Febre entre turistas, Dubai também é atingida pela guerra

De longe, o suntuoso hotel Burj Al Arab, de Dubai, parece um enorme veleiro que, durante muito tempo, representou a opulência da cidade. Mas um drone iraniano o incendiou e o transformou em um símbolo da crise que assola a região. Os moradores ficaram horrorizados no sábado e neste domingo (1º) ao ver centenas de drones e mísseis atacando os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, durante muito tempo à margem dos conflitos regionais.

Dubai, que em questão de décadas passou de um miserável posto avançado a um paraíso fiscal cosmopolita e repleto de arranha-céus, viu seus alvos atingidos carregados de simbolismo. Junto com o Burj Al Arab, um edifício muito querido de 1999, as explosões também sacudiram um hotel cinco estrelas situado na luxuosa área de Palm Jumeirah, um ostentoso polo de lazer para pessoas abastadas.

O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em tráfego internacional, e o porto de Jebel Ali também foram atingidos. As duas instalações representam cerca de 60% das receitas de Dubai, segundo estimativas oficiais. Dalia, uma libanesa expatriada de 33 anos, estava na popular praia de Kite Beach, perto do Burj Al Arab, no sábado, quando os sistemas de defesa aérea começaram a destruir mísseis e drones no céu. Mais tarde, um drone interceptado provocou um incêndio na parte inferior da fachada do edifício.

“Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab (…) ao ver uma nuvem de fumaça sobre Kite Beach”, disse Dalia, que preferiu não revelar seu sobrenome. “Não me senti insegura nem pensei que Dubai pudesse perder seus monumentos emblemáticos, mas isso me fez perguntar: e se as coisas realmente saírem do controle?”, acrescentou.

“Meu refúgio seguro” – Um médico, na casa dos sessenta anos, contou à AFP que se mudou para Dubai fugindo da crise econômica em que seu Líbano natal está mergulhado. No domingo, evitou ir a Kite Beach, como costuma fazer toda semana, porque “teria sido deprimente demais ver qualquer sinal de dano no Burj”.

“Dubai é meu refúgio seguro, mas a guerra nos seguiu do Líbano até aqui”, comentou o médico, que não quis revelar seu nome. “Ainda considero Dubai um lugar seguro, mas está claro que dessa escalada ninguém escapou”, acrescentou. Muitos têm mais carinho pelo Burj Al Arab, o primeiro edifício de Dubai mundialmente conhecido, do que pelo impressionante Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 no centro da cidade. Às vezes promovido como um hotel sete estrelas, ele é lembrado por muitos pela partida de tênis disputada por Roger Federer e André Agassi em 2005 em seu heliporto, a 210 metros de altura.

The Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira com elegantes mansões e hotéis de luxo, é igualmente famosa, em parte pelas celebridades que viveram ali, como os Beckham. Os sábados em Dubai costumam ser dominados pelos famosos e longos “brunches” regados a álcool — um pilar fundamental da vida social da cidade —, mas os desta semana foram interrompidos por uma enorme explosão, seguida de um incêndio, no hotel Fairmont.

Atacar um projeto  – “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, disse uma expatriada britânica que vive nas proximidades e que correu para se abrigar no porão de seu prédio junto com outras 150 pessoas. No domingo, ainda se via fumaça no porto de Jebel Ali, e vários seguranças afastavam curiosos que tentavam dar uma olhada na fachada danificada do hotel e nos arbustos carbonizados. Em frente ao local havia um táxi com o vidro traseiro estilhaçado, e um prédio próximo, do outro lado da rua, tinha uma janela quebrada, feita em pedaços.

“Nunca esquecemos que estamos em um país do Oriente Médio e isso é uma prova de que nunca se sabe o que vai acontecer”, afirmou a britânica. Ao atingir as joias econômicas de Dubai e os símbolos de seu sucesso, o Irã atacou um projeto que ganhou inúmeros imitadores, incluindo a Arábia Saudita, que está tentando atrair turistas, talentos e dinheiro. Mas, apesar da ofensiva repentina, os moradores de Dubai ainda não estão fazendo as malas. “Continuamos vivendo praticamente no lugar mais seguro do mundo. Isso é perturbador, mas não a ponto de irmos embora de Dubai”, apontou seu marido.

