Líquido achado em sítio no Ceará é petróleo cru, conclui ANP

Sidrônio buscava água, mas encontrou líquido preto e denso. — Foto: Gabriela Feitosa/g1

O líquido foi descoberto enquanto o agricultor Sidrônio Moreira furava o solo em busca de água, em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado em um sítio no interior do Ceará é realmente petróleo. O achado foi feito pelo agricultor Sidrônio Moreira, que perfurava o solo da sua propriedade em busca de água, no município de Tabuleiro do Norte (CE).

De acordo com a ANP, o resultado foi enviado nesta quarta-feira (20) para o proprietário do terreno e também foi encaminhado para a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará (SEMACE), “que poderá avaliar a necessidade de medidas e/ou orientações ao proprietário sobre aspectos relacionados a questões ambientais”.

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Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses

O mercado financeiro teve um dia de euforia nesta sexta-feira (8). O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, e a bolsa recuperou parte das perdas da véspera.

Os mercados reagiram a dados do mercado de trabalho estadunidense e à redução dos temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,894, em baixa de R$ 0,029 (-0,60%). Esse é menor valor de encerramento desde 15 de janeiro de 2024.

No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda de 10,84% frente ao real.

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Petróleo fecha em alta com escalada no Oriente Médio e impasse no Estreito de Ormuz

Novos episódios envolvendo o Estreito de Ormuz elevam o risco de perturbações no fluxo da commodity energética e reforçam a incerteza sobre uma solução diplomática entre Estados Unidos e Irã (Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP)

Para junho, o petróleo WTI negociado na Nymex encerrou a sessão com valorização de 4,29%, cotado a US$ 106,42 o barril

O petróleo fechou em forte alta nesta segunda-feira (4), à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio voltou a ditar o ritmo dos mercados globais no início desta semana. Novos episódios envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram o risco de interrupções no fluxo global da commodity e reforçaram a incerteza sobre uma possível solução diplomática entre Estados Unidos e Irã.

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global

O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

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Preço do litro de gasolina passa dos R$ 7,00 e preocupa consumidores de Petrolina e região

(Foto: Ilustração)

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a provocar fortes impactos no mercado internacional de energia. O preço do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez em mais de três anos e meio, refletindo a instabilidade gerada pela guerra envolvendo o Irã e seus aliados na região.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 101,19 logo após a reabertura das negociações no mercado internacional, representando uma alta de cerca de 9,2% em relação ao fechamento da última sexta-feira, quando estava cotado a US$ 92,69.

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Caso petróleo seja confirmado, agricultor que furou poço no Ceará não poderá vender o combustível

Um agricultor do Ceará espera há meses uma resposta sobre o líquido preto que encontrou ao furar um poço em busca de água. O caso aconteceu em Tabuleiro do Norte, no sertão do estado. Há possibilidade de o material ser petróleo. Mesmo que seja confirmado, o agricultor não terá direito de comercializar o combustível, ainda que tenha sido encontrado na propriedade de Sidrônio Moreira. Isso porque, no Brasil, riquezas encontradas no subsolo pertencem à União. Conforme a legislação brasileira, a Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) deverá confirmar se a substância é de fato petróleo; mesmo se for confirmado, o dono do terreno não poderá extrair nem vender o combustível.

O achado ocorreu em novembro de 2024, na localidade de Sítio Santo Estevão. A região faz parte do Vale do Jaguaribe e fica na divisa com o Rio Grande do Norte, próxima à Bacia Potiguar. A descoberta de petróleo, no entanto, não garante que a exploração da área seja possível ou financeiramente vantajosa. Testes laboratoriais indicaram que a amostra do líquido encontrado tem características físico-químicas semelhantes ao petróleo de jazidas do Rio Grande do Norte. A confirmação oficial, porém, ainda não foi dada pela ANP.

As análises foram realizadas por Adriano Lima, engenheiro químico do Instituto Federal do Ceará (IFCE), com apoio de uma equipe da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN). Os testes confirmaram que o líquido encontrado em Tabuleiro do Norte é um hidrocarboneto que, em densidade, viscosidade, cor e cheiro, é praticamente igual ao petróleo das redondezas. O pesquisador alertou que a confirmação de que a substância é um hidrocarboneto não significa confirmação oficial de jazida de petróleo na propriedade, nem que a exploração econômica é viável. Não se sabe ainda a quantidade, qualidade e viabilidade do material.

