Febre entre turistas, Dubai também é atingida pela guerra

De longe, o suntuoso hotel Burj Al Arab, de Dubai, parece um enorme veleiro que, durante muito tempo, representou a opulência da cidade. Mas um drone iraniano o incendiou e o transformou em um símbolo da crise que assola a região. Os moradores ficaram horrorizados no sábado e neste domingo (1º) ao ver centenas de drones e mísseis atacando os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, durante muito tempo à margem dos conflitos regionais.

Dubai, que em questão de décadas passou de um miserável posto avançado a um paraíso fiscal cosmopolita e repleto de arranha-céus, viu seus alvos atingidos carregados de simbolismo. Junto com o Burj Al Arab, um edifício muito querido de 1999, as explosões também sacudiram um hotel cinco estrelas situado na luxuosa área de Palm Jumeirah, um ostentoso polo de lazer para pessoas abastadas.

O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em tráfego internacional, e o porto de Jebel Ali também foram atingidos. As duas instalações representam cerca de 60% das receitas de Dubai, segundo estimativas oficiais. Dalia, uma libanesa expatriada de 33 anos, estava na popular praia de Kite Beach, perto do Burj Al Arab, no sábado, quando os sistemas de defesa aérea começaram a destruir mísseis e drones no céu. Mais tarde, um drone interceptado provocou um incêndio na parte inferior da fachada do edifício.

“Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab (…) ao ver uma nuvem de fumaça sobre Kite Beach”, disse Dalia, que preferiu não revelar seu sobrenome. “Não me senti insegura nem pensei que Dubai pudesse perder seus monumentos emblemáticos, mas isso me fez perguntar: e se as coisas realmente saírem do controle?”, acrescentou.

“Meu refúgio seguro” – Um médico, na casa dos sessenta anos, contou à AFP que se mudou para Dubai fugindo da crise econômica em que seu Líbano natal está mergulhado. No domingo, evitou ir a Kite Beach, como costuma fazer toda semana, porque “teria sido deprimente demais ver qualquer sinal de dano no Burj”.

“Dubai é meu refúgio seguro, mas a guerra nos seguiu do Líbano até aqui”, comentou o médico, que não quis revelar seu nome. “Ainda considero Dubai um lugar seguro, mas está claro que dessa escalada ninguém escapou”, acrescentou. Muitos têm mais carinho pelo Burj Al Arab, o primeiro edifício de Dubai mundialmente conhecido, do que pelo impressionante Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 no centro da cidade. Às vezes promovido como um hotel sete estrelas, ele é lembrado por muitos pela partida de tênis disputada por Roger Federer e André Agassi em 2005 em seu heliporto, a 210 metros de altura.

The Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira com elegantes mansões e hotéis de luxo, é igualmente famosa, em parte pelas celebridades que viveram ali, como os Beckham. Os sábados em Dubai costumam ser dominados pelos famosos e longos “brunches” regados a álcool — um pilar fundamental da vida social da cidade —, mas os desta semana foram interrompidos por uma enorme explosão, seguida de um incêndio, no hotel Fairmont.

Atacar um projeto  – “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, disse uma expatriada britânica que vive nas proximidades e que correu para se abrigar no porão de seu prédio junto com outras 150 pessoas. No domingo, ainda se via fumaça no porto de Jebel Ali, e vários seguranças afastavam curiosos que tentavam dar uma olhada na fachada danificada do hotel e nos arbustos carbonizados. Em frente ao local havia um táxi com o vidro traseiro estilhaçado, e um prédio próximo, do outro lado da rua, tinha uma janela quebrada, feita em pedaços.

“Nunca esquecemos que estamos em um país do Oriente Médio e isso é uma prova de que nunca se sabe o que vai acontecer”, afirmou a britânica. Ao atingir as joias econômicas de Dubai e os símbolos de seu sucesso, o Irã atacou um projeto que ganhou inúmeros imitadores, incluindo a Arábia Saudita, que está tentando atrair turistas, talentos e dinheiro. Mas, apesar da ofensiva repentina, os moradores de Dubai ainda não estão fazendo as malas. “Continuamos vivendo praticamente no lugar mais seguro do mundo. Isso é perturbador, mas não a ponto de irmos embora de Dubai”, apontou seu marido.

