Compesa inicia testes para levar água do São Francisco ao Tramo Sul

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) inicia, na próxima segunda-feira (24), os testes operacionais da obra de inversão da Adutora de Jucazinho para receber água do Rio São Francisco via Estação de Tratamento de Água (ETA) Salgado, em Caruaru. Essa ação marca a reta final de uma das principais intervenções da Compesa diante do agravo da situação da Barragem de Jucazinho devido à escassez de chuvas na região. Os testes serão divididos em duas etapas. A partir da próxima segunda-feira (24) até 1º de dezembro, será testado o trecho Caruaru-Riacho das Almas. Na sequência, começarão os testes até Cumaru e Passira.

Obra e investimento

Foram implantados 1.100 metros de tubulações entre as ruas San Marino e Clara Nunes, no bairro São João da Escócia, para permitir que a água da Transposição do Rio São Francisco atenda os municípios de Riacho das Almas, Cumaru, Passira e parte da zona rural de Caruaru.

O investimento é de R$ 4,5 milhões e a iniciativa integra o conjunto de intervenções aceleradas pela Compesa diante da estiagem no Agreste e do nível crítico da Barragem de Jucazinho, que opera com apenas 1,23% da capacidade, afetando o abastecimento dos 13 municípios dependentes do manancial.

Paralelamente à inversão, a companhia está acelerando a conclusão de trechos estratégicos da Adutora do Agreste. Em Caruaru, o lote 5B, com 54 km de extensão, já se encontra em fase de testes para atendimento do município de Bezerros, que também integra o Tramo Sul de Jucazinho. A expectativa é que, até o fim do ano, o município receba água do Velho Chico. Esse mesmo trecho também beneficiará Gravatá, cuja etapa deve ser concluída no próximo ano.

Cidades atendidas pelo Tramo Norte do Sistema Jucazinho

Para atendimento às cidades do Tramo Norte de Jucazinho, emergencialmente, os municípios irão ter um acréscimo na vazão assim que as cidades do Tramo Sul deixarem de receber água de Jucazinho. Além disso, as obras estruturadoras do lote 4B (Adutora do Agreste) e da Adutora do Alto Capibaribe também avançam.

A previsão é iniciar os testes até dezembro, permitindo o abastecimento de Toritama e, posteriormente, dos demais municípios do Tramo Norte: Surubim, Salgadinho, Casinhas, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertentes e Vertente do Lério. Aproximadamente 65 km de tubulações já foram assentados.

Esse trecho será integrado à Adutora do Alto do Capibaribe, inaugurada no fim do ano passado, assegurando atendimento contínuo a cidades que hoje dependem exclusivamente de Jucazinho. O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, destacou que a aceleração das intervenções é fundamental para evitar o colapso do abastecimento na região.

“Estamos intensificando todas essas ações e antecipando o uso da Adutora do Agreste para impedir o desabastecimento dos municípios diante da situação da Barragem de Jucazinho. São obras estruturadoras que vão garantir a continuidade do fornecimento de água mesmo mesmo durante a estiagem. Crises como esta ficarão para trás”, destacou Nóbrega.

Diario de Pernambuco

Colírios podem acabar com a necessidade de óculos de leitura

estes com substâncias que melhoram a visão estão mostrando bons resultados, embora até agora apenas dois tenham sido autorizados para uso nos Estados Unidos. As estatísticas não mentem: após os 65 anos, a maioria das pessoas terá dificuldade para focar visualmente em objetos próximos. Você pode ter visto isso entre amigos e parentes, ou até mesmo vivenciado isso você mesmo, segurando livros, revistas ou o celular mais longe do rosto para tentar focar palavras e imagens. Muitas pessoas afetadas começam a usar óculos de leitura. Mas um novo tratamento, acompanhado pelo WWI, pode estar disponível: colírios.

Essa deterioração da visão é chamada de presbiopia. Não é uma doença, mas uma alteração fisiológica natural causada pelo envelhecimento — especificamente pela perda de elasticidade e flexibilidade do cristalino na parte frontal do olho, o que prejudica a capacidade do olho de alterar a curvatura do cristalino para focalizar objetos.

