PT apresenta estratégia de ataque a Flávio Bolsonaro durante congresso em Brasília

PT afirma que foco será desconstruir imagem de confiança do senador

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou, durante o seu 8º congresso nacional realizado em Brasília, uma prévia da estratégia de comunicação que deve adotar contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no cenário eleitoral.

O material foi exibido à militância no domingo (26) pelo publicitário Raul Rabelo, responsável pelo marketing da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As peças apresentadas associam Flávio Bolsonaro a denúncias de corrupção e ao chamado “Caso Master”, envolvendo o Banco Master. Em um dos vídeos, o partido afirma que o banco teria obtido autorização para funcionamento durante o governo de Jair Bolsonaro, quando o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto.

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Congresso Multidisciplinar de Saúde movimenta o Vale do São Francisco e é marcado por sucesso de público e conteúdo

Dr. Biossegurança, Jorge Araújo, se apresentou ao público na palestra de abertura. (Foto: Giovanna Monteiro/UNINASSAU))

O Vale do São Francisco foi palco de mais uma edição de destaque na área da saúde. O III Congresso Multidisciplinar de Saúde, promovido pela UNINASSAU Petrolina, aconteceu entre a última quarta-feira e o sábado, reunindo estudantes, profissionais e especialistas de diversas áreas em uma programação intensa e diversificada.

Realizado no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Juazeiro (BA), o evento foi considerado um sucesso, tanto pela participação do público quanto pela qualidade dos debates e conteúdos apresentados. Ao longo dos dias, o congresso promoveu palestras, discussões e troca de experiências sobre temas atuais e relevantes para a saúde.

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Amupe realiza 9º Congresso Pernambucano de Municípios com presença do ministro Flávio Dino

A Associação Municipalista de Pernambuco promove, nos dias 27 e 28 de abril, o 9º Congresso Pernambucano de Municípios, no Recife Expo Center. O evento reunirá gestores e representantes do setor público para debater temas estratégicos ligados à administração municipal e ao fortalecimento das políticas públicas.

A programação contará com a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, prevista para a tarde da segunda-feira (27), primeiro dia do encontro. O congresso ocorre às vésperas da mobilização nacional de prefeitos em Brasília e deve concentrar discussões sobre o financiamento das gestões locais.

Entre os temas em pauta estão captação de recursos, eficiência no gasto público, previdência própria e comunicação institucional. A proposta é promover a troca de experiências entre prefeitos, secretários, vereadores e técnicos, contribuindo para a modernização e a eficiência das administrações municipais.

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Alcolumbre promete pautar veto de Lula ao PL da Dosimetria

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, afirmou nesta quarta-feira (8) que pretende convocar “o mais rápido possível” uma sessão conjunta para analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria.

A proposta trata da revisão das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e tem gerado forte debate no meio político.

Durante discurso no plenário, Alcolumbre destacou que a definição da pauta é uma prerrogativa da presidência do Congresso, embora a realização da sessão dependa de articulação com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Segundo ele, a análise do veto deve ser tratada como prioridade, apesar de ainda não haver data definida.

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Congresso endurece regras e mira fraudes no seguro-defeso

O Congresso Nacional concluiu nesta quinta-feira (9) a análise da Medida Provisória nº 1.323/2025, que estabelece novas regras para o seguro-defeso, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida.

A proposta havia sido modificada pelo Senado, mas a Câmara dos Deputados decidiu rejeitar as alterações e manter o texto original. Com isso, a medida segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Sintraf Petrolina realiza III Congresso para discutir fortalecimento da agricultura familiar

O Sindicato da Agricultura Familiar de Petrolina (Sintraf-Petrolina) promove, no dia 30 de janeiro, a terceira edição do Congresso da entidade. O evento será realizado na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), reunindo agricultores, agricultoras familiares e representantes de instituições parceiras.

