Ministros do STF veem possível exagero em decisão de Moraes, diz reportagem

Moraes suspendeu visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias

Uma reportagem publicada pelo Jornal da Cidade Online afirma que integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), ouvidos sob condição de anonimato, avaliam que o ministro Alexandre de Moraes teria cometido um erro jurídico e outro estratégico ao analisar a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período de prisão domiciliar.

Segundo a publicação, três ministros do STF ouvidos pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, defenderam cautela na condução do caso. Na avaliação desses magistrados, seria juridicamente discutível concluir que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares apenas pelo fato de ter escrito uma carta, já que não haveria proibição específica para a produção de correspondências manuscritas.

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Justiça absolve Thiago Brennand de acusação de estupro

A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) absolveu o empresário Thiago Brennand de uma acusação de estupro contra uma estudante de medicina. O julgamento aconteceu no fim de maio e reverteu a sentença de primeira instância que havia condenado o réu a oito anos de prisão em regime fechado.

O processo tem como base uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em dezembro de 2022. A acusação envolve um episódio ocorrido após um jantar na capital paulista. Segundo a denúncia, a modelo e estudante de medicina Stefanie Cohen teria passado mal após consumir bebida alcoólica e, em seguida, sido levada a um quarto de hotel, onde, de acordo com o Ministério Público, teria sofrido violência sexual em condição de vulnerabilidade.

Em agosto de 2025, a 30ª Vara Criminal de São Paulo condenou o empresário pelo crime de estupro e determinou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais à vítima. Na mesma sentença, Brennand foi absolvido de outras acusações relacionadas ao caso, entre elas a de gravação não autorizada. A defesa recorreu da decisão sustentando que a relação sexual foi consensual e que o conjunto de provas não confirmava a ocorrência do crime. Os advogados Alberto Toron e Luiza Oliver também argumentaram que havia inconsistências na narrativa apresentada pela acusação.

Os desembargadores da 2ª Câmara de Direito Criminal analisaram o recurso e chegaram a entendimentos diferentes. O relator, Tetsuzo Namba, defendeu que a condenação fosse mantida. Já o revisor, Francisco Orlando, e o presidente da Câmara, Alex Zilenovski, concluíram que as provas não eram suficientes para sustentar a condenação e votaram pela absolvição do empresário, formando a maioria.

Além do recurso da defesa, o Ministério Público também havia recorrido da sentença de primeira instância, pedindo a condenação de Brennand pelos demais crimes imputados na denúncia e o aumento da indenização por danos morais para R$ 1 milhão. Esta é a segunda condenação do empresário revertida pelo TJSP. Brennand, entretanto, continua condenado em outras três ações penais julgadas em primeira instância. Ele segue preso na penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. Em nota à imprensa, a advogada Karina Kufa, que integra a defesa de Thiago Brennand e casou-se com ele recentemente, afirmou que a absolvição foi recebida “com confiança na Justiça e no reconhecimento da verdade dos fatos.” Leia a íntegra:

“Recebemos a absolvição com confiança na Justiça e no reconhecimento da verdade dos fatos. A decisão reforça que acusações precisam estar amparadas em provas e depoimentos consistentes. A isolada palavra da mulher não deve sustentar uma acusação, ainda mais sob a forte suspeita de conluio para fins escusos. Seguimos confiantes de que, nos demais casos, a análise criteriosa das provas demonstrará a inexistência de prática criminosa”, diz o comunicado.

Diario de Pernambuco

Justiça Federal nega financiamento estudantil do Fies a Sari Corte Real, do caso Miguel

Sari foi condenada a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Sari pediu na Justiça o reconhecimento de que preenche os requisitos para receber financiamento integral pelo Fies

Sari Corte Real, condenada pela morte do menino Miguel Otávio, teve negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) pedido para receber crédito estudantil integral pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A ex-primeira-dama de Tamandaré, na Mata Sul, alegou que cumpria os requisitos previstos na lei e nas regulamentações do programa, como renda familiar bruta per capita inferior a três salários mínimos e desempenho acadêmico mínimo exigido pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O acórdão, que de forma unânime negou pedido de Sari para acessar o financiamento, foi assinado no último dia 25 de junho.

Em 2023, ela foi aprovada em uma faculdade privada de medicina em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A mulher teve o pedido de financiamento do Fies negado sob alegação de não ter alcançado nota mínima no Enem. O programa do Governo Federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos não gratuitos e com avaliação positiva.

