Trump diz ter deixado ordem para atacar Irã caso seja assassinado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter deixado ordens para uma ofensiva militar de grandes proporções contra o Irã caso Teerã cumpra as ameaças de assassiná-lo. Na prática, porém, o governo americano não dispõe de um mecanismo legal que autorize uma retaliação automática após a morte do presidente.

Nesse cenário, a transferência de poder seria regida pela 25ª Emenda à Constituição e pela Lei de Sucessão Presidencial de 1947. O vice-presidente JD Vance assumiria imediatamente a Presidência e o comando das Forças Armadas, com autoridade para decidir sobre qualquer resposta militar. Ele poderia seguir a orientação de Trump, adotar outra forma de retaliação ou optar por não executá-la.

“Os Estados Unidos nunca utilizaram um mecanismo automático desse tipo, por uma série de razões”, disse Garrett M. Graff, autor de um livro sobre os planos de continuidade do governo americano em situações de catástrofe. Segundo ele, mesmo que Trump tenha deixado ordens prévias, a autoridade para determinar um ataque passaria imediatamente ao vice-presidente ou ao sucessor designado.

Trump escreveu neste sábado (11) em sua rede social que o Irã fez ameaças de assassiná-lo e afirmou que “mil mísseis estão prontos e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros que seriam lançados imediatamente caso o governo iraniano leve a ameaça adiante”. O presidente não mencionou o uso de armas nucleares.

Horas depois, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país continuará buscando vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques americanos e israelenses que deram início à guerra em fevereiro. “Essa vingança é a vontade de nossa nação e certamente será levada adiante”, disse em pronunciamento transmitido pela televisão estatal iraniana.

O Wall Street Journal informou nesta semana que Israel alertou autoridades americanas sobre novos planos iranianos para matar Trump. A Casa Branca não comentou a reportagem, mas o presidente fez referência às ameaças durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Turquia. “Eles querem eliminar o líder dos Estados Unidos, que sou eu”, afirmou. Questionado depois sobre o tema a bordo do Air Force One, Trump respondeu: “Sou o número um na lista deles.”

Ameaças iranianas contra Trump e outras autoridades americanas não são inéditas. Em 2022, o governo de Joe Biden advertiu Teerã de que ataques contra cidadãos dos Estados Unidos teriam consequências graves, após a revelação de um plano para assassinar John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Trump. Em 2024, durante a campanha presidencial, autoridades americanas voltaram a alertar o Irã e afirmaram que um ataque contra Trump seria considerado um ato de guerra.

Estadão Conteúdo

Trump concorda em retomar negociações com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje nas redes sociais que aceitou o pedido do Irã de regressar à mesa das negociações, apesar de insistir, no entanto, que o cessar-fogo entre os dois países terminou. “A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as negociações. Nós concordamos, mas os Estados Unidos destacaram de forma inequívoca que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu. Segundo a mídia iraniana, uma delegação do Catar, um dos mediadores do conflito, já esta em Teerã para conversações a fim de tentar recuperar o caminho para um cessar-fogo e o fim da guerra. A imprensa dos EUA também confirma a notícia.

O Catar instou ambas as partes a honrarem o memorando de entendimento e a darem continuidade às conversações para evitar uma nova escalada do conflito. O primeiro-ministro e chanceler catari, o xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, disse na rede social X que fez o apelo durante uma chamada com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, outro mediador nas negociações. Al Thani ainda ressaltou a necessidade de proteger a liberdade de navegação através do Estreito de Ormuz, alertando que a passagem segura continua a ser essencial para a segurança regional.

A embaixadora adjunta dos EUA na ONU, Tammy Bruce, também declarou na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que os EUA preferem uma solução diplomática para o conflito com o Irão, mas, ao mesmo tempo, disse que estão prontos para responsabilizar o Irã pelos seus atos que desafiam a paz e a segurança internacionais. “Esperamos que o Irã opte por voltar a cumprir as suas obrigações e se envolva seriamente em negociações para alcançar um acordo final. Embora o diálogo ainda seja possível, não podemos negociar enquanto o Irã não cumprir obrigações básicas, obrigações simples como não disparar sobre alvos civis”, afirmou Bruce.

Os últimos confrontos entre norte-americanos e iranianos recomeçaram na terça-feira com troca de ataques, considerados os mais intensos desde a assinatura do acordo preliminar em 17 de junho. Os Estados Unidos atacaram o Irã por duas noites seguidas, acusando Teerã pelos recentes bombardeios contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã retaliou com ofensivas contra bases militares norte-americanas em países aliados do Oriente Médio.