Análise da ANP – A família de Sidrônio e o IFCE procuraram a ANP em julho de 2025 para informar sobre a descoberta, mas até então a agência não havia respondido. O órgão se manifestou apenas em 25 de fevereiro, após ser questionado pelo g1. Na resposta, a ANP informou que abriu procedimento administrativo para apurar o caso e disse que vai contatar “o órgão de meio ambiente competente para as providências cabíveis”, mas não detalhou as medidas nem o órgão responsável.

Após a notificação, a ANP deve iniciar procedimentos para averiguar as condições físicas da área, como o subsolo, o tamanho do poço e a composição química do petróleo. Depois da confirmação e delimitação das jazidas, a ANP divide a região em blocos de exploração, que são leiloados para empresas interessadas em explorar petróleo. O processo, desde a descoberta até a conclusão das pesquisas, leilão, instalação da operação e obtenção de licenças ambientais, pode levar anos.

Muitas vezes, áreas já mapeadas e liberadas para exploração pela ANP não atraem investidores devido ao tamanho da jazida, dificuldade de extração, custo da operação ou baixa qualidade do petróleo, que exige mais gastos no refino. “O custo de se montar uma unidade de produção numa região tem que ser equivalente ao retorno que a operação vai ter. Então, pra empresa, por exemplo, arrematar um bloco no semiárido nordestino, em cima da Chapada do Apodi, considerando os cálculos de custos ambientais, impactos ambientais, custos econômicos de operação, tem que ser proporcional ao retorno que ele vai ter daquele material que ele vai extrair. O retorno tem que estar relacionado à qualidade do óleo que ele vai extrair e à quantidade, à duração, o tempo que ele vai conseguir produzir”, avaliou o engenheiro químico Adriano Lima.

G1 Ceará

 

Refinaria de petróleo pega fogo em meio à crise energética em Cuba

A refinaria de petróleo Nieco López, localizada na Baía de Havana, capital de Cuba, pegou fogo na tarde desta sexta-feira, 13. O incêndio acontece em meio à crise energética que atinge o país nas últimas semanas, por conta das pressões dos Estados Unidos contra o país caribenho.

O incêndio não durou muito tempo, mas ocorreu próximo a dois navios petroleiros que estavam ancorados na região. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas. Na última quinta-feira (12), a Baía de Havana recebeu dois navios da Marinha do México que transportaram mais de 800 toneladas de ajuda humanitária para a ilha, que enfrenta uma profunda crise econômica, agravada por pressões dos Estados Unidos.

Após a operação norte-americana que capturou Nicolás Maduro na Venezuela, Cuba vive um cerco dos Estados Unidos, que interrompeu o fornecimento de petróleo venezuelano ao país caribenho. O Governo Trump ainda ameaçou impor tarifas a países que comercializem combustível com a ilha.

Diante da escassez, o governo cubano colocou em vigor nesta semana um plano emergencial para reduzir o consumo de energia. Entre as medidas adotadas estão restrições à venda de combustíveis e a implementação de uma jornada de trabalho de quatro dias, de segunda a quinta-feira.

A Tarde

Trump diz que EUA vão governar Venezuela e irá controlar o petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que os EUA vão governar a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro, coordenada pelos Estados Unidos. O presidente deu mais detalhes sobre a operação que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante uma coletiva de imprensa realizada neste sábado (03).

Apesar da fala, ele não deixou claro como isso será feito, sob qual autoridade ou com que tipo de acordos. “Não queremos que outra pessoa assuma o poder e continuemos na mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país. Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição de poder”.

Trump também confirmou que os EUA vai ter empresas atuando para mexer com a estrutura do petróleo venezuelano. “Vamos levar nossas maiores companhias de petróleo dos EUA. Vão consertar a infraestrutura do petróleo e fazer dinheiro para o país”, disse ele em coletiva.