Com o tema “Terra, Gente e Futuro”, o congresso será um espaço voltado ao diálogo, à troca de experiências e à construção coletiva de propostas para o fortalecimento da agricultura familiar na região. A programação deve abordar temas relacionados às políticas públicas voltadas ao campo, produção de alimentos e desenvolvimento sustentável.

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Inscrições abertas para Congresso Pernambucano de Municípios com foco em inovação na gestão pública

Estão abertas as inscrições para o 9º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), que será realizado nos dias 27 e 28 de abril, no Recife Expo Center. O evento é gratuito e terá início a partir das 9h, reunindo gestores públicos, técnicos e profissionais ligados à administração municipal.

Com o tema “Inovação a serviço da população”, a edição deste ano terá como foco a apresentação de soluções práticas e tecnológicas voltadas aos desafios enfrentados pelas gestões municipais. A programação inclui uma série de debates e painéis sobre temas como captação de recursos, eficiência na aplicação dos gastos públicos, previdência própria e comunicação institucional.

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Amupe prepara edição histórica do Congresso de Municípios com mais conforto e novas atrações

A Associação Municipalista de Pernambuco anunciou novidades para a realização do 9º Congresso Pernambucano de Municípios, considerado o maior encontro municipalista do Nordeste. O evento será realizado nos dias 27 e 28 de abril, no Recife Expo Center, na capital pernambucana.

Com o tema “Inovação a Serviço da População”, o congresso deste ano chega com novo formato e em um espaço mais moderno. A mudança de local faz parte de uma adequação institucional que busca oferecer mais conforto para os participantes e expositores da feira, que na última edição registrou mais de 10 mil participações ao longo de três dias de programação.

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Fim da escala 6×1 avança no Congresso e eleva receio de setores produtivo e financeiro

À medida que a discussão sobre a redução da carga horária de trabalho, com o fim gradual da escala 6 por 1, avança no Congresso, cresce o receio, no setor produtivo, de aumento de custos, e, no setor financeiro, de impactos sobre as contas públicas. O que se coloca sobre a mesa de discussão, entre analistas especializados na área fiscal, é que provavelmente será necessária alguma concessão para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o artigo 7.º da Carta Magna, hoje fixado em 44 horas semanais.

No mercado financeiro, a percepção é de que o potencial relator da PEC, Paulo Azi (União Brasil), pode conduzir a proposta de forma mais moderada, mas o avanço das conversas já é visto como negativo. A diretora de Macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, Solange Srour, acompanha as discussões na Câmara, no Senado e em vários setores da economia. Para ela, as conversas caminham para um acordo que envolva a desoneração da folha como compensação a eventual aumento de custos para as empresas – algo que vai contra as intenções da Fazenda.

“Só a diminuição da jornada 6 por 1 não gera impacto fiscal. Isso tem impacto presumido, aumento de custo. Se houver um tipo de desoneração da folha, vai ter impacto fiscal. E no orçamento não tem espaço para nada disso, nem 2026 e nem para a frente, dado que a gente está trabalhando no limite do limite para trazer as metas de primário colocadas pelo governo”, disse Solange.

Ela acrescenta que há uma “discussão grande” sobre se a redução da jornada trará aumento de produtividade, e considera que, no caso do Brasil, a resposta é negativa. “Países que já aumentaram a produtividade deveriam poder discutir isso sem tantas preocupações. Não é o caso do Brasil”.

A economista ressalta que o governo federal não pode abrir mão de arrecadação e lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) – órgão que mediou o acordo entre Executivo e Legislativo para eliminar a desoneração da folha até 2027 – determinou que qualquer gasto ou renúncia de receita precisa vir acompanhado de fonte de compensação.

Por isso, qualquer despesa ou desoneração que surja como contrapartida ao fim da jornada 6 por 1, sem fonte de recursos, configurará novo desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. “Não precisa o STF falar sobre isso. É uma lei que já foi aprovada, mas que não é respeitada. Hoje se cria despesa e desonera sem ter a contrapartida que deveria ocorrer se a lei fosse respeitada”, disse Solange.

