Jogadores do time do goleiro Bruno são acusados de estupro coletivo

A prisão de quatro jogadores do Vasco da Gama do Acre por suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres, em Rio Branco, mergulhou o clube em uma das maiores crises de sua história recente. O caso, que teria ocorrido no último fim de semana no alojamento da equipe, no bairro São Francisco, é investigado sob sigilo pela Polícia Civil.

O atacante Erick Luiz Serpa Santos foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia. Já Alex Pires Bastos Junior, o Lekinho, Brian Peixoto Henrique e Matheus da Silva Azeredo, esse último mais conhecido como Manga, apresentaram-se às autoridades e tiveram a prisão temporária de 30 dias determinada pela Vara Estadual das Garantias. A decisão judicial considerou a gravidade e a natureza hedionda do crime investigado.

De acordo com informações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), durante depoimentos, as duas jovens afirmaram ter sido abusadas após conhecerem os atletas por meio de redes sociais e se dirigirem ao alojamento do clube. Uma delas relatou que estava sob efeito de álcool e em condição de vulnerabilidade, quando sofreu a violência. A outra declarou ter sido violentada por mais de um homem. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que detalhes não serão divulgados para preservar as vítimas e a apuração. Os jogadores negam as acusações.

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, revelou que o governo estadual acompanha o caso e garante assistência às vítimas. As informações são do site Band. Diante das graves acusações, o treinador do Vasco-AC afirmou que os atletas envolvidos serão responsabilizados por suas ações.

Contratação do goleiro Bruno intensifica crise – Enquanto lida com a repercussão das denúncias, o clube anunciou a contratação do goleiro Bruno Fernandes, ex-Clube de Regatas do Flamengo. O atleta foi apresentado como reforço para a partida desta quinta-feira, 19, válida pela primeira fase da Copa do Brasil, contra o Velo Clube. A chegada ocorre em meio à crise institucional provocada por acusações que envolvem parte do elenco, ampliando a repercussão dentro e fora de campo, enquanto as investigações seguem em andamento.

O nome do goleiro remete ao caso que ganhou projeção nacional em 2010, após o desaparecimento de Eliza Samudio, que o acusava de agressão e disputava na Justiça o reconhecimento da paternidade de seu filho. As apurações concluíram que Eliza foi assassinada, em um crime que contou com a participação de outras pessoas.Em 2013, Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, em um episódio que provocou amplo debate público e marcou o esporte brasileiro.

A Tarde

Famílias de reféns acusam Netanyahu de ser obstáculo para acabar com guerra em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é o principal obstáculo para a libertação dos reféns ainda em Gaza, denunciou neste sábado (13) o Fórum das Famílias de Reféns, principal organização israelense que reúne os parentes das pessoas em cativeiro.

“A operação seletiva realizada no Catar demonstrou, sem sombra de dúvida, que existe um obstáculo para a libertação dos reféns e o fim da guerra: o primeiro-ministro Netanyahu”, escreveu em comunicado, referindo-se ao recente ataque israelense contra uma reunião de membros do Hamas no rico emirado do Golfo.

“Cada vez que um acordo se aproxima, Netanyahu o sabota”, denunciou esta organização, pouco depois de o premiê acusar os líderes do movimento islamista palestino Hamas de estender a guerra e frustrar os esforços para alcançar um cessar-fogo.

“Os chefes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se preocupam com o povo em Gaza. Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo para prolongar a guerra indefinidamente”, declarou na rede social X. “Livrar-se deles eliminaria o principal obstáculo para libertar todos os nossos reféns e encerrar a guerra”, acrescentou.

O Fórum de Familiares, no entanto, classificou a acusação como a última “desculpa” de Netanyahu para não trazer de volta os reféns. “Chegou o momento de acabar com as desculpas destinadas a ganhar tempo para que ele possa se manter no poder”, afirmou. Combatentes islamistas liderados pelo Hamas capturaram 251 pessoas durante os ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel, que desencadearam a guerra em Gaza. Quarenta e sete dos reféns continuam em Gaza, incluindo 25 que, segundo o exército, faleceram.

AFP

Preso, Hytalo Santos é alvo de nova acusação grave que envolve menor

Hytalo Santos foi alvo de mais uma acusação grave. Ex-amigo do influenciador, Erick Santos revelou que ele dopava uma adolescente que costumava aparecer em seus vídeos para poder sair sem a companhia dela. Hytalo está preso após o youtuber Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, denunciar a exploração de menores em um vídeo que alcançou 47 milhões de visualizações.

