Manifestações anti-Trump ocupam ruas dos EUA e ultrapassam fronteiras

Grandes multidões protestaram neste sábado (28) nos Estados Unidos e em outros países contra o presidente Donald Trump, com milhões de pessoas indignadas com seu estilo autoritário de governar, suas duras políticas migratórias e a guerra com o Irã. Os organizadores das mobilizações afirmaram que “pelo menos oito milhões de pessoas se reuniram em mais de 3.300 atos nos 50 estados”, de grandes cidades até pequenos povoados. As autoridades americanas não divulgaram uma estimativa nacional da participação.

Esta é a terceira vez que os americanos saem às ruas em menos de um ano como parte de um movimento chamado “No Kings” (Sem Reis), a forma mais visível de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Em Nova York, a metrópole mais populosa dos Estados Unidos, dezenas de milhares de manifestantes se juntaram ao protesto, entre eles o ator ganhador do Oscar Robert De Niro, um crítico frequente de Trump. De Niro classificou o presidente como “uma ameaça existencial para nossas liberdades e nossa segurança”.

Os protestos foram registrados de costa a costa, desde Atlanta até San Diego, e era esperado que os habitantes do Alasca também aderissem às mobilizações mais tarde, devido ao fuso horário. “Nenhum país pode governar sem o consentimento do povo”, declarou à AFP, em Atlanta, Marc McCaughey, um veterano militar de 36 anos. Em Washington, os participantes atravessaram uma ponte sobre o rio Potomac para seguir em direção ao Lincoln Memorial, cenário de manifestações históricas pelos direitos civis. Trump, por sua vez, está passando o fim de semana na Flórida.

A onda de reprovação a Trump ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, com mobilizações registradas neste sábado em cidades europeias como Amsterdã, Madri e Roma, onde 20.000 pessoas marcharam sob um forte dispositivo policial. “Não queremos um mundo governado por reis… que tomam decisões de cima para baixo”, afirmou Andrea Nossa, um pesquisador nascido em Milão, de 29 anos.

Exibição do poderio militar – Milhões de pessoas participaram da primeira manifestação do “No Kings”, em junho do ano passado, com atos de Nova York a San Francisco, enquanto a segunda edição do protesto, em outubro, reuniu cerca de sete milhões de participantes, segundo os organizadores. Muitos apoiadores veneram o presidente dentro do movimento “Make America Great Again” (MAGA, Torne os Estados Unidos grandes novamente), enquanto opositores, do outro lado da profunda divisão política americana, rejeitam Trump com a mesma intensidade.

Os críticos de Trump questionam sua propensão a governar por decreto, seu uso do Departamento de Justiça para perseguir opositores, sua negação das mudanças climáticas e a ofensiva contra programas de diversidade racial e de gênero. Os críticos também apontam seu recente gosto por exibir o poderio militar americano após uma campanha em que ele se apresentou como um homem de paz. “Desde a última vez que marchamos, esta administração nos arrastou ainda mais profundamente para a guerra”, afirmou Naveed Shah, da Common Defense, uma associação de veteranos que integra o movimento “No Kings”.

“Em casa, testemunhamos cidadãos sendo mortos nas ruas por forças militarizadas. Vimos famílias destruídas e comunidades de imigrantes transformadas em alvo de ataques. Tudo em nome de um único homem que tenta governar como um rei”, acrescentou.

Springsteen em Minnesota – O estado de Minnesota foi um ponto central das manifestações, meses depois de virar o epicentro do debate nacional sobre a repressão violenta aos imigrantes impulsionada por Trump. O senador de esquerda Bernie Sanders declarou à multidão em Minnesota: “Nunca aceitaremos um presidente que seja um mentiroso patológico, um cleptocrata e um narcisista que mina a Constituição dos Estados Unidos e o Estado de Direito todos os dias”. O astro do rock Bruce Springsteen, crítico ferrenho do presidente, interpretou sua canção “Streets of Minneapolis” na cidade vizinha de St. Paul, a capital estadual, na presença de milhares de manifestantes.

Springsteen compôs e gravou a balada em 24 horas, em memória de Renee Good e Alex Pretti, dois cidadãos americanos mortos a tiros por agentes federais durante operações da polícia migratória de Trump na cidade. “Sua coragem, seu sacrifício e seus nomes não serão esquecidos”, disse Springsteen neste sábado, antes de começar a cantar.

