Operação do CIRA fiscaliza 19 postos de combustíveis e identifica irregularidades em Pernambuco

Equipes do CIRA-PE fiscalizaram 19 postos de combustíveis durante a Operação Ativos de Carbono – Fase III em Pernambuco

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Pernambuco (CIRA-PE) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Ativos de Carbono – Fase III, voltada à fiscalização do segmento de combustíveis. A ação teve como objetivo verificar possíveis irregularidades tributárias, o cumprimento das normas de defesa do consumidor e a regularidade dos produtos comercializados.

A operação foi realizada em 19 postos de combustíveis e coordenada pela Diretoria Geral de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), em parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) e o Procon Pernambuco, contando ainda com o apoio da Polícia Militar de Pernambuco.

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Receita estima que organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões em postos de combustível

A Receita Federal estima que a organização criminosa alvo da Operação Carbono Oculto tenha movimentado, só entre 2020 e 2024, um total de R$ 52 bilhões em postos de combustível por meio do recolhimento de tributos em volume muito baixo e incompatível com suas atividades, provocando perdas de R$ 8,6 bilhões para os cofres públicos. Os auditores do órgão detectaram a ação de 40 fundos de investimentos usados para blindar e investir os recursos do grupo cujo patrimônio estaria avaliado em R$ 30 bilhões.

De acordo com a Receita, o objetivo da ação desta quinta-feira, 28, “é desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis”. Segundo os auditores, estão na “mira da investigação vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde a importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final até os elos finais de ocultação e blindagem do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos”.

Ainda de acordo com o órgão, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também ingressou com ações judiciais cíveis para obter o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, “incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário”.

Em nota, a Receita descreveu assim a atuação do grupo criminoso: “As investigações apontam que o sofisticado esquema engendrado pela organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis. O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade”.

De acordo com os auditores, os acusados usavam importadoras que atuavam como “interpostas pessoas, adquirindo no exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos de formuladoras e distribuidoras vinculadas à organização criminosa”.

Ainda de acordo com o órgão, só entre 2020 e 2024, foram importados mais de R$ 10 bilhões em combustíveis pelos investigados. “As formuladoras e distribuidoras, além de postos de combustíveis também vinculados à organização, sonegavam reiteradamente tributos em suas operações de venda. A Receita Federal já constituiu créditos tributários federais de um total de mais de R$ 8,67 bilhões em pessoas e empresas integrantes do esquema”.

No setor de combustíveis, os auditores também encontraram outro tipo de fraude envolvendo o metanol. O produto, importado supostamente para outros fins, seria desviado para uso na fabricação de gasolina adulterada, com sérios prejuízos para os consumidores.

Segundo os agentes, auditores fiscais da Receita Federal identificaram irregularidades em mais de 1.000 postos de combustíveis distribuídos em 10 estados (SP, BA, GO, PR, RS, MG, MA, PI, RJ e TO). A maioria desses postos tinha o papel de receber dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão e transitar recursos do crime para a organização criminosa por meio de suas contas bancárias no esquema de lavagem de dinheiro.

Só entre 2020 e 2024, a movimentação financeira desses postos foi de R$ 52 bilhões, com recolhimento de tributos muito baixo e incompatível com suas atividades. Os postos já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões.

De acordo com a Receita, “no entanto, cerca de 140 postos eram usados de outra forma. Eles não tiveram qualquer movimentação entre 2020 e 2024, mas, mesmo assim, foram destinatários de mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis”. A Receita concluiu que “possivelmente, essas aquisições simuladas serviram para ocultar o trânsito de valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à organização criminosa”.

Por fim, a Receita tratou da blindagem do patrimônio dos acusados. “Os valores eram inseridos no sistema financeiro por meio de fintechs, empresas que utilizam tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. A Receita Federal identificou que uma fintech de pagamento atuava como “banco paralelo” da organização criminosa, tendo movimentado mais de R$ 46 bilhões de 2020 a 2024″.