Celebração
Empolgado com o feito, Trump disse que “este foi um dos ataques mais impressionantes e uma das demonstrações mais eficazes e poderosas do poderio e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”,

Ainda segundo ele, “nenhuma nação no mundo conseguiria fazer o que os Estados Unidos conseguiram ontem, ou, francamente, em tão pouco tempo. Todas as capacidades militares venezuelanas foram neutralizadas quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando com as forças de segurança americanas, capturaram Maduro com sucesso na calada da noite.”

Segundo ataque?
Trump também disse que seu Exército estava pronto para “lançar um segundo ataque, muito maior, se necessário” e acrescentou que havia operações militares subsequentes em fase de planejamento, mas seu mas seu governo “provavelmente não precisará realizá-las”.

A Tarde

Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela

Além do discurso do governo dos Estados Unidos de que realizava operações marítimas próximas à costa da Venezuela para combater o narcotráfico, os interesses norte-americanos por trás do ataque que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado, 3, vão muito além. Fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a necessidade de conquistar protagonismo na América Latina, estão entre os principais motivadores da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Petróleo – Atualmente, a Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% do volume conhecido, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris, e Irã, com 209 bilhões, com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, no entanto, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para a extração.

Nesse contexto, há um claro interesse dos Estados Unidos. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo. O jornal americano The New York Times, por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro, já que Washington vinha realizando negociações secretas com Caracas justamente com foco no petróleo.

China, inimiga de Trump – Antes das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto venezuelano. Depois disso, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, utilizados para quitar dívidas.

Nesse arranjo, a China ampliou significativamente sua participação e passou a desempenhar um papel central. Atualmente, grande parte das exportações venezuelanas é destinada ao país asiático. Por meio desses acordos, a China já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto. Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

Doutrina Monroe – A nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca coloca em prática a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina. A doutrina estabelece que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental é considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, define a região como área de interesse estratégico prioritário para Washington.

Ataque à Venezuela deixa poucos feridos e não causa mortes, diz Trump

E Donald Trump afirmou à Fox News que a ofensiva militar realizada pelo país contra a Venezuela deixou poucos feridos e não provocou mortes. A declaração foi feita pouco depois do republicano confirmar a ofensiva e afirmar que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

Estado de emergência – A Venezuela declarou estado de emergência após os ataques militares dos Estados Unidos. Em um comunicado oficial, a população foi convocada por representantes do país a reagir contra a agressão cometida pelos estadunidenses, que explodiram a capital Caracas.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, disse o comunicado.

“O presidente Maduro determinou a ativação de todos os planos de defesa nacional, a serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrita observância ao que prevê a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação”, conclui a declaração.

A Tarde

Irã ameaça fechar importante rota de petróleo e pode afetar Brasil

O parlamento do Irã aprovou, neste domingo (22), o fechamento doEstreito de Ormuz, como retaliação aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do país, na noite deste sábado (21). O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã, é considerado essencial para o escoamento da produção de países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes, Catar e Kuwait.

O Estreito de Ormuz é o corredor marítimo mais importante do mundo para o transporte de petróleo, por onde passam mais de 20% do petróleo consumido no mundo. Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto sejam transportados por ali diariamente, segundo dados da Vortexa, consultoria do mercado de energia e frete.

A via tem 33 quilômetros de largura, por onde transitam navios vindos do Golfo Pérsico em direção ao Mar Arábico. No seu ponto mais estreito, o trecho onde os navios podem navegar tem apenas 3,2 quilômetros de largura em cada direção, o que o torna congestionada e perigosa.

Como afetaria o Brasil?
Um fechamento do estreito poderá provocar turbulência em todo o globo, inclusive no Brasil. Especialistas apontam que se a ameaça for concretizada, o preço do barril do petróleo pode passar dos atuais US$ 70 para US$ 120, um aumento de 70% no valor. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras Claudio Schlosser, minimizou os impactos no mercado local no caso de um fechamento da via marítima.

“Historicamente é muito difícil acontecer esse fechamento. Pode ter uma restrição, redução, fluxos menores dos navios. Até porque tem aliados do Irã como Catar e Kuwait, que escoam óleo por ali. Abastecimento da China também passa por aquela região. Para nossas atividades, está mais ligado com a saída do petróleo leve. Mas existem alternativas logísticas para suprir esse petróleo”, disse Schlosser.