AFP

“Não estão lá por nós”, Trump questiona Otan por Estreito de Ormuz

\O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (27) sua decepção com os aliados da Otan por não enviarem apoio militar para garantir a segurança do Estreito de Ormuz durante a guerra no Oriente Médio.

“Eles não estiveram lá por nós”, disse Trump em um evento econômico em Miami. “Gastamos centenas de bilhões de dólares por ano na Otan, centenas, protegendo-os, e sempre estaríamos lá por eles, mas agora, por causa de suas ações, suponho que já não temos por que estarmos lá, não é?”

“Por que estaríamos lá para eles se eles não estão lá por nós? Eles não estiveram lá por nós”, insistiu Trump sobre seus aliados europeus, com os quais protagonizou fortes embates desde que retornou à Casa Branca em 2025.

AFP

Trump convida Lula para ‘Conselho de Paz’ para Faixa de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o “Conselho de Paz”, organismo internacional proposto pelo governo americano para discutir uma saída política para o conflito na Faixa de Gaza. A carta chegou para Lula na sexta-feira(16) via Embaixada brasileira em Washington. A informação foi noticiada pelo ICL Notícias e confirmada pela reportagem. Ainda não há informações se o presidente brasileiro aceitará o convite.

O anúncio da criação do conselho foi feito por Trump nesta quinta-feira (15), como um elemento chave da fase dois de um plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino. “É para mim uma grande honra anunciar que o Conselho de Paz foi formado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, e adicionou que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.

A Casa Branca anunciou ontem a composição do conselho executivo do organismo, que será presidido por Trump e contará com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o diretor-executivo da Apollo Global Management Marc Rowan e o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Robert Gabriel.

O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-alto funcionário das Nações Unidas, atuará como Alto Representante para Gaza. Os detalhes operacionais e o alcance efetivo da atuação do conselho ainda deverão ser definidos, segundo informou a Casa Branca. Trump também convidou a Argentina para integrar como membro fundador o “Conselho da Paz”. O convite foi confirmado pelo presidente argentino, Javier Milei, que divulgou no sábado (17), em suas redes sociais a carta enviada por Trump com o convite formal.

Na mensagem, Trump afirmou que a iniciativa baseia-se em um plano de 20 pontos para a região e prevê a criação de um novo organismo internacional com funções ampliadas. “No centro do plano está o Conselho da Paz, que será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição”, escreveu o presidente americano. Trump destacou que o grupo reunirá países dispostos a assumir a responsabilidade de construir uma “paz duradoura” e que cada integrante poderá designar um representante para participar das reuniões.

Milei agradeceu o convite e sinalizou convergência com a proposta americana. “É uma honra para nós fazer parte de uma organização criada para promover uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza”, escreveu o presidente argentino em publicação na rede social X. “A Argentina sempre estará ao lado das nações que combatem o terrorismo, defendem a vida, a propriedade e promovem a paz e a liberdade”, acrescentou.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também publicou em rede social sobre o convite. “Aceitamos com orgulho a responsabilidade de trabalhar ao lado dos Estados Unidos por uma paz duradoura para todos”, disse, também ao publicar a carta de Trump.

Estadão Conteúdo

Lula e Trump se encontram na Malásia para discutir agenda comercial e econômica bilateral

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram neste domingo (26), na Malásia, depois de muita negociação para que a reunião acontecesse.No encontro, compartilhado em post no Instagram do líder brasileiro, os dois, segundo Lula, discutiram “de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral”.

Ainda na publicação, o presidente brasileiro disse que ficou acertado que as equipes dos dois países vão se reunir para “avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”. Também participaram do momento o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Bolsonaro

Antes do encontro que teve com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Donald Trump, ignorou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que o tema “não foi tratado” na conversa.

Questionado por jornalistas antes da reunião, Trump disse que sempre teve uma boa relação com Bolsonaro, mas deixou claro que o tema não seria tratado durante a reunião com o atual presidente brasileiro. Trump disse ainda que se sentia mal pelo ex-presidente. “Sempre gostei dele, me sinto mal. Ele está passando por momentos ruins”.

