Febre entre turistas, Dubai também é atingida pela guerra

De longe, o suntuoso hotel Burj Al Arab, de Dubai, parece um enorme veleiro que, durante muito tempo, representou a opulência da cidade. Mas um drone iraniano o incendiou e o transformou em um símbolo da crise que assola a região. Os moradores ficaram horrorizados no sábado e neste domingo (1º) ao ver centenas de drones e mísseis atacando os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, durante muito tempo à margem dos conflitos regionais.

Dubai, que em questão de décadas passou de um miserável posto avançado a um paraíso fiscal cosmopolita e repleto de arranha-céus, viu seus alvos atingidos carregados de simbolismo. Junto com o Burj Al Arab, um edifício muito querido de 1999, as explosões também sacudiram um hotel cinco estrelas situado na luxuosa área de Palm Jumeirah, um ostentoso polo de lazer para pessoas abastadas.

O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em tráfego internacional, e o porto de Jebel Ali também foram atingidos. As duas instalações representam cerca de 60% das receitas de Dubai, segundo estimativas oficiais. Dalia, uma libanesa expatriada de 33 anos, estava na popular praia de Kite Beach, perto do Burj Al Arab, no sábado, quando os sistemas de defesa aérea começaram a destruir mísseis e drones no céu. Mais tarde, um drone interceptado provocou um incêndio na parte inferior da fachada do edifício.

“Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab (…) ao ver uma nuvem de fumaça sobre Kite Beach”, disse Dalia, que preferiu não revelar seu sobrenome. “Não me senti insegura nem pensei que Dubai pudesse perder seus monumentos emblemáticos, mas isso me fez perguntar: e se as coisas realmente saírem do controle?”, acrescentou.

“Meu refúgio seguro” – Um médico, na casa dos sessenta anos, contou à AFP que se mudou para Dubai fugindo da crise econômica em que seu Líbano natal está mergulhado. No domingo, evitou ir a Kite Beach, como costuma fazer toda semana, porque “teria sido deprimente demais ver qualquer sinal de dano no Burj”.

“Dubai é meu refúgio seguro, mas a guerra nos seguiu do Líbano até aqui”, comentou o médico, que não quis revelar seu nome. “Ainda considero Dubai um lugar seguro, mas está claro que dessa escalada ninguém escapou”, acrescentou. Muitos têm mais carinho pelo Burj Al Arab, o primeiro edifício de Dubai mundialmente conhecido, do que pelo impressionante Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 no centro da cidade. Às vezes promovido como um hotel sete estrelas, ele é lembrado por muitos pela partida de tênis disputada por Roger Federer e André Agassi em 2005 em seu heliporto, a 210 metros de altura.

The Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira com elegantes mansões e hotéis de luxo, é igualmente famosa, em parte pelas celebridades que viveram ali, como os Beckham. Os sábados em Dubai costumam ser dominados pelos famosos e longos “brunches” regados a álcool — um pilar fundamental da vida social da cidade —, mas os desta semana foram interrompidos por uma enorme explosão, seguida de um incêndio, no hotel Fairmont.

Atacar um projeto  – “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, disse uma expatriada britânica que vive nas proximidades e que correu para se abrigar no porão de seu prédio junto com outras 150 pessoas. No domingo, ainda se via fumaça no porto de Jebel Ali, e vários seguranças afastavam curiosos que tentavam dar uma olhada na fachada danificada do hotel e nos arbustos carbonizados. Em frente ao local havia um táxi com o vidro traseiro estilhaçado, e um prédio próximo, do outro lado da rua, tinha uma janela quebrada, feita em pedaços.

“Nunca esquecemos que estamos em um país do Oriente Médio e isso é uma prova de que nunca se sabe o que vai acontecer”, afirmou a britânica. Ao atingir as joias econômicas de Dubai e os símbolos de seu sucesso, o Irã atacou um projeto que ganhou inúmeros imitadores, incluindo a Arábia Saudita, que está tentando atrair turistas, talentos e dinheiro. Mas, apesar da ofensiva repentina, os moradores de Dubai ainda não estão fazendo as malas. “Continuamos vivendo praticamente no lugar mais seguro do mundo. Isso é perturbador, mas não a ponto de irmos embora de Dubai”, apontou seu marido.