Além do petróleo, o Estreito de Ormuz é vital para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente do Catar, segundo maior exportador global. Um eventual bloqueio, mesmo parcial, também teria efeito sobre a oferta de energia para a Europa e a Ásia, ampliando os custos logísticos e potencialmente reconfigurando rotas comerciais.

Expectativa
A expectativa é de que o Irã não leve adiante uma interdição completa na região, afirmam especialistas. Afinal, o país também depende da própria exportação de petróleo pelo Estreito, além de arriscar represálias severas. O Irã tem costume usar a ameaça de fechamento do Estreito como ferramenta de pressão diplomática, o que pode se repetir.

Além disso, o bloqueio da via marítima poderia levar a uma intervenção militar dos EUA. A Quinta Frota do país americano, estacionada no vizinho Barein, tem a tarefa de proteger o transporte comercial na área. Qualquer movimento do Irã para interromper o fluxo de petróleo pela hidrovia também poderia comprometer as relações de Teerã com os países árabes do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos —países com os quais o Irã tem melhorado as relações nos últimos anos de forma meticulosa.

A Tarde

Produção brasileira de petróleo aumenta 4% em 2022, diz ANP

Dados consolidados do ano de 2022, divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), revelam que a produção nacional de petróleo atingiu 3 milhões de barris por dia, com aumento de 4% em comparação ao ano anterior. A produção de petróleo do pré-sal atingiu média de 2,3 milhões de barris/dia no ano, representando cerca de 76% da produção total do Brasil.

As reservas totais de petróleo apresentaram, em 2022, crescimento de 10,6% em relação a 2021, chegando a 26,91 bilhões de barris. Já as reservas provadas de petróleo somaram 14,9 bilhões de barris, expansão de 11,5%. No ano de 2022, as exportações de petróleo totalizaram 1,3 milhão de barris/dia, enquanto as importações do produto alcançaram 275 mil barris/dia, registrando crescimento de 68,3%.

Com relação ao gás natural, a produção teve acréscimo de 3,1%, marcando o 13º ano consecutivo de aumento. Foram produzidos, no ano passado, 137,9 milhões de metros cúbicos (m³) diários. No pré-sal, a produção de gás natural também seguiu ampliando sua participação no total nacional e correspondeu a 71,6%, em 2022. As reservas totais cresceram 4,5%, atingindo 587,9 bilhões de metros cúbicos. As reservas provadas de gás somaram 406,5 bilhões de m³, crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior.

Biocombustíveis
Já no setor de biocombustíveis, a produção de biodiesel, em 2022, foi 7,6% inferior à de 2021. A ANP destacou, no entanto, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reduziu o percentual de biodiesel no óleo diesel de 12% para 10%, a partir de novembro de 2021. Essa medida perdurou durante todo ano de 2022. Já a produção de etanol superou em 2,5% a de 2021, atingindo a marca histórica de 30,7 bilhões de litros. O etanol hidratado apresentou menor competitividade dos preços em relação à gasolina C, o que resultou, em 2022, em queda de 7,5% nas vendas desse combustível.

A produção nacional de derivados de petróleo cresceu 6,7% em 2022 e atingiu 2,1 milhões de barris/dia, respondendo por cerca de 84% da capacidade instalada de refino, enquanto as vendas de derivados pelas distribuidoras evoluíram 3,9%, com destaque para as vendas de querosene de aviação (+35,9%).

Por outro lado, o volume de obrigações da cláusula dos contratos de concessão, partilha e cessão onerosa, relativo aos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), foi de R$ 4,4 bilhões, sinalizando aumento em relação a 2021 da ordem de 45,8%. O montante gerado de participações governamentais, incluindo royalties e participação especial, por exemplo, atingiu R$ 118,6 bilhões em 2022, incremento de 52% em relação ao ano anterior.

Royalties são uma compensação financeira paga à União, aos estados e municípios pelos produtores de óleo e gás e são recolhidos mensalmente sobre o valor da produção do campo. A participação especial, por sua vez, consiste em uma compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural para campos de grande volume de produção.

