Trump anuncia acordo de paz com o Irã e determina fim de bloqueio naval no Estreito de Ormuz

O presidente Donald Trump disse neste domingo (14) que um acordo de paz com o Irã “já está concluído” e anunciou que o Estreito de Ormuz já está aberto e que os Estados Unidos suspenderam o bloqueio marítimo imposto a Teerã. “O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social, pouco depois de o Paquistão, mediador do processo, afirmar que as duas partes haviam alcançado um acordo.

“Autorizo plenamente a abertura livre de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, declarou. Acordo também foi confirmado pelo primeiro-ministro do Paquistão.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que Estados Unidos e Irã chegaram a um “acordo de paz” que interrompe imediatamente todas as operações militares no Oriente Médio, inclusive no Líbano, e cuja assinatura ocorrerá em Genebra, em 19 de junho. “Com o acordo já em vigor, os mediadores facilitarão uma série de reuniões nesta semana. Essas discussões prévias à implementação estabelecerão as bases para as conversas técnicas e para a cerimônia oficial de assinatura”, escreveu na rede X Sharif, mediador-chave na guerra do Oriente Médio.

AFP

Trump diz que acordo de paz com o Irã será assinado no domingo (14)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (13) que o acordo para acabar com a guerra no Oriente Médio está programado para ser assinado no domingo (14), abrindo caminho para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

A declaração de Trump contrasta com uma mensagem do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que indicou neste sábado que o acordo não seria assinado no domingo, segundo a imprensa estatal.

“O acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará ABERTO PARA TODOS”, escreveu Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social.

AFP

Número dois do Estado Islâmico é morto em ação conjunta dos EUA e Nigéria

Estados Unidos e Nigéria anunciaram que mataram o número dois na linha de comando global do grupo Estado Islâmico (EI) em uma operação conjunta no país africano, cenário frequente de ataques do movimento extremista. O norte da Nigéria, o país mais populoso da África, enfrenta a violência de grupos jihadistas e de grupos criminosos, chamados localmente de “bandidos”, que atacam vilarejos com frequência e recorrem a sequestros em massa para extorquir os moradores.

“Abu Bilal al Minuki, segundo na linha de comando do EI em todo o mundo, pensou que poderia se esconder na África, mas não sabia que tínhamos fontes que nos mantinham informados sobre o que ele estava fazendo”, afirmou na sexta-feira o presidente americano Donald Trump. Em sua rede Truth Social, Trump escreveu que “o terrorista mais ativo do mundo” foi eliminado em “uma missão meticulosamente planejada e muito complexa” e seguindo suas ordens.

Abu Bilal al Minuki nasceu em 1982 no estado de Borno, noroeste da Nigéria. “Com a eliminação dele, as capacidades operacionais do EI em todo o mundo ficam consideravelmente reduzidas”, acrescentou Trump. O presidente nigeriano Bola Tinubu e seu Exército confirmaram a informação neste sábado.

“Nossas Forças Armadas nigerianas, determinadas e em estreita colaboração com as Forças Armadas dos Estados Unidos, executaram uma ousada operação conjunta que desferiu um duro golpe às fileiras do Estado Islâmico”, afirmou Tinubu em um comunicado.
O Exército nigeriano descreveu Abu Bilal al Minuki como um “alto dirigente do Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos do mundo”. Trump alega que os cristãos da Nigéria são “perseguidos” e vítimas de um “genocídio” perpetrado por “terroristas”.

Abuja e a maioria dos especialistas negam categoricamente a afirmação, já que a violência afeta cristãos e muçulmanos de maneira indistinta. O Exército americano, em coordenação com as autoridades nigerianas, bombardeou o estado de Sokoto no período de Natal, ações direcionadas, segundo Washington, contra jihadistas do Estado Islâmico. Desde então, os dois países reforçaram sua cooperação militar.