As mesmas pessoas controlavam outras instituições de pagamento menores, usadas para criar uma dupla camada de ocultação. “A fintech também recebia diretamente valores em espécie. Entre 2022 e 2023, foram efetuados mais de 10,9 mil depósitos em espécie, totalizando mais de R$ 61 milhões. Este é um procedimento completamente estranho à natureza de uma instituição de pagamento, que opera apenas dinheiro escritural.”

Segundo a Receita, a “utilização de fintechs pelo crime organizado objetiva aproveitar brechas na regulação desse tipo de instituição. Essas brechas impedem o rastreamento do fluxo dos recursos e a identificação, pelos órgãos de controle e de fiscalização, dos valores movimentados por cada um dos clientes da fintech de forma isolada”.

Por fim, a Receita Federal identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários), com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pela organização criminosa. “Em sua maioria, são fundos fechados com um único cotista, geralmente outro fundo de investimento, criando camadas de ocultação”.

Os auditores concluíram que “entre os bens adquiridos por esses fundos estão um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (mais duas usinas em parceria ou em processo de aquisição), 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis, dentre os quais seis fazendas no interior do estado de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso/BA, adquirida por R$ 13 milhões”.

Estadão Conteúdo

Motoristas fazem fila para abastecer com gasolina mais barata em Juazeiro

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Pelos menos três postos de combustíveis de Juazeiro foram identificados pela reportagem do Blog Waldiney Passos vendendo gasolina com o preço abaixo do mercado, nesta terça-feira (6).

Enquanto a maioria dos postos de Petrolina, no Sertão de Pernambuco e Juazeiro, na região norte da Bahia, cobra gasolina entre R$ 5,96 e R$ 5,99, o posto com bandeira Shell, que fica localizado ao lado do Supermercado G Barbosa, na avenida Raul Alves, bairro Santo Antônio, em Juazeiro, o motorista pode encher o tanque por R$ 5,17 o litro da gasolina.

E não é só este posto da cidade baiana que adotou um preço mais em conta. O Posto Pinheiro, que fica atrás do terminal urbano de ônibus coletivo e o Posto Juazeiro 3, localizado ao lado dos Correios também adotaram o mesmo preço.

Além deles, ainda tem o posto Raul Lins, ao lado do Universo Militar, na avenida Adolfo Viana, em Juazeiro que está vendendo gasolina a R$ 5,18.

Nós procuramos o Sindicombustíveis, o Sindicato de donos de postos de combustíveis da Bahia, para saber porque essa disparidade nos preços em relaçao a outros postos, mas até o fechamento dessa reportagem não tivemos retorno.

Prefeitura intensifica fiscalização a postos de combustíveis irregulares no interior de Petrolina

(Foto: Ascom/PMP)

Mais um posto de combustível foi interditado e outro embargado na zona rural de Petrolina nesta terça-feira (11). Após denúncias recebidas, equipes da prefeitura realizaram fiscalização nas comunidades de Serrote do Urubu, Pedrinhas, Nova Descoberta, Bebedouro, Terra Nova, Pau Ferro, Projeto Maria Tereza, Km-25 (Vila R4) e Vila do Covão.

Na segunda-feira (10), a operação aconteceu nas vilas do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho onde dois postos foram interditados.

Nesta etapa, as equipes de fiscais de obras e postura da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedurbh) e da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) com o apoio da Guarda Civil Municipal, vistoriaram oito postos. Desses, um posto foi interditado por falta de licença ambiental e outro embargado por falta de licença de construção.

A prefeitura articulou a operação após receber algumas denúncias sobre o suposto funcionamento clandestino de diversos postos de gasolina na zona rural do município. Todas as denúncias estão sendo devidamente investigadas.