Por sua vez, Trump declarou o fim da trégua e criticou duramente os líderes iranianos, que classificou de doentes e malucos. A escalada das tensões decorreu em plenas cerimônias fúnebres do líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra iniciada a 28 de fevereiro por bombardeios israelenses e americanos. Enquanto isso, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, adiantou que o seu país está pronto para a defesa total, caso isso seja necessário. Ghalibaf acusou Washington de trair o memorando de entendimento, avisando que esta nova fase da guerra nunca vai terminar com a rendição do Irã.

Diario de Pernambuco

Número dois do Estado Islâmico é morto em ação conjunta dos EUA e Nigéria

Estados Unidos e Nigéria anunciaram que mataram o número dois na linha de comando global do grupo Estado Islâmico (EI) em uma operação conjunta no país africano, cenário frequente de ataques do movimento extremista. O norte da Nigéria, o país mais populoso da África, enfrenta a violência de grupos jihadistas e de grupos criminosos, chamados localmente de “bandidos”, que atacam vilarejos com frequência e recorrem a sequestros em massa para extorquir os moradores.

“Abu Bilal al Minuki, segundo na linha de comando do EI em todo o mundo, pensou que poderia se esconder na África, mas não sabia que tínhamos fontes que nos mantinham informados sobre o que ele estava fazendo”, afirmou na sexta-feira o presidente americano Donald Trump. Em sua rede Truth Social, Trump escreveu que “o terrorista mais ativo do mundo” foi eliminado em “uma missão meticulosamente planejada e muito complexa” e seguindo suas ordens.

Abu Bilal al Minuki nasceu em 1982 no estado de Borno, noroeste da Nigéria. “Com a eliminação dele, as capacidades operacionais do EI em todo o mundo ficam consideravelmente reduzidas”, acrescentou Trump. O presidente nigeriano Bola Tinubu e seu Exército confirmaram a informação neste sábado.

“Nossas Forças Armadas nigerianas, determinadas e em estreita colaboração com as Forças Armadas dos Estados Unidos, executaram uma ousada operação conjunta que desferiu um duro golpe às fileiras do Estado Islâmico”, afirmou Tinubu em um comunicado.
O Exército nigeriano descreveu Abu Bilal al Minuki como um “alto dirigente do Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos do mundo”. Trump alega que os cristãos da Nigéria são “perseguidos” e vítimas de um “genocídio” perpetrado por “terroristas”.

Abuja e a maioria dos especialistas negam categoricamente a afirmação, já que a violência afeta cristãos e muçulmanos de maneira indistinta. O Exército americano, em coordenação com as autoridades nigerianas, bombardeou o estado de Sokoto no período de Natal, ações direcionadas, segundo Washington, contra jihadistas do Estado Islâmico. Desde então, os dois países reforçaram sua cooperação militar.

AFP

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

Lula eleva tom contra guerras e fala em ameaça global na Europa

Cumprindo agenda na Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, neste sábado, 18. Na ocasião, o petista elevou o tom ao criticar guerras e defender a paz nas relações internacionais. “Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, disse Lula, sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao tratar do tema, Lula citou conflitos no Oriente Médio, a investida americana contra o Irã e questionou se a população mais pobre deve pagar pela “irresponsabilidade de guerras”. O presidente brasileiro também criticou os gastos militares globais. “O que não pode é o mundo gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas e o povo passando fome”, afirmou.

Entenda o evento – A 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre reúne chefes de Estado e de governo para debater o fortalecimento da democracia e os desafios globais. Criado em 2024 por iniciativa de líderes progressistas, entre eles Lula e o espanhol Pedro Sánchez, o fórum busca ampliar a articulação internacional diante do avanço de movimentos autoritários.

A Tarde

Papa faz alerta contra a guerra no Domingo de Ramos

O papa Leão XIV fez uma advertência neste domingo (29) a “quem faz a guerra”, no contexto de um conflito que se prolonga no Oriente Médio. “Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra, que não escuta, mas rejeita a oração de quem faz a guerra”, advertiu o pontífice em sua homilia do Domingo de Ramos.

