Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma. O ministro citou duas ações que questionam o constitucionalidade da lei, que devem ser julgadas pelo plenário da Suprema Corte.

Na prática, os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 terão que aguardar os ministros decidirem se a lei respeita as regras da Constituição Federal para obterem os benefícios da redução da pena.

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Moraes vai relatar ações que pedem suspensão da Lei da Dosimetria

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai relatar as ações que contestam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, promulgada nesta sexta-feira (8) pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Moraes foi relator das ações penais em que os acusados foram apenados. A norma permite a redução das penas dos réus que foram condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, o Supremo recebeu ações protocoladas pela Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

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Moraes rejeita revisar pena de Débora do Batom, condenada pelo 8/1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (4) pedido para que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, seja beneficiada imediatamente pelo projeto de lei (PL) da Dosimetria.

Na semana passada, o Congresso derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto, que beneficia condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

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Débora do Batom pressiona Moraes a reduzir pena após PL da Dosimetria

A defesa de Débora Rodrigues, cabeleireira baiana conhecida como ‘Débora do Batom’, presa por participar da invasão aos prédios dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a redução da sua pena. No pedido apresentado nesta sexta-feira, 1, a defesa usa como argumento a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, em decisão do Congresso Nacional, na quinta (30), que prevê a redução das penas dos envolvidos na trama golpista e na invasão a Brasília.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão. Durante sua participação no ato, a cabeleireira escreveu a frase “Perdeu, Mané” com um batom em uma estátua localizada na frente do prédio do STF.

Nas mãos de Alcolumbre – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar para Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preside o Congresso Nacional, a promulgação da derrubada dos vetos, que precisa ocorrer em um prazo de até 48 horas após a votação. Durante a sessão que resultou na derrubada do veto, Alcolumbre ‘fatiou’ o texto, a fim de evitar a redução de penas para autores de crimes graves e hediondos.

A Tarde

No Piauí, juiz anulou investigação do PCC após decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, esclareceu nesta terça-feira (21) que sua decisão liminar sobre o uso de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras deve ser aplicada apenas a casos futuros.

O despacho foi publicado após a repercussão da medida, que vinha sendo utilizada por advogados para tentar anular investigações em andamento em diferentes partes do país.

Antes do esclarecimento, um juiz do Tribunal de Justiça do Piauí anulou uma investigação relacionada à Operação Carbono Oculto 86, citando a decisão de Moraes como fundamento. O caso envolve apurações sobre suposta atuação de organização criminosa no setor de combustíveis.

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Moraes nega livre acesso de filhos de Bolsonaro à prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou neste sábado (28) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro de revisão dos horários restritos de visitação e de concessão de “livre acesso” aos filhos do ex-presidente que não moram na residência onde o ex-presidente cumpre pena, no Lago Sul, bairro de Brasília. Desde sexta-feira (27), Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária.

Na última terça-feira (24), o ministro Moares concedeu prisão domiciliar humanitária temporária ao ex-presidente, atendendo a um pedido da defesa que alegava que ele não teria condições de voltar a cumprir pena na penitenciária Papudinha, devido ao agravamento de seus problemas de saúde. Na decisão de ontem, no âmbito da Execução Penal (EP) nº 169/DF, o ministro Alexandre de Moraes esclarece que a prisão domiciliar concedida representa “uma medida excepcionalíssima fundamentada exclusivamente em razões de saúde, para substituir o recolhimento em estabelecimento prisional.”

O ministro da Corte acrescenta que o custodiado continua sujeito às regras e restrições inerentes ao regime fechado, ainda que esteja em seu domicílio. “Importante destacar que tal concessão não implicou alteração do regime de cumprimento de pena, que permanece sendo o fechado, conforme fixado no título executivo judicial transitado em julgado.” O despacho mantém a autorização de visitas permanentes de seus filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: de 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h. Para a esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, a filha do casal e a enteada, que residem na mesma casa, o acesso é livre.

Prisão domiciliar – Inicialmente, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro tem duração de 90 dias. A manutenção do benefício deverá ser reanalisada pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica. Alexandre de Moraes também determinou que Bolsonaro volte a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento que usava. Em outra decisão proferida neste sábado, o ministro também proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da casa de Jair Bolsonaro.

Condenação – O ex-presidente da República foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, na ação penal da trama golpista, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Ele cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como Papudinha.

Em 13 de março, no entanto, Bolsonaro foi encaminhado ao Hospital DF Star, na Asa Sul, em Brasília, socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192), após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O ex-presidente foi diagnosticado com um quadro de pneumonia bacteriana e permaneceu internado na unidade hospitalar privada até a última sexta-feira, quando recebeu alta médica e passou a cumprir a domiciliar.