Postos de combustíveis de Petrolina recebem fiscalização sobre repasse de descontos aos consumidores

(Foto: Ascom/PMP)

Por determinação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Programa Municipal de Defesa do Consumidor (Prodecon) de Petrolina, realizou nesta quinta-feira (4) uma fiscalização nos postos de combustíveis da cidade.

A operação foi autorizada após denúncias de consumidores acerca do não repasse do desconto concedido recentemente pela Petrobras. O corte nos preços se deu em um momento em que as cotações do petróleo registraram queda com o avanço do surto do coronavírus e a desaceleração da economia.

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Operação do Ipem-PE reprova 20 bombas de combustíveis em Petrolina

Os postos autuados têm até dez dias para apresentarem a defesa ao Instituto.

Durante a Operação “Cibus” do Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE), realizada de terça (23) a sexta-feira (26), 20 bombas de combustíveis foram reprovadas em Petrolina (PE). A ação contou com a participação do Procon, da Agência Nacional de Petróleo (ANP),da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Polícia Militar.

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Operação realizada em postos de combustíveis de Petrolina recolhe óleo vencidos

Ao todo, 63 postos foram fiscalizados com o objetivo de evitar que os consumidores sejam lesados. As 20 bombas reprovadas, apresentaram irregularidades como vazamento no bico e defeito no totalizador e no desligamento automático da bomba. Uma oficina permissionária também foi autuada.

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Operação realizada em postos de combustíveis de Petrolina recolhe óleos vencidos 

(Foto: Ascom/Procon-PE)

A Operação denominada “Cibus”, que em latim significa combustível, teve início hoje (23) em Petrolina (PE). A ação em formato de Força-Tarefa contou com a participação do Procon-PE, Secretaria da Fazenda, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Ipem.

Segundo informações do Procon-PE, durante a Operação Cibus, os fiscais recolheram 21 frascos de óleos vencidos em um posto de combustível, localizado no Centro de Petrolina.

Até quinta-feira (25), 30 postos revendedores de combustíveis localizados no Sertão Pernambucano, serão fiscalizados por 36 agentes públicos, além do apoio da Polícia Militar. Na ocasião, a ANP realizará testes locais para verificação da qualidade dos combustíveis comercializados. Também será combatida a sonegação fiscal, regulando o comércio do setor, bem como, protegendo o consumidor de ser lesado tanto na qualidade, quanto na quantidade do produto oferecido.

SEMAURB inicia processo de monitoramento ambiental nos postos de combustíveis em Juazeiro

(Foto: Ascom)

A Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB) deu início na última quarta-feira (20) ao processo de monitoramento ambiental nos postos de combustíveis de Juazeiro (BA). A ação que é desenvolvida anualmente, visa monitorar o cumprimento das condicionantes estabelecidas na licença ambiental concedida pelo município.

“Durante o monitoramento os fiscais observam se o empreendimento está obedecendo ao que foi condicionado na licença, se o mesmo está respeitando o que foi estabelecido. Se encontrarmos alguma irregularidade nós advertimos o responsável pelo posto e caso a irregularidade continue nós o autuamos”, explicou Hudson Duarte, gerente de fiscalização ambiental.

O monitoramento também visa fiscalizar os resíduos gerados pelo empreendimento a exemplo dos óleos utilizados no posto, além dos tanques de combustíveis, extintores de incêndio e a estrutura física do recinto. O monitoramento perdura enquanto a licença estiver em vigor.

Para evitar preços abusivos em Petrolina, Prodecon fiscaliza postos de combustíveis

Fiscais do Prodecon durante a fiscalização, em Petrolina. (Foto: ASCOM)

Diante do aumento no preço dos combustíveis, o Programa Municipal de Defesa do Consumidor (Prodecon), de Petrolina (PE), iniciou nesta terça-feira (04) uma fiscalização aos postos de combustíveis contra preços abusivos.

A fiscalização visa coibir infrações, como a elevação abusiva de preços de produtos e serviços sem justa causa. Cerca de 50 postos de combustíveis de Petrolina devem ser vistoriados para apresentar a nota fiscal de compra de combustível e o valor repassado aos consumidores.