Esse enrijecimento começa na meia-idade e tende a se estabilizar por volta dos 65 anos. Para pessoas com miopia, que têm dificuldade para enxergar objetos distantes com clareza, o início da presbiopia pode, a princípio, levar a uma melhora da visão, compensando a condição existente. Para pessoas com hipermetropia, os efeitos da presbiopia geralmente se manifestam mais cedo do que no restante da população.

Viver com presbiopia pode causar fadiga e dores de cabeça e, em casos raros, visão dupla, mas geralmente não é algo com que se preocupar. Corrigir a presbiopia pode facilitar as atividades diárias e ajudar a manter uma boa qualidade de vida. O método clássico de correção são óculos de leitura, embora em alguns casos as pessoas optem por cirurgia ocular – seja cirurgia refrativa a laser para remodelar a córnea e compensar a perda de flexibilidade do cristalino ou cirurgia intraocular para substituir o cristalino por um artificial. Esta última é frequentemente proposta quando também há alguma opacidade no cristalino (catarata).

Mas recentemente, pesquisadores têm trabalhado em colírios que, de diferentes maneiras, dependendo do ingrediente ativo utilizado, melhoram o foco de perto. Dois tipos foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA: um à base de uma substância chamada aceclidina e o outro à base de pilocarpina.

A pilocarpina é a molécula estrela, com diversos testes de novas formulações em andamento. Trata-se de um alcalóide natural que interage com partes do sistema nervoso, o que tem o efeito, no olho, de induzir miose — o estreitamento do diâmetro da pupila — e contração do músculo ciliar, o anel muscular que controla o formato do cristalino. Os dois efeitos combinados melhoram a elasticidade do cristalino e a capacidade de focar objetos próximos.

Um estudo recente realizado na Argentina testou um colírio de pilocarpina em diferentes concentrações (1%, 2%, 3%) em combinação com diclofenaco, um anti-inflamatório não esteroidal que alivia os efeitos adversos da pilocarpina, como irritação e desconforto. (O colírio de pilocarpina aprovado pela FDA tem concentração de 1,25%).

Em um estudo retrospectivo de dois anos com 766 pessoas, com idade média de 55 anos, os pesquisadores descobriram que os colírios permitiram que a maioria dos pacientes melhorasse a visão. “Nosso resultado mais significativo mostrou melhorias rápidas e sustentadas na visão de perto para todas as três concentrações”, disse a pesquisadora principal Giovanna Benozzi ao apresentar a pesquisa no 43º Congresso da Sociedade Europeia de Cirurgiões de Catarata e Refrativa.

“Uma hora após a aplicação das primeiras gotas, os pacientes apresentaram uma melhora média de 3,45 linhas de Jaeger. O tratamento também melhorou o foco em todas as distâncias”, disse Benozzi. Se você já consultou um oftalmologista, provavelmente conhece a tabela de Jaeger. É uma ferramenta para avaliar a acuidade visual de perto , composta por pequenos blocos de texto impressos em diferentes tamanhos.

Especificamente, 99% dos 148 pacientes no grupo tratado com pilocarpina a 1% alcançaram visão de perto ideal e foram capazes de ler duas ou mais linhas adicionais; no grupo de 248 pacientes tratados com pilocarpina a 2%, 69% foram capazes de ler três ou mais linhas adicionais no gráfico de Jaeger; enquanto no grupo tratado com pilocarpina a 3%, 84% dos 370 pacientes foram capazes de ler três ou mais linhas adicionais.

A melhora da visão dos pacientes foi mantida por até dois anos, com uma duração mediana de 434 dias. Os pacientes tomaram o colírio de duas a três vezes ao dia. A pilocarpina apresenta alguns efeitos colaterais potenciais: vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, visão turva, visão noturna reduzida, sensibilidade à luz, dificuldade para mudar o foco entre objetos e visão de flashes de luz ou “moscas voando”; descolamento de retina também é possível em casos raros.