AFP

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

Trump afirma que Irã está “totalmente derrotado” e busca acordo que ele rejeitaria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado (14), que o Irã, que está “totalmente derrotado” e quer fazer um acordo que o republicano não aceitaria. “A mídia de notícias falsas detesta noticiar o quão bem as Forças Armadas dos EUA se saíram contra o Irã, que está totalmente derrotado e quer um acordo – mas não um acordo que eu aceitaria! Agradeço a atenção dispensada a este assunto”, escreveu o republicano na Truth Social.

O conflito entre os EUA e o Irã está em curso há duas semanas. Neste sábado, inclusive, Trump disse que foram destruídas instalações militares em uma ilha vital para a rede petrolífera do Irã e alertou que a infraestrutura petrolífera iraniana poderá ser o próximo alvo caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Estadão Conteúdo

Febre entre turistas, Dubai também é atingida pela guerra

De longe, o suntuoso hotel Burj Al Arab, de Dubai, parece um enorme veleiro que, durante muito tempo, representou a opulência da cidade. Mas um drone iraniano o incendiou e o transformou em um símbolo da crise que assola a região. Os moradores ficaram horrorizados no sábado e neste domingo (1º) ao ver centenas de drones e mísseis atacando os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, durante muito tempo à margem dos conflitos regionais.

Dubai, que em questão de décadas passou de um miserável posto avançado a um paraíso fiscal cosmopolita e repleto de arranha-céus, viu seus alvos atingidos carregados de simbolismo. Junto com o Burj Al Arab, um edifício muito querido de 1999, as explosões também sacudiram um hotel cinco estrelas situado na luxuosa área de Palm Jumeirah, um ostentoso polo de lazer para pessoas abastadas.

O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em tráfego internacional, e o porto de Jebel Ali também foram atingidos. As duas instalações representam cerca de 60% das receitas de Dubai, segundo estimativas oficiais. Dalia, uma libanesa expatriada de 33 anos, estava na popular praia de Kite Beach, perto do Burj Al Arab, no sábado, quando os sistemas de defesa aérea começaram a destruir mísseis e drones no céu. Mais tarde, um drone interceptado provocou um incêndio na parte inferior da fachada do edifício.

“Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab (…) ao ver uma nuvem de fumaça sobre Kite Beach”, disse Dalia, que preferiu não revelar seu sobrenome. “Não me senti insegura nem pensei que Dubai pudesse perder seus monumentos emblemáticos, mas isso me fez perguntar: e se as coisas realmente saírem do controle?”, acrescentou.

“Meu refúgio seguro” – Um médico, na casa dos sessenta anos, contou à AFP que se mudou para Dubai fugindo da crise econômica em que seu Líbano natal está mergulhado. No domingo, evitou ir a Kite Beach, como costuma fazer toda semana, porque “teria sido deprimente demais ver qualquer sinal de dano no Burj”.

“Dubai é meu refúgio seguro, mas a guerra nos seguiu do Líbano até aqui”, comentou o médico, que não quis revelar seu nome. “Ainda considero Dubai um lugar seguro, mas está claro que dessa escalada ninguém escapou”, acrescentou. Muitos têm mais carinho pelo Burj Al Arab, o primeiro edifício de Dubai mundialmente conhecido, do que pelo impressionante Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 no centro da cidade. Às vezes promovido como um hotel sete estrelas, ele é lembrado por muitos pela partida de tênis disputada por Roger Federer e André Agassi em 2005 em seu heliporto, a 210 metros de altura.

The Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira com elegantes mansões e hotéis de luxo, é igualmente famosa, em parte pelas celebridades que viveram ali, como os Beckham. Os sábados em Dubai costumam ser dominados pelos famosos e longos “brunches” regados a álcool — um pilar fundamental da vida social da cidade —, mas os desta semana foram interrompidos por uma enorme explosão, seguida de um incêndio, no hotel Fairmont.

Atacar um projeto  – “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, disse uma expatriada britânica que vive nas proximidades e que correu para se abrigar no porão de seu prédio junto com outras 150 pessoas. No domingo, ainda se via fumaça no porto de Jebel Ali, e vários seguranças afastavam curiosos que tentavam dar uma olhada na fachada danificada do hotel e nos arbustos carbonizados. Em frente ao local havia um táxi com o vidro traseiro estilhaçado, e um prédio próximo, do outro lado da rua, tinha uma janela quebrada, feita em pedaços.

