Ministério da Saúde libera R$ 47,4 milhões para obras e equipamentos do SUS em Pernambuco

O Ministério da Saúde anunciou na sexta-feira (12) a liberação de R$ 47,4 milhões para investimentos na rede pública de saúde em Pernambuco. Os recursos serão destinados à construção de novas unidades de saúde, aquisição de equipamentos hospitalares e ressarcimento de obras concluídas por municípios do estado.

Do total, R$ 27,3 milhões serão aplicados no início de dez obras previstas no Novo PAC Saúde. Os investimentos incluem a construção de oito Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nos municípios de Camaragibe, Escada, Frei Miguelinho, Pedra, São Caetano, Timbaúba, Vitória de Santo Antão e Recife, além de um Centro Especializado em Reabilitação (CER), em Garanhuns, e um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), em João Alfredo.

Segundo o Ministério da Saúde, Pernambuco passa a contar com 203 obras da área da saúde que já receberam ordem de serviço desde o lançamento do Novo PAC. Uma Unidade Básica de Saúde foi inaugurada nesta sexta-feira em Abreu e Lima.

O estado também receberá dez conjuntos de equipamentos voltados à realização de procedimentos especializados. Serão sete kits para cirurgias gerais destinados aos municípios de Afogados da Ingazeira, Moreno, Olinda, Petrolina e Recife, além de três conjuntos para cirurgias oftalmológicas em Garanhuns, Petrolina e Salgueiro. O investimento previsto é de R$ 15,3 milhões. Além disso, Recife será contemplado com um tomógrafo, equipamento avaliado em R$ 2,1 milhões.

Outra parte dos recursos será destinada ao ressarcimento de despesas realizadas por municípios que concluíram obras no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. Pernambuco terá 11 empreendimentos contemplados, localizados nos municípios de Calçado, Feira Nova, Ouricuri, Palmares, Sertânia, Canhotinho, Cumaru, Limoeiro e Terezinha. As obras incluem Unidades Básicas de Saúde e Academias da Saúde que já estão em funcionamento.

Em todo o país, o Ministério da Saúde informou a liberação de R$ 577,2 milhões para obras e ações de infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos serão destinados a 393 empreendimentos, entre novas construções e ressarcimento de obras concluídas.

Diario de Pernambuco

Butantan vai produzir medicamento moderno para tratamento do câncer no SUS

O Instituto Butantan vai produzir um medicamento imunoterápico contra o câncer, para ampliar a oferta no SUS (Sistema Único de Saúde). O remédio já é utilizado no tratamento do tipo mais grave de câncer de pele e poderá ter o uso expandido para tumores de mama, pulmão, esôfago e colo do útero. O anúncio da produção 100% nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe, vendido com o nome comercial de Keytruda, foi feito na quinta-feira (26) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante um evento do governo federal no Rio de Janeiro.

Para produzir o medicamento, o Ministério da Saúde firmou uma parceria com a farmacêutica internacional MSD para transferir a tecnologia ao Butantan. A instituição terá até 10 anos para adaptar sua capacidade produtiva e atender à demanda nacional, com a meta de garantir autonomia na fabricação do medicamento e reduzir a dependência do mercado externo. A expectativa também é de queda nos custos para o SUS.

O pembrolizumabe atua ao estimular o sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater as células tumorais. Hoje, o medicamento já é oferecido no SUS para casos de melanoma avançado não cirúrgico e metastático. A ampliação do uso para os cânceres de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em avaliação pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

A imunoterapia tem potencial para prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer, mas seu acesso ainda é limitado no Brasil. No SUS, a prescrição desses medicamentos esbarra principalmente na falta de financiamento, o que dificulta a ampliação do tratamento para a população. Vista como um dos principais avanços da oncologia, a imunoterapia atua estimulando o próprio sistema imunológico a identificar e atacar as células tumorais, mas com um perfil de toxicidade distinto da quimioterapia convencional, que é mais agressiva e acumula efeitos colaterais mais intensos.

Agência Brasil

Prefeitura de Petrolina oferece capacitação sobre novo método contraceptivo disponível pelo SUS

A Secretaria de Saúde de Petrolina, iniciou nessa terça-feira (24) a capacitação dos médicos da Atenção Primária à Saúde para a aplicar o Implanon, novo método contraceptivo disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O Implanon é um implante hormonal inserido no braço da paciente, com duração de até três anos e alta eficácia na prevenção da gravidez. A iniciativa visa ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração na rede pública municipal.

Até quinta-feira (26), os profissionais participam de capacitação teórica e prática ministrada por representantes do Ministério da Saúde. Em breve, o Implanon estará disponível para aplicação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, fortalecendo as ações de planejamento reprodutivo e cuidado integral à saúde da mulher.

Atualmente, as mulheres de Petrolina já contam, como estratégia de planejamento familiar e assistência gratuita nas UBSs, com métodos contraceptivos como preservativos, anticoncepcional oral (comprimidos), anticoncepcional injetável e Dispositivo Intrauterino (DIU). Agora, o Implanon passa a integrar esse conjunto de opções ofertadas pelo SUS no município.

