farmacovigilância.

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Butantan mantém estudo sobre vacina da dengue em idosos

Vacina contra a dengue do Instituto Butantan (Walterson Rosa/MS)

O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto.

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.

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Investigação sobre vacina contra dengue do Butantan não tem prazo para ser concluída, diz governo

Vacina contra a dengue do Instituto Butantan (Walterson Rosa/MS)

Não há prazo definido para que a investigação que envolve a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan seja concluída, afirmaram representantes do Ministério da Saúde, em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (8).

O imunizante teve a aplicação suspensa temporariamente pelo governo federal após três pessoas apresentarem reações graves, com internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Duas vieram a óbito.

Segundo o Ministério da Saúde, enquanto rapidez nas análises é cobrada, o processo seguirá os protocolos de segurança e farmacovigilância adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O número de cidades que receberam a vacina durante a campanha, iniciada em janeiro deste ano, não foi divulgado.

Ao todo, segundo dados repassados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), foram aplicadas 501.044 doses da vacina entre janeiro e 30 de maio deste ano.

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Anvisa autoriza produção nacional de vacina contra chikungunya pelo Instituto Butantan

Imunizante, que já integra estratégia piloto do SUS, será formulado e envasado no Brasil, reduzindo custos de aquisição.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar em território nacional a vacina contra a chikungunya, denominada Butantan-Chik. Com a decisão, o instituto passa a ser oficialmente um centro de fabricação do imunizante, o que viabiliza sua oferta em larga escala pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Butantan vai produzir medicamento moderno para tratamento do câncer no SUS

O Instituto Butantan vai produzir um medicamento imunoterápico contra o câncer, para ampliar a oferta no SUS (Sistema Único de Saúde). O remédio já é utilizado no tratamento do tipo mais grave de câncer de pele e poderá ter o uso expandido para tumores de mama, pulmão, esôfago e colo do útero. O anúncio da produção 100% nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe, vendido com o nome comercial de Keytruda, foi feito na quinta-feira (26) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante um evento do governo federal no Rio de Janeiro.

Para produzir o medicamento, o Ministério da Saúde firmou uma parceria com a farmacêutica internacional MSD para transferir a tecnologia ao Butantan. A instituição terá até 10 anos para adaptar sua capacidade produtiva e atender à demanda nacional, com a meta de garantir autonomia na fabricação do medicamento e reduzir a dependência do mercado externo. A expectativa também é de queda nos custos para o SUS.

O pembrolizumabe atua ao estimular o sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater as células tumorais. Hoje, o medicamento já é oferecido no SUS para casos de melanoma avançado não cirúrgico e metastático. A ampliação do uso para os cânceres de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em avaliação pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

A imunoterapia tem potencial para prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer, mas seu acesso ainda é limitado no Brasil. No SUS, a prescrição desses medicamentos esbarra principalmente na falta de financiamento, o que dificulta a ampliação do tratamento para a população. Vista como um dos principais avanços da oncologia, a imunoterapia atua estimulando o próprio sistema imunológico a identificar e atacar as células tumorais, mas com um perfil de toxicidade distinto da quimioterapia convencional, que é mais agressiva e acumula efeitos colaterais mais intensos.

Agência Brasil

Vacina da dengue: Butantan antecipa entrega de 1,3 milhão de doses

O Instituto Butantan anunciou, nesta segunda-feira (23), a antecipação de 1,3 milhão de doses da vacina da dengue, a Butantan-DV, para o Ministério da Saúde. O lote, que estava previsto apenas para o segundo semestre de 2026, começará a ser distribuído imediatamente para reforçar o esquema vacinal do país.

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de 125 anos do instituto em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do diretor do Butantan, Esper Kállas. Segundo o governador, a estratégia visa acelerar a proteção da população ainda no primeiro semestre. “Começando com 200 mil doses que vão ser entregues já agora em fevereiro”, destacou Tarcísio.

Cronograma e investimento
Ao todo, o Governo Federal contratou 3,9 milhões de doses da vacina da dengue produzida pelo Butantan, um investimento que soma R$ 368 milhões.

