Lula manda recado para Ancelotti na estreia do Brasil na Copa 2026: “Tem que ir pra ganhar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um recado em vídeo para o técnico da seleção brasileira de futebol, Carlo Ancelotti, em meio às expectativas para a estreia do time na Copa do Mundo 2026.

Na mensagem, o presidente relembra que acompanha o mundial desde 1958, o que totaliza 17 copas do mundo. Ele afirma que Ancelotti será um “herói” para o povo brasileiro se trouxer a vitória – que tornaria o Brasil um time hexacampeão no torneio.

Além disso, Lula também disse frases de motivação ao se referir aos jogadores convocados. “Eles precisam jogar para o povo brasileiro. […] Nós não temos a melhor seleção do mundo, mas nós temos a melhor seleção do Brasil”, disse.

O vídeo foi postado na manhã deste sábado (13), data que marca a estreia do time no campeonato mundial. Às 19h, o Brasil encara a seleção marroquina, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Diario de Pernambuco

Lula diz que o Brasil não tem controle sobre preço dos combustíveis porque BR Distribuidora foi vendida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas à privatização da BR Distribuidora. Ao abordar os efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, Lula destacou que o Brasil foi um dos primeiros países no mundo a adotar medidas para amenizar os efeitos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo. No entanto, ressaltou que o País “hoje não tem controle sobre o preço dos combustíveis”.

“O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para controlar os preços”, disse durante o lançamento do streaming Tela Brasil, no Rio de Janeiro. Lula ainda criticou tentativas de privatização da Petrobras em governos anteriores ao seu. “Eu sempre acho que a Petrobras é do Estado brasileiro, mas quantas pessoas tentaram privatizar?”, complementou.

Na cultura, o presidente fez um paralelo para defender que o setor não siga o mesmo caminho. Lula destacou que “depois do golpe da Dilma” não foi criado nenhum Ponto de Cultura no País. “Nós criamos 4 mil Pontos. No governo deles, não foi criado nenhum. Agora o País tem 16 mil Pontos de Cultura”, finalizou

Estadão Conteúdo

Aliados afirmam que Lula deve reenviar nome de Jorge Messias ao STF após derrota no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou a aliados nos últimos dias que pretende reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição inédita sofrida pelo advogado-geral da União na Casa. Segundo relatos feitos ao GLOBO, Lula passou a tratar o episódio não como uma derrota pessoal de Messias, mas como uma afronta política ao governo e à prerrogativa constitucional do presidente da República de escolher ministros da Corte. A informação sobre a intenção de reenviar o nome foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.

A disposição de Lula de insistir no nome do chefe da AGU ocorre em meio ao agravamento da crise política entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entorno presidencial, permanece a convicção de que Alcolumbre atuou nos bastidores para derrotar Messias, ainda que o senador negue publicamente qualquer articulação contra a indicação.Auxiliares de Lula avaliam, porém, que o presidente do Senado não deve recuar diante de pressões do governo e que uma eventual nova tramitação da indicação tende a se transformar em novo teste de força entre Executivo e Congresso.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que Lula chegou a discutir alternativas para a vaga no STF após a derrota de Messias, inclusive diante da pressão de setores do PT e de movimentos ligados ao governo pela indicação de uma mulher. A hipótese, contudo, perdeu força rapidamente. Auxiliares argumentaram ao presidente que abandonar o nome do AGU neste momento consolidaria a leitura de derrota política imposta pelo Senado e transformaria uma eventual indicada mulher em uma espécie de “plano B”, cenário considerado ruim politicamente pelo entorno presidencial.

A avaliação predominante hoje entre ministros palacianos é de que Lula prefere transformar o episódio em disputa institucional e política, em vez de transmitir a imagem de recuo diante do Congresso. O clima entre Lula e Alcolumbre já vinha deteriorado desde a rejeição de Messias e ficou evidente na última terça-feira, durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Apesar de dividirem a mesa principal da cerimônia, os dois praticamente não conversaram durante todo o evento. Segundo relatos de pessoas presentes, houve apenas um cumprimento protocolar nos bastidores antes do início da solenidade.