Cientista político e analista econômico da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Cortez também acredita que a redução da jornada exigirá concessões tributárias, reforçadas pela pressão de grandes grupos econômicos no Congresso. Ele ressalta que a proposta combina dois fatores de alto apelo político e eleitoral: redução da jornada e desoneração. “O problema é encontrar uma contrapartida à renúncia de receitas para manter a legalidade do fim da jornada 6 por 1 tendo em vista o estabelecido pelo STF”, disse Cortez.

O fim da escala 6 por 1 é um dos trunfos do governo para a campanha de reeleição do presidente Lula no pleito de outubro e já pressiona o Congresso. Levantamento feito pela Nexus mostra que quase dois terços da população brasileira aprovam a redução da jornada e que, no Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País, o apoio é ainda maior.

Segundo Solange Srour, a volta do tema ao centro do debate político traz mais uma conta para o Orçamento, que opera com déficits recorrentes, dívida crescente e baixa credibilidade fiscal. A economista lembra que desonerações raramente são neutras, temporárias ou bem focalizadas.”A política de alívio sobre a folha, renovada sucessivas vezes, gerou perdas bilionárias de arrecadação sem evidências consistentes de ganhos duradouros em emprego ou produtividade. Transformou-se em benefício permanente, capturado por setores organizados, e em obstáculo adicional à consolidação fiscal. Agora, corre-se o risco de repetir o mesmo roteiro: aprova-se uma medida popular, ignora-se seu impacto econômico e, em seguida, tenta-se ‘corrigir’ o problema com mais renúncia tributária”, criticou a economista da UBS Global Wealth Management.

Estadão Conteúdo

Congresso do Peru destitui presidente interino José Jerí

O Congresso do Peru destituiu nesta terça-feira (17) o presidente interino José Jerí por má conduta funcional e falta de idoneidade para exercer o cargo, após um julgamento político relâmpago. Jerí, o sétimo chefe de Estado peruano em 10 anos, foi removido do cargo ao qual chegou como presidente do Congresso em outubro de 2025.

A destituição de Jerí ocorre em plena crise institucional enfrentada pelo Peru desde as eleições de 2016, quando um conflito permanente de poderes eclodiu entre o Parlamento, fortalecido, e o Executivo, desgastado, em um contexto de fragmentação partidária e ausência de consenso político. “A mesa diretora declara a vacância da Presidência da República”, anunciou o presidente interino do Congresso, Fernando Rospigliosi, após a votação. Eram necessários 58 votos para destitui-lo.

O Parlamento elegerá na quarta-feira às 18h locais (20h em Brasília) um novo chefe do Legislativo, que assumirá automaticamente a presidência interina do Peru até 28 de julho, indicou Rospigliosi. O Peru ficará sem chefe de Estado por mais de 24 horas, segundo decisão do Congresso, um caso inédito na história recente do país. Jerí foi destituído enquanto o Ministério Público o investiga por dois casos de suposto tráfico de influência. Seu mandato terminaria em julho, e sua missão era garantir a transparência das eleições presidenciais e legislativas de 12 de abril.

Jerí, de 39 anos, foi presidente do Congresso até que, em 10 de outubro, substituiu na presidência Dina Boluarte, destituída em um julgamento político relâmpago no qual se alegou sua incapacidade de resolver uma onda de extorsões e assassinatos por encomenda. Do lado de fora do Congresso, um pequeno grupo de manifestantes carregava cartazes a favor da destituição de Jerí por ter transformado o palácio presidencial “em um bordel”.  “Não é nosso presidente”, disse à AFP a comerciante María Galindo, de 48 anos.

Jerí enfrentou sete pedidos de censura impulsionados pela oposição esquerdista minoritária e por um bloco de partidos de direita que buscavam removê-lo por “conduta funcional inadequada e falta de idoneidade” para exercer o cargo. “Ele decepcionou o Congresso pelos erros que cometeu; o Congresso se equivocou ao elegê-lo e podemos corrigir o erro”, afirmou o parlamentar de direita Jorge Marticorena durante o debate. “Este presidente não serve, temos números altos de mortes por encomenda e homicídios, os índices não baixaram”, disse a esquerdista Susel Paredes.