AFP

Países do Golfo criticam ataques “covardes” do Irã na ONU

Os Estados do Golfo condenaram neste sábado (28) os ataques “covardes” do Irã contra seus territórios como represália pelos bombardeios americanos e israelenses, em uma declaração conjunta lida pelo embaixador do Bahrein na ONU durante uma reunião de emergência no Conselho de Segurança.

“Consideramos o Governo do Irã plenamente responsável por estes ataques e rechaçamos qualquer explicação para justificar este comportamento hostil ou manipular as leis do direito internacional”, afirmou Jamal Fares Alrowaiei.

A Carta das Nações Unidas “não justifica de nenhuma maneira estes ataques covardes”, acrescentou, em nome dos seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Catar e Bahrein, assim como Síria e Jordânia.

AFP

Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela

Além do discurso do governo dos Estados Unidos de que realizava operações marítimas próximas à costa da Venezuela para combater o narcotráfico, os interesses norte-americanos por trás do ataque que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado, 3, vão muito além. Fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a necessidade de conquistar protagonismo na América Latina, estão entre os principais motivadores da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Petróleo – Atualmente, a Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% do volume conhecido, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris, e Irã, com 209 bilhões, com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, no entanto, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para a extração.

Nesse contexto, há um claro interesse dos Estados Unidos. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo. O jornal americano The New York Times, por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro, já que Washington vinha realizando negociações secretas com Caracas justamente com foco no petróleo.

China, inimiga de Trump – Antes das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto venezuelano. Depois disso, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, utilizados para quitar dívidas.

Nesse arranjo, a China ampliou significativamente sua participação e passou a desempenhar um papel central. Atualmente, grande parte das exportações venezuelanas é destinada ao país asiático. Por meio desses acordos, a China já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto. Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

Doutrina Monroe – A nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca coloca em prática a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina. A doutrina estabelece que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental é considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, define a região como área de interesse estratégico prioritário para Washington.

Ataque à Venezuela deixa poucos feridos e não causa mortes, diz Trump

E Donald Trump afirmou à Fox News que a ofensiva militar realizada pelo país contra a Venezuela deixou poucos feridos e não provocou mortes. A declaração foi feita pouco depois do republicano confirmar a ofensiva e afirmar que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

Estado de emergência – A Venezuela declarou estado de emergência após os ataques militares dos Estados Unidos. Em um comunicado oficial, a população foi convocada por representantes do país a reagir contra a agressão cometida pelos estadunidenses, que explodiram a capital Caracas.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, disse o comunicado.

“O presidente Maduro determinou a ativação de todos os planos de defesa nacional, a serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrita observância ao que prevê a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação”, conclui a declaração.

A Tarde

“Afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, diz Lula sobre bombardeio dos EUA

O presidente Lula (PT) repudiou os bombardeios dos Estados Unidos na Venezuela que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O ataque aconteceu na madrugada deste sábado (3), e o paradeiro do líder venezuelano ainda é desconhecido.

Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Lula afirmou que a operação estadunidense “ultrapassa uma linha inaceitável” e “representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, acrescentou. O líder brasileiro evitou citar os nomes de Nicolás Maduro, da primeira-dama ou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referindo apenas aos governos de ambos os países com um tom institucional.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, continuou. Ainda, Lula declarou que a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) precisam responder ao episódio, e colocou o governo brasileiro à disposição para “promover a via do diálogo e da cooperação”.

Governo Lula realiza reunião de emergência sobre o caso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3) após o anúncio feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a invasão da Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. De acordo com informações apuradas, o encontro reunirá ministros e assessores do Palácio do Planalto e está previsto para ocorrer às 10h, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Ainda segundo interlocutores do governo, o presidente brasileiro já foi informado sobre as declarações de Trump e acompanha os desdobramentos do caso.