Diario de Pernambuco

Caso Marielle: Moraes autoriza transferência de Brazão e Rivaldo Barbosa para prisão no Rio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Eles foram condenados em fevereiro pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. A decisão foi tomada na sexta-feira, 13, e entrou no sistema do STF neste sábado (14). Atualmente, ambos cumprem as penas em presídios federais. Brazão está detido em Porto Velho (RO) e Barbosa em Mossoró (RN).

Eles foram presos preventivamente em 2024 e encaminhados ao sistema penitenciário federal, com regras mais rígidas, para não interferirem nas investigações. Depois do julgamento no mês passado, as defesas argumentaram que esse risco não existe mais, justificativa aceita por Moraes.

“Ausentes os elementos excepcionais que antes recomendavam o rigor do Sistema Penitenciário Federal, a manutenção dessa medida deixa de se justificar, não havendo mais demonstração concreta de risco atual à segurança pública ou à integridade da execução penal que imponha o afastamento do sistema prisional ordinário”, escreveu o magistrado ao determinar a transferência dos dois condenados a Gericinó. Moraes deu prazo de 24 horas para que a ordem seja cumprida.

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão foi considerado um dos mandantes do assassinato de Marielle, ao lado do irmão, Chiquinho Brazão. Eles foram condenados a 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa (dois salários mínimos cada dia-multa), pelos crimes de organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Domingos perdeu o cargo no TCE e Chiquinho o mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados.

Já Rivaldo Barbosa perdeu o cargo de delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e recebeu pena de 18 anos de prisão mais 360 dias-multa (1 salário mínimo cada dia-multa). Ex-chefe da Polícia Civil, ele atuou para obstruir a investigação policial, sendo condenado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

No julgamento, Moraes, que foi o relator do caso, afirmou que as provas colhidas pela Polícia Federal (PF) contra Chiquinho e Domingos foram “coerentes” e “harmonizadas” e demonstraram a “motivação” do crime, assim como a “forma de pagamento” do assassinato executado pelo ex-policial militar Ronnie Lessa.

Para o ministro, a lógica da organização criminosa era clara. “Vamos retirar esse obstáculo na Câmara Municipal e ampliar a área (de atuação da milícia) e parte dessa área se dará em pagamento” para Lessa. “Se nós analisarmos em conjunto, a motivação e a forma de pagamento estão completamente interligadas”, avaliou.

Os depoimentos de Lessa – amplamente criticados pela defesa dos acusados – foram decisivos para que as investigações fossem deslocadas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o STF. O autor dos disparos acusou Chiquinho Brazão, que na época possuía foro por prerrogativa de função pelo cargo de deputado federal, o que obrigou o caso a ser julgado pelo Supremo.

O inquérito tramitou por seis anos sob a alçada da Justiça do Rio sem elucidação. Pouco tempo após a designação do caso ao STF a PF concluiu as investigações e afirmou em seu relatório que a motivação do crime estava ligada à grilagem de terras na Zona Oeste da capital fluminense.

Estadão Conteúdo

Moraes determina vigilância policial 24h no hospital onde Bolsonaro está internado no DF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal mantenha vigilância permanente no hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado. A decisão estabelece que dois policiais permaneçam 24 horas por dia na porta do quarto do hospital.

A medida também proíbe a entrada de computadores, celulares ou qualquer dispositivo eletrônico na UTI ou no quarto hospitalar durante a internação. A determinação foi tomada após a transferência de Bolsonaro para o Hospital DF Star, onde ele foi internado e diagnosticado com pneumonia.

O pedido foi encaminhado ao núcleo de custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar. Moraes solicitou que a corporação providencie a vigilância e a segurança do ex-presidente durante todo o período de internação, além de reforçar a segurança do hospital com equipes de prontidão.

Na decisão, o ministro também estabeleceu que a Polícia Militar deve garantir fiscalização permanente, mantendo ao menos dois policiais na porta do quarto e outras equipes dentro e fora do hospital, conforme a necessidade. Cabe ainda à polícia assegurar o cumprimento da restrição à entrada de dispositivos eletrônicos na UTI. Moraes também revogou visitas a Bolsonaro que estavam previamente agendadas.

Bolsonaro foi levado ao hospital após passar mal durante a madrugada, com febre, crises de vômito e queda na saturação de oxigênio. Relatório do hospital aponta broncopneumonia aguda de provável origem aspirativa.