Crise institucional – “Eu não cometi nenhum crime. Tenho plena suficiência moral para poder exercer a presidência da República”, declarou Jerí em uma entrevista na televisão na noite de domingo. “Ter uma nova substituição na presidência, a quarta no atual lustro político, não resolverá nada da profunda crise institucional que o país vive”, disse à AFP o analista político Augusto Álvarez.

Além disso, “será difícil encontrar no atual Congresso — com evidências de mediocridade e suspeita sólida de corrupção generalizada — um substituto com legitimidade política”, acrescentou. A rapidez da tramitação da censura foi relacionada à campanha eleitoral, que registra um recorde de mais de 30 candidatos presidenciais. “Os partidos que apressam a destituição o fazem porque acreditam que isso poderia ajudá-los a obter mais votos na eleição de 12 de abril”, ressaltou Álvarez.

O candidato presidencial do Renovação Popular, Rafael López Aliaga, que lidera as pesquisas, tem sido o mais enfático em exigir a renúncia de Jerí. López Aliaga, apoiador do presidente Donald Trump, afirmou que “Jerí é operador de dezenas de grupos chineses que entram em massa no Palácio”.

Duas investigações do Ministério Público – Na última década, apenas um de sete presidentes peruanos concluiu seu mandato. Depois de um início marcante, com aprovação de quase 60% nas pesquisas devido ao impulso dado à luta contra o crime organizado, a popularidade de Jerí caiu para 37% em fevereiro.

As críticas surgiram quando o Ministério Público abriu em janeiro uma investigação preliminar por suposto crime de “tráfico de influência e patrocínio ilegal de interesses”, após vir à tona um encontro encoberto com um empresário chinês que faz negócios com o governo. A esse encontro Jerí compareceu encapuzado. Sua situação se complicou neste mês com outra investigação por “tráfico de influência”, diante de sua suposta intervenção na contratação de nove mulheres em seu governo.

AFP

Caso Cão Orelha: Congresso articula penas de até 16 anos para maus-tratos

A trágica morte do cão comunitário Orelha, ocorrida no início de 2026 em Santa Catarina, mobilizou parlamentares no Congresso Nacional para endurecer a punição contra agressores de animais. O crime, que chocou o país devido à brutalidade, acelerou a tramitação de projetos de lei que visam transformar os maus-tratos a pets em crimes com penas significativamente maiores, podendo chegar a 16 anos de reclusão.

O animal foi vítima de graves agressões e, apesar do socorro veterinário, precisou ser sacrificado em decorrência dos ferimentos. O episódio reacendeu o debate sobre a atual Lei de Crimes Ambientais, considerada branda por ativistas. Atualmente, a legislação prevê detenção de três meses a um ano para crimes gerais contra animais, com penas de dois a cinco anos especificamente para casos envolvendo cães e gatos.

Projetos no Senado e Câmara

No Senado, o PL 519/2021, de autoria do senador Jorge Kajuru, é a proposta mais avançada. O texto prevê reclusão de 4 a 16 anos e torna o crime inafiançável. Segundo o parlamentar, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sinalizou que a votação em plenário deve ocorrer logo após o Carnaval. Outro projeto, do senador Humberto Costa, também busca aumentar a rede de proteção e endurecer o regime de prisão.

Já na Câmara dos Deputados, o foco está no PL 2475/2025, que propõe incluir os maus-tratos seguidos de morte no rol de crimes hediondos. Se aprovada, a medida impõe regime inicial fechado e restringe benefícios como progressão de regime e indulto para os condenados.

A Tarde

Paulinho: Veto de Lula à dosimetria deve ser derrubado antes do Carnaval

O veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria deve ser derrubado antes do Carnaval, afirmou o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto, no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.