“Nunca esquecemos que estamos em um país do Oriente Médio e isso é uma prova de que nunca se sabe o que vai acontecer”, afirmou a britânica. Ao atingir as joias econômicas de Dubai e os símbolos de seu sucesso, o Irã atacou um projeto que ganhou inúmeros imitadores, incluindo a Arábia Saudita, que está tentando atrair turistas, talentos e dinheiro. Mas, apesar da ofensiva repentina, os moradores de Dubai ainda não estão fazendo as malas. “Continuamos vivendo praticamente no lugar mais seguro do mundo. Isso é perturbador, mas não a ponto de irmos embora de Dubai”, apontou seu marido.

AFP

Guarda Revolucionária do Irã promete “a ofensiva mais feroz da história” contra Israel e EUA

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, prometeu neste domingo (1º) a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e Estados Unidos, após os ataques lançados na véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei. “A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveu a Guarda Revolucionária no Telegram.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária também condenou “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista” e acrescentou: “A mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão”.

A república islâmica também decretou neste domingo um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Khamenei, aos 86 anos, que estava no poder desde 1989, anunciou a televisão estatal.

AFP

Países do Golfo criticam ataques “covardes” do Irã na ONU

Os Estados do Golfo condenaram neste sábado (28) os ataques “covardes” do Irã contra seus territórios como represália pelos bombardeios americanos e israelenses, em uma declaração conjunta lida pelo embaixador do Bahrein na ONU durante uma reunião de emergência no Conselho de Segurança.

“Consideramos o Governo do Irã plenamente responsável por estes ataques e rechaçamos qualquer explicação para justificar este comportamento hostil ou manipular as leis do direito internacional”, afirmou Jamal Fares Alrowaiei.

A Carta das Nações Unidas “não justifica de nenhuma maneira estes ataques covardes”, acrescentou, em nome dos seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Catar e Bahrein, assim como Síria e Jordânia.

AFP

Forças iranianas reagem a ataque dos EUA e lançam mísseis contra Israel

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado (28). O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. “Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las”, afirmou a organização de Israel nas redes sociais. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas “iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis”.

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado “medidas prévias” para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Sobe para 51 número de mortos em ataque a escola iraniana – Pelo menos 51 alunas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou uma autoridade provincial citada pela imprensa estatal. “No ataque israelense com mísseis desta manhã contra uma escola primária de meninas no condado de Minab, 51 alunas morreram até o momento e 60 ficaram feridas”, indicou o governador do condado. O balanço anterior registava 24 mortos neste ataque, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos. Pelo menos 45 outras pessoas ficaram feridas no ataque em Minab, na província de Hormozgan, no Irã. A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã tem uma base na cidade.

Irã levará inimigos ao arrependimento, diz embaixador do país no Brasil – O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado (28) o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico “levará todos os inimigos ao arrependimento”. Assim como o Irã entrou seriamente nas negociações, agora, com seriedade e poder, levará todos os inimigos ao arrependimento.  Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque. “Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país”, diz o texto.

Diario de Pernambuco

“Fúria épica”: EUA e Israel anunciam que atacaram Irã

Anunciado várias vezes pelo presidente Donald Trump, o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã aconteceu neste sábado (28). Em parceria com o governo de Israel, os EUA lançaram mísseis contra Teerã, a capital do país do Oriente Médio, e outras cidades. Segundo o portal G1, até as 6h30, não havia informações concretas sobre danos, mortos e feridos. Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a meta dos ataques acabar com o programa nuclear do Irã. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo.

Trump – O presidente Donald Trump se manifestou sobre a ação. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social. Trump reconheceu que poderia haver baixas americanas em caso de retaliação do Irã.
O presidente americano disse que “isso acontece frequentemente em guerras”. Trump afirmou que pretende destruir o arsenal de mísseis do Irã e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.”

Tensão – A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta (26), em Genebra, na Suíça. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (2). Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Crise – O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

História – EUA e Irã têm desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, em vigor até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.