AFP

Países do Golfo criticam ataques “covardes” do Irã na ONU

Os Estados do Golfo condenaram neste sábado (28) os ataques “covardes” do Irã contra seus territórios como represália pelos bombardeios americanos e israelenses, em uma declaração conjunta lida pelo embaixador do Bahrein na ONU durante uma reunião de emergência no Conselho de Segurança.

“Consideramos o Governo do Irã plenamente responsável por estes ataques e rechaçamos qualquer explicação para justificar este comportamento hostil ou manipular as leis do direito internacional”, afirmou Jamal Fares Alrowaiei.

A Carta das Nações Unidas “não justifica de nenhuma maneira estes ataques covardes”, acrescentou, em nome dos seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Catar e Bahrein, assim como Síria e Jordânia.

AFP

“Fúria épica”: EUA e Israel anunciam que atacaram Irã

Anunciado várias vezes pelo presidente Donald Trump, o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã aconteceu neste sábado (28). Em parceria com o governo de Israel, os EUA lançaram mísseis contra Teerã, a capital do país do Oriente Médio, e outras cidades. Segundo o portal G1, até as 6h30, não havia informações concretas sobre danos, mortos e feridos. Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a meta dos ataques acabar com o programa nuclear do Irã. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo.

Trump – O presidente Donald Trump se manifestou sobre a ação. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social. Trump reconheceu que poderia haver baixas americanas em caso de retaliação do Irã.
O presidente americano disse que “isso acontece frequentemente em guerras”. Trump afirmou que pretende destruir o arsenal de mísseis do Irã e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.”

Tensão – A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta (26), em Genebra, na Suíça. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (2). Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Crise – O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

História – EUA e Irã têm desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, em vigor até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.

Diario de Pernambuco/Com informações do G1

Mulher é assassinada a tiros em Petrolina e ataque deixa três homens feridos

Uma mulher de 25 anos, identificada como Jeiziane, morreu após um ataque a tiros registrado no bairro Residencial Vivendas I, em Petrolina. A ação criminosa ocorreu na madrugada deste sábado (31) e deixou ainda três homens feridos, com idades de 34, 39 e um terceiro ainda não informado.

Segundo a Polícia Civil, todas as vítimas chegaram a ser socorridas após o atentado. O caso foi registrado como homicídio consumado e tentativa de triplo homicídio, e as investigações seguem em andamento para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

Apenas no mês de janeiro, 26 homicídios já foram contabilizados em Petrolina, número superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando 16 pessoas foram mortas.Pernambuco figura entre os cinco estados mais violentos do país, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Em 2024, a taxa foi de 36,2 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, índice semelhante ao de estados como Amapá, Bahia, Ceará e Alagoas.

Diario de Pernambuco

Mulher é morta e três homens ficam feridos em ataque a tiros na zona rural de Petrolina

Um ataque a tiros na zona rural de Petrolina, na noite de sexta-feira (30), resultou na morte de uma mulher de 25 anos. Três homens de 34, 39 e outro de idade desconhecida ficaram feridos. De acordo com a Polícia Civil(PC), todas as vítimas foram socorridas. A PC está investigando o caso para apurar a autoria e circunstâncias do crime.Janeiro violento

O mês de janeiro tem sido marcado pela violência em Petrolina. Desde o dia 1º, foram registrados 26 homicídios no município. O número supera o do primeiro mês de 2025, quando 16 pessoas foram assassinadas.

G1 Petrolina

Países ameaçados por Trump com tarifas pela Groenlândia prometem ‘permanecer unidos’

Os países ameaçados pelo presidente americano, Donald Trump, com novas tarifas caso se oponham a que os Estados Unidos comprem a Groenlândia, asseguraram, neste domingo (18), que “permanecerão unidos” e denunciaram uma “espiral perigosa”.