Diario de Pernambuco

Lula convoca reunião de emergência após Maduro ser capturado

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião de emergência, na manhã deste sábado, (03), para discutir a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que ocorreu nas primeiras horas do dia, e culminou na captura do presidente do país, Nicolás Maduro.

A reunião, segundo Igor Gadelha, do portal Metrópoles, será liderada por ministros e assessores de Lula, que ainda não se manifestou nas redes sociais ou por meio de nota. A Venezuela, que manteve durante anos uma relação próxima ao Brasil, faz fronteira com o país. Ainda de acordo com a publicação, Lula já foi informado sobre os comunicados feitos por Trump. O presidente, no entanto, não está em Brasília, e tem previsão de retorno para a capital federal apenas na segunda-feira, (05).

Como Maduro foi capturado?
Segundo Trump, Nicolás Maduro foi capturado por volta das 2h, em uma ação liderada pela Delta Força, considerada a ‘tropa de elite’ do exército dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre como se deu a operação. Os Estados Unidos já haviam sinalizado a possibilidade de uma invasão nos últimos meses, na escalada de uma tensão diplomática que se prolongou por anos.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump.

A Tarde

Rússia lança ataque massivo de drones e mísseis na Ucrânia com alvo em instalações de energia

A Rússia lançou um grande ataque com 51 mísseis e 653 drones na Ucrânia durante a madrugada deste sábado (06) que acionou alertas de ofensiva aérea em todo o país, afirmou a força ucraniana. Segundo as informações, 585 drones e 30 mísseis foram derrubados e neutralizados, mas 29 locais foram atingidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as instalações de energia foram os principais alvos das violências, também observando que uma ofensiva de drone “incendiou” a estação de trem na cidade de Fastiv, localizada na região da capital do país.

Também hoje, o ministério da Defesa da Rússia disse que suas defesas aéreas derrubaram 116 drones ucranianos sobre o território russo e, de acordo com uma mensagem enviada pelo canal de notícias russo Astra via Telegram, a refinaria de petróleo de Ryazan foi atingida.

A Ucrânia não comentou imediatamente sobre o suposto ataque, mas o governador regional russo de Riazan, Pavel Malkov, disse que um prédio residencial foi danificado e que destroços de drones caíram no terreno de uma “instalação industrial”, sem mencionar a refinaria.

Estadão Conteúdo

Rússia intensifica ataques aéreos contra a Ucrânia

Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 574 drones e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, que já é considerado o maior ataque aéreo russo desde julho. Mas, as forças de Kiev disseram que abateram 546 drones e 31 mísseis. Até o momento foi registrada a morte de uma pessoa na zona ocidental do país. Mas, o exército da Ucrânia também afirmou que atingiu uma refinaria de petróleo, assim como armazenamentos de drones e bases de combustível na Rússia durante a noite.

A agência de notícias estatal russa RIA Novosti publicou que o Ministério da Defesa da Rússia informou que os ataques foram contra a infraestrutura energética, instalações da indústria militar e aeródromos do território ucraniano. O ataque em alta escala acontece num contexto onde se intensificam os contatos políticos e diplomáticos na busca de negociar um cessar-fogo.

Por outro lado, o ministro russo das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou hoje que, antes de qualquer acordo de paz, as ‘questões de legitimidade’ do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky precisam ser resolvidas. “Quando se trata de assinar alguma coisa, as questões de legitimidade do representante ucraniano têm de ser resolvidas”, disse.

Sobre uma eventual reunião bilateral entre Vladimir Putin e Zelensky, reforçou que Putin sempre disse que está disponível para um encontro, mas que um decreto de Zelensky proíbe conversações com o presidente russo. Entretanto, acusou os líderes europeus da chamada ‘Coligação dos Dispostos’, comandada pela França e o Reino Unido, de tentarem prejudicar os avanços atingidos na reunião entre o presidente dos EUA Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca. “Espero que este aventurismo europeu seja um fracasso”, admitiu.

Diario de Pernambuco

Putin promete mais ‘destruição na Ucrânia após ataque contra a Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu neste domingo mais “destruição” na Ucrânia, em resposta a um bombardeio com drones que atingiu no sábado um prédio residencial na cidade de Kazan, região central do país.