Erick, que também é influenciador, deu uma entrevista ao Profissão Repórter, da TV Globo, e contou que Hytalo usou o medicamento Dramin para dopar a jovem durante uma viagem a São Paulo (SP), em 2020.

“Ninguém nunca sabia qual era a verdadeira idade dela. Uma hora tinha 15, outra já tinha 16. A menina claramente com cara de criança”, contou Erick. Segundo ele, a menor foi dopada e deixada sozinha em uma casa na capital paulista. “O que o Hytalo nos passava é que: ‘Quando a gente for jantar, coloca três dramins [medicamento para enjoo que dá sono] no suco dela, porque ai vai dar um sono e quando ela dormir a gente sai escondido’”. Além disso, Erick apontou a possível motivação de Hytalo: “Isso porque ela tinha muita vontade de ir para os lugares que ela não entraria”.

Presos há 12 dias, Hytalo Santos e o marido, Israel Natã, conhecido como Euro, são alvo de uma investigação do Ministério Público Paraíba (MPPB) que apura os crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil. O influenciador é investigado por duas ações do órgão, além de uma apuração do Ministério Público do Trabalho. A prisão dele e do marido envolveu o MPPB em atuação conjunta com o MPT, a Polícia Civil da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal. O caso ganhou veio à tona após um vídeo feito pelo influenciador Felca, que denunciou a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. Felca reproduziu vídeos feitos pelo influenciador investigado, nos quais aparece com menores de idade em supostos contextos sexuais.

A Tarde

Policiais militares são alvos de operação por duplo homicídio na Bahia

Dois policiais militares se tornaram alvos da segunda fase da Operação Krampus, deflagrada na manhã desta quarta-feira (20). Os agentes são investigados por um duplo homicídio na zona rural da cidade de Campo Formoso, em outubro de 2024. Além do município onde houve o registro, mandados são cumpridos nas cidades de Senhor do Bonfim e de Juazeiro em endereços ligados aos investigados. A polícia não deu mais detalhes sobre o crime.

A ação integrada aconteceu através da Secretaria da Segurança Pública, através da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), o Ministério Público, e as Polícias Militar e Civil. Participam da operação equipes da COGER da SSP, dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (GEOSP) do MP, da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Senhor do Bonfim) e da Corregedoria da Polícia Militar.

A Tarde

Barroso rebate acusação sobre “ditadura do Judiciário” no Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, rebateu nesta segunda-feira (18) acusações de que há no país uma “ditadura do Judiciário”. Sem citar críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, Barroso disse que considera “imprópria e injusta” a acusação. O ministro participou de um evento em Cuiabá.

“Só afirma isso quem nunca viveu uma ditadura. Ditaduras são regimes políticos com falta de liberdade, em que há censura, pessoas que são aposentadas compulsoriamente. Nada isso acontece no Brasil”, afirmou. Barroso também descartou rumores de que deixará o Supremo após sair da presidência da Corte. “Não estou me aposentando, estou feliz da vida”, completou. No dia 29 de setembro, Barroso deixará o cargo após completar mandato de dois anos. Ele será sucedido por Edson Fachin. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes.

Ataques ao judiciário

A Justiça Brasileira tem sido alvo de ataques de autoridades dos Estados Unidos, que acusam o Supremo Tribunal Federal de violar a liberdade de expressão em decisões contra empresas de tecnologia americanas e de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da trama de golpe de Estado que culminou no 8 de janeiro de 2025, quando apoiadores de Bolsonaro atacaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

No fim de julho, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou sanções financeiras contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com base em uma lei local, a Lei Magnitsky, criada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”.

As tentativas de interferências na Justiça Brasileira tiveram início depois que o deputado federal Eduardo Boilsonaro se licenciou do cargo na Câmara e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal contra Eduardo e o pai, Jair.

Os americanos também citaram esses argumentos para justificar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre importações vindas do Brasil. Apesar de prever mais de 700 exceções, as tarifas afetam setores importantes da economia brasileira, como o agronegócio.

Motim no Congresso

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro protagonizaram recentemente um motim no Congresso Nacional contra a decisão em que Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro, pelo descumprimento reiterado de medidas cautelares. Deputados e senadores ocuparam as mesas diretoras das duas Casas para obstruir as votações, até que fosse votado um projeto que prevê anistia aos condenados e acusados pelos ataques do 8 de janeiro, além de um pedido de impeachment de Moraes e mudanças no foro de senadores e deputados para que eles não fossem mais julgados pela suprema corte.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), enviou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 deputados da oposição que participaram do motim.