Encantado com o encontro, Trump rasgou elogios a Lula ao citar cordialidade entre eles e expressou seu respeito ao presidente brasileiro, afirmando ser “uma grande honra estar com o presidente do Brasil”, um “grande país” que, segundo ele, está “indo muito bem”.

O encontro entre os dois líderes ocorre em um momento crucial e visa destravar o diálogo entre as duas maiores economias das Américas, em meio às tensões tarifárias impostas pelos EUA. A expectativa entre os países é de que o trabalho das equipes técnicas possa rapidamente render frutos e amenizar as barreiras comerciais

Folha PE/A Tarde

Trump confirma reunião com Lula e diz que pode reduzir tarifaço ao Brasil sob certas condições

Enviado especial a Kuala Lumpur – A caminho da Malásia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado, dia 25, que vai se reunir na viagem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump afirmou que pode reduzir as tarifas ao Brasil, que chegam a 50%, dentro de determinadas condições.

É a primeira vez que ele admite fazer alguma concessão, embora condicionada. Trump não explicou quais seriam suas exigências. Horas depois, Lula disse que nenhum dos lados as fez ainda. “Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump, ainda no avião após a decolagem. “Sim, sob as circunstâncias certas, seguramente”, completou ao responder se estava aberto a baixar o patamar do tarifaço.

Trump conversou no avião presidencial, o Air Force One, com jornalistas que o acompanham. O áudio da conversa foi divulgado pela Casa Branca. Ele lembrou também da conversa breve nos bastidores da ONU, em Nova York, em setembro. O presidente Lula disse neste sábado, dia 25, que o governo brasileiro ainda não recebeu exigências do presidente Donald Trump para reduzir ou retirar o tarifaço contra o Brasil.

“Não tem exigência dele (Trump) e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, disse o presidente brasileiro, na Malásia. Na véspera, Lula indicou que um acordo pode não ser alcançado na reunião de domingo, marcada para o fim da tarde, em Kuala Lumpur.

O petista disse estar aberto a discutir qualquer assunto com Trump, sem vetos, mas que um entendimento poderia demandar mais negociações no futuro. Os principais pedidos de Lula são a revogação do tarifaço de 40% sobre o Brasil, aplicado por razões políticas em julho, e das punições a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo e do Executivo.

Estadão Conteúdo

Semana começa com expectativa de encontro entre Lula e Trump

A semana vai começar com a expectativa do encontro entre Lula e Donald Trump. Isso depois de o presidente dos Estados Unidos ter dito que tinha surgido uma química entre os dois, após a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Só falta definir a data e o local. Pode ser em um outro país, já que, em breve, ele deve viajar para a Europa e para a Malásia em encontros e evento internacionais.

Primeiro passo para mitigar tarifaço
Ontem, 26, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e comandou as negociações com relação aos impactos do tarifaço norte-americano no Brasil, disse que o primeiro encontro frente a frente que Lula e Trump tiveram na ONU foi um primeiro passo para resolver essa questão.

Agora é cuidar das próximas ações, segundo Alckmin. E do “ganha-ganha” do comércio exterior, com todas as partes obtendo sucesso.

A Tarde

Alimentos afetados por tarifaço de Trump poderão ir para merenda escolar no Brasil

O governo Lula autorizou a compra direta de produtos afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos. Os alimentos incluídos nessa lista, segundo planejado pela gestão petista, poderão ser destinados para reforçar a merenda escolar na rede pública de ensino de Estados e municípios que se interessarem pela aquisição.

Os alimentos podem ser destinados também a hospitais e para as Forças Armadas. Nesta segunda-feira, 25, o Ministério de Desenvolvimento Agrário deve anunciar novos detalhes sobre como o sistema de compra especial poderá funcionar. A regulamentação foi publicada em portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Ministério da Agricultura, em edição extra no Diário Oficial da União, na sexta-feira (22).

A portaria prevê que poderão ser adquiridos via compras governamentais flexibilizadas: açaí (fruta, purês e preparações), água de coco, castanha de caju (frutas de casca rija ou sem casca, sucos e extratos vegetais), castanha do Brasil (castanha-do-pará, fresca ou seca, sem casca), manga (fresca ou seca), mel, pescados (como corvina, pargo, tilápia e outros) e uva fresca.