Os efeitos colaterais registrados pelo estudo de Benozzi, no entanto, foram leves (irritação e dor de cabeça) e ocorreram em 32% dos casos. Nenhum paciente decidiu interromper o tratamento. “Quase todos os pacientes apresentaram melhoras positivas na acuidade visual para perto, embora a magnitude da melhora dependesse do estado da visão antes do tratamento inicial”, disse Benozzi, sugerindo que, no futuro, os tratamentos poderiam ser adaptados às necessidades de cada pessoa.

“Pacientes com presbiopia menos grave responderam melhor a concentrações de 1%, enquanto aqueles com presbiopia mais avançada precisaram de concentrações mais altas, de 2% ou 3%, para obter melhora visual significativa.” Então, será que os colírios para presbiopia nos farão dizer adeus aos óculos de leitura ou às cirurgias corretivas? Provavelmente não. Mas, à medida que mais estudos testam esses colírios em populações maiores para avaliar melhor sua segurança e eficácia, eles podem se tornar uma alternativa viável para pessoas que simplesmente não suportam usar óculos ou para quem a cirurgia não é uma opção.

A Tarde

Vacina brasileira contra gripe aviária entra em fase teste

A primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em humanos, desenvolvida pelo Instituto Butantan, entrou na fase de teste, após ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Inicialmente, o imunizante será testado nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, em cerca de 700 voluntários, a partir dos 18 anos.Os participantes, que serão divididos em dois grupos, receberão duas doses em um intervalo de 21 dias. Nos sete meses seguintes, os voluntários serão observados.

A Tarde

Vacina brasileira contra a mpox está próxima dos testes em humanos

O Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou estar próximo de iniciar a última etapa no desenvolvimento de uma vacina nacional contra a mpox, os testes em humanos. “A equipe está produzindo o chamado Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) para enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, assim, receber o sinal verde para começar os testes em humanos”, informou.

O imunizante brasileiro ganhou maior projeção depois que a mpox foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) emergência em saúde pública de importância internacional, em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. A vacina nacional, entretanto, já vinha sendo desenvolvida há 2 anos, desde a primeira emergência global provocada pela doença.

De acordo com a UFMG, a dose brasileira utiliza um vírus atenuado e não replicativo, o que torna o imunizante “extremamente seguro”, inclusive para uso entre imunossuprimidos e gestantes. Os testes iniciais da vacina, segundo a universidade, apresentaram bons resultados, demonstrando “indução de neutralizantes, resposta celular e resposta robusta contra a doença”.

Nas redes sociais do CTVacinas, a líder da Plataforma de Vetores Virais e Expressão de Célula Eucariota, Karine Lourenço, explicou que, durante a fase de pesquisa, a vacina demonstrou ser “protetora e esterilizante”.  Segundo ela, o país já é capaz de produzir em larga escala a cepa atenuada do vírus vaccinia, gênero causador da doença. “Estamos prontos, em pouquíssimo tempo, para poder submeter essa vacina à Anvisa. E, quem sabe aí, o ensaio clínico”.

Prioridade
Esta semana, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou que o imunizante nacional contra a mpox figura como uma das prioridades da Rede Vírus, comitê de especialistas em virologia criado para o desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conteúdo sobre vírus emergentes no Brasil.

Em nota, a pasta destacou que, em 2022, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos doou para a UFMG material conhecido como semente do vírus da mpox, uma espécie de ponto de partida para o desenvolvimento do insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima utilizada na produção do imunizante.

“No momento, a pesquisa está na fase de estudo para o aumento da produção, verificando a obtenção de matéria-prima para atender a demanda em grande escala”, informou o ministério. A dose, segundo a pasta, é composta por um vírus semelhante ao da mpox, atenuado através de passagens em um hospedeiro diferente, até que perdesse completamente a capacidade de se multiplicar em hospedeiros mamíferos, como o ser humano.

Outras vacinas
De acordo com a OMS, existem, atualmente, duas vacinas disponíveis contra a mpox. Uma delas, a Jynneos, produzida pela farmacêutica dinarmaquesa Bavarian Nordic, também é composta pelo vírus atenuado e é recomendada para adultos, incluindo gestantes, lactantes e pessoas com HIV.