A cena foi interpretada por aliados do presidente como demonstração pública de que ainda não há ambiente para reaproximação entre o Planalto e o comando do Senado. No entorno de Lula, a avaliação é que Alcolumbre “vestiu o chapéu” da derrota de Messias ao longo dos últimos dias, sobretudo após os sinais públicos dados durante a cerimônia do TSE.

O gesto que mais irritou aliados do presidente ocorreu durante uma homenagem feita ao AGU pelo presidente da OAB, Beto Simonetti. Ao citar Messias em discurso, Simonetti provocou uma salva de palmas de cerca de 30 segundos da plateia e de praticamente toda a mesa principal da cerimônia. Alcolumbre foi o único integrante da mesa a não aplaudir o advogado-geral da União, num episódio interpretado no entorno do governo como uma demonstração explícita de distanciamento político. Reservadamente, aliados de Messias afirmam que o chefe da AGU ainda mantém esperança de voltar a ser indicado ao Supremo apesar da derrota sofrida no Senado.

No entorno presidencial – a avaliação é que uma eventual nova indicação de Messias também serviria para medir até onde o Senado está disposto a tensionar a relação com o Planalto num momento em que o governo já enfrenta dificuldades em pautas consideradas estratégicas, como a PEC da Segurança Pública, a negociação das emendas parlamentares e projetos prioritários da área econômica.

Apesar do desgaste provocado pela derrota de Jorge Messias no Senado, há no Palácio do Planalto uma avaliação de que a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ajudou a alterar parcialmente o clima político em Brasília nos últimos dias. Integrantes do governo avaliam reservadamente que o avanço das suspeitas envolvendo o caso Banco Master reduziu a pressão concentrada e enfraqueceu momentaneamente a disposição de setores do Centrão e da oposição para impor novas derrotas à gestão.

Na semana passada, o portal Intercept Brasil revelou mensagens entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais os dois negociavam financiamento ao filme “Dark Horse”, uma biografia de Jair Bolsonaro. O episódio ampliou o desconforto dentro do PL e levou aliados de Lula a avaliarem que parte do foco migrou para o entorno bolsonarista.

Agência O Globo

Governo Lula: avaliação negativa oscila para 39%, aponta Datafolha; 30% consideram bom ou ótimo

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou para baixo, com 39% dos entrevistados classificando a gestão como ruim ou péssima, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 16. No levantamento anterior, realizado em abril, o percentual estava em 40%, o que indica estabilidade dentro da margem de erro máxima, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A avaliação positiva – ou seja, de pessoas que consideram o trabalho do governo Lula bom ou ótimo – passou de 29% para 30%, enquanto 29% avaliaram a administração como regular nesta nova rodada de avaliação, mesmo número de abril.

De acordo com a pesquisa, o melhor momento do governo foi entre setembro e dezembro de 2023, quando a avaliação boa ou ótima chegou a 38%. Já em fevereiro de 2025, em meio à crise provocada por fake news de que o governo taxaria o Pix, a desaprovação alcançou 41%. A pesquisa foi realizada na terça (12) e na quarta-feira (13), com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o País, em entrevistas presenciais.

Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro diz que “está com Deus” e Lula “com o diabo”

Em discurso durante evento de pré-campanha no sábado (16), o senador Flávio Bolsonaro (PL) comparou o presidente Lula (PT) ao diabo, ao afirmar que a eleição de outubro será uma disputa entre o bem e o mal. Ao citar o petista, Flávio adotou um tom religioso, apontando que seu grupo político está com Deus, enquanto o grupo deLula está associado ao diabo.

“Ergam a cabeça, estufem o peito, porque a força está do nosso lado, a verdade está do nosso lado. Lula disse há pouco tempo que ia fazer o diabo para conseguir se reeleger. Ele está com o diabo e nós estamos com Deus e nós vamos vencer porque o bem sempre vence o mal”. Ainda em sua fala, Flávio fez uma série de críticas ao governo Lula e disse que o país está “de pernas para o ar” sob a gestão petista.

As declarações foram dadas dias após a revelação, pelo site Intercept Brasil, das conversas entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.”Eu amanheci com uma passagem na cabeça: ‘aquele que na dificuldade é fraco é realmente fraco’, e eles me subestimaram mais uma vez, achando que vão me calar, me intimidar, esquecendo que aqui tem sangue Bolsonaro, eu não vou desistir do Brasil”, afirmou o senador.

