Mãe denuncia demora e superlotação no Hospital Dom Malan após atendimento de criança com febre alta

Criança com febre alta aguardou atendimento em meio à grande demanda na unidade.

Uma noite de preocupação e angústia marcou a rotina de uma família de Petrolina. Uma mãe denunciou dificuldades enfrentadas durante o atendimento do filho no Hospital Dom Malan/IMIP, referência em atendimento materno-infantil na região.

Segundo o relato, a criança apresentava febre próxima dos 40 graus e foi levada à unidade em busca de assistência médica. A mãe afirma que enfrentou um cenário de grande movimentação no hospital, com muitos pacientes aguardando atendimento, o que teria contribuído para a demora e aumentado a apreensão dos familiares.

De acordo com a denúncia, a situação vivida pela família não seria um caso isolado. Outros acompanhantes também relataram dificuldades relacionadas à alta demanda registrada na unidade, especialmente no atendimento pediátrico. A mãe utilizou as redes sociais para relatar a experiência e cobrar providências, destacando a preocupação com o estado de saúde do filho e as condições encontradas durante a busca por atendimento.

Prefeitura de Petrolina faz alerta para o risco dos furtos de cabos da iluminação pública e pede colaboração da população

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil, alerta a população sobre os prejuízos e os riscos provocados pelos constantes furtos de cabos da iluminação pública em importantes corredores viários da cidade. Além de causar danos ao patrimônio público, esse tipo de crime compromete a segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que circulam diariamente por ruas e avenidas de grande fluxo.

Um dos casos mais preocupantes é o da Avenida Mário Rodrigues Coelho, importante via de acesso aos bairros Rio Corrente, Cohab Massangano, Jardim Guararapes, Rio Claro, São Gonçalo e comunidades da região. Somente neste trecho, a rede de iluminação foi alvo do quarto furto de cabos, deixando parte da avenida às escuras e aumentando o risco de acidentes e da criminalidade.

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Moradores do bairro Mairi denunciam falta de água e cobram providências do SAAE em Juazeiro

Moradores do bairro Mairi, em Juazeiro (BA), denunciam problemas constantes no abastecimento de água e cobram providências do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE). Segundo relatos, há vários dias as famílias convivem com a falta de água nas torneiras, situação que tem provocado transtornos e comprometido atividades básicas do dia a dia.

A moradora Graciele Barbosa relatou que enfrenta dificuldades para manter a rotina da casa devido à baixa pressão na rede de abastecimento. Segundo ela, para conseguir água, é necessário recolher baldes diretamente no registro geral do condomínio, já que o volume não chega adequadamente aos apartamentos.

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Mãe denuncia suposta negligência no Hospital Regional de Juazeiro e pede transferência de bebê internado há mais de três meses

Lessevane Santana afirma que o filho José Henrique enfrenta dores, fraturas e complicações de saúde sem a assistência que considera adequada

A mãe do bebê José Henrique, nascido no dia 5 de março deste ano, utilizou as redes sociais para denunciar uma suposta negligência no atendimento prestado ao filho, que permanece internado há mais de três meses no Hospital Regional de Juazeiro.

Em um relato emocionado, Lessevane Santana afirmou que a criança vem enfrentando uma série de complicações de saúde e sofrendo com fortes dores durante o período de internação. Segundo ela, uma técnica de saúde que teria conhecimento para realizar um procedimento de mobilização necessário ao bebê teria se recusado inicialmente a executá-lo, realizando a intervenção apenas após sete dias, período em que a criança permaneceu chorando e demonstrando sinais de sofrimento.

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Pai denuncia demora no atendimento a criança no Hospital Dom Malan

Um relato preocupante sobre atendimento na rede pública de saúde acende o alerta em Petrolina.

De acordo com um pai, houve demora no atendimento ao seu filho no Hospital Dom Malan. Segundo ele, a sonda da criança teria entupido e, mesmo após um longo período de espera, nenhum profissional de enfermagem apareceu para realizar o procedimento necessário.

Ainda conforme o relato, a situação causou sofrimento à criança, que além do desconforto provocado pelo problema na sonda, também estaria com fome enquanto aguardava atendimento.

O caso levanta questionamentos sobre a agilidade no atendimento e a assistência prestada na unidade, especialmente em situações que exigem intervenção rápida.

A expectativa agora é de que a direção do hospital se posicione sobre o ocorrido e esclareça as circunstâncias, além de informar quais medidas serão adotadas para evitar que episódios como esse voltem a acontecer.

Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero. O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

Violência do Estado
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes. A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima. “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário. “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil. “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país. “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.