A produção segue um cronograma rigoroso:

Janeiro de 2026: Finalizada a entrega da primeira remessa de 1,3 milhão de doses.
Fevereiro a Junho de 2026: Entrega antecipada do segundo lote de 1,3 milhão de doses.
Até 2027: Previsão de entrega da última leva contratada.

A Tarde

Ministro assina contrato para compra de vacina da dengue do Butantan

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta sexta-feira (19), em São Paulo, o contrato de aquisição das primeiras doses de vacina contra a dengue que estão sendo produzidas pelo Instituto Butantan. O contrato para a entrega dessas primeiras doses é de cerca de R$ 368 milhões. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início deste mês, a Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo e foi testada para ser aplicada na população brasileira entre 12 a 59 anos de idade.

Nos próximos dias, o Butantan deverá entregar ao ministério 300 mil doses da vacina, que serão utilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para vacinar voluntários que participaram dos estudos do imunizante e também para vacinação nos municípios de Botucatu, em São Paulo, e Maranguape, no Ceará (CE) e, possivelmente, também para os cidadãos de Nova Lima, em Minas Gerais, onde serão feitos estudos para avaliar a vacinação em massa da população. A expectativa do ministro é de que essas primeiras doses já comecem a ser aplicadas entre os dias 17 e 18 de janeiro.

“Vários estudiosos apontam a possibilidade de uma alta capacidade de controle da infecção e do quadro epidêmico da dengue se a gente chegar entre 40% e 50% da população vacinada. Vamos começar a vacinação nessas cidades para acompanhar o impacto que isso tem nessas cidades. Vamos acompanhar isso por um período de anos para avaliar aquilo que pode ser uma parte importante da estratégia do resultado da aceleração da vacinação no país”, explicou Padilha.

Até o final do mês de janeiro, o Butantan deverá entregar mais 1 milhão de doses ao Ministério da Saúde, que serão utilizadas para vacinar os profissionais da Atenção Primária, que atuam nas unidades Básica de Saúde (UBS) e em visitas domiciliares.

Agência Brasil

Anvisa pode aprovar vacina do Butantan contra a dengue neste mês

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada a partir do final da semana que vem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio foi feito na sexta (7), em coletiva de imprensa que tratou sobre a necessidade de acelerar as filas para aprovação de medicamentos sintéticos e produtos biológicos.

“A vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”, afirmou o diretor da Anvisa Daniel Pereira. Ele explicou que, na semana passada, houve uma reunião com o comitê de especialistas para suprir dúvidas que ficaram em relação à vacina. “A nossa expectativa é que, na primeira quinzena de novembro ainda, ou alguns dias a mais, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa, para a gente autorizar o registro”, explicou.

Pereira acrescentou que essa análise demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram a decisão. Segundo a Anvisa, não houve solicitações de registro de outros imunizantes por parte dos demais laboratórios.

Inteligência artificial
Na reunião com a imprensa desta sexta, diretores da Anvisa ainda explicaram que a agência pretende utilizar ferramentas de inteligência artificial para acelerar em pelo menos 50% o tempo de análise de medicamentos.

O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, contextualizou que há um aumento constante, de aproximadamente de 10%, de petições de novos registros junto à agência. Isso faz com que análises cheguem a demorar até três anos. “Trata-se de um conjunto de ações que estão sendo pensadas que, em conjunto, tende a reduzir os prazos de análise que estão tendo na Anvisa”, afirmou Safatle.

Segundo o presidente da Anvisa, as ferramentas de inteligência artificial estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. “É um instrimento que pode ajudar muito no processo de otimização de análise e no processo de aumento da produtividade”, disse Safatle.

O diretor da Anvisa Daniel Pereira informou que a agência tem hoje na fila aproximadamente 1,1 mil medicamentos sintéticos e cerca de 100 produtos biológicos para a análise. Com as propostas para acelerar as avaliações, a ideia é que, até dezembro do ano que vem, a Anvisa consiga atender aos prazos legais de um ano de fila para análise em todas as áreas. “A gente já tem uma série de instrumentos sendo desenvolvidos na parte de inteligência artificial dentro da Anvisa. Tem uma área específica que está cuidando muito desse tema aqui dentro”, afirmou Safatle.