“Estamos mais do que nunca próximos, por meio da oração, dos cristãos do Oriente Médio, que sofrem as consequências de um conflito atroz e que, em muitos casos, não podem viver plenamente os ritos destes dias santos”, prosseguiu o papa, após oração do Angelus. “Mesmo enquanto a Igreja contempla o mistério da Paixão do Senhor, não podemos esquecer aqueles que, hoje, participam concretamente em seu sofrimento (…) Elevemos nossa oração ao Príncipe da paz, para que sustente os povos feridos pela guerra e abra caminhos concretos de reconciliação e de paz”, continuou o pontífice.

No domingo 22 de março, o papa afirmou que seguia “observando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo dilaceradas pela guerra e pela violência”. “Não podemos ficar em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, vítimas inocentes destes conflitos. O que fere a eles, fere a humanidade inteira. A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um clamor diante de Deus”, acrescentou.

AFP

“Não estão lá por nós”, Trump questiona Otan por Estreito de Ormuz

\O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (27) sua decepção com os aliados da Otan por não enviarem apoio militar para garantir a segurança do Estreito de Ormuz durante a guerra no Oriente Médio.

“Eles não estiveram lá por nós”, disse Trump em um evento econômico em Miami. “Gastamos centenas de bilhões de dólares por ano na Otan, centenas, protegendo-os, e sempre estaríamos lá por eles, mas agora, por causa de suas ações, suponho que já não temos por que estarmos lá, não é?”

“Por que estaríamos lá para eles se eles não estão lá por nós? Eles não estiveram lá por nós”, insistiu Trump sobre seus aliados europeus, com os quais protagonizou fortes embates desde que retornou à Casa Branca em 2025.

AFP

Papa Leão XIV pede cessar-fogo e diálogo para acabar com guerra no Oriente Médio

O papa Leão XIV voltou a clamar veementemente pela paz no Oriente Médio neste domingo (15), em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que ocorrem desde o dia 28 de fevereiro. Após a oração do Angelus ao meio-dia deste IV Domingo da Quaresma, o pontífice invocou cessar-fogo na região da janela do escritório do Palácio Apostólico que dá para a Praça São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma.

Leão XIV pediu orações a todos aqueles que choram a perda de parentes e amigos mortos em consequência dos bombardeios. “Há duas semanas, os povos do Oriente Médio sofrem a violência atroz da guerra”, afirmou. “Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras forçadas a abandonar suas casas. Renovo minha proximidade em oração a todos aqueles que perderam seus entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e centros habitados.”

O papa disse estar muito preocupado com a situação no “amado” Líbano. Conforme destacou, o país está dilacerado pelos confrontos entre o Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel (IDF). Por fim, o pontífice apelou para um que se substitua o uso das armas pelo diálogo, “o único capaz de garantir a paz pela qual todos os povos anseiam.”

Estadão Conteúdo

Trump afirma que Irã está “totalmente derrotado” e busca acordo que ele rejeitaria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado (14), que o Irã, que está “totalmente derrotado” e quer fazer um acordo que o republicano não aceitaria. “A mídia de notícias falsas detesta noticiar o quão bem as Forças Armadas dos EUA se saíram contra o Irã, que está totalmente derrotado e quer um acordo – mas não um acordo que eu aceitaria! Agradeço a atenção dispensada a este assunto”, escreveu o republicano na Truth Social.

O conflito entre os EUA e o Irã está em curso há duas semanas. Neste sábado, inclusive, Trump disse que foram destruídas instalações militares em uma ilha vital para a rede petrolífera do Irã e alertou que a infraestrutura petrolífera iraniana poderá ser o próximo alvo caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Estadão Conteúdo

Febre entre turistas, Dubai também é atingida pela guerra

De longe, o suntuoso hotel Burj Al Arab, de Dubai, parece um enorme veleiro que, durante muito tempo, representou a opulência da cidade. Mas um drone iraniano o incendiou e o transformou em um símbolo da crise que assola a região. Os moradores ficaram horrorizados no sábado e neste domingo (1º) ao ver centenas de drones e mísseis atacando os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, durante muito tempo à margem dos conflitos regionais.

Dubai, que em questão de décadas passou de um miserável posto avançado a um paraíso fiscal cosmopolita e repleto de arranha-céus, viu seus alvos atingidos carregados de simbolismo. Junto com o Burj Al Arab, um edifício muito querido de 1999, as explosões também sacudiram um hotel cinco estrelas situado na luxuosa área de Palm Jumeirah, um ostentoso polo de lazer para pessoas abastadas.