AFP

Guarda Revolucionária do Irã promete “a ofensiva mais feroz da história” contra Israel e EUA

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, prometeu neste domingo (1º) a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e Estados Unidos, após os ataques lançados na véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei. “A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveu a Guarda Revolucionária no Telegram.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária também condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista” e acrescentou: “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”.

A república islâmica também decretou neste domingo um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Khamenei, aos 86 anos, que estava no poder desde 1989, anunciou a televisão estatal.

AFP

Forças iranianas reagem a ataque dos EUA e lançam mísseis contra Israel

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado (28). O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. “Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las”, afirmou a organização de Israel nas redes sociais. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas “iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis”.

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado “medidas prévias” para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Sobe para 51 número de mortos em ataque a escola iraniana – Pelo menos 51 alunas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou uma autoridade provincial citada pela imprensa estatal. “No ataque israelense com mísseis desta manhã contra uma escola primária de meninas no condado de Minab, 51 alunas morreram até o momento e 60 ficaram feridas”, indicou o governador do condado. O balanço anterior registava 24 mortos neste ataque, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos. Pelo menos 45 outras pessoas ficaram feridas no ataque em Minab, na província de Hormozgan, no Irã. A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã tem uma base na cidade.

Irã levará inimigos ao arrependimento, diz embaixador do país no Brasil – O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado (28) o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico “levará todos os inimigos ao arrependimento”. Assim como o Irã entrou seriamente nas negociações, agora, com seriedade e poder, levará todos os inimigos ao arrependimento.  Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque. “Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país”, diz o texto.

Diario de Pernambuco

“Fúria épica”: EUA e Israel anunciam que atacaram Irã

Anunciado várias vezes pelo presidente Donald Trump, o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã aconteceu neste sábado (28). Em parceria com o governo de Israel, os EUA lançaram mísseis contra Teerã, a capital do país do Oriente Médio, e outras cidades. Segundo o portal G1, até as 6h30, não havia informações concretas sobre danos, mortos e feridos. Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a meta dos ataques acabar com o programa nuclear do Irã. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo.

Trump – O presidente Donald Trump se manifestou sobre a ação. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social. Trump reconheceu que poderia haver baixas americanas em caso de retaliação do Irã.
O presidente americano disse que “isso acontece frequentemente em guerras”. Trump afirmou que pretende destruir o arsenal de mísseis do Irã e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.”

Tensão – A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta (26), em Genebra, na Suíça. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (2). Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Crise – O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

História – EUA e Irã têm desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, em vigor até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.

Diario de Pernambuco/Com informações do G1

Mais dez pessoas morrem de fome em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo duas crianças

Nesta quarta-feira (27), pelo menos mais 10 pessoas morreram na Faixa de Gaza devido à fome e à desnutrição, incluindo duas crianças pequenas, segundo informações das autoridades locais de saúde. Até o momento, o número total de mortos por fome ou desnutrição no território palestino chegou a 313, dos quais 119 são crianças. A maioria ocorreu nos últimos dois meses, após um bloqueio quase total de entrada de alimentos, medicamentos e itens essenciais no enclave por parte de Israel, que controla todos os pontos de acesso ao enclave.

Nas últimas semanas, após forte pressão internacional, Israel flexibilizou um pouco a entrada de comida e permitiu ajuda humanitária por via aérea, apesar da quantidade de mantimentos serem ainda bastante insuficientes para atender as necessidades da população, segundo a ONU.

Já a diretora-executiva da ONG Save the Childre, Inger Ashing, denunciou hoje junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas que as clínicas em Gaza estão quase silenciosas porque as crianças não têm mais forças para falar ou sequer chorar de agonia. “Crianças jazem ali, emaciadas, literalmente a definhar. São corpos minúsculos vencidos pela fome e pela doença. Enquanto milhares e milhares de caminhões carregados com produtos vitais aguardam bloqueados a poucos quilômetros de distância”, descreveu.

Ashing apresentou um quadro sombrio da infância na região, que vive um cenário de fome declarada pela ONU, à primeira situação deste gênero a atingir o Oriente Médio. Como exemplo, leu um texto escrito por uma criança de Gaza: “Eu gostaria de estar no céu, onde está minha mãe, onde há amor, há comida e há água”.

