Caso Cão Orelha: Congresso articula penas de até 16 anos para maus-tratos

A trágica morte do cão comunitário Orelha, ocorrida no início de 2026 em Santa Catarina, mobilizou parlamentares no Congresso Nacional para endurecer a punição contra agressores de animais. O crime, que chocou o país devido à brutalidade, acelerou a tramitação de projetos de lei que visam transformar os maus-tratos a pets em crimes com penas significativamente maiores, podendo chegar a 16 anos de reclusão.

O animal foi vítima de graves agressões e, apesar do socorro veterinário, precisou ser sacrificado em decorrência dos ferimentos. O episódio reacendeu o debate sobre a atual Lei de Crimes Ambientais, considerada branda por ativistas. Atualmente, a legislação prevê detenção de três meses a um ano para crimes gerais contra animais, com penas de dois a cinco anos especificamente para casos envolvendo cães e gatos.

Projetos no Senado e Câmara

No Senado, o PL 519/2021, de autoria do senador Jorge Kajuru, é a proposta mais avançada. O texto prevê reclusão de 4 a 16 anos e torna o crime inafiançável. Segundo o parlamentar, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sinalizou que a votação em plenário deve ocorrer logo após o Carnaval. Outro projeto, do senador Humberto Costa, também busca aumentar a rede de proteção e endurecer o regime de prisão.

Já na Câmara dos Deputados, o foco está no PL 2475/2025, que propõe incluir os maus-tratos seguidos de morte no rol de crimes hediondos. Se aprovada, a medida impõe regime inicial fechado e restringe benefícios como progressão de regime e indulto para os condenados.

A Tarde

Abrigo de idosos em Petrolina é alvo de investigação por suspeita de maus-tratos

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina, instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de possíveis violações de direitos contra idosos em uma instituição de longa permanência da cidade. O abrigo investigado é o Cantinho do Abraço, localizado no bairro Alto da Boa Vista.

A investigação teve início após o Hospital Universitário Dr. Washington Antônio de Barros (HU/Univasf) comunicar sobre suspeitas de violência envolvendo dois idosos identificados como Inês Joaquina da Conceição Souza e Nicanor Cardoso da Silva.

De acordo com o Ministério Público, a apuração busca verificar eventuais situações de maus-tratos, negligência ou falhas na assistência prestada aos moradores do abrigo. O procedimento foi instaurado com base no Estatuto do Idoso e no Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garantem a dignidade, o respeito e a proteção integral desses grupos.

Entre as medidas determinadas pela promotoria, estão:

– Solicitação ao Hospital Universitário para envio, no prazo de dez dias, dos relatórios médicos e sociais referentes aos dois idosos;
– Requisição ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa para realizar uma vistoria na instituição, elaborando relatório circunstanciado sobre as ocorrências registradas e os protocolos de prevenção adotados;
– Comunicação da instauração do procedimento ao Conselho Superior do MPPE e publicação no Diário Oficial Eletrônico.

A promotoria destacou que a investigação poderá se estender por até um ano, prazo que pode ser prorrogado caso necessário. O objetivo é assegurar que os direitos das pessoas idosas sejam respeitados e que situações de violência, abandono ou descuido não permaneçam impunes.O Diario de Pernambuco entrou em contato com o Cantinho do Abraço, mas não obteve retorno.

Diario de Pernambuco

Crueldade contra animal: policiais são julgados por atropelar um cachorro na Costa Rica

Quatro policiais costarriquenhos chegaram nesta quarta-feira a um tribunal de San José acusados de matar um cachorro, após atropelá-lo com seus carros de patrulha, ato pelo qual podem receber penas de até três anos de prisão. À porta dos tribunais, vários defensores de animais aguardavam a chegada dos acusados em protesto.

Os fatos ocorreram no dia 9 de agosto, em um bairro do Leste da capital costarriquenha, quando policiais uniformizados, a bordo de duas viaturas, tentavam sair de uma rua bloqueada e atropelaram um cachorro caído na calçada.

Vizinhos que estavam na rua testemunharam os acontecimentos. Os policiais não pararam nem se preocuparam com a situação do animal. As imagens foram registradas por uma câmera de segurança. A Associação de Bem-Estar e Proteção Animal apresentou queixa contra os policiais e os acusou de crimes de crueldade contra animais e morte de animal. “Ninguém está acima da lei”, disse o diretor da associação, Juan Carlos Peralta, que espera que os agentes sejam condenados à prisão “para enviar uma mensagem aos abusadores de animais sobre aquilo a que estão se expondo”.

Os policiais foram detidos preventivamente um dia após os fatos, suspensos administrativamente da Força Pública (Polícia Nacional) e aguardam decisão judicial. Em entrevista publicada no meio digital CRHoy.com, dois dos agentes garantiram que “em nenhum momento notaram a presença do cão”.

Também negaram, após acusações públicas não confirmadas, que tenham voltado ao local para oferecer dinheiro aos vizinhos que testemunharam o incidente para que não os denunciassem. Na última sexta-feira, a Agência de Investigação Judiciária recriou os acontecimentos ocorridos no local, a pedido do Ministério Público, que deverá apresentar as provas em audiência. A defesa também deverá apresentar seus argumentos em defesa dos policiais.

Agência O Globo