“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero. A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse. Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

Agência Brasil

Médicos denunciam quase três meses sem salário no Hospital Regional de Juazeiro

Médicos que atuam como pessoa jurídica (PJ) no Hospital Regional de Juazeiro, na Bahia, denunciaram por meio de uma carta pública que estão há quase três meses sem receber pagamento pelos serviços prestados. Segundo os profissionais, a falta de repasses ameaça diretamente a continuidade dos atendimentos à população e pode resultar até na suspensão de serviços não essenciais, caso a situação não seja resolvida de forma urgente.

No documento, os médicos relatam que, mesmo sem receber salários, permanecem trabalhando diariamente, realizando atendimentos, procedimentos e garantindo o funcionamento de setores considerados essenciais da unidade hospitalar. Eles afirmam que, apesar do compromisso com os pacientes, a situação se tornou insustentável diante do prolongado atraso.

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Ministério Público denuncia oito por morte do ex-delegado Ruy Ferraz

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou oito pessoas pela execução do ex-delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes (foto), ocorrida na Praia Grande, no dia 15 de setembro deste ano. Ele ocupava o cargo de secretário da Administração da prefeitura do município, na Baixada Santista.

Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o MPSP formalizou a denúncia pelos crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e por integrar organização criminosa armada.

“Segundo a investigação da Polícia Civil, os denunciados planejaram e executaram a vítima, que atuou por mais de 40 anos na instituição e era alvo de uma ordem emitida pelo alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) para eliminá-lo por conta da sua atuação contra a facção”, divulgou, em nota, o MPSP. Um dos envolvidos identificados morreu no curso das investigações durante tentativa de prisão, segundo o órgão.

Licitação
Especialista na cobertura de casos relacionados ao PCC, o jornalista Josmar Jozino da Silva publicou que, com base no inquérito a que teve acesso, a esposa do ex-delegado teria dito, em depoimento à Polícia Civil, que Ferraz estava nervoso e preocupado com uma licitação envolvendo a Secretaria de Planejamento nos dias que antecederam a execução.

O MPSP divulgou que, de acordo com as investigações, o PCC começou o planejamento do crime em março de 2025, com furto de veículos, aquisição de armamentos e definição de imóveis na Baixada Santista para apoio logístico. O crime foi praticado com emprego de armas de fogo de uso restrito, em emboscada, e resultou também em duas tentativas de homicídio contra transeuntes atingidos por disparos.

“No dia do crime, os executores emboscaram a vítima na saída da prefeitura de Praia Grande, efetuando dezenas de disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veículos utilizados e se dispersaram”, disse o MPSP.

Agência Brasil

BB denuncia vídeo de Eduardo Bolsonaro por fake news e pede ação da AGU contra corrida bancária

O Banco do Brasil denunciou à Advocacia-Geral da União uma série de postagens feitas na última semana nas redes sociais com informações falsas sobre o banco e incitando a retirada maciça de recursos por correntistas. Segundo ofício encaminhado pelo banco, os ataques nas redes sociais começaram na última terça-feira, 19. Entre eles, há um vídeo feito por Eduardo Bolsonaro no dia 20, em que o deputado federal afirma que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. Eduardo tem mais de 1,7 milhão de seguidores em seu canal no Youtube.

O Estadão/Broadcast procurou o deputado, mas ainda não obteve resposta. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, reclamou publicamente desse movimento em evento no dia 20, sem citar nomes. O BB denunciou outros autores, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor da Presidência do governo Jair Bolsonaro Filipe Martins, com postagens, segundo o banco, difamatórias e contra a soberania nacional.

Na comunicação à AGU, os advogados alertam que esses ataques podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, contra a soberania nacional, contra o Sistema Financeiro Nacional, além de representar violação de sigilo bancário e difamação. Por isso, o BB quer que a AGU avalie a ação na Justiça para coibir a disseminação desse tipo de informação. As postagens mencionadas foram feitas no X, no Instagram e no Threads, além de vídeos no Youtube.

“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirma o BB, no mesmo ofício. A informação de que o BB havia comunicado a AGU sobre as postagens foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. Do dia para noite, surgem especialistas em Lei Magnitsky.

No documento, o BB relata à AGU que a campanha pode levar à uma corrida bancária contra a instituição, em razão de entendimentos falsos e incorretos sobre a aplicação da Lei Magnitsky e as consequências para o banco. Na semana passada, o BB cancelou o cartão internacional do ministro Alexandre de Moraes, de bandeira Mastercard, como consequência da aplicação da medida restritiva decretada por Donald Trump. No lugar, ele recebeu um cartão com da Elo, bandeira brasileira cujos acionistas são o próprio BB, além da Caixa e do Bradesco.