“As crianças em Gaza estão sendo sistematicamente mortas de fome, por causa de uma política deliberada, em que a fome é usada como método de guerra nos seus termos mais negros. As crianças não precisam das chamadas soluções criativas, nem precisam de lançamentos aéreos que quase não entregam ajuda, nem precisam de sistemas de distribuição militarizados e desumanos. O que elas precisam é que os Estados atuem. Durante quase dois anos, a comunidade internacional falhou na proteção das crianças palestinas. A inação é uma escolha. A indecisão é cumplicidade. As crianças já atingiram o seu limite. Onde está o dos senhores?”, questionou, dirigindo-se aos representantes internacionais presentes no Conselho de Segurança.

Em uma crítica também à Fundação Humanitária de Gaza, estrutura apoiada pelos EUA e Israel, onde os pontos de distribuição se tornaram armadilhas a céu aberto e centenas de pessoas JÁ morreram durante distribuições caóticas de alimentos, Ashing declarou que o governo de Israel poderia acabar com esta fome esta noite, se assim o desejasse, e depois extinguir a sua obstrução deliberada e deixar que os trabalhadores humanitários façam o seu trabalho. “Em vez disso, há relatos de escalada da atividade militar israelense na Cidade de Gaza, mais ataques a hospitais, mais assassinatos”, acusou.

A líder da Save the Children ainda relatou sobre a vida diária também das crianças palestinas na Cisjordânia, que enfrentam demolições de casas, deslocamentos, assédio e intimidação por parte das forças israelenses ou dos colonos, ou mesmo detenções, reforçando que são as únicas no mundo sistematicamente processadas em tribunais militares que não atendem aos padrões internacionais de justiça juvenil. “É um sistema abusivo e desumano, onde as crianças relatam constantemente abusos físicos, emocionais e sexuais, humilhações e fome”, enfatizou.

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel exigiu que ONU retirasse de imediato o relatório que declarou oficialmente fome na Faixa de Gaza. “Israel exige que o IPC retire imediatamente o seu relatório fabricado”, disse Eden Bar Tal, diretor-geral da chancelaria israelense, referindo ao Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês).

Eden Bar Tal acusou o organismo da ONU de ser uma instituição de investigação politizada, e ameaçou que, se o relatório não for retirado, Israel partilhará provas da sua má conduta com todos os doadores da entidade. O IPC declarou oficialmente na última sexta-feira a situação de fome na Cidade de Gaza, no norte do enclave, e avisou que as províncias de Deir al-Balah, no centro, e Khan Yunis, ao sul, também deverão ser atingidas até ao final de setembro.

A declaração foi anunciada após especialistas e peritos terem alertado que 500 mil pessoas se encontravam numa situação catastrófica no território palestino.

Diario de Pernambuco

Israel desiste de indicar embaixador e rebaixa relações diplomáticas com Brasil

O governo de Israel desistiu nesta segunda-feira, 25, de indicar um novo embaixador ao Brasil depois de o Itamaraty desistir de aprovar a indicação do diplomata Gali Dagan para o posto em Brasília. Em nota, a chancelaria israelense afirmou, segundo o Times of Israel, que os laços diplomáticos entre os dois países ocorreram num nível mais baixo.

A decisão é o desdobramento mais recente na crise diplomática entre os dois países, detonada pelas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à guerra contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. Desde o ano passado, Lula tem reiteradamente acusado Israel de genocídio. Ao comparar as mortes de civis palestinos com o Holocausto, Lula foi declarado persona non grata em Israel – a comparação foi considerada ofensiva pelo governo israelense, por comparar as vítimas do nazismo a seus algozes.

A crise levou a uma reprimenda pública do embaixador brasileiro, Frederico Meyer, no Museu do Holocausto em Jerusalém. O Itamaraty considerou a atitude da chancelaria israelense hostil e chamou Meyer de volta para Brasília, sem nomear um substituto. “Após o Brasil, excepcionalmente, se abster de responder ao pedido de agrément do Embaixador Dagan, Israel retirou o pedido, e as relações entre os países agora são conduzidas em um nível diplomático inferior”, diz o comunicado do ministério.

