Caso petróleo seja confirmado, agricultor que furou poço no Ceará não poderá vender o combustível

Um agricultor do Ceará espera há meses uma resposta sobre o líquido preto que encontrou ao furar um poço em busca de água. O caso aconteceu em Tabuleiro do Norte, no sertão do estado. Há possibilidade de o material ser petróleo. Mesmo que seja confirmado, o agricultor não terá direito de comercializar o combustível, ainda que tenha sido encontrado na propriedade de Sidrônio Moreira. Isso porque, no Brasil, riquezas encontradas no subsolo pertencem à União. Conforme a legislação brasileira, a Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) deverá confirmar se a substância é de fato petróleo; mesmo se for confirmado, o dono do terreno não poderá extrair nem vender o combustível.

O achado ocorreu em novembro de 2024, na localidade de Sítio Santo Estevão. A região faz parte do Vale do Jaguaribe e fica na divisa com o Rio Grande do Norte, próxima à Bacia Potiguar. A descoberta de petróleo, no entanto, não garante que a exploração da área seja possível ou financeiramente vantajosa. Testes laboratoriais indicaram que a amostra do líquido encontrado tem características físico-químicas semelhantes ao petróleo de jazidas do Rio Grande do Norte. A confirmação oficial, porém, ainda não foi dada pela ANP.

As análises foram realizadas por Adriano Lima, engenheiro químico do Instituto Federal do Ceará (IFCE), com apoio de uma equipe da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN). Os testes confirmaram que o líquido encontrado em Tabuleiro do Norte é um hidrocarboneto que, em densidade, viscosidade, cor e cheiro, é praticamente igual ao petróleo das redondezas. O pesquisador alertou que a confirmação de que a substância é um hidrocarboneto não significa confirmação oficial de jazida de petróleo na propriedade, nem que a exploração econômica é viável. Não se sabe ainda a quantidade, qualidade e viabilidade do material.

Análise da ANP – A família de Sidrônio e o IFCE procuraram a ANP em julho de 2025 para informar sobre a descoberta, mas até então a agência não havia respondido. O órgão se manifestou apenas em 25 de fevereiro, após ser questionado pelo g1. Na resposta, a ANP informou que abriu procedimento administrativo para apurar o caso e disse que vai contatar “o órgão de meio ambiente competente para as providências cabíveis”, mas não detalhou as medidas nem o órgão responsável.

Após a notificação, a ANP deve iniciar procedimentos para averiguar as condições físicas da área, como o subsolo, o tamanho do poço e a composição química do petróleo. Depois da confirmação e delimitação das jazidas, a ANP divide a região em blocos de exploração, que são leiloados para empresas interessadas em explorar petróleo. O processo, desde a descoberta até a conclusão das pesquisas, leilão, instalação da operação e obtenção de licenças ambientais, pode levar anos.

Muitas vezes, áreas já mapeadas e liberadas para exploração pela ANP não atraem investidores devido ao tamanho da jazida, dificuldade de extração, custo da operação ou baixa qualidade do petróleo, que exige mais gastos no refino. “O custo de se montar uma unidade de produção numa região tem que ser equivalente ao retorno que a operação vai ter. Então, pra empresa, por exemplo, arrematar um bloco no semiárido nordestino, em cima da Chapada do Apodi, considerando os cálculos de custos ambientais, impactos ambientais, custos econômicos de operação, tem que ser proporcional ao retorno que ele vai ter daquele material que ele vai extrair. O retorno tem que estar relacionado à qualidade do óleo que ele vai extrair e à quantidade, à duração, o tempo que ele vai conseguir produzir”, avaliou o engenheiro químico Adriano Lima.

G1 Ceará

 

Barra Agroshow movimenta agronegócio no Médio São Francisco entre 04 e 06 de setembro

Entre os dias 04 e 06 de setembro, a cidade de Barra, na Bahia, será palco da Barra Agroshow, uma das principais feiras de agronegócio da região. O evento promete reunir produtores rurais, empresas, especialistas e visitantes interessados no fortalecimento do setor agrícola no Médio São Francisco e no Vale do São Francisco.

A feira contará com exposição de máquinas, implementos, insumos agrícolas, além de palestras técnicas, rodadas de negócios e espaços de integração entre produtores e investidores. A expectativa é que a Agroshow contribua para movimentar a economia local e destacar ainda mais o potencial produtivo da região.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Barra tem sido um dos grandes incentivadores da iniciativa, promovendo ações para que o município seja cada vez mais reconhecido como referência agrícola.

Para Manuel Coimeiro, Diretor-Geral do Grupo Euroeste, a realização da feira marca um passo importante para a consolidação do agronegócio na região.

Desde já quero parabenizar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Barra por tudo o que tem feito para que a Barra seja ainda mais vista. Nós temos todo o desejo que essa feira seja um sucesso. Enxergamos a vinda da feira para cá como mais um grande passo naquilo que é a fronteira agrícola do Médio São Francisco e do Vale do São Francisco. Venho convidá-los a participar da nossa Barra Agroshow. Venham conhecer a nossa região, que tem um vasto número de recursos naturais e muito potencial para produção”, destacou.

Com essa iniciativa, Barra se coloca em evidência no calendário do agronegócio baiano, abrindo espaço para novas parcerias e investimentos que podem transformar ainda mais a realidade do campo na região.

Prazo para credenciamento de agricultores para aquisição de alimentos termina nesta sexta, em Petrolina

Termina nesta sexta-feira (30), o prazo de credenciamento para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ligado a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com o edital, 73 agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) serão contemplados este ano.

O objetivo da iniciativa é adquirir gêneros alimentícios da agricultura familiar para doação as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os interessados devem realizar o cadastro até o dia 30 de agosto, das 8h às 14h, na sede da Sedesdh, localizada na Praça Pio XII (conhecida como Praça do Galo), Nº 264, Centro.Os agricultores familiares individuais deverão apresentar cópia da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP); cópias do CPF, RG; comprovante de residência e Número de Inscrição Social (NIS); Certificado Orgânico emitido por órgão competente (no caso de agricultor com produção orgânica); além de um documento que comprove vínculo com a terra e ficha de cadastro preenchida e assinada com as propostas de fornecimento.

Já os grupos formais de agricultores familiares deverão apresentar: cópia da ata de fundação e ata de posse da atual presidência; cópia do comprovante de endereço da entidade formal, cópias do CPF, RG, comprovante de residência e Declaração de Aptidão ao Pronaf Jurídica (DAP) de todos os agricultores pertencentes ao grupo; ficha de cadastro preenchida e assinada com as propostas de fornecimento de alimentos para o grupo formal, a ser preenchido no ato da inscrição; Certificado Orgânico/ ou Atestado emitido por órgão competente.

G1 Petrolina