“O cenário de risco é que, do dia para noite, e cada vez mais, surgem especialistas em Lei Magnitsky, formados em redes sociais que recomendam a retirada de recursos de bancos brasileiros, especialmente do Banco do Brasil, controlado pelo Estado brasileiro”, afirma o BB. “Esse raciocínio enviesado, que pode fomentar uma corrida de clientes para retirada de recursos de instituições financeiras brasileiras, sem qualquer conhecimento de causa, gera tensão em seus clientes e risco à economia nacional.”

O banco relatou que, em razão da campanha, clientes começaram a pedir “esclarecimentos pelo temor de sanções secundárias falsamente propagadas”. Neste sábado (23), os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) atribuíram essa campanha nas redes sociais a bolsonaristas.

Estadão Conteúdo

 

Abrigo de idosos em Petrolina é alvo de investigação por suspeita de maus-tratos

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina, instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de possíveis violações de direitos contra idosos em uma instituição de longa permanência da cidade. O abrigo investigado é o Cantinho do Abraço, localizado no bairro Alto da Boa Vista.

A investigação teve início após o Hospital Universitário Dr. Washington Antônio de Barros (HU/Univasf) comunicar sobre suspeitas de violência envolvendo dois idosos identificados como Inês Joaquina da Conceição Souza e Nicanor Cardoso da Silva.

De acordo com o Ministério Público, a apuração busca verificar eventuais situações de maus-tratos, negligência ou falhas na assistência prestada aos moradores do abrigo. O procedimento foi instaurado com base no Estatuto do Idoso e no Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garantem a dignidade, o respeito e a proteção integral desses grupos.

Entre as medidas determinadas pela promotoria, estão:

– Solicitação ao Hospital Universitário para envio, no prazo de dez dias, dos relatórios médicos e sociais referentes aos dois idosos;
– Requisição ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa para realizar uma vistoria na instituição, elaborando relatório circunstanciado sobre as ocorrências registradas e os protocolos de prevenção adotados;
– Comunicação da instauração do procedimento ao Conselho Superior do MPPE e publicação no Diário Oficial Eletrônico.

A promotoria destacou que a investigação poderá se estender por até um ano, prazo que pode ser prorrogado caso necessário. O objetivo é assegurar que os direitos das pessoas idosas sejam respeitados e que situações de violência, abandono ou descuido não permaneçam impunes.O Diario de Pernambuco entrou em contato com o Cantinho do Abraço, mas não obteve retorno.

Diario de Pernambuco

Presidente da Alepe denuncia milícia digital

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), subiu à tribuna da Casa, nesta quarta-feira (20), e acusou o assessor especial do governo, Manoel Medeiros, como integrante da “milícia digital” que opera no ataque de parlamentares e figura responsável pela denúncia anônima feita contra a deputada Dani Portela (Psol) junto ao Ministério Público de Contas (MPCO) e à imprensa.

“Estou aqui para expressar toda nossa indignação e o mais veemente repúdio desta Casa diante da criação desta rede paga com dinheiro público para difamar, desonrar e caluniar deputados, Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e outros segmentos da sociedade”, afirmou o deputado. Em discurso, Álvaro revelou que o material teria sido apurado pela Superintendência de Inteligência Legislativa (Suint), que identificou o computador de onde saíram as denúncias contra a deputada, em um lan house de um shopping, um dia antes da denúncia ser divulgada.

“A milícia digital não é só obra da Casa Civil, como se pensava, é apenas um braço da rede. A cabeça, senhoras e senhores, pasmem – mas, pasmem mesmo – está montada no gabinete da governadora. A milícia digital palaciana vem sendo operada pelo assessor do gabinete, Manoel Pires Medeiros Neto. Acabamos de confirmar que ele é o autor da denúncia anônima encaminhada ao TCE e à imprensa contra a deputada Dani Portela”, revelou o presidente da Alepe na tribuna.

Segundo o deputado, a cópia da gravação que mostra o assessor da governadora no estabelecimento foi recebida na tarde da última terça-feira. “A gente está vendo que uma base forte que está no Palácio do Governo se preocupando em atacar os deputados desta Casa”, afirmou. “Foi uma coisa dirigida e a gente tá vendo isso de onde partiu? Partiu do de dentro do Palácio, então que seja apurado e vamos ver qual é a situação que ela vai ter com esse funcionário do seu gabinete”.