De acordo com o Times of Israel, a chancelaria observa que a “linha crítica e hostil que o Brasil tem demonstrado em relação a Israel” desde o massacre liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, “foi intensificada” por declarações do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado.”O Itamaraty continua a manter laços profundos com os muitos círculos de amigos de Israel no Brasil”

À TV Globo, o assessor de assuntos internacionais do Planalto, Celso Amorim, disse que a decisão de não aceitar a indicação do embaixador israelense é reflexo da retirada de Meyer do país. “Não houve veto. Pediram um agreement e não demos. Não respondemos. Eles entenderam e desistiram. Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?”, disse ele. O Itamaraty não se pronunciou.

Estadão Conteúdo

Israel anuncia abertura de corredores humanitários em Gaza

O governo de Israel anunciou, neste sábado (26), a abertura de corredores humanitários para permitir a entrega de alimentos e medicamentos para a população que está na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito em meio à pressão internacional para que Israel permita a entrada de mais ajuda, em uma tentativa de evitar a crescente crise de fome.

Neste sábado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter permitido a retomada dos lançamentos áereos de ajuda humanitária, foram arremessados paletes de farinha, açúcar e alimentos enlatados.Israel prometeu iniciar uma série de ações destinadas a melhorar a resposta humanitária na Faixa de Gaza, bem como declarou ter retomado o fornecimento de energia para uma usina de dessalinização em Gaza, que “iria abastecer cerca de 900.000 moradores”.

Diario de Pernambuco

EUA na guerra: Trump anuncia ataque a três instalações nucleares do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, na noite deste sábado (21), que as tropas norte-americanas atacaram três instalações nucleares no Irã. O caso acontece em meio ao embate entre o Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos.

“Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. AGORA É A HORA DA PAZ! Agradecemos a sua atenção a este assunto”, completou Trump.

Autoridade diz que EUA usaram bombardeiros B-2 em ataques ao Irã

Após o presidente do EUA, Donald Trump anunciar em publicação no Truth Social, que mandou atacar bases nucleares do Irã, especialistas disseram que bombardeiros norte-americanos B2 foram usados ​​na operação do fim de semana para atingir as três instalações nucleares iranianas mencionadas pelo presidente. Mais cedo no sábado o movimento de bombardeiros B-2 havia sido reportado. As aeronaves podem ser equipadas para transportar bombas que, segundo especialistas, seriam ideais para atacar os locais.

O B-2 Spirit é a única aeronave dos EUA capaz de lançar a bomba antibunker GBU-57, de 13,6 toneladas, capaz de penetrar até 61 metros no subsolo antes de explodir. Trata-se do único armamento conhecido com capacidade para destruir instalações nucleares fortemente protegidas, como as do complexo subterrâneo iraniano de Fordow. Cada bombardeiro pode carregar até duas dessas bombas.

A Tarde

Protesto silencioso homenageia crianças mortas em Gaza

Manifestantes realizaram protestos em Tel Aviv, Israel, em frente ao quartel das Forças de Defesa do país neste sábado (17/5). O protesto ocorreu em silêncio, com velas e fotos de crianças de Gaza mortas desde a retomada das ofensivas de Israel contra o grupo palestino Hamas.

De acordo com a mídia local, o protesto é semanal e ocorre no trajeto da Praça Habima até a Rua Begin.Nas imagens, é possível ver os manifestantes caminhando e segurando fotos de crianças mortas durante os ataques israelenses à Faixa de Gaza.

Metrópoles

Israel liberta 200 prisioneiros palestinos após Hamas soltar quatro reféns

Israel libertou 200 prisioneiros palestinos neste sábado, 25, como parte do acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas. A liberação ocorre após o Hamas libertar quatro reféns israelenses na manhã de hoje. Tel-Aviv optou por soltar os prisioneiros palestinos mesmo acusando o Hamas de ter violado o acordo de cessar-fogo.

Dos 200 prisioneiros, 70 não poderão retornar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Eles foram entregues as autoridades egípcias e cruzaram a fronteira para o país vizinho. O Egito foi um dos mediadores do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

Os detentos foram libertados da prisão de Ofer, na Cisjordânia, e de outra instalação perto de Bersheba, no sul de Israel, segundo o comunicado do serviço penitenciário israelense.