“Quem quer que seja, e por mais que tentem destruir, enfrentarão muito mais destruição e se arrependerão do que estão tentando fazer em nosso país”, disse Putin durante uma reunião de governo exibida na televisão.

A Rússia acusou a Ucrânia de executar um bombardeio em larga escala com drones, que atingiram um bloco de apartamentos de luxo em Kazan, a quase 1.000 quilômetros da fronteira.Vídeos divulgados nas redes sociais russas mostram o impacto dos drones contra um edifício. Nenhuma vítima foi relatada no ataque.

AFP

Três pessoas morrem em ataque a imóvel no norte da BA; criança de 2 anos é atingida na mão e no joelho

Três pessoas morreram e uma criança de dois anos ficou ferida no ataque a uma residência em Juazeiro, na noite de sexta-feira (20). De acordo com informações da Polícia Militar, quatro homens invadiram o imóvel, na Rua Nossa Senhora de Nazaré, bairro Palmares II, e efetuaram diversos disparos.

Atingida na mão e no joelho, a menina de dois anos foi socorrida por familiares e levada a um hospital em Petrolina.

Os mortos ainda não foram identificados: dois homens de 29 e 40 anos, e uma mulher de 33. Os corpos foram encaminhados para o IML de Juazeiro e a Polícia Civil investiga o caso.

G1 Bahia

Dois jovens morrem e quatro pessoas ficam feridas após ataque a tiros em bar no norte da Bahia

Dois jovens morreram e quatro pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros em um bar da cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia. O crime aconteceu na tarde de sexta-feira (27), no bairro BTN 03. Segundo informações da Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Weverton Pereira da Silva, de 23 anos, e Wesley Sá da Silva Vieira, de 20.

De acordo com a polícia, entre as vítimas feridas está um adolescente de 13 anos. Ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e já recebeu alta hospitalar. Três vítimas, entre elas o adolescente de 13 anos, foram levadas para a UPA. Todas já tiveram alta hospitalar; Uma vítima está internada no Hospital Nair Alves. O estado de saúde dela é estável.

Ainda não se sabe quem cometeu o ataque. A dona do estabelecimento informou que tinha saído do bar no momento do crime e que quando retornou, já encontrou as vítimas baleadas.

O crime é investigado pela delegacia de Paulo Afonso.

G1 Bahia

Otan condena ataques russos e reafirma compromisso de reforçar defesa da Ucrânia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reafirmou nesta quarta-feira (28) o seu compromisso em reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia, após uma onda de bombardeios russos atingir infraestruturas energéticas ucranianas na segunda e terça-feira.

O Conselho Otan-Ucrânia se reuniu hoje para analisar a situação após o incidente afetar o fornecimento de eletricidade nas cidades ucranianas. Em comunicado, a aliança militar sinalizou que os integrantes do Conselho “condenaram veementemente os ataques indiscriminados da Rússia e reafirmaram seu compromisso de reforçar ainda mais as defesas da Ucrânia”.

Em nota, o secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg, afirmou que Kiev segue interceptando mísseis diariamente, mas que manter esta capacidade “requer um fornecimento maior e mais apoio”. Por isso, declarou, “devemos continuar proporcionando à Ucrânia o equipamento e as munições necessárias para se defender da invasão russa. Isto é vital para que a Ucrânia possa se manter na luta”.

A Otan informou ainda que a reunião desta quarta-feira ocorreu a nível de embaixadores “e foi convocada a pedido da Ucrânia”. O ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, participou através de videoconferência e apresentou informações sobre a situação atual de segurança e as “necessidades prioritárias” em relação às capacidades.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, pediu às forças aéreas europeias que ajudassem o seu país a adquirir a capacidade de interceptar drones e mísseis russos. “Em várias regiões da Ucrânia poderíamos fazer muito mais para proteger vidas se a aviação dos nossos vizinhos europeus trabalhasse em conjunto com os nossos [caças] F-16 e a nossa defesa aérea”, disse Zelensky.