Diario de Pernambuco/Com informações do G1

Trump desafia Suprema Corte e ameaça Irã em discurso recorde

Durante discurso proferido ao Congresso sobre o Estado da União na noite de terça-feira (24), no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a política anti-imigração do governo, voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã. Com mais de 1h47, o republicano fez a fala mais longa da história norte-americana.

O evento contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. O discurso do Estado da União dá a oportunidade ao presidente dos Estados Unidos de destacar os principais feitos do governo. Ele é feito em uma sessão conjunta do Congresso e é transmitido pela televisão em horário nobre.

Principais pontos do discurso:

Oriente Médio – Ao falar sobre a situação com o Irã, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano disse ainda que não pode deixar o país desenvolver uma arma nuclear própria.  “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou. Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.

Suprema Corte “decepcionante” – Sobre a insatisfação com a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço, Trump afirmou que foi por meio das tarifas que ele conseguiu resolver guerras. “Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou. O republicano reforçou ainda que a sentença da Corte, publicada há quatro dias, foi “muito infeliz” e garantiu que os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão interessados em “manter o acordo que já negociaram”.

Imigração – Em relação às políticas anti-imigração do governo, Trump disse que, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses. Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, afirmou. Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

A Tarde

Trump diz que EUA destruíram instalações nucleares do Irã como se elas fossem ‘manteiga’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar, em entrevista à Fox News neste domingo (29), que a operação norte-americana destruiu todas as plantas nucleares do Irã. Ele também acusou a CNN e o New York Times de mentir por afirmar que o dano teria sido menor. Segundo Trump, o Irã não deve continuar a desenvolver armas nucleares por “estarem exaustos”. Para o presidente dos EUA, o Irã foi atingindo como nunca.

Trump ressaltou a qualidade dos equipamentos e dos soldados norte-americanos ao descrever o ataque que, segundo ele, “destruiu as instalações como se [elas] fossem manteiga”.

Estadão Conteúdo

Irã ameaça fechar importante rota de petróleo e pode afetar Brasil

O parlamento do Irã aprovou, neste domingo (22), o fechamento doEstreito de Ormuz, como retaliação aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do país, na noite deste sábado (21). O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã, é considerado essencial para o escoamento da produção de países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes, Catar e Kuwait.

O Estreito de Ormuz é o corredor marítimo mais importante do mundo para o transporte de petróleo, por onde passam mais de 20% do petróleo consumido no mundo. Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto sejam transportados por ali diariamente, segundo dados da Vortexa, consultoria do mercado de energia e frete.

A via tem 33 quilômetros de largura, por onde transitam navios vindos do Golfo Pérsico em direção ao Mar Arábico. No seu ponto mais estreito, o trecho onde os navios podem navegar tem apenas 3,2 quilômetros de largura em cada direção, o que o torna congestionada e perigosa.

Como afetaria o Brasil?
Um fechamento do estreito poderá provocar turbulência em todo o globo, inclusive no Brasil. Especialistas apontam que se a ameaça for concretizada, o preço do barril do petróleo pode passar dos atuais US$ 70 para US$ 120, um aumento de 70% no valor. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras Claudio Schlosser, minimizou os impactos no mercado local no caso de um fechamento da via marítima.

“Historicamente é muito difícil acontecer esse fechamento. Pode ter uma restrição, redução, fluxos menores dos navios. Até porque tem aliados do Irã como Catar e Kuwait, que escoam óleo por ali. Abastecimento da China também passa por aquela região. Para nossas atividades, está mais ligado com a saída do petróleo leve. Mas existem alternativas logísticas para suprir esse petróleo”, disse Schlosser.

Além do petróleo, o Estreito de Ormuz é vital para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente do Catar, segundo maior exportador global. Um eventual bloqueio, mesmo parcial, também teria efeito sobre a oferta de energia para a Europa e a Ásia, ampliando os custos logísticos e potencialmente reconfigurando rotas comerciais.