A flexibilização das compras governamentais foi autorizada no âmbito da Medida Provisória nº 1.309/2025, que estabelece um plano de contingência para setores afetados pelo tarifaço. A MP autoriza excepcionalmente que poderão ser adquiridos pela União, Estados e municípios gêneros alimentícios que deixaram de ser exportados em virtude da imposição de tarifas adicionais dos Estados Unidos.

A aquisição excepcional dos gêneros alimentícios, prevê a MP, permitirá a contratação direta com dispensa de licitação, admitirá a apresentação simplificada de termo de referência e dispensará a elaboração de estudos técnicos preliminares. A portaria dispõe que os procedimentos são excepcionais e de caráter emergencial referentes às compras públicas de alimentos em atendimento exclusivo a produtores e pessoas jurídicas exportadoras afetadas pelas sobretaxa de importação aplicada pelos EUA.

Para habilitação à venda dos produtos para as compras governamentais flexibilizadas, os exportadores deverão apresentar declaração de perda na exportação do produto e pelo menos uma declaração única de exportação para os Estados Unidos do produto alvo de aquisição excepcional, a partir de janeiro de 2023.

Estadão Conteúdo

PT elege nova executiva com foco na reeleição de Lula, Trump na mira

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou neste sábado (23) a sua nova comissão executiva nacional com alas da principal corrente interna, a Construindo um Novo Brasil (CNB), ocupando os principais cargos, foco em reeleger o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente norte-americano, Donald Trump, na mira.

Presidido pelo ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, o diretório nacional se reuniu mais cedo para definir os novos nomes da executiva e aprovar as diretrizes da composição para o futuro próximo. A lista de eleitos reflete os acordos que o novo presidente teve de fazer para chegar à cadeira. Gleide Andrade, aliada da ex-presidente e hoje ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann, foi mantida na Secretaria de Finanças e Planejamento – inicialmente a contragosto de Edinho.

Entre os 26 nomes da executiva fora a presidência (11 secretários, 10 vogais e cinco vice-presidentes), 14 são da CNB. O restante pertence a correntes menores. Todos novos cinco vice-presidentes são homens: Jilmar Tatto, Joaquim Soariano, José Guimarães, Rubens Junior e Washington Quaquá. Os líderes das bancadas da Câmara, Lindbergh Farias, e do Senado, Rogério Carvalho, também.

Há cinco mulheres entre os outros principais cargos: Lucinha (Movimentos Populares e Política Setorial), Maria de Jesus, a Claudinha (Nucleação), Vitória Fortuna (Articulação de Políticas Públicas) e Tassia Rabelo (Formação), além de Gleide. A proporção vai de encontro à defesa da igualdade de gênero manifesta na resolução aprovada no mesmo dia.

As secretarias restantes serão ocupadas por: Eden Valadares (Comunicação), Henrique Fontava (Secretaria-Geral), Humberto Costa (Relações Internacionais), Laércio Ribeiro (Organização), Luiz Felipe, o Hadesh (Mobilização), e Romenio Pereira (Assuntos Institucionais).

Resolução política do diretório coloca Trump na mira

O PT também aprovou a nova resolução durante o encontro do diretório nacional. O texto, composto de 29 itens, é aberto com críticas a Trump, cuja política é descrita como “imperialista e de extrema-direita, característica do pensamento fascista”.

“Ninguém tem dúvida de que o governo Trump se inspira no fascismo. A forma com que ele deporta imigrantes, como ele obriga a prefeita de Washington a apagar das ruas a frase ‘Vidas pretas importam’, portanto se manifesta de forma racista, a forma com que tem deportado imigrantes venezuelanos para El Salvador. Se o mundo civilizado não levantar a voz, corre o risco de El Salvador se tornar o campo de concentração do século 21. A forma como ele apoia as forças nazistas na Europa. Quando eu caracterizo o Trump como o maior líder fascista do século 21, eu não estou bravateando”, declarou Edinho em coletiva de imprensa após a eleição da executiva.

Para o PT, os movimentos de Trump demonstram que sua ofensiva contra a soberania nacional, com o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, deve ir além das medidas tomadas até agora. O partido diz estar diante de uma “disputa contra o fascismo, de caráter prolongado, que tende a se desdobrar em diferentes dimensões políticas, institucionais e econômicas”. A avaliação interna é que Trump quer derrotar Lula nas eleições do ano que vem.