Bahia Notícias

Moraes autoriza Bolsonaro a receber estímulo elétrico craniano contra soluços na prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele inicie um novo tratamento contra crises de soluço por meio de um Estímulo Elétrico Craniano (CES). De acordo com a decisão de Moraes, o médico Ricardo Caiado poderá visitar Bolsonaro três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas, às 19h, portando os equipamentos para o tratamento. Os aparelhos médicos precisam ser vistoriados, segundo a decisão do ministro.

Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. Ele foi transferido para a unidade em 15 de janeiro após uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O ex-presidente foi condenado em 11 de setembro do ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por comandar uma tentativa de golpe. Ele foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Segundo a petição feita pela defesa de Bolsonaro, o tratamento será feito por meio de clipes auriculares bilaterais, com sessões de 50 minutos a uma hora, enquanto o paciente permanece em repouso consciente. “Quando das primeiras aplicações da neuromodulação, então por oito dias, foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços”, argumentam os advogados.

Os advogados pediram que as sessões ocorressem, preferencialmente, ao final do dia, em horário próximo ao repouso noturno, respeitadas as regras de segurança, o que foi atendido por Moraes. Os advogados argumentam que o tratamento precisa ser realizado de forma constante e por prazo indeterminado.

Estadão Conteúdo

Dallagnol protocola notícia-crime contra Moraes por suposto abuso no caso Unafisco

O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol protocolou nesta sexta-feira, 20, uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pedindo a apuração de suposto abuso de autoridade.

Na petição, Dallagnol sustenta que a intimação do presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, para prestar depoimento no inquérito das Fake News, teria ocorrido sem indícios de participação dele nos fatos investigados originalmente, que envolvem suspeitas de acesso indevido e vazamento de dados fiscais de ministros do STF e de seus familiares. O ex-deputado argumenta que a convocação para depor, após críticas públicas feitas por Cabral à operação contra auditores fiscais, pode configurar uso indevido do aparato investigatório como forma de intimidação.

Na notícia-crime, Dallagnol pede a instauração de procedimento investigatório criminal, a cópia do inquérito em que foi determinada a intimação, a verificação do tempo entre as declarações públicas de Cabral e a convocação para depor, além de um eventual envio da cópia ao Senado Federal caso sejam identificados elementos que indiquem crime de responsabilidade. O documento também menciona episódio ocorrido em 2019, quando auditores foram afastados no mesmo inquérito e posteriormente reintegrados, como parte do contexto apresentado à PGR.

Kleber Cabral prestou depoimento por cerca de uma hora e meia à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 20. Ele foi ouvido por videoconferência, na condição de investigado, após ter feito críticas à atuação do STF em operação que mirou auditores fiscais sob suspeita de acesso indevido e vazamento de dados de parentes de ministros da Corte.

O depoimento foi determinado por Moraes no âmbito do chamado inquérito das Fake News, instaurado no Supremo para apurar a disseminação de informações falsas e ataques à Corte. O conteúdo da oitiva está sob sigilo. De acordo com fontes que acompanham o caso, a audiência foi considerada “tranquila”, com questionamentos concentrados nos motivos das declarações públicas feitas por Kleber.

Em nota, a Unafisco informou que não pode comentar o teor do depoimento em razão do sigilo. “O presidente da Unafisco Nacional, auditor-fiscal Kleber Cabral, prestou depoimento hoje, de modo remoto, à Polícia Federal. Ele foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro. Conforme informado pela autoridade policial, o procedimento tramita sob sigilo, razão pela qual o presidente da entidade não poderá comentar o conteúdo do depoimento neste momento”, afirmou a entidade.

No despacho que determinou a intimação, Moraes transcreveu trechos de entrevistas concedidas por Kleber no dia em que agentes federais cumpriram mandados contra quatro auditores fiscais suspeitos de vazamento de dados confidenciais de magistrados do STF e de seus familiares.

Em uma das declarações citadas, Kleber afirmou: “Na Receita, ninguém vai ter coragem de mexer com isso. É muito arriscado”. Em outro trecho, declarou: “Vamos investigar, vamos fiscalizar o PCC, é menos arriscado. Porque a mensagem é essa. Não fuça nisso aí que vai ter pancada.”

Estadão Conteúdo

Moraes arquiva investigação contra Zambelli por obstrução e coação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.

A investigação foi aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump. Ela também declarou que pretendia adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”. A apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália.

Na decisão, o ministro acolheu pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada. “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.

Fuga

Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes. Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana nas próximas semanas.

Agência Brasil

Moraes nega habeas corpus apresentado por estudante de Direito em favor de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou um habeas corpus apresentado por um estudante de Direito em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o ministro, o pedido não reunia elementos suficientes para ser analisado, o que levou ao encerramento do processo sem julgamento do mérito. A decisão foi assinada na última quarta-feira (28) e publicada na quinta (29).