O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em tráfego internacional, e o porto de Jebel Ali também foram atingidos. As duas instalações representam cerca de 60% das receitas de Dubai, segundo estimativas oficiais. Dalia, uma libanesa expatriada de 33 anos, estava na popular praia de Kite Beach, perto do Burj Al Arab, no sábado, quando os sistemas de defesa aérea começaram a destruir mísseis e drones no céu. Mais tarde, um drone interceptado provocou um incêndio na parte inferior da fachada do edifício.

“Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab (…) ao ver uma nuvem de fumaça sobre Kite Beach”, disse Dalia, que preferiu não revelar seu sobrenome. “Não me senti insegura nem pensei que Dubai pudesse perder seus monumentos emblemáticos, mas isso me fez perguntar: e se as coisas realmente saírem do controle?”, acrescentou.

“Meu refúgio seguro” – Um médico, na casa dos sessenta anos, contou à AFP que se mudou para Dubai fugindo da crise econômica em que seu Líbano natal está mergulhado. No domingo, evitou ir a Kite Beach, como costuma fazer toda semana, porque “teria sido deprimente demais ver qualquer sinal de dano no Burj”.

“Dubai é meu refúgio seguro, mas a guerra nos seguiu do Líbano até aqui”, comentou o médico, que não quis revelar seu nome. “Ainda considero Dubai um lugar seguro, mas está claro que dessa escalada ninguém escapou”, acrescentou. Muitos têm mais carinho pelo Burj Al Arab, o primeiro edifício de Dubai mundialmente conhecido, do que pelo impressionante Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 no centro da cidade. Às vezes promovido como um hotel sete estrelas, ele é lembrado por muitos pela partida de tênis disputada por Roger Federer e André Agassi em 2005 em seu heliporto, a 210 metros de altura.

The Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira com elegantes mansões e hotéis de luxo, é igualmente famosa, em parte pelas celebridades que viveram ali, como os Beckham. Os sábados em Dubai costumam ser dominados pelos famosos e longos “brunches” regados a álcool — um pilar fundamental da vida social da cidade —, mas os desta semana foram interrompidos por uma enorme explosão, seguida de um incêndio, no hotel Fairmont.

Atacar um projeto  – “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, disse uma expatriada britânica que vive nas proximidades e que correu para se abrigar no porão de seu prédio junto com outras 150 pessoas. No domingo, ainda se via fumaça no porto de Jebel Ali, e vários seguranças afastavam curiosos que tentavam dar uma olhada na fachada danificada do hotel e nos arbustos carbonizados. Em frente ao local havia um táxi com o vidro traseiro estilhaçado, e um prédio próximo, do outro lado da rua, tinha uma janela quebrada, feita em pedaços.

“Nunca esquecemos que estamos em um país do Oriente Médio e isso é uma prova de que nunca se sabe o que vai acontecer”, afirmou a britânica. Ao atingir as joias econômicas de Dubai e os símbolos de seu sucesso, o Irã atacou um projeto que ganhou inúmeros imitadores, incluindo a Arábia Saudita, que está tentando atrair turistas, talentos e dinheiro. Mas, apesar da ofensiva repentina, os moradores de Dubai ainda não estão fazendo as malas. “Continuamos vivendo praticamente no lugar mais seguro do mundo. Isso é perturbador, mas não a ponto de irmos embora de Dubai”, apontou seu marido.

AFP

Guarda Revolucionária do Irã promete “a ofensiva mais feroz da história” contra Israel e EUA

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, prometeu neste domingo (1º) a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e Estados Unidos, após os ataques lançados na véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei. “A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveu a Guarda Revolucionária no Telegram.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária também condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista” e acrescentou: “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”.

A república islâmica também decretou neste domingo um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Khamenei, aos 86 anos, que estava no poder desde 1989, anunciou a televisão estatal.

AFP

Forças iranianas reagem a ataque dos EUA e lançam mísseis contra Israel

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado (28). O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. “Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las”, afirmou a organização de Israel nas redes sociais. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas “iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis”.

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado “medidas prévias” para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Sobe para 51 número de mortos em ataque a escola iraniana – Pelo menos 51 alunas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou uma autoridade provincial citada pela imprensa estatal. “No ataque israelense com mísseis desta manhã contra uma escola primária de meninas no condado de Minab, 51 alunas morreram até o momento e 60 ficaram feridas”, indicou o governador do condado. O balanço anterior registava 24 mortos neste ataque, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos. Pelo menos 45 outras pessoas ficaram feridas no ataque em Minab, na província de Hormozgan, no Irã. A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã tem uma base na cidade.