Assim que as capacitações forem concluídas, a Secretaria de Saúde divulgará o cronograma para início da oferta do implante nas Unidades Básicas de Saúde.

Ascom

Ministério da Saúde amplia capacidade de diagnóstico pelo SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou neste sábado (31) a entrega de um tomógrafo computadorizado e um mamógrafo com capacidade de realizar biópsia durante a inauguração da nova Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI), do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB).

“São equipamentos importantes para reduzir o tempo de espera. Só esse tomógrafo, tem a capacidade de a gente realizar, por ano, o atendimento de metade da população que está na fila esperando uma tomografia aqui no DF”, afirma o ministro
O Tomógrafo Computadorizado Multislice é um equipamento capaz de realizar 1,2 mil exames ao mês podendo atingir cerca de 15 mil tomografias ao ano. Possui 80 canais de captação de imagens em 160 cortes, o que permite cobrir mais detalhes da anatomia de uma pessoa, além de necessitar de menos movimentação durante o exame.

Foram investidos no tomógrafo R$ 5,45 milhões e no mamógrafo outros R$ 2,14 milhões, do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), do Ministério da Educação. De acordo com o Ministério da Saúde, com o investimento, a mamografia realizada na unidade também será mais ágil, já que o equipamento exibe a imagem instantaneamente, sem a necessidade de leitura de placa. O mamógrafo permite ainda a coleta de material para biópsia e diagnóstico de câncer de mama com mais conforto para a paciente.

O novo equipamento tem capacidade de realização de cerca de 200 exames ao mês, podendo atingir até 3,5 mil exames ao ano. As melhorias em salas de ultrassom, recepção e sanitários públicos também receberam investimentos de mais R$ 460 mil para revitalização da Unidade de Diagnóstico por Imagem do hospital.

Segundo o ministro, a medida além de reforçar a capacidade de diagnóstico do Sistema Único de Saúde, também é um investimento em educação e na melhoria da formação de profissionais do setor. “Isso aqui significa um esforço do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação e da Ebserh que é a maior rede pública de hospitais universitários do Sul Global e envolve mais de 40 hospitais universitários em todo o Brasil”, diz Padilha.

Agência Brasil

SUS registra em 2024 maior número de cirurgias eletivas da história

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13.663.782 cirurgias eletivas realizadas em 2024. O volume é 10,8% maior do que em 2023, quando o número foi de 12.322.368 procedimentos. Em relação a 2022, a alta foi de 32%, com 10.314.385 cirurgias realizadas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Redução das Filas, que visa a expansão de cirurgias classificadas como prioritárias, também registrou aumento no número de procedimentos realizados. No ano passado, 5.324.823 cirurgias foram realizadas – índice 18% maior que o registrado em 2023 (4.510.740).

O ministério avalia que o programa Mais Acesso a Especialistas contribuiu para o alcance dos resultados. Os números mostram que a iniciativa abriu caminho para o maior crescimento no número de serviços especializados no SUS nos últimos 10 anos, além da ampliação do número de médicos especialistas entre 2022 e 2024.

“O Mais Acesso a Especialistas traz inovações como a incorporação de um modelo de remuneração baseado no cuidado integral, que prioriza o paciente. Para isso, estão sendo investidos R$ 2,4 bilhões nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.”

Segundo a pasta, o programa alcançou adesão de 100% dos estados e do Distrito Federal e de 97,9% dos municípios. Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais, abrangendo 167,9 milhões de habitantes. A proposta é priorizar a redução do tempo de espera para consultas, exames e tratamentos, com foco no diagnóstico precoce.

Agência Brasil

Novo remédio para hepatite C poderá baixar custo do tratamento no SUS

O novo medicamento ravidasvir, utilizado em combinação com sofosbuvir, que o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detém o registro, poderá reduzir em até 20% o custo do tratamento de hepatite C pelo Sistema Único de Saúde (SUS), hoje entre R$ 6,2 mil e R$ 6,5 mil por paciente. A estimativa é feita pelo diretor de Farmanguinhos, Jorge Mendonça.

Por intermédio de Farmanguinhos, a Fiocruz assinou nessa semana acordo de parceria para registro do ravidasvir na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A parceria técnica e científica foi firmada com a organização não governamental (ONG) Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) e a farmacêutica egípcia Pharco Pharmaceuticals.

À Agência Brasil, Jorge Mendonça detalhou que a farmacêutica egípcia Pharco fez testes, em conjunto com a DNDi, para mostrar a efetividade do ravidasvir, juntamente com o sofosbuvir, nas populações da Tailândia e da Malásia. Foi registrado percentual de cura, na média, de 97%. “Uma média bastante alta, comparada com padrões mais modernos utilizados para tratamento efetivo da hepatite C”. A hepatite C é uma inflamação do fígado provocada pelo vírus HCV que, quando crônica, pode levar à cirrose, à insuficiência hepática e ao câncer.