“As ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma espiral descendente perigosa”, afirmaram, em um comunicado conjunto, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Suécia.

“Permaneceremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania”, acrescentaram, após as ameaças de Trump sobre a ilha do Ártico, um território autônomo integrante do reino da Dinamarca.

AFP

EUA fazem ataque na Síria e matam líder ligado à Al Qaeda

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (17), que conduziram um ataque letal na Síria contra um líder afiliado da Al Qaeda. De acordo com os EUA, ele tinha ligações diretas com um integrante do Estado Islâmico que matou três americanos no início de dezembro. A morte de um agente terrorista ligado à morte de três americanos demonstra a nossa determinação em perseguir terroristas que atacam as nossas forças”, disse o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), em um comunicado no X.

O CENTCOM disse que Bilal Hasan al-Jasim “era um líder terrorista experiente” e “estava diretamente ligado” ao atirador do Estados Islâmico que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 13 de dezembro de 2025, em Palmyra, na Síria. Os EUA têm retaliado contra o Estado Islâmico através de uma série de ataques da campanha intitulada “Operação Hawkeye Strike”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, respondeu à postagem do CENTCOM, escrevendo no X: “Nunca esqueceremos e nunca cederemos”

A Tarde

Cem turistas brasileiros deixaram a Venezuela após ataque dos EUA

O governo brasileiro informou, neste sábado (3), que 100 brasileiros que faziam turismo na Venezuela cruzaram a fronteira com o Brasil, em Roraima, após os ataques dos Estados Unidos (EUA) contra o país sul-americano. O Itamaraty segue acompanhando a situação da comunidade brasileira na Venezuela, informou a ministra interina do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Maria Laura da Rocha.

“Nossa embaixada em Caracas segue acompanhando com atenção não apenas o desenrolado dos acontecimentos, mas também a situação da comunidade brasileira naquele país. Não havendo qualquer relato de vítimas ou feridas na comunidade brasileira”, disse a ministra interina. A embaixadora Maria Laura substitui o ministro Mauro Vieira, que estava de férias, mas interrompeu o descanso e viajou de volta à Brasília ainda neste sábado para acompanhar os acontecimentos envolvendo o país vizinho.

A embaixadora Maria Laura falou com a imprensa no Itamaraty após a segunda reunião emergencial do dia sobre a invasão da Venezuela pelos EUA. O encontro foi coordenado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a participação também dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandoviski, da Secretaria de Comunicação do Planalto, Sidônio Palmeira, e da Defesa, José Múcio. Também participou da reunião a ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, além de representantes da secretaria de Relações Institucionais.

O ministro da Defesa, José Múcio, reforçou que a fronteira segue aberta e tranquila, sugerindo aos brasileiros que queiram deixar o país que procurem as representações diplomáticas. “Da maneira que está tudo calmo, as fronteiras estão abertas, não há nenhuma restrição. O brasileiro que estiver lá pode vir, procure o seu embaixador, o embaixador ajudou, a vice-cônsul brasileira lá também tem ajudado bastante, de maneira que nós estamos só de plantão para ver se surgem novos acontecimentos”, disse Múcio.

Chefe de Estado

Questionados sobre quem o Brasil reconhece como chefe de Estado na Venezuela, a ministra interina Maria Laura disse que é a vice-presidente Delcy Rodríguez. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é vice-presidente. Ela está como presidente interina”, afirmou. A ministra interina do MRE disse ainda que o Brasil participa da reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), marcada para este domingo (4), e do Conselho de Segurança da ONU, marcado para próxima segunda-feira (5). Em ambos os encontros, serão discutidos a agressão dos EUA contra a Venezuela.

“O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, é pela soberania dos países”, afirmou Maria Laura. Em comunicado publicado mais cedo, o presidente Lula condenou o ataque argumentando que foi uma violação do direito internacional.