Violação

O escritório do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste sábado, 25, que o Hamas violou o acordo de cessar-fogo ao libertar reféns soldados antes de todos os civis. Netanyahu exigiu a libertação da refém Arbel Yehud, uma civil que Israel considera que está viva.

Uma fonte do grupo terrorista Hamas afirmou à Agência Reuters que Arbel Yehud está viva e será libertada no próximo sábado, 1, mas Israel exige uma prova de vida da refém. De acordo com o documento aprovado de cessar-fogo, as mulheres civis deveriam ser libertadas antes dos soldados.

Em um comunicado, Netanyahu disse que permitiria a libertação dos 200 prisioneiros palestinos, mas não a volta de civis palestinos ao norte de Gaza, como estava previsto no acordo.

Fases do acordo

Na primeira fase do acordo, o grupo terrorista Hamas concordou em libertar 33 reféns dos quase 100 que ainda estão em Gaza em troca de mais de 1.000 palestinos que estão em prisões israelenses e uma retirada parcial das tropas de Israel em Gaza. Sete reféns já foram libertados nas últimas duas semanas.

Os detalhes da segunda fase ainda devem ser negociados durante a primeira fase. Esses detalhes continuam difíceis de resolver – e o acordo não inclui garantias por escrito de que o cessar-fogo continuará até que um acordo seja alcançado, sinalizando que Israel poderia retomar sua campanha militar após o término da primeira fase.

Caso um acordo seja realizado para a continuidade do cessar-fogo o grupo terrorista Hamas libertaria o restante dos sequestrados vivos, principalmente soldados homens, em troca de mais prisioneiros e da “retirada completa” das forças israelenses de Gaza, de acordo com o rascunho do acordo.

Em uma terceira fase, os corpos dos reféns restantes seriam devolvidos em troca de um plano de reconstrução de três a cinco anos que seria executado em Gaza sob supervisão internacional./com AP e NY

Estadão Conteúdo

Netanyahu diz que Musk está sendo ‘falsamente difamado’ após gesto polêmico

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, saiu em defesa de Elon Musk nesta quinta-feira (23), ao considerar que o magnata americano está sendo “falsamente difamado” após um gesto feito na posse de Donald Trump, o qual alguns críticos compararam a uma saudação nazista.

“Elon é um grande amigo de Israel”, publicou Benjamin Netanyahu no X, a rede social de propriedade de Musk.

O bilionário, a quem o presidente Trump incumbiu de reduzir os gastos do governo americano, “apoiou várias vezes e de forma contundente o direito de Israel de se defender contra os terroristas genocidas e os regimes que buscam aniquilar o único Estado judeu”, acrescentou o primeiro-ministro israelense.

Na posse do presidente reeleito dos EUA, Musk bateu no peito com a mão direita e depois estendeu o braço com a palma aberta. Em seguida, repetiu o gesto ao se virar para o restante da multidão que estava às suas costas, antes de declarar: “Meu coração está com vocês”.

O magnata ironizou as acusações de gesto nazista e sugeriu que seus críticos encontrem “truques sujos melhores”.

AFP

Israel aprova acordo de cessar-fogo com o Hamas, e libertação de reféns deve começar neste domingo

Nesta sexta-feira (17), Israel formalizou a aprovação de um acordo de cessar-fogo e troca de referências com o Hamas, mediado por autoridades internacionais no Catar. O acordo, que aconteceu nas negociações, inclui a libertação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos.

Após avaliação de segurança e aspectos humanitários, o Gabinete de Segurança e o Gabinete de Governo israelenses, liderados por Benjamin Netanyahu, aprovaram os termos.

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Exército israelense intensifica bombardeios no Líbano

Israel intensificou os seus bombardeios aéreos no Líbano neste domingo (13), dentro e fora dos redutos do movimento islamista libanês Hezbollah, com o qual trava combates por terra em setores próximos da fronteira no sul do país.  O Hezbollah indicou que repeliu neste domingo duas tentativas de infiltração de tropas israelenses.