Diario de Pernambuco

Wanderley Alves denuncia atraso no pagamento de merendeiras e pede ação urgente da governadora

Foto: Nilzete Brito/Ascom CMP

Na retomada das atividades plenárias da Casa Plínio Amorim, nesta terça-feira (12), o vereador Wanderley Alves usou a tribuna para fazer um apelo à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra: a regularização imediata dos pagamentos das merendeiras das escolas estaduais em Petrolina, que novamente enfrentam atrasos salariais.

Segundo o parlamentar, além de estarem há vários dias sem receber, as profissionais não têm acesso ao vale-alimentação nem ao vale-transporte, o que compromete a subsistência de suas famílias e o cumprimento de compromissos financeiros.

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MPPE denuncia membros da Inferno por tentativa de homicídio contra presidente da Jovem

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou mais 41 pessoas pelos confrontos entre torcidas organizadas de Sport e Santa Cruz, registrados no dia 1º de fevereiro, horas antes do Clássico das Multidões, no Recife. A nova denúncia, obtida com exclusividade pelo Diario de Pernambuco, foi oferecida à Justiça no dia 16 de maio, mais de três meses após os confrontos. No documento, a promotoria também pediu a prisão preventiva de oito acusados.

Entre eles, estão seis integrantes da Explosão Inferno Coral, envolvidos diretamente no ataque ao presidente rival João Victor da Silva, de 28 anos, da Jovem do Leão. O grupo vai responder por tentativa de homicídio, associação criminosa e participação em brigas de torcida. Com cenas de barbárie e extrema violência, o episódio aconteceu na Rua Real da Torre, na Madalena, Zona Oeste do Recife, foi registrado em vídeos e repercutiu até na imprensa internacional. Nas imagens, o presidente da Jovem aparece, sem roupa, sendo espancado com socos, chutes e pauladas pelos rivais.

Quem são os denunciados por ataque contra presidente da Jovem

Apontado como um dos líderes da Inferno, Adriano Miguel do Nascimento, conhecido como “Pinguim”, de 25 anos, teria participado do ataque contra o presidente da Jovem. Segundo o MPPE, ele desferiu uma série de chutes na vítima durante o espancamento coletivo. Na delegacia, optou por ficar em silêncio.

Já Pedro Henrique de Santana, de 26 anos, que também faz parte da organizada do Santa Cruz e tem o paradeiro desconhecido, é acusado de transportar outros agressores, em uma moto, até o local em que João Victor era massacrado. A dinâmica do traslado foi registrada em vídeo, de acordo com a promotoria. Por sua vez, os demais denunciados estão ligados a gangues que apoiam e representam a uniformizada em diferentes cidades e bairros da capital. É o caso de Israel Henrique de Souza e Silva, o “Rael da Sul”, de 24 anos, e de Marcelo Ferreira Pinto, de 32.

Segundo o MPPE, ambos são membros do subgrupo “Brota Brota”, com sede em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O primeiro teria sido responsável por perseguir, alcançar e espancar o presidente da Jovem com um barrote. Já o segundo teria sido filmado chutando o rival. Os dois preferiram não prestar depoimento na delegacia.

A denúncia aponta, ainda, Lucas Pereira Nunes, o “Lucas 232”, de 24 anos, como um dos responsáveis por tirar a calça do rival para violentá-lo. De acordo com a investigação, ele tem papel de liderança no “Bonde do Orochi”, considerado um dos subgrupos mais violentos da Inferno. Ele também não foi localizado pela polícia para prestar depoimento.

Fecha a lista de acusados pelo ataque André Ricardo de Almeida e Silva, o “Andrezinho”, de 27 anos, que teria usado um barrote para bater na cabeça da vítima. De acordo com o MPPE, ele ocupa o posto de monitor de bairro da gangue “Mano a Mano”, do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana. Interrogado, ficou em silêncio.

O conflito

O cenário de guerra foi instaurado no Recife pouco antes da partida entre Santa Cruz e Sport, disputada no Arruda, na Zona Norte, durante a primeira fase do Campeonato Pernambucano. Segundo o MPPE, foram os próprios integrantes da Jovem que, em menor número e sem escolta policial, teriam dado início ao confronto, mas acabaram dominados e espancados pelos rivais.

Na ocasião, o grupo marchava em direção ao estádio com explosivos, paus e pedras. “No bairro da Torre se depararam com a torcida adversária (Explosão Inferno Coral), que estava sendo escoltada pela polícia militar em duas viaturas, e, sem qualquer hesitação, avançaram contra a rival”, narra a denúncia.