Expectativa
A expectativa é de que o Irã não leve adiante uma interdição completa na região, afirmam especialistas. Afinal, o país também depende da própria exportação de petróleo pelo Estreito, além de arriscar represálias severas. O Irã tem costume usar a ameaça de fechamento do Estreito como ferramenta de pressão diplomática, o que pode se repetir.

Além disso, o bloqueio da via marítima poderia levar a uma intervenção militar dos EUA. A Quinta Frota do país americano, estacionada no vizinho Barein, tem a tarefa de proteger o transporte comercial na área. Qualquer movimento do Irã para interromper o fluxo de petróleo pela hidrovia também poderia comprometer as relações de Teerã com os países árabes do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos —países com os quais o Irã tem melhorado as relações nos últimos anos de forma meticulosa.

A Tarde

EUA na guerra: Trump anuncia ataque a três instalações nucleares do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, na noite deste sábado (21), que as tropas norte-americanas atacaram três instalações nucleares no Irã. O caso acontece em meio ao embate entre o Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos.

“Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. AGORA É A HORA DA PAZ! Agradecemos a sua atenção a este assunto”, completou Trump.

Autoridade diz que EUA usaram bombardeiros B-2 em ataques ao Irã

Após o presidente do EUA, Donald Trump anunciar em publicação no Truth Social, que mandou atacar bases nucleares do Irã, especialistas disseram que bombardeiros norte-americanos B2 foram usados ​​na operação do fim de semana para atingir as três instalações nucleares iranianas mencionadas pelo presidente. Mais cedo no sábado o movimento de bombardeiros B-2 havia sido reportado. As aeronaves podem ser equipadas para transportar bombas que, segundo especialistas, seriam ideais para atacar os locais.

O B-2 Spirit é a única aeronave dos EUA capaz de lançar a bomba antibunker GBU-57, de 13,6 toneladas, capaz de penetrar até 61 metros no subsolo antes de explodir. Trata-se do único armamento conhecido com capacidade para destruir instalações nucleares fortemente protegidas, como as do complexo subterrâneo iraniano de Fordow. Cada bombardeiro pode carregar até duas dessas bombas.

A Tarde

Irã alerta sobre risco de ‘propagação’ da guerra para além do Oriente Médio

Teerã alertou, neste sábado (9), sobre o risco de que os conflitos em Gaza e no Líbano, onde Israel está em confronto com as organizações pró-Irã Hamas e Hezbollah, se espalhem para outras regiões do mundo.

“O mundo deve saber que, se a guerra se espalhar, seus efeitos nocivos não se limitarão ao Oriente Médio”, advertiu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em discurso transmitido pela televisão estatal. “A insegurança e a instabilidade podem se espalhar para outras regiões, mesmo distantes”, acrescentou.

Israel, um dos principais inimigos regionais do Irã, está em guerra com o Hamas na Faixa de Gaza e com o Hezbollah no Líbano, dois movimentos aliados a Teerã, que, por sua vez, pede um cessar-fogo em ambas as frentes. A tensão entre os dois países cresceu no calor dos conflitos em Gaza e no Líbano e, em 26 de outubro, caças israelenses bombardearam instalações militares no Irã, em retaliação a um ataque balístico iraniano contra Israel em 1º de outubro. Teerã prometeu responder, e Israel deixou claro que atuaria com mais força se isso acontecesse.

Na quinta-feira, Ali Larijani, assessor do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que o Irã deve se proteger contra uma reação “instintiva” contra Israel para “não cair na armadilha” do governo de Benjamin Netanyahu. Já o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, declarou no domingo que um eventual cessar-fogo entre os aliados do Irã e os de Israel poderia influenciar a resposta de seu país aos ataques israelenses.

Neste sábado, o Irã também pediu ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que “mude” sua política de “pressão máxima”, aplicada durante sua primeira administração na Casa Branca.

“Trump deve demonstrar que não segue as políticas errôneas do passado. Como um empresário, ele deveria avaliar os prós e os contras e decidir se deseja continuar ou mudar esta política prejudicial”, disse Mohamad Javad Zarif, vice-presidente iraniano de assuntos estratégicos, à imprensa.

AFP

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