Irã levará inimigos ao arrependimento, diz embaixador do país no Brasil – O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado (28) o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico “levará todos os inimigos ao arrependimento”. Assim como o Irã entrou seriamente nas negociações, agora, com seriedade e poder, levará todos os inimigos ao arrependimento.  Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque. “Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país”, diz o texto.

Diario de Pernambuco

“Fúria épica”: EUA e Israel anunciam que atacaram Irã

Anunciado várias vezes pelo presidente Donald Trump, o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã aconteceu neste sábado (28). Em parceria com o governo de Israel, os EUA lançaram mísseis contra Teerã, a capital do país do Oriente Médio, e outras cidades. Segundo o portal G1, até as 6h30, não havia informações concretas sobre danos, mortos e feridos. Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a meta dos ataques acabar com o programa nuclear do Irã. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo.

Trump – O presidente Donald Trump se manifestou sobre a ação. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social. Trump reconheceu que poderia haver baixas americanas em caso de retaliação do Irã.
O presidente americano disse que “isso acontece frequentemente em guerras”. Trump afirmou que pretende destruir o arsenal de mísseis do Irã e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.”

Tensão – A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta (26), em Genebra, na Suíça. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (2). Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Crise – O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

História – EUA e Irã têm desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, em vigor até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.

Diario de Pernambuco/Com informações do G1

Paquistão declara ‘guerra aberta’ a autoridades talibãs do Afeganistão e ataca Cabul

O governo paquistanês declarou, nesta sexta-feira (27, data local), uma “guerra aberta” às autoridades talibãs do Afeganistão e bombardeou grandes cidades do país vizinho, incluindo a capital Cabul, após meses de ataques letais entre os dois países. As agressões foram retomadas na quinta-feira entre o Paquistão, uma potência nuclear, e seu vizinho governado pelos talibãs, quando as forças afegãs atacaram tropas fronteiriças paquistanesas em “represália” a bombardeios anteriores.

Paquistão e Afeganistão, que durante muito tempo mantiveram relações cordiais, protagonizam enfrentamentos esporádicos desde que os talibãs retomaram o controle de Cabul em 2021. Islamabad acusa as autoridades talibãs de oferecerem cobertura a militantes armados que lançam ataques contra o território paquistanês, algo que Cabul nega. “Nossa paciência chegou ao limite. A partir de agora, é uma guerra aberta entre nós e vocês”, garantiu o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, na rede social X.

Pouco antes, jornalistas da AFP nas cidades de Cabul e Kandahar presenciaram fortes explosões e aviões sobrevoando a área. O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, assegurou que esses ataques contra o Afeganistão constituíam uma “resposta adequada” às ações de seu vizinho. Ao mesmo tempo, um porta-voz das autoridades talibãs do Afeganistão, Zabihullah Mujahid, anunciou no X que suas operações aéreas seriam retomadas “em grande escala contra posições de soldados paquistaneses”, após as realizadas no dia anterior e a resposta de Islamabad.

Troca de ataques – O Exército talibã do Afeganistão atacou na quinta-feira instalações militares fronteiriças no Paquistão em represália, segundo Cabul, a vários bombardeios letais, o que provocou uma resposta “imediata e enérgica” das forças paquistanesas. “Dezenas de soldados paquistaneses morreram”, “vários também ficaram feridos e outros foram tomados como prisioneiros”, afirmou o porta-voz talibã Mujahid. Ele acrescentou à AFP que mais de 15 postos avançados paquistaneses tinham caído no espaço de duas horas.

Essa informação foi desmentida por um porta-voz do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Segundo ele, “nenhum posto paquistanês foi tomado ou danificado”, enquanto os talibãs afegãos sofreram “grandes perdas”. Essas “ofensivas em larga escala foram lançadas em represália contra o inimigo”, acusou então Hamdullah Fitrat, porta-voz adjunto do governo talibã do Afeganistão. O ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, detalhou que foram realizados ataques contra “alvos da defesa talibã afegã” em Cabul e Kandahar, bem como na província de Paktia.

Tensões extremas – O assalto das forças talibãs afegãs ocorreu após os ataques aéreos paquistaneses do último fim de semana nas províncias de Nangarhar e Paktika, por causa de “atentados suicidas recentes” no Paquistão. Segundo a missão da ONU no Afeganistão, esses bombardeios, os mais importantes desde os enfrentamentos entre os dois países vizinhos em outubro, causaram a morte de pelo menos 13 civis, enquanto o governo talibã afirmou que pelo menos 18 pessoas haviam falecido. Na terça-feira também houve trocas de tiros na fronteira, que não deixaram vítimas.