“O confronto evoluiu para agressões físicas diretas, com os envolvidos partindo para as vias de fato e desferimento de golpes de paus e barrotes”, diz o MPPE. “A brutalidade e a tática empregadas revelam uma ação coordenada e planejada, cujo objetivo era disseminar medo, configurando-se como um verdadeiro ato de terrorismo urbano.”

Considerado um dos responsáveis pelos conflitos, o presidente da Jovem precisou ser socorrido às pressas ao Hospital da Restauração (HR), onde ficou internado na UTI, passou por cirurgia e levou mais de 100 pontos na cabeça. Na unidade, também foi autuado em flagrante pela polícia. João Victor e outros cinco integrantes da Jovem acabaram denunciados pelo MPPE, ainda em fevereiro, por causa do confronto. No caso deles, as acusações já foram aceitas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e todas figuram como réus.

Diario de Pernambuco

CBF afasta assistente de arbitragem denunciado por assédio sexual em jogo do Brasileiro feminino

A Comissão de Arbitragem da CBF anunciou o afastamento do assistente de arbitragem Claiton Timm, do Rio Grande do Sul. Ele é investigado pela polícia de Bento Gonçalves (RS) após ser acusado de assédio sexual pelas jogadoras do América-MG ao fim da partida contra o Juventude, pela primeira rodada do Brasileirão Feminino A1.

A CBF já informou que, caso as investigações apontem sua culpa, Claiton será banido do futebol. A entidade prometeu solicitar ao STJD e às autoridades policiais uma investigação rigorosa do caso. O assistente é acusado de, antes do início da partida, ter usado entre seus colegas, através do rádio comunicador, palavras e piadas de cunho sexual para se referir às atletas da equipe mineira. O caso foi registrado na delegacia de Bento Gonçalves (RS), local da partida, que terminou empatada em 1 a 1.

Em comunicado divulgado neste domingo, o América-MG narrou os fatos ocorridos e repudiou o episódio. O clube ainda anunciou que enviará um ofício à CBF “colocando-se à disposição para colaborar com as investigações e com a implementação de medidas que previnam a reincidência de casos como este”.

A arbitragem da partida ficou a cargo de Jenifer Alves de Freitas, do Rio de Janeiro. Os assistentes foram Cassio Pires Dornelles e Claiton Timm, do Rio Grande do Sul. Na súmula, Jenifer relatou que “após o término da partida, a equipe de arbitragem foi abordada pelos policiais que faziam a segurança do jogo, e os mesmos relataram que uma atleta da equipe do américa saf, queria registrar um boletim de ocorrência contra um dos membros da equipe. A equipe de arbitragem acompanhou os policiais até a delegacia de polícia da cidade do jogo (Bento Gonçalves) para prestar esclarecimentos.

Foi feito um registro policial. Foi solicitado via delegacia o relato da ocorrência da outra parte interessada e o escrivão de plantão informou que o mesmo não pode ser fornecido no presente momento”.

Nota oficial do América-MG – “O América Futebol Clube vem a público manifestar seu profundo repúdio e indignação diante de um episódio repugnante ocorrido neste sábado (22), na estreia da equipe no Campeonato Brasileiro Feminino. Após a partida contra o Juventude, em Bento Gonçalves, atletas de nossa equipe registraram um boletim de ocorrência e prestaram queixa em uma delegacia da cidade contra um dos árbitros auxiliares do jogo. Antes do início da partida, através do rádio comunicador, entre seus pares de profissão, o profissional proferiu palavras e piadas de cunho sexual, se referindo às nossas atletas, em um comportamento absolutamente inaceitável e que configura grave ofensa. O Clube confia que as autoridades competentes atuarão com rigor na apuração dos fatos e na aplicação das sanções ao agressor. Na próxima segunda-feira (24), enviaremos um ofício à CBF, relatando o ocorrido e colocando-se à disposição para colaborar com as investigações e com a implementação de medidas que previnam a reincidência de casos como este. O América Futebol Clube reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente esportivo respeitoso e livre de qualquer forma de violência ou discriminação”.

Agëncia O Globo

Denúncias por gastos contra Janja são arquivadas pela PGR

Os pedidos de investigação contra os gastos da primeira-dama Janja, feitos por parlamentares da oposição, foram arquivados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No documento, Gonet justificou que os relatos feitos nos pedidos “não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito cível ou penal, justificadora da atuação investigativa do Ministério Público “.

O procurador-geral justificou ainda que a participação da esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventos oficiais “não caracteriza indevida ingerência na administração do Executivo, nem tampouco, decerto, na soberania do país”.

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