A Tarde

Datafolha: maioria dos eleitores não se arrepende de voto em Lula ou Bolsonaro em 2022

Três anos e meio depois da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro pela Presidência da República, a maioria absoluta dos eleitores (91%) afirma não se arrepender do voto dado no segundo turno daquele pleito, segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16). Em 2022, Lula (PT) venceu com 50,9% dos votos, ante 49,1% de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento do Datafolha, 89% dos eleitores do Lula não se arrependeram do voto no segundo turno, enquanto 13% dizem ter se arrependido. Entre os eleitores de Bolsonaro, 94% não se arrependeram e 6% afirmam que sim.

A pesquisa do Datafolha foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), com 2.004 entrevistados em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

Estadão Conteúdo

Lula eleva tom contra guerras e fala em ameaça global na Europa

Cumprindo agenda na Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, neste sábado, 18. Na ocasião, o petista elevou o tom ao criticar guerras e defender a paz nas relações internacionais. “Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, disse Lula, sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao tratar do tema, Lula citou conflitos no Oriente Médio, a investida americana contra o Irã e questionou se a população mais pobre deve pagar pela “irresponsabilidade de guerras”. O presidente brasileiro também criticou os gastos militares globais. “O que não pode é o mundo gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas e o povo passando fome”, afirmou.

Entenda o evento – A 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre reúne chefes de Estado e de governo para debater o fortalecimento da democracia e os desafios globais. Criado em 2024 por iniciativa de líderes progressistas, entre eles Lula e o espanhol Pedro Sánchez, o fórum busca ampliar a articulação internacional diante do avanço de movimentos autoritários.

A Tarde

Lula cita condenação de Bolsonaro: “Extremismo não acabou e vai disputar eleição outra vez”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos generais quatro estelas pela trama golpista ao discursar neste sábado na Espanha. Em tom eleitoral, o petista afirmou que “extremismo no Brasil não acabou” e vai disputar a corrida presidencial neste ano: “No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo, temos um ex-presidente preso condenado a 27 anos de cadeia, temos quatro generais quatro estrela presos porque tentaram dar o golpe, mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez, mas esse é um problema nosso, do povo brasileiro, esse a gente lida com as nossas forças e as nossas armas”,  disse Lula em Barcelona, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre.

Lula não mencionou nominalmente o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e nem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O petista, porém, fez críticas indiretas ao líder americano ao citar a postura de Trump na guerra do oriente médio e suas ameaças de novos conflitos pelas redes sociais. “Não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia a noite com um Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra. Todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho.”

Agência O Globo

PT oficializa apoio a João Campos para o Governo de PE e nacionaliza palanque com foco em Lula

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de “unidade” e pela nacionalização do debate eleitoral.

Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.

Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos. “É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.

Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.

Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do “lulismo” em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”. “Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele”, disse.

Críticas à oposição – Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral. “Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.

Diario de Pernambuco

Datafolha: Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que se autoidentificam como de centro (posição 4 numa escala de 1 a 7) nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no início de março de 2026. Num dos cenários sem Ratinho Junior, Lula tem 31% e Flávio, 17%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais.

A pesquisa também mostra que, na espontânea entre eleitores de centro, 15% citam Lula, 2% Flávio e 2% Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno entre Lula e Flávio nesse grupo, Lula marca 41% e Flávio 32%, com empate técnico; 24% votariam em branco e 3% não sabem.

No eleitorado total, Lula também lidera Flávio no primeiro turno por cinco ou seis pontos, e os dois ficam tecnicamente empatados no segundo turno (46% para Lula e 43% para Flávio). Já entre os que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas (posição 3 numa escala de 1 a 5), Lula e Flávio também empatam tecnicamente no primeiro e no segundo turno (40% a 35%), com alta proporção de brancos (23%). Em rejeição, eles também ficam próximos: no centro, 45% dizem que não votariam em Lula e 51% em Flávio; entre os não alinhados, 48% rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio.

A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistas em 137 municípios. Est registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.