Etapas
Após a assinatura do acordo, Mendonça explicou que a próxima etapa será submeter o medicamento para aprovação na Anvisa. Em seguida, esperar o registro ser publicado pela Agência para, posteriormente, fornecê-lo ao Ministério da Saúde para tratamento da hepatite C, em conjunto com o sofosbuvir. Jorge Mendonça estima que esse é um processo longo, que deverá levar entre um ano a um ano e meio.

“Contudo, a gente entende que quanto mais ofertas para o tratamento da hepatite C estiverem disponíveis no SUS, a gente traz mais possibilidades para os médicos e mais possibilidades para os pacientes usarem medicamentos que são de primeira linha e que podem trazer mais conforto e mais adesão ao tratamento por parte desses pacientes”, manifestou o diretor de Farmanguinhos.

Além do sofosbuvir, Farmanguinhos já detém o registro do antiviral daclatasvir, o que reforça o papel do Instituto como apoiador do Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis) e promotor da independência nacional no tratamento da hepatite C. “Durante muito tempo, não havia muitas opções de tratamento eficazes para a hepatite C. Agora, porém, com os medicamentos desenvolvidos por Farmanguinhos, já há chances de cura”, diz Mendonça.,

“Hoje em dia, é um tratamento, em média, de 12 semanas, com taxa de cura efetiva acima de 95%”. O diretor analisou que com o registro do Ravidasvir, não haverá aumento da taxa de cura. “Mas a gente pode, no futuro, que é um dos objetivos da transferência do Ravidasvir também, reduzir o custo do tratamento para o SUS e, com isso, a chance de aumentar o acesso das populações atualmente não atendidas também se torna mais sustentável pelo SUS”.

O principal objetivo do registro do Favidasvir é que a Fiocruz consiga contribuir para a sustentabilidade orçamentária desse programa de tratamento das hepatites virais pelo SUS, que é bastante custoso para o Ministério da Saúde, argumentou Jorge Mendonça.

Busca ativa

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, divulgado pelo Ministério da Saúde em junho de 2022, foram confirmados 718.651 casos de hepatites virais no Brasil registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no período de 2000 a 2021. Desse total, 168.175 (23,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 264.640 (36,8%) aos de hepatite B, 279.872 (38,9%) aos de hepatite C e 4.259 (0,6%) aos de hepatite D.

Como se desconhecem os casos ocorridos durante a pandemia da covid-19, Jorge Mendonça disse que o próximo passo que os programas de hepatites virais do mundo vão dar é chamado de “busca ativa”. Ou seja, em vez de ficar esperando o paciente vir em busca de tratamento, serão feitas testagens em massa para tratar esses pacientes, já que a hepatite C, nos primeiros momentos e até nos primeiros anos da doença, não traz sintomas. A ideia é buscar esses indivíduos e tratar logo antes que a hepatite C fique crônica nele. “Isso é fundamental para efetividade do tratamento e para a saúde do paciente”, conclui Mendonça.

Agência Brasil

Lula sanciona projeto de Humberto que institui política de saúde bucal no SUS

De autoria do senador Humberto Costa (PT), o projeto que torna permanente a política de saúde bucal no Sistema Único de Saúde (SUS), aprovado pelo Congresso Nacional, será sancionado pelo presidente Lula, na próxima segunda-feira (8), e vai virar lei. A solenidade ocorrerá no Palácio do Planalto, às 11h, com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e do próprio senador.

Ministro da Saúde do primeiro governo Lula, iniciado em 2003, Humberto criou, um ano depois de assumir a pasta, o programa Brasil Sorridente para tentar mudar a realidade do país nessa área. Na época, 15 milhões de brasileiros tinham perdido todos os seus dentes, 75% deles eram idosos. Somente 42% da população tinham acesso regular a escova de dente e creme dental.

“Era um quadro terrível. A saúde bucal era totalmente negligenciada. Demos início a um programa revolucionário, à maior política de saúde bucal do planeta, que deu centralidade ao tema no SUS e em todo o país. Conseguimos mudar aquela triste realidade e a cultura da população. Hoje, cuidar dos dentes e da saúde bucal é algo muito valorizado”, afirma o senador, que é presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Até o fim do governo Dilma, em 2016, mais de 20 mil equipes de saúde bucal haviam sido instituídas no país, chegando a cerca de 4,3 mil municípios em todo o Brasil. Outros 1,5 mil Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) haviam sido criados pelas administrações do PT.

“Infelizmente, tudo foi paralisado e destruído por Temer e, especialmente, por Bolsonaro. Meu projeto, que Lula vai transformar em lei, pretende tornar sa úde bucal em política permanente do SUS, para que nenhum governo nefasto, como o dos anos anteriores, possa jamais acabar com essa área tão importante da saúde”, defendeu Humberto.

Com o Brasil sorridente, o SUS passou a ser o maior empregador do setor de odontologia do país. Para o senador, “saúde bucal não é só devolver saúde dentária. É, também, devolver autoestima, vontade de sorrir, de se olhar no espelho, de sentar à mesa para comer com amigos e familiares sem ter vergonha de si mesmo”, disse o senador.

Diário de Pernambuco