O segundo imunizante é o ACAM 2000, fabricado pela farmacêutica norte-americana Emergent BioSolutions, mas com diversas contra indicações, além de mais efeitos colaterais, já que é composta pelo vírus ativo, “se tornando assim, menos segura”, conforme avaliação do próprio MCTI.

Com a declaração de emergência global, o Ministério da Saúde anunciou que negocia a compra de 25 mil doses da Jynneos junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Desde 2023, quando a Anvisa aprovou o uso provisório do imunizante, o Brasil já recebeu cerca de 47 mil doses do imunizante e aplicou 29 mil.

Agência Brasil

Butantan desenvolve teste que detecta leptospirose em estágio inicial

O Instituto Butantan desenvolveu um exame pioneiro que será capaz de detectar a leptospirose no estágio inicial. Com isso, o tratamento poderia ser iniciado precocemente, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Isso será possível por meio de uma proteína desenvolvida em laboratório por pesquisadores do Butantan. Essa nova tecnologia se mostrou superior ao teste convencional recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para detecção da doença e que só identifica anticorpos quando a infecção já está avançada, o que prejudica o tratamento.Segundo o Butantan, o novo exame foi capaz de detectar a doença em mais de 70% dos pacientes que tinham obtido resultados falsos negativos nos primeiros dias de sintomas. Outro aspecto positivo do exame é que ele mostrou 99% de especificidade, ou seja, detectou especificamente os anticorpos contra a leptospirose, sem demonstrar reação cruzada com outras doenças infecciosas como dengue e malária.

O teste utiliza uma proteína quimérica recombinante, construída de forma sintética e denominada rChi2. Ela foi criada pelo grupo da pesquisadora Ana Lucia Tabet Oller Nascimento, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Butantan. O estudo foi publicado na revista Tropical Medicine and Infectious Disease, e os pesquisadores depositaram um pedido de patente em março de 2023.

Agora, o objetivo do Butantan é desenvolver um teste rápido utilizando a mesma proteína quimérica, semelhante aos testes que são feitos para detecção da covid-19 em farmácias. No entanto, em vez de secreção nasal, a coleta poderia ser feita por meio da urina ou sangue.

Causada por bactéria
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria, chamada Leptospira, presente na urina de ratos e outros animais. Ela é transmitida ao homem principalmente em enchentes ou contato com água contaminada. A OMS estima que cerca de 500 mil novos casos ocorram em todo o mundo a cada ano.

Os sintomas principais da doença são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo (principalmente na panturrilha), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. A leptospirose pode evoluir para a forma grave e afetar diferentes órgãos, principalmente fígado e rins, podendo levar à morte.

Agência Brasil

Cientistas chineses apresentam teste anticovid que apresenta resultado em quatro minutos

Cientistas chineses anunciaram o desenvolvimento de um novo tipo de teste de coronavírus tão preciso quanto o PCR e que, garantem, apresenta os resultados em quatro minutos.

Os testes de PCR são considerados mais precisos e sensíveis para detectar o coronavírus, mas os resultados podem demorar algumas horas. Outros teste mais rápidos são menos confiáveis.

Cientistas da Universidade Fudan de Xangai afirma que encontraram uma solução.

Em um artigo revisado por especialistas e publicado na segunda-feira (7) na Nature Biomedical Engineering, a equipe da universidade afirma que seu sensor, que usa microeletrônica, analisa o material genético da mostra sem a necessidade de passar pelo laboratório.

Durante os testes, a equipe obteve mostras de 33 pessoas infectadas pelo coronavírus em Xangai e que também foram submetidas a exames de PCR. Os resultados apresentaram uma coincidência “perfeita” entre as duas metodologias.

O estudo testou um novo método em um total de 54 pessoas, incluindo pacientes com febre, mas sem coronavírus e voluntários da área de saúde. Nenhum deles apresentou falso positivo, segundo a equipe de cientistas.

Os cientistas afirmam que uma vez desenvolvido, este tipo de teste poderá ser usado em diversas situações, como aeroportos, instalações de saúde ou “inclusive dentro de casa”.

AFP