Estadão Conteúdo

Pioneirismo: Brasil vai produzir insumo essencial para medicamentos

O novo complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis (GO), foi inaugurado na quinta-feira (26). Com isso, o Brasil se tornou um protagonista estratégico para a produção de medicamentos essenciais para a população. A unidade será a primeira da América Latina a produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) do Buscopan. Para isso, fará a extração da escopolamina, a partir da planta duboisia, que será cultivada no Paraná.Com o domínio de todo o ciclo produtivo, do cultivo da matéria-prima ao desenvolvimento do fármaco, o Brasil reduz a dependência do mercado internacional, fortalece a segurança no abastecimento e garante que a produção seja 100% nacional.

A Iniciativa, inédita no país, posiciona o Brasil, ao lado da Austrália, como um dos únicos do mundo a dominar o cultivo dessa planta essencial para a produção de diversos medicamentos. “Estou muito orgulhoso de ver o Brasil crescendo na indústria da saúde. Temos viajado para Índia, China e diversos outros países para aprender a produzir aqui e garantir a palavra mágica: soberania”, disse o presidente Lula (PT) durante a inauguração. Parte das ações de incentivo ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), a iniciativa marca a transição do Brasil de um papel de consumidor para uma posição estratégica na produção de IFA, substância principal usada na fabricação dos medicamentos.

Mais agilidade, estabilidade e autonomia – Com investimento de R$ 250 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a nova unidade ocupa uma área de 47 mil m² em Anápolis e tem capacidade para produzir até 30 toneladas por ano de IFA. Já o cultivo da duboisia, com potencial de alcançar até 600 toneladas de folhas anuais, será realizado em Curitiba (PR), em unidade da Hypera Pharma, controladora da Brainfarma. Como resultado, a nova fábrica contribuirá para garantir mais agilidade, estabilidade e autonomia na oferta de medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população a tratamentos essenciais e reforçando a soberania sanitária nacional.

Ampliação no acesso a tratamento para doença rara – Atualmente, a Hypera Pharma participa de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltada à produção da nusinersena, um dos principais tratamentos para a Atrofia Muscular Espinhal (AME), que pode ultrapassar R$ 1,5 milhão por paciente ao ano. No SUS, o tratamento para AME — condição que compromete a força muscular — é ofertado gratuitamente. Com o avanço da parceria, a expectativa é ampliar ainda mais o acesso e o atendimento para quem precisar.

Essa PDP prevê a internalização da tecnologia e a produção nacional do medicamento, envolvendo também o Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além do parceiro internacional Yangzhou Aurisco Pharmaceutical.As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo são uma estratégia do Ministério da Saúde voltada à ampliação da produção nacional de medicamentos, vacinas e outros insumos estratégicos para o SUS. Para isso, envolve instituições públicas e privadas.

A Tarde

Financiamentos a desabrigados em Minas seguirão modelo do RS, diz Lula

Os financiamentos de moradias a famílias que perderam a casa nas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais seguirão o modelo adotado nas enchentes do Rio Grande do Sul há dois anos, disse neste sábado (28) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declaração conjunta à imprensa após a reunião com os prefeitos de Juiz de Fora, Ubá e Matias Pereira, Lula afirmou que a União dará apoio integral às cidades atingidas.

As medidas incluem assistência às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais. “Aprendemos com a tragédia no Rio Grande do Sul. Vamos ajudar os prefeitos a recuperar suas cidades, vamos ajudar os pequenos empresários a ter crédito para recuperar suas empresas e vamos dar casa para as pessoas que perderam suas casas”, declarou Lula.

Assim como nas enchentes do Rio Grande do Sul, as novas residências, explicou o presidente, não serão reconstruídas em locais considerados de risco. Caso o município não disponha de terrenos adequados, o governo poderá adotar o modelo de “compra assistida”, já utilizado em outras tragédias climáticas no país.

Nesse formato, a família que perdeu o imóvel recebe um valor do governo federal e pode adquirir uma casa nova ou usada em qualquer cidade do estado. Todo o custo é arcado pela União. “Se a cidade não tiver terreno, vamos arrumar. Se não tiver, vamos adotar o sistema de compra assistida”, afirmou Lula. O presidente ressaltou que a prioridade é garantir moradia digna e segura às famílias atingidas, evitando a reconstrução em encostas ou áreas sujeitas a alagamentos.