Entenda

A agressão dos EUA contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam, sem apresentar provas, Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel. O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Agência Brasil

África do Sul solicita que Conselho da ONU se reúna com urgência

O governo da África do Sul solicitou que o Conselho de Segurança da ONU se reúna com urgência para tratar do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. O país avalia que as ações configuram uma violação da Carta das Nações Unidas, que determina que todos os Estados-Membros devem abster-se da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.

Em comunicado oficial, a África do Sul acrescenta que a Carta não autoriza também intervenções militares externas em assuntos que são essencialmente de jurisdição interna de uma nação soberana. “A história tem demonstrado repetidamente que invasões militares contra Estados soberanos geram apenas instabilidade e aprofundamento das crises. O uso unilateral e ilegal da força dessa natureza mina a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”, diz nota do governo sul-africano.

Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel. O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro. Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Agência Brasil

Trump diz que EUA vão governar Venezuela e irá controlar o petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que os EUA vão governar a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro, coordenada pelos Estados Unidos. O presidente deu mais detalhes sobre a operação que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante uma coletiva de imprensa realizada neste sábado (03).

Apesar da fala, ele não deixou claro como isso será feito, sob qual autoridade ou com que tipo de acordos. “Não queremos que outra pessoa assuma o poder e continuemos na mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país. Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição de poder”.

Trump também confirmou que os EUA vai ter empresas atuando para mexer com a estrutura do petróleo venezuelano. “Vamos levar nossas maiores companhias de petróleo dos EUA. Vão consertar a infraestrutura do petróleo e fazer dinheiro para o país”, disse ele em coletiva.

Celebração
Empolgado com o feito, Trump disse que “este foi um dos ataques mais impressionantes e uma das demonstrações mais eficazes e poderosas do poderio e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”,

Ainda segundo ele, “nenhuma nação no mundo conseguiria fazer o que os Estados Unidos conseguiram ontem, ou, francamente, em tão pouco tempo. Todas as capacidades militares venezuelanas foram neutralizadas quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando com as forças de segurança americanas, capturaram Maduro com sucesso na calada da noite.”

Segundo ataque?
Trump também disse que seu Exército estava pronto para “lançar um segundo ataque, muito maior, se necessário” e acrescentou que havia operações militares subsequentes em fase de planejamento, mas seu mas seu governo “provavelmente não precisará realizá-las”.

A Tarde

Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela

Além do discurso do governo dos Estados Unidos de que realizava operações marítimas próximas à costa da Venezuela para combater o narcotráfico, os interesses norte-americanos por trás do ataque que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado, 3, vão muito além. Fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a necessidade de conquistar protagonismo na América Latina, estão entre os principais motivadores da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Petróleo – Atualmente, a Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% do volume conhecido, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris, e Irã, com 209 bilhões, com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, no entanto, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para a extração.

Nesse contexto, há um claro interesse dos Estados Unidos. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo. O jornal americano The New York Times, por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro, já que Washington vinha realizando negociações secretas com Caracas justamente com foco no petróleo.

China, inimiga de Trump – Antes das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto venezuelano. Depois disso, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, utilizados para quitar dívidas.

Nesse arranjo, a China ampliou significativamente sua participação e passou a desempenhar um papel central. Atualmente, grande parte das exportações venezuelanas é destinada ao país asiático. Por meio desses acordos, a China já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto. Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

Doutrina Monroe – A nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca coloca em prática a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina. A doutrina estabelece que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental é considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, define a região como área de interesse estratégico prioritário para Washington.

Ataque à Venezuela deixa poucos feridos e não causa mortes, diz Trump

E Donald Trump afirmou à Fox News que a ofensiva militar realizada pelo país contra a Venezuela deixou poucos feridos e não provocou mortes. A declaração foi feita pouco depois do republicano confirmar a ofensiva e afirmar que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

Estado de emergência – A Venezuela declarou estado de emergência após os ataques militares dos Estados Unidos. Em um comunicado oficial, a população foi convocada por representantes do país a reagir contra a agressão cometida pelos estadunidenses, que explodiram a capital Caracas.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, disse o comunicado.