A decisão de Lula gerou reação imediata entre aliados de Jair Bolsonaro (PL) e abriu articulações para tentar derrubar o veto.

“Tenho falado com Hugo [Motta, presidente da Câmara] quase todos os dias. Ele é meu amigo, parceiro de muitos anos, e tenho conversado com ele sobre essa questão do veto”

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EDITORIAL: A Armadilha da Centralização: Por que a PEC da Segurança encontra tanta resistência no Congresso?

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reformular o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) levanta um debate crucial e urgente para o futuro do Brasil: a delicada balança do federalismo na gestão de um tema tão sensível quanto a segurança. Embora a necessidade de integrar e aprimorar a atuação das forças policiais seja inegável diante do avanço do crime organizado, o texto original da PEC, ao propor conceder à União competência exclusiva para elaborar o Plano Nacional de Segurança Pública, acendeu um alerta para juristas, advogados e políticos.

O receio principal reside na excessiva centralização em Brasília de decisões que impactam diretamente a realidade dos estados e municípios, que, na prática, arcam com a maior parte dos custos e da execução da segurança pública.

Estados e municípios gerenciam suas polícias militares e civis, além das guardas municipais e possuem o conhecimento mais apurado das nuances regionais da criminalidade. A atribuição exclusiva à União para elaborar o Plano Nacional de Segurança Pública, embora possa buscar uma uniformidade necessária, arrisca impor uma visão “de cima para baixo” que desconsidera as peculiaridades locais, podendo levar à ineficácia das políticas.

As críticas a essa centralização ecoam no Congresso Nacional. O próprio relator da PEC na Comissão Especial, o deputado Mendonça Filho, reconheceu publicamente a fragilidade do texto original nesse ponto.

Em entrevista, ele ressaltou a desproporção e a necessidade de cooperação, e não de centralização: “Os estados respondem por cerca de 80% dos investimentos em segurança pública, enquanto a União participa com 12%. O caminho é a cooperação, não a centralização”. Essa fala resume a principal crítica: não se pode exigir que a maioria da execução se submeta a um planejamento que ignora a expertise e a capacidade de investimento dos entes federados.

De fato, o relator agiu para mitigar o problema, sugerindo alterações que buscam afastar a ideia de uma competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de segurança, um ponto que gerou forte resistência, especialmente entre governadores.

A resistência no Congresso à PEC não é, portanto, uma mera “politicagem”, como alguns tentam rotular, mas sim um reflexo legítimo do debate sobre o modelo federativo brasileiro. Parlamentares da oposição e até mesmo da base aliada têm manifestado preocupação com o risco de esvaziar a autonomia dos estados, levando a um sistema mais burocrático e menos ágil.

Juristas e advogados especializados em direito constitucional e segurança pública alertam que, ao tentar solucionar a falta de coordenação nacional, o texto original criava um novo problema: o conflito de competências e a potencial judicialização das políticas de segurança. O modelo de sucesso em outras áreas, como o Sistema Único de Saúde (SUS), é a legislação concorrente ou o estabelecimento de diretrizes gerais pela União com competência suplementar aos estados, e não a exclusividade.

O desafio do relator Mendonça Filho e da Comissão Especial é justamente encontrar um ponto de equilíbrio que promova a tão necessária integração e coordenação nacional, essenciais para o combate ao crime organizado, que é interestadual e transnacional, sem ferir a autonomia dos estados, que estão na linha de frente do policiamento e da investigação criminal.

A segurança pública é uma pauta de Estado, não de governo. O Brasil clama por um sistema mais articulado e eficiente, mas essa eficiência deve ser construída sobre as bases sólidas da cooperação federativa, e não da centralização autoritária. O sucesso da PEC dependerá de sua capacidade de ouvir as vozes dos estados e garantir que o Plano Nacional seja um instrumento de articulação, e não de intervenção.