Segundo o diretor presidente do Prodecon de Petrolina, Dhiego Serra, durante a fiscalização não foi detectado qualquer tipo de abuso por parte dos postos da cidade, mesmo assim, o órgão tem acompanhando as elevações de preços para assegurar o direito dos consumidores da cidade.

“Apesar do aumento que pegou muita gente de surpresa, até o momento, não detectamos qualquer aumento abusivo por parte dos donos de postos. Durante as fiscalizações, nós verificamos as notas de compra e com base nesses dados, nossa equipe pode saber se houve prática abusiva ou não”, explicou Serra.

Qualquer pessoa que perceba um aumento abusivo no preço de algum produto deve fazer reclamação junto ao Prodecon. A reclamação pode ser protocolada no órgão que funciona no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho das 8h às 12h. Para formalizar a denúncia, é preciso apresentar cópia de RG, CPF, comprovante de residência, além de nota ou contrato relacionado ao produto ou serviço denunciado. Outras informações através do número: 3861-3066.

Maioria dos postos de Petrolina e Juazeiro não tem mais gasolina; gás de cozinha também já está faltando

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A equipe do blog passou por vários postos de combustíveis na tarde deste sábado (26) e na maioria deles já não tinha mais gasolina comum. Nos postos que ainda tinha gasolina, os frentistas informaram que deve acabar o estoque neste domingo e não há previsão da chegada de caminhões para abastecer.

“O patrão diminuiu a equipe de trabalho porque estamos sem ter o que fazer”, disse um frentista de um posto de Juazeiro que não quis revelar o nome.

Onde há apenas gasolina aditivada o preço chega a R$ 5,28. Passamos também em algumas distribuidoras de gás de cozinha e a maioria também já está com o estoque vazio. “Nossos últimos botijões vendemos às 9h de hoje (26). Não sabemos quando vamos abastecer o armazém”, disse um revendedor.

O movimento no Mercado do Produtor de Juazeiro caiu 90%. Os caminhões não chegam ao entreposto e comerciantes e donos de supermercados também estão ficando sem frutas, verduras e cereais para vender aos consumidores.

Em Petrolina, dois postos de combustíveis recebem recomendações do Ministério Público

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Cabe ao Ipem-PE fiscalizar o cumprimento das normas técnicas pelos referidos estabelecimentos comerciais.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou aos postos de combustíveis Secal Petróleo Ltda e Auto Posto Vale do São Francisco Ltda, ambos em Petrolina, que efetuem as mudanças necessárias para se adequar à Lei Federal nº 9.933/99 e às normas da Portaria nº 23/1985 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Essa norma estabeleceu os padrões técnicos e operacionais das bombas medidoras de combustíveis líquidos.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Cláudia de Sena Carvalho, o MPPE se reuniu com o Inmetro e o Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) e firmou uma parceria, para que os órgãos de controle de qualidade encaminhem à Promotoria de Justiça de Petrolina as autuações decorrentes de irregularidades constatadas nas fiscalizações.

“Além de proteger a segurança do cidadão, pois as bombas de combustíveis armazenam um material explosivo, ainda devemos estar atentos à possibilidade de lesão ao consumidor, pois em um dos postos havia vazamentos em componentes internos, o que significa que o volume de combustível medido poderia não corresponder ao que realmente foi para o tanque do carro”, declarou Ana Cláudia de Sena Carvalho.

Os vazamentos foram constatados no Auto Posto Vale do São Francisco Ltda, enquanto o posto Secal Petróleo Ltda estava com um plano de selagem das bombas em desacordo com a portaria do Inmetro.

Cabe ao Ipem-PE fiscalizar o cumprimento das normas técnicas pelos referidos estabelecimentos comerciais. As recomendações foram publicadas no Diário Oficial desse sábado (11).

Do MPPE