O PT planeja uma ampla mobilização para o 7 de Setembro, cujo mote deve ser a defesa da democracia e da soberania. A ideia é aproveitar o clima de hostilidade com o governo Trump, em meio das investigações contra a família Bolsonaro e o avanço do julgamento do ex-]presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). Lideranças petistas querem organizar uma espécie de plebiscito popular por um leque de pautas econômicas que deve embalar a campanha do partido no ano que vem: o fim da escala 6×1, a taxação dos super-ricos e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais por mês.

Na resolução política do diretório, o PT também critica a possibilidade de uma anistia para os bolsonaristas envolvidos no 8 de Janeiro, a reconstrução do fórum permanente do PT da Amazônia Legal durante a COP30 e a regulação das plataformas digitais, que está prestes a avançar na esfera federal.

Estadão Conteúdo

Lula sobe tom contra Trump e o acusa de mentir sobre Brasil

O presidente Lula (PT) subiu o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,contra as “inverdades” proferidas pelo mandatário sobre o Brasil em meio a guerra comercial entre as nações. O petista afirmou que o país deve ser tratado com respeito mesmo não sendo uma super potência.

“Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil. O Brasil não é um país rico, o Brasil não tem um PIB que tem os americanos, o Brasil não tem o PIB que tem a China, mas nós temos um povo que merece respeito”, disse Lula.

As declarações de Lula feitas na sexta-feira (15), durante discurso, na inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM, em São Paulo, acontecem um dia após Trump classificar o Brasil como um dos “piores parceiros comerciais” dos Estados Unidos e mentir sobre as tarifas de exportações. “O Brasil tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas, como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito mais do que estávamos cobrando. E não estávamos cobrando nada essencialmente”, disse o americano.

Na ocasião, o presidente também defendeu a relação comercial firmada com a China. “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”. Lula ainda chamou de “turbulência desnecessária” o movimento que os EUA vem protagonizando contra o Brasil, sob a justificativa de que retaliação ao julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós temos democracia, aqui no Brasil nós temos direitos humanos, e o ex-presidente está sendo julgado. Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum deputado, ele está sendo julgado por delação de seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar em 8 de janeiro de 2023″, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes. E completou: “No plano de golpe dele estava previsto matar a mim, matar ao Alckmin e matar o presidente da Corte eleitoral que está julgando ele”, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes.

Trump ataca Brasil
O Brasil voltou a ser alvo de duras críticas dos Estados Unidos (EUA). Nesta quinta-feira, 14, o presidente Donald Trump criticou a parceria comercial com o país de Lula (PT) e voltou a atacar o sistema Judiciário brasileiro.

“E o Brasil tem algumas leis ruins em vigor onde eles pegaram um presidente e colocaram na prisão ou estão tentando prendê-lo e acontece que eu conheço o homem e vou te dizer: ‘Eu sou muito bom em pessoas, eu acho que isso é uma execução política o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro”, afirmou o presidente dos EUA. As declarações do republicano referem-se às sanções econômicas de 50% sobre as exportações brasileiras, que entraram em vigor no último dia 6 deste mês.

Trump planeja mais sanções ao STF após reunião
O presidente americano sentou à mesa hoje com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo, em Washington. Após o encontro, os EUA voltaram a falar em sanções. A Casa Branca estuda sancionar com a Lei Magnitsky, a mesma usada contra Moraes, os ministros que condenarem o ex-presidente por golpe de Estado. Integram o colegiado Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A Tarde

 

Lula sugere que Trump coma jabuticaba para pôr fim a tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou do bom humor ao “sugerir” uma solução para o impasse envolvendo a taxação de 50% dos produtos brasileiros importados aos Estados Unidos. mandatário disse que iria mandar uma jabuticaba para o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo Lula, ninguém que coma a fruta fica de mau humor.

“Eu vou levar jabuticaba para você, Trump. E você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática”, brincou Lula o petista. Brincadeiras à parte, Lula convocou uma reunião para este domingo, 13, para discutir medidas que o Brasil tomará em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além de Lula também participarão da reunião, o vice-presidente e ministros da Indústria, Geraldo Alckmin, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estará presente por incompatibilidade de agenda, já que a reunião foi convocada em caráter de urgência, mas um representante da sua equipe está presente.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, técnicos do Governo esperam a criação de um grupo de trabalho que proponha medidas de retaliação para barreiras comercias que forem impostas ao Brasil.