Waldiney Passos

Congresso Técnico e Coletiva de Imprensa da 2ª Corrida Rústica Internacional do Agronegócio destaca relevância da prova para atletas e região

Petrolina se prepara para receber, neste domingo (13)  a 2ª edição da Corrida Rústica Internacional do Agronegócio, e o congresso técnico e coletiva de imprensa realizados neste sábado (11) reforçaram a grandiosidade e a importância do evento para o atletismo nacional e internacional. Atletas, organizadores e representantes de federações se reuniram para detalhar as expectativas e os diferenciais da prova, que se consolida como uma das principais do calendário brasileiro.

Justino Pedro, um dos destaques do atletismo nacional e terceiro colocado na Maratona do Rio de Janeiro, expressou sua confiança para a prova: “Estou com a confiança muito grande e preparado para fazer uma boa corrida e subir ao pódio este ano”. Ele enfatizou a relevância da corrida para os atletas locais: “Essa prova é muito importante para nós atletas, como é uma prova com selo Ouro, nos permite fazer marcas para poder representar o Brasil em competições fora”. Justino também agradeceu o apoio da organização, a “Seiva do Vale”, por “dar a possibilidade de o atleta se destacar em nível mundial”.

O manager Frederico Santos que acompanha o campeão da última edição da Corrida Rústica Internacional do Agronegócio, Nicolas Kiptoo Kosgei, disse que veio buscar o bicampeonato e destacou a qualidade do percurso em Petrolina. Sendo Petrolina uma cidade plana, ele ressaltou que o trajeto é “bom e rápido”, permitindo que atletas de alta performance conquistem bons resultados. Ele também enfatizou a importância do evento para o Nordeste: “É importante porque é uma marca que vai ser validada pelo ranking brasileiro e o ranking internacional”.

O Selo World Athletics e o Potencial de Classificação
Eduardo Nascimento, técnico e agente da comitiva de atletas da Uganda e do Quênia detalhou a importância do selo Ouro da World Athletics, que eleva o patamar da Corrida do Agronegócio a um nível comparável à tradicional Corrida de São Silvestre. Ele explicou que o selo Ouro permite a participação de um número ilimitado de atletas por país, ao contrário de provas com selos Prata (dois atletas por país) ou Bronze (um atleta por país). “Aqui pode correr quando quiser, então pode classificar bastante atleta”, afirmou.

Ele também ressaltou o papel da corrida em dar oportunidade a atletas internacionais e brasileiros de competir em alto nível e melhorar seus resultados. Eduardo ainda destacou que o Nordeste está demonstrando sua capacidade e potencial no atletismo, com o percurso de Petrolina sendo elogiado pelos atletas estrangeiros por ser “bom, rápido e não desgastar o atleta”.

A Prova Mais Rápida do Brasil e Oportunidade para o Sul-Americano

Fagner Barros, Presidente da Federação Pernambucana de Atletismo, parabenizou a Seiva do Vale pela organização da prova, que ele reforçou ser  a “prova mais rápida do Brasil”. Ele destacou a importância da corrida no calendário nacional, pois é a “última oportunidade” para atletas garantirem vaga no Sul-Americano de Corrida de Rua. “A corrida da Seiva do Vale é de extrema importância no calendário brasileiro e será a última oportunidade para atletas sul-americanos garantirem vaga no Campeonato Sul-Americano de Corridas de Rua. Isso confere um peso significativo ao evento para os corredores que buscam qualificação internacional”, afirmou parabenizando a empresa Seiva do Vale e a Cronos Sports pela “belíssimo trabalho bem elaborado e bem pensado” na organização da prova e celebrou o fato de que um evento de tamanha magnitude aconteça em Petrolina, no “coração do Sertão”, uma cidade que ele descreveu como “tão bem desenvolvida” e um “berço do agronegócio”. Ele ressaltou a importância de eventos como esse para oportunizar atletas brasileiros e pernambucanos em sua própria região.