As relações entre o Paquistão e os talibãs do Afeganistão pioraram consideravelmente nos últimos meses, já que as passagens fronteiriças terrestres permaneceram fechadas em sua maioria desde os combates de outubro, que causaram mais de 70 mortos em ambos os lados, embora os afegãos que retornem a seu país possam cruzar a fronteira. Após um cessar-fogo inicial negociado por Catar e Turquia, várias rodadas de negociações foram realizadas, mas esses esforços não foram suficientes para alcançar um acordo duradouro. A Arábia Saudita interveio este mês para facilitar a libertação de três soldados paquistaneses capturados pelos talibãs do Afeganistão em outubro.

AFP

Polícias de Pernambuco se unificam para combater guerra entre facções em Petrolina

Responsáveis pelas forças de segurança no estado de Pernambuco falaram nesta segunda-feira (23) sobre o aumento nos casos de homicídios em Petrolina, no Sertão. Desde o início do ano, 43 pessoas foram assassinadas no município. A maioria dos crimes tem relação com a disputa entre facções ligadas ao tráfico de drogas.

De acordo com a Delegada-geral adjunta da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Beatriz Leite, cinco pessoas ligadas à guerra entre facções em Petrolina foram presas nos últimos dias. “Durante esse final de semana todo, de sexta-feira até hoje pela manhã, nós não tivemos nenhum episódio, nem de homicídio, nem de tentativa de homicídio, o que mostra que as ações da Polícia Civil, da Polícia Militar, estão surtindo efeito”, disse a delegada, reforçando que outras prisões devem acontecer. Ela disse que “as investigações estão sendo feitas, os inquéritos estão sendo fechados, os mandados de prisão estão sendo expedidos pelo Poder Judiciário e a nossa expectativa é que as pessoas envolvidas com esses últimos homicídios sejam todas presas nos próximos dias”.

Entre os presos, estão dois homens que participaram de um latrocínio na última quinta-feira (19), no bairro Fernando Idalino. Um dos presos tem 19 anos, é da cidade de Juazeiro e já teria participado de outros 15 homicídios em Petrolina. “Ele está sendo investigado por esse fato do latrocínio do Fernando Idalino e também por esses outros homicídios relacionados ao tráfico de drogas”, explicou a delegada seccional de Petrolina, Isabella Pessoa, que destacou o perfil dos envolvidos nos crimes. “É o perfil que a gente tem verificado nesses últimos homicídios é de autores jovens, também cooptando pessoas jovens para estar ali traficando junto a eles. Então, é realmente um perfil mais jovem, tanto dos imputados quanto das vítimas”.

O avanço de facções criminosas oriundas de outros estados tem contribuído para o aumento da violência em Petrolina. Citando a Operação Nordeste Integrado, que ocorreu em 2025 em oito dos nove estados da região, para combater organizações criminosas investigadas por tráfico de drogas e armas e homicídios, a delegada-geral da PCPE reforçou a importância da integração entre os estados no combate ao crime.“As polícias vêm se organizando cada vez mais, elas também trocam informações. Então, isso nos permite trocar

informações, para elucidar esse crime de pessoas que saem daqui e cometem crime em outros estados e vice-versa. Então, essa conversa e essa troca de informações vem acontecendo há mais de um ano e isso vem nos permitindo esclarecer os crimes e lidar com essa criminalidade”.O comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), coronel Ivanildo Torres, destacou o aumento do efetivo em Petrolina.

“Estamos com reforço aqui em Petrolina. Já deslocamos quase 50 policiais, mais 16 em torno de 66 policiais, tanto do Recife, quanto das diretorias especializadas. Estamos com a equipe do BOPE, com a equipe da Rocan. Estamos com o trabalho desenhado junto com a Polícia Civil, com a Polícia Federal, de modo a arrefecer, porque entendemos que o momento é difícil, mas estamos também buscando resolver esses problemas com a equipe de reforço e a equipe local que nós temos”.

A secretária-executiva da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), Mariana Cavalcanti, reforçou a importância do trabalho conjunto entre as polícias para minimizar a situação de violência na cidade. “Aqui a gente fala muito da integração entre todas as polícias. A gente tem que somar esforços, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal, estar todo mundo junto engajado e com um olhar realmente voltado para a situação do Petrolina. Para a gente poder estancar isso e voltar a ter a paz que a cidade merece”.

G1 Petrolina

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