A solicitação foi protocolada por Francisco Ricardo Alves Machado, que não integra a equipe de advogados de Bolsonaro. De acordo com seu perfil no LinkedIn, ele é estudante de Direito. No pedido encaminhado ao Supremo, o estudante afirmou que o ex-presidente estaria sofrendo restrições ilegais à liberdade e pediu a anulação dos processos em curso. O argumento central era o de que o magistrado responsável pelos casos deveria ser considerado suspeito.

Na petição, Machado sustentou que um juiz não pode atuar em processos quando há, por exemplo, interesse pessoal, relação direta com as partes ou qualquer situação que comprometa sua imparcialidade. O habeas corpus também menciona tratados internacionais de direitos humanos, como o Pacto de San José da Costa Rica e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, para defender o direito à liberdade e à vida do ex-presidente.

Além disso, o autor alegou que os fatos atribuídos a Bolsonaro não poderiam resultar em condenação, por considerar que não haveria possibilidade real de consumação do crime. Com base nessa tese, pediu o encerramento da ação penal. Ao final, solicitou uma decisão urgente para garantir a libertação imediata do ex-presidente e, posteriormente, o reconhecimento de que não haveria crime a ser punido.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que o pedido não apresentava informações mínimas que permitissem a análise do caso pelo Supremo. Segundo ele, o texto não indicava de forma clara qual seria o ato ilegal praticado nem apontava quem teria sido responsável por essa suposta violação. O ministro destacou que o habeas corpus se limitou a argumentos genéricos e à reprodução de dispositivos legais, sem apresentar fatos concretos que justificassem a atuação da Corte. “Não há, na petição inicial, individualização mínima de fatos aptos a embasar o pedido formulado, circunstância que compromete a admissibilidade da impetração”, escreveu Moraes ao rejeitar a solicitação.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro na cadeia: Moraes aponta “violação de uso de tornozeleira” e “risco de fuga” e nega pedido de prisão domiciliar e visitas

Em sua decisão que embasou o pedido de prisão do ex-presidente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que “Jair Bolsonaro violou o uso de tornozeleira eletrônica à 0h08 deste sábado (22) e tinha elevado risco de fuga durante a vigília convocada pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”. Essa informação foi divulgada pelo G1, logo após a prisão de Bolsonaro, em Brasília, neste sábado (22).

No entendimento do ministro, a proximidade da residência de Bolsonaro da embaixada dos Estados Unidos também era um indicativo de que ele poderia tentar escapar de uma eventual prisão.

O que aconteceu

Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva nesta manhã, após ordem de Moraes. Ele foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para Superintendência da PF em Brasília. De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).

Moraes entendeu que “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”. O ministro escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.

E ainda na manhã deste sábado (22), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em conceder a prisão domiciliar ao político diante da fragilidade da sua saúde. A decisão proferida pelo magistrado também na manhã deste sábado, 22, horas após a prisão do ex-mandatário também veta a autorização de visitas, como solicitado pelos advogados.

“Diante da decretação da prisão preventiva do réu Jair Messias Bolsonaro julgo prejudicado o pedido de prisão humanitária domiciliar e autorização de vistas”, diz o ministro. A deliberação é uma resposta ao pedido encaminhado na sexta-feira, 21, pelos advogados referente ao cumprimento da pena sobre a trama golpista, que resultou em 27 anos e três meses de prisão.

A medida, contudo, vale para hoje devido a custódia do ex-presidente em razão de um ato de vigília convocado pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava prevista também para este sábado. O movimento protagonizado pelo herdeiro de Bolsonaro resultou na sua prisão preventiva no início desta manhã, às 6h, a pedido da Polícia Federal (PF), e acatada por Moraes.

Diario de Pernambuco e A Tarde

Bolsonaro faz exigência a Moraes perto de ida à Papuda

Antes de ser preso preventivamente na manhã deste sábado (22) e levado à Polícia Federal em Brasília, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, prevendo a transferência para o Complexo da Papuda, em Brasília, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para permanecer em prisão domiciliar humanitária, em vez de cumprir a pena de 27 anos e três meses em regime fechado pela condenação na trama golpista.

O pedido foi protocolado nesta sexta-feira, 21, e sustenta que Bolsonaro apresenta um quadro clínico grave, com múltiplas comorbidades e risco concreto à própria vida caso seja levado ao sistema prisional.Defesa cita doenças e histórico médico delicado

Segundo os advogados, Bolsonaro:
– É portador de hipertensão, apneia do sono e doença aterosclerótica;
– Tem histórico de pneumonias aspirativas;
– Sofre sequelas do atentado de 2018, incluindo complicações abdominais e soluços incoercíveis;
– Foi diagnosticado em 2025 com câncer de pele;
– Já precisou ser hospitalizado três vezes desde o início da prisão domiciliar.