Internacionais
Os dados internacionais, que também farão parte do Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2023, têm previsão de divulgação neste mês de julho.

A ANP salientou ainda que, em 2022, foram promovidos pelo órgão dois ciclos da Oferta Permanente de Blocos e Áreas para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural: o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC); e o 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP).

Agência Brasil

Preço do gás de cozinha deve permanecer em alta

O gás de cozinha está alto e deve permanecer caro. A previsão do canal CNN Brasil é que, com o Petróleo nas alturas, juntamente com o dólar, o bolso do brasileiro seguirá sentindo ao comprar o gás.

O barril do petróleo Brent era negociado a US$ 72,40, na quinta-feira (10), muito próximo do patamar pré-pandemia. Portanto, segundo o pesquisador, se o petróleo está mais caro, o gás na sua cozinha também ficará. O ponto positivo é que a alta na energia elétrica não interfere ainda mais no gás.

“O preço da energia elétrica não tem impacto direto no preço do gás, pelo menos no curto prazo. Não acho que o movimento de trocar energia elétrica pelo uso do gás é relevante por enquanto”, destaca o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin.

Motoristas fazem fila para abastecer com gasolina mais barata em Juazeiro

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Pelos menos três postos de combustíveis de Juazeiro foram identificados pela reportagem do Blog Waldiney Passos vendendo gasolina com o preço abaixo do mercado, nesta terça-feira (6).

Enquanto a maioria dos postos de Petrolina, no Sertão de Pernambuco e Juazeiro, na região norte da Bahia, cobra gasolina entre R$ 5,96 e R$ 5,99, o posto com bandeira Shell, que fica localizado ao lado do Supermercado G Barbosa, na avenida Raul Alves, bairro Santo Antônio, em Juazeiro, o motorista pode encher o tanque por R$ 5,17 o litro da gasolina.

E não é só este posto da cidade baiana que adotou um preço mais em conta. O Posto Pinheiro, que fica atrás do terminal urbano de ônibus coletivo e o Posto Juazeiro 3, localizado ao lado dos Correios também adotaram o mesmo preço.

Além deles, ainda tem o posto Raul Lins, ao lado do Universo Militar, na avenida Adolfo Viana, em Juazeiro que está vendendo gasolina a R$ 5,18.

Nós procuramos o Sindicombustíveis, o Sindicato de donos de postos de combustíveis da Bahia, para saber porque essa disparidade nos preços em relaçao a outros postos, mas até o fechamento dessa reportagem não tivemos retorno.

Parentes e amigos procuram por homem que desapareceu em Juazeiro

Valdir Pereira dos Santos, de 47 anos, mais conhecido como Petróleo, saiu do presídio de Juazeiro na última terça-feira, 30 de março, e não chegou em casa.

De acordo com informações de amigos, ele teria sido preso em Pilão Arcado, cidade da região norte da Bahia, acusado de um crime que não cometeu, mesmo assim foi enviado para o Conjunto Penal de Juazeiro, onde ficou preso até ter a inocência provada.

Na última terça-feira, recebeu o alvará de soltura e saiu a pé, mas não conhece a região. Até o momento não chegou em casa. Quem tiver informações favor entrar em contato pelos números: (74)9 9942-8677 ou (11)9 7127-6734.

Petrobras anuncia novo aumento na gasolina e no diesel

(Foto: Ilustração)

O anuncio feito nesta segunda-feira (28) informa que a gasolina terá um aumento de 5% e o diesel aumentará 4%. O último reajuste havia sido em 16 de dezembro. Os novos preços entram em vigor nesta terça-feira (29)

Segundo a Petrobras, o preço médio da gasolina para as distribuidoras passa a ser de R$ 1,84 o litro, elevação de R$ 0,09. No acumulado do ano, afirma a companhia, o preço tem redução de 4,1%.

No diesel, o preço médio para as distribuidoras será de R$ 2,02 por litro, aumento de R$ 0,08. Também há queda no acumulado de 2020, de 13,2%, calcula a empresa petrolífera.

Em 2020, a estatal promoveu 41 reajustes para a gasolina, dos quais 20 para cima e outros 21, para baixo. No diesel, foram 32 alterações, com 17 elevações e 15 reduções.