Após a negativa, Sari ajuizou o caso no TRF1, que atua em 12 estados mais o Distrito Federal – Pernambuco está na área de atuação do TRF da 5ª Região.

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Decisão de Moraes sobre prisão domiciliar de Bolsonaro deve ficar para a próxima semana

Estado de saúde do ex-presidente será um dos fatores analisados pelo Supremo

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá ficar para a próxima semana. A expectativa é da própria defesa de Bolsonaro, que considera improvável uma manifestação do magistrado ainda nesta semana em razão dos prazos processuais em andamento.

Na quarta-feira (24), Moraes concedeu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido da defesa. Somente após o parecer do órgão, o ministro deverá analisar os documentos e decidir se mantém Bolsonaro em prisão domiciliar ou determina seu retorno ao sistema prisional.

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Prazo de prisão domiciliar temporária de Bolsonaro termina nesta quinta-feira e STF deve decidir próximos passos

Situação do ex-presidente será reavaliada pelo ministro Alexandre de Moraes, que poderá manter, alterar ou revogar o benefício concedido por razões humanitárias

Termina na próxima quinta-feira (25) o prazo de 90 dias da prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A continuidade ou não da medida dependerá de nova avaliação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo e responsável pela execução da pena.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. Em março deste ano, Moraes autorizou a transferência para o regime domiciliar em caráter humanitário, levando em consideração o quadro de saúde do ex-presidente e após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Caso Erlan Oliveira: um ano depois, acusados seguem sem julgamento definitivo

Erlan Oliveira tinha 28 anos e morreu após ser agredido em um bar de Petrolina durante o São João de 2025

Há exatamente um ano, Petrolina era palco de um dos crimes de maior repercussão nacional registrados durante os festejos juninos. Na madrugada de 20 de junho de 2025, o empresário piauiense Erlan Oliveira, de 28 anos, foi brutalmente agredido em um bar localizado na Avenida Sete de Setembro, após deixar o Pátio Ana das Carrancas, onde acontecia o São João de Petrolina.

Segundo as investigações da Polícia Civil de Pernambuco, Erlan chegou ao estabelecimento após sair da festa e acabou se envolvendo em uma confusão relacionada ao som de um veículo equipado com paredão. A investigação apontou que ele teria desligado o equipamento, provocando uma reação violenta de várias pessoas que estavam no local. O empresário foi espancado e sofreu ferimentos gravíssimos. Socorrido inicialmente em Petrolina, ele chegou a ser transferido para o Piauí, mas não resistiu e teve morte cerebral confirmada dias depois.

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Fachin autoriza AGU a defender Moraes em ação movida por empresa ligada a Trump nos EUA

Ministro Edson Fachin autorizou a AGU a atuar na defesa institucional de Alexandre de Moraes em processo movido nos Estados Unidos

O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou nesta quinta-feira (4) a Advocacia-Geral da União (AGU) a representar o ministro Alexandre de Moraes em uma ação movida nos Estados Unidos pela plataforma Rumble e pela Trump Media & Technology Group, empresa ligada ao presidente norte-americano Donald Trump.

A decisão foi tomada após consulta da própria AGU. Segundo Fachin, o caso vai além da figura individual de Moraes e envolve interesses institucionais do Estado brasileiro, incluindo a independência do Poder Judiciário, o Estado Democrático de Direito e a soberania nacional.

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Monique Medeiros deixa a prisão no Rio; MP vai recorrer da decisão

Mãe do menino Henry Borel recebeu perdão judicial

A mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros, deixou na tarde desta quinta-feira (4) o presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, após ter recebido o perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri.

Por decisão do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio, Monique teve o crime desclassificado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A sentença, no entanto, será objeto de recurso por parte da Promotoria.

“A sentença será objeto de recurso, uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”, afirmou o promotor de Justiça Fábio Vieira, que atuou no júri.

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Governo de Pernambuco, TJPE e OAB-PE firmam convênio para ampliar acesso à Justiça com advocacia dativa

Autoridades estaduais, do Judiciário e da OAB-PE durante assinatura do convênio que institui a advocacia dativa em Pernambuco

O Governo de Pernambuco, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a OAB-PE assinaram, nesta quinta-feira (4), um Convênio de Cooperação Institucional para implantação da advocacia dativa no Estado. A medida garante assistência jurídica gratuita à população de baixa renda por meio da atuação de advogados particulares nomeados pela Justiça.

Durante a solenidade, realizada no Palácio do Campo das Princesas, a governadora Raquel Lyra destacou que a iniciativa amplia o acesso à Justiça e fortalece as instituições pernambucanas.

