Refinaria de petróleo pega fogo em meio à crise energética em Cuba

A refinaria de petróleo Nieco López, localizada na Baía de Havana, capital de Cuba, pegou fogo na tarde desta sexta-feira, 13. O incêndio acontece em meio à crise energética que atinge o país nas últimas semanas, por conta das pressões dos Estados Unidos contra o país caribenho.

O incêndio não durou muito tempo, mas ocorreu próximo a dois navios petroleiros que estavam ancorados na região. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas. Na última quinta-feira (12), a Baía de Havana recebeu dois navios da Marinha do México que transportaram mais de 800 toneladas de ajuda humanitária para a ilha, que enfrenta uma profunda crise econômica, agravada por pressões dos Estados Unidos.

Após a operação norte-americana que capturou Nicolás Maduro na Venezuela, Cuba vive um cerco dos Estados Unidos, que interrompeu o fornecimento de petróleo venezuelano ao país caribenho. O Governo Trump ainda ameaçou impor tarifas a países que comercializem combustível com a ilha.

Diante da escassez, o governo cubano colocou em vigor nesta semana um plano emergencial para reduzir o consumo de energia. Entre as medidas adotadas estão restrições à venda de combustíveis e a implementação de uma jornada de trabalho de quatro dias, de segunda a quinta-feira.

A Tarde

Associação de médicos cubanos repudia ação dos EUA contra Mais Médicos

A Associação dos Médicos Cubanos no Brasil (Aspromed) repudiou as sanções do governo dos Estados Unidos a gestores públicos envolvidos com a estruturação do programa Mais Médicos, além de declarar apoio à cooperação de longa data entre Cuba e Brasil na área da saúde.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos. Foram cancelados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para COP30. Também foram sancionados o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e seus familiares.

Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justifica que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos. Em nota de repúdio, a Aspromed destacou o papel do Mais Médicos como política de saúde pública com o objetivo de garantir o direito à saúde para todos, “especialmente para a população de baixa renda que vive em regiões menos privilegiadas por todo o país”.

Afastando a tese do Secretário de Estado dos Estados Unidos, a diretoria da associação afirmou que os médicos cubanos que permanecem no Brasil o fazem por escolha própria. “Muitos já naturalizados, com famílias brasileiras e laços afetivos profundos com o país, continuarão atuando com dedicação junto às comunidades mais carentes, levando atendimento e cuidado a pessoas que vivem em condições adversas, nos rincões mais distantes do território nacional”, defendeu a nota.

Segundo a Aspromed, os 18 mil médicos que atuaram no programa realizaram cerca de 63 milhões de atendimentos, “fortalecendo e legitimando o maior sistema de saúde do mundo, universal, público e gratuito, o SUS”. O convênio com Cuba terminou em 2018 e parte dos médicos optou por permanecer no país, 2,5 mil segundo estimativa da associação. O programa atendeu pequenas cidades e distritos indígenas onde a presença de profissionais de saúde era historicamente menor, mas também foi marcante em periferias das grandes metrópoles.

Agência Brasil