Os ataques russos de segunda e terça-feira estiveram entre os mais importantes das últimas semanas: 15 regiões ucranianas foram atacadas por um total de 236 mísseis e drones, dos quais o governo ucraniano afirmou ter atingido 201. Os bombardeios causaram pelo menos quatro mortes e forçaram as autoridades ucranianas a impor cortes de energia emergenciais. Na terça, vários bairros da capital Kiev ficaram sem eletricidade.

AFP

Ataque a campo de deslocados deixa ao menos 71 mortos em Gaza, diz Ministério da Saúde

Pelo menos 71 pessoas morreram neste sábado em um ataque israelense ao campo de deslocados de Al Mawasi, no sul da Faixa de Gaza, segundo um novo balanço do Ministério da Saúde do território. A área de Al Mawasi, na costa entre Rafah e Khan Younis, foi declarada “zona humanitária” por Israel, teoricamente segura para os deslocados.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNWRA) estima que cerca de 1,5 milhão de pessoas estejam em Al Mawasi, disse um porta-voz à AFP. O bombardeio deste sábado atingiu a parte que fica no setor de Khan Younis.

Em nota, o ministério denunciou um “massacre da ocupação [Israel] contra cidadãos e pessoas deslocadas” e mais de 289 feridos. O Exército israelense declarou que estava analisando esta informação. “Ainda há muitos corpos de mártires espalhados pelas ruas, sob os escombros e ao redor das tendas dos deslocados que não podem ser acessados devido aos intensos bombardeios da ocupação”, disse Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil que mencionou um “novo massacre”.

As vítimas foram levadas para vários hospitais da região. O diretor do hospital kuwaitiano em Rafah, Suhaib al Hams, disse que a maioria das vítimas sofreu ferimentos graves, incluindo amputações. Ele descreveu a situação como um “verdadeiro desastre em meio ao colapso do sistema de saúde”, segundo um comunicado.

Na última semana, vários bombardeios atingiram escolas que acolhem deslocados em um período de quatro dias, causando pelo menos 49 mortes, segundo fontes em Gaza, entre elas o Hamas.

Israel alegou que tinha “terroristas” como alvo. O conflito entre o Exército israelense e o Hamas na Faixa de Gaza eclodiu em 7 de outubro, quando comandos islamistas mataram 1.195 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 251 no sul de Israel, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que já matou 38.345 pessoas em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas desde 2007.

AFP

Dois ataques a tiros matam quatro e deixam um ferido no Grande Recife

Dois ataques a tiros deixaram quatro homens mortos e um ferido, na noite de sábado (24), no Grande Recife. Um dos casos aconteceu em Paratibe, em Paulista. O outro foi na comunidade do Coque, na Ilha Joana Bezerra, na área central da capital pernambucana. Em Paratibe, segundo a Polícia Civil, o crime foi registrado pela Força-Tarefa de Homicídios da Região Metropolitana Norte. As vítimas tinham 25 e 18 anos. Os corpos foram encontrados com lesões provocadas por arma de fogo, no Sítio de Duda “Na Vila Invadida”.

“O fato será investigado até a completa elucidação do ocorrido”, disse uma nota enviada ao Diario de Pernambuco, neste domingo (25). Às vítima estavam usando capacete. Ao lado dos corpos foi encontrada  uma motocicleta. Autoria e motivações desse crime são desconhecidas. Os corpos serão removidos para o Instituto de Medicina Legal (IML)  do Recife.

Recife
No Coque, a Polícia Civil registrou um duplo homicídio e uma tentativa de assassinato.  O caso foi notificado pela Força Tarefa de Homicídios na Capital.  Os mortos tinham 29 e 46 anos. O sobrevivente tem 28 anos. De acordo com informações preliminares, os homens foram atingidos por disparos de arma de fogo por desconhecidos que estavam  em um carro.

“Os fatos serão investigados pela 1ª Delegacia de Polícia de Homicídios/DHPP até a completa elucidação do ocorrido”, disse a nota da polícia. Informações extraoficiais dão conta de que os homens mortos foram identificados como Willigo Gonçalo da Silva e Genildo Pedro Pereira.  As vítimas ainda foram socorridas, mas não resistiram a gravidade dos ferimentos e morreram. Autoria e motivações desse crime são desconhecidas. Os corpos foram removidos para o IML do Recife.