Entenda tarifa de 50% imposta ao Brasil
A medida, que terá fortes impactos na economia brasileira e também na economia baiana, surge como uma forma de retaliação ao país devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF). “A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, inicia o texto de Trump.

Na mensagem, o norte-americano considera a relação comercial entre os país como desequilibrada e “longe de ser recíproco”. Nesse sentido, o presidente diz ser necessário o afastamento com o Brasil. “Entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual”.

A Tarde

Trump anuncia aumento de tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (30), que aumentará as tarifas sobre o aço e o alumínio de 25% para 50% a partir de quarta-feira, 4 de junho.

“Nossos setores de aço e alumínio estão se recuperando como nunca antes. Essa será mais uma GRANDE sacudida de ótimas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores”, escreveu ele na Truth Social.

Durante discurso na fábrica da US Steel na noite desta sexta-feira, o republicano havia mencionado apenas tarifas de 50% para o aço.

Estadão Coteúdo

Trump ignora colapso de bolsas e persiste na defesa de tarifas

Negociações para aliviar as tarifas anunciadas por Donald Trump ocorrem nos bastidores, mas o presidente dos Estados Unidos ignora o colapso das bolsas e acusa a China de ter entrado em pânico. O governo americano alertou seus parceiros comerciais para não responderem às tarifas, para não correrem o risco de sofrer taxas adicionais sobre suas exportações. “A China se equivocou, entrou em pânico. A única coisa que não podiam se permitir fazer”, escreveu Trump em letras maiúsculas em sua rede Truth Social ante de ir ao seu clube de golfe na Flórida.

Pequim anunciou na sexta-feira (04) que vai impor tarifas aduaneiras adicionais de 34% aos produtos americanos a partir de 10 de abril. Também anunciou controles de exportação de terras raras, incluindo o gadolínio, utilizado para a ressonância magnética, e o ítrio, usado na eletrônica.  A resposta da China aumentou os prejuízos nos mercados financeiros, já sacudidos pela último anúncio de tarifas americanas, que se traduziu em +10% para a maioria dos produtos a partir de sábado, 34% para a China e 20% para a União Europeia (UE) a partir da semana que vem.

Muitas tarifas são cumulativas. Antes de quarta-feira, Trump já havia imposto taxas de 25% sobre o aço e o alumínio e na quinta entraram em vigor outras de 25% sobre automóveis e seus componentes importados para os Estados Unidos. Com exceções para o México e Canadá por serem parceiros do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC).

Enriquecer

Wall Street fechou em queda de 6%. Investidores abandonam as empresas muito dependentes das importações da Ásia, como, por exemplo, a indústria têxtil. O mesmo desastre se deu nos fechamentos na Europa (Paris caiu 4,3%, e Frankfurt e Londres, 5%) e na Ásia (em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 2,75%, e o Topix, 3,37%). As bolsas chinesas não abriram, devido a um feriado.

Os preços do petróleo continuam em queda livre, de mais de 7%. O cobre vai pelo mesmo caminho. Mas Trump se manteve inabalável diante dos efeitos de sua ofensiva comercial. “Para os muitos investidores que vêm aos Estados Unidos e investem enormes quantias, minhas políticas nunca mudarão. Esse é um grande momento para enriquecer. Ficar mais rico do que nunca!!!”, publicou em letras maiúsculas, na Truth Social. “Apenas os fracos vão fracassar!”, clamou Trump em outra publicação. Em mensagem posterior, afirmou: “As grandes empresas não estão preocupadas com as tarifas, porque sabem que estão aqui para ficar.”

‘Muito cedo’

Vários países tentam reduzir os efeitos com negociações bilaterais, como o Vietnã, um dos mais afetados.  O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, reuniu-se nesta sexta-feira com seus pares americanos e informou que a UE está “comprometida com negociações sérias” e “disposta a defender seus interesses”.  Os vietnamitas também tentaram a sorte. “O Vietnã quer reduzir suas tarifas aduaneiras a zero se conseguir chegar a um acordo com os Estados Unidos”, informou Trump após uma conversa por telefone com o mandatário vietnamita, To Lam. Foi uma “discussão muito produtiva”, acrescentou.