A defesa afirma que ele pode necessitar de atendimento emergencial a qualquer momento e anexou relatórios médicos ao pedido. Relatório aponta que Papuda não teria estrutura adequada. Os advogados também mencionam um relatório recente da Defensoria Pública do DF, que aponta precariedade no setor destinado a presos idosos na Penitenciária da Papuda. De acordo com o documento, as instalações não estariam aptas a atender detentos com comorbidades graves.

Precedentes do STF reforçam pedido – A defesa lembra que o próprio Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-senador Fernando Collor, em maio, após condenação definitiva, e cita decisões semelhantes do STF como base jurídica para a solicitação.

O que Bolsonaro pede ao Supremo
– O requerimento solicita:
– Prisão domiciliar humanitária em substituição ao regime fechado
– Uso de tornozeleira eletrônica
– Autorização para deslocamentos exclusivos para tratamento médico, mediante comunicação prévia ou justificativa em até 48 horas em caso de urgência

O documento conclui que apenas a prisão domiciliar seria compatível com a dignidade humana diante do “risco real à integridade física e à vida” do ex-presidente.

A Tarde

STF forma maioria para tornar réu ex-assessor de Moraes no TSE

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste domingo (09) para abrir uma ação penal contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele se torna réu em processo pelo qual foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por agir contra a legitimidade do processo eleitoral brasileiro e atuar para prejudicar as investigações sobre atos antidemocráticos.

Relator do caso, Moraes votou pelo recebimento da denúncia da PGR e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte até a próxima sexta-feira, dia 14. Em post no Instagram, Tagliaferro postou que tem “medo zero dessa turma, independente do resultado” do julgamento. Ele se encontra atualmente na Itália. O governo brasileiro já protocolou um pedido às autoridades italianas para extraditá-lo ao país.

A PGR acusou Tagliaferro pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 22 anos de prisão.

A denúncia aponta que, entre maio de 2023 e agosto de 2024, ele divulgou diálogos internos de servidores do STF e do TSE para atender a interesses de uma organização criminosa. Segundo o voto de Moraes, a conduta do ex-assessor se “diferencia da mera violação de sigilo porque atinge diretamente a capacidade estatal de apurar crimes de organização criminosa, criando ambiente de desconfiança institucional e favorecendo os investigados”.

“O embaraço às investigações materializou-se pela divulgação seletiva de informações sigilosas criando dúvida sobre a legitimidade das apurações, pela propagação de narrativas sem respaldo probatório alegando irregularidades, pela coordenação com outros investigados para deslegitimar as instituições e pela aquisição de novo aparelho telefônico às vésperas de oitiva policial com apresentação de equipamento diverso do efetivamente utilizado”, acrescentou o ministro, em seu voto.

De acordo com a PGR, Tagliaferro “de maneira livre, consciente e voluntária, no período compreendido entre 15.05.2023 e 15.08.2024, violou sigilo funcional, ao revelar à imprensa e tornar públicos diálogos sobre assuntos sigilosos, que manteve com servidores do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral na condição de Assessor-Chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, para atender a interesses ilícitos de organização criminosa responsável por disseminar notícias fictícias contra a higidez do sistema eletrônico de votação e a atuação do STF e TSE, bem como pela tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

Evasão para a Itália
A Procuradoria afirma ainda que o ex-assessor, após “se evadir do Brasil” para a Itália, “ameaçou publicamente revelar, em solo estrangeiro, novas informações funcionais sigilosas que obteve em razão do exercício do cargo ocupado na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, com o fim de novamente favorecer interesse próprio e dos investigados” em processos que investigavam atos antidemocráticos.

Na denúncia de 17 páginas, a PGR sustenta que Tagliaferro teria entregue à Polícia Federal um celular que não usava com frequência, com a suposta intenção de driblar as investigações sobre sua conduta. “Os achados policiais confirmam (…) que Eduardo Tagliaferro, em mais um gesto de tentar obstruir investigações, adquiriu o aparelho celular modelo Xiaomi Redmi 13C para ir até a Polícia Federal prestar depoimento, sob a possibilidade de ter o dispositivo apreendido, quando na verdade o aparelho que ele de fato utilizava era um Apple Iphone, visando ocultar das autoridades a execução de suas condutas”, diz o texto.

Agência O Globo

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