Sobrevoo e visita a desabrigados – O presidente desembarcou pela manhã na região e sobrevoou cidades atingidas. Em Juiz de Fora, município mais afetado, visitou áreas devastadas e conversou com moradores que estão em abrigos improvisados. A cidade concentra o maior número de vítimas e registra milhares de desalojados. Além de Juiz de Fora, municípios como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino também sofreram impactos severos, com deslizamentos de terra, alagamentos e danos a prédios públicos.

Em encontros com prefeitos da região, Lula pediu que as administrações municipais façam um levantamento detalhado dos prejuízos para viabilizar a liberação de recursos federais. “O que for material, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura, nós vamos garantir que seja recuperado”, disse.

Agência Brasil

Paraná Pesquisas: Flávio tem 44,4% e Lula, 43,8% no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatariam tecnicamente no primeiro e no segundo turnos se as eleições fossem hoje, diz pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (27). Pela 1ª vez, Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno. De acordo com o levantamento, em um eventual segundo turno entre o atual presidente e o senador, Flávio leva vantagem numérica com 44,4% e Lula teria 43,8%.

No comparativo entre os dois pré-candidatos, Lula apresentou queda de um ponto percentual nas intenções de voto no comparativo com levantamento divulgado pelo mesmo instituto em janeiro de 2026. O petista caiu de 44,8% para 43,8%. Já o senador Flávio Bolsonaro cresceu e passou de 42,2% para 44,4% na mesma comparação.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Metrópoles

Lula participa do Tour da Taça da Copa do Mundo ao lado de ídolos do futebol masculino e feminino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde desta quinta-feira (26), em Brasília, do Tour da Taça da Copa do Mundo pelo Brasil, cerimônia oficial promovida pela FIFA em parceria com a Coca-Cola Brasil, no Palácio do Planalto. O evento marcou também a única exibição no país da taça da Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada no Brasil. A etapa encerrou a passagem do Tour da Taça pelo país após visitas a São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, a iniciativa percorre 30 países-membros da FIFA, com 75 paradas ao longo de mais de 150 dias. Já a Copa do Mundo FIFA será realizada no Canadá, México e Estados Unidos.

Além de Lula, a cerimônia contou com a presença do ministro do Esporte, André Fufuca, autoridades e nomes históricos do futebol brasileiro. Campeões do mundo estiveram reunidos e participaram do evento Pepe, Jairzinho, Branco, Cafu e Edmílson. Formiga, ex-jogadora e atual diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, também esteve presente e discursou. Em início de discurso, Lula destacou o peso simbólico da Copa do Mundo Feminina no Brasil e resgatou memórias do passado recente do futebol nacional, a Copa de 2014. O presidente relembrou o processo de fiscalização das obras dos estádios e criticou a narrativa construída à época.

“A Copa feminina aqui no Brasil tem que significar um símbolo para nós nesse momento histórico que estamos vivendo. Primeiro porque nós temos que nos redimir do que aconteceu conosco em 2014. Em 2014 foi um vexame. O Brasil vivia um momento muito delicado, um momento muito nervoso (…) mentiras inesquecíveis sobre corrupção da Copa do Mundo”, expressou.

“O companheiro Orlando Silva era ministro do Esporte e eu lembro que, quando começaram as denúncias de corrupção do Estado, nós fomos ao Tribunal de Contas, que elegeu um ministro para ser responsável pela fiscalização dos 12 estádios que estávamos fazendo. Depois de todas as denúncias, o Tribunal de Contas chegou à conclusão de que não houve corrupção em nenhum dos 12 estádios que estavam sendo construídos. Tinha havido um problema no Rio de Janeiro, e o Tribunal de Contas, junto ao governador na época, Sérgio Cabral, e a empresa que estava construindo resolveram o problema. Mas passou-se a ideia para a sociedade de que aquilo tinha sido um manto de corrupção, e isso resultou na meninada toda nervosa, porque não havia clima sequer para jogar futebol”, completou o presidente.