Segundo a milícia pró-iraniana, os seus combatentes detonaram dispositivos explosivos contra soldados israelenses que “os confrontaram quando tentaram se infiltrar” perto da cidade libanesa de Ramia. Afirmou também que atacou soldados israelenses em Marun al Ras, alguns quilômetros a leste, e que bombardeou uma base militar israelense ao sul da cidade de Haifa. Além disso, pela primeira vez, o movimento relatou combate corpo a corpo com soldados israelenses em uma aldeia no sul do Líbano.

Por sua vez, o Exército israelense relatou uma operação “seletiva e limitada” no sul, assim como um “combate corpo a corpo” com o Hezbollah. Também anunciou ter capturado um combatente da milícia em um túnel, “destruído [sua] infraestrutura ao longo da fronteira” e matado “dezenas” de combatentes.

O Hezbollah abriu uma frente contra Israel em outubro de 2023 para apoiar o seu aliado, o Hamas, na guerra na Faixa de Gaza, desencadeada após o ataque mortal do movimento islamista palestino em solo israelense em 7 de outubro daquele ano.

Depois de enfraquecer o Hamas em Gaza, Israel transferiu a maior parte das suas operações para a frente libanesa em setembro, com o objetivo de afastar o Hezbollah das zonas fronteiriças e permitir o retorno de cerca de 60.000 israelenses que tiveram que abandonar as suas casas no norte de Israel, devido ao lançamento de foguetes do grupo xiita. Mas neste domingo, o Exército disse ter interceptado cinco projéteis vindos do Líbano.

Mesquita destruída

Israel intensificou os seus bombardeios aéreos desde a meia-noite passada, segundo a agência de notícias oficial libanesa Ani, assim como os disparos contra cidades do sul do país, um reduto tradicional do Hezbollah.  Um bombardeio “por volta das 03h45” (horário local) destruiu “completamente” uma antiga mesquita no centro da aldeia de Kfar Tibnit, acrescentou.

A Cruz Vermelha libanesa informou que vários dos seus socorristas ficaram feridos neste domingo em um bombardeio de uma casa no sul, para onde foram enviados “em coordenação” com a força de paz da ONU no Líbano (Unifil).  A frente que o Hezbollah abriu contra Israel há um ano transformou-se em uma guerra aberta em 23 de setembro, com intensos bombardeios israelenses contra redutos do Hezbollah no Líbano, que mataram o líder do movimento, Hassan Nasrallah.

Ofensiva em Jabaliya

Depois de mais de um ano de combates, Israel continua a sua ofensiva em Gaza, território governado pelo Hamas.  O Exército bombardeia principalmente a região de Jabaliya, no norte, onde acusa o Hamas de reorganizar as suas forças. Neste domingo, o Exército indicou que eliminou “dezenas de terroristas” neste setor e atacou “40 alvos terroristas”.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 em solo israelense causou a morte de 1.206 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses e que inclui reféns mortos ou assassinados em cativeiro em Gaza.  Ao menos 42.227 palestinos, a maioria civis, morreram na ofensiva israelense no território, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU.

AFP

Avião que vai repatriar brasileiros no Líbano segue para Beirute

Em meio à grave crise humanitária no Líbano, decorrente dos recentes ataques aéreos de Israel, o governo brasileiro iniciou nesta quarta-feira (2/10) uma operação de repatriação de seus cidadãos. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Beirute, capital libanesa.

A aeronave KC-30, com capacidade para transportar cerca de 220 pessoas, fará uma escala técnica em Lisboa, Portugal. A expectativa é que a primeira leva de brasileiros seja trazida de volta para o país nos próximos dias.

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Irã lança mísseis contra Israel; estatal iraniana confirma

Na tarde desta terça-feira (1º), Tel Aviv, capital de Israel, foi atingida por uma série de mísseis disparados pelo Irã, de acordo com informações da mídia internacional. A agência estatal iraniana Irna confirmou o lançamento dos explosivos, descrevendo-o como “um ataque com mísseis contra Tel Aviv”, sem fornecer mais detalhes sobre

Relatos de sirenes de ataque aéreo dispararam em Tel Aviv e, logo após, também foram ouvidos na cidade de Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que as mísseis foram disparadas do território iraniano, direcionadas ao capital israelense.

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