Agência Brasil

 

 

 

Lula sobe tom contra Trump e o acusa de mentir sobre Brasil

O presidente Lula (PT) subiu o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,contra as “inverdades” proferidas pelo mandatário sobre o Brasil em meio a guerra comercial entre as nações. O petista afirmou que o país deve ser tratado com respeito mesmo não sendo uma super potência.

“Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil. O Brasil não é um país rico, o Brasil não tem um PIB que tem os americanos, o Brasil não tem o PIB que tem a China, mas nós temos um povo que merece respeito”, disse Lula.

As declarações de Lula feitas na sexta-feira (15), durante discurso, na inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM, em São Paulo, acontecem um dia após Trump classificar o Brasil como um dos “piores parceiros comerciais” dos Estados Unidos e mentir sobre as tarifas de exportações. “O Brasil tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas, como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito mais do que estávamos cobrando. E não estávamos cobrando nada essencialmente”, disse o americano.

Na ocasião, o presidente também defendeu a relação comercial firmada com a China. “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”. Lula ainda chamou de “turbulência desnecessária” o movimento que os EUA vem protagonizando contra o Brasil, sob a justificativa de que retaliação ao julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós temos democracia, aqui no Brasil nós temos direitos humanos, e o ex-presidente está sendo julgado. Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum deputado, ele está sendo julgado por delação de seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar em 8 de janeiro de 2023″, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes. E completou: “No plano de golpe dele estava previsto matar a mim, matar ao Alckmin e matar o presidente da Corte eleitoral que está julgando ele”, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes.

Trump ataca Brasil
O Brasil voltou a ser alvo de duras críticas dos Estados Unidos (EUA). Nesta quinta-feira, 14, o presidente Donald Trump criticou a parceria comercial com o país de Lula (PT) e voltou a atacar o sistema Judiciário brasileiro.

“E o Brasil tem algumas leis ruins em vigor onde eles pegaram um presidente e colocaram na prisão ou estão tentando prendê-lo e acontece que eu conheço o homem e vou te dizer: ‘Eu sou muito bom em pessoas, eu acho que isso é uma execução política o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro”, afirmou o presidente dos EUA. As declarações do republicano referem-se às sanções econômicas de 50% sobre as exportações brasileiras, que entraram em vigor no último dia 6 deste mês.

Trump planeja mais sanções ao STF após reunião
O presidente americano sentou à mesa hoje com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo, em Washington. Após o encontro, os EUA voltaram a falar em sanções. A Casa Branca estuda sancionar com a Lei Magnitsky, a mesma usada contra Moraes, os ministros que condenarem o ex-presidente por golpe de Estado. Integram o colegiado Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A Tarde

 

Filho de João Gilberto tem prisão decretada após acusar ex-mulher de sequestro

João Marcelo Gilberto, filho do compositor João Gilberto e da cantora Astrud Gilberto, teve a prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro por descumprir ordens judicias e acusar a ex-mulher, Adriana Magalhães, de ter sequestrado a filha deles. A decisão também ordena a suspensão da conta de João no Facebook.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, do Cartório do 5º Juizado de Violência Doméstica, mandou oficiar a Interpol e as polícias Marítima, Aérea e de Fronteira. João Marcelo mora em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A juíza ordena ainda que o Facebook suspenda a conta de João Marcelo sob pena de aplicação de multa à empresa no valor de R$ 10 mil por publicação. O advogado que representa Adriana e a filha afirma que “o insistente descumprimento das ordens judiciais para que interrompesse a divulgação de notícias falsas contra sua ex-mulher, por um suposto sequestro da própria filha” provocaram a determinação da prisão.

A juíza afirmou em sua decisão que “a segregação do requerido é a única medida capaz de fazer valer a autoridade das decisões judiciais, garantir a segurança da vítima e evitar a prática de novas infrações”.

A defesa de João Marcelo argumentou que seu comportamento foi está pautado “pelo direito de liberdade de expressão”. Conforme o colunista Ancelmo Gois, do O Globo, a advogada Deborah Sztajnberg afirmou que vai recorrer da decisão e que João Marcelo não será preso pois, além de ser cidadão americano, existe um parecer do Ministério Público que diz que o homem apenas relata fatos verídicos.

Bahia Notícias