Confiança na Seleção em 2026 – Lula também falou sobre a longa espera por um novo título mundial da Seleção masculina e demonstrou confiança em um novo ciclo. O presidente voltou a elogiar o técnico Carlo Ancelotti, que comandará a Canarinho no Mundial. Nos Estados Unidos, México e Canadá, o Brasil vai completar 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, igualando o jejum anterior entre o tricampeonato, em 1970, e o tetra, em 1994, já que a última conquista foi em 2002, no Mundial do Japão e da Coreia do Sul.

 “Agora está completando outra vez 24 anos que a gente não ganha um título. Se não ganharmos agora, vamos empatar o recorde dos recordes sem ganhar a Copa. Por isso, estou convencido de que nós vamos ganhar essa Copa. Convencido porque conversei com o Ancelotti e acho ele uma figura extremamente séria, com a cabeça muito no lugar, e convencido de que só vai jogar quem estiver 100% em condições de jogar, que não vai convocar ninguém pelo nome, mas se a pessoa estiver jogando, preparada, treinando. E quando o técnico tem seriedade, normalmente os jogadores sabem que têm responsabilidade.”

Um dos pontos centrais do discurso presidencial foi a defesa da valorização do futebol feminino, tanto no aspecto esportivo quanto social. “É preciso que a gente comece a valorizar o futebol feminino como ele merece ser valorizado. Você tem jogador ganhando um milhão e meio no banco de reservas sem jogar várias vezes, e você tem pessoas titulares da seleção brasileira feminina ganhando 25, 20 mil reais por mês, algumas ganhando cinco mil nos clubes, algumas ganhando um salário mínimo. Então é um disparate a valorização do jogador masculino e a desvalorização da jogadora mulher. É o processo chamado preconceito de gênero, a diferença que existe na sociedade machista no tratamento que dão para as mulheres, que mereciam ganhar um pouco mais, porque são profissionais, vivem disso, cuidam da família jogando futebol.”

“Aqui no Brasil, a Copa do Mundo vai servir como um chamamento para mulheres lotarem os estádios. Então cabe à CBF e às federações estaduais tratarem o futebol feminino como ele merece, não só do salário, mas também do ponto de vista do tratamento mesmo.”

Nomeada em janeiro como diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, Formiga também participou da cerimônia. Duas vezes medalhista olímpica e única atleta, entre homens e mulheres, a disputar sete Copas do Mundo, ela destacou o crescimento da modalidade. “Tive o privilégio de jogar sete Copas do Mundo e sei o quanto essa competição transforma a carreira de uma atleta. Venho de uma geração que precisou lutar muito por espaço, uma geração que não tinha visibilidade alguma, não tinha apoio. Hoje a gente vê um futebol feminino crescendo, ocupando os espaços que por muitos anos nos foram negados.”

Vice-campeã mundial em 2007, a ex-volante comanda ações estratégicas no ano que antecede a Copa do Mundo Feminina no Brasil. Representando a geração pentacampeã, Cafu destacou o papel do futebol como elemento de união nacional. “Somos o único país a ser pentacampeão mundial. Tenho muito orgulho quando falo em pentacampeão, porque o Brasil realmente não é para amadores, o Brasil é para apaixonados. Nós somos apaixonados por futebol, somos apaixonados pelo nosso país. Essa coisa chamada bola de futebol nos une de uma maneira que vocês não têm ideia. É o único esporte que não tem religião, que não tem partido político, que não tem desigualdade social, onde todo mundo fala com todo mundo com um único objetivo: a paixão.”

O ministro André Fufuca complementou o tom institucional do evento destacando o simbolismo da taça e a mensagem de igualdade, citando o Rei Pelé e a Rainha Marta. “O Brasil teve a alegria de ter a rainha e o rei do futebol mundial, os dribles de Pelé, a grandeza do maior atleta de todas as gerações, e a alegria de ter Marta, a rainha que até hoje joga e encanta todo mundo. Não há taça que simbolize maior a união dos povos do mundo do que a taça da Copa do Mundo.”

“Nós iremos mostrar que aqui no Brasil não se aceita feminicídio, não se aceita violência contra a mulher. Aqui no Brasil nós respeitamos as mulheres brasileiras.”

Diario de Pernambuco

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