Na expectativa de conseguir se reunir novamente com o presidente norte-americano Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14), para Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7. A viagem foi antecipada porque existe a possibilidade de o republicano participar apenas da abertura do evento, marcada para segunda-feira, 15. Apesar da expectativa de um novo encontro, o Palácio do Planalto não formalizou um pedido de reunião.
A avaliação é que não haveria justificativa para uma agenda bilateral logo após a recente conversa realizada entre os dois líderes na Casa Branca. Dessa forma, o encontro ainda é incerto. Interlocutores do Planalto, porém, não descartam que um diálogo possa ocorrer em moldes mais informais.
Por que Lula quer encontrar Trump novamente?
Desde a reunião na Casa Branca, três temas geraram tensão entre Brasil e Estados Unidos: a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano; a ameaça de tarifa de 25% no âmbito da Seção 301; a cobrança de 12,5% relacionada a alegações de falhas no combate ao trabalho forçado.
A intenção de Lula é entender melhor o alcance dessas medidas e, caso haja espaço para negociação, buscar uma solução que evite impactos na relação comercial entre os dois países.
Compromissos na cúpula – Durante o G7, Lula deve retomar uma pauta que tem defendido em fóruns como o G20 e o Brics: a ampliação da participação dos países emergentes nas discussões globais. O Brasil participará de sessões abertas aos países convidados. Na terça-feira, 16, o debate será sobre parcerias internacionais. Na quarta-feira, 17, a discussão terá como foco o crescimento econômico equilibrado.
Nos discursos previstos para a cúpula, Lula também deve fazer críticas a medidas consideradas unilaterais e protecionistas, sem citar diretamente o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos.
A Tarde