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central) , Jerome Powell, alertou que as tarifas de Trump “provavelmente aumentarão a inflação” e  podem aumentar o desemprego e desacelerar o crescimento dos Estados Unidos.    Mas o presidente se mostrou relutante e disse que este é “o momento perfeito” para baixar as taxas de juros nos Estados Unidos. É “muito cedo” para ajustar a política monetária, respondeu Powell. Segundo a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, sigla em inglês), Rebeca Grynspan, o aumento das tarifas aduaneiras “atingirá mais duramente os vulneráveis e os pobres”.

AFP

Trump diz que não vai ceder sobre tarifas que afetam o Brasil

Donald Trump afirmou que não cederá no que diz respeito às últimas tarifas aplicadas por seu governo, incluído a taxação sobre aço e alumínio que afetam o Brasil. A declaração do presidente dos Estados Unidos aconteceu nesta quinta-feira (13), na Casa Branca.

“Não vou ceder nem um pouco”, declarou o líder norte-americano quando questionado sobre sua guerra tarifária. Para Trump, os EUA foram “enganados durante anos”, cenário que ele busca reverter por meio da imposição de taxas. Além disso, o presidente norte-americano também afirmou que não vai mudar de ideia sobre a aplicação de tarifas recíprocas contra países que taxam os EUA. Elas estão previstas para entrar em vigor no próximo dia 2 de abril, de acordo com a Casa Branca.

Diario de Pernambuco

Tarifas de Trump sobre aço e alumínio entram em vigor

As tarifas de 25% sobre as importações dos Estados Unidos de aço e alumínio entraram em vigor nesta quarta-feira (12). Em um comunicado, o porta-voz da Casa Branca afirmou que a decisão anunciada por Donald Trump no início de fevereiro vale para “o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais”.

“De acordo com suas ordens executivas anteriores, uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio, sem exceções ou isenções, entrará em vigor para o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais à meia-noite de 12 de março”, disse Kush Desai.

A medida afeta diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores do material para os norte-americanos. A medida vai atingir importações de metal de todos os países, incluindo antigos aliados e importantes exportadores de aço e alumínio para os EUA, como é o caso brasileiro.

De acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA, o Brasil é atualmente o terceiro maior fornecedor de aço para os norte-americanos, atrás apenas de Canadá e México.

A Tarde

‘Fale manso comigo’, diz Lula sobre Donald Trump durante evento em MG

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disparou nesta terça-feira (11) contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante discurso em Minas Gerais, Lula afirmou que não adianta Trump “ficar gritando”, e pediu que o republicano “fale manso” com ele.

“Não adianta o Trump ficar gritando de lá, porque eu aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo,  que eu aprendi a respeitar as pessoas e quero ser respeitado. É assim que a gente vai governar esse país”, declarou o presidente Lula.

“Quero sair da Presidência entregando mais do que eu prometi nas eleições. O Brasil passou a ser um país respeitado. O Brasil não quer ser maior do que ninguém, mas o Brasil não aceita ser menor. Queremos ser iguais. Porque, sendo iguais, a gente aprende a se respeitar mutuamente”, acrescentou ainda.

Trump mudou política externa dos EUA

Trump adotou uma política externa mais agressiva após assumir o comando dos Estados Unidos, ameaçando invasões do Canadá, Groenlândia e Panamá, e aumentado as tarifas de importação. Uma das medidas afeta diretamente o Brasil, com taxa de 25% sobre o aço exportado para os EUA, que deve entrar em vigor amanhã (12).

Além disso, Trump também ameaçou taxar países do Brics, inclusive o Brasil, caso o bloco avance no seu objetivo de criar mecanismos para negociar internamente sem o uso do  dólar, algo que o Brasil já se comprometeu a fazer, como presidente do bloco neste ano.

O petista participou nesta manhã da inauguração do novo centro de desenvolvimento de produtos de mobilidade híbrida-flex da Stellantins em Betim, Minas Gerais. O governador do estado, Romeu Zema (Novo), também participou, e os dois líderes também trocaram farpas em cima do palanque.

Diario de Pernambuco

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