Sucesso Consolidado e Reconhecimento Internacional
Aldemir Rodrigues, Diretor Presidente da Seiva do Vale expressou a alegria da organização com o crescimento do evento. “Eu fico muito feliz por estar promovendo essa corrida e muito feliz pela participação de todos”, disse ele, que se mostrou satisfeito com a dimensão que a corrida tomou. Claudiana Rodrigues, Diretora da Seiva do Vale reiterou o compromisso da organização em entregar excelência: “A gente busca entregar o nosso melhor, a gente busca entregar excelência”.

O delegado técnico da Confederação Brasileira de Atletismo, João Vicente, ratificou a importância da Corrida Internacional do Agronegócio. Ele enfatizou o papel fundamental da “Seiva do Vale” por “abraçar essa causa” e trazer uma corrida com selo Ouro, além de uma prova de 5 km com selo Bronze, que também vale vaga para o Sul-Americano. João Vicente também lembrou os atletas da necessidade de entregar a declaração do calçado e se apresentarem cedo na câmara de chamada para a aferição e fotografia dos tênis, garantindo a homologação dos resultados. “A prova atende a todos os requisitos para ter o selo, o que a torna uma corrida internacional com resultados válidos para o ranking da CBAt e confederações internacionais”.

A 2ª Corrida Rústica Internacional do Agronegócio promete ser um marco no calendário esportivo, consolidando Petrolina como um polo do atletismo e oferecendo uma plataforma crucial para o desenvolvimento e a projeção de atletas no cenário mundial.

Serviço 

2ª Corrida Rústica Internacional do Agronegócio

Quando:13 de Julho de 2025

Onde: Petrolina

Largada: 6:30h

Percursos: 5km e 15km

Congresso gastou R$ 85 mil com viagens de bolsonaristas aos Estados Unidos em vitória de Trump

O Congresso Nacional desembolsou ao menos R$ 85 mil para que três parlamentares bolsonaristas pudessem viajar para os Estados Unidos para acompanhar as eleições que culminaram na vitória de Donald Trump. Entre os dias 2 e 7 de novembro, dois deputados e um senador tiveram passagens áreas ou hospedagens custeadas pela Casa Legislativa, que autorizou a missão oficial.

A comitiva de parlamentares também contou com outros nomes à exemplo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF), que ainda não prestaram contas sobre os custos.

Na Câmara dos Deputados, José Medeiros (PL-MT) teve sua passagem área de classe econômica ressarcida no valor de R$ 6,3 mil. O deputado ainda recebeu R$ 11,2 mil por 4,5 diárias. A justificativa para sua missão foi participar do evento ” O Poder da Democracia: Eleição Presidencial nos EUA 2024.”

No país estrangeiro, ele gravou uma série de vídeos em meio à apuração. Durante a madrugada de quarta-feira, quando Trump se consolidou vencedor da disputa, ele esteve à frente da Casa Branca, residência oficial do governo americano.Outra deputada que participou do mesmo evento que Medeiros e esteve nos Estados Unidos para acompanhar as eleições foi Mayra Pinheiro (PL-CE). Ela recebeu R$ 12,5 mil em diárias.

Durante a pandemia da Covid-19, ela ganhou o apelido de “Capitã Cloroquina”. Enquanto secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Pinheiro foi ouvida e indiciada pela CPI da Covid por crime de epidemia com resultado de morte, prevaricação e crime contra a humanidade. A médica defendia o uso da cloroquina como tratamento para a Covid-19 e chegou a participar do desenvolvimento de um aplicativo do governo federal que recomendava o medicamento, comprovadamente sem eficácia.

Já no Senado Federal, quem recebeu seis diárias para estar nas eleições foi Laércio Oliveira (PP-SE). O valor foi de R$ 20,6 mil. A sua passagem área, em classe executiva, custou R$ 34,4 mil aos cofres públicos.

Em suas redes sociais, o senador foi mais comedido nas postagens. Logo após o resultado afirmou que a democracia estaria se renovando e desejou um “mandato justo” a Trump.

Agência O Globo

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