“O presidente Maduro determinou a ativação de todos os planos de defesa nacional, a serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrita observância ao que prevê a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação”, conclui a declaração.

A Tarde

“Afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, diz Lula sobre bombardeio dos EUA

O presidente Lula (PT) repudiou os bombardeios dos Estados Unidos na Venezuela que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O ataque aconteceu na madrugada deste sábado (3), e o paradeiro do líder venezuelano ainda é desconhecido.

Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Lula afirmou que a operação estadunidense “ultrapassa uma linha inaceitável” e “representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, acrescentou. O líder brasileiro evitou citar os nomes de Nicolás Maduro, da primeira-dama ou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referindo apenas aos governos de ambos os países com um tom institucional.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, continuou. Ainda, Lula declarou que a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) precisam responder ao episódio, e colocou o governo brasileiro à disposição para “promover a via do diálogo e da cooperação”.

Governo Lula realiza reunião de emergência sobre o caso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3) após o anúncio feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a invasão da Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. De acordo com informações apuradas, o encontro reunirá ministros e assessores do Palácio do Planalto e está previsto para ocorrer às 10h, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Ainda segundo interlocutores do governo, o presidente brasileiro já foi informado sobre as declarações de Trump e acompanha os desdobramentos do caso.

Diario de Pernambuco

Lula convoca reunião de emergência após Maduro ser capturado

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião de emergência, na manhã deste sábado, (03), para discutir a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que ocorreu nas primeiras horas do dia, e culminou na captura do presidente do país, Nicolás Maduro.

A reunião, segundo Igor Gadelha, do portal Metrópoles, será liderada por ministros e assessores de Lula, que ainda não se manifestou nas redes sociais ou por meio de nota. A Venezuela, que manteve durante anos uma relação próxima ao Brasil, faz fronteira com o país. Ainda de acordo com a publicação, Lula já foi informado sobre os comunicados feitos por Trump. O presidente, no entanto, não está em Brasília, e tem previsão de retorno para a capital federal apenas na segunda-feira, (05).

Como Maduro foi capturado?
Segundo Trump, Nicolás Maduro foi capturado por volta das 2h, em uma ação liderada pela Delta Força, considerada a ‘tropa de elite’ do exército dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre como se deu a operação. Os Estados Unidos já haviam sinalizado a possibilidade de uma invasão nos últimos meses, na escalada de uma tensão diplomática que se prolongou por anos.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump.

A Tarde

Estados Unidos atacam Venezuela e Maduro é preso, diz Trump

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela, na madrugada deste sábado (3), e o presidente Nikolás Maduro foi preso. A informação foi repassada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e divulgada pelo G1. Ainda segundo os EUA, o ataque ao país sul americano foi de “grande escala”.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump. De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

Diario de Pernambuco

Ataque a tiros na BR-232 deixa dois mortos e dois feridos no Sertão de Pernambuco

Um ataque a tiros na BR-232 deixou dois homens mortos e outros dois feridos na tarde de sexta-feira (19), no Sertão de Pernambuco. O crime aconteceu no trecho da rodovia que corta o município de Mirandiba, próximo ao distrito de Cachoeirinha.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as vítimas estavam em um carro que foi atingido por disparos efetuados a partir de outro veículo em movimento, ainda não identificado. O automóvel seguia no sentido Salgueiro–Mirandiba quando foi emparelhado pelo carro usado no ataque.

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, dois homens, de 29 e 61 anos, foram atingidos pelos tiros e morreram no local. Outras duas vítimas, homens de 36 e 47 anos, ficaram feridas e foram socorridas com vida para uma unidade hospitalar da região.Ainda conforme a polícia, a autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. O veículo utilizado no ataque não foi localizado até a última atualização desta reportagem. O caso está sendo investigado pela 196ª Delegacia Circunscricional de Mirandiba. Até o momento, ninguém foi preso.

G1 Pernambuco

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