Aporte de recursos
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, que está na África do Sul com autoridades da saúde dos 20 países mais ricos do mundo, anunciou, por vídeo, durante a reunião, o investimento de R$ 25 milhões para que a Anvisa possa ampliar ferramentas de inteligência artificial e, assim, reduzir o prazo de análise dos pedidos.

Padilha defendeu, na gravação, que uma das questões principais para liderar a atração de investimentos para a inovação e produção de medicamentos no Brasil é acelerar os registros, que dão acesso o mercado brasileiro.  “Acreditamos que isso vai reduzir, dar mais qualidade à análise, reduzir o tempo para os projetos de inovação e, com isso, fazer com que medicamentos novos cheguem mais rápido à nossa população”, disse o ministro.

Outra iniciativa é a criação de um comitê de acompanhamento do plano envolvendo o setor. Na reunião com ministros da saúde do G20, ele divulgou que foram feitas parcerias com empresas da África do Sul e Indonésia para acelerar a produção de vacina para tuberculose no nosso país.

Agência Brasil

Vacina brasileira contra gripe aviária entra em fase teste

A primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em humanos, desenvolvida pelo Instituto Butantan, entrou na fase de teste, após ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Inicialmente, o imunizante será testado nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, em cerca de 700 voluntários, a partir dos 18 anos.Os participantes, que serão divididos em dois grupos, receberão duas doses em um intervalo de 21 dias. Nos sete meses seguintes, os voluntários serão observados.

A Tarde

Após baixo resultado, Butantan encerra estudo para vacina contra covid

O Instituto Butantan confirmou nesta sexta-feira (23), em nota oficial, que irá encerrar o desenvolvimento de imunizante contra a covid-19. Os estudos para a vacina estavam na chamada Fase II, que contava com testes em 400 voluntários. Porém, os resultados obtidos foram abaixo do desempenho esperado, ficando aquém de outras vacinas utilizadas no país.

“De acordo com a pesquisa, a Butanvac dobrou a quantidade de anticorpos contra a doença após 28 dias de sua aplicação, quando a meta esperada era que induzisse uma produção de anticorpos quatro vezes maior, número atingido por vacina já disponível à população”, diz a nota.

“O ensaio clínico cumpriu o seu papel. No Butantan, temos respeito absoluto pelo processo e resultado científicos. Por isso, a população pode acreditar na gente. Quando dizemos que uma vacina é boa, é porque os estudos demonstraram isso. Nesse caso, o desfecho não demonstrou a imunogenicidade esperada. Por isso, interrompemos o seu desenvolvimento e seguimos no desenvolvimento de rotas mais promissoras”, explica o diretor do instituto, o epidemiologista Esper Kallás, no comunicado.

A vacina era chamada internacionalmente de NDV-HXP-S e estava sendo desenvolvida em parceria com o Instituto de Vacinas e Biologia Médica do Vietnã e a Organização Farmacêutica Governamental da Tailândia, a partir de tecnologias que o instituto já dominava para a produção de vacina contra a gripe causada pelos vírus influenza e que utilizam ovos de galinha para produzir os antígenos.

Agência Brasil

Butantan desenvolve teste que detecta leptospirose em estágio inicial

O Instituto Butantan desenvolveu um exame pioneiro que será capaz de detectar a leptospirose no estágio inicial. Com isso, o tratamento poderia ser iniciado precocemente, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Isso será possível por meio de uma proteína desenvolvida em laboratório por pesquisadores do Butantan. Essa nova tecnologia se mostrou superior ao teste convencional recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para detecção da doença e que só identifica anticorpos quando a infecção já está avançada, o que prejudica o tratamento.Segundo o Butantan, o novo exame foi capaz de detectar a doença em mais de 70% dos pacientes que tinham obtido resultados falsos negativos nos primeiros dias de sintomas. Outro aspecto positivo do exame é que ele mostrou 99% de especificidade, ou seja, detectou especificamente os anticorpos contra a leptospirose, sem demonstrar reação cruzada com outras doenças infecciosas como dengue e malária.