Diário de Pernambuco

Em seis meses, número de ataques em escolas já supera 2022 e bate recorde

O ataque a tiros ocorrido nesta vsegunda-feira, 19, em uma escola em Cambé, no Paraná, que deixou uma aluna morta e um aluno gravemente ferido, foi o sétimo desse tipo registrado neste ano no Brasil. Segundo o Instituto Sou da Paz, que em abril passado lançou um estudo reunido informações sobre ataques praticados dentro de escolas brasileiras desde 2002, este é o recorde de casos em um mesmo ano.

Em apenas seis meses já foram registrados mais casos do que no ano inteiro de 2022, até então o recordista, com seis ataques em escolas. O terceiro ano com mais casos foi 2019, com três episódios.

Dos 22 anos analisados, em 12 não houve nenhum ataque em escolas Em 2002 ocorreu um caso, em 2003 mais um, em 2011 foram dois, em 2012 houve um, em 2017 mais um, em 2018 também um, em 2019 foram três, em 2021 ocorreram dois, em 2022 foram seis e este ano já soma sete casos.

Desde 2002 foram contabilizados 25 ataques, com 139 vítimas: 46 pessoas morreram e 93 sobreviveram. As armas de fogo foram usadas em 12 casos (48% do total) e geraram 35 mortes (76% do total). Outras armas, cortantes ou perfurantes, foram usados em 13 casos (52% do total) e causaram 11 mortes (24% do total).

“O estudo mostra que a disponibilidade de armas em residências favorece esse tipo de crime e aumenta a letalidade, colocando em evidência o quão crucial é o controle do acesso e do armazenamento dessas armas para redução da letalidade destes eventos, já que ferimentos com armas brancas e de pressão são menos graves e têm mais chances de defesa, socorro e recuperação da vítima”, afirma Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

Crimes praticados por homens
Só homens – adolescentes ou adultos – praticaram os crimes. As maiores parcelas são de alunos (57%) e ex-alunos (36%) das escolas atacadas. Em pelo menos dois casos o agressor estava havia meses sem ir às aulas e não foi praticada nenhuma providência de busca ativa, o que, segundo o estudo, contribui para o isolamento e radicalização desses estudantes ao ficarem longe do ambiente escolar.

Em pelo menos 20 dos 25 casos houve planejamento por semanas ou meses. No ataque desta segunda-feira em Cambé, a polícia encontrou com o agressor anotações sobre ataques em escolas, incluindo um de Suzano, em São Paulo.

“Este diagnóstico reforça tanto um diálogo entre os casos e os autores como reforça que há um prazo hábil para que funcionários, professores, alunos e pais possam notar mudanças de comportamento ou até atos preparatórios e consigam tomar medidas para intervir precocemente e prevenir os ataques”, registra o Instituto Sou da Paz. “É necessário estruturar e preparar a comunidade escolar para identificar os sinais antes dos ataques e agir com eficácia”, recomenda texto divulgado pela entidade nesta segunda-feira.

Estadão Conteúdo

Governadora visita vítimas de incidentes com tubarão no HR e anuncia medidas

A governadora Raquel Lyra visitou as vítimas de incidentes com tubarão, na noite desta segunda-feira (6), no Hospital da Restauração, área central do Recife. A chefe do Executivo prestou solidariedade às vítimas e suas famílias, e anunciou medidas a serem tomadas pelo Governo do Estado para se evitarem novos incidentes.

Entre as ações a serem providenciadas, está o reestabelecimento, junto às universidades, do estudo sobre incidentes com tubarões nas praias urbanas da Região Metropolitana.

Nós vamos intensificar as nossas ações, retomando as pesquisas com as universidades que estão paralisadas desde 2015 para que, em atuação com as prefeituras, possamos garantir segurança à população na utilização da praia“, destacou Raquel Lyra.

Em paralelo, a gestora anunciou que a gestão do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) será transferida para a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha.

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