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Operação prende quatro investigados por estupro de vulnerável e pornografia infantil em Pernambuco

Mandados foram expedidos pela Justiça de Pernambuco em investigação sobre pornografia infantil.

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação de Polícia Judiciária Kura, que resultou na prisão de quatro homens investigados por crimes de estupro de vulnerável, produção e armazenamento de pornografia infantil.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão nos municípios do Recife e Cabo de Santo Agostinho.

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Justiça de Pernambuco condena proprietário de serviço ilegal de IPTV a cinco anos de prisão

Decisão da Vara Única de Carnaíba aponta crimes de violação de direito autoral e lavagem de capitais; plataforma contava com mais de 100 mil conteúdos irregulares.

A Justiça de Pernambuco condenou o proprietário da plataforma “SkyFlix” a uma pena de cinco anos de reclusão em regime semiaberto. A sentença, proferida pelo juiz Erasmo José da Silva Neto, da Vara Única de Carnaíba, no Sertão do estado, tipificou as atividades do site como violação de direito autoral e lavagem de capitais.

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Filho denuncia troca de corpos e descobre que mãe foi enterrada em cemitério errado em Pernambuco

Ao abrir o caixão pouco antes do sepultamento, o empresário André Malafaia percebeu que o corpo velado não era o de sua mãe, Railda Mendes Malafaia, de 77 anos. A idosa havia sido enterrada por engano em Carpina, após uma suposta falha na identificação realizada pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO)

O que deveria ser um momento de despedida e recolhimento para a família de Railda Mendes Malafaia, de 77 anos, transformou-se em um verdadeiro pesadelo. A idosa, encontrada sem vida em sua residência no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife, acabou sendo enterrada por engano em outro município após uma suposta troca de corpos.

O caso foi relatado pelo filho da vítima, o empresário André Malafaia, que definiu a situação como uma “odisseia”.

Railda foi encontrada morta no último sábado, 3 de maio, sentada no sofá de casa, com a televisão ligada. Segundo André, ele costumava visitar a mãe regularmente para ajudá-la e cuidar dos dois cães que ela mantinha. Ao perceber o falecimento, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que orientou o encaminhamento do corpo ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO).

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Congresso oficia e Lula tem até esta quarta para promulgar dosimetria

Proposta impacta condenados pelos atos de 8 de janeiro

Mesa Diretora do Congresso Nacional encaminhou à Casa Civil a mensagem oficial confirmando a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. O ofício foi enviado na noite da última segunda-feira, abrindo o prazo constitucional de 48 horas para a promulgação da nova norma.

De acordo com a Constituição, caberia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o texto dentro desse prazo. Caso não houvesse a promulgação, a responsabilidade seria transferida ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa, Eduardo Gomes.

O projeto aprovado alterou a forma de cálculo das penas para crimes contra as instituições democráticas. Pela nova regra, quando diferentes crimes forem considerados parte de um mesmo contexto, prevaleceria apenas a pena do delito mais grave, o que tenderia a reduzir o tempo total de condenação.

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Fux vira relator de ação que questiona derrota de Messias no Senado

Ministro Luiz Fux. (Foto: Internet)

O ministro Luiz Fux foi sorteado relator da ação que questionou a validade da rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal. O caso passou a ser analisado no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

A ação foi protocolada por uma associação civil, que alegou irregularidades no processo de votação no Senado. O principal argumento apresentado foi de que a antecipação do resultado teria comprometido a autenticidade da deliberação parlamentar.

Segundo a petição, declarações feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes do encerramento da votação, poderiam ter influenciado o comportamento dos parlamentares. O texto sustenta que isso teria afetado a liberdade de voto dos senadores.

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Pedro Rousseff se torna réu por difamação contra Nikolas Ferreira

Foto: Divulgação

A Justiça Federal aceitou uma queixa-crime apresentada pelo Ministério Público Federal e pela defesa do deputado federal Nikolas Ferreira contra o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff, neto da ex-presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, o parlamentar municipal passa à condição de réu por difamação.

A ação tem como base um vídeo publicado em junho de 2025, no qual Pedro Rousseff comentava o envio de emendas parlamentares, no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, destinadas por Nikolas ao município de Nova Serrana, em Minas Gerais.

De acordo com o MPF, o vereador teria ultrapassado os limites da crítica política ao fazer insinuações sem provas, mencionando suposto envolvimento indireto do deputado com tráfico internacional, desvio de recursos públicos e ligações com organizações criminosas.

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