O teste utiliza uma proteína quimérica recombinante, construída de forma sintética e denominada rChi2. Ela foi criada pelo grupo da pesquisadora Ana Lucia Tabet Oller Nascimento, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Butantan. O estudo foi publicado na revista Tropical Medicine and Infectious Disease, e os pesquisadores depositaram um pedido de patente em março de 2023.

Agora, o objetivo do Butantan é desenvolver um teste rápido utilizando a mesma proteína quimérica, semelhante aos testes que são feitos para detecção da covid-19 em farmácias. No entanto, em vez de secreção nasal, a coleta poderia ser feita por meio da urina ou sangue.

Causada por bactéria
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria, chamada Leptospira, presente na urina de ratos e outros animais. Ela é transmitida ao homem principalmente em enchentes ou contato com água contaminada. A OMS estima que cerca de 500 mil novos casos ocorram em todo o mundo a cada ano.

Os sintomas principais da doença são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo (principalmente na panturrilha), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. A leptospirose pode evoluir para a forma grave e afetar diferentes órgãos, principalmente fígado e rins, podendo levar à morte.

Agência Brasil

Bahia recebeu neste sábado a maior carga de vacinas contra a Covid-19 já recebidas pelo estado

(Foto: SESAB)

A nova remessa chegou ao aeroporto de Salvador por volta das 9 horas da manhã deste sábado (20), em um vôo comercial. São ao todo 441.200 doses, sendo 263.200 fabricadas pelo Butantan e 178.000 pela Fiocruz. Este é o nono envio que chega ao estado.

Com esta carga, a Bahia totaliza 2.039.600 doses recebidas, entre Coronavac e Oxford, desde o dia 18 de janeiro, quando chegou a primeira remessa.

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Um mês após o início da vacina contra a Covid-19 Petrolina avança no plano municipal

(Foto: Jonas Santos/PMP)

Nesta sexta-feira (19) fez um mês que a cidade de Petrolina recebeu e começou aplicar as primeiras doses da vacina contra a Covid-19. Nestes 30 dias, o município já aplicou mais de 10 mil doses. No total, 7.694 pessoas receberam a primeira dose e 2.582 pessoas, que tomaram a vacina do instituto Butantan, a CoronaVac, já receberam a segunda dose do imunizante.

Também nesse período, todos os idosos que residem em instituições de longa permanência e seus cuidadores já foram imunizados. Os trabalhadores de saúde que se enquadram na fase vermelha, que atuam na linha de frente contra o coronavírus com alto risco de exposição, também já foram atendidos pelas equipes da Secretaria de Saúde.

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Vacina contra a Covid-19 começou a ser testada nesta terça-feira no Brasil

A fase 3 dos testes da Coronavac, a vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Laboratório Sinovac Biotech já começou. A vacina será aplicada em 890 voluntários da área da saúde do Hospital das Clínicas, na capital paulista. Esta é uma das mais promissoras vacinas existentes hoje, que já comprovou sua eficácia nas fases 1 e 2.

A vacina é aplicada em duas doses que já começa nesta terça (21). A outra dose será aplicada após 14 dias. Os pesquisadores do Hospital das Clínicas vão analisar os voluntários em consultas que são agendadas a cada duas semanas. A estimativa é concluir todo o estudo da fase 3 de testes em até 90 dias.

“A partir do fechamento do estudo, que deve acontecer em setembro, entramos na fase de acompanhamento, que é muito contínua. A qualquer momento, a partir daí, poderemos ter a abertura parcial do estudo que indique a sua eficácia. Se esse estudo for concluído antes do final deste ano – e essa é uma expectativa real – poderemos ter essa vacina disponível para a população brasileira já no início do próximo ano”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.